As principais chapas que concorrerão nas eleições estaduais paulistas estão sendo fechadas.
Romeu Tuma, político de longa data e com considerável cacife, estava tendo dificuldades para se encaixar em uma delas.
Do lado governista, Aloizio Mercadante concorrerá ao governo acompanhado por Marta Suplicy e Netinho de Paula ou Gabriel Chalita tentando o Senado.
Já do lado oposicionista, Geraldo Alckmin tentará manter o PSDB no poder regional acompanhado por Aloysio Nunes Ferreira e Orestes Quércia tentando a Casa Alta do Congresso Nacional.
Conclui-se que Tuma se viu sem espaço.
Contudo, seu peso político existe, até porque está tentando a reeleição, ou seja, por mais que esteja sem vaga nas chapas principais, é um adversário complicado de derrotar.
Eis que Tuma começou a flertar com candidatos que possuem menores chances de chegar ao Palácio dos Bandeirantes: Paulo Skaf e Celso Russomano.
É neste momento que tomam as páginas dos jornais algumas informações sobre uma investigação da Polícia Federal que aponta suposto envolvimento do filho de Tuma, Romeu Tuma Júnior, com uma máfia de pirataria e contrabando.
Não demorou muito para o efeito colateral surgir: Tuma, o pai, está tendo dificuldades para conseguir espaço em qualquer chapa após a eclosão do escândalo envolvendo o filho.
Resumindo, Tuma se viu colocado de lado pelos grupos majoritários e começou a buscar espaço junto aos candidatos menores para poder fazer frente aos candidatos ao Senado das principais chapas.
Neste exato momento, notícias negativas envolvendo seu filho encheram as páginas dos jornais, sendo elas frutos de uma investigação que já corre há tempos e que durante todo esse período era desconhecida pelo grande público.
Curioso.
Haja verdade nas acusações ou não, o fato é que o momento foi perfeito para alguns.
Parece até proposital.











