Postagens com a palavra-chave ‘Sarney’

Coluna do dia: Joaquim Roriz, a caixa preta que ameaça se abrir

17/08/2010

Por Arthurius Maximus*

Quem não conhece Joaquim Roriz? Em uma entrevista, ele se compara a Lula (quem diria). Mas também podemos compará-lo a Maluf. Polêmico e mais encalacrado com a Justiça do que muitos criminosos procurados, Roriz é o retrato da política nacional.

Mesmo tendo sua candidatura mantida graças a uma liminar, Joaquim Roriz ameaça e solta o verbo dizendo: “Vou fazer uma revolução aqui em Brasília se minha candidatura for impugnada”.

Exatamente como Sarney e Renan Calheiros, “coincidentemente” todos aliados do PT, Roriz manda um recado aos políticos governistas dizendo que não cairá sozinho. É lógico que o apoio dado a Lula e a Dilma tem suas bases nos famosos “acertos” que o PT faz com quem lhe dá apoio. Seja honesto ou não, ficha suja ou ficha limpa, o negócio do PT é lotear o poder para se manter nele a todo custo. Dane-se o País. Como os critérios dessas alianças baseiam-se apenas no “toma lá dá cá”, o comprometimento ético e questões programáticas são meros detalhes e, muitas vezes, sequer são levados em consideração. Afinal, qual afinidade ética e programática essas alianças petistas podem ter?

Infelizmente, essa visão é plenamente corroborada pela maioria do eleitorado brasileiro. Nós fingimos nos indignar com a roubalheira em Brasília, mas, no entanto, secretamente, o que o brasileiro quer mesmo é uma oportunidade para fazer parte da mesma “elite mamante”.

Indignou-se com essa afirmação? Antes de me xingar veja bem como andam as coisas na política nacional. Maluf obtêm sempre votações expressivas em São Paulo, mesmo tendo a Justiça de vários países em seus calcanhares a todo instante, os paulistas votam maciçamente na velha raposa.

Roriz é outro bom exemplo: envolvido com toda sorte de problemas, denúncias de desvios, maracutaias no próprio sistema de votação do congresso (o que o levou a renunciar) e as mais variadas acusações;,é o mais votado em Brasília disparado. Renan Calheiros é flagrado pagando pensão a uma amante com dinheiro público, apresenta provas de suas alegações contrárias na forma de notas frias e é “punido” sendo um dos homens fortes de Lula no Senado. O que falar de José Sarney, então?

E, porque não dizer, o próprio Lula. Denúncias de superfaturamento, mensalão (que dizia desconhecer e, em juízo diante das provas, teve que voltar atrás), crimes eleitorais dos mais diversos, desrespeito às leis e ética “a toda prova”. Mesmo assim, Lula continua “o messias” para uma enorme massa que liga a sua figura ao “incrível” fato de poder abrir um crediário. Desconhecendo completamente que a pujança econômica foi “criada” apenas através do crédito e que o País está se tornando cada vez mais refém do capital especulativo estrangeiro.

Sob essa ótica, nos preparamos para viver  uma situação muito semelhante a que vivemos no governo FHC. É claro que, se tudo correr bem e o mercado externo continuar “OK”, os problemas só aparecerão em longo prazo. Contudo, se uma nova crise aparecer, o Brasil mergulhará de cabeça no marasmo que experimentamos ao nos confrontarmos com nossa primeira crise econômica da era Lula. Naquela época (2008) percebeu-se como as conquistas econômicas eram frágeis, pois tudo o que foi construído ruiu e fomos da bonança para a recessão em menos de três meses. Com a recuperação internacional e o abrandamento da crise, a coisa por aqui não ficou muito grave. Mas, todos os empregos criados até então foram perdidos e o crescimento foi “para o espaço” (consulte os números da época). O baque foi tão grande que surpreendeu a própria equipe econômica que pensava “crescer pouco”, mas acabou tendo que explicar a recessão (que foi abafada pela máquina de propaganda do governo).

Alarmismo? Pode ser. Mas, se assim for, porque o próprio governo começa a manipular seus relatórios econômicos (segundo denúncias desta semana) e projeta cortes orçamentários um atrás do outro (para após as eleições, é claro)? Também seria bom perguntar quais os motivos que levaram o Palácio do Planalto a ordenar que fosse ignorado o alarme divulgado pela área de planejamento, dando conta de que as receitas que viabilizam os planos sociais de Lula (o Bolsa Família e os demais) já não são suficientes para bancar o festival de bondades eleitorais de Lula. Calando a área econômica e camuflando o fato de que as promessas não poderão ser cumpridas.

Com isso é o Tesouro que passa a bancar a diferença e há a sinalização de  que se as promessas, que andam sendo feitas na eleição, forem cumpridas destruirão completamente a estabilidade econômica que levamos décadas para conseguir.

Está armada a bomba-relógio.

