Postagens com a palavra-chave ‘Sucessão Mineira’

Aécio quer valer por três: Ele mesmo, Anastasia e Itamar

10/07/2010

O ex-Governador mineiro Aécio Neves é tido como o homem com mais prestígio político em Minas Gerais.

A aprovação de seu governo e sua popularidade são astronômicas e as estatísticas já foram postas à prova quando sua reeleição foi conseguida com mais de 70% dos votos válidos.

Pois bem. Eis que Aécio colocará todo esse prestígio em jogo mais uma vez. Ele quer valer por três nas eleições deste ano: Por ele mesmo, pelo atual Governador Antonio Anastasia e pelo ex-Presidente Itamar Franco.

Aécio concorrerá ao Senado e tem uma eleição ganha.

Anastasia concorrerá a reeleição para o cargo de Governador e se chegar à vitória o terá feito única e exclusivamente por conta da influência de Aécio.

Itamar também tentará o Senado e, mesmo tendo votos próprios, conta com o auxílio de Aécio para superar sem sobressaltos o petista Fernando Pimentel.

Obviamente Aécio deseja a sua própria eleição. Todo político precisa de um gabinete para alocar sua equipe mais próxima e dizem que o ex-Governador pensa em presidir e moralizar o Senado.

Também compreende-se que Aécio queira eleger Anastasia, afinal, o seu grupo político continuaria hegemônico em Minas Gerais, o que representaria muito para o projeto nacional de Aécio.

Por fim, Aécio está arregaçando as mangas para eleger também Itamar não só por ser seu aliado e pelo belo topete, mas também porque a derrota de Pimentel é importante.

O petista é próximo de Dilma Rousseff e teria um ministério e mais um suplente no Senado em caso de vitória da petista. Aécio quer tirar-lhe pelo menos o suplente no Senado. Se Serra vencer e Pimentel terminar sem nada, melhor ainda para o neto de Tancredo.

Se ocorrerem as vitórias de Aécio, Itamar e Anastasia, o ex-Governador controlará nada mais, nada menos, do que o governo estadual e as três vagas de Senador, já que também têm influência sobre o democrata Eliseu Resende, eleito em sua chapa em 2006.

Isso tudo independendo da vitória de José Serra.

Aécio não está jogando contra e deve ajudar Serra, mas está se garantindo.

Se o tucano vencer, ótimo. Se perder, Aécio controla Minas, menos mal.

E no fim das contas, a realidade é que temos que admitir que, deixadas de lado as ideologias, Anastasia é melhor que Hélio Costa e Aécio e Itamar são melhores que Pimentel e  o comunista e membro da chapa governista Zito Vieira.

Em suma, Aécio tem melhores candidatos e, para os que não têm tanta popularidade hoje, ele emprestará a dele.

Artigo: Merval Pereira – Fatores regionais

22/06/2010

O colunista Merval Pereira, do jornal O Globo, comenta as articulações políticas em torno dos governos estaduais, a relação estreita destas com a corrida presidencial e o modo como estas se afetam mutuamente.

Vale a leitura, principalmente por tratar de uma boa quantidade de estados, apresentando um panorama geral.

Fatores Regionais

Merval Pereira*

Os dez últimos dias para a montagem das coligações regionais serão de muita tensão nos bastidores, onde se desenrolam as últimas negociações. O governo está saindo delas menor do que entrou, mas ainda assim maior do que a oposição, com uma campanha presidencial bastante organizada e fortes palanques estaduais.

O maior perigo nesse período para o PSDB, com o crescimento da candidatura de Dilma Rousseff, era ser abandonado por parceiros políticos que abandonaram a base governista por questões regionais.

No entanto, André Puccinelli do PMDB do Mato Grosso do Sul aderiu; Osmar Dias do PDT do Paraná aderiu. E o PP nacional pode ficar neutro, o que ajuda.

O governo usa seus últimos cartuchos para pressionar os parlamentares do PP dilmistas a convocarem uma convenção até o fim do mês, mas a parte que prefere apoiar a candidatura tucana tem força para impedir a convocação, criando uma situação de fato que levará à neutralidade.

O fato é que o país dividiu-se geograficamente, e grupos políticos que normalmente estariam com Lula ficaram na oposição, especialmente os que representam o agronegócio.

