Postagens com a palavra-chave ‘Roberto Requião’

Datafolha: Resultado das últimas pesquisas para o Senado

18/08/2010

Saíram os resultados da pesquisa Datafolha sobre a disputa  ao Senado em alguns Estados.

Vamos aos números:

Rio de Janeiro

Marcelo Crivella (PRB) – 40%

Cesar Maia (DEM) – 33%

Lindberg (PT) – 22%

Jorge Picciani (PMDB) – 14%

Marcelo Serqueira (PPS) – 6%

Waguinho (PTdoB) – 6%

São Paulo

Marta Suplicy (PT) – 32%

Orestes Quércia (PMDB) – 25%

Romeu Tuma (PTB) – 23%

Netinho de Paula (PCdoB) – 17%

Ciro Moura (PTC) – 15%

Minas Gerais

Aécio Neves (PSDB) – 68%

Itamar Franco (PPS) – 47%

Fernando Pimentel (PT) – 20%

Paraná

Roberto Requião (PMDB) – 49%

Gleisi Hoffman (PT) – 31%

Roberto Barros (PP) – 15%

Gustavo Fruet (PSDB) – 13%

Rio Grande do Sul

Germano Rigotto (PMDB) – 43%

Ana Amélia (PP) – 35%

Paulo Paim (PT) – 35%

Pernambuco

Humberto Costa (PT) – 40%

Marco Maciel (DEM) – 35%

Armando Monteiro (PTB) – 25%

Raul Jungmann (PPS) – 12%

Distrito Federal

Cristovam Buarque (PDT) – 44%

Rodrigo Rollemberg (PSB) – 30%

Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – 29%

Alberto Fraga (DEM) – 11%

PSDB pode atrair PMDB para aliança no Paraná: Tanto com Álvaro Dias como com Beto Richa

25/02/2010

Recentemente, disse o Perspectiva:

“Tanto Beto Richa como Álvaro Dias podem disputar o governo paranaense. Ambos têm condições. Os dois desejam a indicação do PSDB.

Acontece que o diretório estadual do partido escolheu Richa, atual Prefeito de Curitiba, como pré-candidato tucano ao governo do estado.

Álvaro Dias, como era de se esperar, chiou. Mas não apenas chiou. Apresentou argumentos para comprovar que a decisão a favor de Beto Richa é equivocada.

[...]

Para completar, Álvaro ainda alega que poderia atrair o PMDB, ao contrário de Richa, e lembra que sua candidatura não faz o PSDB perder nada, enquanto a de Richa entrega a Prefeitura de Curitiba para o Vice-Prefeito, Luciano Ducci, que é do PSB de Ciro Gomes.”

Confiram agora o que diz o colunista Ilimar Franco sobre o quadro da sucessão paranaense:

“No Paraná, o PMDB negocia apoio tanto ao palanque de Dilma Rousseff quanto ao de José Serra. O partido deve lançar Orlando Pessutti ao governo do estado, mas o governador Roberto Requião propôs acordo informal ao candidato do PSDB, Beto Richa.

Os tucanos não lançariam Gustavo Fruet (PSDB) ao Senado para apoiar Requião. Ele fez a mesma proposta ao candidato Osmar Dias (PDT), mas o PT não aceita rifar a candidatura de Gleisi Hoffman ao Senado.”

As informações trazidas por Ilimar não são suficientes para confirmar uma aliança, seja com o governo ou com a oposição, mas dão a entender que o argumento do Senador Álvaro Dias de que só ele seria capaz de atrair o PMDB, ao contrário de Beto Richa, não procede.

Aparentemente, basta que o PSDB abra mão da candidatura ao Senado de Gustavo Fruet e apóie Roberto Requião para que o PMDB apóie a candidatura tucana no Paraná e faça palanque para José Serra.

Fruet não deve estar muito satisfeito.

Michel Temer é aclamado como Presidente do PMDB: Aliança com o PT ganha força – Decisão em junho

06/02/2010

A Convenção adiantada do PMDB se realizou hoje. O novo Diretório Nacional da legenda foi eleito. E este aclamou o Presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, como Presidente do partido, reconduzindo-o ao cargo.