Portanto, se Roriz “abrir o bico” só o Brasil tem a ganhar.

E você, o que pensa disso?

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

Análise Geral: Lula, o messianismo, o suposto golpismo da oposição e a militância na internet

24/07/2010

Informa a Folha:

“Ao discursar em ato de campanha de Dilma Rousseff em Garanhuns, nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a elite política do país tentou dar o golpe em seu governo depois do escândalo do mensalão, em 2005.

Segundo Lula, como a tentativa foi frustrada, os golpistas derrubaram Severino Cavalcanti da presidência da Câmara dos Deputados.

‘Tem gente que tem vergonha de se aproximar de você. Mas nessa campanha a gente não quer só ganhar eleição, mas amadurecer politicamente’, disse Lula, olhando para Cavalcanti na platéia.

‘Meu querido companheiro Severino, a elite da câmara elegeu você presidente para você fazer o jogo sujo que ela queria, mas não tinha coragem de fazer que era pedir meu impeachment em 2005′, disse.

Lula chamou a elite política de ‘perversa’ e disse que é com ela que é preciso acabar nas eleições. O presidente não citou o nome dos adversários, mas se referiu aos ’senadores de oposição de Pernambuco’.

‘Meu corpo estaria mais arrebentado que o corpo de Jesus Cristo depois de tantas chibatadas’, afirmou, pelas críticas que sofreu da oposição durante seu governo.

Referindo-se a 2005, Lula disse: ‘O que tentaram fazer comigo, fizeram com Getúlio e ele deu um tiro no peito. O que tentaram fazer comigo fizeram com Jango que teve que sair do Brasil. O que não sabiam, é que Lula era milhões de Lulas espalhados por esse país’, afirmou.”

Qualquer pessoa racional, sensata e honesta intelectualmente se sentirá incomodado com as declarações do Presidente. E não precisa ser tucano para achar isso. Basta ser alguém de bom senso.

Vejamos:

Lula diz que a oposição foi golpista na época do escândalo do mensalão em 2005. Os fatos dizem que o mensalão realmente ocorreu e que o PSDB hesitou em levar à frente o pedido de impeachment.

Lula diz que Severino é seu companheiro. Os fatos dizem que Severino é representante de uma política arcaica, atrasada, corrupta e em extinção e que Lula apenas o afaga por conveniência eleitoral.

Lula diz que é preciso acabar com a elite política. Os fatos dizem que representantes da elite política como Michel Temer, José Sarney e Renan Calheiros estão ao lado de Lula nessas eleições, sendo um deles o Vice de sua candidata que, com a ajuda imprescindível de Lula, assumirá a Presidência de vez em quando se ela vencer.

Lula diz que seu corpo estaria mais arrebentado que o de Jesus. Os fatos dizem que esta metáfora é de um messianismo prejudicial.

Lula diz que tentaram fazer com ele o que fizeram com Getúlio e Jango. Os fatos dizem que este paralelo aponta para a arrogância de Lula, que o faz comparar-se com figuras históricas da nação o tempo todo.

Por essas e por outras se torna impossível não criticar Lula em alguns momentos. E isso não faz da pessoa um oposicionista. Faz dela apenas um ser que não coloca uma venda nos olhos por conta dos avanços que o governo conquistou durante os últimos 8 anos.

Os mais radicais que defendem que se coloque a venda passam por insensatos por isso.

Uns defendem o indefensável na ânsia de proteger o que anda bem.

Outros defendem o indefensável por suas ideologias e sonhos.

Estes eu respeito.

O problema são aqueles que defendem o indefensável por conta de terem participado da confecção do indefensável e terem levado vantagem com isso.

Estes eu repudio.

No fim das contas, estes últimos defendem Lula porque ganham – e muito – com seu governo. Pecuniariamente.

Os primeiros o defendem sem saber o que se passa nos bastidores e sendo mais raivosos contra os que pensam diferente do que o próprio Lula quando fora do palanque.

Enquanto os mais moderados têm de aturar os petistas radicais da blogosfera, Lula quer levar uma egressa do PDT e um perfeito representante do conservadorismo para a Presidência.

Os exércitos se enfrentam e se matam enquanto os generais fazem acordos na mesa do café.

