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Artigo: Disputa por espaço – Merval Pereira

31/08/2010

Reproduzo aqui no Perspectiva artigo longo – mas que vale a pena ser lido – de Merval Pereira, colunista de O GLOBO. Ele aponta com competência a provável correlação de forças político-partidárias que teremos no País a partir de 1° de janeiro de 2011:

Disputa por espaço

Merval Pereira*

O presidente Lula está utilizando sua força eleitoral para transferir aos estados a mesma expectativa de poder que conseguiu no plano nacional, no qual, antes mesmo de sua candidata oficial aparecer na frente das pesquisas, já havia uma percepção generalizada entre os eleitores de que ela acabaria sendo a vencedora.

A estratégia eleitoral do presidente Lula, que vem sendo vitoriosa em relação à campanha presidencial — com sua candidata se colocando com folga à frente do candidato oposicionista —, se desdobra agora na fase regional, onde o objetivo não é fazer a maioria dos governadores, mas, sim, garantir uma maioria sólida no Senado.

Um senador vale por três governadores, avisava bem antes da reta final da eleição o próprio Lula, justificando ter aberto mão de disputar muitos governos estaduais em favor de aliados em melhores condições.

Até o momento, no entanto, as pesquisas indicam que, além de mais governadores, a oposição e os independentes dos partidos aliados estão conseguindo manter um equilíbrio de forças dentro do Senado.

O PSDB hoje aparece com possibilidade de eleger nada menos que dez governadores, sendo que está na liderança das pesquisas do Ibope nos dois maiores colégios eleitorais, São Paulo, com Geraldo Alckmin, e Minas Gerais, com Antonio Anastasia.

Pode vencer ainda em Goiás, com Marconi Perillo; no Paraná, com Beto Richa; no Piauí, com Sílvio Mendes; em Rondônia, com Expedito Júnior.

Além disso, tem boas chances no Amapá, com Jorge Amanajás; no Mato Grosso, com Wilson Santos; em Roraima, com José Anchieta Júnior; e em Tocantins, com Siqueira Campos.

O DEM lidera no Rio Grande do Norte, com Rosalba Ciarlini, e tem chance de vencer em Santa Catarina, com Raimundo Colombo, e em Sergipe, com João Alves. No Distrito Federal, por enquanto, a liderança está com Joaquim Roriz, do PSC.

No Senado, das 27 cadeiras que estão fora da disputa, por seus detentores terem mais quatro anos de mandato, nada menos que 14 são de oposicionistas ou de independentes: Marconi Perillo (Goiás) — que pode se eleger governador e colocará seu suplente Ciro Miranda Junior, também do PSDB —; Elizeu Rezende (DEM); Marisa Serrano (PSDB); Jaime Campos (DEM); Mario Couto (PSDB); Cícero Lucena (PSDB); Jarbas Vasconcellos (PMDB); Álvaro Dias (PSDB); Francisco Dornelles (PP) — que terá seu caráter independente reforçado pela chegada ao Senado de Aécio Neves; Rosalba Ciarlini, do DEM — que deve ser eleita governadora do Rio Grande do Norte e colocará em seu lugar o pai do senador Garibaldi Alves ou Ivonete Alves da Silva; Mozarildo Cavalcanti (PTB); Pedro Simon (PMDB); Raimundo Colombo (DEM) — que pode ser eleito governador de Santa Catarina e colocará em seu lugar o suplente Casildo Maldaner, do PMDB independente; Maria do Carmo Alves (PSDB); Katia Abreu (DEM).

Na nova safra de senadores a serem eleitos este ano, são os seguintes os senadores da oposição ou independentes que podem se eleger: Heloisa Helena (PSOL); Arthur Virgílio (PSDB) — que disputa a segunda vaga com Vanessa Grazziotin, do PCdoB —; Cesar Borges (PR); Tasso Jereissati (PSDB); Cristovam Buarque (PDT); Maria Abadia (PSDB) — que disputa a segunda vaga do Distrito Federal com Rodrigo Rollemberg, do PSB —; Demóstenes Torres (DEM); Lucia Vania (PSDB); Aécio Neves (PSDB); Itamar Franco (PPS); Valéria Pires (DEM); Antero Paes e Barros (PSDB).

