Postagens com a palavra-chave ‘Saúde’

Começa a propaganda eleitoral na televisão: Dilma se sai melhor

18/08/2010

O horário político em todos os canais abertos da nação está de volta, como sempre faz de dois em dois anos.

Embora a audiência dos canais pagos tenha aumentado, reduzindo o número de espectadores da propaganda eleitoral, ela ainda é a maior fonte de informação para decisão do voto.

Sendo assim, os candidatos, principalmente os majoritários, precisam produzir seus programas com muito carinho, tendo escolhido os marqueteiros com muito cuidado.

Parece que a equipe de Marina Silva esqueceu isso tudo. Seus primeiros comerciais foram péssimos, com cara de documentário barato sobre meio ambiente. Ela veio nos contar “uma verdade inconveniente”.

Serra se saiu melhor, se dirigiu pessoalmente ao eleitor, olho no olho, mas não trouxe nada de novo se compararmos com as campanhas tucanas de 2002 e 2006. Falou muito de saúde, algo que pode funcionar, mas que tem, como os remédios, prazo de validade.

Dilma acertou mais. Mirou Lula e emoção, emoção e Lula, visando atingir o grosso do eleitorado. Fala mal para as câmeras, mas apresentar o que a maioria quer ver costuma funcionar na democracia.

Coluna do dia: MCCE lança cartilha contra a corrupção eleitoral na saúde

12/07/2010

Por Arthurius Maximus* 

A área da saúde sempre foi o alvo favorito de políticos canalhas para se aproveitarem do povo na época das eleições. São os famosos Centros de Atendimento Comunitário mantidos por esses políticos que centralizam o atendimento médico em algumas regiões e tomam o lugar dos centros e postos de saúde oficiais. 

Há casos documentados de políticos que desviaram verbas e pessoal dos postos para seus próprios centros comunitários e monopolizaram o atendimento médico em áreas carentes de algumas cidades brasileiras. São muito comuns também as famosas indicações e encaminhamentos para consultas, exames e toda sorte de artimanhas para ligar o nome do político a um atendimento a que o cidadão deveria ter direito naturalmente e sem intervenção de ninguém. 

Isso é uma prática criminosa e, infelizmente, muito comum em nossas cidades inchadas, no interior carente e num País com uma massa alienada e desconhecedora de seus direitos. A saúde deixa de ser obrigação do Estado e passa a ser vista como “benefício”. 

Por isso, o MCCE – Movimento Contra a Corrupção Eleitoral – lançou uma cartilha que orienta os eleitores em relação a isso. A cartilha será distribuída nos 300 comitês do MCCE em todo o País e você também pode imprimir a sua ou mesmo distribuir cópias da cartilha no seu bairro. 

Para isso, basta clicar aqui e salvar a cartilha para posterior impressão. Tire cópias dela e distribua em sua comunidade. Chega de ser explorado por políticos malandros e aproveitadores disfarçados de “amigos”. Lembre-se que a ajuda que eles oferecem é fruto de desvios e da privação de direitos seus aos quais você deveria ter acesso sem ficar atrelado a político algum. 

Na cartilha ainda há informações sobre como fazer denúncias ao se deparar com essas práticas e como se comportar diante desses absurdos. Lembre-se: a correta utilização das verbas, do pessoal médico e dos recursos materiais é de responsabilidade de todos nós e é ela que poderá ser responsável por um atendimento melhor na rede oficial e pelo término dos maus tratos, da superlotação e das péssimas condições de atendimento que temos hoje. 

Seja cidadão e não compactue com as práticas ilegais. Ajude na luta e denuncie! 

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

Coluna do dia: Diário de viagem – A ineficiência do Estado evidenciada numa ponte aérea

01/05/2010

Por Yashá Gallazzi*

De férias na Europa com minha esposa e o filhote, viajamos de Milão para Paris por uma companhia de aviação “low cost”. O preço de cada passagem aérea entre duas das mais lindas capitais europeias? 25 euros. Isso dá cerca de 70 reais, ou seja, um valor obscenamente baixo. Irrisório até. Principalmente quando se considera a viagem feita.

A mesma viagem, feita com a Air France ou a Alitalia, duas empresas subsidiadas pelos governos francês e italiano, respectivamente, custaria cerca de 200 euros por passagem. Isso para não mencionar os aviões mais velhos e de qualidade inferior que são usados pelas “companhias nacionais”, como são chamadas na Europa os elefantes brancos como aquelas empresas.

Considerados os custos exagerados da aviação civil mundial, os preços praticados pelas companhias “low cost” parecem obra de magia negra. Mas é tudo fruto de economia elementar aplicada segundo as regras básicas do comércio livre.

