O instituto de pesquisas Vox Populi divulgou resultado de aferição acerca da corrida presidencial encomendada pela Rede Bandeirantes de Televisão e confeccionada entre os dias 8 e 13 de maio, tendo ela ouvido 2 mil eleitores em 117 cidades do País e registrando margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Vamos ao resultado:
Dilma Rousseff (PT) -38% (tinha 33% em abril)
José Serra (PSDB) – 35% (tinha 38% em abril)
Marina Silva (PV) – 8% (tinha 7% em abril)
Algumas conclusões são possíveis:
Primeiramente, fica claro que o Presidente Lula fez uma previsão correta ao se movimentar de forma a inviabilizar a candidatura presidencial de Ciro Gomes por acreditar que, no momento certo, a saída deste da corrida representaria ganho para Dilma Rousseff e não para José Serra.
No caso, a previsão de Lula foi eleitoralmente correta. Moralmente, talvez não, visto todo o notório auxílio que Ciro deu ao Presidente durante seus 8 anos de governo e, principalmente, durante a crise do mensalão.
Em segundo lugar, esta pesquisa configura o surgimento de uma tendência não mais apenas de aproximação de Dilma com relação a Serra, mas sim de ultrapassagem do tucano pela petista. As próximas pesquisas dos institutos Ibope, Datafolha e Sensus servirão para confirmar ou não que Dilma deixou de estar próxima de Serra para estar à frente dele.
Em terceiro lugar, vale ressaltar que os comerciais petistas podem ter tido efeito sobre estes resultados, o que confirma a afirmação do parágrafo anterior no sentido de que devemos esperar as pesquisas dos outros institutos para podermos ter a certeza de que Dilma mas não está mais perto de Serra, mas sim na dianteira.
Por fim, é importante lembrar que as pesquisas apenas apontariam um favoritismo se a distância entre Serra e Dilma, estando um ou outro na frente, fosse muito grande. Quero dizer que estando Dilma ou Serra na dianteira, estará desenhada uma eleição acirrada se a diferença percentual entre os dois for estreita.
Ao meu ver, Serra tem boas chances de vitória no primeiro turno, caso Marina Silva seja afetada pelo voto útil. Já em um eventual segundo turno, o favoritismo seria de Dilma Rousseff, que teria Lula ao seu lado por dez minutos na televisão todos os dias e sem a turbulência causada no noticiário pelas campanhas proporcionais.