Outros prováveis futuros senadores são Cassio Cunha Lima (PSDB da Paraíba; é o favorito, mas luta no Supremo para não ser considerado “ficha-suja”), Efraim de Moraes (DEM) — que disputa uma vaga com Vital do Rego Filho, do PMDB —; Marco Maciel (DEM) — que disputa a vaga com Armando Monteiro Filho, do PTB —; Mão Santa (PSC); Cesar Maia (DEM); José Agripino Maia (DEM); Ivo Cassol (PP); Ana Amélia Lemos (PP); Germano Rigotto (PMDB); Luiz Henrique (PMDB); Albano Franco (PSDB); e Orestes Quércia (PMDB) — que disputa uma vaga com Netinho, do PCdoB.

Como se vê, o equilíbrio real de forças no Senado continuará sendo grande, com uma pequena vantagem governista, que não garante a aprovação de questões polêmicas, e, muito menos, mudanças constitucionais que exigem quórum de 3/5 dos senadores.

Ao mesmo tempo, a presumível força eleitoral com que o PMDB sairá das urnas — deve eleger a maior bancada da Câmara e do Senado e grande número de governadores — está fazendo com que tanto governo quanto oposição comecem a negociar alianças para neutralizá-lo.

O PMDB pode eleger até nove governadores, sendo que dois deles — André Pucinelli, do Mato Grosso do Sul, e José Fogaça, do Rio Grande do Sul — são independentes e não estão envolvidos na campanha de Dilma Rousseff.

O partido deve eleger ainda Roseana Sarney no Maranhão, Sinval Barbosa no Mato Grosso, José Maranhão na Paraíba, Sérgio Cabral no Rio de Janeiro e Carlos Gaguim em Tocantins.

E tem chances também em Minas Gerais, com Hélio Costa, e em Rondônia, com Confúcio Moura.

Esse poder todo está movimentando não apenas a base petista, que sabe que vai ter que dividir realmente o poder, inclusive a distribuição de cargos, com o PMDB, mas também a base governista mais ampla, que teme que não sobrará espaço para mais ninguém com a disputa entre PT e PMDB.

O PSB, que deve eleger pelo menos três governadores — Cid Gomes no Ceará, Eduardo Campos em Pernambuco e Renato Casagrande no Espírito Santo —, é o mais preocupado em ganhar espaço para negociar e já propõe uma união entre PT, PSDB e PSB para se contrapor ao PMDB.

O ex-governador Aécio Neves — que terá sua liderança reforçada se conseguir eleger seu candidato Antonio Anastasia — prevê que a polarização com o PT continuará, e pretende fazer uma aliança do PSDB com PDT, PSB, PPS, DEM e mais PP, PTB e parte do PMDB, para disputar com o PMDB oficial e o PT o comando do Senado.

Pode ser que uma onda governista altere esse quadro, mas até o momento isso não aconteceu.

Resultados de pesquisas para os Governos Estaduais

27/08/2010

Saíram alguns resultados para os Governos Estaduais . Vamos a alguns deles:

São Paulo ( Datafolha)

Geraldo Alckmin (PSDB)  – 54%

Aloizio Mercadante (PT) – 20%

Celso Russomano (PP) – 7%

Paulo Skaf (PSB) – 3%

Minas Gerais (Datafolha)

Hélio Costa (PMDB) – 43%

Antonio Anastasia (PSDB) – 29%

Rio de Janeiro (Datafolha)

Sérgio Cabral (PMDB) – 56%

Fernando Gabeira (PV) – 17%

Paraná (Datafolha)

Beto Richa (PSDB) – 47%

Osmar Dias (PT) – 34%

Rio Grande do Sul (Datafolha)

Tarso Genro (PT) – 42%

José Fogaça (PMDB) – 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 14%

Distrito Federal (Datafolha)

Joaquim Roriz (PSC) – 41%

Agnelo Queiroz (PT) – 35%

Pernambuco (Datafolha)

Eduardo Campos (PSB) – 67%

Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 19%

Bahia (Datafolha)

Jaques Wagner (PT) – 47%

Paulo Souto (DEM) – 23%

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 11%

Ceará (Vox Populi)

Cid Gomes (PSB) – 51%

Lúcio Alcântara (PR) – 20%

Marcos Cals (PSDB) – 10%

Alagoas (Ibope)

Ronaldo Lessa (PDT) – 29%

Fernando Collor (PTB) – 28%

Teotônio Vilela Filho (PSDB) – 24%

 

 

Saem resultados de pesquisas sobre os governos estaduais

31/07/2010

Saíram resultados de pesquisas para a disputa dos governos em alguns estados.