Lá pelos anos oitenta, quando a Europa percebeu que as companhias aéreas estatais acabariam por levar os Estados à falência, dois caminhos surgiram diante dos vários governos de então: 1) imprimir dinheiro e injetar ainda mais capital em companhias decadentes; ou 2) tirar o Estado do meio e deixar que a iniciativa privada, muito mais eficiente em matéria de gestão, tomasse conta do setor.

Países como Itália e França, governadas à época por coalizões políticas viúvas do Muro de Berlim, escolheram a primeira alternativa. E acabaram carregando no colo Air Frances e Alitalias economicamente inviáveis, que cobram centenas de euros por uma passagem Milão-Paris. Inglaterra, Irlanda, Holanda e Suécia, por outro lado, deram ouvido a Smith, Rand e Mises, dando à luz as companhias “low cost”, que, hoje, me permitem voar entre algumas das cidades mais lindas do mundo por preços absurdamente módicos.

A economia é muito simples: o Estado deve se ocupar apenas daquilo que não pode ser gerido pela lógica pura do lucro. Isso quer dizer que os governos precisam controlar a defesa externa e a segurança pública, além de regular os serviços de saúde e educação. Qualquer coisa além disso é pedir para tomar prejuízo, afinal, todas as demais atividades podem perfeitamente ser executadas de forma mais eficiente pela iniciativa privada, inclusive dispendendo menos dinheiro. Ou alguém consegue me explicar, com amparo lógico, por que diabos um governo deve manter uma empresa de aviação? Para fornecer um serviço de utilidade pública? Ora, mas de que adianta isso, se ele cobra pelo serviço dez vezes mais do que um empresário qualquer?

Há coisa de duas ou três décadas, os governos estatizantes de Itália e França apostaram que poderiam fornecer serviços tão bons quanto os das empresas privadas, e por um preço mais – como é mesmo que eles dizem? – “socialmente justo”. Quebraram a cara! Hoje, Sarkozy e Berlusconi quebram a cabeça tentando se livrar dos dois pesos-mortos que sugam mais e mais dinheiro dos contribuintes italianos, mas os sindicatos italianos e franceses – também viúvos do tal Muro… – arrumam uma passeata ao sinal de qualquer ameaça de privatização. São uns bravos guerreiros progressistas, sempre ávidos por construir o tal “outro mundo possível”, onde o Estado deve prover passagens aéreas para os cidadãos. Ainda que a preços horrendos…

Em última essência, não se trata nem de disputa ideológica. Esqueçam direita e esquerda, liberal ou intervencionista. A questão é prática e fácil de ser analisada: é preciso descobrir como garantir às pessoas passagens aéreas de qualidade por um preço sempre mais acessível. Colocada a questão principal, analisem-se os fatos: onde o Estado se fez presente, com toda sua característica de morosidade, sua falta de profissionalismo e sua burocracia parasitária, o resultado foi catastrófico. Onde os governos saíram de cena, dando lugar às empresas privadas, os resultados são fantásticos. Ou alguém tem outro adjetivo para qualificar a possibilidade de se viajar de Milão até Paris por 25 euros?!

A saída, portanto, é apenas uma: o Estado deve tirar seu time de campo, dando cada vez mais espaço à eficiência e à livre iniciativa do setor privado. Aviação civil não é matéria de segurança nacional, nem sofre qualquer tipo de ameaça se regulada apenas pela lógica do lucro. Pelo contrário: é em tal cenário que ela mais pode prosperar, como os fatos deixam claro.

Inglaterra, Irlanda e mais uma meia-dúzia de países entenderam isso há mais de vinte anos. Itália e França ainda relutam em aceitar os fatos. Países rastaqueras e pobres como o Brasil, por outro lado, vão levar séculos. Basta lembrar que até outro dia ainda havia passeatas organizadas apenas para dizer que “a Varig é nossa”…

Ah, quase esqueci! Nos aeroportos de Franca e Itália, as companhias “low cost” pagam taxas mais elevadas para decolar e pousar, do que aquelas cobradas dos elefantes brancos Air France e Alitalia. Quando o Estado está no meio é assim: já que não se consegue ser mais eficiente e profissional do que a iniciativa privada, o negócio é partir pra retaliação.

Eis aí. Parabéns a todos os estatistas, que defendem esse tipo de birra ridícula, em detrimento do direito que os cidadãos têm de voarem por um preço verdadeiramente mais justo. Esse é o “outro mundo possível” de vocês. O meu, deve ter ficado claro, é aquele onde qualquer um com 25 euros na mão pode tomar um café na Champs Elisè.

*Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas, editor do blog Construindo o Pensamento e escreve no Twitter em @yashagallazzi

Saúde do município do Rio nas mãos de fundação cultural

14/01/2010

Acreditem se puder, meus caros leitores, mas a Prefeitura do Rio de Janeiro, comandada por Eduardo Paes (PMDB), contratou, sem licitação, uma fundação cultural, educacional e de radiodifusão para cuidar da saúde do carioca. É isso mesmo que vocês leram: Uma fundação cultural cuidando da saúde.

