Postagens com a palavra-chave ‘Rejeição’

Coluna do dia: Sucessão no Rio de Janeiro – Potencial de votos e rejeição

09/03/2010

Por Alexandre Campbell*

Mantido o cenário atual, com três fortes candidaturas ao governo do estado (Sérgio Cabral, pelo PMDB; Fernando Gabeira, pelo PV; e Anthony Garotinho, pelo PR), o Rio de Janeiro terá uma disputa altamente equilibrada, em que os três têm (em maior ou menor grau) chances de vitória.

Em comum, têm também o fato de ostentarem altos índices de rejeição: Cabral, pelo desgaste dos quatro anos de governo; Gabeira, pela dificuldade de penetração no interior e nas classes de renda e escolaridade mais baixas; e Garotinho, rejeitado principalmente entre os de renda e escolaridade mais altas.

Considerando que a eleição será necessariamente decidida em dois turnos, as campanhas precisarão de uma estratégia bem definida que signifique potencializar a capacidade de votos para chegar ao segundo turno e minimizar a rejeição para vencer nele.

Se há como apontar algum favoritismo, ele vai para o Governador Sérgio Cabral, por fatores não necessariamente relacionados à sua administração: Controla a máquina estadual, tem a estrutura partidária mais forte, terá o maior tempo de televisão entre todos os candidatos e tem a aliança prioritária com o Presidente Lula. Todos esses fatores devem fazer com que Cabral esteja no segundo turno.

Por outro lado, sua principal dificuldade está no fato de que terá que pelejar em dois fronts: contra Gabeira na Capital e nas faixas de renda e escolaridade mais altas e contra Garotinho no interior e nas faixas de renda e escolaridade mais baixas.

Há outro ponto também: Algumas das vantagens citadas acima minimizam-se no segundo turno, como o tempo de televisão, que passa a ser igualitário entre os candidatos e a estrutura partidária (já que os deputados já estarão eleitos e a vantagem de Cabral “de ter mais cabos eleitorais” perde um pouco a importância).

O desafio de Cabral, portanto, será manter o equilíbrio em todas as faixas e controlar a taxa de rejeição que tende a aumentar no decorrer da campanha – como está na situação, inevitavelmente será o alvo predileto.

Gabeira e Garotinho precisam espalhar suas votações por outros seguimentos, não só para conseguirem o direito de ir para o segundo turno, mas para, lá chegando, ampliarem as chances de vencer Cabral.

Por fim, vale citar que, apesar de se comportar como tal, Garotinho ainda não declarou-se candidato. Uma das dificuldades que está encontrando é o pouco tempo de televisão.

Para se ter uma ideia, Cabral deve ter cerca de nove minutos, Gabeira seis e Garotinho apenas dois. Especula-se (e a especulação vem principalmente dos lados governistas) que por isso ele possa desistir da disputa e vir a deputado federal.

*Alexandre Campbell, colunista do Perspectiva Política às terças, é jornalista, estudante de Marketing Político e autor do Blog do Campbell, onde escreve diariamente sobre política.

Perspectiva traz em primeira mão: Nova pesquisa Ibope apontará crescimento de Dilma e oscilação de Serra

17/02/2010

Uma pesquisa de intenção de voto para a corrida presidencial foi encomendada ao Ibope pela Associação Comercial de São Paulo. Ela foi realizada entre os dias 6 e 9 deste mês e ainda vai ser publicada no Diário do Comércio.

O Perspectiva adianta aos leitores, em primeira mão, o resultado:

Cenário 1 – José Serra, Dilma Rousseff, Ciro Gomes e Marina Silva

José Serra (PSDB): 36% (Tinha 38% no início de dezembro)

Dilma Rousseff (PT): 25% (Tinha 17% no início de dezembro)

Ciro Gomes (PSB): 11% (Tinha 13% no início de dezembro)

Marina Silva (PV): 8% (Tinha 6% no início de dezembro)

Brancos e nulos: 11% (Eram 13% no início de dezembro)

Indecisos: 9% (Eram 12% no início de dezembro)

Cenário 2 – José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva (Sem Ciro Gomes)

José Serra (PSDB): 41%

Dilma Rousseff (PT): 28%

Marina Silva (PV): 10%

Brancos e nulos: 12%

Indecisos: 9%

Segundo Turno

José Serra (PSDB): 47%

Dilma Rousseff (PT): 33%

Rejeição

Ciro Gomes (PSB): 41%

Marina Silva (PV): 39%

Dilma Rousseff (PT): 35%

José Serra (PSDB): 29%

Algumas conclusões são possíveis a partir destes números:

Em primeiro lugar, a pesquisa Ibope confirma as tendências demonstradas anteriormente pelo Instituto Sensus e pelo Vox Populi, ou seja, crescimento razoável de Dilma Rousseff e oscilação de José Serra, com manutenção da vantagem do tucano, mas de menor magnitude. Dos institutos de pesquisa mais notórios, resta apenas o Datafolha confirmar esta conjuntura.