Seguem abaixo os índices alcançados pelos candidatos em pesquisas realizadas pelo Ibope e pelo Datafolha respectivamente (apenas um instituto em alguns casos):

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) – 50% / 49%

Aloizio Mercadante (PT) – 14% / 16%

Celso Russomanno (PP) – 9% / 11%

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB) – 58% / 53%

Fernando Gabeira (PV) – 14% / 18%

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB) – 39% / 44%

Antonio Anastasia (PSDB) – 21% / 18%

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) – 60% / 59%

Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 24 % / 28%

Rio Grande do Sul

Tarso Genro (PT) – 39% / 35%

José Fogaça (PMDB) – 29% / 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 15% / 15%

Paraná

Beto Richa (PSDB) – 43% (Datafolha)

Osmar Dias (PDT) – 38% (Datafolha)

Bahia

Jaques Wagner (PT) – 44% (Datafolha)

Paulo Souto (DEM) – 23% (Datafolha)

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 13% (Datafolha)

Ceará

Cid Gomes (PSB) – 47% (Datafolha)

Lúcio Alcantâra (PR) – 26% (Datafolha)

Santa Catarina

Ângela Amin(PP) – 37% (Ibope)

Raimundo Colombo (DEM) – 20% (Ibope)

Ideli Salvatti (PT)  – 13% (Ibope)

Gabeira admite faltar dinheiro para campanha

15/07/2010

Informa o Globo:

“Em busca dos votos do interior, o candidato ao governo do Rio pelo PV, Fernando Gabeira, visitou ontem Cabo Frio e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, em seu primeiro ato oficial de camapanha ao lado dos postulantes ao Senado de sua chapa, Cesar Maia (DEM) e Marcelo Cerqueira (PPS).

Na inauguração de comitês locais, Gabeira disse que concentrará sua campanha na Região Metropolitana, onde estão 75% dos eleitores, mas em equilíbrio com o interior do estado, onde estão os outros 25% dos votos.

Para isso, ele afirmou que sua estratégia será estar presente nas cidades mais distantes da capital, além de apostar nas propagandas de TV, rádio e internet.

Gabeira reconheceu dificuldades financeiras, neste início de campanha, para realizar essas ações (propagandas e viagens).

— A questão financeira é difícil. Estamos gastando o mínimo possível — explicou ele, após dizer que um dos motivos da visita a Cabo Frio também era conseguir um carro emprestado para sua campanha.”

Enquanto isso, na campanha de Sérgio Cabral (PMDB) sobram recursos. Inclusive para auxiliar a campanha ao Senado do aliado Jorge Picciani.

Por que será?

São as maravilhas de se estar no poder.

Eleições para os governos estaduais

03/07/2010

Findo o período de convenções, começam a despontar os principais nomes que disputarão os governos estaduais por todo o País :

Região Sudeste

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB)

Aloizio Mercadante (PT)

Paulo Skaf (PSB)

Celso Russomano (PP)

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB)

Fernando Gabeira (PV)

Fernando Pellegrino (PR)

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB)

Antonio Anastasia (PSDB)

José Fernando Aparecido (PV)

Espírito Santo

Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB)

Renato Casagrande (PSB)

Brice Bragato (PSOL)

Região Sul

Rio Grande do Sul

Yeda Crusius (PSDB)

José Fogaça (PMDB)

Tarso Genro (PT)

Montserrat Martins (PV)

Santa Catarina

Ângela Amim (PP)

Raimundo Colombo (DEM)

Ideli Salvatti (PT)

Paraná

Osmar Dias (PDT)

Beto Richa (PSDB)

Paulo Salamuni (PV)

Região Nordeste

Alagoas

Fernando Collor (PTB)

Teotônio Vilela (PSDB)

Ronaldo Lessa (PDT)

Bahia

Jaques Wagner (PT)

Geddel Vieira Lima (PMDB)

Paulo Souto (DEM)

Ceará

Marcos Cals (PSDB)

Cid Gomes (PSB)

Marcelo Silva (PV)

Maranhão

Jackson Lago (PDT)