Para completar o absurdo, os cariocas correm o risco de ter suas vidas nas mãos de uma fundação que, além de não agir na área de saúde, pode ser fantasma, afinal, no endereço que aparece no alvará de licença para estabelecimento da instituição, não há nem sinal de sua sede. Nem o vereador que requisitou que a fundação fosse designada como de utilidade pública conhece o endereço de sua sede.

Além disso, a fundação seria, coincidentemente, comandada por um senhor que também dirige a antiga prestadora de serviços do mesmo setor, a Cooperativa MedicalCoop, substituída pela fundação. Que mundo pequeno, não?

Para os que ainda não acreditam que algo assim possa ser verdade, segue notícia do jornal carioca O Dia, que confirma as informações e os absurdos cometidos pela Prefeitura carioca de Eduardo Paes:

“Sede de fundação que contrata médicos no Rio é desconhecida
12 de janeiro de 2010 • 03h05

Escolhida sem licitação para ser responsável pela contratação de enfermeiros e médicos para postos de saúde do Município do Rio – conforme revelou a coluna Informe do jornal O Dia -, a Fundação Cultural, Educacional e de Radiodifusão Rômulo Arantes não funciona no endereço que aparece no seu alvará de licença para estabelecimento. No documento, datado do ano passado, da Secretaria Municipal da Fazenda, a entidade estaria localizada na Estrada do Gabinal 313, Galeria 205B, Freguesia, no Rio Shopping. No local, fica a imobiliária InvestiRio. Nos arquivos digitais do Ministério Público, a fundação também não consta como registrada.

O jornal tentou entrar em contato com a InvestiRio, mas nem a central de atendimento do shopping tem o telefone cadastrado. Administrador e conselheiro do Rio Shopping, Caio Mário Magalhães explicou que a fundação ainda vai se mudar para Jacarepaguá e que ainda não fez isso porque sua sede está no Centro. Ele também afirmou que entraria em contato com os responsáveis pela fundação, mas até o fechamento desta edição ninguém procurou a reportagem.

O vereador Luiz Carlos Ramos (sem partido), autor do Projeto de Lei 530/2009, que pede para ser considerada de utilidade pública a fundação, admitiu que não conhece a sede onde funciona a entidade. O parlamentar explicou que fez a proposta atendendo a pedido de conhecidos: ‘fui num evento na Barra em homenagem ao Rômulo, mas lá não era o local da fundação’. Segundo Ramos, um dos responsáveis pela instituição seria Carlos Maurício Medina Gallego, diretor da Cooperativa MedicalCoop. A cooperativa foi substituída pela Fundação Rômulo Arantes em dezembro.

O contrato de 180 dias com a Fundação Cultural, Educacional e de Radiodifusão Rômulo Arantes é de mais de R$ 20 milhões. A dispensa de licitação foi justificada pela Secretaria Municipal de Saúde como necessidade de ‘emergência no atendimento’. E, segundo a Secretaria Municipal de Educação, o processo e a empresa foram acompanhados e aprovados pela Procuradoria Geral do Município.

O vereador Paulo Pinheiro (PPS) encaminhou ofício à Secretaria Municipal de Saúde pedindo esclarecimentos sobre a contratação: ‘acho estranho a fundação não ter nenhum histórico em serviços de saúde e a dificuldade em obter informações sobre a mesma’.”

Parlamentares aumentam emendas do Turismo para fugir de regras e licitações

05/01/2010

Informa o Estadão, a respeito da nova artimanha parlamentar, que consiste em direcionar as emendas parlamentares à área do Turismo, por se tratar de setor com mais facilidade de contratação direta, menos regras, licitações desnecessárias, rapidez na liberação dos recursos e frouxidão maior:

“Periférico na Esplanada dos Ministérios até o início do segundo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Turismo virou o centro das preocupações dos políticos e o eldorado das emendas individuais de deputados e senadores ao Orçamento Geral da União (OGU).

O motivo por trás da atração orçamentária é fácil de explicar: o ministério tem um verba destinada a financiar eventos de promoção de turismo que sai sem licitação e em até dois meses depois de autorizado o pagamento da emenda do parlamentar.

O resultado é que neste ano eleitoral de 2010, quando um palco de show promocional pode servir de palanque aos candidatos, o Ministério da Saúde caiu para o 4º lugar no ranking das emendas, posição ocupada pelo Turismo quatro anos atrás.

Agora, com a pasta transformada em campeã das emendas individuais de deputados e senadores, os recursos para shows e festas populares multiplicaram por oito.

Virou passado a batalha dos parlamentares para destinar e liberar recursos para hospitais e escolas por meio das emendas ao Orçamento. Em 2006, 35% das emendas individuais dos congressistas destinavam-se a melhorar a saúde em suas bases eleitorais.

