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Análise Geral: PT nacional enquadra totalmente os diretórios estaduais – Por que será?

19/02/2010

As notícias que circulam em diversos meios dão conta de que a cúpula do PT nacional, interessada em garantir os melhores palanques possíveis nos estados para Dilma Rousseff, além da aliança formal com o PMDB para poder utilizar o tempo de televisão deste promovendo a Ministra, está disposta até mesmo a intervir em diretórios estaduais que se recusarem a cumprir as orientações nacionais.

Acontece que estas orientações normalmente privilegiam totalmente a aliança, em cada localidade, com o PMDB ou outro aliado, deixando  de lado os interesses regionais dos diretórios estaduais petistas, em benefício da candidatura de Dilma Rousseff.

Chega-se a ao ponto de existir um documento, já aprovado no 4º Congresso Nacional do PT, encontro que homologará no final de semana a candidatura de Dilma e definirá a política de alianças, que enquadra as seções estaduais do partido e, sem usar o verbo intervir, afirma que a “prioridade máxima” é o projeto nacional. Alguns poucos bem que tentaram resistir, mas não conseguiram.

A questão é que, jogando para escanteio as pretensões petistas estaduais e regionais e privilegiando apenas o projeto presidencial de continuidade no poder, o PT pode estar errando feio.

Ao dar tudo que o PMDB e outros aliados querem nos estados, desprestigiando os próprios correligionários, a cúpula petista esquece da formação de novos quadros, da construção de nomes viáveis para futuras disputas majoritárias, da manutenção de espaço político e da valorização da imagem e do número do partido, que fica escondido e de certa forma enfraquecido nos subterrâneos das coligações que são comandadas por outrem simplesmente para que estes apóiem Dilma.

Pois bem. O que acontece se Dilma for derrotada? Fica o PT com o quê? Qual o esteio petista se o objetivo priorizado, que anulou todos os outros, não for alcançado?

Aparentemente, ficaria o PT rezando para que Lula concorra e vença em 2014. Continuaria o partido dependente do atual Presidente.

Talvez seja esta a resposta.

Outra resposta possível para o fato de o PT desejar muito mais  o governo federal do que qualquer outro é a quantidade de verbas e cargos, afinal, onde mais tanto aparelhamento poderá ser feito? Onde mais tantos companheiros poderão ser empregados?

Todos nós sempre soubemos as benesses de se estar à frente da União. E também sabe-se quanto essas benesses excedem as dos governos estaduais neste nosso falso federalismo.

Resta apenas analisar o enquadramento dos diretórios regionais do PT pela cúpula nacional em benefício de Dilma sob a luz da noção do gigantismo da União no Brasil. Os líderes estaduais aceitam o enquadramento vindo de uma cúpula que emprega, pagando bem, os seus aliados próximos.

Resumindo, basta saber que o chanceler Celso Amorim é agora conselheiro de Itaipu Binacional, recebendo R$ 15 mil mensais, para entender essa outra resposta possível para a questão a respeito do porquê de o PT estar sacrificando seus quadros regionais e seu futuro como partido.

Lula manter sua influência atual e os companheiros continuarem empregados, somados, trazem um imediatismo danado.

É uma brasa, mora?

Por que Lula enquadra o PT?

14/07/2009

Alguns leitores têm me enviado e-mails com a seguintes perguntas:

“Por que o Lula está forçando o PT a ceder tantos espaços nos estados? Será que ele não pensa que se o PT perder na eleição presidencial ficará com as mãos abanando? O que o leva a fazer tantas concessões e correr o risco de ficar sem nada?”

A resposta para essa pergunta é muito simples, porém, muitas vezes passa desapercebida. Não só para destacá-la, mas também porque é importante que nós a tenhamos para podermos compreender as atitudes de Lula que parecem enfraquecer o PT, é bom que pensemos nela.

