Postagens com a palavra-chave ‘Propina’

Manobra: Leonardo Prudente renuncia à presidência da Câmara Legislativa do DF

25/01/2010

Informa a Folha:

“O deputado Leonardo Prudente (sem partido) renunciou nesta segunda-feira à presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal, abrindo uma nova eleição para o cargo.

Prudente é acusado de envolvimento em um esquema de corrupção no governo de José Roberto Arruda (sem partido) e foi flagrado guardando dinheiro de suposta propina na meia.

O deputado entregou hoje a carta de renúncia, mas ela foi assinada no dia 21. Na carta, ele não apresenta justificativas para deixar o cargo.

Com a renúncia, uma nova eleição será convocada em até sete dias. A manobra evita mais desgaste a Prudente, além de impedir que o comando da Casa e o controle da tramitação dos pedidos de impeachment contra fiquem sob os cuidados do vice-presidente da Casa, Cabo Patrício (PT).

A saída de Prudente teria começado a ser discutida na noite da última terça-feira em uma reunião na residência oficial de Águas Claras, contando com a presença do governador.

Agora, a orientação de Arruda para os aliados seria encontrar um nome de confiança capaz de comandar a Câmara sem receio de um desgaste político.”

Os três últimos parágrafos do texto reproduzido acima explicam os três primeiros.

A renúncia de Prudente não é exemplo de consciência, é manobra.

Simples assim. Esperto assim. Triste assim.

Pelo menos o posicionamento da sociedade o forçou a renunciar pelo vislumbre de desgaste.

Já é alguma coisa.

José Roberto Arruda: Decidido a resistir (por enquanto)

30/11/2009

O Governador José Roberto Arruda deu novos contornos ao escândalo que o envolve e que foi comentado por este blog aqui e aqui: Afirmou que resistirá “até o fim”.

Acontece que o “até o fim” de Arruda significa, na verdade, “até que não seja mais possível”.

Arruda tenta apenas postergar o inevitável. Sabe que evitar é impossível.

Já comentei aqui e repito: A situação de Arruda é insustentável. Não há político em cargo de relevo que resista sem apoio. E não há apoio que resista a um recebimento inexplicável de maços de dinheiro registrados em vídeo.

O Governador afirmou que poderá provar sua inocência. Começou a época de insultos à nossa inteligência.

Deveria Arruda fazer o que ninguém faz: Assumir o erro, resignar-se, pedir desculpas ao distinto público e retirar-se de cena.

Contudo, o Governador preferiu o velho script: Negação, falsa indignação, alusões a uma herança maldita deixada pelo antecessor e vitimização.

Não que não haja uma herança maldita advinda do governo de Joaquim Roriz. Não que Durval Barbosa, pivô do esquema, não tenha sido colaborador de Roriz.

Entretanto, isso não justifica. Arruda deveria ter denunciado o esquema de Roriz, feito de tudo para destruí-lo, impedí-lo em seu governo e ponto final.

Alguns não entendem porque Arruda tenta resistir. Duas palavras podem explicar: Foro privilegiado. Como Governador, Arruda responde a tudo com regalias. Se renunciar, pode parar atrás das grades em dois tempos.

Enquanto isso, José Serra e Gilberto Kassab, por exemplo, fazem o correto: Apontam a contundência das acusações, a consistência das provas e defendem a punição dos envolvidos. Todos deveriam fazer o mesmo, preocupados com o desgaste para as eleições de 2010 ou não.

O Democratas, partido de Arruda, não pode refugar. Pelo menos não se quiser manter-se como defensor da ética e se desejar poder continuar a apontar as falhas morais dos petistas.

A expulsão de Arruda é o único caminho possível para o partido se não quiser se envergonhar. Não há mais dúvida plausível a respeito do envolvimento de Arruda no esquema. Já passou o tempo da cautela.

Cortar na carne é o que qualquer partido brasileiro deve fazer ao se deparar com algo desse tipo.

