Postagens com a palavra-chave ‘Recall’

Perspectiva adianta última pesquisa Ibope: Serra é mais conhecido, embora empate com Dilma na pesquisa espontânea

18/02/2010

Uma pesquisa a respeito da corrida presidencial foi encomendada ao Ibope pela Associação Comercial de São Paulo. ela foi realizada entre os dias 6 e 9 deste mês e ainda vai ser publicada no Diário do Comércio. O resultado da aferição das intenções de voto foi trazido e comentado pelo Perspectiva aqui, mas existem também dados sobre o conhecimento dos candidatos e a pesquisa espontânea:

Conhecimento pela população

José Serra (PSDB): 75% dos entrevistados conhecem bem ou mais ou menos, 24% só ouviram falar e 1% não conhece.

Ciro Gomes (PSB): 50% conhecem bem ou mais ou menos, 46% só ouviram falar e 4% não conhecem.

Dilma Rousseff (PT): 46% conhecem bem ou mais ou menos, 43% só ouviram falar e 11% não conhecem.

Marina Silva (PV): 26% conhecem bem ou mais ou menos, 41% só ouviram falar e 33% não conhecem.

Pesquisa espontânea (citação pelo entrevistado sem apresentação de nomes pelo entrevistador)

Lula (PT): 23%

José Serra (PSDB): 10%

Dilma Rousseff (PT): 9%

Aécio Neves (PSDB): 3%

Ciro Gomes (PSB): 1%

Marina Silva (PV): 1%

Brancos e Nulos: 10%

Indecisos/Não souberam: 42%

Algumas conclusões podem ser traçadas:

Em primeiro lugar, percebe-se que Dilma tem motivos para comemorar atualmente, afinal, embora seja bem menos conhecida que Serra e Ciro, que têm recall (lembrança forte do nome pelo eleitorado por terem participado de outras eleições), empata tecnicamente com o Governador paulista na pesquisa espontânea.

Em segundo lugar, vale ressaltar que Ciro Gomes vai mal na espontânea. Mesmo tendo recall próximo do de Serra, fica com apenas 1% na espontânea. O ex-Governador cearense tem 2/3 do conhecimento pelo eleitorado de José Serra, mas um décimo das intenções de voto espontâneas.

Por fim, vale ressaltar a força de Lula que, mesmo não podendo concorrer, é citado na espontânea por 1/4 dos entrevistados. Somam-se os que não conhecem a impossibilidade legal de Lula vir a concorrer com aqueles que, conhecendo a impossibilidade, querem citá-lo de qualquer forma. Aécio Neves, também fora do páreo teoricamente, consegue ser mais citado que Ciro e Marina.

Perspectiva traz em primeira mão: Nova pesquisa Ibope apontará crescimento de Dilma e oscilação de Serra

17/02/2010

Uma pesquisa de intenção de voto para a corrida presidencial foi encomendada ao Ibope pela Associação Comercial de São Paulo. Ela foi realizada entre os dias 6 e 9 deste mês e ainda vai ser publicada no Diário do Comércio.

O Perspectiva adianta aos leitores, em primeira mão, o resultado:

Cenário 1 – José Serra, Dilma Rousseff, Ciro Gomes e Marina Silva

José Serra (PSDB): 36% (Tinha 38% no início de dezembro)

Dilma Rousseff (PT): 25% (Tinha 17% no início de dezembro)

Ciro Gomes (PSB): 11% (Tinha 13% no início de dezembro)

Marina Silva (PV): 8% (Tinha 6% no início de dezembro)

Brancos e nulos: 11% (Eram 13% no início de dezembro)

Indecisos: 9% (Eram 12% no início de dezembro)

Cenário 2 – José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva (Sem Ciro Gomes)

José Serra (PSDB): 41%

Dilma Rousseff (PT): 28%

Marina Silva (PV): 10%

Brancos e nulos: 12%

Indecisos: 9%

Segundo Turno

José Serra (PSDB): 47%

Dilma Rousseff (PT): 33%

Rejeição

Ciro Gomes (PSB): 41%

Marina Silva (PV): 39%

Dilma Rousseff (PT): 35%

José Serra (PSDB): 29%

Algumas conclusões são possíveis a partir destes números:

Em primeiro lugar, a pesquisa Ibope confirma as tendências demonstradas anteriormente pelo Instituto Sensus e pelo Vox Populi, ou seja, crescimento razoável de Dilma Rousseff e oscilação de José Serra, com manutenção da vantagem do tucano, mas de menor magnitude. Dos institutos de pesquisa mais notórios, resta apenas o Datafolha confirmar esta conjuntura.

