Postagens com a palavra-chave ‘Reeleição’

Família Gomes fora da corrida presidencial mas perto de manter o Ceará

03/08/2010

Informa o Portal G1:

“O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição, tem 49% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (2). O levantamento foi encomendado pela TV Verdes Mares.

Em segundo lugar, aparece o candidato do PR, Lúcio Alcântara, com 24%. Marcos Cals, do PSDB, tem 9%. Gonzaga (PSTU), Marcelo Silva (PV) e Soraya Tupinambá (PSOL) têm 1% das intenções de voto cada um. Nati, do PCB, não somou 1%. Brancos e nulos alcançaram 5%. Indecisos somaram 9%.

Foram realizadas 1.204 entrevistas entre os dias 30 de julho e 1º de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.”

Cid Gomes é um dos governadores que caminha tranquilo para uma reeleição no primeiro turno.

A saída de Ciro Gomes do pleito presidencial facilitou o acerto com o governo federal, o que aumentou ainda mais o desempenho de Cid.

Ciro ficou de fora da corrida pelo Planalto, mas a família continuará a mandar no Ceará.

Atual Vice de Jaques Wagner será candidato a Vice de Geddel

08/06/2010

Informa o blog de Ricardo Noblat, repercutindo informação do jornal A Tarde:

“O deputado federal e ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) fechou ontem sua chapa para a eleição de outubro deste ano, ontem, com os nomes de Edmundo Pereira (PMDB) para a vaga de vice e de Edvaldo Brito (PTB) para o Senado, ao lado do senador César Borges (PR), que tentará a reeleição.

Nenhuma surpresa, não fosse um detalhe: o candidato a vice na chapa de Geddel, Edmundo Pereira, já é vice-governador, mas de seu principal adversário na disputa, o atual governador, Jaques Wagner, que tentará a reeleição pelo PT.

Indicado para vice do petista por Geddel na eleição de 2006, Pereira marcou sua passagem pelo governo do estado pela discrição, conquistando a tal ponto a confiança de Wagner que, quando houve o rompimento do petista com o PMDB, o governador continuou a chamá-lo de ‘irmão’.

Político de grande liderança no sudoeste baiano, Pereira foi prefeito do município de Brumado e elegeu sua mulher, Marizete Pereira, deputada estadual. Com muito um jogo de cintura, conseguiu manter-se fiel a Geddel Vieira Lima sem perder a amizade e as boas relações com o governador, apesar do alto nível de atrito entre as duas lideranças políticas.

Daí talvez ele tenha conseguido ser um caso único na história política do Brasil — da Bahia, com certeza — ao passar de vice-governador a candidato a vice-governador de um candidato adversário.”

Sensacional. Para não dizer o contrário.

Quando se toma conhecimento de um caso desses se tem mais certeza ainda de que a ideologia inexiste na política nacional, salvo raríssimas exceções.

É conveniência eleitoral é ponto final. Finalíssimo.

Análise: Mesmo renunciando, Serra pode manter porta da reeleição em SP aberta, mas oposição não quer indecisão

02/02/2010

Lembrou bem o colunista Ilimar Franco que, mesmo renunciando ao governo paulista em março, desincompatibilizando-se para concorrer à Presidência, o Governador José Serra poderia, ainda assim, tentar a reeleição em São Paulo.

Afinal, a renúncia apenas representará que Serra não governará São Paulo de abril a dezembro, não impedindo que ele concorra ao mesmo cargo em outubro. Isso quer dizer que enquanto não ficar definido oficialmente o candidato tucano à Presidência, o que se dará em junho, Serra terá, mesmo fora do governo paulista, as duas portas abertas: A da reeleição e a da Presidência.

O Governador, mesmo saindo no fim de março, terá abril, maio e junho para se decidir. Ao renunciar, não deixa a porta da Presidência se fechar, mas não tranca a da reeleição. Ganha tempo para postergar seu posicionamento final.