Os números chamaram a atenção da Controladoria-Geral da União (CGU), que decidiu intensificar a fiscalização ao contabilizar R$ 679,5 milhões para custear festas e shows em 2010, frente aos R$ 962 milhões destinados a Saúde.

Na rubrica para “eventos promocionais”, a proposta original do Ministério do Turismo previa apenas R$ 32,5 milhões – o restante foi engordado com emendas paroquiais dos parlamentares.

Para o Orçamento da sucessão do presidente Lula, deputados e senadores apresentaram nada menos que 1.350 emendas no setor de turístico, a um custo global de R$ 1,7 bilhão – valor dez vezes maior que os R$ 162,4 milhões que os parlamentares reservaram ao Ministério do Turismo, em emendas individuais ao Orçamento de 2005.”

O turismo é sem dúvida importantíssimo, porém, valer mais que educação e saúde é demais.

A reportagem reproduzida acima deixa claríssimo quais são os interesses que aceleram o crescimento desta nova tendência. E eles não são nada elogiáveis.

Os fatos e as cifras falam por si sós.

Sem mais comentários.

Artigo do leitor: A realidade do governo Lula

06/12/2009

Continuando a abrir espaço para artigos escritos por leitores do Perspectiva, reforçando cada vez mais a interação entre estes e o blog, publico texto do leitor Paulo Palito:

A realidade do governo Lula

Paulo Palito*

Há uns meses atrás, li uma crônica de um famoso cientista político dizendo que o Brasil nunca teve uma Diplomacia tão exuberante: Asilo a um Presidente deposto em Honduras, asilo a um condenado na Itália, defesa de homens como os Presidentes da Venezuela, de Cuba, da Bolívia e do Irã. O Presidente dos EUA chamando Lula de “o cara”. E o Presidente Lula viajando pelo Mundo elevando o nome do Brasil, etc.

Sinceramente fiquei balançado. Será que Lula e os petistas é que estariam certos?

Esqueci do Presidente Kadafi e de Omar Hassan Ahmad al-Bashir, condenado pela ONU. E existem outros.

O Presidente Lula realmente nunca desceu do palanque. Discursa aqui no Brasil e no Mundo todo emocionando as pessoas. Seu Governo está com 80% de aprovação.

Mas vamos analisar as coisas.

Hitler também emocionava as pessoas e teve o seu Governo com 100% de aprovação do povo alemão.

A situação econômica do Brasil está boa hoje porque o Plano Real acabou com a inflação e as medidas econômicas do Governo anterior foram seguidas. É claro que a aprovação popular tem que estar elevada.

O Presidente de Honduras, que está asilado na Embaixada do Brasil, foi deposto pelo Congresso Hondurenho, por ele querer modificar a Constituição daquele país, visando perpetuar-se no poder. No seu lugar assume a autoridade indicada pela Constituição e garante a eleição de novembro que já estava marcada. Essa eleição transcorreu com uma participação popular recorde na história daquele país, apesar do boicote pregado pelo Presidente deposto. O povo hondurenho deu uma verdadeira demonstração de democracia ao verdadeiro golpista. Sobre o reconhecimento dessa eleição o Presidente Lula disse: “Não, não e não”.

Desafiando a justiça italiana, o governo brasileiro está asilando o assassino Battisti condenado na Itália por quatro assassinatos e militância política. Não duvido que vá lhe dar um emprego em uma empresa estatal.

Hugo Chávez, um idiota a quem o Rei da Espanha mandou calar a boca; A ditadura de Cuba que já mandou milhares para o “paredón”; A Bolívia de Evo, O Paraguai de um Presidente que tinha relacionamentos enquanto bispo. Lula Já ajudou todos estes com milhões de dólares, apesar de não ter dinheiro para pagar decentemente aos aposentados.

Ahmadinejad, Presidente reeleito do Irã, em uma eleição reconhecida mundialmente como fraudulenta. Esse merece um capítulo especial: Lula defendeu Ahmadinejad na sua coletiva com a primeira-ministra alemã Angela Merkel, no dia 4/12, na frente do mundo inteiro. É o apoio de Lula a um líder que está colocando a Humanidade em perigo, com os seus delírios messiânicos de construir a bomba atômica para destruir Israel e a civilização ocidental. Hoje, Lula é o grande avalista de Ahmadinejad diante do mundo no Ocidente.

Hoje tenho certeza: Na eleição de 2010, eu ainda não sei em quem votar, mas com certeza não será em ninguém do PT indicado por Lula. Acho que devemos escolher um governo sério, ético, que dê prioridade para a educação, a saúde, e que combata a corrupção.