Eleições para os governos estaduais

03/07/2010

Findo o período de convenções, começam a despontar os principais nomes que disputarão os governos estaduais por todo o País :

Região Sudeste

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB)

Aloizio Mercadante (PT)

Paulo Skaf (PSB)

Celso Russomano (PP)

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB)

Fernando Gabeira (PV)

Fernando Pellegrino (PR)

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB)

Antonio Anastasia (PSDB)

José Fernando Aparecido (PV)

Espírito Santo

Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB)

Renato Casagrande (PSB)

Brice Bragato (PSOL)

Região Sul

Rio Grande do Sul

Yeda Crusius (PSDB)

José Fogaça (PMDB)

Tarso Genro (PT)

Montserrat Martins (PV)

Santa Catarina

Ângela Amim (PP)

Raimundo Colombo (DEM)

Ideli Salvatti (PT)

Paraná

Osmar Dias (PDT)

Beto Richa (PSDB)

Paulo Salamuni (PV)

Região Nordeste

Alagoas

Fernando Collor (PTB)

Teotônio Vilela (PSDB)

Ronaldo Lessa (PDT)

Bahia

Jaques Wagner (PT)

Geddel Vieira Lima (PMDB)

Paulo Souto (DEM)

Ceará

Marcos Cals (PSDB)

Cid Gomes (PSB)

Marcelo Silva (PV)

Maranhão

Jackson Lago (PDT)

Roseana Sarney (PMDB)

Flávio Dino (PCdoB)

Paraíba

José Maranhão (PMDB)

Ricardo Coutinho (PSB)

Pernambuco

Jarbas Vasconcelos (PMDB)

Eduardo Campos (PSB)

Piauí

Silvio Mendes (PSDB)

Wilson Martins (PSB)

João Vicente Claudino (PTB)

Teresa Britto (PV)

Rio Grande do Norte

Rosalba Ciarlini (DEM)

Iberê Ferreira (PSB)

Carlos Eduardo (PDT)

Sergipe

João Alves Filho (DEM)

Marcelo Déda (PT)

Arivaldo José dos Santos (PSDC)

Região Centro-Oeste

Brasília

Joaquim Roriz (PSC)

Agnelo Queiroz (PT)

Eduardo Brandão (PV)

Frank Svensson (PCB)

Goiás

Marconi Perillo (PSDB)

Iris Rezende (PMDB)

Vanderlan Cardoso (PR)

Mato Grosso

Silval Barbosa (PMDB)

Wilson Santos (PSDB)

Mauro Mendes (PSB)

Mato Grosso do Sul

André Puccinelli (PMDB)

Zeca do PT (PT)

Região Norte

Acre

Tião Bocalon (PSDB)

Tião Viana (PT)

Amazonas

Omar Aziz (PMN)

Alfredo Nascimento (PR)

Roraima

Neudo Campos (PP)

Anchieta Júnior (PSDB)

Rondônia

Confúcio Moura (PMDB)

João Cahúlla (PPS)

Expedito Júnior (PSDB)

Eduardo Valverde (PT)

Pará

Simão Jatene (PSDB)

José Priante (PMDB)

Ana Júlia (PT)

Amapá

Jorge Amanajás (PSDB)

Camilo Capiberibe (PSB)

Lucas Barreto (PTB)

Tocantins

Carlos Gaguim (PMDB)

Siqueira Campos (PSDB)

Coluna do dia: Ficha Limpa, a passeata, o povo e mais uma decepção

03/05/2010

Por Arthurius Maximus*

Antes da coluna de hoje, uma nota:

Desde que iniciei a coluna aqui no Perspectiva Política, gentilmente convidado pelo Bruno, nunca repeti um artigo que tenha escrito em meu próprio blog. Mesmo com uma linha editorial semelhante e comungando mais ou menos das mesmas ideias e ideais, a obsessão por manter os artigos aqui sempre inéditos e exclusivos sempre foi perseguida por mim como uma forma de respeitar o leitor do Perspectiva Política, o Bruno e todo o corpo de colunistas que derrama seu talento nessas páginas.

No entanto, hoje vou quebrar essa meta. Não por desrespeito ou por achar que o artigo que escrevi no Visão Panorâmica é um “marco” ou algo “fenomenal”. Além de pedir essa “licença especial” ao Bruno, a repetição vai aqui – pura e simplesmente – porque minha indignação, minha frustração e minha vergonha não encontram outras palavras capazes de descrever o que vivi ontem (domingo 02/05) e, tampouco, sou capaz de expressar de outra forma meu descontentamento com uma parcela de nosso povo que se recusa a abandonar a contemplação de seus próprios umbigos para lutar por qualquer causa que não seja a de não fazer nada.

Refiro-me à passeata marcada para pressionar os políticos pela aprovação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular conhecido como “Ficha Limpa”, que foi realizada (?) ontem em Ipanema no RJ. Não sou (e nem nunca pretendi ser) o dono da verdade e nem o senhor da “cidadania suprema”. Mas, se você concorda (ou não) com a minha visão, deixe sua opinião em um comentário e procure, assim como eu, elucidar uma saída para esse aspecto comportamental de nosso povo.

É bom lembrar que o projeto segue na terça-feira para votação na Câmara dos Deputados em Brasília. Para termos um País com uma vida política mais limpa é necessário que você pressione os parlamentares do seu estado para votarem a favor do projeto. Clique nesse link e envie o seu pedido para aprovação na íntegra do projeto. Além disso, faça seu deputado lembrar que você estará atento às votações e dará o troco neste ano aos que votarem contra o projeto ou tentarem destruí-lo com emendas que o transformem em letra morta. Faça a sua parte como cidadão.