Roseana Sarney (PMDB)

Flávio Dino (PCdoB)

Paraíba

José Maranhão (PMDB)

Ricardo Coutinho (PSB)

Pernambuco

Jarbas Vasconcelos (PMDB)

Eduardo Campos (PSB)

Piauí

Silvio Mendes (PSDB)

Wilson Martins (PSB)

João Vicente Claudino (PTB)

Teresa Britto (PV)

Rio Grande do Norte

Rosalba Ciarlini (DEM)

Iberê Ferreira (PSB)

Carlos Eduardo (PDT)

Sergipe

João Alves Filho (DEM)

Marcelo Déda (PT)

Arivaldo José dos Santos (PSDC)

Região Centro-Oeste

Brasília

Joaquim Roriz (PSC)

Agnelo Queiroz (PT)

Eduardo Brandão (PV)

Frank Svensson (PCB)

Goiás

Marconi Perillo (PSDB)

Iris Rezende (PMDB)

Vanderlan Cardoso (PR)

Mato Grosso

Silval Barbosa (PMDB)

Wilson Santos (PSDB)

Mauro Mendes (PSB)

Mato Grosso do Sul

André Puccinelli (PMDB)

Zeca do PT (PT)

Região Norte

Acre

Tião Bocalon (PSDB)

Tião Viana (PT)

Amazonas

Omar Aziz (PMN)

Alfredo Nascimento (PR)

Roraima

Neudo Campos (PP)

Anchieta Júnior (PSDB)

Rondônia

Confúcio Moura (PMDB)

João Cahúlla (PPS)

Expedito Júnior (PSDB)

Eduardo Valverde (PT)

Pará

Simão Jatene (PSDB)

José Priante (PMDB)

Ana Júlia (PT)

Amapá

Jorge Amanajás (PSDB)

Camilo Capiberibe (PSB)

Lucas Barreto (PTB)

Tocantins

Carlos Gaguim (PMDB)

Siqueira Campos (PSDB)

Artigo: Merval Pereira – Fatores regionais

22/06/2010

O colunista Merval Pereira, do jornal O Globo, comenta as articulações políticas em torno dos governos estaduais, a relação estreita destas com a corrida presidencial e o modo como estas se afetam mutuamente.

Vale a leitura, principalmente por tratar de uma boa quantidade de estados, apresentando um panorama geral.

Fatores Regionais

Merval Pereira*

Os dez últimos dias para a montagem das coligações regionais serão de muita tensão nos bastidores, onde se desenrolam as últimas negociações. O governo está saindo delas menor do que entrou, mas ainda assim maior do que a oposição, com uma campanha presidencial bastante organizada e fortes palanques estaduais.

O maior perigo nesse período para o PSDB, com o crescimento da candidatura de Dilma Rousseff, era ser abandonado por parceiros políticos que abandonaram a base governista por questões regionais.

No entanto, André Puccinelli do PMDB do Mato Grosso do Sul aderiu; Osmar Dias do PDT do Paraná aderiu. E o PP nacional pode ficar neutro, o que ajuda.

O governo usa seus últimos cartuchos para pressionar os parlamentares do PP dilmistas a convocarem uma convenção até o fim do mês, mas a parte que prefere apoiar a candidatura tucana tem força para impedir a convocação, criando uma situação de fato que levará à neutralidade.

O fato é que o país dividiu-se geograficamente, e grupos políticos que normalmente estariam com Lula ficaram na oposição, especialmente os que representam o agronegócio.

Estados produtores com o câmbio baixo, dificuldades de exportação, estradas intransitáveis, portos sem capacidade de escoamento e ainda por cima a ameaça de o MST ganhar mais força em um eventual governo Dilma levaram o Sul a fechar com o candidato do PSDB.

No Rio Grande do Sul, o PSDB tem a governadora Yeda Crusius, apesar de todos os problemas que enfrentou, um grande pedaço do PMDB, e uma aliança DEM-PTB, além do PP e do PPS. Contra o PT e o PDT com o ex-ministro Tarso Genro.

Beto Richa é o candidato favorito ao governo, ainda mais depois que o senador Osmar Dias decidiu se candidatar à reeleição.

