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Coluna do dia: A Polícia e os Bandidos Policiais

30/08/2010

Por Arthurius Maximus*

As principais causas da violência nas grandes cidades são:  tráfico de drogas e depois a corrupção policial. Um vive alimentando o outro. Mas, a corrupção policial, tem raízes profundas no modo de vida do brasileiro; na hipocrisia reinante em nossa sociedade; na impunidade e no corporativismo que envolvem os tribunais militares e civis que julgam os policiais apanhados em desvio de conduta; na passividade das autoridades que toleram um certo nível de desvio para não encararem o óbvio empobrecimento do policial e, não menos importante, na falta de preparo e de vocação de alguns policiais.

No Rio de Janeiro uma situação constrangedora e estarrecedora trouxe uma nova luz sobre o grau de comprometimento das instituições policiais em nossa cidade e como a atual estrutura mostra-se falida.

O auditor militar responsável por julgar desvios de conduta dos policiais militares cariocas foi apanhado em flagrante, roubando cabos de fibra ótica de uma operadora de telefonia em plena praia de Botafogo, na Zona Sul do Rio.

Na verdade, o auditor fazia parte de uma quadrilha composta por policiais que vinha agindo há anos no roubo de cabos e movimentou uma verdadeira fortuna. Composta por policiais reconhecidamente problemáticos e por outros com a ficha completamente limpa; a quadrilha é a síntese da realidade policial carioca.

Enquanto o governo faz vista grossa para instituições carcomidas e penetradas por toda sorte de vícios e mazelas, a sociedade também permanece apática e mostra sua indignação até que a próxima página do jornal traga um novo escândalo ou uma nova tragédia.

O modelo de polícia que temos hoje está falido. É preciso repensá-lo e implantar uma polícia moderna, bem paga, realmente vigilante e que atue nos moldes das melhores polícias do mundo.

Infelizmente, enquanto a polícia for vista apenas como fonte de benefícios políticos para alguns ou como centro de mordomias e conchavos para outros, as coisas não mudarão.

Acabar com a separação das polícias, implantar corregedorias verdadeiramente independentes e atuantes, criar a mentalidade do policial profissional; mantendo uma carga horária a semelhança de um expediente de oito horas diárias e com um salário compatível com boas condições de vida para o policial são as soluções que podem resolver o problema do policial bandido e afastar os malandros que buscam os concursos para a polícia como a forma mais barata e simples de conseguir praticar crimes.

Mas, para que isso aconteça, é o eleitor e o cidadão que devem exigir uma mudança rápida e sem volta do modelo que temos hoje. Se analisarmos friamente a questão, veremos que a troca de escalas e algumas dessas mudanças podem ser feitas rapidamente e sem traumas para ninguém.

Basta apenas a famosa “vontade política”.

Pense nisso.

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

Resultados de pesquisas para os Governos Estaduais

27/08/2010

Saíram alguns resultados para os Governos Estaduais . Vamos a alguns deles:

São Paulo ( Datafolha)

Geraldo Alckmin (PSDB)  – 54%

Aloizio Mercadante (PT) – 20%

Celso Russomano (PP) – 7%

Paulo Skaf (PSB) – 3%

Minas Gerais (Datafolha)

Hélio Costa (PMDB) – 43%

Antonio Anastasia (PSDB) – 29%

Rio de Janeiro (Datafolha)

Sérgio Cabral (PMDB) – 56%

Fernando Gabeira (PV) – 17%

Paraná (Datafolha)

Beto Richa (PSDB) – 47%

Osmar Dias (PT) – 34%

Rio Grande do Sul (Datafolha)

Tarso Genro (PT) – 42%

José Fogaça (PMDB) – 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 14%

Distrito Federal (Datafolha)

Joaquim Roriz (PSC) – 41%

Agnelo Queiroz (PT) – 35%

Pernambuco (Datafolha)

Eduardo Campos (PSB) – 67%

Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 19%

Bahia (Datafolha)

Jaques Wagner (PT) – 47%

Paulo Souto (DEM) – 23%

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 11%

Ceará (Vox Populi)

Cid Gomes (PSB) – 51%

Lúcio Alcântara (PR) – 20%

Marcos Cals (PSDB) – 10%

Alagoas (Ibope)

Ronaldo Lessa (PDT) – 29%

Fernando Collor (PTB) – 28%

Teotônio Vilela Filho (PSDB) – 24%

 

 

Oposição com discurso confuso: Partido Verde se anima

20/08/2010

 

A campanha televisiva de José Serra parece sem rumo. Não se sabe ao certo qual desejo dos brasileiros o tucano quer personificar.