José Roberto Arruda: Punição iminente no DEM

30/11/2009

Já foi comentado por mim, aqui neste Perspectiva Política, o escândalo que envolve o Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e outros nomes como José Geraldo Maciel e Durval Barbosa. Por conta da revelação de um esquema de pagamento de propinas a membros do Executivo, entre eles o Governador, e do Legislativo do estado, a situação de Arruda tornou-se, na minha opinião, insustentável.

Comentei também a respeito da intenção do DEM, demonstrada de pronto, de expulsar José Roberto Arruda do partido. A legenda, tão crítica ao mensalão petista, teme que uma demora nas providências possa solidificar a visão de que houve no DF algo parecido, mas dessa vez envolvendo o Democratas.

Está correto o Democratas em sua intenção de expulsar o Governador Arruda dos quadros da legenda. Se é verdade que o mensalão federal foi colado à imagem do PT por se tratar de um esquema gerido por membros da cúpula do partido, também é verdade que é compreensível e justo que o DEM queira estancar o sangramento o quanto antes, afinal, no caso do mensalão do Distrito Federal trata-se de algo provavelmente controlado pelo Governador Arruda e seus aliados próximos, que não diz respeito à cúpula nacional democrata.

Além disso, se quer assumir que, a partir da mudança de nome de Partido da Frente Liberal para Democratas, se reformulou e assumiu respeito total ao quesito ético, o DEM necessita comprovar isso através da expulsão de Arruda.

Sou plenamente favorável à punição a Arruda. E que não venha só do DEM, mas também da Justiça estadual e federal, da sociedade civil e, até mesmo, das autoridades policiais. Corrupção é inaceitável. É uma mácula, um câncer.

É claro que os fortes indícios de que o esquema foi herdado por Arruda do governo de Joaquim Roriz demonstram que este tipo de sistema está enraizado, infelizmente, na política nacional. A corrupção é endêmica, sistematizada, mas nem por isso deve surgir conivência ou leniência.

Que Arruda seja expulso de seu partido e não possa concorrer nas próximas eleições. Que o DEM se comporte de forma a respeitar os valores que afirma defender e que foram tão levantados como bandeira por ocasião do mensalão petista, expulsando Arruda.

Pode até ser que Arruda tenha, como alega, sido chantageado. Mas isso não o torna menos culpado. Apenas faz do chantageador, Durval Barbosa, alguém mais condenável do que ele.

A suspensão da filiação de Arruda, solução que afastaria o Governador do partido, mas que, ao mesmo tempo, concederia tempo para apurações, me pareceria sensata apenas se ainda existissem dúvidas sobre o envolvimento do comandante do Distrito Federal. Contudo, estas não resistem aos fatos.

É iminente uma punição a Arruda no DEM. Resta saber a intensidade da mesma.

Se o Democratas expulsar José Roberto Arruda sumariamente, não dando espaço para explicações pífias e tentativas de ganho de tempo de manobra, subirá em meu conceito.

José Roberto Arruda: Posição insustentável

29/11/2009

Aqueles que acompanham o noticiário político nacional e, até mesmo, aqueles que só o analisam superficialmente, tomaram conhecimento, obviamente, do escândalo envolvendo o Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

O caso tomou uma proporção grandiosa, já que envolve gravações que demonstram, inclusive, a participação direta do Governador em um esquema de distribuição de propinas a parlamentares. Quase tudo foi revelado por conta de delações premiadas envolvendo Arruda e seu chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, feitas pelo recém-exonerado Secretário de Relações Institucionais do governo do DF, Durval Barbosa.

Ora, não há nada a dizer a não ser repudiar completamente as atitudes de José Roberto Arruda, que já havia se envolvido no passado com atividades escusas, quando foi um participante minoritário do escândalo da violação do sigilo do painel eletrônico do Senado, e ressaltar que a posição do Governador é, hoje, insustentável.

Não tenho dúvida alguma de que o Governador Arruda terá que deixar o cargo. As denúncias são contundentes, as provas são irrefutáveis, as atitudes e falas injustificáveis e o esquema como um todo inaceitável.

