Postagens com a palavra-chave ‘Sucessão Presidencial’

Oposição com discurso confuso: Partido Verde se anima

20/08/2010

 

A campanha televisiva de José Serra parece sem rumo. Não se sabe ao certo qual desejo dos brasileiros o tucano quer personificar.

Ele é o candidato da oposição ou ele é o candidato mais experiente e capaz da continuidade?

No fim das contas, a realidade é que nenhum destes papéis deveria ser interpretado por Serra, caso queira vencer a disputa.

A estratégia correta seria bater firme nos erros do governo e promover o reconhecimento e manutenção dos acertos, escolhendo dois ou três pontos para marcar a candidatura, os chamados “tipping points”.

Acontece que na busca por essa sintonia fina, a campanha tucana erra a mão e pesa demais ou de um lado ou de outro, dependendo do momento.

Ou o tom sobe demais e a crítica a Dilma traz rejeição dos milhões que aprovam Lula ou se cai na defesa de um continuísmo tão sem inovações que estimula o voto no que “já está aí”.

Há que se reconhecer que o equilíbrio defendido está em cima de linha tênue, mas os profissionais contratados para o marketing têm a obrigação de conseguir atingí-lo, vistos a experiência que têm e o quanto recebem mensalmente.

É nesse cenário de aparente indecisão da campanha tucana que o Partido Verde se anima. Há quem sonhe com um segundo turno entre Dilma e Marina.

No Rio de Janeiro, por exemplo, este cenário não está distante. É significativo, embora não retrate o País todo.

Acontece que o programa eleitoral de Marina não está ajudando. Buscando inovar, o marketing da campanha está se equivocando e cometendo erros primários como esconder a candidata.

Uns dizem que se erra neste início de propósito, para trazer exposição com os comentários sobre os programas inusitados que, só tendo pouco mais de um minuto, dependem muito da repercussão.

Ocorre que má repercussão não adianta. Não vale a máxima de que “toda propaganda é uma boa propaganda”.

Se continuarem assim os vídeos de Marina, Serra pode se preocupar só com Dilma.

Começa a propaganda eleitoral na televisão: Dilma se sai melhor

18/08/2010

O horário político em todos os canais abertos da nação está de volta, como sempre faz de dois em dois anos.

Embora a audiência dos canais pagos tenha aumentado, reduzindo o número de espectadores da propaganda eleitoral, ela ainda é a maior fonte de informação para decisão do voto.

Sendo assim, os candidatos, principalmente os majoritários, precisam produzir seus programas com muito carinho, tendo escolhido os marqueteiros com muito cuidado.

Parece que a equipe de Marina Silva esqueceu isso tudo. Seus primeiros comerciais foram péssimos, com cara de documentário barato sobre meio ambiente. Ela veio nos contar “uma verdade inconveniente”.

Serra se saiu melhor, se dirigiu pessoalmente ao eleitor, olho no olho, mas não trouxe nada de novo se compararmos com as campanhas tucanas de 2002 e 2006. Falou muito de saúde, algo que pode funcionar, mas que tem, como os remédios, prazo de validade.

Dilma acertou mais. Mirou Lula e emoção, emoção e Lula, visando atingir o grosso do eleitorado. Fala mal para as câmeras, mas apresentar o que a maioria quer ver costuma funcionar na democracia.

Datafolha: Dilma lidera – 41% a 33% sobre Serra

15/08/2010

Confirma-se totalmente, enfim, a tendência de subida de Dilma, não só pelo aumento de seu índice, mas também pela troca de votos com Serra.

A petista caminha para o período de exibição do horário político como favorita.

Só o mesmo horário político pode fazer Serra virar o jogo, mas as probabilidades não estão ao lado do tucano.

Resta saber agora se Dilma fecha o primeiro turno na frente com vitória ou indo para um segundo turno onde os eleitores de Marina Silva poderão ser os fiéis da balança.

Análise Geral – Serra e Aécio: A hora da verdade

30/07/2010

O desempenho do presidenciável tucano José Serra nas pesquisas piorou no que se refere a Minas Gerais.