Ele é o candidato da oposição ou ele é o candidato mais experiente e capaz da continuidade?

No fim das contas, a realidade é que nenhum destes papéis deveria ser interpretado por Serra, caso queira vencer a disputa.

A estratégia correta seria bater firme nos erros do governo e promover o reconhecimento e manutenção dos acertos, escolhendo dois ou três pontos para marcar a candidatura, os chamados “tipping points”.

Acontece que na busca por essa sintonia fina, a campanha tucana erra a mão e pesa demais ou de um lado ou de outro, dependendo do momento.

Ou o tom sobe demais e a crítica a Dilma traz rejeição dos milhões que aprovam Lula ou se cai na defesa de um continuísmo tão sem inovações que estimula o voto no que “já está aí”.

Há que se reconhecer que o equilíbrio defendido está em cima de linha tênue, mas os profissionais contratados para o marketing têm a obrigação de conseguir atingí-lo, vistos a experiência que têm e o quanto recebem mensalmente.

É nesse cenário de aparente indecisão da campanha tucana que o Partido Verde se anima. Há quem sonhe com um segundo turno entre Dilma e Marina.

No Rio de Janeiro, por exemplo, este cenário não está distante. É significativo, embora não retrate o País todo.

Acontece que o programa eleitoral de Marina não está ajudando. Buscando inovar, o marketing da campanha está se equivocando e cometendo erros primários como esconder a candidata.

Uns dizem que se erra neste início de propósito, para trazer exposição com os comentários sobre os programas inusitados que, só tendo pouco mais de um minuto, dependem muito da repercussão.

Ocorre que má repercussão não adianta. Não vale a máxima de que “toda propaganda é uma boa propaganda”.

Se continuarem assim os vídeos de Marina, Serra pode se preocupar só com Dilma.

Datafolha: Resultado das últimas pesquisas para o Senado

18/08/2010

Saíram os resultados da pesquisa Datafolha sobre a disputa  ao Senado em alguns Estados.

Vamos aos números:

Rio de Janeiro

Marcelo Crivella (PRB) – 40%

Cesar Maia (DEM) – 33%

Lindberg (PT) – 22%

Jorge Picciani (PMDB) – 14%

Marcelo Serqueira (PPS) – 6%

Waguinho (PTdoB) – 6%

São Paulo

Marta Suplicy (PT) – 32%

Orestes Quércia (PMDB) – 25%

Romeu Tuma (PTB) – 23%

Netinho de Paula (PCdoB) – 17%

Ciro Moura (PTC) – 15%

Minas Gerais

Aécio Neves (PSDB) – 68%

Itamar Franco (PPS) – 47%

Fernando Pimentel (PT) – 20%

Paraná

Roberto Requião (PMDB) – 49%

Gleisi Hoffman (PT) – 31%

Roberto Barros (PP) – 15%

Gustavo Fruet (PSDB) – 13%

Rio Grande do Sul

Germano Rigotto (PMDB) – 43%

Ana Amélia (PP) – 35%

Paulo Paim (PT) – 35%

Pernambuco

Humberto Costa (PT) – 40%

Marco Maciel (DEM) – 35%

Armando Monteiro (PTB) – 25%

Raul Jungmann (PPS) – 12%

Distrito Federal

Cristovam Buarque (PDT) – 44%

Rodrigo Rollemberg (PSB) – 30%

Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – 29%

Alberto Fraga (DEM) – 11%

Saem resultados de pesquisas sobre os governos estaduais

31/07/2010

Saíram resultados de pesquisas para a disputa dos governos em alguns estados.