Em segundo lugar, é importante frisar que mais uma vez as pesquisas demonstram que a saída de Ciro Gomes prejudica Dilma Rousseff e auxilia José Serra. Sem Ciro, Serra venceria, hoje, no primeiro turno. Resta saber se a retirada de Ciro do páreo, indiretamente, pelo governo, é mesmo uma boa sacada do PT. Uns dizem que não, justamente por estes números apontados pelas pesquisas. Outros dizem que sim, alegando que se hoje os votos migram para Serra por conta de ambos terem recall (lembrança do nome pelo eleitorado), amanhã Ciro atrapalhará Dilma no Nordeste.

Por fim, vale salientar a rejeição de Ciro Gomes que, para quem tem recall, parece alta demais. Não se pode justificar, ao contrário da situação de Marina Silva e Dilma Rousseff, que o fato de 41% dos entrevistados dizerem que não votarão em Ciro advém do desconhecimento do seu nome. O socialista precisa ficar de olho nesse índice. Dizem que quem tem 40% de rejeição perto de uma eleição não tem chances de vitória.

CNT/Sensus: Marina reduz rejeição, mas ainda lidera o ranking – Dilma melhora

01/02/2010

A mais recente pesquisa de intençao de voto encomendada pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) ao Instituto Sensus aferiu, também, a rejeição dos candidatos.

Marina Silva reduziu sua rejeição, mas ainda lidera o ranking negativo. Dilma Rousseff melhorou e empatou tecnicamente com José Serra, que oscilou.  Ciro Gomes teve piora em seu índice.

Seguem os números:

36,6% dos eleitores rejeitam e não votariam em Marina Silva (38,4% em novembro)

30,3% dos eleitores rejeitam e não votariam em Ciro Gomes (25,3% em novembro)

29,7% rejeitam e não votariam em José Serra (27,7% em novembro)

28,4% rejeitam e não votariam em Dilma Rousseff (34,4% em novembro)

CNT/Sensus: Lula, governo e Dilma sobem; Serra desce, mas chapa com Aécio vence

23/11/2009

As pesquisas encomendadas pela Confederação Nacional do Transporte ao Instituto Sensus (CNT/Sensus) apresentaram cenário nada animador para a oposição. Subiu a aprovação do governo, subiu a aprovação de Lula e subiu a intenção de voto em Dilma Rousseff. Enquanto isso, caiu a intenção de voto em José Serra. A única notícia boa para o tucanato parece ser a vitória e a pouca rejeição da chapa Serra/Aécio.

A aprovação da população brasileira ao governo do presidente Lula passou de 65,4% em setembro para 70% em novembro. Já a avaliação positiva do Presidente subiu de 76,8% para 78,9%.

No que diz respeito à corrida presidencial de 2010, temos o seguinte cenário:

José Serra – 31,8%

Dilma Rousseff – 21,7%

Ciro Gomes – 17,5%

Marina Silva – 5,9%

Se compararmos estes índices com as recentes aferições deste e de outros institutos, poderemos perceber que José Serra, embora lentamente, vem perdendo terreno, enquanto a Ministra Dilma Rousseff, por outro lado, ganha espaço. Em resumo, a distância vai sendo encurtada dos dois lados.

O alento da oposição reside no fato de que Serra ainda vence por larga margem no provável segundo turno, além de ter sua possível chapa com Aécio Neves vencendo e, também, enfrentando pouca rejeição.

Vale ressaltar, também, que uma nova composição testada, que traz uma chapa formada por Aécio Neves e Ciro Gomes venceu o cenário do qual tomou parte.

As conclusões possíveis parecem ser quatro:

1- Lula mantém sua popularidade em alta, assim como a do governo.

2- Dilma Rousseff vai se viabilizando aos poucos.