Em segundo lugar, é importante frisar que mais uma vez as pesquisas demonstram que a saída de Ciro Gomes prejudica Dilma Rousseff e auxilia José Serra. Sem Ciro, Serra venceria, hoje, no primeiro turno. Resta saber se a retirada de Ciro do páreo, indiretamente, pelo governo, é mesmo uma boa sacada do PT. Uns dizem que não, justamente por estes números apontados pelas pesquisas. Outros dizem que sim, alegando que se hoje os votos migram para Serra por conta de ambos terem recall (lembrança do nome pelo eleitorado), amanhã Ciro atrapalhará Dilma no Nordeste.

Por fim, vale salientar a rejeição de Ciro Gomes que, para quem tem recall, parece alta demais. Não se pode justificar, ao contrário da situação de Marina Silva e Dilma Rousseff, que o fato de 41% dos entrevistados dizerem que não votarão em Ciro advém do desconhecimento do seu nome. O socialista precisa ficar de olho nesse índice. Dizem que quem tem 40% de rejeição perto de uma eleição não tem chances de vitória.

Lula critica política do PT em SP e diz que partido precisa de aliados

22/12/2009

Informa a Folha:

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas nesta segunda-feira à política adotada pelo Diretório do PT em São Paulo nos processos eleitorais. Em conversa informal com jornalistas, o presidente disse que o PT cometeu um ‘erro histórico’ de sempre apresentar um novo nome petista para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes.

Segundo o presidente, esse fator desfavorece qualquer candidatura petista e ajuda na hegemonia do PSDB no comando da capital paulista. Lula recomendou que as lideranças do PT repensem a forma de compor aliança.

‘O PT cometeu um erro histórico de não repetir candidato em São Paulo. Precisa ter noção que, antigamente, 30% ganhava eleição quando não tinha segundo turno. Isso aconteceu com Luiza Erundina em 1988. Mas como hoje você precisa de 50% mais 1%, o PT precisa perceber que precisa de aliado. Deve procurar os outros 20%, que não está dentro do PT’, disse.

Na avaliação do presidente, o PT precisa ampliar o rol de aliados, não só agregando partidos de esquerda. O presidente lembrou que fez isso na eleição de 2002, ao trazer o então empresário José Alencar para vice-presidente.”

Não se pode deixar de observar que a análise política do Presidente Lula, como de costume, está correta. Lula é tido como ignorante e inculto por alguns, porém, é, sem dúvida alguma, na opinião deste que vos fala, um gênio político.

A inteligência política de Lula é apurada. Pragmática demais, poderiam dizer alguns dos que, no passado, se alinharam ideologicamente com Lula e que, hoje, não enxergam mais no Presidente alguém que defende os seus ideais.

Acontece que até mesmo essa mudança é fruto da inteligência política. Sem essa mudança de rota, Lula não estaria no Planalto. O Lulinha Paz e Amor, personagem interpretado em frente às câmeras, foi crucial para a vitória.

Pois bem. Dito isso, ressaltemos que o PT precisa, sim, aprender a agir em São Paulo. O partido sempre lança novos nomes petistas, inviabilizando muitas alianças e, ainda por cima, excluindo qualquer possibilidade de o candidato se aproveitar de um recall, ou seja, ser lembrado pela população por sua participação anterior em campanhas majoritárias para o Executivo que visassem a eleição para o mesmo cargo almejado.

Podemos aqui questionar que tipo de compromissos serão assumidos nas alianças defendidas por Lula e que espécie de esquizofrenia ideológica será representada pelas siglas unidas sob uma mesma coligação, porém, há que se reconhecer que Lula acerta ao traçar os caminhos que, no futuro, poderão levar o PT a finalmente conquistar São Paulo.

Por enquanto o estado é tucano. E será novamente por mais quatro anos se o candidato do PSDB for Geraldo Alckmin.

O PT paulista pode começar a pensar em 2014. Para 2010 só resta lutar pelo Senado.