Estados produtores com o câmbio baixo, dificuldades de exportação, estradas intransitáveis, portos sem capacidade de escoamento e ainda por cima a ameaça de o MST ganhar mais força em um eventual governo Dilma levaram o Sul a fechar com o candidato do PSDB.

No Rio Grande do Sul, o PSDB tem a governadora Yeda Crusius, apesar de todos os problemas que enfrentou, um grande pedaço do PMDB, e uma aliança DEM-PTB, além do PP e do PPS. Contra o PT e o PDT com o ex-ministro Tarso Genro.

Beto Richa é o candidato favorito ao governo, ainda mais depois que o senador Osmar Dias decidiu se candidatar à reeleição.

Em Santa Catarina, há três forças políticas que apoiam Serra indiscutivelmente: o ex-governador Luiz Henrique do PMDB, que é o favorito para o Senado; Raimundo Colombo, ligado aos Bornhausen, que deve ser o candidato a governador, e o Leonel Pavan que está no governo com o PSDB. A senadora Ideli Salvatti é a candidata ao governo pelo PT.

A definição do Sudeste, onde Serra vence nas pesquisas, terá o peso fundamental de São Paulo e Minas, onde os tucanos esperam tirar uma vantagem expressiva.

No Rio de Janeiro, o palanque é com o PV do candidato Fernando Gabeira. A soma de Marina Silva com José Serra supera Dilma Rousseff, que ganha individualmente no Estado, com o apoio do governador Sérgio Cabral, favorito na disputa para governador.

Em São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin é o favorito para ganhar no primeiro turno, e o PSDB espera que Serra vença com uma diferença entre 4 e 6 milhões de votos.

Há quem tema, porém, que Alckmin não se esforce tanto quanto seria necessário, ainda uma sequela da disputa pela prefeitura em que Serra apoiou Kassab.

Em Minas Gerais, o PSDB também depende do empenho do ex-governador Aécio Neves.

A disputa pela Presidência está empatada, mas o crescimento da candidatura de Antonio Anastasia pode ajudar Serra num estado em que Lula ganhou as duas últimas eleições com diferença entre 1 e 1,5 milhão de votos.

No Espírito Santo, o candidato do PSB Renato Casagrande é o grande favorito, e o PSDB tem Luiz Paulo Vellozo Lucas, ex-prefeito de Vitória, como candidato, com o apoio do PTB e DEM, e Rita Camata como candidata ao Senado. Serra está na frente no estado.

No Nordeste, o PSDB só pode tentar “reduzir os danos”. Na Bahia, Paulo Souto é candidato ao governo com PSDB e DEM, com Geddel Vieira Lima pelo PMDB e Jacques Wagner pelo PT.

Em Sergipe, João Alves é muito competitivo contra o Marcelo Déda do PT, e José Serra é mais forte do que Dilma.

Em Alagoas, o governador tucano Teotônio Vilela concorre à reeleição e foi lá o único estado em que Serra ganhou em 2002. Mas os favoritos são o senador Fernando Collor, da base do governo, e o ex-governador Ronaldo Lessa do PDT.

Em Pernambuco, Jarbas Vasconcellos reuniu forças consistentes no estado: Marco Maciel e Sérgio Guerra. Mas o governador Eduardo Campos é o franco favorito.

Na Paraíba, José Maranhão do PMDB é o favorito, e a maior força do PSDB era o Cássio Cunha Lima, que está às voltas com a Lei da Ficha Limpa.

No Maranhão, o ex-governador Jackson Lago também está teoricamente atingido pela nova lei, mas em situação mais favorável, porque já cumpriu a pena, mas a única perspectiva da oposição é tentar perder de menos.

No Piauí, há a candidatura tucana de Silvio Mendes, que é muito competitivo, contra dois candidatos governistas: Wilson Martins e João Vicente Claudino.

No Rio Grande do Norte, a candidata do DEM Rosalba Ciarlini é favoritíssima. No Ceará, o senador Tasso Jereissatti está fazendo uma pesquisa para tomar a decisão se deve ser candidato a senador ou a governador.

Foi uma absoluta surpresa o comportamento dos Gomes, pressionados pelo enviado especial José Dirceu, que lhes avisou que teriam sérios problemas se não apoiassem o ex-ministro José Pimentel para o Senado.

No Norte, onde o governo também tem vantagem, há Tocantins, onde o Siqueira Campos do PSDB é favorito, principalmente agora que o Marcelo Miranda se tornou inelegível.