O Senador Valdir Raupp (RO) será o primeiro Vice-presidente do partido e  a Deputada Iris Araújo (GO) a segunda vice.  O Senador Romero Jucá (RR) é o terceiro. Eunício Oliveira (CE) será o tesoureiro e Mauro Lopes novamente o Secretário-Geral.

Não está decidida ainda a aliança formal com o PT. Será a Convenção que se realizará no meio do ano que isto será decidido. É nesta próxima convenção que as vertentes vão se enfrentar e que o nível de tensão vai subir.

Os delegados enviados por cada diretório estadual peemedebistas dirão se o PMDB fecha com o PT, se alia ao PSDB, se posiciona de forma neutra ou lança candidatura própria.

Existe o grupo que reúne os diretórios Pernambuco, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul que são contrários à união com o PT. Os dois primeiros querem o PMDB com Serra. Os três últimos gostam de ideia da candidatura do Governador paranaense Roberto Requião, mas, se ela não se der, preferem Serra. Se Requião viesse a participar, em um possível segundo turno também estariam provavelmente com o tucano, afinal, Requião teria poucas chances.

Acontece que Temer é expoente da ala governista do PMDB. Por isso mesmo é cotado para Vice de Dilma Rousseff, embora não seja o preferido de Dilma. E nem o de Lula, o que importa mais ainda.

Com a recondução de Temer, a aliança com o PT ganha força. Foi para garantir isso que os governistas, majoritários, adiantaram a Convenção. Fizeram isso para prevenir contra possíveis desgastes ou descidas nas pesquisas de Dilma que pudessem enfraquecer a ideia da aliança com o PT e também para fortalecer Temer, que tem sentido a rejeição ao seu nome dentro do governo.

Justamente por ser claro que o adiantamento foi feito para facilitar a aliança com o PT e o fortalecimento do nome de Temer, os grupos contrários ao governo dentro do PMDB pensam em se insurgir na Justiça contra a mudança de data maliciosa.

De qualquer forma, a decisão final se dará realmente em junho.

Aguardemos. Até lá, muita água vai passar por debaixo da ponte e, com certeza, algumas cabeças vão rolar. Afinal, o grupo oposicionista do PMDB sabe fazer barulho e o governista lutará muito para conseguir fechar com o PT, já que este depende tanto do tempo de televisão peemedebista para que Dilma tenha mais chances, que dará muito do que o PMDB fisiológico requisitar.

Imaginem a ânsia dos que estão no entorno de Temer, Sarney e Calheiros. 

Requião: Temer alimenta o leão na esperança de ser o último a ser comido

31/01/2010

Disse o Governador do Paraná e peemedebista pré-candidato à Presidência, Roberto Requião:

“Michel Temer é um apaziguador, é aquele homem que alimenta o leão na esperança de ser o último a ser comido.”

Levando em conta que Requião está comentando o fato de Temer crer que, contemporizando e conciliando, conseguirá transformar em realidade seu favoritismo no que tange ser o Vice de Dilma…

…acho que o leão é Lula.

Vice-Governadores terão máquina nas mãos para tentar reeleição

05/01/2010

Desde que foi introduzido o instituto da reeleição, dois hábitos políticos se tornaram mais e mais comuns.

O primeiro consiste no fato de os políticos eleitos para cargos no Executivo começarem a pensar, já no primeiro dia de mandato, em suas reeleições e nas ações que podem empreender para facilitá-las. Trata-se de objetivo que, se almejado com empenho que chega a prejudicar a gestão em si, é nocivo.

O segundo reflete a expectativa dos vices, principalmente no que diz respeito aos estados e municípios, de assumirem o posto daqueles que encabeçaram suas chapas vencedoras no momento em que estes precisarem, para concorrer a novos cargos, se desincompatibilizar. Os vices desejam os postos não só pelo poder mas, principalmente, para poderem, dessa vez eles, tentarem a reeleição que, na realidade, é como se fosse o primeiro triunfo, com o diferencial de ter a máquina nas mãos.