Pedro Simon defende ‘recall’ de mandatos por plebiscito

28/09/2009

Informa o Globo:

“O senador Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu nesta sexta-feira , em plenário, o instrumento do ‘recall’, regra constitucional que atribui à população o direito de propor plebiscito para revogar mandato de titular de cargo eletivo. Na forma sugerida por Simon, o pedido para realização de consulta que definirá se o político com mau desempenho será afastado ou mantido no cargo serão necessárias as assinaturas de 5% dos eleitores.

No discurso, Simon registrou que o tema foi debatido na véspera pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Nessa comissão, tramitam três propostas de emenda à Constituição que sugerem a adoção do recall no país. Designado relator, ele já apresentou substitutivo consolidando a proposta final que foi submetida à discussão.

Como esclareceu o senador, podem ser alcançados pelo recall desde o prefeito ao presidente da República, assim como detentores de cargos no Legislativo. A população poderia inclusive propor a renovação de toda a composição das Casas do Congresso, o Senado e a Câmara dos Deputados.”

O advento do recall nos moldes defendidos por Pedro Simon poderia representar interessante avanço para a democracia brasileira, afinal, bastaria um movimento organizado o suficiente para conseguir as assinaturas de 5% do eleitorado do País, de um estado ou de um município para que um plebiscito a respeito da atuação de certo político fosse realizado.

Como sabemos, se o alvo do plebiscito fosse a atuação de um político notoriamente ruim, ou seja, inerte, loteador de cargos ou, até mesmo, corrupto, não seria complicado aprovar a retirada de seu mandato.

A necessidade de se ter que conseguir as assinaturas de 5% do eleitorado configura trabalho árduo, porém, é alternativa muito melhor do que ter que se conformar por pelo menos quatro anos com a presença, dentro do quadro de representates populares, de alguém claramente em dissonância com a função.

Digo conformar pois a única alternativa atual é a cassação do mandato efetuada pelos próprios pares do político, o que, sabemos todos nós, é extremamente improvável em todos os casos, afinal, reinam o corporativismo e o compadrio.

O Perspectiva se coloca a favor do “recall”, ressaltando, porém, que ele é uma faca de dois gumes.

Políticos de qualidade poderiam se ver importunados, indevidamente, com  questionamentos de seus mandatos causados pela atuação das nocivas máquinas políticas, azeitadas com conchavos, dos opositores antiéticos.

De qualquer forma, apóio a iniciativa da implantação do instituto do recall, apenas defendendo a estipulação de critérios que possam coibir casos como o citado acima.

Ibope: Alckmin continua liderando com folga em São Paulo

04/07/2009

Este blogueiro vem dizendo neste blog e repisa: Por mais que possam dizer que Geraldo Alckmin dispõe da enorme vantagem que tem nas pesquisas de intenção de voto por conta do recall, ou seja, apenas por ser um nome conhecido e já ter sido candidato, é inegável que o ex-Governador é favoritíssimo ao Governo de São Paulo.

Pesquisa recente do Ibope confirma esse entendimento. Seguem os resultados dela:

“O ex-governador de São Paulo e secretário estadual de Desenvolvimento Geraldo Alckmin (PSDB) é o favorito para governar o Estado, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira.

O levantamento indica que Alckmin tem entre 42% e 51% dos votos. Em segundo lugar aparece o deputado federal Paulo Maluf (PP), com percentual entre 12 e 20.

O chefe da Casa Civil do Estado, Aloysio Nunes Ferreira, apontado como pré-candidato tucano, oscila entre 3% e 4%. Já o deputado federal Ciro Gomes (PSB), possível candidato da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem entre 9% e 12%.”

Os resultados da pesquisa confirmam que Alckmin é favorito não só por darem a ele uma vantagem enorme. O fazem também por darem conta de que o PT não dispõe de nenhum candidato competitivo e por dizerem, tacitamente, ao PSDB, que o partido deveria escolher Alckmin, e não Aloysio Nunes Ferreira, para ser o candidato. Além disso, Ciro Gomes, sendo “importado”, teria um grande telhado de vidro.

É claro que estamos ainda muito longe da eleição, muito água ainda passará por debaixo da ponte, porém, a tendência de favoritismo de Alckmin parece consistente, até porque o bom desempenho dele no interior do estado de São Paulo é comprovado e parece ser duradouro.

Alguns perguntarão: Mas então você entende que a eleição está decidida?

Respondo: Com certeza não. Apenas acredito que Alckmin é favorito, mas enxergo diversos pontos que podem nublar esse prognóstico.