Seguem abaixo os índices alcançados pelos candidatos em pesquisas realizadas pelo Ibope e pelo Datafolha respectivamente (apenas um instituto em alguns casos):

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) – 50% / 49%

Aloizio Mercadante (PT) – 14% / 16%

Celso Russomanno (PP) – 9% / 11%

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB) – 58% / 53%

Fernando Gabeira (PV) – 14% / 18%

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB) – 39% / 44%

Antonio Anastasia (PSDB) – 21% / 18%

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) – 60% / 59%

Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 24 % / 28%

Rio Grande do Sul

Tarso Genro (PT) – 39% / 35%

José Fogaça (PMDB) – 29% / 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 15% / 15%

Paraná

Beto Richa (PSDB) – 43% (Datafolha)

Osmar Dias (PDT) – 38% (Datafolha)

Bahia

Jaques Wagner (PT) – 44% (Datafolha)

Paulo Souto (DEM) – 23% (Datafolha)

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 13% (Datafolha)

Ceará

Cid Gomes (PSB) – 47% (Datafolha)

Lúcio Alcantâra (PR) – 26% (Datafolha)

Santa Catarina

Ângela Amin(PP) – 37% (Ibope)

Raimundo Colombo (DEM) – 20% (Ibope)

Ideli Salvatti (PT)  – 13% (Ibope)

Análise Geral – Serra e Aécio: A hora da verdade

30/07/2010

O desempenho do presidenciável tucano José Serra nas pesquisas piorou no que se refere a Minas Gerais.

O PSDB está perdendo espaço na corrida presidencial no estado, embora Aécio Neves lidere, com índices astronômicos, a disputa pelo Senado.

Desde sempre existe o boato de que, preterido da corrida presidencial por conta das pretensões de Serra, Aécio faria corpo mole na campanha presidencial do PSDB em seu estado. Trataria de se eleger, dar a vitória ao seu poste, o atual Governador Antonio Anastasia, e ponto final. O voto “dilmasia”, Dilma Presidente e Anastasia Governador, não o incomodaria.

Mas esse é o boato. Não se sabe qual é o fato. Aécio já discursou pedindo votos para Serra de forma veemente, o que gera dúvidas sobre seu real posicionamento.

Pois bem. Agora teremos a resposta. Serra precisa de Aécio em Minas neste momento, para vencer e quem sabe abrir vantagem no estado que, junto com o Rio de Janeiro, decidirá a eleição.

Vamos ver o que acontece.

Chegou a hora da verdade.

Análise Geral: Quando os recursos vencem as ideologias

29/07/2010

Muitos meios de comunicação citam, com falsa perplexidade, o fato de prefeitos apoiarem candidatos a governador do campo político oposto em diversos estados do Brasil.

Acontece no Rio, em São Paulo, em Minas, em Pernambuco, na Bahia, enfim, tem para todos os gostos. Atingindo todos os partidos.

Mas isso não é novidade para os analistas políticos e jornalistas que cobrem os bastidores da política nacional, daí eu utilizar a expressão “falsa perplexidade”.

É claro que seria muito melhor e mais saudável se houvesse ideologia partidária, respeito a ideais políticos e espírito de grupo – e reclamar a existência destes é correto e louvável -, contudo, se dizer surpreso com balaio de gatos da política nacional é coisa para inglês ver.

Sabe-se desde sempre que antes os recursos que o governador envia para as prefeituras, depois as identidades partidarias.

Enquanto a União for muito mais poderosa que os estados e os estados muito mais poderosos que os municípios, sem descentralização e sem respeito ao federalismo constitucional, os chefes do executivo comprarão seus subordinados de fato, sejam de quais partidos forem.

Gabeira admite faltar dinheiro para campanha

15/07/2010

Informa o Globo:

“Em busca dos votos do interior, o candidato ao governo do Rio pelo PV, Fernando Gabeira, visitou ontem Cabo Frio e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, em seu primeiro ato oficial de camapanha ao lado dos postulantes ao Senado de sua chapa, Cesar Maia (DEM) e Marcelo Cerqueira (PPS).

Na inauguração de comitês locais, Gabeira disse que concentrará sua campanha na Região Metropolitana, onde estão 75% dos eleitores, mas em equilíbrio com o interior do estado, onde estão os outros 25% dos votos.