No Pará deve ter segundo turno com Simão Jatene do PSDB disputando com José Prianti do PMDB e a governadora petista Ana Júlia.

O deputado Jader Barbalho tem um problema igual ao do Joaquim Roriz do PSC de Brasília: ambos renunciaram para não perder o mandato e estão inelegíveis pela Lei da Ficha Limpa.

Em Goiás, o franco favorito é o senador Marconi Perillo, apesar da intenção do presidente Lula de derrotá-lo.

O pior problema dos tucanos é o Amazonas, onde o senador Arthur Virgílio não conseguiu montar um palanque local, a não ser o dele, sem chapa de governador. O maior problema do governo é o Paraná.

*Merval Pereira é jornalista, colunista de O Globo e comentarista da Rádio CBN e da Rede GloboNews

Perspectiva adiantou: Hélio Costa será candidato ao governo mineiro com o apoio do PT – Pimentel fora

08/06/2010

Comentou o Perspectiva recentemente:

O petista e ex-Prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel venceu as prévias petistas em Minas Gerais. Foi escolhido pelo PT-MG como candidato do partido ao governo do estado.

Acontece que sabe-se, assim como dois e dois são quatro, que o candidato do PT que saísse das prévias para o governo mineiro seria, na verdade, ungido como candidato ao Senado.

A submissão do PT mineiro ao PMDB do estado e à candidatura de Hélio Costa já está selada. Só não vê quem não quer. E só quem quer acredita nas falsas prévias petistas.

Tanto é assim que de cerca de 108 mil potenciais eleitores, apenas 30 mil compareceram às urnas. O resto não quis ser feito de bobo.

Pimentel venceu. Será candidato ao Senado.

Patrus Ananias perdeu. Será candidato à Câmara dos Deputados.

Hélio Costa nem concorreu nas prévias petistas. Será o candidato do PT ao governo de Minas.

Pois bem. Foi fechado oficialmente ontem o acordo que já estava selado há tempos.

Hélio Costa será candidato ao governo de Minas Gerais pelo PMDB com o apoio do PT. Fernando Pimentel será candidato ao Senado.

Tenta-se convencer Patrus Ananias a não concorrer a Deputado Federal e sim a Vice de Hélio.

Caso Patrus não aceite, estará confirmada toda a previsão do Perspectiva.

Na realidade, uma previsão consideravelmente fácil de se fazer, afinal, estão brincando de “tudo que o Mestre mandar”.

O Mestre todos sabem quem é. E ele só pensa na eleição federal.

Os diretórios regionais do PT e a formação de novos quadros petistas que se explodam.

Análise: Os vices de 2010 e os companheiros de chapa de sempre

03/06/2010

Definidos os candidatos a Presidente, é chegada a hora da definição dos Vices.

Embora um Presidente possa, hoje, por conta das inovações tecnológicas, governar a partir de qualquer lugar do mundo, o instituto do Vice permanece.

Uns alegam que é preciso que seja previsto quem comandará o País em caso de enfermidade ou morte do Presidente. Outros afirmam que o Vice protege contra crises institucionais no caso de um afastamento do Presidente.

De minha parte creio que, na realidade, o grande papel do cargo de Vice é outro: Ser um conselheiro um tanto quanto discreto que preenche uma vaga que se mantém existente para facilitar – e muito – as articulações políticas.

Ora, o que é mais ouvido quando se trata de acordos políticos do que a velha oferta da vaga de Vice em troca de apoio ao candidato ponteiro?

De qualquer forma, 2010 não será diferente e todos os candidatos executivos terão seus Vices, assim como os Senadores terão seus suplentes.

Sendo assim, os presidenciáveis vão definindo seus companheiros de chapa.

Marina Silva é a mais adiantada. A verde já fechou questão em torno de Guilherme Leal, empresário, co-proprietário da Natura, defensor da sustentabilidade e interessantíssimo financiador de campanha.

Dilma Rousseff não escolheu, na verdade, um Vice. Na realidade, não escolheu nada. Lula definiu o PMDB como parceiro preferencial e, daí, surge o nome de Michel Temer. No começo, existiam pressões para que o Vice fosse Henrique Meirelles, cristão novo no PMDB. Não colou. O PMDB só viria com Temer. E assim será. O constitucionalista Temer foi engolido, não por seus conhecimentos, mas por influenciar a fatia maior do maior e mais fisiológico partido do País.