Corrupção se combate é com Judiciário forte e independente, leis severas e julgamento rápido, removendo-se todos os entulhos jurídicos existentes na legislação. Enquanto tivermos um Judiciário frágil, ministros dos superiores tribunais nomeados pelo Executivo e o jogo de influência dos poderosos nos tribunais, vamos continuar com alto nível de corrupção na política brasileira, reinando a impunidade e a máxima de que o crime compensa.

A única coisa que um criminoso respeita é a condenação pela justiça com aplicação de penas severas, sem redutores. Sem um Judiciário forte e independente e justiça aplicada para todos, jamais veremos a redução da corrupção no País, que, ao contrário, tende a aumentar com a impunidade. O exemplo tem que partir de cima para baixo. Lotar as cadeias principalmente com gente graúda, independentemente de onde vierem.

Sobre as imagens do Governador Arruda e seu bando recebendo propina e pondo dinheiro nas meias e nas cuecas, que chocaram o Brasil inteiro, o nosso Presidente da República, Luiz Inácio da Silva, o Lula, disse: “As imagens não falam por si, o que fala por si é todo o processo de apuração, todo o processo de investigação”. Ou seja: Depois do processo de investigação eles serão inocentados e eleitos novamente, como em exemplos anteriores.

E as amizades internas dos governistas com quem, antes de chegar ao poder, eles chamavam de picaretas: Sarney, Renan Calheiros, Collor. Em nome da governabilidade Lula faz aliança com esta gente. É de enojar ver uma fotografia da líder petista no Senado Federal abraçando e beijando o Sarney. Se fosse um homem sério, o Presidente Lula jamais faria aliança com esta gente. Aliás, deveria procurar um meio de colocá-los na cadeia. Se não estiver com o “rabo preso”, jeito tem.

Sem partidarismo, espero que o povo brasileiro acorde e eleja um governo sério na próxima eleição.

*Paulo Palito é leitor do Perspectiva e submeteu artigo ao blog

Sérgio Cabral e Eduardo Paes: Muita propaganda e pouco trabalho

06/11/2009

Como todos sabem, o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, é, hoje, protegido do Governador Sérgio Cabral. Paes traiu suas convicções e discursos do passado para, deslumbrado com a possibilidade de ser Prefeito, se aliar a Cabral. Hoje, a Prefeitura é extensão do Governo do Estado, algo triste para um município historicamente independente e impetuoso como o Rio.

Pois bem. E não é que Eduardo Paes resolveu mesmo seguir os passos de Cabral à risca? O Prefeito carioca decidiu implantar um sistema muito bem conhecido pelo governo do estado do Rio: Muita propaganda e pouco trabalho.

Duvidam? Vejam o que informa Lauro Jardim, na Veja:

“Eduardo Paes pretende gastar 120 milhões de reais da prefeitura do Rio em publicidade. É um salto e tanto. A previsão para os próximos dois anos é 32 vezes maior que  os 3,7 milhões de reais gastos por seu antecessor, Cesar Maia, durante todos os quatro anos de seu último governo.”

Trinta e duas vezes mais publicidade que o antecessor? Seria bom averiguar no livro dos recordes para ver se já existe algo igual. Talvez tenhamos um fenômeno. Dos ruins, claro.

E pensar que o jingle de Eduardo Paes dizia: “Leva o Rio pro rumo certo”…

Em tempo: Para aqueles que querem mais esclarecimentos do porquê de elevar a verba de publicidade representar seguir os passos de Sérgio Cabral, basta conferir a imagem abaixo, que circula na internet, retirada do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, portanto, de domínio público.

diariooficialverbas1

É isso mesmo, meus caros.

Enquanto Eduardo Paes gasta trinta e duas vezes mais que o antecessor em publicidade, Sérgio Cabral transfere 10 milhões de reais da saúde – eu disse saúde! – para a Comunicação Social do governo.

Talvez estejamos começando a entender a benevolência da imprensa fluminense com esses peemedebistas, que não poderiam, diga-se de passagem, pertencer a outro partido. Bom, mas isso é outra história…

Pessoas ligadas aos planos de saúde serão as reguladoras dos mesmos

03/11/2009

Os senhores Maurício Ceschin e Leandro Reis Tavares são ligados aos planos de saúde suplementar, ou seja, têm conexões com as empresas que prestam serviços particulares de saúde, ou pelo menos fazem a ponte entre estas e os cidadãos, que visam complementar um sistema que é lacunoso por falha do Estado brasileiro.

Segundo o CEBES – Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, Ceschin trabalhou na Medial e na Qualicorp – empresa que faz a intermediação entre operadoras de planos de saúde e sindicatos. Reis Tavares foi chefe médico da Amil Resgate Saúde entre 2006 e 2007.

Passemos para outro ponto.

A ANS é a Agência Nacional de Saúde Suplementar. É um das reguladoras. Através de seu nome já é possível depreender que ela se encarrega de fiscalizar o funcionamento dos planos de saúde, credenciá-los, observar o tratamento que eles direcionam ao povo brasileiro, etc.