Para isso, ele afirmou que sua estratégia será estar presente nas cidades mais distantes da capital, além de apostar nas propagandas de TV, rádio e internet.

Gabeira reconheceu dificuldades financeiras, neste início de campanha, para realizar essas ações (propagandas e viagens).

— A questão financeira é difícil. Estamos gastando o mínimo possível — explicou ele, após dizer que um dos motivos da visita a Cabo Frio também era conseguir um carro emprestado para sua campanha.”

Enquanto isso, na campanha de Sérgio Cabral (PMDB) sobram recursos. Inclusive para auxiliar a campanha ao Senado do aliado Jorge Picciani.

Por que será?

São as maravilhas de se estar no poder.

Eleições para os governos estaduais

03/07/2010

Findo o período de convenções, começam a despontar os principais nomes que disputarão os governos estaduais por todo o País :

Região Sudeste

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB)

Aloizio Mercadante (PT)

Paulo Skaf (PSB)

Celso Russomano (PP)

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB)

Fernando Gabeira (PV)

Fernando Pellegrino (PR)

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB)

Antonio Anastasia (PSDB)

José Fernando Aparecido (PV)

Espírito Santo

Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB)

Renato Casagrande (PSB)

Brice Bragato (PSOL)

Região Sul

Rio Grande do Sul

Yeda Crusius (PSDB)

José Fogaça (PMDB)

Tarso Genro (PT)

Montserrat Martins (PV)

Santa Catarina

Ângela Amim (PP)

Raimundo Colombo (DEM)

Ideli Salvatti (PT)

Paraná

Osmar Dias (PDT)

Beto Richa (PSDB)

Paulo Salamuni (PV)

Região Nordeste

Alagoas

Fernando Collor (PTB)

Teotônio Vilela (PSDB)

Ronaldo Lessa (PDT)

Bahia

Jaques Wagner (PT)

Geddel Vieira Lima (PMDB)

Paulo Souto (DEM)

Ceará

Marcos Cals (PSDB)

Cid Gomes (PSB)

Marcelo Silva (PV)

Maranhão

Jackson Lago (PDT)

Roseana Sarney (PMDB)

Flávio Dino (PCdoB)

Paraíba

José Maranhão (PMDB)

Ricardo Coutinho (PSB)

Pernambuco

Jarbas Vasconcelos (PMDB)

Eduardo Campos (PSB)

Piauí

Silvio Mendes (PSDB)

Wilson Martins (PSB)

João Vicente Claudino (PTB)

Teresa Britto (PV)

Rio Grande do Norte

Rosalba Ciarlini (DEM)

Iberê Ferreira (PSB)

Carlos Eduardo (PDT)

Sergipe

João Alves Filho (DEM)

Marcelo Déda (PT)

Arivaldo José dos Santos (PSDC)

Região Centro-Oeste

Brasília

Joaquim Roriz (PSC)

Agnelo Queiroz (PT)

Eduardo Brandão (PV)

Frank Svensson (PCB)

Goiás

Marconi Perillo (PSDB)

Iris Rezende (PMDB)

Vanderlan Cardoso (PR)

Mato Grosso

Silval Barbosa (PMDB)

Wilson Santos (PSDB)

Mauro Mendes (PSB)

Mato Grosso do Sul

André Puccinelli (PMDB)

Zeca do PT (PT)

Região Norte

Acre

Tião Bocalon (PSDB)

Tião Viana (PT)

Amazonas

Omar Aziz (PMN)

Alfredo Nascimento (PR)

Roraima

Neudo Campos (PP)

Anchieta Júnior (PSDB)

Rondônia

Confúcio Moura (PMDB)

João Cahúlla (PPS)

Expedito Júnior (PSDB)

Eduardo Valverde (PT)

Pará

Simão Jatene (PSDB)

José Priante (PMDB)

Ana Júlia (PT)

Amapá

Jorge Amanajás (PSDB)

Camilo Capiberibe (PSB)

Lucas Barreto (PTB)

Tocantins

Carlos Gaguim (PMDB)

Siqueira Campos (PSDB)

Coluna do dia: O último dos moicanos

02/07/2010

Por Yashá Gallazzi*

Antes de me debruçar de fato sobre o tema central deste texto, peço ao leitor o seguinte: Se você quer criticar o Vice de José Serra, Deputado Índio da Costa, mas pretende votar em Dilma Rousseff, a ex-terrorista que escolheu como Vice ninguém menos que Michel Temer, nem se dê ao trabalho de continuar a leitura. Este texto tem um lado. E este lado, sinto, não é o seu. Adiante.