É esta questão das máquinas públicas que faz diversos governadores deixarem os cargos antes do final de seus segundos mandatos em benefício dos vices. Como não podem mais se reeleger, candidatam-se normalmente ao Senado, entregando a máquina a um vice normalmente menos popular para que este possa, com o auxílio dela, compensar o certo desconhecimento junto à população e vencer as eleições, mantendo o grupo político do governador “benfeitor” no poder na maioria dos casos.

As próximas eleições gerais trarão mais e mais exemplos dessa prática. Em diversos estados os governadores, não podendo tentar a reeleição, se desincompatibilizarão em meados de março para concorrerem ao Senado, entregando os governos aos vices, que tentarão se reeleger.

Isso se dará em Minas Gerais, com Aécio Neves (PSDB) passando o governo para Antonio Anastasia (PSDB), em Mato Grosso, com Blairo Maggi (PR) passando o governo para Silval Barbosa (PMDB), no Espírito Santo, com Paulo Hartung (PMDB) passando o governo para Ricardo Ferraço (PMDB), no Paraná, com Roberto Requião (PMDB) passando o governo para Orlando Pessuti (PMDB) e no Rio Grande do Norte, com Wilma Faria (PSB) passando o governo para Iberê Ferreira (PSB).

Poderá vir a acontecer também em Santa Catarina, com Luiz Henrique passando o governo para Leonel Pavan (PSDB), em Rondônia, com Ivo Cassol (PP) passando o governo para João Cahulla (PPS) e no Piauí, com Wellington Dias (PT) passando o governo para Wilson Martins (PSB).

Em alguns estados, como Minas, a força do grupo político do atual Governador, Aécio Neves, pode dar a vitória ao Vice, Anastasia. Em outros, o máquina pública tem tudo para não resolver a fraqueza eleitoral do candidato, como no Paraná, onde Orlando Pessuti, mesmo com o apoio de Requião, não decola nas pesquisas.

De qualquer forma, fica claro que os vices pretendem aproveitar as máquinas que têm nas mãos para transformar ações de governo em votos que, ao invés de se direcionarem aos seus antecessores, agora precisam se dirigir a eles.

Requião oficializa pré- candidatura à Presidência em 2010

01/12/2009

Informa o Globo:

“Cercado por um grupo de peemedebistas históricos que estão fora do comando do partido, o governador do Paraná Roberto Requião oficializou nesta terça-feira, junto ao Diretório Nacional, a inscrição para disputar como candidato à sucessão do presidente Lula.

[...]

O anúncio da oficialização da inscrição de Requião como candidato a presidente foi feito no Senado, ao lado do senador Pedro Simon (RS), um dos incentivadores da idéia, e do eterno presidente de honra Paes de Andrade.

Mas as lideranças governistas do PMDB ignoraram e minimizaram qualquer impacto político. Mesmo porque, o principal articulador da candidatura com o intuito de rachar a convenção prevista o ano que vem, o ex-governador Orestes Quércia, não compareceu.

Em carta lida por Paes de Andrade, Quércia diz que abandonará a candidatura de José Serra, do PSDB, para apoiar uma candidatura própria de seu partido. Além de Simon e Paes, estavam lá os deputados Ibsen Pinheiro (RS), Darcisio Perondi (RS), Rocha Loures (PR), Edinho Bez (PR), Eliseu Padilha (RS) e o senador Neuto de Conto (PR). Representantes de 15 diretórios assinaram moção defendendo a candidatura própria, e Padilha diz ter se reunido com 24 diretórios que apoiaram a tese. O próprio Requião admitiu que estava ali ao seu lado ‘uma espécie de exército brancaleone’. Sem muita efervescência, Simon chegou a cochilar.

- Num jantar como que aconteceu no Alvorada, podem decidir no máximo a sobremesa, nunca a vida, o futuro e a história do maior partido desse país – discursou Requião, completando que não se podia aceitar uma aliança não programática, apenas para dar emprego a meia dúzia de pessoas.”

O próprio Roberto Requião diz que se trata de uma “espécie de exército brancaleone”, ou seja, um grupo que é idealista, mas que está provavelmente fadado ao insucesso.

É uma verdade? É! Requião tem chance de se tornar candidato do PMDB à Presidência? Pouquíssima. Requião tem chance de vencer em 2010? Menos ainda.