Em Santa Catarina, há três forças políticas que apoiam Serra indiscutivelmente: o ex-governador Luiz Henrique do PMDB, que é o favorito para o Senado; Raimundo Colombo, ligado aos Bornhausen, que deve ser o candidato a governador, e o Leonel Pavan que está no governo com o PSDB. A senadora Ideli Salvatti é a candidata ao governo pelo PT.

A definição do Sudeste, onde Serra vence nas pesquisas, terá o peso fundamental de São Paulo e Minas, onde os tucanos esperam tirar uma vantagem expressiva.

No Rio de Janeiro, o palanque é com o PV do candidato Fernando Gabeira. A soma de Marina Silva com José Serra supera Dilma Rousseff, que ganha individualmente no Estado, com o apoio do governador Sérgio Cabral, favorito na disputa para governador.

Em São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin é o favorito para ganhar no primeiro turno, e o PSDB espera que Serra vença com uma diferença entre 4 e 6 milhões de votos.

Há quem tema, porém, que Alckmin não se esforce tanto quanto seria necessário, ainda uma sequela da disputa pela prefeitura em que Serra apoiou Kassab.

Em Minas Gerais, o PSDB também depende do empenho do ex-governador Aécio Neves.

A disputa pela Presidência está empatada, mas o crescimento da candidatura de Antonio Anastasia pode ajudar Serra num estado em que Lula ganhou as duas últimas eleições com diferença entre 1 e 1,5 milhão de votos.

No Espírito Santo, o candidato do PSB Renato Casagrande é o grande favorito, e o PSDB tem Luiz Paulo Vellozo Lucas, ex-prefeito de Vitória, como candidato, com o apoio do PTB e DEM, e Rita Camata como candidata ao Senado. Serra está na frente no estado.

No Nordeste, o PSDB só pode tentar “reduzir os danos”. Na Bahia, Paulo Souto é candidato ao governo com PSDB e DEM, com Geddel Vieira Lima pelo PMDB e Jacques Wagner pelo PT.

Em Sergipe, João Alves é muito competitivo contra o Marcelo Déda do PT, e José Serra é mais forte do que Dilma.

Em Alagoas, o governador tucano Teotônio Vilela concorre à reeleição e foi lá o único estado em que Serra ganhou em 2002. Mas os favoritos são o senador Fernando Collor, da base do governo, e o ex-governador Ronaldo Lessa do PDT.

Em Pernambuco, Jarbas Vasconcellos reuniu forças consistentes no estado: Marco Maciel e Sérgio Guerra. Mas o governador Eduardo Campos é o franco favorito.

Na Paraíba, José Maranhão do PMDB é o favorito, e a maior força do PSDB era o Cássio Cunha Lima, que está às voltas com a Lei da Ficha Limpa.

No Maranhão, o ex-governador Jackson Lago também está teoricamente atingido pela nova lei, mas em situação mais favorável, porque já cumpriu a pena, mas a única perspectiva da oposição é tentar perder de menos.

No Piauí, há a candidatura tucana de Silvio Mendes, que é muito competitivo, contra dois candidatos governistas: Wilson Martins e João Vicente Claudino.

No Rio Grande do Norte, a candidata do DEM Rosalba Ciarlini é favoritíssima. No Ceará, o senador Tasso Jereissatti está fazendo uma pesquisa para tomar a decisão se deve ser candidato a senador ou a governador.

Foi uma absoluta surpresa o comportamento dos Gomes, pressionados pelo enviado especial José Dirceu, que lhes avisou que teriam sérios problemas se não apoiassem o ex-ministro José Pimentel para o Senado.

No Norte, onde o governo também tem vantagem, há Tocantins, onde o Siqueira Campos do PSDB é favorito, principalmente agora que o Marcelo Miranda se tornou inelegível.

No Pará deve ter segundo turno com Simão Jatene do PSDB disputando com José Prianti do PMDB e a governadora petista Ana Júlia.

O deputado Jader Barbalho tem um problema igual ao do Joaquim Roriz do PSC de Brasília: ambos renunciaram para não perder o mandato e estão inelegíveis pela Lei da Ficha Limpa.

Em Goiás, o franco favorito é o senador Marconi Perillo, apesar da intenção do presidente Lula de derrotá-lo.

O pior problema dos tucanos é o Amazonas, onde o senador Arthur Virgílio não conseguiu montar um palanque local, a não ser o dele, sem chapa de governador. O maior problema do governo é o Paraná.