Acontece que a oposição não quer indecisão. Quer que Serra assuma-se candidato a Presidente o quanto antes. No máximo quando se desincompatibilizar. Serra sabe disso. E sabe também que se esperar até junho para escolher entre uma nova tentativa em São Paulo e uma nova tentativa nacional, terá automaticamente optado por São Paulo, pois Dilma já terá passeado muito tempo sozinha pelo noticiário para que a oposição ainda tenha chances.

A aliança PSDB-DEM-PPS, aliás, quer acabar com esse desfile o quanto antes. Deseja ter um candidato identificado como tal e pressiona Serra. O Governador reluta, seguindo a tese de que se esperar, enfrentará Dilma, enquanto se entrar agora na disputa, competirá com a imagem de Lula, aparentemente invencível.

Não se sabe ao certo qual tese é mais correta. Fato é que Dilma tem crescido nas pesquisas e que Serra, se não cai muito, também não decola de vez rumo à vitória no primeiro turno.

A oposição acredita na vitória, pois sempre soube que Dilma chegaria aos 30% e por confiar que as vantagens de Serra em um primeiro turno sem Ciro e em um possível segundo turno ainda são consideráveis.

Mas quer definição já. Não quer indecisão.

Não quer nem ouvir falar em Serra ter as portas da reeleição em São Paulo abertas até junho.

Quer esquecer essa possibilidade. Quer um candidato firme. Quer a raia tucana da corrida paulista aberta para Geraldo Alckmin, que agradece.

Marina aprova candidatura de Gabeira no Rio

14/01/2010

Disse recentemente este que vos fala:

[...] surge a notícia de que Gabeira estaria reconsiderando o governo. Com um suposto aval de Serra, restaria o aval de Marina para que o plano de palanque duplo no primeiro turno e único no segundo se concretize. Vendo as chances de vitória aumentarem, DEM, PSDB e PPS sorriem de orelha a orelha.

[...]

No fim das contas, há que se aguardar o desenrolar dos fatos, porém, parece que o PV se unirá a DEM, PSDB e PPS no Rio realmente, lançando Fernando Gabeira para o governo, Cesar Maia para o Senado e, provavelmente, mais um tucano ou um membro do PPS para a outra vaga de Senador. Isso construiria uma chapa competitiva para enfrentar Sérgio Cabral (PMDB), atual Governador que tentará a reeleição.

Pois bem. Parece que os fatos estão se desenrolando a favor da consolidação da candidatura de Gabeira ao governo do Rio, afinal, embora tenha feito algumas ressalvas, Marina Silva, dona da última palavra que restava para que o acordo fosse fechado, aprovou a pretensão do verde no que tange o governo fluminense:

“A senadora e pré-candidata à Presidência Marina Silva (PV-AC) disse ontem ser favorável à intenção do deputado federal Fernando Gabeira de disputar o governo do Rio.

Mas, segundo ela, o partido ainda precisa discutir o fato de Gabeira ter dois palanques no estado — o dela e o do governador de São Paulo, José Serra (PSDB) — já que o deputado deverá disputar a sucessão fluminense pela coligação PSDB/DEM/PPS/PV.

— Todos (os integrantes do PV) são favoráveis à candidatura de Gabeira. Agora, caberá debater como vamos viabilizar isso. A questão prioritária é que não tenha uma ambiguidade para não entrar em contradição com o projeto nacional do partido. Só vamos decidir depois do carnaval — afirmou a senadora.”

Já disse e repito:

Boa notícia para quem, como este que vos fala, procura opção no Rio de Janeiro por desaprovar a gestão de Cabral.

O Perspectiva já havia declarado que provavelmente votará em Marina Silva para Presidente. Sendo coerente, o blog anuncia desde já que se Fernando Gabeira for candidato ao governo do Rio, este será o seu candidato.

Análise: Gabeira pode aceitar disputar o governo no Rio e fazer palanque para Serra

14/01/2010

Fernando Gabeira, conhecido deputado, sempre foi um político de opinião. Se por um lado sempre foi admirado por uma parcela do eleitorado, por outro não tinha até pouco tempo uma votação muito expressiva junto à massa. Acontece que a última eleição para Deputado Federal colocou Gabeira entre os mais bem votados do Brasil e o bom resultado, embora tendo perdido o pleito, nas eleições municipais cariocas, consolidou esse novo cacife do verde.