Contudo, quem foi que disse que ganhar é tudo? Quem foi que afirmou que pré-candidaturas só são válidas se forem vitoriosas?

Acredito que Roberto Requião é um político que, embora tenha suas falhas, merece ser respeitado. Tanto é que vejo a sua pré-candidatura com bons olhos.

Creio que ela não tem chance alguma de vingar, porém, é saudável, é expressão do que deveria ser feito.

O PMDB, hoje comandado por um grupo de políticos fisológicos, que mantém sob controle uma federação de caciques através de um loteamento de cargos e espaços políticos, só poderia um dia reviver os tempos do Dr. Ulysses se trocasse as alianças interesseiras por atitudes como a de Requião.

O Perspectiva é a favor da pré-candidatura do Governador do Paraná. É a favor, até mesmo, da remota possibilidade de ele concorrer em 2010.

Não sei se votaria nele para Presidente, mas seria ótimo tê-lo como candidato e, principalmente, ver um PMDB diferente, que é subjugado dia após dia, dando a cara a tapa.

PMDB cobra ação de Lula para aliança com PT nos estados

26/11/2009

Comentou este blogueiro que vos fala recentemente:

Não é de hoje que aqueles que acompanham a política nacional sabem que a aliança entre PT e PMDB em nível nacional é uma operação complicada. Isso se dá pela necessidade de resolução de conflitos estaduais delicadíssimos.

Este blog mesmo já comentou que, por conta das dificuldades nos acertos, a estratégia das cúpulas petista e peemedebista foi alterada. Eles desejavam, antes, acomodar os interesses de ambos os partidos nos estados para, mais tarde, se unir nacionalmente em torno de Dilma Rousseff.

Não foi possível. As negociações regionais emperraram e foi daí que surgiu o pré-acordo nacional, que visa pressionar os entendimentos estaduais.

Acontece que o problema não é só o fato de interesses conflitantes nos estados colocarem PT e PMDB em lados opostos. O fato de a cúpula peemedebista, ao contrário da petista, não ter o controle sobre todos os diretórios regionais também agrava, e muito, a situação.

No PT há, certamente, o sentimento de desconforto em alguns estados com relação à cessão de espaços para o PMDB, porém, vinda a ordem de cima, dificilmente o diretório regional se insurgirá. Com o PMDB isso não ocorre. Diretórios como o paulista e o catarinense já estão fechados com a oposição e outros, como o mineiro, o baiano e o sul-matogrossense, não aceitam abrir mão da candidatura própria para atender às pretensões estaduais petistas. E isso ainda traz o revés de fornecer argumentos aos petistas mais rebeldes que não gostam nem um pouco de serem podados pela direção nacional, o que gera a iniciativa pró-candidatura própria de certos grupos de alguns estados como o Rio.

É por essas e por outras que, fechado o pré-acordo, as zonas de tensão estaduais pouco se acalmaram. Por mais que a estratégia das cúpulas de PT e PMDB tenha mudado, isso não quer dizer que o novo plano será bem-sucedido, para o sorriso maroto dos peemedebistas oposicionistas, como o paulista Orestes Quércia, ou defensores da candidatura própria, como o paranaense Roberto Requião, que veem na dificuldade para unificar os palanques estaduais com o PT uma chance de, mais do que isso, anular a aliança formal com o governo como um todo.

Pois bem. Confiram o que informa o Estadão:

“No primeiro encontro dos dois principais partidos da base aliada após a eleição que renovou a cúpula petista, dirigentes do PMDB cobraram do PT a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para acertar os palanques nos Estados. A principal queixa foi em relação a Minas, segundo maior colégio eleitoral do País, onde a corrente majoritária do PT rachou e tem dois pré-candidatos à sucessão do governador Aécio Neves (PSDB) desafiando o ministro das Comunicações, Hélio Costa, postulante do PMDB.

O outro nó difícil de desamarrar para a parceria sair do papel está no Rio. Lá, o governador Sérgio Cabral (PMDB) exige apoio à sua reeleição para entrar na campanha de Dilma ao Palácio do Planalto, mas fatia considerável do PT quer no páreo o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. Há percalços também para a montagem de chapas em mais cinco Estados: Bahia, Pará, Mato Grosso do Sul, Paraná e Ceará.