3- Fernando Henrique Cardoso pode estar causando uma perda de votos por parte de Serra, por conta de ser mal visto pela população.

4- José Serra vai, cada vez mais, aumentando sua dependência de Aécio Neves, o que faz com que não seja possível para o Governador paulista ter chances de vitória se não contar, pelo menos, com o apoio forte do mineiro, mesmo que este não seja seu Vice. Com isso, aumenta também o espaço para Aécio esticar a corda, como faz ao se reunir com Ciro a ponto de gerar a inclusão na pesquisa de uma chapa que traz os dois, e tentar fazer prevalecer a tese de que mais vale um mais agregador do que um líder de pesquisas.

Enquanto isso, as águas passam por debaixo da ponte.

Vox Populi: Serra 36%, Dilma 19%, Ciro 13%, Heloísa 6% e Marina 3%

11/11/2009

Informa o Estadão:

“Pesquisa eleitoral Vox Populi/Band divulgada pelo Jornal da Band nesta terça-feira, 10, mostra a recuperação da pré-candidatura da ministra-chefe da Casa Civil (PT), Dilma Rousseff, que já tem 19% das intenções de voto no cenário com o governador de São Paulo, o tucano José Serra. No último levantamento, em outubro, a pré-candidata petista tinha 15% dos votos.

A enquete também mostra a retração das intenções de voto em Serra, que continua em primeiro lugar, com 36% das intenções de voto. No mês passado, o tucano tinha 40%. No mesmo cenário, o deputado federal Ciro Gomes, do PSB, aparece em terceiro, com 13% das intenções de voto. Heloisa Helena, do PSOL, tem 6%, e a senadora Marina Silva, do PV, 3%.

A margem de erro é de 2,4%. Dois mil eleitores foram ouvidos em 170 municípios de todos os Estados, menos Acre, Roraima e Rondônia.

Num segundo cenário, com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, como candidato tucano, Dilma aparece em primeiro lugar, com 20% dos votos. Nessa lista, a ministra está tecnicamente empatada com Ciro Gomes, que tem 19%, e Aécio, com 18%. Heloisa Helena aparece como 8% das intenções, e Marina com 4%.

A pesquisa também avalia o nível de rejeição dos pré-candidatos. Nesse quesito, Aécio é o que tem a menor rejeição, ou seja, apenas 5% dos eleitores disseram que não votariam de jeito nenhum no tucano. Ciro vem em segundo, com 8% de rejeição. Heloísa Helena foi citada por 10% dos entrevistados. Marina e Serra aparecem com 11%. Dilma Roussef tem a maior rejeição: 12%.

O instituto também testou o nível de decisão dos eleitores; 33% já decidiram em quem votar. Por fim, o Vox Populi mediu ainda o índice de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que subiu de 65% em outubro para 68% em novembro.”

Este resultado da pesquisa Vox Populi pode ser interpretado de duas formas.

Na primeira, se entenderá que os dados apresentados na revista Veja recentemente, que apontavam José Serra com 40% das intenções de voto e Dilma Rousseff com 15%, e que eram atribuídos também ao instituto Vox Populi, estavam equivocados.

Na segunda interpretação, se compreenderá esta pesquisa, citada pelo Estadão e apresentada pelo Jornal da Band, como uma nova pesquisa que, comparada com uma correta pesquisa anterior citada pela Veja, demonstraria recuperação rápida da Ministra Dilma Rousseff, frente a uma queda de José Serra considerável.

Qualquer que seja a interpretação, é fato que os novos números animam o governo e desalentam a oposição. Isso não se altera. A questão a respeito destes novos dados serem os verdadeiros em contraste com os anteriores ou simplesmente posteriores só afeta, realmente, a credibilidade da informação distribuída pela Veja e, consequentemente, a da revista em si.

Voltando aos números, eles dão, com certeza, um novo gás às pretensões de Aécio Neves, que vê seu adversário interno recuar, enquanto ele se mantém próximo de Dilma Rousseff.

Ao mesmo tempo, esta pesquisa não auxilia Ciro Gomes, que já tendo sua candidatura torpedeada pelo governo, agora perderá ainda mais respaldo de algumas alas de partidos governistas que cogitavam migrar da candidatura de Dilma para a dele.

Vale ressaltar, por fim, que a possível aliança entre Heloísa Helena e Marina Silva em torno da segunda, que já foi adiantada como possibilidade por este Perspectiva Política, poderá fazer barulho, e que a rejeição de todos os candidatos está em níveis manejáveis.