É por isso que Gabeira tem sido cortejado, desde o fim do ano de 2008, pelas oposições fluminense e nacional. Ele transformou-se pelo resultado da eleição municipal, que veio na esteira de um momento propício somado ao poderio já adquirido na eleição parlamentar de 2006, no nome com mais chances de dar à oposição fluminense o governo do estado e de construir palanque forte para a candidatura presidencial oposicionista.

Toda a articulação vinha caminhando bem, até que Marina Silva migrou para o PV de olho na corrida presidencial. Gabeira não gostou nada da ideia de fazer palanque para dois candidatos e não foi convencido pelos argumentos de aliados que traziam uma ideia de que o verde poderia receber Serra e Marina em seu palanque no primeiro turno e depois focar em Serra em um possível segundo turno. Com isso, o PV ensaiou e depois deu quase como certa sua saída, no Rio, da costura que une DEM, PSDB e PPS.

Restou a Gabeira dizer que tentaria o Senado, afinal, não seria inteligente desperdiçar o cacife adquirido em 2008 com uma candidatura à reeleição para o cargo de Deputado Federal, que ele já ocupa. O que ocorre é que o PV, sozinho, não pode propiciar a Gabeira um tempo de televisão razoável para a disputa do Senado. DEM, PSDB e PPS só o auxiliariam se ele se decidisse pelo governo.

Foi aí que Alfredo Sirkis anunciou que ele poderia tentar o governo, sendo o palanque de Marina Silva, com Aspásia Camargo concorrendo ao Senado pelo PV. Essa arrumação colocaria Gabeira mirando um novo cargo na Câmara dos Deputados. Talvez pouco para quem perdeu a Prefeitura por apenas 50 mil votos.

Nesse momento, a aliança DEM-PSDB-PPS continuou tentando convencer Gabeira, enquanto preparava o plano B. Nomes de todos os três partidos foram cogitados, como Índio da Costa (DEM), Otávio Leite (PSDB) e Stepan Nercessian (PPS).

É neste ponto que surge a notícia de que Gabeira estaria reconsiderando o governo. Com um suposto aval de Serra, restaria o aval de Marina para que o plano de palanque duplo no primeiro turno e único no segundo se concretize. Vendo as chances de vitória aumentarem, DEM, PSDB e PPS sorriem de orelha a orelha.

O que poucos citam é que o que pode acabar por empurrar Gabeira para o governo é a inteligência das articulações do DEM carioca, partido mais influente no Rio do que os seus companheiros de oposição que, ao fechar questão em torno de Cesar Maia para o Senado, deixou Gabeira sem espaço para esse caminho tangente, sendo obrigado a optar ou pelo governo ou por jogar fora, de certa forma, seu sucesso de 2008.

No fim das contas, há que se aguardar o desenrolar dos fatos, porém, parece que o PV se unirá a DEM, PSDB e PPS no Rio realmente, lançando Fernando Gabeira para o governo, Cesar Maia para o Senado e, provavelmente, mais um tucano ou um membro do PPS para a outra vaga de Senador. Isso construiria uma chapa competitiva para enfrentar Sérgio Cabral (PMDB), atual Governador que tentará a reeleição.

Boa notícia para quem, como este que vos fala, procura opção no Rio de Janeiro por desaprovar a gestão de Cabral.

O Perspectiva já havia declarado que provavelmente votará em Marina Silva para Presidente. Sendo coerente, o blog anuncia desde já que se Fernando Gabeira for candidato ao governo do Rio, este será o seu candidato.

Honduras acerta: Pedida a prisão de cúpula militar que deportou Zelaya

08/01/2010

Informa o Estadão:

“O procurador-chefe de Honduras, Luis Alberto Rubi, pediu ontem à Suprema Corte que emita mandados de prisão contra comandantes militares do país por abuso de poder. A infração ocorreu, segundo Rubi, quando a cúpula militar retirou o então presidente Manuel Zelaya do poder e o expulsou do país, em 28 de junho. A corte terá três dias para decidir se aceita ou não o pedido do procurador.