Pois bem. Dito tudo isso, advinhem quem são os novos diretores da ANS. Já sabem, não é? Isso mesmo! Maurício Ceschin e Leandro Reis Tavares foram indicados pela Presidência e aprovados pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal.

Há aproximadamente 60 dias, cerca de 60 entidades ligadas às áreas da saúde e da defesa do consumidor lançaram um manifesto contra a indicação de Maurício Ceschin, justamente por sua conexão com aqueles que deverá fiscalizar.

Sabem quem as ouviu? Ninguém…

Contra a pessoa de Ceschin, ou de Reis Tavares, nada tenho. Nem mesmo os conhecia. Apenas questiono as indicações e afirmo, categoricamente, que, com certeza, existem pessoas qualificadas no País para o serviço que não nos trariam essas desconfianças. Seria mais prudente indicá-las, ao invés dos que foram nomeados.

Prudência. Ela é esquecida quando certos interesses estão em jogo.

Coluna do dia: Amapá – Até o imperialismo seria melhor

23/10/2009

Por Yashá Gallazzi*

Outro dia, navegando pela internet, li que um bando de estúpidos apontou o aeroporto de Heathrow, em Londres, como sendo o pior do mundo. Estúpidos, eu disse? Sim, disse! Quem quer que tenha decidido isso, nunca colocou os pés no aeroporto de Macapá, um lixo de qualidade inferior a de muitas rodoviárias do interior nordestino. Há algum tempo, o novo aeroporto deveria ter sido inaugurado, mas as obras estão paradas em razão de reiteradas fraudes.

Sim, é claro que o parágrafo acima encontra-se permeado de ironia. Sei perfeitamente que Heathrow foi considerado o “pior dentre os melhores”, e que o aeroporto-chiqueiro de Macapá nem entra na disputa. Mas, então, por que falei aquilo? Bem, a principal razão é que meu esporte preferido, nos últimos tempos, tem sido analisar o ridículo que assola o Amapá e suas mazelas sócio-políticas. Aqui o estado das coisas é tão deprimente, que não há a menor esperança de melhora. Resta, portanto, a sátira.

Os leitores conhecem Bolívar, eu suponho. É aquele sujeito idolatrado por Chávez e por seus “macaquitos” revolucionários. É o – como é mesmo? – “libertador da América Latina”! O que poucos sabem é que Bolívar, em seu leito de morte, disse uma de suas frases mais célebres: “A melhor coisa a fazer na América Latina é emigrar.”

Por que o herói bolivariano estava tão pessimista – ou realista – ? Bem, porque ele já havia, então, conhecido a gentalha que se aboletou no poder depois que os países foram libertados. Em síntese, ele percebeu que ajudou a trocar a exploração imposta pelo primeiro mundo, por aquela bananeira, rastaquera e simiesca.

E daí? Bem, daí que Bolívar não conheceu o Amapá… Tivesse conhecido, sua famosa frase seria um pouco diferente: “A única coisa a fazer no Amapá é emigrar.” Aqui, de onde escrevo estas linhas, o homo sapiens simplesmente não encontra um ambiente propício para sua sobrevivência. Os primatas, aliás, o perseguem de forma cruel e virulenta, a fim de preservar o golpe de Estado que deflagraram desde o primeiro dia.

Costumo dizer que Maluf seria um grande prefeito para Macapá. E seria mesmo! Sim, todos sabemos que o sujeito é condenável, mas ele “faz”. Haveria trambiques? Sem dúvida! Mas haveria ruas, acostamento e, com alguma sorte, hospitais. Hoje, temos um buraco pútrido onde não há esgoto, água tratada e asfalto. Aliás, nem seria preciso apelar a Maluf. Um “pogreçista” como Chávez já poderia fazer um grande trabalho por aqui. De cara, não seria preciso cooptar a imprensa à força: no Amapá, os poucos – e péssimos – jornais que existem oferecem seus serviços espontaneamente.

Mas, afinal, por que aborrecê-los falando de um rincão esquecido por Deus, cuja importância política é menor que a do – sei lá… – Curdistão? Bem, é que o Amapá, esta semana, bateu mais um recorde interessantíssimo. O atual Prefeito, eleito em 2008, foi cassado incríveis cinco vezes pela justiça eleitoral de primeiro grau.

Estão surpresos? Pois saibam que o mesmo Prefeito – o “pentacassado” – foi absolvido, no Tribunal Regional Eleitoral, por incríveis cinco vezes! O tal Prefeito, caso não saibam, é primo do Governador e mereceu o apoio incondicional de José Sarney, aquele cuja literatura tem qualidade questionável.