Um abraço a todos e segue o texto.

O brasileiro é mesmo um povo diferente. Ele é roubado, vilipendiado, abandonado à própria sorte por aqueles que têm o dever sagrado (moral e profissional) de protegê-lo, tem  as ilicitudes de seus políticos esfregadas na sua cara todos os dias em cadeia nacional e na hora de “dar a volta por cima” e “acabar com a festa”, simplesmente não faz nada.

O jeito manso e cordeiro – que parece ordeiro – na verdade esconde a grande e imensa covardia (além do profundo comodismo) grassando no interior de cada um de nós e imobilizando nossa sociedade como um câncer com metástase por todos os órgãos e células de nossa nação politicamente agonizante.

Chega a ser estranha a indiferença e os contrastes que podemos observar no brasileiro quando o assunto é exercer a sua cidadania e velar por um País melhor. Para pedir a liberação da maconha compareceram de 2 a 3 mil pessoas. Mas para a passeata pela aprovação do Projeto Ficha Limpa foram entre 300 e 500 pessoas (dependendo da fonte noticiosa).

A “pergunta que não quer calar” nessas horas é: No que pensa o nosso povo?

Será mesmo que o brasileiro acha que basta reclamar da vida, dos políticos, da corrupção desenfreada, dos que se lixam para a opinião pública, dos parentes contratados por “debaixo do pano”, dos hospitais superlotados e transformados em verdadeiros matadouros, das escolas de péssima qualidade que fingem ensinar (um ensino de “quinto mundo”) e de todas as mazelas que vemos dia após dia, bem diante de nossos olhos e sem nenhum pudor?

Será mesmo que o brasileiro acha que a política ficará mais limpa, que os problemas se resolverão e que o País finalmente entrará no primeiro mundo por algum ato de Deus, por um feito inexorável da natureza ou mesmo pelas mãos e obras de um salvador da pátria?

É fácil acordar todos os dias e colocar a culpa no Maluf, no Sarney, no Renan Calheiros, no Serra, no Lula ou no “diabo” da vez. É fácil ficar no boteco da esquina, entre um copo e outro, falar do político safado, da ministra que desvia verbas, do Mensalão deste ou daquele partido ou mesmo sobre a incrível cara-de-pau que eles têm de negar o óbvio e de revogar o irrevogável. O difícil mesmo é entender que todas essas mazelas ocorrem há anos e se repetem constantemente com a eleição dos mesmos corruptos conhecidos e das mesmas caras-de-pau de sempre, graças ao beneplácito dos “cidadãos” brasileiros.

Será mesmo que o brasileiro quer uma política mais limpa, mais justiça no gasto dos impostos (que nada mais são que o seu suado dinheirinho)? Será mesmo que o brasileiro entende que, sem “botar a mão na massa” e sem lutar “com unhas e dentes” por isso nada nunca mudará?

Será que o brasileiro acha mesmo que a Câmara dos Deputados, com cerca de 25% dos seus membros já condenados em alguma instância da  justiça, e com boa parte dos que ainda não têm problemas com a lei a caminho de cumprir essa etapa – e, portanto, sendo prováveis “vítimas” do projeto Ficha Limpa – vai “tomar as dores” da nação e aprovar o projeto, com a dureza com a qual foi concebida? Será que o brasileiro acha mesmo que a corja parasita e habitante daquela casa capitulará “por mágica” e abrirá mão das gordas mordomias e das negociatas sem fim se não houver uma pressão maciça e avassaladora da sociedade?

Pelo que vimos, até agora, penso que sim.

É como eu disse: O brasileiro é mesmo um povo diferente.

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

Alencar desiste de disputar as eleições e Sarney não assumirá mais a Presidência

09/04/2010

Informa o Globo:

“O vice-presidente da República, José Alencar, que trava uma batalha contra um câncer no abdome há 12 anos e já realizou 15 cirurgias, anunciou nesta sexta-feira que vai assumir a Presidência da República no domingo, desistindo assim de concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de outubro. Alencar, de 78 anos, disse que vai cumprir o mandato até o último dia.

- Subi a rampa junto com Lula, e vou descer junto com ele – afirmou.

O vice-presidente conversou na quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando comunicou sua decisão.

- Só aceitaria uma candidatura se tivesse curado. Eu me sinto curado, me sinto muito bem, mas continuo fazendo quimioterapia. Não seria honesto ser candidato fazendo quimioterapia – afirmou o vice. – Cientificamente não posso dizer que estou curado.

Com a desistência de Alencar em disputar o pleito neste ano, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não irá mais assumir a Presidência com a viagem de Lula. O presidente viajará domingo para Washington (EUA) para participar da reunião de cúpula sobre segurança nuclear.