[...]

Se a Suprema Corte indiciar as lideranças militares, o caso deve ser ouvido por um dos 16 magistrados desse tribunal. Entre os listados pelo procurador estão o chefe das Forças Armadas, general Romeo Vásquez, e cinco outros oficiais, incluindo o chefe da Aeronáutica, general Javier Prince, e o comandante da Marinha, general Juan Pablo Rodriguez. Caso condenados, eles podem pegar entre três a quatro anos de prisão.”

A Suprema Corte hondurenha não pode tomar outra decisão que não seja iniciar os processos visando a prisão daqueles que deportaram Zelaya. Seria um exemplo para o mundo, além de uma interessante e devida complicação para a retórica dos que insistem em dizer que houve um terrível golpe em Honduras.

Este que vos fala afirmou à época do rebuliço hondurenho e afirma novamente, sem medo de causar polêmica: Em Honduras houve um abuso por parte dos militares que expulsaram Zelaya do país, já que essa não era a punição prevista legalmente para o crime cometido por ele ao tentar modificar à força a Constituição hondurenha, desafiando ordem expressa da justiça daquele país, porém, golpe não houve.

Não houve golpe por dois motivos simples:

Primeiramente porque Zelaya deixou de ser o Presidente ao tentar aprovar, por via de plebiscito proibido, a sua tentativa de reeleição, afinal, a punição prevista para quem se porta desta forma é, segundo a carta magna hondurenha, a perda imediata do mandato.

Em segundo lugar, porque foi empossado no lugar de Zelaya o sucessor constitucional, o Presidente do Congresso, e não um militar.

Tanto é assim que a população hondurenha não apoiou maciçamente  a tentativa de Zelaya de tentar retomar o poder e compareceu fortemente às urnas para eleger um novo Presidente legítimo, tendo vencido as eleições Porfírio Lobo. As eleições e um novo Presidente com legitimidade são a melhor saída para o impasse hondurenho e o povo do país, sábio, sabe disso.

Contudo, nada disso quer dizer que o abuso dos militares não deve ser punido. É claro que deve. É óbvio que deve. Zelaya deveria ter sido deposto legalmente, com aval do Parlamento hondurenho, e ponto final. Tendo cometido arroubos desnecessários e completamente condenáveis, os que ordenaram e os que empreenderam a deportação do ex-Presidente no meio da madrugada precisam, como Zelaya, sofrer as consequências legais de seus atos.

Defendo isso desde o início e, neste momento, aproveito para reproduzir trechos escritos por mim em 29 de junho de 2009:

Estando configurada a tentativa de Zelaya de ir contra todo o ordenamento jurídico hondurenho e de deixar que um líder estrangeiro influenciasse uma questão de soberania nacional, o equivalente ao STF determinou a prisão dele. Com isso, Zelaya apresentou sua renúncia à presidência.

Pela manhã, o Congresso aceitou a renúncia e nomeou Presidente o presidente do Congresso, Roberto Micheletti. Zelaya foi detido pelo exército e transferido para a Costa Rica. Nesse momento, curiosamente, Zelaya negou a renúncia.

[...]

As Forças Armadas hondurenhas, juntamente com a oposição ao governo, cometeram certos abusos inegáveis e que são condenados por este blogueiro. Manuel Zelaya não deveria ter sido retirado do poder sob armas e levado para fora do país.

Porém, os abusos são compreensíveis. Afinal, havia o receio totalmente correto de que Zelaya fizesse Honduras ser mais um país a trilhar o caminho do bolivarianismo. O que ele tentava empreender era exatamente isso.

Em suma, Zelaya realmente não deveria ter sido deposto pelo exército,  e sim, por pressão do Congresso, eleito pelo povo e legítimo, que aceitou sua renúncia.

[...]

O que o exército hondurenho fez foi muito errado no modo, mas não, na essência. Não deveria ter sido o exército a retirar Zelaya do poder, porém, aceita a renúncia deste pelo Congresso e nomeado o novo Presidente, Manuel Zelaya deveria sim, no fim das contas, deixar o governo. Melhor que tivesse sido voluntariamente.