[...]

Pelos cálculos do PMDB, os insatisfeitos e adversários tradicionais dos petistas somam 410 dos 805 votos de convencionais que vão às urnas para decidir se querem se aliar ao PT ou deixar o partido ’solto’ na corrida presidencial, para que cada Estado faça a dobradinha que quiser.”

O Perspectiva vem desenhando quadro fiel das negociações entre PT e PMDB.

PT e PMDB: Parceria complicada

25/11/2009

Não é de hoje que aqueles que acompanham a política nacional sabem que a aliança entre PT e PMDB em nível nacional é uma operação complicada. Isso se dá pela necessidade de resolução de conflitos estaduais delicadíssimos.

Este blog mesmo já comentou que, por conta das dificuldades nos acertos, a estratégia das cúpulas petista e peemedebista foi alterada. Eles desejavam, antes, acomodar os interesses de ambos os partidos nos estados para, mais tarde, se unir nacionalmente em torno de Dilma Rousseff.

Não foi possível. As negociações regionais emperraram e foi daí que surgiu o pré-acordo nacional, que visa pressionar os entendimentos estaduais.

Acontece que o problema não é só o fato de interesses conflitantes nos estados colocarem PT e PMDB em lados opostos. O fato de a cúpula peemedebista, ao contrário da petista, não ter o controle sobre todos os diretórios regionais também agrava, e muito, a situação.

No PT há, certamente, o sentimento de desconforto em alguns estados com relação à cessão de espaços para o PMDB, porém, vinda a ordem de cima, dificilmente o diretório regional se insurgirá. Com o PMDB isso não ocorre. Diretórios como o paulista e o catarinense já estão fechados com a oposição e outros, como o mineiro, o baiano e o sul-matogrossense, não aceitam abrir mão da candidatura própria para atender às pretensões estaduais petistas. E isso ainda traz o revés de fornecer argumentos aos petistas mais rebeldes que não gostam nem um pouco de serem podados pela direção nacional, o que gera a iniciativa pró-candidatura própria de certos grupos de alguns estados como o Rio.

É por essas e por outras que, fechado o pré-acordo, as zonas de tensão estaduais pouco se acalmaram. Por mais que a estratégia das cúpulas de PT e PMDB tenha mudado, isso não quer dizer que o novo plano será bem-sucedido, para o sorriso maroto dos peemedebistas oposicionistas, como o paulista Orestes Quércia, ou defensores da candidatura própria, como o paranaense Roberto Requião, que veem na dificuldade para unificar os palanques estaduais com o PT uma chance de, mais do que isso, anular a aliança formal com o governo como um todo.

Inclusive a própria pré-candidata Dilma Rousseff e o Presidente do Senado, José Sarney, admitem sem cerimônias que os acertos estaduais são difíceis. Dilma Rousseff que considera difícil que uma eventual aliança nacional do PT e do PMDB em torno da sua possível candidatura à sucessão do presidente Lula seja reproduzida nos Estados. Sarney a respaldou e afirmou que as duas legendas devem ter palanques distintos em Estados onde não há possibilidade da aliança se efetivar.

Em resumo, o PMDB tem, nacionalmente, três caminhos: Caminhar com o governo, caminhar com a oposição ou caminhar sozinho, pelo menos, no primeiro turno.

Excetuado o caminho da candidatura própria, nenhum deles deverá ser respaldado pelos diretórios de todos os estados. Nos dois casos, caminhe o PMDB com o PT ou com o PSDB, existirão dissidências.

Além delas, aonde não ocorrerem dissidências quanto à corrida presidencial, ainda existirá a possibilidade de uma candidatura do PMDB ao governo do estado em questão que se oponha ao aliado nacional, seja ele qual for.

Essa é a complicação que demonstra como o PMDB nada mais é do que uma federação de caciques.

É a mesma complicação que permite ao PMDB ser o maior partido do Brasil, fato que a mantém viva, e que dá ao PMDB o grande tempo de televisão que, na realidade, é o que mais interessa a todos os presidenciáveis.