Pelas regras eleitorais, não há necessidade de o vice-presidente da República se desincompatibilizar do cargo para concorrer às eleições. A exigência é que ele não substitua o presidente em suas ausências nos seis meses anteriores ao pleito, ou desde abril. Se houver a substituição, o vice fica inelegível. “

Com um ato só, Alencar nos livra de Sarney na Presidência, demonstra sua grandeza e assume sua fragilidade.

José Alencar: Sempre, sempre, um homem elevado.

Ponto final.

Perspectiva previu a vergonha: Sarney assumirá a Presidência!

08/04/2010

Disse este que vos fala no início do ano:

José Alencar deixará a Vice-Presidência ou, no mínimo, não assumirá interinamente o cargo de Presidente da República, afinal, se o fizer, não poderá concorrer ao Senado por Minas Gerais ou ao governo do estado como desejam alguns governistas.

Michel Temer não poderá, tampouco, assumir a Presidência, se quiser ser Vice de Dilma Rousseff.

José Sarney ainda tem mais da metade de seu mandato no Senado. Está em situação cômoda e não se preocupa com desincompatibilizações.

Portanto, chegamos à seguinte conclusão:

A partir de abril, Temer e Alencar não assumirão a Presidência quando Lula viajar.

O Presidente em exercício será…

…José Sarney!

Pois bem. Confiram o que diz, hoje, o Globo:

“O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), voltará a assumir a Presidência da República domingo à noite, quando o presidente Lula viajará para Washington, para participar da reunião de cúpula sobre segurança nuclear. Sarney reassume o cargo 25 anos depois de ter passado a comandar o país em função da doença e morte do presidente Tancredo Neves.

Embora já tenha presidido o Senado outras vezes — terceiro cargo na linha sucessória —, é a primeira vez que assumirá a Presidência desde que deixou o posto, em março de 1990.

O vice-presidente José Alencar terá uma agenda em Montevidéu, no Uruguai, para o mesmo período. Ele não pode assumir a Presidência se quiser concorrer em outubro.

O segundo na linha sucessória, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), também não poderá assumir a Presidência para não ficar inelegível. Ele procura um destino fora do Brasil para ficar entre domingo e quarta-feira.”

O Perspectiva previu de forma certeira o que poderia ocorrer após o prazo de desincompatibilização: Menos de uma semana após o fim do prazo, já se fala em Sarney assumindo a Presidência. Só não via quem não queria ver.

Repito o que disse à ocasião da previsão que fiz sobre o tema:

Talvez tenha sido para isso que Lula e Dilma lutaram tanto pela salvação de Sarney na crise do Senado.

Dá-lhe Brasil!

Coluna do dia: Com quantas siglas se faz uma democracia?

04/04/2010

Por Tiago Franz*

Ouvi de um membro do Partido Progressista (PP) de minha cidade que a solução para o sistema partidário brasileiro é limitar o número de siglas a no máximo cinco ou seis. Instantes depois, o cara lembrou que seu partido está entre os três maiores do País. Na sequência, falou sobre a importância da fidelidade partidária e regozijou-se por nunca ter mudado de partido, mesmo reconhecendo que o PP passou por mudanças de nome e de postura desde o tempo em que era Arena, na época do bipartidarismo.

Para o tal progressista – e para muitos outros – o número de partidos políticos hoje legalizados no Brasil – são 27  – é a causa de grande parte dos problemas da nossa política. Promiscuidade na formação de alianças, ‘assassínio’ da ideologia, ‘troca-troca’ de partidos e negociação de cargos são alguns dos males mais citados.

O bipartidarismo era melhor?

Dois é pouco, 27 é demais, muitos acreditam.

E cinco ou seis seria bom?

Talvez. A quantidade de grêmios políticos não é o único fator na conjuntura toda.

Analisemos o seguinte cenário:

Cá em Santa Catarina, o PP conta com a pré-candidata líder em todas as pesquisas de intenção de voto para o governo do estado. Ela é a Deputada Estadual Angela Amin, esposa do ‘jurássico’ Esperidião Amin.

Entretanto, os progressistas catarinenses estão de mãos amarradas. Esta colocação nas pesquisas não é o suficiente para eleger a progressista. O próprio partido reconhece que sem um apoio significativo a candidatura não vinga.

Tudo dependerá do movimento das outras forças locais, que neste momento estão a mil em busca de definições.

Uma tríplice aliança entre DEM, PSDB e PMDB, formada no pleito ao governo catarinense de 2006, levou o PP a se coligar com o PT para disputar o segundo turno naquele ano. PP e PT juntos?! Sim.

Mas para quem tem memória curta ou já se acostumou com os vícios da nossa política, isso não significa nada demais. Enfim, as circunstâncias locais isolaram o PP e os Amin do restante da direita (se me permitem esta etiquetagem relativizada). Até mesmo o irmão gêmeo, filho da mesma Arena, o PFL, hoje rebatizado de Democratas, ficou do outro lado.