Resultado da enquete: Se Marina Silva concorrer à Presidência, você votará nela?

28/09/2009

A décima segunda enquete do Perspectiva Política em novo formato perguntava o seguinte:

Se Marina Silva concorrer à Presidência, você votará nela?

Pois bem. Aproveitando para agradecer o gigantesco número de votos,  1.058, sendo que não era possível para os leitores votar  mais de uma vez, o que aumenta mais ainda a relevância da marca alcançada, apresento os resultados:

Nem Pensar – 47%

Talvez – 27%

Com Certeza – 26%

Se partirmos do pressuposto de que os leitores do Perspectiva conseguem representar, embora em menor escala, as intenções de voto da população como um todo, podemos tirar algumas conclusões destes resultados:

1- Marina já dispõe de um certo eleitorado cativo que a acompanhará, garantindo, assim, pelo menos um resultado expressivo no que diz respeito a um candidato à Presidência lançado pelo PV e sem muitos partidos de porte integrando a coligação.

2- Por outro lado, Marina detém também uma considerável rejeição, o que mostra que um grande número pessoas nem sequer cogita votar na ex-Ministra. Isso talvez se deva ao fato de muitos não se identificarem com o discurso de Marina, algo que pode ser observado pela equipe da ex-Ministra e, consequentemente, gerar alterações nas propostas da pré-candidata, buscando atingir novas fatias do eleitorado.

Dito isso, coloco à disposição de vocês na barra lateral à direita  uma nova enquete que pergunta:

Zelaya deve poder retomar a Presidência de Honduras?

Aguardo as respostas de vocês.

Aécio admite escolha de candidato sem prévias no PSDB

10/09/2009

Informa a Folha:

“O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), admitiu nesta quarta-feira a possibilidade de escolha do candidato tucano à Presidência da República em 2010 por meio de análise de pesquisas com o eleitorado em vez de prévias dentro do partido.

‘Nós vamos até o fim do ano definir qual o instrumento utilizaremos para essa definição. Se as prévias, que ainda me parece o mais apropriado, ou um conjunto de análises que inclua também as pesquisas eleitorais, mas leve em consideração outros aspectos como o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação, o potencial de crescimento’, afirmou.

‘Isso você faz cientificamente, através de pesquisas não apenas quantitativas mas também qualitativas e observando o cenário político’, afirmou”.

Trata-se de uma importante mudança de discurso por parte do Governador mineiro Aécio Neves. Talvez tenha sido involuntária, talvez não, mas o fato é que o tucano abriu a guarda e demonstrou que o PSDB pode chegar ao seu candidato sem ter que recorrer às prévias.

Aécio encontra-se com um pé em cada barco. De um lado, luta com afinco pela chance de ser o candidato tucano à Presidência. Do outro, demonstra reconhecer que Serra está mais próximo da indicação, indicando que só esticará a corda até onde puder, sabendo que o limite está próximo.

Uns dizem que há toda uma estratégia por trás disso e que Serra e Aécio já estão acordados em torno da candidatura do paulista. O jogo de cena seria para despistar os adversários e não deixar que um deles fosse alvo solitário das críticas, assim como é Dilma, por exemplo.

Outros afirmam que Aécio não está para brincadeira e que o mineiro vai puxar até onde puder. Se não conseguir, terá se cacifado bastante para o futuro e cobrado caro por seu apoio, que representa já de saída um bom desempenho para o apoiado em Minas Gerais. Se conseguir, melhor ainda.

Não podemos ter certeza acerca de qual é a versão correta. Na realidade, não sabemos nem mesmo se uma delas é a verídica.

Mas uma coisa é certa: A declaração de Aécio mostra uma flexibilização da posição do candidato a candidato.

Se ela é de fachada ou para valer são outros quinhentos. Até porque se por um lado ela demonstra que Aécio pode aceitar ser retirado da jogada sem a ocorrência de prévias, por outro o Governador pede pesquisas qualitativas que, pelo que é dito nos bastidores, são entendidas por ele como favoráveis ao seu nome, já que ele compreende que terá sempre uma rejeição menor e uma maior capacidade de aglutinar parcelas da população e atrair apoios.

Seja o que for, as pesquisas recentes que apontam Serra disparado na frente e Aécio com dificuldades para ultrapassar Dilma mostram que o Perspectiva tem tudo para acertar em sua aposta de que José Serra será o candidato tucano.