Em primeiro lugar, a falta de candidatos do PT pode fazer o PSDB entender que até mesmo Aloysio Nunes Ferreira, que hoje parece ter uma candidatura inviável, poderia vencer. Com isso, Alckmin nem seria candidato.

Em segundo lugar, há a possibilidade de, caso Aloysio não se viabilize pelo menos minimamente, o grupo político de José Serra apoiar Gilberto Kassab, Prefeito de São Paulo, como altenativa a Alckmin.

Alguns dirão: Mas então Alckmin não é favorito coisa alguma.

Respondo: É.

Alckmin é favorito porque essas possibilidades que poderiam complicar sua vida também têm seus poréns. Aloysio Nunes Ferreira parece não ter capacidade de se viabilizar minimamente, como vem fazendo, por exemplo, Dilma Rousseff no âmbito nacional. Além disso, Kassab dificilmente deixará a Prefeitura pois, fazendo isso, a deixaria nas mãos do grupo político de Orestes Quércia, do qual faz parte sua Vice, Alda Marco Antônio.

É, meus caros. Alckmin está “bem na fita”.

Em tempo: O malufismo não morre?

Hipótese de 3º mandato de Lula divide o eleitorado, aponta Datafolha

31/05/2009

Informa a Folha:

“Pesquisa Datafolha feita entre a terça-feira (26) e a quinta-feira (28) passadas revela que uma emenda constitucional para permitir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concorresse a um terceiro mandato receberia hoje o apoio de 47% dos brasileiros e seria reprovada por 49%”

É verdade que a aprovação à ideia do terceiro mandato aumentou. Há que se reconhecer isso, é um fato. Porém, ao mesmo tempo, é importante ressaltar que ainda não há um grande clamor popular por um novo mandato de Lula.

Se por um lado a reprovação ao terceiro mandato caiu, por outro, a aprovação está longe de chegar a um patamar próximo de 70%, patamar esse que mostraria que não só a maioria da população, mas mais do que isso, a grande maioria da população, aprova a ideia.

Este blogueiro entende que apenas um patamar alto de aprovação da ideia do terceiro mandato, algo em torno de 65%-70% mostraria que há um clamor. Se não for assim, acredito que o terceiro mandato não encontra na sociedade a aprovação suficiente para que seja visto como desejado pela população.

Se o terceiro mandato divide hoje a população brasileira, estando os seus níveis de aprovação ainda abaixo dos níveis de desaprovação, é óbvia a conclusão de que não é válido o argumento de que o povo brasileiro quer o terceiro mandato.

A aprovação de Lula como governante não confunde-se com a vontade do povo de que ele, ao invés de tentar eleger um sucessor, se perpetue no poder. É possível para a população brasileira, embora a politização seja pequena, entender que um governante que ela vê como muito bom não deve, necessariamente, ficar no poder para sempre.

A aprovação reflete avanços, inegáveis em alguns setores, que devem ser continuados e ampliados, porém, isso não quer dizer que isso deva ser feito pela mesma pessoa.

Em suma, ainda não é embasado na realidade o argumento de alguns lulistas de que o povo quer o terceiro mandato. As pesquisa mostram que o povo aprova Lula, realmente, mas não mostram que a população quer que seja permitida outra reeleição.

Percebam que não se chega nem ao debate sobre se o desejo da maioria do povo em direção a um terceiro mandato o legitima. Esse desejo ainda não existe, que dirá o entendimento positivo a respeito desse desejo, vindo a existir, legitimar a nova reeleição.

A nova reeleição é passível de condenação até mesmo se a maioria da população a desejar, porém, nem chegamos a esse ponto ainda, esse debate não se sustenta.

É falaciosa a versão de alguns lulistas de que o povo clama por Lula. Recall é uma coisa, clamor é outra totalmente diferente. Por outro lado, é fato que Lula, concorrendo novamente em 2014, tem grandes chances de vencer.

É por essas e por outras, como as dificuldades que o próximo governo terá, a má fama dos políticos que se perpetuam no poder e o fato de o Senado provavelmente vir a barrar uma tentativa de aprovar o terceiro mandato, que Lula está com as barbas, literalmente, de molho.

Além disso, Lula não quer ser mal visto no exterior. Ele quer continuar a ser “o cara”.