Na minha modesta opinião, a coisa se resume a um ponto singelo: Lula é extremamente personalista e egocêntrico, ou seja, para ele, vale infinitamente mais ele mesmo do que o PT.

O pensamento de alguém que entende que os homens vão e as instituições criadas e fortalecidas por eles ficam levaria, provavelmente, ao entendimento de que Lula deveria pensar duas vezes antes de empreender a “Doutrina Lula”, ou seja, antes de enquadrar as lideranças regionais petistas e de dar tudo o que é possível para o PMDB em troca de um apoio à Dilma que nem tão firme assim será.

Acontece que Lula prioriza a manutenção do poder federal nas mãos do PT, e a intensidade das concessões que são desejadas por ele nos estados mostra o quão grande é esta preferência, pois esta manutenção é, simplesmente, a manutenção dele no poder. A candidatura Dilma, como já disse José Dirceu, é a tentativa de um “terceiro mandato de Lula”.

Quando Lula faz seu cálculo político, a premissa, hoje, é a seguinte: Mais vale fortalecer ao máximo, mesmo que correndo o risco de derrota, a candidatura presidencial que representa a minha continuidade por debaixo dos panos, do que marcar posição nos estados e fortalecer as bases do PT, formando ainda novos quadros.

Resumindo, a resposta, meus caros leitores, para a pergunta a respeito do porquê de Lula priorizar tanto a eleição nacional em detrimento das estaduais, correndo um risco enorme de deixar o PT sem nada, é a de que quem perde regionalmente é o PT e quem ganha nacionalmente é ele, Lula.

Quem foi que disse que o partido importa? A “queimação” sucessiva dos nomes fortes do PT na época do mensalão para manter Lula longe do fogo já havia provado que não.

Lula arrisca perder o que é do partido para ganhar o que será seu.

Alguns dirão que Lula age da forma como está agindo pois o governo federal tem mais prerrogativas, vale mais historicamente e dá margem para maiores realizações. Mas está longe de ser só isso.

Lula pensa que se estiver em risco seu poder político, que se lixem as lideranças regionais do PT.

Farinha pouca, meu pirão primeiro. É o que pensa o Presidente.

E a oposição não pode falar mal. Seus homens fortes pensam da mesma forma.

Lamentável: Para cúpula petista, apoio a Sarney é a forma de manter partido no poder

12/07/2009

Informa o jornal O Globo:

“A decisão imposta com mãos de ferro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de apoiar, a qualquer preço, a manutenção do presidente José Sarney (PMDB-AP) e a ameaça de parte da bancada de se rebelar à orientação, expõe de forma cada vez mais explícita o sentimento de revolta em setores do partido.

[...]

São cada vez mais frequentes as reuniões de petistas para avaliar os reflexos das decisões do governo e do projeto de eleger a ministra Dilma Rousseff como sucessora de Lula sobre as campanhas eleitorais de deputados, senadores e governadores do PT, ano que vem. Os petistas temem uma desmoralização do partido e muitas dificuldades nas urnas.

Já na cúpula do partido, a avaliação é a de que, com Sarney fraco ou forte, com perda do patrimônio ético ou não, o PT não tem salvação sem o PMDB em 2010. A orientação é engolir tantos sapos quantos forem necessários para se manter no poder. “

Reproduzo o trecho acima pois ele traz uma conclusão lamentável, porém, correta. O PT está mesmo engolindo sapos, cedendo espaços, e negando toda a história do partido para tentar ter mais chances de se manter no poder.

São petistas fortes regionalmente desautorizados, senadores e deputados um pouco mais indignados enquadrados e políticos antes condenados se tornando aliados. Um caso triste de igualação do PT, que sempre levantou a bandeira da ética, a todos os outros partidos.

Se nunca foi real um monopólio da ética, hoje ele o é menos ainda.