O PSDB está perdendo espaço na corrida presidencial no estado, embora Aécio Neves lidere, com índices astronômicos, a disputa pelo Senado.

Desde sempre existe o boato de que, preterido da corrida presidencial por conta das pretensões de Serra, Aécio faria corpo mole na campanha presidencial do PSDB em seu estado. Trataria de se eleger, dar a vitória ao seu poste, o atual Governador Antonio Anastasia, e ponto final. O voto “dilmasia”, Dilma Presidente e Anastasia Governador, não o incomodaria.

Mas esse é o boato. Não se sabe qual é o fato. Aécio já discursou pedindo votos para Serra de forma veemente, o que gera dúvidas sobre seu real posicionamento.

Pois bem. Agora teremos a resposta. Serra precisa de Aécio em Minas neste momento, para vencer e quem sabe abrir vantagem no estado que, junto com o Rio de Janeiro, decidirá a eleição.

Vamos ver o que acontece.

Chegou a hora da verdade.

Ciro diz que apóia Dilma mas não diz se fará campanha

30/07/2010

Informa o Estadão :

“O almoço entre a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e o deputado federal Ciro Gomes (PSB) durou pouco mais de uma hora nesta quinta-feira, no escritório político do PT no Lago Sul, em Brasília.

Na saída do encontro, Ciro garantiu apoio à candidatura petista, mas não revelou se gravará programas para a TV declarando voto nela.”

Ciro foi um aliado leal do governo. Teve seu companheirismo pago com deslealdade.

O verso da música que sempre ouvimos na voz de Beth Carvalho, “você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”, se aplica perfeitamente.

Agora o PT quer que Ciro peça votos para Dilma, mesmo tendo sido sacaneado – essa é a palavra – em benefício de um poste sem sua histórica política e sem sua capacidade.

Eu, se fosse Ciro, não iria atrapalhar, mas lavaria minhas mãos.

Na verdade, há até algo melhor a se fazer:

Apoiar Marina.

Dilma diz que é a mãe do povo brasileiro

29/07/2010

Disse a presidenciável Dilma Rousseff:

“O presidente Lula me deixou um legado [...], que é cuidar do povo brasileiro. Eu vou ser a mãe do povo brasileiro.”

Mãe do povo brasileiro?

Sem comentários.

Serra pede cálculos para prometer aumento do Bolsa Família

07/07/2010

Informa o Jornal O Globo :

“O comando de campanha do PSDB entregou ao candidato tucano à Presidência, José Serra, o esboço de um plano de elevação gradual do valor do Bolsa Família.

O partido avalia que, para uma família ultrapassar a linha da pobreza, o benefício deveria chegar ao teto de R$ 255. Atualmente, o valor pago pelo governo federal vai de R$ 22 a R$ 200.

Para dar base à estimativa — embora ainda se discuta se esse teto pode ser incorporado imediatamente ao discurso de Serra —, a área econômica da campanha analisou o impacto do benefício nos cofres públicos.

Pelas contas dos tucanos, passaria de 0,4% do PIB (pelos valores atuais) para R$ 1,5%, considerado viável diante das previsões otimistas da economia.”

Está posta mais uma estratégia de Serra para reagir ao boato de que acabaria com o Bolsa Família se eleito.

Primeiro, o tucano se dispôs a assinar compromisso que minimizasse o terrorismo eleitoral.

Agora, a proposta é o aumento gradativo do número de benefícios e do valor destes.

É o PSDB tentando ganhar votos que seriam de Lula, quer dizer, de Dilma.

Presidente Lula volta a ironizar o Vice de Serra, Indio da Costa

07/07/2010

Disse o Presidente Lula :

“Eu não sei se é demérito dele ou se é meu, o dado concreto é que eu nunca ouvi falar no nome dele. Eu não sei se ele tem tanta virtude para ser escolhido a vice.”

O Presidente Lula está desmerecendo Indio da Costa sucessivas vezes.

Lula é uma raposa da política. Um dos últimos restantes de uma época de ouro que incluía Brizola, Covas, Ullysses, Montoro, Tancredo, etc.

Sendo assim, não ironizaria Indio gratuitamente.