Requião relaciona câncer de mama em homens a passeatas gays

27/10/2009

Informa o Globo:

“O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), relacionou a ocorrência do câncer de mama em homens à opção sexual. Para o governador, o câncer na mama dos homens ‘deve ser consequência dessas passeatas gay’. A declaração foi feita durante o programa ‘Escola de Governo’, veiculado pela TV Educativa na manhã desta terça-feira.

- A ação do governo não é só em defesa do interesse público, é em defesa da saúde da mulher também. Embora hoje câncer de mama seja uma doença masculina também, né? Deve ser consequência dessas passeatas gays – disse Requião antes de convidar o secretário de Saúde, Gilberto Martin, para anunciar investimentos do estado no controle da doença. “

Parece que o vírus da bobagem dita por governantes está se espalhando por aí.

Já chegou ao Paraná.

Ora, Governador Requião. O senhor não era disso…

Lula deve pedir a Geddel e Jader que apóiem o PT

31/08/2009

Recentemente, este blog publicou a seguinte passagem:

Os estados da Bahia e do Pará são, justamente, estados governados atualmente pelo PT, cujos governadores podem tentar a reeleição. Eles são Jaques Wagner e Ana Júlia Carepa, respectivamente.

Portanto, é de se esperar que a intenção de Lula seja, oferecendo apoio ao PMDB em outros estados, conseguir que o partido apóie os projetos na Bahia e no Pará que devem, naturalmente, por já ocuparem o poder, terem a preferência da base aliada.

Seria um absurdo completo se Lula não fizesse nada para conter o ímpeto do PMDB de, não só tentar encabeçar a maioria de chapas governistas possíveis,  mas também tomar do PT até mesmo os estados já governados por este, onde os governadores visam a reeleição. Até porque Lula tem poder de barganha para isso, afinal, deu ao PMDB tudo o que o partido quis no governo federal em seu segundo mandato, desde ministérios até o comando de estatais e fundos de pensão.

A realidade é que, defendendo Jaques Wagner e Ana Júlia, Lula nada mais faz do que o que seria encarado como correto para alguém que preza o seu partido. Por outro lado, se o Presidente sair das conversas com Geddel Vieira Lima, que ameaça Wagner, e Jader Barbalho, que ameaça Carepa, de mãos abanando, estará provado que quem dá as cartas é o PMDB e que Lula só quer saber de Dilma e que se exploda o PT nos estados e ponto final.

Pois bem. Confirmando o que este blog adiantou, escreve o jornalista Josias de Souza:

“Empenhado em costurar o apoio do PMDB à candidatura presidencial de Dilma Rousseff, Lula tornou-se coordenador político de si mesmo. Nesta semana, pretende reunir-se privadamente com o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e com o deputado Jader Barbalho.

Geddel manda no PMDB da Bahia. Jader dá as cartas no PMDB do Pará. Ambos estão em litígio com o petismo local. O ministro Geddel ensaia uma candidatura ao governo baiano, contra a recandidatura do petista Jaques Wagner.

O deputado Jader informou à direção do PMDB que decidiu concorrer ao governo paraense, contra a recandidatura da petista Ana Julia Carepa.

Lula pretende apelar a Geddel e Jader que refluam. Deseja que aceitem disputar um par de cadeiras no Senado, acertando-se com Jaques Wagner e Ana Júlia.

A julgar pelo que dizem entre quatro paredes, Geddel e Jader devem responder negativamente aos apelos do presidente.”

Percebam o ponto mais importante destes casos:

Este blog previu que se o Presidente sair das conversas com Geddel Vieira Lima, que ameaça Wagner, e Jader Barbalho, que ameaça Carepa, de mãos abanando, estará provado que quem dá as cartas é o PMDB e que Lula só quer saber de Dilma e que se exploda o PT nos estados e ponto final.

Respondendo à questão que diz respeito ao resultado dos esforços de Lula, Josias avisa que “a julgar pelo que dizem entre quatro paredes, Geddel e Jader devem responder negativamente aos apelos do presidente”.

Sendo assim, já está posto o que importa mais para Lula e o que não importa muito.