A cúpula do partido de José Roberto Arruda, o DEM, está preocupadíssima. A legenda esforçou-se nos últimos anos para reformular a sua imagem e mostrar-se como uma que levanta a bandeira da ética. A troca de nome do partido de PFL para Democratas foi, inclusive, motivada em grande parte por este esforço de recuperação  da imagem partidária, que vinha abalada.

Agora, a cúpula democrata vê com forte receio os escândalos envolvendo Arruda. Temem que o desgaste se irradie para o partido como um todo. Os jornais de hoje já comentam que o DEM cogita fortemente expulsar Arruda do partido, buscando assim diferenciar sua atitude daquela que o PT tomou por ocasião do mensalão. O que seria, na minha opinião, o correto a ser feito.

Em resumo, entendo que o DEM está certíssimo em querer expulsar Arruda. Além disso, creio que não há mais espaço de manobra para que o Governador permaneça no cargo. Após a apresentação de provas tão contundentes, Arruda tem tudo para ser expulso de seu partido e também do governo do Distrito Federal. Quem sabe o Governador renuncie de pronto, como ocorrer normalmente, para evitar a ampliação do desgaste.

O mais decepcionante é lembrar que Arruda, ao retomar sua carreira política, dizia que o caso do painel eletrônico do Senado havia ficado para trás. O Governador afirmava, sempre, que havia errado e que não faria algo do tipo novamente. Fez pior.

Cabe ao Distrito Federal e à Justiça retirarem José Roberto Arruda do governo estadual. Cabe ao DEM puní-lo, tanto pelo quesito ético louvável e correto, como pela preocupação do partido com sua própria sobrevivência, o que já não diz respeito ao grande público.

A oposição a Arruda no DF já estuda a proposição do impeachment. É totalmente devido.

A posição de Arruda é insustentável.

Beto Richa diz que Roberto Requião usa TV contra sua candidatura

05/07/2009

Informa a Folha:

“O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), disse que o caso do suposto caixa dois em sua campanha à reeleição, no ano passado, está sendo usado pela TV Educativa do Paraná, mantida pelo governo estadual, para desgastar sua imagem e prejudicar sua eventual candidatura a governador em 2010.

Richa lidera o ranking de prefeitos de capitais do Datafolha, com 82% de aprovação na pesquisa feita em março.

Na mesma ocasião o Datafolha mostrou que Richa obtém os mesmos índices de intenção de voto que o senador tucano Álvaro Dias: ambos lideram as pesquisas com 39%, quando Osmar Dias é candidato pelo PDT, e 52%, quando o ministro Paulo Bernardo concorre pelo PT. Já Requião apoia a candidatura do vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), cujos índices variam de 6% a 8%.

Richa disse à Folha que vê o governador Roberto Requião (PMDB) por trás da “armação” da TV Educativa, que “de educativa não tem nada”: ‘Usam de forma vergonhosa uma TV pública bancada com dinheiro do contribuinte a serviço dos interesses do governador’”.

Este blogueiro vem dizendo e repete:

O caso que envolve o pagamento de propina a políticos do PRTB do Paraná, que apoiaram a candidatura de Beto Richa à Prefeitura de Curitiba no ano passado, é um dos poucos em que me inclino fortemente a dar o benefício da dúvida ao principal alvo das denúncias.

Tudo está muito estranho e dando uma sensação de que algo errado no ar. Realmente é um artifício muito usado por políticos que transgridem o argumento de que há uma perseguição ou uma sabotagem.

Acontece que no caso de Richa parece mesmo que há alguma coisa por trás disso tudo. Vídeos que mostram o pagamento de propina gravados pelos próprios envolvidos? Muito estranho.

Não é uma questão de eu querer defender Richa, e sim, uma questão de que eu realmente estou, imparcialmente, sentindo que a coisa não é bem assim. Por mais que tenhamos, nesses tempos de política desmoralizada, a tendência de acreditar em todas as histórias contadas que mancham biografias, nem todas são verdadeiras e devemos estar atentos.