Há algo aí. Ou chacota de quem sofre de soberba e pensa que a indicação ruim garantiu seu triunfo ou ataque de quem enxerga uma ameaça e imagina que a indicação boa dará argumento à oposição.

Qual será?

Análise Geral: Ciro Gomes fica sem saída e retira sua candidatura

24/04/2010

Ciro Gomes retirou sua candidatura à Presidência. Não oficialmente, mas nas entrelinhas. Para os bons entendedores, já está sacramentado. Os institutos de pesquisa excluirão seu nome das próxima aferições. Já era de se esperar.

Há tempos percebe-se que a eleição de outubro será polarizada. Tudo tem indicado, nos últimos meses, que José Serra e Dilma Rousseff dominarão o debate que, por sinal, não será muito debatido.

Marina Silva provavelmente verá seus votos minguarem por conta do voto útil, ou seja, perderá eleitores que preferirão tentar garantir a vitória de Serra ou de Dilma ao invés de darem seu voto a ela, a real preferida destes.

Quanto a Ciro Gomes, os sinais de que sua candidatura não vingaria vêm de longe. Sempre foi notório que o Presidente Lula buscava inviabilizar sua candidatura, trazendo partidos que poderiam apoiar Ciro para a base de Dilma e defendendo, em todas as oportunidades que tinha, a eleição plebiscitária.

Lula pediu a Ciro que transferisse seu domicílio eleitoral para São Paulo. Ciro o fez. A intenção de Lula era lançá-lo candidato ao governo de São Paulo, retirando-o, dessa forma, da corrida presidencial e, ao mesmo tempo, utilizando-o como crítico feroz de José Serra, visando reverberar no País inteiro os ataques que seriam feitos à gestão tucana em nível estadual. Dessa vez, Ciro não assentiu. Foi sensato. A candidatura seria absurdamente artificial.

No fim das contas, o fato de Ciro ter transferido o domicílio eleitoral a seu pedido não comoveu Lula. O Presidente continuou a negociar com Eduardo Campos, Governador de Pernambuco e Presidente do PSB, o apoio do partido de Ciro a Dilma. As outras legendas da base aliada que poderiam caminhar ao lado de Ciro, como PDT, PC do B e PRB, já estavam praticamente fechados com a petista. Isso esvaziava ainda mais o ex-Governador do Ceará.

Sentindo o cheiro de queimado, Ciro começou a criticar duramente a aliança entre PT e PMDB. Dizia que esta tinha “moral frouxa”. Não se sabe se falava isso por ser a verdade ou por ter a esperança de, ocorrido um rompimento entre PT e PMDB, se tornar o Vice de Dilma.

Foi aí que os petistas começaram a direcionar olhares mais enviesados ainda a Ciro. Antes, ele precisava sair da corrida presidencial porque Lula dizia que isso era melhor para Dilma. Passou a ser desejado seu fracasso também por falar mal dos companheiros.

Com isso, o jogo já estava jogado e Ciro, percebendo isso, resolveu perder de vez as papas na língua, que, aliás, nunca foram característica sua. Começou a dizer o que tinha vontade e a deixar claro que o PSB teria que demonstrar sua preferência por Dilma de forma clara, sofrendo o desgaste de preterir um presidenciável próprio, se quisesse o tirar da jogada.

Pois foi o que aconteceu. Ciro sai da corrida, mas fica claro que de forma forçada. Sai porque Lula o inviabilizou e porque o PSB não quis ir adiante e enfrentar o Presidente dos 80% de popularidade. Não sai porque quis. Já faz tempo que era apenas isso que Ciro queria deixar claro. Dizia que mantinha a candidatura, mas até as paredes sabiam que era balela. O que ele desejava mesmo era mostrar a todos que não é mais um mandado por Lula e que o PSB foi covarde.

Muitos dos socialistas alegam que estava sendo complicado alinhavar alianças nos estados tendo a candidatura própria a Presidente. Pode ser. Mas a pressão de Lula falou muito mais alto do que isso. Só não vê quem não quer.