Para 2010, como em praticamente todo novo pleito, a coisa se redesenha, desta vez com traços mais tortuosos e indecisos. Santa Catarina é um dos estados de maior indefinição para as eleições vindouras.

O agora Governador Leonel Pavan (PSDB), que era Vice de Luiz Henrique da Silveira (PMDB) até poucos dias atrás, deixou de ser o potencial sucessor do governo para o próximo mandato ao protagonizar o último grande escândalo político da região.

Restou a ele assumir, nestes nove meses restantes, o governo que Luiz Henrique deixou para concorrer ao Senado. De uma forma ou de outra, a caneta passou ao fanfarrão. Porém, o cenário eleitoral virou um imbróglio.

Para embaralhar de vez a cena, o DEM resolveu sair do governo há poucos dias, sob a justificativa de obter maior liberdade para negociar novas alianças e preparar o terreno para a candidatura do Senador Raimundo Colombo a Governador.

Logo após a decisão, intensificou-se um namorico entre democratas e progressistas, que podem, quem sabe, reatar o ‘laço de parentesco’. E se a eles juntar-se o PSDB de Pavan, o que é provável que aconteça, estará formada uma outra tríplice aliança, que já existiu tempos atrás em Santa Catarina.

Assim, o PMDB de Luiz Henrique, que já escolheu Eduardo Pinho Moreira como seu pré-candidato, pode sobrar. A rivalidade local com o PP, que pelas origens do bipartidarismo até se explica, não permite que as siglas se unam. Para o PMDB local, aliar-se com o PT da senadora Ideli Salvatti, pré-candidata da sigla ao governo, também é difícil, mas não impossível. Afinal, em nível nacional, Lula já se uniu a Sarney, não é mesmo?

O que esta análise de Santa Catarina tem a ver com o assunto apresentado no início da coluna? A meu ver, o cenário descrito acima ilustra bem a realidade do nosso modelo partidário, em que a ideologia política e a história cedem espaço às conveniências eleitorais e circunstâncias de poder locais, num jogo com regras espaçosas e tantos jogadores quanto cartas no baralho.

E retomando agora a linha central, menciono um dito de um membro do DEM da minha cidade, que ao anunciar a decisão do seu partido de insistir na candidatura de Colombo ao governo catarinense, defendeu que todas as siglas deveriam, sempre, lançar candidatura própria. Está correto? Teórica e utopicamente sim.

Mas aí eu pergunto:

Se a grande maioria dos brasileiros, conforme aponta pesquisa recente do Datafolha, não sabe nem atribuir virtudes ou defeitos a Serra e a Dilma, que são os dois principais presidenciáveis, saberiam diferenciar 27 candidatos? E, com o perdão da obviedade – é claro que um democrata do interior de Santa Catarina não fala por todo o partido – porque então o DEM não tem candidato próprio à Presidência?

E o motivo de citar o DEM aqui é circunstancial. Incoerências semelhantes fazem parte dos demais partidos.

Reduzir o número de partidos representa uma ameaça à democracia? O que mudaria quanto à representatividade? Os tais males do nosso sistema partidário seriam mesmo reduzidos com menos partidos? Não ficariam as novas agremiações repletas dos mesmos parasitas que hoje infestam a nossa política?

Não discordo totalmente da ideia de diminuir o número de siglas, mas também não estou convencido de que tal reforma, por si só, pode efetivamente melhorar o País. O problema é bem mais embaixo.

Enquanto isso, vejamos como se comportam as siglas no salão.

Quem vai tiram quem pra dançar neste baile?

*Tiago Franz é jornalista, colunista do Perspectiva Política aos domingos e escreve no Twitter em @tiagofranz

Análise Geral: Campanha antecipada e testes de repercussão – Ironia e deboche perpassam estratégias do governo

08/03/2010

Não é novidade para ninguém que acompanha o cenário político com alguma frequência que o governo e sua candidata, Dilma Rousseff, estão em campanha aberta.

O curioso – para não usar outro termo – é que, mesmo assim, muitos governistas têm a capacidade nada louvável de dizer, de peito aberto, que não há campanha alguma.

Um certo deboche e uma certa ironia estão no ar constantemente quando se trata das respostas dos ocupantes do Planalto às perguntas a respeito da campanha antecipada feitas pela imprensa.

Continua valendo uma frase que digo e repito há meses: Digam-me que a campanha antecipada deveria ser permitida, mas não me digam que não está havendo campanha.

Em suma, afirmar que a pré-campanha escrachada deveria ser legítima é um argumento válido. Nos Estados Unidos, por exemplo, vigora um sistema onde os pré-candidatos têm grande exibição. Contudo, sendo a campanha antecipada hoje, no Brasil, uma infração eleitoral, não se pode dizer, sem se enganar, que Lula e Dilma não transgridem.