Eis que surge a questão do Vice de José Serra. Dez entre dez oposicionistas sonham com Aécio Neves, mas apenas uma reviravolta espetacular o colocaria ao lado de Serra na eleição presidencial. Aécio não está convencido de que, estando ao lado de Serra, alteraria tanto assim. Ao contrário, crê que não afetaria em muita coisa e que o rebuliço seria meramente midiático e efêmero. Pior ainda: Atrapalharia seus planos de se dedicar a Minas Gerais para eleger o seu poste, Antonio Anastasia, atual Governador mineiro.

Colocada esta negativa definitiva do neto de Tancredo, ocorre agora o que já se esperava: O Democratas, aliado preferencial do PSDB, cobra a Vice.

Aparentemente, dois nomes estão sendo fortemente cogitados, por conta de se ter fechado questão a respeito de ser um democrata do Nordeste. Estes são José Carlos Aleluia (Dem-BA) e José Agripino Maia (Dem-RN), sendo o último aquele que é apontado por este que vos escreve como forte candidato a Vice há meses.

Resumo da ópera: Marina tem seu Vice, Dilma está prestes a digerir o seu e Serra deve dar ao Democratas o que é seu de direito, já que Aécio não cedeu.

A verde traz um empresário milionário para uma candidatura sem recursos, a petista aceita um Vice não desejado para sacramentar um acordo político e o tucano entregará a vaga a algum político que venha do partido aliado que mais o apóia e de uma região onde sua votação precisa melhorar.

Precaução contra enfermidade ou morte do Presidente? Proteção contra crises institucionais?

Nada disso.

Necessidades político-econômicas e conveniências eleitorais.

Os vices de 2010 são os companheiros de chapa de sempre.

Análise: Senado mineiro – Aécio e Itamar lideram pesquisa

27/05/2010

O jornal O Tempo, de Belo Horizonte, divulgou pesquisa realizada pelo DataTempo/CP2, visando aferir as intenções de voto para o Senado de Minas Gerais. O levantamento foi feito entre os dias 14 e 17 de maio, entrevistou 2.043 pessoas e tem margem de erro de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

Cenário 1 (Somando 1° Voto e 2° Voto)

Aécio Neves (PSDB) – 72,88%

Itamar Franco (PPS) – 45,47%

Hélio Costa (PMDB) – 44,45%

Clésio Andrade (PR) – 6,41%

Cenário 2 (Somando 1° Voto e 2° Voto)

Aécio Neves (PSDB) – 77,68%

Itamar Franco (PPS) – 57,41%

Fernando Pimentel (PT) – 17,77%

Clésio Andrade (PR) – 8,52%

Cenário 3 (Somando 1° Voto e 2° Voto)

Aécio Neves (PSDB) – 77,09%

Itamar Franco (PPS) – 59,76%

Patrus Ananias (PT) – 14,30%

Clésio Andrade (PR) – 9,10%

Os resultados permitem algumas conclusões inegáveis:

Aécio Neves tem uma popularidade astronômica, fenomenal, inigualável, em Minas Gerais. Praticamente 80% dos mineiros desejam dar seu 1° ou seu 2° voto a Aécio. E olhem que ele esteve viajando e longe da mídia. Em campanha, o percentual pode aumentar.

Aécio representa mais para Minas do que Lula para o Brasil. Impressionante.

Quanto ao grande Presidente Itamar Franco, seu patamar confirma o que o Perspectiva diz há meses: Aécio está eleito e Itamar só teria adversário de José Alencar concorresse.

Estando Alencar fora da corrida pelo Senado mineiro, Itamar está caminhando rumo à Casa alta do Legislativo nacional.

Com relação aos representantes de PMDB e PT, percebe-se que Hélio Costa tem bons patamares tanto nas pesquisas para o governo, como nas pesquisas para o Senado. Mas é o único.

Fernando Pimentel parece ter mais chances de conquistar o governo se convencer o PMDB a apoiá-lo do que de ganhar vaga no Senado.

A realidade é que, surpreendentemente, os políticos mineiros têm mais chance de conquistar o governo do que o Senado.

O que acontece é que na disputa pelo governo Aécio não pode estar.

Se aceitar ser o Vice de José Serra, não estará na disputa pelo Senado também.

Nesse caso as chances dos outros aumentam.

A prova de fogo de Aécio é a eleição de seu sucessor, Antonio Anastasia.