Se for comprovado que Richa é culpado, serei o primeiro a noticiar e a admitir que estava errado em meu “feeling”, porém, até lá, se é que chegaremos a isso, fiquemos de olhos bem abertos. Algo me diz que existem, sim, interesses políticos visando 2010 envolvidos.

Projeto do governo prevê até fechar empresa que paga propina

05/07/2009

“Projeto do governo prevê até fechar empresa que paga propina: Proposta, em fase de conclusão na CGU e no Ministério da Justiça, será encaminhada ao Congresso neste mês”

Ótima proposta. Muito boa mesmo. Tomara que vingue.

Tenho a esperança de que não seja apenas uma coisa motivada pelo momento de desmoralização da política e que seja apenas para “inglês ver”.

Empresa que paga propina merece, mesmo, o fechamento.

O caso das irregularidades cometidas por correligionários de Beto Richa

25/06/2009

“Vereadores teriam recebido propina para apoiar Richa”

“Prefeito de Curitiba demite três funcionários após vídeo mostrar irregularidades”

“Oposição entra com pedido de CPI contra Beto Richa em Curitiba”

Está sob os holofotes há alguns dias o caso das irregularidades e do recebimento de propina que envolvem vereadores e correligionários que apoiaram o Prefeito de Curitiba reeleito, Beto Richa, nas eleições municipais do ano passado.

Utilizarei esta postagem para comentar o caso, contrariando o pensamento daqueles que chegaram a pensar que o tema passaria batido aqui no Perspectiva Política.

A maioria de vocês, leitores, já deve estar a par dos acontecimentos, porém, por haver a possibilidade de algum de vocês não estar, resumo:

O jornal paranaense “Gazeta do Povo” noticiou que existiria um vídeo, gravado no ano passado, onde apareceriam candidatos a vereador do PRTB recebendo dinheiro que não foi contabilizado na campanha.

Mais tarde, o vídeo foi exibido no programa “Fantástico” da Rede Globo e o caso ganhou as manchetes de todo o País.

A situação é a seguinte: Durante a campanha eleitoral, 28 candidatos a vereador do PRTB em Curitiba desistiram de concorrer e formaram um comitê independente de apoio a Richa. Eles decidiram ir contra decisão da direção do partido de apoiar Fabio Camargo (PTB) à prefeitura. Todos acabaram expulsos do partido.

O vídeo dá a entender que esse apoio a Richa teria um preço não muito honesto.

Pois bem. Esse é o caso.

O PSDB paranaense, obviamente, se defende das acusações. Diz, na pessoa do coordenador financeiro da campanha de Richa, Fernando Ghignone, que trata-se de “farsa” e “armação”. Para ele, o comitê formado por dissidentes do PRTB tinha atuação independente e a coordenação de campanha tucana não tem acesso a informações de gastos desse tipo.

Ghignone diz que toda a prestação de contas foi encaminhada ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e aprovada. Afirma que ‘jamais iria usar um expediente’ como dar dinheiro em troca de apoio. O procurador regional eleitoral do TRE-PR, Néviton Guedes, diz que vai analisar o conteúdo do vídeo e então decidir se inicia uma ação sobre o caso.

Partamos para uma análise equilibrada:

Penso que deve ser, sim, iniciada uma ação sobre o caso. Indubitavelmente. Porém, não digo isso por entender que Richa teve envolvimento com todo o esquema. Digo isso justamente porque dou o benefício da dúvida a Beto Richa e acho que tudo tem que ser esclarecido para que possamos dizer o que realmente ocorreu.

Perguntarão: E por que o blogueiro dá o benefício da dúvida a Beto Richa?

Respondo: Em primeiro lugar. porque ele é direito de todo cidadão que ainda não teve sua participação em qualquer crime comprovada. Mais ainda se não houver, como é o caso, indício forte que confirme a acusação. Em segundo lugar, dou esse benefício a Richa por entender que existe a possibilidade de tudo ser, sim, uma armação.

Perguntarão: Armação?