Recentemente chegou aos nossos ouvidos a notícia de que o Planalto pagou pesquisa sobre a repercussão e a popularidade, entre a população, dos programas do governo apontados como concebidos por Dilma Rousseff.

Nossos bolsos financiaram aferição de tendências que será utilizada como embasamento para estratégias eleitorais do governo. O que poderia ser mais uso da máquina do que isso?

Entretanto, o Planalto nega que tenha se valido de esperteza, afirma que não é bem assim.

E dá-lhe cinismo!

Também recentemente, Dilma Rousseff foi convidada pelo Governador Sérgio Cabral para inaugurar um hospital que não teve um centavo do governo federal empenhado em sua construção.

Por mais que Dilma nada tenha a ver com a obra – que, pelo menos, homenageia merecidamente Heloneida Studart -, a Ministra foi convidada para usufruir da vitrine.

Nenhum fiscal do TRE-RJ estava no evento, claramente utilizado como palanque.

E dá-lhe deboche!

Quando pensamos que não pode piorar, piora:

Em evento da Petrobras na Praia de Copacabana, a diretora de Gás e Energia, Graça Silva Foster, largou a fala institucional e partiu para a politicagem. Ela afirmou que terá uma candidata que é certamente mais talentosa que qualquer outra que esteja concorrendo.

Questionada por conta da campanha clara e cristalina, respondeu:

- Na minha opinião ela é mais competente que qualquer outra, mas não citei o nome dela. Só disse que há uma mais talentosa que as demais, mas não disse quem.

E dá-lhe ironia!

Por fim, surgiu também recentemente o boato de que Lula começou a cogitar mais fortemente se licenciar da Presidência para rodar o Brasil com Dilma, visando fortalecer a candidatura da Ministra.

O destaque dessa informação não era bem a licença de Lula, mas o fato de ela poder resultar, provavelmente, em termos José Sarney como Presidente interino, já que José Alencar e Michel Temer, antecessores de Sarney na linha sucessória, não poderiam assumir sob pena de não poderem ser candidatos a cargos eletivos em outubro.

Pois bem. A notícia veio, o governo pôde ter um termômetro da repercussão popular que a medida teria e, logo depois, o Planalto a desmentiu.

Fica claro o que houve e diversos analistas confirmam: O governo vazou a notícia propositadamente para “sentir” como seria a reação do grande público. Atingido o objetivo, negou de forma ferrenha a informação, dando uma “barriga” na imprensa e desrespeitando o cidadão que se surpreendeu sem motivo.

E dá-lhe desfaçatez!

Como se pode perceber, as estratégias do governo estão sendo claramente perpassadas pelo deboche e pela ironia.

Faz-se campanha escancarada e diz-se que não se está fazendo.

Faz-se referência velada a Dilma e diz-se que nenhum nome exato foi pronunciado.

Planta-se um furo de reportagem na imprensa e nega-se mais tarde, quando o objetivo real já foi alcançado.

Um governo, responsável pela administração dos nossos impostos, proteção das nossas fronteiras e defesa dos nossos interesses não poderia se portar dessa forma.

Presidência é coisa séria. A sucessão também.

Mas alguns não estão enxergando dessa forma. E isso é condenável.

Não podemos viver em um País onde o que vale é ser esperto, onde o que importa é driblar os obstáculos legais e onde o que interessa é contornar os problemas jurídicos.

Pior ainda quando essas máximas são pregadas nas entrelinhas pelo próprio governo da nação!

Qualquer um que se comportar assim merece duras críticas. Esteja no lado que estiver, no cargo que estiver, apoiado pelos aliados que tiver.

No caso de Lula, a comentadíssima foto reproduzida acima demonstra que ele, literalmente, leva Dilma pelo braço. E isso se dá pois só assim ela tem chances de vitória.

Acontece que não precisa ser da forma como tem sido: Cínica.

Pede-se apenas menos esperteza e mais republicanismo.

Simples assim.

Comissão recomenda demissão de Agaciel do Senado: Pasmem, Sarney decidirá!

20/02/2010

Informa o Globo:

“Relatório final da Comissão Especial de Inquérito recomenda a demissão do ex-diretor-geral do Senado Agaciel da Silva Maia, pivô do escândalo dos atos secretos e outras supostas irregularidades que atingiram em cheio o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ano passado. Por dois votos a um, os integrantes da comissão aprovaram, na quinta-feira, a condenação do ex-todo poderoso diretor do Senado pela emissão de boa parte dos 663 atos de nomeação, demissão e transferência de servidores sem a devida publicação no Boletim Administrativo do Pessoal, como determinam as regras internas.

Para investigadores do caso, atos secretos eram artifícios que ajudavam a encobrir a contratação de familiares para cargos com altos salários. O relatório está na 1ª Secretaria, do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) desde quinta-feira. O senador deverá encaminhar o documento a Sarney na próxima semana. Caberá a Sarney decidir se ratifica a decisão da comissão e assina a demissão de Agaciel. O ex-diretor foi nomeado para o cargo por Sarney em 1995.”