O mais curioso, contudo, não são as reiteradas absolvições. Nem o evidente conflito de entendimento jurídico que há entre a primeira e a segunda instâncias da Justiça Eleitoral amapaense. O que me deixa fascinado são as nuances de cada caso em si. Em um dos julgamentos, por exemplo, o TRE disse, sem meias palavras, que era preciso dar continuiade à boa administração que o Prefeito vinha desenvolvendo, como se isso fosse argumento válido para afastar a prática de um delito. É como se eu dissesse: “Sim, realmente o acusado matou o réu, mas o réu era um bandido mesmo…”

Na mais recente absolvição do “pentacassado”, uma das testemunhas arroladas pela acusação era – pasmem! – um juiz eleitoral. E, ainda assim, a corte de justiça deste estado apequenado, pedestre e simiesco entendeu que não havia provas suficientes para a condenação. Não estou certo, mas posso apostar que a tal boa administração do Prefeito deve ter sido invocada também.

Dia desses, um grupo de pedófilos foi colocado em liberdade por decisão de um magistrado da justiça estadual. Segundo ele, não haveria provas suficientes dos crimes… Ah, quase esqueci! Um dos pedófilos, no ato da prisão em flagrante, estava em sua cama, acompanhado de vários menores. Essa é, a meu aviso, a pá de cal que faltava sobre o cadáver deste estado, em adiantada decomposição. Quando um poder republicano decide não punir delitos que atentam contra a sociedade civilizada, tem-se a barbárie. Ao Amapá, portanto, não resta mais nenhuma esperança.

Aliás, até resta… Costumo dizer que apenas uma invasão americana poderia resgatar este lugar. Se os Estados Unidos conseguiram livrar o mundo de Saddam, por que não poderiam livrar o Amapá de Sarney? Claro que poderiam!

Assim, já que o pacifista Hussein Obama não vai se reeleger em 2012, posso contar com o Republicano que o sucederá para atirar algumas “bombas” sobre as nossas cabeças. Eles vêm, atacam, ocupam, controlam e, em troca, nós podemos ganhar ruas asfaltadas, canteiros floridos e internet sem fio nos parques públicos, exatamente como em Bagdá.

Sim, eu sei que existiriam transtornos, mas os ganhos seriam tremendamente maiores. No mais, esse tem sido o destino dos rincões pútridos e bolorentos ao longo da história: os conquistadores trazem a civilização, e levam embora as “filhas virgens”.

Ôpa! Lembrei que vai ser difícil encontrar “filhas virgens” no Amapá… É provável que a tal rede de pedofilia – agora à solta, por obra do judiciário – tenha acabado com todas.

* Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas e editor do blog Construindo o Pensamento

Entrevista: Fernanda Dreier conversa com Bruno Kazuhiro

19/10/2009

Este blogueiro que vos fala concedeu, à bacharelanda em jornalismo Fernanda Dreier, uma entrevista que trata de seus posicionamentos políticos, de seu entendimento a respeito das colocações dos diferentes pontos do espectro político a respeito de variados temas e, também, da noção da população brasileira no que tange as ideologias políticas.

Para o conhecimento dos leitores do Perspectiva Política, que diversas vezes demonstraram curiosidade acerca dos entendimentos deste blogueiro que, surpreendentemente, tem suas palavras aguardadas por eles, segue a entrevista:

FERNANDA DREIER: Que participação político-social você procura exercer na sua comunidade, ou mesmo em nível nacional ou internacional?

BRUNO KAZUHIRO: Participo politicamente através de diversas maneiras. Exercer meu civismo e minha cidadania, procurando sempre incentivar os outros a fazer o mesmo já é uma forma, subestimada diga-se de passagem, de fazer política. Além disso, sou administrador, editor e autor do blog Perspectiva Política, que já adquiriu o seu destaque na blogosfera política nacional, ultrapassando o milhar de visitantes por dia. Coordeno ainda o GECAP, Grupo de Estudos sobre Cidadania e Aprendizado Político, um coletivo que se reúne para debater a política do Rio de Janeiro, onde moro, formado por jovens e que pretende realizar, em breve, palestras de cunho conscientizador no que diz respeito à política focando o público jovem.