*Merval Pereira é jornalista, colunista de O Globo e comentarista da Rádio CBN e da Rede GloboNews

Marcelo Crivella e Cesar Maia lideram com folga corrida para o Senado no Rio

01/06/2010

O Sindicato dos condutores da Marinha Mercante encomendou pesquisa ao Ibope sobre a corrida para o Senado no Rio de Janeiro. Ela foi realizada recentemente e tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

1° Voto

Marcelo Crivella (PRB) – 26%

Cesar Maia (DEM) – 24%

Lindberg Farias (PT) – 8%

Jorge Picciani (PMDB) – 4%

Marcelo Cerqueira (PPS) – 2%

Vaguinho (PT do B) – 2%

1° e 2° Votos somados

Marcelo Crivella (PRB) – 40%

Cesar Maia (DEM) – 37%

Lindberg Farias (PT) – 13%

Jorge Picciani (PMDB) – 10%

Marcelo Cerqueira (PPS) – 4%

Vaguinho (PT do B) – 4%

Manoel Ferreira (PTB) – 4%

Fica claro que o cenário está propício para a reeleição do Senador Marcelo Crivella (PRB) e para a eleição do ex-Prefeito carioca Cesar Maia (DEM), visto que cada estado elegerá dois senadores este ano.

Na realidade, o quadro parece melhor para Maia do que para Crivella, já que, embora o segundo esteja na frente, o primeiro terá um candidato a Governador – Fernando Gabeira – apoiando seu nome.

Crivella está sozinho. Não há espaço para ele na chapa do Governador Sérgio Cabral, ocupada por Jorge Picciani e Lindberg Farias. Também não é possível se aliar a Anthony Garotinho, pois o Pastor Manoel Ferreira já estará ao lado do ex-Governador buscando o público evangélico, o mesmo de Crivella.

Além disso, a falta de alianças faz Crivella ter pouco tempo de televisão. Quem sabe esta pesquisa torna-se argumento para que Crivella busque ocupar espaço na chapa de Garotinho e empurre Manoel Ferreira para uma candidatura a Deputado Federal.

No fim das contas, Lindberg e Picciani ainda sonham em tomar o lugar de Crivella e Cesar Maia, que tem um histórico de avanços na intenção de voto durante as campanhas, caminha a passos largos para a vitória.

Muita água ainda passará por debaixo da ponte, mas desenha-se um cenário onde Cesar Maia elege-se e Crivella, forte eleitoralmente mas fraco politicamente, é ameaçado por Picciani e Lindberg.

A ver.

Garotinho é declarado inelegível: Denúncias contra Cabral devem aumentar

29/05/2010

O ex-Governador e pré-candidato ao governo fluminense Anthony Garotinho (PR) foi declarado inelegível pelo TRE-RJ.

Segundo o Tribunal, Garotinho abusou do poder econômico nas eleições de 2008, quando sua esposa e também ex-Governadora, Rosinha Garotinho, foi eleita Prefeita de Campos, cidade onde ambos começaram suas carreiras políticas.

Obviamente, a decisão judicial atingiu também Rosinha, que foi cassada.

Rosinha pode recorrer ao TSE no cargo e Garotinho têm a opção de buscar um efeito suspensivo para registrar sua candidatura sub judice e aguardar um desfecho positivo no Tribunal Superior Eleitoral.

Contudo, de qualquer forma, já está posta mais uma mancha no currículo de Garotinho. Da mesma forma, já está um pouco enfraquecida sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro.

Justamente por isso, crê-se que Garotinho provavelmente irá, entendendo que o Governador Sérgio Cabral (PMDB), seu adversário político e desafeto, é responsável por pressões que levaram a esta decisão, subir o nível das denúncias que tem feito contra o político que tentará a reeleição no Rio.

Os aliados de Fernando Gabeira (PV), terceiro e último nome com chances de ganhar o governo fluminense, assistem ao suposto primeiro tiro de Cabral aguardando a reação de Garotinho.

Acreditam que, no meio dessa guerra entre Governador e ex-Governador, pode Gabeira sair como vencedor e se tornar Governador ele também.

De que os aliados de Garotinho enxergam Cabral como responsável pela decisão do TRE-RJ não há dúvidas.