A mesmíssima posição firme da época continua valendo. Zelaya errou feio e os militares que o deportaram também. Mas Zelaya errou no modo e na essência. Os militares só erraram no modo. O que eles fizeram é compreensível, entende-se o que os motivou, mas não justifica-se.

Deposto do poder Zelaya deveria ter sido realmente, afinal, não era mais Presidente. Deportado, não!

Espero com ansiedade a decisão da Corte Suprema hondurenha.

Se a denúncia for aceita e os militares indiciados, será um caso raro de um país que puniu os que mereciam em ambos os lados da contenda em questão. Será uma demonstração de justiça, de sensatez, de coerência. Valores muito caros ao Perspectiva e a este que vos fala e por isso defendidos neste espaço diariamente.

Corre o boato de que o pedido de prisão poderia ser só fachada. Torço para que não.

Se não for, Honduras irá ter acertado. E muito.

Vice-Governadores terão máquina nas mãos para tentar reeleição

05/01/2010

Desde que foi introduzido o instituto da reeleição, dois hábitos políticos se tornaram mais e mais comuns.

O primeiro consiste no fato de os políticos eleitos para cargos no Executivo começarem a pensar, já no primeiro dia de mandato, em suas reeleições e nas ações que podem empreender para facilitá-las. Trata-se de objetivo que, se almejado com empenho que chega a prejudicar a gestão em si, é nocivo.

O segundo reflete a expectativa dos vices, principalmente no que diz respeito aos estados e municípios, de assumirem o posto daqueles que encabeçaram suas chapas vencedoras no momento em que estes precisarem, para concorrer a novos cargos, se desincompatibilizar. Os vices desejam os postos não só pelo poder mas, principalmente, para poderem, dessa vez eles, tentarem a reeleição que, na realidade, é como se fosse o primeiro triunfo, com o diferencial de ter a máquina nas mãos.

É esta questão das máquinas públicas que faz diversos governadores deixarem os cargos antes do final de seus segundos mandatos em benefício dos vices. Como não podem mais se reeleger, candidatam-se normalmente ao Senado, entregando a máquina a um vice normalmente menos popular para que este possa, com o auxílio dela, compensar o certo desconhecimento junto à população e vencer as eleições, mantendo o grupo político do governador “benfeitor” no poder na maioria dos casos.

As próximas eleições gerais trarão mais e mais exemplos dessa prática. Em diversos estados os governadores, não podendo tentar a reeleição, se desincompatibilizarão em meados de março para concorrerem ao Senado, entregando os governos aos vices, que tentarão se reeleger.

Isso se dará em Minas Gerais, com Aécio Neves (PSDB) passando o governo para Antonio Anastasia (PSDB), em Mato Grosso, com Blairo Maggi (PR) passando o governo para Silval Barbosa (PMDB), no Espírito Santo, com Paulo Hartung (PMDB) passando o governo para Ricardo Ferraço (PMDB), no Paraná, com Roberto Requião (PMDB) passando o governo para Orlando Pessuti (PMDB) e no Rio Grande do Norte, com Wilma Faria (PSB) passando o governo para Iberê Ferreira (PSB).

Poderá vir a acontecer também em Santa Catarina, com Luiz Henrique passando o governo para Leonel Pavan (PSDB), em Rondônia, com Ivo Cassol (PP) passando o governo para João Cahulla (PPS) e no Piauí, com Wellington Dias (PT) passando o governo para Wilson Martins (PSB).

Em alguns estados, como Minas, a força do grupo político do atual Governador, Aécio Neves, pode dar a vitória ao Vice, Anastasia. Em outros, o máquina pública tem tudo para não resolver a fraqueza eleitoral do candidato, como no Paraná, onde Orlando Pessuti, mesmo com o apoio de Requião, não decola nas pesquisas.

De qualquer forma, fica claro que os vices pretendem aproveitar as máquinas que têm nas mãos para transformar ações de governo em votos que, ao invés de se direcionarem aos seus antecessores, agora precisam se dirigir a eles.