Temos um Lula que chamava Sarney de tudo defendendo o atual Presidente do Senado e uma Direção Nacional do PT obrigando as seções regionais da legenda a ceder. Vale tudo por 2010, tudo mesmo, até mesmo ceder ao fisiologismo doentio e asqueroso do PMDB.

Quando prefere-se o apoio do PMDB, que é meio para que se mantenha o poder, em detrimento do patrimônio ético, algo está muito errado.

Aprendam lulistas e dilmistas que quando os valores morais e éticos, básicos para a boa política, serão alvejados, os interesses têm que ser deixados de lado.

Os interesses são naturais, mas é perigoso os priorizar acima de tudo e de tudos. Eles devem ser perseguidos dentro de um ambiente de legalidade e moralidade. Só devem ser o alvo principal quando estes pressupostos, que não são tratados como tais por muitos, estejam assegurados.

Resumindo, vencer de verdade é vencer limpo. Acredito que não é mais possível para o PT conseguir isso.

Pior: Temo que a cúpula do partido nem queira isso e já tenha desisitido de tal princípio.

O temor tem fundamento, já que até mesmo petistas sofrem uma crise de identidade: Aqueles que são éticos não se veem representados pela cúpula partidária quando ficam sabendo dos arranjos empreendidos. Criticam o governo passado da oposição mas assistem a promiscuidades piores.

Este blogueiro faz uma previsão que, sinceramente, não gostaria de fazer, pois o PT, por mais que não seja meu partido, cumpriu importante papel para a democracia brasileira:

Se o PT ceder tudo pela vitória de Dilma e esta não ocorrer, o PT poderá sumir, pois todas bases estarão desarticuladas por terem sido forçadas a abrir mão de tudo por Dilma, até mesmo da ética. Se isso ocorrer, só existirá um Lula sonhando com 2014 e nada mais.

PT submete Estados a interesses do PMDB nas eleições de 2010

14/06/2009

“PT submete Estados a interesses do PMDB nas eleições de 2010″

Este blogueiro que vos fala vem dizendo, repetindo e repisando: A estratégia petista de ceder espaços nos estados em troca de apoio à candidatura de Dilma Rousseff é perigosa.

O é por diversos motivos:

Primeiramente, o mais óbvio: O que acontece se o PT ficar, partir de 2011, sem o governo de nenhum estado importante da União e sem o governo federal? Digamos que Dilma perca, o que é muito plausível. Como fica o PT? Lutando por espaços nos governos estaduais dos aliados, embarreirando o governo tucano no Senado e na Câmara e rezando pelo retorno de Lula a partir de 2015? Complicado.

Em segundo lugar, a credibilidade dos aliados: Será que é mesmo aconselhável fazer acordos com o PMDB? Quem garante que o partido, conhecido por seus fisiologismos e pelas “viradas de casaca”, cumprirá sua parte do acordo? E se o PMDB ficar em cima do muro, o que provavelmente acontecerá, e diversos PMDBs regionais apoiarem José Serra? Em troca de quê terá o PT aberto mão de espaços nos estados? E se Dilma perder e o PMDB, em cima do muro, comandar muitos estados? Quem duvida que os governadores peemedebistas poderiam, muito bem, se aliar ao governo federal tucano e nem mesmo abrir espaço regionalmente para o PT?

Em terceiro lugar, a estratégia: Será que ceder espaços nos estados e conseguir alguns apoios suplementares regionais para Dilma Rousseff é o melhor a se fazer? Alguns questionam que melhor seria lançar candidatos petistas, construir um palanque que a apóia sem ressalvas e sem instabilidades e que jogue todo o peso de Lula na questão. E mais, quem disse que se o PT realmente conseguir a proeza de ter a aliança formal com o PMDB, as regionais do partido que são mais serristas mudarão de posicionamento? Será que só o tempo de televisão que seria conseguido vale a cessão de tanto espaço?