Resta saber se realmente ocorrerá a escalada das denúncias contra o atual Governador que pode beneficiar um Gabeira mais propositor e menos brigão.

A ver.

Pesquisa Vox Populi: Cabral lidera no Rio – Gabeira ultrapassa Garotinho

20/05/2010

O Instituto Vox Populi divulgou pesquisa de intenção de voto referente à corrida para o governo do Rio de Janeiro. A pesquisa foi encomendada pela Rede Bandeirantes e realizada entre 8 e 11 de maio, tendo 3,5 pontos percentuais de margem de erro para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

Sérgio Cabral (PMDB) – 41%

Fernando Gabeira (PV) – 19%

Anthony Garotinho (PR) – 18%

Outros e indecisos – 22%

Fernando Gabeira ultrapassou o ex-Governador Anthony Garotinho. A expectativa do verde é estar em um eventual segundo turno.

Sérgio Cabral segue favorito e de olho na artilharia pesada que Garotinho ameaça utilizar contra ele.

A migração dos votos de parte dos eleitores de Garotinho e as denúncias contra Cabral são alguns dos elementos que podem fortalecer Gabeira se ele chegar ao segundo turno.

Cabral tentará matar a eleição no primeiro.

Curiosamente, os antigos aliados e hoje desafetos Cabral e Garotinho estarão ambos com Dilma Rousseff.

Gabeira será o melhor palanque estadual de Marina Silva.

Caberá ao ex-Prefeito democrata Cesar Maia, concorrendo ao Senado, fazer o palanque de José Serra.

Sacramentada aliança DEM-PSDB-PPS-PV no Rio: Gabeira e Maia estarão juntos

02/05/2010

Depois de alguma resistência por parte de alguns nomes de médio relevo do PSDB e do PV fluminenses, foi sacramentada a aliança entre o Democratas, o PSDB, o PPS e o PV do Rio de Janeiro em torno das candidaturas de Fernando Gabeira (PV) ao governo do estado e de Cesar Maia (DEM) ao Senado. Gabeira aparece em terceiro nas pesquisas, próximo de Anthony Garotinho. Maia lidera ao lado de Marcelo Crivella as pesquisas para o Senado.

A chapa será completa com Márcio Fortes (PSDB) como Vice de Gabeira e com a outra vaga de candidato a Senador sendo entregue para o PPS.

Em suma, repete-se a aliança que quase deu a vitória na disputa pela Prefeitura do Rio de Janeiro para Fernando Gabeira e soma-se a ela o grupo político de Cesar Maia e do Democratas fluminense, que tem capilaridade, força e densidade eleitoral herdadas do bom momento vivido durante os 16 anos ocupando a Prefeitura do Rio, 12 com Cesar Maia e 4 com Luiz Paulo Conde, hoje rompido com o DEM e membro do grupo político do ex-Governador Anthony Garotinho, que concorrerá com Gabeira.

Os Democratas contribuem, além disso, com um bom tempo de televisão, indispensável para que Gabeira tenha chances de triunfo.

A aliança traz também o Deputado Federal Rodrigo Maia, atualmente um dos homens fortes da candidatura de José Serra à Presidência, por ser Presidente nacional do Democratas.

Se por um lado isso demonstra força, por outro trará a necessidade de um bom arranjo entre as partes, visto que enquanto os candidatos ao Senado farão palanque para Serra, Gabeira louvará, pelo menos no primeiro turno, a candidata de seu partido, Marina Silva.

No fim das contas, o cenário fluminense oporá três grupos: A união entre o grupo político do atual Governador Sérgio Cabral e o grupo político do atual Prefeito da capital Eduardo Paes, o grupo político do ex-Governador Anthony Garotinho e a união entre a aliança PV-PSDB e o grupo político de Cesar Maia, com o PPS a reboque.

Cabral é forte candidato, até por ter a máquina pública nas mãos, mas não apresenta em pesquisas de intenção de voto um patamar tão bom quanto o de outros governadores que tentarão a reeleição. Isso dá esperanças para Anthony Garotinho, que já lidera no interior do estado, e principalmente para Fernando Gabeira que, além de liderar na capital, não têm os esqueletos no armário que Garotinho tem.

A eleição fluminense será uma de três vias onde o desempenho de campanha será crucial.

Ao contrário de São Paulo e assim como em Minas, não há definição.