Sucessão Mineira: Hélio Costa lidera, Anastasia bem atrás

22/03/2009

Informa a Folha de São Paulo sobre os resultados da pesquisa do Datafolha em relação à sucessão do governo de Minas Gerais:

“O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), apresenta ampla vantagem em relação aos demais aspirantes a candidato ao governo de Minas Gerais, a um ano e sete meses da eleição. Segundo pesquisa Datafolha, Costa lidera nas quatro situações apresentadas, variando de 37% a 43% das intenções de voto.
Nos dois primeiros cenários, com quatro candidatos, ele lidera com 41%. É seguido pelo também ministro do governo Lula, o petista Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), com 11%. Na sequência aparecem o vice-governador Antonio Anastasia (PSDB), que tem 5% e está empatado tecnicamente com Maria da Consolação Rocha (PSOL), com 4%.
No segundo cenário, em que o candidato do PT é substituído pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, a vantagem de Costa cai de 30 para 13 pontos. O ministro tem 37%, contra 24% de Pimentel, sendo que a intenção de voto no petista é maior na capital (50%) e na região metropolitana (45%). Costa aparece melhor no interior, com 42%.
Na segunda situação, Anastasia -que cada vez mais vem representando o governador Aécio Neves (PSDB) pelo interior- aparece com 4% das intenções de voto. Rocha tem 3%.
O diretor do Datafolha, Mauro Paulino, afirma que neste momento vale muito o ‘recall’ do pré-candidato. No caso de Hélio Costa, as duas eleições que ele disputou ao governo, em 1990 e 1994, contribuem para que seja lembrado.”

É válido ressaltar que é provável uma aliança entre PMDB e PT, o que fortaleceria mais ainda a candidatura de Hélio Costa, que seria candidato ao Governo, tendo como aliado Patrus Ananias concorrendo ao Senado.Nesse cenário, Fernando Pimentel seria preterido.

Outro ponto importante que deve ser destacado é o fato de que Antonio Anastasia ainda é um pouco desconhecido do eleitorado, o que poderia fazer com que seus índices subissem após mais exposição do candidato e mais identificação dele como o continuador do governo de Aécio Neves, muito bem avaliado pelos mineiros.

Em resumo, o panorama da sucessão mineira ainda pode mudar bastante, porém, é inegável que Hélio Costa, muito pelo “recall”, larga na frente.

Corrida 2010: Nova pesquisa Datafolha

20/03/2009

“Serra lidera com folga disputa à sucessão presidencial; Dilma volta a subir”

O Datafolha divulgou nova pesquisa sobre a corrida presidencial, seguem os números nos diferentes cenários e, depois, os comentários:

Cenário 1 – Serra como candidato tucano

Serra – 41% / Ciro – 16% / Heloísa Helena – 11% / Dilma – 11%

Cenário 2 – Aécio como candidato tucano

Ciro – 25% / Heloísa Helena – 17%/ Aécio – 17% / Dilma – 12%

Cenário 3 – Com Serra e sem Ciro

Serra – 47% / Heloísa Helena – 15%/ Dilma – 13%

Cenário 4 – Com Aécio e sem Ciro

Heloísa Helena – 27% / Aécio – 22% / Dilma – 16%

Cenário 5 – Com Serra, Ciro e Aécio

Serra – 35% / Ciro – 14% / Heloísa Helena – 12% / Aécio – 12% / Dilma – 11%

Podemos perceber alguns pontos interessantes analisando essa pesquisa, entre eles:

1- O recall (lembrança do candidato pelo eleitorado devido a ele já ter concorrido) ainda está tendo um forte efeito, maquiando números como os de Ciro e Heloísa Helena que, em campanha, com certeza se reduziriam.

2- Embora ainda seja muito cedo, Serra se coloca cada vez mais como grande favorito.

3- Caso Heloísa Helena e Ciro Gomes não concorram, a eleição pode, como alguns estão prevendo, se resolver no primeiro turno. Não existem outros nomes que possam dividir o eleitorado. Nessa hipótese, Ciro apoiaria Dilma e Heloísa preferiria concorrer ao Senado, disputando uma eleição onde tem chances de vencer.

4- A vantagem de Serra sobre Aécio continua grande, mantendo o argumento dos tucanos mais serristas de que o Governador de São Paulo deveria ser apontado como candidato de forma consensual, sem prévias, devido ao seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto.

5- Dilma Rousseff continua subindo, porém, em um ritmo que talvez não permita a ela chegar aos 30% no início da campanha, o que é desejado e esperado pelos petistas mais otimistas.