Campos, por exemplo, dizia que o PSB decidiria seus próprios rumos, mas, ao mesmo tempo, admite que Lula “é o coordenador do processo de sucessão” e afirma que o Presidente “deu a direção” ao PSB.

Como se fosse correto um Presidente ser “coordenador do processo de sucessão”. Que dirá de um partido que não é o seu.

Ao fim e ao cabo, Ciro poderá até ter espaço em um eventual governo Dilma. Como bem disse, com muita lucidez, Marina Silva, “buscam eliminar os adversários que querem disputar legitimamente a preferência dos eleitores. Depois, tentam se colocar como o único hospedeiro possível para que os expurgados consigam sobreviver na vida pública”.

Contudo, Ciro só será “assimilado” se pedir arrego. E isso não faz, definitivamente, o seu tipo.

Se por um lado Ciro teria espaço em um possível governo petista se pedisse, por outro, isso é justamente o que ele não fará. Ao contrário, já tendo perdido o que tinha para perder, vai falar o que se quer ouvir e o que não se quer.

Aliás, já começou. Disse ao Portal IG que PT e PMDB não conseguirão controlar a provável crise cambial e fiscal que o Brasil sofrerá a partir de 2012. Afirmou também que Serra, embora pior como pessoa do que Dilma, é mais preparado e capaz para enfrentar os desafios nacionais futuros.

Ciro também deixou claro que não apoiará Dilma. Muito lógico, afinal, foi o PT que o inviabilizou. Ele não aceitará sofrer uma rasteira para depois ser “assimilado”.

Curiosamente, isso auxiliará José Serra que é tido por Ciro, há tempos, como inimigo.

Acontece que, no fim das contas, a ironia do destino se fez presente e foi Lula, o “amigo”, e não Serra, o “monstro”, que, como disse Lucia Hippolito, jogou Ciro ao mar.

E sem boia.

Serra e Dilma formam os núcleos de suas equipes de campanha

04/04/2010

Tendo deixado seus respectivos cargos públicos há pouco tempo, o ex-Governador José Serra e a ex-Ministra Dilma Rousseff já formaram o núcleo de suas equipes de campanha.

Enquanto Serra praticamente repete a equipe que ajudou-lhe a conquistar o governo paulista em 2006, Dilma forma uma tropa que não traz nenhum membro do núcleo duro do esquadrão que auxiliou Lula em 2002, embora conte com nomes que participaram de alguma forma da campanha vitoriosa do atual Presidente.

Informa a Folha:

“O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, deixou ontem o governo de São Paulo acompanhado de apenas um assessor e dois ajudantes de ordem (como determina a lei). Agora, se dedica à delicada tarefa de desenhar sua estrutura de campanha sem provocar um desmonte da equipe do Estado e da Prefeitura de São Paulo.

Para o comitê financeiro, planeja indicar o tesoureiro da sua campanha a governador, o ex-ministro José Gregori, hoje no município. Confirmada a escolha, reproduzirá, em 2010, boa parte da equipe de 2006: para a coordenação administrativa, o ex-secretário estadual José Henrique Reis Lobo; na comunicação, Luiz Gonzaléz; e, no jurídico, Ricardo Penteado.

Além do coordenador-geral da campanha, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, o secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano, e o presidente da SPTuris, Caio Carvalho, serão escalados para o comitê: Graziano para o programa de governo, e Carvalho para a organização de eventos.”

Informa, também, a Folha:

“Quando são comparadas as equipes de campanha de Dilma Rousseff com as de Lula, há uma diferença essencial: hoje há poucos nomes identificados com os primórdios do PT. Entre os principais assessores da pré-candidata nenhum foi figura de destaque nos anos 80, quando o partido foi fundado.

As quatro pessoas com funções mais relevantes na campanha de Dilma eram desconhecidas do público até dez anos atrás. Fernando Pimentel (ex-prefeito de Belo Horizonte), Antonio Palocci (ex-ministro da Fazenda), José Eduardo Dutra (presidente do PT) e João Santana (publicitário) em quase nada se comparam ao staff de Lula em 2002: a troika (trinca) José Dirceu, José Genoino e Luiz Gushiken, somada ao marqueteiro Duda Mendonça.”