PT e PMDB estarão juntos no Rio: Lindberg recua e Cabral tem menos um problema

01/01/2010

Informa o Globo:

“Após mais de duas semanas resistindo a pressões dentro do PT e do PMDB, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), recuou e fechou um acordo com o governador Sérgio Cabral (PMDB). De acordo com a reportagem de Jorge Bastos Moreno e Camila Nobrega, publicada na edição desta sexta-feira do Globo, Lindberg desistiu de sua candidatura ao governo do Estado do Rio pelo PT em 2010. Segundo Lindberg, sua principal exigência para o acordo, que só será anunciado no fim de janeiro, foi a garantia de vaga para disputar o Senado, deixando Benedita da Silva fora da corrida. Já o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), que tem articulado com Cabral as conversas com o prefeito de Nova Iguaçu, confirma a combinação, mas nega que a vaga para a disputa do Senado no PT tenha sido negociada.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou Lindberg e lhe deu um ultimato: disse que não estaria em outro palanque no Rio, a não ser o do atual governador. Enfraquecido também com a derrota de seu candidato, Lourival Casula, para presidir o PT do Rio, Lindberg perdeu a possibilidade de insistir com Lula. Recorreu a Cabral para costurar um pacto e assegurar a vaga ao Senado.

- Fiz o acordo, porque o presidente Lula conversou comigo e pediu que eu desistisse nesse momento e também porque havíamos perdido as eleições internas no PT. Darei dois passos atrás para dar um passo adiante – disse o prefeito de Nova Iguaçu, citando Lênin e já pensando em sua candidatura a governador em 2014.

[...]

Além da vaga para o Senado, Lindberg afirma que estaria garantida a vinda, para favelas do Rio atendidas pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), de projetos sociais implantados por ele em Nova Iguaçu.”

Com o recuo de Lindberg Farias, um dos obstáculos de Sérgio Cabral é retirado. A baixa aprovação, a má avaliação do governo, a candidatura de Anthony Garotinho e o mau desempenho nas pesquisas em algumas regiões do estado perduram, mas com certeza já é uma ajuda.

Cabral terá também Lula em seu palanque, já que será o candidato oficial de Dilma no Rio, embora Garotinho se coloque também como governista.

Em resumo, o atual Governador fluminense ainda tem vários problemas para solucionar visando a reeleição, porém, o acerto com o PT já facilita sua vida em grande parte.

O cenário do Rio de Janeiro vai se desenhando como um onde três candidatos terão chance de vitória e largarão com condições não muito distantes. Cabral lidera as pesquisas e terá a máquina, porém, Garotinho já lidera no interior do estado e a capital tem tudo para dar grande votação ao candidato oposicionista, representante da aliança PSDB-DEM-PPS, que se fortalecerá se Serra caminhar bem na eleição presidencial, seja ele quem for.

Se o PV se unir à aliança da oposição, Fernando Gabeira pode ser a opção. Cesar Maia (DEM), ex-Prefeito da capital, também aparece com intenção de voto considerável nas pesquisas.

O que ocorre é que os dois parecem preferir a candidatura ao Senado. O que abre espaços para nomes tucanos como os deputados federais Otávio Leite e Marcelo Itagiba, democratas como o também deputado federal Índio da Costa e até do PPS como o vereador Stepan Nercessian, menos cotado.

A realidade é que a oposição fluminense ainda torce para que Gabeira decida concorrer ao governo estadual e aguarda que Serra, agora candidato indubitável, coordene o convencimento, já que é seu interesse ter um palanque forte no Rio de Janeiro.

O candidato da oposição tem tudo para enfrentar Cabral no segundo turno com chances de vitória, visto que cada um dos três grupos políticos (mais o de Garotinho) tem aproximadamente um terço do eleitorado como simpatizante. Garotinho provavelmente ficará fora por ter telhado de vidro, mas seu eleitor pode migrar para a oposição no segundo turno, afinal, mesmo sendo governista, o ex-Governador é de oposição regional.

Por fim, vale dizer que no tange Lindberg Farias o acordo pode lhe ser favorável. O fato de ele ter exigido que programas seus, empreendidos em Nova Iguaçu (zona metropolitana do Rio, onde ele é Prefeito), fossem reproduzidos no Rio demonstra que o cargo no Senado almejado será apenas trampolim para as eleições cariocas de 2012 ou estaduais de 2014.