Respondo: Sim, armação. Não estou dizendo que houve armação, porém, entendo que pode ter havido alguma má-fé visando prejudicar Richa.

Explico: É inegável que o comitê independente cometeu irregularidade. Ponto final. Porém, isso não quer dizer que Richa está envolvido. Ao mesmo tempo, é certo que adversários políticos, visando as eleições estaduais de 2010, têm motivos de sobra para querer enfraquecer Richa, afinal, ele lidera as pesquisas.

Alguns nomes de políticos adversários já surgiram nas especulações e isso faz com que todos os analistas, entre eles eu mesmo, tenham que ter muita cautela ao tratar do tema.

Em suma, este blogueiro acredita que o vídeo exibido pelo “Fantástico” não prova, nem de longe, a participação de Richa. Mas entende que ela pode tanto vir a ser provada, como vir a não ser provada. Para termos essa informação, precisamos aguardar as investigações que são, com certeza, muito necessárias.

Se por um lado Richa cometeu, no mínimo, uma negligência grave, já que não se certificou da idoneidade de seus aliados, por outro, atende a diversos interesses só fato de haver suspeita sobre Richa.

Só indícios fortes, provadores ou negadores da acusação, poderão dar uma noção próxima da realidade para os que acompanham o caso.

Aguardemos.

Cômico: Greenhalgh diz que sua derrota à presidência da Câmara prova inexistência do mensalão

04/06/2009

“Greenhalgh diz que sua derrota à presidência da Câmara em 2005 prova inexistência do mensalão”

Confiram o que diz Luiz Eduardo Greenhalgh:

“Não existiu o mensalão, eu tenho certeza disso. Não houve nenhum tipo de iniciativa de recebimento de valores de pagamento. Pra provar a demonstração disso é a minha não eleição à presidência da Câmara. Se tivesse mensalão, talvez o resultado [da eleição] fosse outro”

Meus caros, este blogueiro que vos fala é extremamente paciente. Diversos leitores do blog já até me disseram isso quando comentam sobre o fato de eu aceitar muito bem opiniões alheias, mesmo que elas sejam opostas às minhas e totalmente irracionais.

Porém, nessa vida, para tudo há limite. Este blogueiro cansou dessa história de que não houve mensalão.

Como não houve mensalão!? Estás de sacanagem com a minha cara? Só pode… Na verdade, até deve estar mesmo.

Dizer que o mensalão não existiu não é apenas uma desonestidade intelectual das grossas, é também um insulto do tamanho das propinas distribuídas às inteligências alheias, entre elas, a minha e a sua, meu amigo leitor.

E dizer que a derrota na Câmara prova que o mensalão não existiu? Ora, francamente. Nem comentarei.

Os que participaram do esquema e o negam estão brincando com a nossa cara. Os que nunca foram nem a Brasília e afirmam firmemente que o mensalão não existiu, por conta de acreditarem fielmente em pessoas como Luiz Eduardo Greenhalg, são vítimas de uma lavagem cerebral. Ou então não são racionais. São passionais. Amam, têm sentimentos, por coisas que são afetadas com uma possível consciência de que o mensalão existiu. Por isso, enganam a si mesmos.

Em suma, só há duas explicações para a negação do mensalão: Os que participaram e negam são explicados pela desonestidade. Os que não sabem de nada concreto, não viveram os episódios, e afirmam como se  tivessem total conhecimento de causa são explicados pela psicologia.

E não me digam que aqueles que afirmam, como eu, que ele existiu, também não estiveram lá no momento das falcatruas. O que nega deveria estar lá para me explicar porque os indícios são falsos, me contar o que aconteceu então realmente que possa explicar os depósitos nas contas correntes. Aos que afirmam que ele existiu, as provas e indícios dão sustância.

Em tempo, gostaria de saber uma coisa: Como ficam aqueles que dizem que o mensalão não existiu e que defendem o delegado Protógenes? Greenhalg é dito como elo entre o governo e Daniel Dantas.

Ele é honesto quando nega o mensalão e desonesto quando está ao lado de Dantas?

Mistério.