Ser Vice de Serra ou ser candidato ao Senado, o que for melhor para ajudar Anastasia a vencer ele fará.

Está até agora convencido de que a segunda opção é melhor.

Poderá andar por Minas de braços dados com seu pupilo.

Pesquisa Vox Populi: Sem Pimentel, Hélio Costa tem boa liderança – Anastasia depende de Aécio

19/05/2010

O Instituto Vox Populi divulgou pesquisa de intenção de voto referente à corrida para o governo de Minas Gerais. A pesquisa foi encomendada pela Rede Bandeirantes e realizada recentemente, tendo 3,1 pontos percentuais de margem de erro para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

Hélio Costa (PMDB) – 45%

Antonio Anastasia (PSDB) – 17%

Vanessa Portugal (PSTU) – 2%

João Batista (PSOL) – 2%

Outros e indecisos – 34%

O ponto principal a ser ressaltado é a ausência do nome do ex-Prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel na sondagem, embora ele tenha vencido o ex-Ministro Patrus Ananias nas prévias do PT que definiram o candidato da legenda ao governo mineiro.

Percebe-se que já é dado como certo o acordo entre PT e PMDB e que estão corretos os analistas que dizem que tanto as prévias petistas como a divulgação de que está havendo uma negociação entre os partidos para que se decida entre Costa e Pimentel representam apenas jogo de cena para tentar não melindrar a militância petista e colocá-la na campanha de Hélio.

Sendo assim, o verdadeiro rival de Costa é o atual Governador Antonio Anastasia, que há pouco tempo era Vice de Aécio Neves e que será o palanque mineiro de José Serra, fazendo o contraponto com relação ao palanque do PMDB que será de Dilma Rousseff.

Com a vantagem de 45% a 17% de Hélio Costa sobre Anastasia poderíamos interpretar que a eleição está ganha.

Mas não é bem assim.

Aécio Neves se engajará completamente na eleição de seu sucessor e representa, em Minas, mais do que Lula representa para o Brasil atualmente. O neto de Tancredo tem popularidade astronômica em seu estado.

Aécio crê que pode dar uma enorme parte destes 34% de indecisos para Anastasia, além de tirar uma casquinha dos índices de Hélio Costa.

É ver para crer.

Impossível não é.

Coluna do dia: Quando o PDT copia o PMDB e joga ao lado de quem estiver ganhando

12/05/2010

Por Rafa Policarpo*

O disputa pelo governo de Minas Gerais ainda parece incerta.

Alguns partidos participaram de uma reunião na manhã de terça-feira (11), incluindo PT e PMDB, e confirmaram o apoio a Dilma Rousseff nas eleições nacionais.

Contudo, nada de acertos para o governo estadual. Além disso, partidos que constituem a base da aliança nacional liderada pelos petistas não participaram desta solenidade e por isso parecem não aceitar o famoso palanque único tão debatido nos últimos dias no estado.

Com exceção da ausência do PP, que negocia com o PSDB a Vice na chapa de Antonio Anastasia, e do PDT, que parece mais indeciso do que as chapas que irão disputar o governo mineiro, a falta dos outros partidos não foi surpresa.

O Presidente do PDT confirmou contato por parte do PMDB solicitando a indicação de um nome para Vice de Hélio Costa, caso o PT-MG continue insistindo no pleito de algum de seus filiados.

Por sinal, na semana passada, petistas foram às urnas, seguindo a decisão do diretório estadual de que haveriam prévias no partido entre Patrus Ananias e Fernando Pimentel, para definir o candidato ao Palácio da Liberdade.

Porém, para descontentamento das lideranças mais conservadoras, Pimentel derrotou Patrus por diferença de 2% e parece abrir caminho para o apoio do PT-MG ao PMDB e a Hélio Costa, uma vez que o ex-Prefeito de Belo Horizonte é coordenador da campanha presidencial da ex-ministra Dilma e certamente faria de um tudo para poupar sua candidata e acertar as melhores opções em seu favor.

Enquanto nada é decidido, o PDT corre e atira para todos os lados. O Presidente mineiro da sigla afirmou em reportagem do Jornal Hoje em Dia que realmente ocorreram conversas entre seu partido e peemedebistas para definirem um nome para a Vice de Costa e, ao que tudo indica, Zezé Perrella estaria de olho e de ouvidos atentos na proposta.