Resta saber se o trato será cumprido pelo outro lado. Tenho minhas dúvidas. A estratégia à la Lênin  de dar um passo atrás para dar dois à frente pode falhar.

A original falhou.

Vice Leonel Pavan teria desistido de assumir Santa Catarina em janeiro

22/12/2009

Comentou este que vos fala, 10 dias atrás:

“O Governador de Santa Catarina, Luiz Henrique, (PMDB) planeja entregar o governo catarinense a Pavan para concorrer ao Senado e, de quebra, possibilitar ao seu Vice tentar a reeleição.

É neste momento que a possibilidade de Leonel Pavan estar envolvido em um esquema surge.

Os aliados e o advogado do Vice-Governador usam este fato para levantar suspeitas sobre a idoneidade das denúncias. Pode ser que estas suspeitas procedam, pode ser que não.

Fato é que, depois de Arruda, Pavan pode ocupar as capas dos jornais.

Fiquemos atentos.”

Pois bem. Aparentemente, Leonel Pavan teria desistido de assumir o governo catarinense já em janeiro. A justificativa seria a de que necessita de tempo para elaborar sua defesa contra as acusações que têm surgido.

Portanto, a informação adiantada pelo Perspectiva procede.

Com isso, Pavan assumiria o governo apenas já próximo de abril, quando o Governador Luiz Henrique invariavelmente deixará o cargo, dispondo assim de menos tempo para tentar viabilizar seu nome, no cargo, como incumbente, para a reeleição.

Ponto para Raimundo Colombo, do DEM, que pretende ser o candidato a Governador da aliança PSDB-DEM-PMDB que governa o estado. Pavan é do PSDB e Luiz Henrique do PMDB.

PMDB lança candidatura de José Fogaça no RS

10/12/2009

Informa a Agência Estado:

“O prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, será o candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul em 2010. A decisão foi tomada no fim de semana e anunciada hoje pelo senador Pedro Simon, presidente da sigla no Estado.

O partido acredita que, com o lançamento de um nome, acaba com as pressões internas e também dos potenciais aliados, que pediam a definição como condição para abrir negociações de apoio.

O lançamento da candidatura de Fogaça também fecha o quadro sucessório entre os maiores partidos do Estado. A governadora Yeda Crusius é candidata à reeleição pelo PSDB. E o PT já definiu que vai concorrer com o ministro da Justiça, Tarso Genro.

Com a decisão, o PMDB passa a ser favorito para conquistar o apoio do PDT, que também é cortejado por Tarso, à candidatura de Fogaça. A moeda de troca é a Prefeitura de Porto Alegre. Quando renunciar, no início de abril, o prefeito deixará sua vaga para o vice José Fortunati, do PDT, assumi-la por dois anos e meio.”

A candidatura de José Fogaça ao governo do Rio Grande do Sul confirma três pontos: A inexistência de aliança entre PT e PMDB no estado, o posicionamento de Fogaça como grande adversário de Tarso Genro e a escolha pelo atual Prefeito de Porto Alegra na disputa interna peemedebista com o ex-Governador Germano Rigotto.

Com o provável apoio do PDT, e podendo ainda atrair o PP, forte no estado, a candidatura peemedebista tem tudo para ser competitiva.

Contudo, pode vir a ser mais robusta ainda se passar a contar com o respaldo do PSDB.

Alguns podem, neste momento, se perguntar: Ora, mas o PSDB não é o partido da atual Governadora, Yeda Crusius, que deseja a reeleição?

Respondo: Sim, é. Mas Yeda pode ser preterida em favor de Fogaça. Isso se dá pelo fato de Yeda estar extremamente enfraquecida pelas denúncias de corrupção, o que faz com que, além de suas chances serem pequenas, a cúpula tucana prefira Fogaça fazendo palanque para o presidenciável do PSDB.

Esse movimento retiraria Yeda da disputa e polarizaria entre Tarso/Dilma e Fogaça/Serra.

A ver.