FD: Como você distingue Esquerda e Direita no que diz respeito aos temas:

BK: A princípio, eu gostaria de dizer que não creio mais na distinção estereotipada entre esquerda e direita. Responderei aos tópicos abaixo aproximando os princípios de ambos os lados à realidade que encontramos. Porém, creio que o debate entre esquerda e direita se dá, hoje, dentro do capitalismo, sendo a esquerda, na realidade, a centro-esquerda, e a direita, a centro-direita. Os extremos são, atualmente, caricatos.

a) saúde;

A saúde pública universal é defendida da esquerda até a centro-direita, embora alguns pontos do espectro político aceitem melhor a convivência com o setor privado. A direita mais extremada chega a defender a saúde privada como mais indicada, com desoneração de impostos.

b) educação;

Mesmíssima situação da saúde. Na política, saúde e educação estão sempre próximas no que tange a análise do papel do Estado por cada ideologia.

c) impostos;

A esquerda defende impostos mais altos para que diversos âmbitos sejam controlados pelo Estado. A direita pede desoneração de impostos para que o dinheiro fique com o contribuinte e este o utilize na contratação de serviços privados.

d) reforma agrária;

A esquerda extrema é totalmente a favor e a direita extrema é totalmente contra. Os centristas atuais elencam casos onde é possível e onde não é possível. A centro-esquerda elenca mais casos, por ser defensora da função social da propriedade, enquanto a centro-direita elenca menos casos, por defender mais a propriedade privada.

e) meio ambiente;

A esquerda é mais alarmista quanto ao meio-ambiente. Muitos direitistas mais extremos chegam a dizer que o ambientalismo é o novo marxismo. A direita mais moderada é cética, tendo muitos membros questionando até que ponto o aquecimento global não é um fenômeno natural.

f) economia;

Aqui a distinção é mais fácil: Ideais próximos à intervenção versus ideais próximos ao liberalismo.

g) e liberdades individuais?

A direita, por defender a propriedade privada e o mercado, as defende com mais afinco. A esquerda aceita as colocar em segundo plano se confrontarem o interesse público e o bem comum.

h) (se houver outros temas que lhe interessem, fique à vontade)

Destaco temas como aborto, fetos anencéfalos e liberação das drogas. A esquerda tende a ser mais liberal enquanto a direita tende a ser mais conservadora, o que é curioso se compararmos com as posições econômicas e com o nível de defesa da liberdade individual.

FD: Na sua opinião, qual é a melhor distinção entre Esquerda e Direita encontrada na teoria política?

BK: A melhor distinção, a que melhor explica as diferenças de pensamento, diz respeito à intervenção do Estado na economia. Na minha opinião, o embate entre público e privado explica bem a dicotomia.

FD: Como você relaciona os conceitos Conservadorismo, Progressismo, Radicalismo, Reacionarismo, Esquerda e Direita? As associações mais comuns entre estes conceitos são aceitáveis ou há relativismo?

BK: Há relativismo, com certeza. Principalmente após a queda do muro de Berlin. Como eu já afirmei, o debate sério entre esquerda e direita se dá, hoje, dentro do capitalismo. O radicalismo é caricato e tende a ser rechaçado nas democracias a não ser que as circunstâncias sejam sui generis. O reacionarismo me parece um paradoxo. Ele existe, mas não em todos os sentidos descritos pelo termo. O progressismo e o conservadorismo nunca foram termos caros para mim. O progressismo supõe progresso, o que nem sempre advém dos regimes esquerdistas, e o conservadorismo nos leva a entender que o perfil de um direitista é sempre conservador, o que não é verdade. Por fim, lembro que estas associações feitas podem se equivocar. A classe média brasileira é um caso claro de um grupo que pode muito bem ter membros de esquerda reacionários contra os mais pobres. Além disso, o conservadorismo econômico advém muitas vezes do indivíduo progressista.

FD: Você se declara de centro, um democrata social-liberal, certo? Como este posicionamento reflete na escolha dos seus candidatos?

BK: Infelizmente, a questão ideológica não pode ser a primeira analisada por mim na escolha dos candidatos. Como a prática política nacional está contaminada por fatores como o clientelismo, o assistencialismo, o loteamento de cargos, etc, primeiramente separo os políticos que são entendidos por mim como praticantes da boa política. Apenas após essa separação é que passo a distinguir ideologicamente. Se por acaso não existirem nomes alinhados com meu pensamento social-liberal honestos, preferirei sempre alguém bem intencionado de outra esfera.

FD: Como você avalia a noção dos cidadãos brasileiros quanto às diferenças entre Esquerda e Direita na política?

BK: Os cidadãos brasileiros, em sua grande maioria, não distinguem. A única coisa que é foco de atenção é o tratamento dos pobres. Quem “gosta” dos pobres e quem “não gosta” deles e trabalha para os “ricos” e os “poderosos”. Diz-se que a direita é menos assistencialista. Por conta disso pode haver uma distinção indireta, mas não ideológica. Curioso é perceber que muitos políticos populistas que advém da religião, portanto com valores conservadores, praticam o assistencialismo e são entendidos, muitas vezes, como mais amantes das “classes baixas” do que os marxistas. Além disso, o PT, atualmente no poder, tem uma história de esquerda, um governo de direita na economia e uma atuação social de centro, o que mostra o quão relativa é a prática, o que confunde ainda mais a noção do brasileiro médio. Talvez em estados com níveis educacionais mais elevados a distinção seja mais bem feita, mas nada de muito embasado.