Além disso, Paulo César Freitas, Presidente do PDT-MG disse que não se surpreenderia caso o convite para a indicação de um nome para Vice viesse do PT ou do próprio PSDB e afirmou que o partido está aberto, e que na altura do campeonato não descartaria nem mesmo candidatura própria do PDT.

Para o PDT mineiro não existe ideologia e nem mesmo princípios. O que o partido reivindica, seja de quem for, é o cargo de Vice-Governador do estado, seja em chapa encabeçada por Hélio Costa, por Pimentel, por Anastasia  ou talvez, quem sabe, até mesmo pela mula-sem-cabeça.

Semelhanças ou não, essa mesma característica é atribuída a nível nacional ao PMDB.

Resta saber se o PDT-MG terá o mesmo sucesso que obtiveram os peemedebistas com Lula.

Cristovam Buarque e todas as boas lideranças do PDT é que devem estar “imensamente felizes” com a conduta de sua sigla no estado de Minas Gerais…

*Rafa Policarpo, colunista do Perspectiva às quartas, é estudante de propaganda e publicidade, amante do marketing político e editor do blog RafaPolicarpo.

Parcelas do PMDB hesitam no apoio a Dilma: Poderia essa divisão afetar a aliança nacional?

09/05/2010

O jornalista Ricardo Noblat divulgou o seguinte texto, de autoria de Rosane Oliveira, do jornal Zero Hora:

“Quando o ex-prefeito José Fogaça diz que o PMDB gaúcho vai até o fim defendendo a candidatura própria, não está apenas fugindo de se definir entre Dilma Rousseff, como quer o PDT, e José Serra, como preferem as bases do seu partido. Fogaça segue uma estratégia, montada por cabeças coroadas do PMDB, para garantir uma saída honrosa no caso de o partido ser forçado pelas circunstâncias a romper as negociações para a aliança com Dilma Rousseff.

Por mais estranho que pareça, essa estratégia prevê, sim, a candidatura própria, mesmo sem qualquer chance de chegar ao segundo turno. Na falta de um nome competitivo, o candidato seria o deputado Michel Temer, cotado para ser o vice de Dilma caso sejam superados os obstáculos que hoje atrapalham a aliança com o PT. Além da forte resistência das bases do partido a Dilma no Sul, a aliança PT-PMDB tem três grandes impasses a resolver: Minas, Bahia e Pará.

Foram esses impasses que levaram o PMDB a desistir da reunião que faria dia 12 para anunciar Temer como vice. Pesou a opinião de Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Integração e hoje um dos principais caciques do partido, e que está em pé de guerra com o PT na Bahia. Em Minas, o preço do PMDB é o apoio do PT a Hélio Costa.

Com tanta gente afinada com o PSDB, por que o PMDB não apoia logo o candidato José Serra? Porque não dá para simplesmente pular do barco de Dilma para o do seu principal adversário. Com a candidatura própria, o PMDB faria uma escala para o poder e aplainaria o terreno para decidir o apoio no segundo turno ou aderir ao vencedor, se a eleição se decidir no primeiro.

O grande trunfo do partido será, como é hoje, a bancada numerosa. Em nome da governabilidade, o próximo presidente terá de ceder para contar com essa base de apoio sempre ávida por cargos, emendas e obras em seus redutos eleitorais.”

Só me resta fazer um comentário: Será mesmo possível que ocorra algo desse tipo?

Há algum tempo cogitei esta possibilidade no Perspectiva. Naquela época, eu ainda via espaço de manobra para que o PMDB abandonasse o barco de Dilma, o que tornava o rompimento da aliança possível, embora não o tornasse provável.

Hoje, não enxergo mais esse espaço. Acredito que a aliança formal com o PT já é quase fato consumado.

A grande questão reside justamente neste “quase”.

É aqui que se coloca a dúvida que repito: Será?

Acho extremamente improvável, mas se há um partido que prova dia após dia que a política é “dinâmica” este é o PMDB.

Abro o espaço para a discussão nos comentários. Tenho dúvidas.

Pimentel vence prévia feita pelo PT mineiro para o Governo que vale para o Senado

03/05/2010

O petista e ex-Prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel venceu as prévias petistas em Minas Gerais. Foi escolhido pelo PT-MG como candidato do partido ao governo do estado.

Acontece que sabe-se, assim como dois e dois são quatro, que o candidato do PT que saísse das prévias para o governo mineiro seria, na verdade, ungido como candidato ao Senado.