Lembram-se de Agaciel Maia?

Sim, ele mesmo. Aquele que, quando Diretor-Geral do Senado Federal, permitiu, em conluio com alguns políticos, que atos de nomeação, transferência e demissão não recebessem a devida publicidade, fazendo com que a população brasileira não pudesse saber para onde escoava o seu dinheiro. Daí a denominação “atos secretos”.

É claro que Agaciel não fez tudo isso de graça. Recebeu as indevidas vantagens pessoais e pecuniárias, que podem ser comprovadas pelo fato de ele possuir uma casa luxuosa em Brasília que nunca poderia ser comprada com o seu salário oficial.

O triste é que, apesar de tudo isso, Agaciel continuou como funcionário do Senado esse tempo todo. Deixou a Diretoria-Geral mas manteve-se recebendo das arcas da União, as mesmas que perderam riquezas indevidamente graças ao seu comportamente ilícito.

Só agora, meses depois, chega a informação de que a demissão de Agaciel foi recomendada por Comissão formada para analisar o caso.

Para completar o cenário que seria cômico se não fosse trágico, observem quem decidirá o futuro de Agaciel:

José Sarney! O mesmo que o nomeou anos atrás e que foi seu cúmplice no caso dos atos secretos!

E é melhor nem lembrar que tanto Agaciel como José Sarney estão, aparentemente, livres de responsabilizações penais. Perdem cargos de vez em quando, mas nem cogitam se preocupar com a perda da liberdade ou até de bens. 

É por essas e por outras que o Perspectiva mantém a campanha Não Voto Em Quem Defende Sarney.

Estes homens debocham da nossa inteligência, ironizam nossa revolta, são indiferentes à indignação alheia.

Só resta Sarney decidir manter Agaciel no Senado.

Se isso acontecer, não faltará mais nada.

Estará decretado que a vergonha na cara só não foi embora de vez de Brasília, de mala e cuia, porque ainda não quis.

Alguns amigos seus, poucos, ainda estão por lá.

Absurdo completo: Depois de quatro décadas, Petrobras importa gasolina

17/02/2010

Informa o Zero Hora:

“A crise do etanol levou a Petrobras a retomar a importação de gasolina depois de cerca de quatro décadas de autonomia.

O combustível foi embarcado na Venezuela, que já conta com encomendas futuras, e chegará ao litoral brasileiro ainda neste mês.

Segundo a empresa, foram importados aproximadamente 270 mil metros cúbicos. É o equivalente a cerca de 2 milhões de barris. ‘Para os meses subsequentes, a Petrobras está avaliando a necessidade de importação e, se existente, estimará o volume a ser importado’, informou a estatal, por meio de nota. A compra da gasolina venezuelana resultará em uma conta de cerca de US$ 140 milhões para a empresa.

Para Ildo Sauer, professor da Universidade de São Paulo e ex-diretor da Petrobras, o volume de 2 milhões de barris não chega a ser expressivo, já que é equivalente à produção diária da companhia. Mas se surpreendeu com a importação.

– A empresa era superavitária de gasolina desde a entrada do Proálcool, nos anos 70 – lembra.

Especialista em energia, Adriano Pires, diretor-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), analisa o movimento da petroleira brasileira.

– Há quase uma década o Brasil se tornou um exportador. Primeiro, foi o anúncio da Petrobras de que interromperia a exportação, há cerca de um mês, e agora tem de comprar de outros produtores. É surpreendente – afirma Pires.”

Não há falta de etanol que justifique esta notícia. Não há problema na colheita de cana ou aumento do uso desta na produção de açúcar que torne aceitável este fato. Não há aumento da demanda por conta do crescimento das vendas de veículos automotivos que traga explicações convincentes.

Trata-se de falha grave, gravíssima, de gestão. Ponto final!

Estamos diante, sim, de uma incompetência coletiva que une o governo brasileiro capitaneado por Lula e Dilma Rousseff – ex-Ministra das Minas e Energia -, a administração de José Sérgio Gabrielli na Petrobras e, principalmente, o atual Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que se já não tem aliados dos melhores, agora parece não ter também uma capacidade gestora muito admirável.

Parece-me um péssimo nome para o Ministério, que foi indicado, diga-se de passagem, pelo famigerado José Sarney. Não poderia ser diferente, não é mesmo?

No fim das contas, olhamos para um absurdo completo!

Depois da notícia de que o Brasil importará álcool de milho dos Estados Unidos, somos obrigados a ouvir que, embora tenhamos uma tão alardeada auto-suficiência em petróleo, vamos importar gasolina. E da Venezuela, curiosamente. Está mais para insuficiência.

Ministro Edison Lobão, o senhor é um fanfarrão.