No fim das contas, toda a estratégia de ceder espaço nos estados, que provavelmente será mesmo levada a cabo, é perpassada por diversas dúvidas que, para os prudentes, seriam motivo de questionamento e reflexão.

Alguns conhecidos meus me dizem o seguinte: Bruno, concordo com você, porém, não podemos nos esquecer que o PT também não tem nomes tão fortes assim nos estados. Se lançasse candidato próprio, perderia e seria obrigado a negociar espaços do mesmo jeito. Então, Dilma realmente não capitalizará muito, porém, é melhor esse pouco do que o nada dos nomes petistas fracos nos estados.

É, pode ser. Quem sabe é este o raciocínio do PT. Entre nada e um pouco, o segundo vale mais.

Se for isso, um ponto se comprova mais ainda: Sem Lula, o PT desmonta. Não some, não se desintegra, mas leva um tombo daqueles que fazem o retorno só vir depois de anos e anos.

PT abrirá mão de estados em troca do fortalecimento de Dilma

09/05/2009

Informa resolução recente do PT:

“A tática para as eleições de 2010 será orientada para a vitória na eleição presidencial, submetendo a ela todos os processos estaduais”

Fica comprovada a intenção do PT nacional de priorizar o projeto presidencial em detrimento do apoio aos PTs regionais. Com isso, fica estabelecido o posicionamento da cúpula do PT no que diz respeito às disputas que vinham opondo aqueles que querem um PT forte regionalmente e aqueles que defendem a abertura de espaço para o PMDB nos estados em troca do apoio do partido ao PT no que tange a candidatura de Dilma. Essa disputa foi explicitada pelo bafafá entre Tarso Genro, defensor de um candidatura petista no Rio Grande do Sul, e Ricardo Berzoini, presidente do PT e alinhado com o entendimento de que o PT deve ceder regionalmente.

As palavras de ordem são: Atenção PTs regionais! Todos cedendo! Tudo para o PMDB! Unidos por Dilma!

Minha indagação é a seguinte: E se o PT abrir mão de tudo e mais um pouco nos estados e Dilma perder? Como fica o partido? Acho que deveria haver um equilíbrio. Entregar a maioria esmagadora dos estados para o PMDB e apostar apenas em Dilma é arriscado. E mais, quem disse que o PMDB é fiel e tem palavra?

O governo dependente do PMDB e o mal dessa dependência

07/05/2009

Reproduzirei abaixo algumas manchetes, devidamente linkadas, que foram acompanhadas por mim nos últimos dias. Sei que são muitas, mas é justamente essa quantidade que servirá para ilustrar o texto que vem depois. Seguem elas, com destaque para a última:

“Infraero demite afilhados de aliados de Lula e limitará a 12 os cargos comissionados”

“Apesar da pressão política, Infraero mantém demissões”

“Rebelado, PMDB dificulta aprovação de medidas provisórias sobre dívidas”

“PMDB pede vaga no núcleo duro do Planalto”

“Debate sobre candidaturas estaduais abre crise no PT”

“Lula entra em ação para manter PMDB sob controle”

Com o conteúdo das matérias citadas acima, assim como com o número de matérias listadas, fica claro o choque que está havendo, e que está sendo comentado em diversos blogs, entre o PMDB e o governo ou, até mesmo, entre o PMDB e o partido do governo, o PT.

Esse choque é causado por diversos fatores, tem diferentes consequências e protege ou prejudica, de cada lado, múltiplos interesses. Sendo assim, vamos por partes:

Já está sendo dito há algum tempo que Lula, Dilma e o PT como um todo necessitarão extremamente do PMDB na campanha presidencial de 2010. Isso não é novidade para ninguém. Lula poderia se eleger sozinho mas não pode transferir todos os seus votos para Dilma, que, por isso, precisa, para vencer, do PMDB. Com isso, Lula e Dilma carregam consigo todo o PT.