A submissão do PT mineiro ao PMDB do estado e à candidatura de Hélio Costa já está selada. Só não vê quem não quer. E só quem quer acredita nas falsas prévias petistas.

Tanto é assim que de cerca de 108 mil potenciais eleitores, apenas 30 mil compareceram às urnas. O resto não quis ser feito de bobo.

Pimentel venceu. Será candidato ao Senado.

Patrus Ananias perdeu. Será candidato à Câmara dos Deputados.

Hélio Costa nem concorreu nas prévias petistas. Será o candidato do PT ao governo de Minas.

Tudo ou nada por Dilma.

Se ela vencer, tudo.

Se ela perder…

…O PT reza pela volta de Lula, que é, curiosamente, o mesmo que patrocina a submissão do PT mineiro a Hélio Costa.

2ª coluna do dia: Hélio Costa negocia vaga de Vice com o PDT, Anastasia de olho em Alberto Pinto Coelho

29/04/2010

Por Rafa Policarpo*

O ex-Ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), candidato ao governo mineiro com apoio do PT nacional, decidiu juntamente com seu partido pressionar a decisão do PT estadual. Segundo reportagens da imprensa mineira, Costa estaria irritado com a direção do PT-MG que nega apoiar seu nome ao cargo e defende até o momento a candidatura própria do Partido dos Trabalhadores.

Rumores indicam que nomes como os dos deputados Mario Heringer e Zezé Perrella, o PDT e o PR estariam envolvidos na articulação peemedebista, o que fortalece ainda mais o nome de Hélio Costa, já que o Partido da República, por exemplo, conta com Clesio Andrade, pré-candidato ao Senado por Minas Gerais.

O palanque único, ambição da aliança nacional, parece ficar distante, afinal, certamente o PT mineiro defenderá até o último instante que Patrus ou Pimentel concorram às eleições.

O presidente do PDT mineiro, Deputado Antonio Andrade, afirmou à imprensa que a conversa com o PDMB tem caminhado bem e que estão sendo acertados detalhes para que o PDT possa apoiar totalmente Costa no pleito mineiro.

Parece que a disputa entre os petistas e os peemedebistas em Minas se estenderá até próximo da oficialização dos candidatos que disputarão as eleições. Acredito que o PT nacional irá intervir nesse caso em beneficio da aliança PT-PMDB no estado, visando fortalecer Dilma.

Já a outra chapa que disputa o governo mineiro, que é liderada pelo ex-Vice de Aécio e atual Governador Antonio Anastasia (PSDB), parece bem à frente no tocante à composição, além de contar com o apoio crucial de Aécio.

Nesta terça-feira (27), Anastasia admitiu para jornalistas que o nome mais cotado para ser seu Vice é o Presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e também líder do PP no estado, Alberto Pinto Coelho.

Segundo fala do próprio Anastasia, essa escolha será feita somente em meados de 2010, mas existe indicativos que será mesmo Pinto Coelho o escolhido para compor a chapa. Anastasia ainda afirmou que esta escolha não será pessoal e que deverá partir dos partidos que apóiam o PSDB na concorrência em Minas.

Vale ressaltar que uma aliança entre PSDB e PP em Minas fortalece a possibilidade de uma repetição deste vínculo em nível nacional, que viria com o PP indicando o Senador fluminense Francisco Dornelles, seu Presidente, para Vice de José Serra.

No fim das contas, o pré-candidato ao governo mineiro que conta com o apoio de Aécio disse também que o “Dilmasia” é coisa do passado e afirmou que o candidato à Presidência dos eleitores do PSDB em Minas é José Serra, mas deixou escapar que o sul de Minas está sofrendo muito com a fuga de marginais do Estado de São Paulo. Segundo ele, o estado administrado por Serra possui indicadores de violências delicados.

Sobre a disputa mineira, o PSDB apesar de ter um nome com pouca expressividade se comparado ao de Hélio Costa, parece mais bem definido, o que certamente pode fortalecer Anastasia junto ao eleitorado.

Se somarmos a isso o apoio de Aécio Neves, concluiremos que a cisão no campo governista pode, juntamente com outros fatores, dar a vitória ao candidato do PSDB.

*Rafa Policarpo, colunista do Perspectiva às quartas, é estudante de propaganda e publicidade, amante do marketing político e editor do blog RafaPolicarpo.