Pesquisas diversas trazem más notícias para o governo

08/09/2009

A manhã desta terça-feira esteve recheada de notícias a respeito de resultados de pesquisas que tinham como foco as eleições presidenciais de 2010. Uma pesquisa CNI/Ibope avaliou as taxas de rejeição e uma pesquisa do instituto CNT/Sensus averiguou, não só as taxas de rejeição, como também a aprovação do governo Lula e os índices de intenção de voto.

Estas diversas pesquisas trouxeram más notícias para o governo. Os especialistas creditam este prejuízo na conta de três fatores: O discurso do Presidente de assumir as crises que atingem o País, a crise que atingiu a Receita Federal após o caso Lina Vieira e a percepção dos brasileiros em relação à ineficácia da saúde pública após o surto de gripe suína.

A rejeição ao nome de Dilma Rousseff, que foi apontada pelas pesquisas como maior do que a que se direciona a José Serra, foi justificada por alguns analistas como sendo resultado do ainda alto desconhecimento da candidata. Se por um lado isso quer dizer que esta rejeição pode diminuir, por outro, prova que os esforços do Presidente Lula de apresentar Dilma como sua candidata para todo o País podem não estar indo tão bem assim.

Vale citar também que o desempenho de Marina Silva no cenário que inclui apenas ela, Dilma Rousseff e José Serra como candidatos comprova que ela pode, realmente, ser o fator causador de um segundo turno caso apenas estes nomes concorram.

Confiram os dados:

Informa a Folha que “pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira mostra que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o pré-candidato ao Palácio do Planalto com menor rejeição entre os eleitores. No total, 25% dos eleitores responderam que não votariam no tucano ‘de jeito nenhum’ para a presidência, enquanto a rejeição à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chega a 34%.

O governador Aécio Neves aparece com 35% de rejeição, enquanto o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 32%. A candidata com maior rejeição entre os eleitores é a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), com 40% dos eleitores que responderam que não votariam na pré-candidata do PSOL ‘de jeito nenhum’”.

Informa também a Folha que “a avaliação do governo federal e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oscilou negativamente em setembro deste ano, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira. A aprovação da população brasileira ao governo do presidente Lula caiu de 69,8% em maio de 2009 para 65,4% em setembro. Já a avaliação positiva do presidente caiu de 81,5% em maio para 76,8% em setembro”.

Diz outra reportagem da Folha que “o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), abriu vantagem em relação à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na disputa pelo Palácio do Planalto, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira. Serra aparece na frente da petista e dos demais candidatos em todos os cenários da pesquisa –tanto na espontânea (em que não há lista de candidatos apresentada aos entrevistados) quanto na estimulada.

Serra perderia apenas para o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não pode disputar a reeleição.

[...]

Na pesquisa estimulada, Serra venceria Dilma com 39,5% dos votos, enquanto a petista recebeu 19%. Em terceiro lugar aparece Heloísa Helena, com 9,7% dos votos, seguida por Marina Silva, com 4,8%. A CNT Sensus não realizou cenário em que Serra, Dilma e Ciro disputam o primeiro turno.

Quando Dilma é substituída pelo deputado Antônio Palocci (PT), a vantagem de Serra é ainda maior: 42,2% para o tucano contra apenas 7% para o petista. Em segundo lugar aparece Heloísa Helena, com 10,8%, seguida por Marina, com 7,4%. No cenário em que Serra disputa com Ciro, Heloísa Helena e Marina, o tucano venceria com 40,5% dos votos, seguido pela ex-senadora do PSOL, com 10,7% dos votos, Ciro (8,7%) e Marina (7,1%).

A pesquisa CNT/Sensus mostra que, se Serra for substituído por Aécio Neves na disputa, Dilma venceria o primeiro turno com 23,3% dos votos. O tucano recebeu 16,8% dos votos, seguido por Heloísa Helena, com 13,5% e Marina Silva, com 8,1%.

[...]

A CNT Sensus também montou cenários sem a participação de Heloísa Helena ou Ciro na disputa, apenas com Serra/Aécio, Dilma e Marina. Na disputa entre Serra, Marina e Dilma, o tucano venceria com 40,1% dos votos, seguido por Dilma, com 19,9% e Marina, com 9,5%.”