Dito isso, vale observar que os fatos que estão ocorrendo apenas corroboram e comprovam esta tese de que o PT é escravo do PMDB no que tange 2010. Alguns me perguntarão: Por quê? Porque o PMDB já está cobrando a fatura, e pedindo caro, embora não dê garantias ao PT de que entregará o combinado.

Se o PT paga assim mesmo, no escuro, se cede às pressões, se deixa-se fazer de gato e sapato, é porque o PMDB é imprescindível. Se não fosse, o PT já teria reclamado. Não por achar que o que o PMDB pede é errado, mas porque o partido o iria querer para ele, e não, para outros.

Ok. E onde entram os problemas regionais? Bem aí nesse ponto. O PT nacional não reclama, mas os PTs regionais, que são diversos, reclamam. Esses sim botam a boca no trombone. E por quê? Porque para eles, mais vale não ter de abrir as pernas para o PMDB no nível estadual do que o apoio do PMDB ir para Dilma. Com Dilma, eles ganham um líder nacional simpático a eles, encabeçando chapas estaduais e vencendo, eles ganham poder próprio.

É daí que vem o problema entre Tarso Genro e Berzoini que, provavelmente, se repetirá com outros personagens. Será fácil enxergar novos conflitos entre aqueles que reagem contra a ideia de ceder espaços para o PMDB e aqueles que defendem isso. Os problemas se dão em diversos estados. Em alguns os partidos são, até mesmo, fortes inimigos, como na Bahia e no Rio Grande do Sul, estado que demonstrou na mídia a crise interna do PT.

Argumentos para cada lado são muitos, porém, acho crucial perceber que o PMDB pode, muito bem, sugar o que quer e depois apoiar a oposição. Isso ficou mais claro ainda depois que líderes importantes do PMDB começaram a cogitar a hipótese fortemente após o anúncio da doença de Dilma. O cacique peemedebista mais serrista é Orestes Quércia, porém, aquele que tem mais poder para jogar o PMDB nacional no colo de Serra é Michel Temer. Por isso, os petistas querem Temer como vice da Ministra Dilma.

As recentes vitória de Temer e Sarney na Câmara e no Senado apenas fortaleceram um PMDB que já vinha mais robusto desde que se tornou sócio do governo no segundo mandato de Lula e mais ainda após as vitórias nas eleições municipais de 2008. Com esse fortalecimento, o preço ficou mais caro ainda, já que o apoio vale mais.

E esse cenário que faz o PMDB cobrar cargos no governo e pressionar contra decisões que lhe são desfavoráveis, como no caso do episódio da Infraero. Vale destacar que o PMDB, como instituição, se confunde, nesse caso da Infraero, com os interesses privados dos caciques que indicaram os demitidos.

É o mesmo cenário que faz, do outro lado, o PT ter uma crise entre a direção nacional e os PTs estaduais. É o mesmo cenário que faz Lula, descer do pedestal de ser “o cara” e ir para o diálogo com líderes peemedebistas para tentar conter a fome da legenda.

Por fim, eu ressalto que, enquanto a visão de que o PMDB é estratégico para vitória de Dilma prevalecer, ideia que tem fundamento já que Dilma provavelmente só se elegerá sendo candidata de máquina, o governo terá que atender mais aos peemedebistas do que ao seu próprio partido. Pagará caro por isso, tanto no que diz respeito aos PTs estaduais, como no que diz respeito à opinião pública. O PT já é visto como mais um, como um partido que já se misturou.

Interessante ver que, tudo isso, pode ser em vão. Pouco custa para o PMDB, partido fisiológico, loteador de cargos, promíscuo e representante maior das práticas ruins da política brasileira contemporânea, aplicar rasteira no PT e apoiar a oposição.

Se eu fosse da oposição, manteria certa distância. Afinal, o mesmo motivo que pode fazer o PMDB ficar com Dilma é o que pode fazer ele mudar de ideia: O vislumbre de sugar mais e mais do próximo governo.