Ao escolher Índio da Costa como seu Vice, José Serra deixou sua intenção razoavelmente clara: Quer alguém jovem, alguém que possa emprestar um ar de renovação, de vigor para a chapa PSDB-DEM, que já conta com a figura do político experiente. Vai funcionar? Difícil dizer. Se considerarmos que há alguns dias a oposição esteve perto de indicar Álvaro Dias para o posto, a escolha de Índio da Costa parece um salto de qualidade tremendo.

Não! Não estou aqui tentando de forma oblíqua tecer comentários negativos ao Senador Álvaro Dias. Minha opinião se baseia em simples raciocínio lógico: Um Vice precisa agregar algo novo à chapa. Dias, vindo do Paraná – um estado sulista, onde Serra já é franco favorito -, não traria lá muitos votos a mais. Já o Deputado Índio da Costa pode ajudar num estado onde Dilma cresce a olhos vistos: o Rio de Janeiro.

Mas isso tudo não passa de exercício de futurologia, que pode facilmente mudar ao sabor da maré eleitoral que se avizinha. O dado mais curioso da corrida eleitoral – até agora pelo menos – foi o quase rompimento da aliança entre tucanos e democratas. Ao tentar empurrar goela abaixo do DEM o nome de Álvaro Dias, o PSDB esteve a um passo de perder seu aliado mais fiel, o que poderia concorrer para modificar bastante o quadro sucessório.

No meu mundo ideal, o DEM vestiria de uma vez por todas a carapuça de partido conservador do Brasil, indicaria a Senadora Kátia Abreu à Presidência e, arrisco dizer, teria grandes chances de fazer uma boa campanha.

Sim, é claro que eu sei a gritaria que o progressismo faria contra a Senadora tocantinense. Tudo absolutamente normal e dentro do padrão brasileiro, afinal “essepaiz” costuma demonizar todo aquele que defende o livre mercado, a iniciativa privada, a meritocracia e o império do regime de liberdades democráticas. Aqui, onde uma ex-terrorista está às portas do Planalto, prefere-se a bandalheira revolucionária do MST…

Mas o DEM, acostumado a ser rebocado pelo PSDB, jamais tomaria tal atitude. Candidatura própria? Com o risco de amargar as últimas colocações (não que eu acredite que isso fosse acontecer…)? Jamais! Por isso choraram, pressionaram e pronto: Índio da Costa levou a vaga de Vice. Bom para quem deseja uma alternativa contrária ao lulo-petralhismo, afinal, está claro que tucanos e democratas, juntos, têm mais condições de vencer do que sozinhos.

A desgraça é que o Brasil vai ver mais uma eleição monocromática, onde todos os políticos vão disputar o campo “vermelho” do eleitorado. De Serra a Dilma, passando por Marina Silva, todos vão lutar para se mostrar o mais progressista possível, prometendo manter as várias bolsas-esmola, aumentar o tamanho do Estado e prover ao cidadão todas as necessidades, de forma que ele nunca precise aprender a viver por conta própria.

Todo mundo ávido por ser progressista, até o partido tido como “de direita” pela imprensa, que as esquerdas acusam de ser comprada pelo partido da… direita! E isso num País onde majoritariamente se é contra o aborto, contra as drogas, favorável à pena de morte e à redução da maioridade penal.

A fatia mais numerosa do eleitorado brasileiro está ávida por um “partidinho conservador” para chamar de seu. Em vez disso, vai ter que escolher, mais uma vez, entre uma infinidade de esquerdistas. Um tédio!

*Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas, editor do blog Construindo o Pensamento e escreve no Twitter em @yashagallazzi