Por fim, vale ressaltar que a CNT/Sensus, também apurando, como o Ibope, as taxas de rejeição apontou que 37,6% dos entrevistados não votariam em Dilma, 39% não votariam em Marina, 39,9% dos entrevistados não votariam em Ciro, 43% não votariam em Heloísa Helena, 45,8% não votariam em Antonio Palocci, 29,1% dos entrevistados não votariam em José Serra e 26,3% não votariam em Aécio Neves.

Diz-se que qualquer candidato com 40% ou mais de rejeição não tem chances de vencer. Porém, isso vale para quando este índice é atingido próximo às eleições. Logo, ainda há água para correr por debaixo da ponte.

Rejeição ao nome de Dilma deixa PT em alerta

07/06/2009

Informa o jornalista Lauro Jardim:

“Na terça-feira, o Ibope divulga mais uma rodada de pesquisas eleitorais. Dilma Rousseff aparecerá com cerca de 17% das intenções de voto (em março, tinha 12%). Está, inequivocamente, subindo. A preocupação do PT, no entanto, é outra. A rejeição a Dilma também cresce. Na pesquisa da Sensus divulgada na semana passada, poucos se deram conta de que o nível de conhecimento de Dilma entre os brasileiros já está alto – 72% afirmam que sabem quem ela é. Em compensação, chegam a 32% os que dizem que não votariam na ministra. José Serra, por exemplo, é conhecido de 95% dos eleitores, mas sua rejeição é proporcionalmente muito mais baixa, 26%.”

A rejeição a Dilma está mesmo alta se considerarmos a proporcionalidade. Isso não é, nem de longe, definitivo, porém, o PT inevitavelmente ficará em estado em alerta.

O partido busca agora, provavelmente, encontrar o mais rápido possível o motivo dessa rejeição, para poder, consequentemente, trabalhar de forma célere na minimização deste fator.

Este blogueiro acredita que um pouco da rejeição possa se explicar por dois fatores:

1- A certa artificialidade da candidatura de Dilma. Todos sabem que Dilma foi alçada de Ministra à pré-candidata, não tem, pelo menos eleitoralmente, carreira política constituída e sólida. Isso influi. É vista como alguém que, como diria Romário, “acabou de chegar no ônibus e quer sentar na janela”.

2- O fato de Dilma ser mulher. O voto do brasileiro ainda é muito machista embora as pessoas não admitam muitas vezes essa tendência. Dilma ser uma mulher tem prós e contras. A rejeição de algumas pessoas, entre elas mulheres, que entendem que apenas homens devem liderar o País é um dos contras.

Aécio diz ter mais potencial de crescimento que Serra

09/04/2009

Informa o Estadão:

“Com números de uma pesquisa eleitoral feita pelo instituto mineiro Vox Populi, o governador de Minas, Aécio Neves, fez campanha ontem no Congresso pelas prévias do PSDB para escolha do candidato tucano a presidente. Sorridente, ele trouxe na ponta da língua os dados que, ao menos em um quesito – potencial de crescimento -, lhe dariam vantagem sobre o governador de São Paulo, José Serra.

De acordo com a assessoria do governador mineiro, ele tem a fidelidade de 44% dos eleitores que o conhecem bem, enquanto Serra registraria 32%. Na matemática pregada pelos aecistas, com mais exposição política, Aécio seria teria a capacidade de atrair mais e fiéis votos, o chamado potencial de crescimento eleitoral”.

Nada contra Aécio Neves e os aecistas, porém, acho que existe algo fundamental a ser observado sobre o tal potencial de crescimento de Aécio Neves.

José Serra lidera as pesquisas com larga vantagem, sendo assim, parece ter um eleitorado bem maior que o de Aécio Neves. Somando isso ao fato de ser muito mais difícil para quem já está em cima ainda ter um grande potencial de crescimento, chega-se à conclusão de que os cálculos dos aecistas podem ter uma distorção.

Resumindo, acredito que Aécio pudesse, sim, ter um potencial maior para agregar e crescer caso estivesse empatado com José Serra, comprovando a versão de que seu potencial é maior, até porque a rejeição a Serra é um pouco maior.

Porém, visto que Serra está bem na frente, acho que o cálculo se distorce, já que, quem está atrás, quase sempre terá um potencial de crescimento maior, isso é apenas pura matemática. Vale também ressaltar que a rejeição a Serra existe, em parte, por ele ser conhecido. Aécio poderia também aumentar sua rejeição quando viesse a ser conhecido para poder ser rejeitado.