Postagens com a palavra-chave ‘Promiscuidade’

Coluna do dia: Com quantas siglas se faz uma democracia?

04/04/2010

Por Tiago Franz*

Ouvi de um membro do Partido Progressista (PP) de minha cidade que a solução para o sistema partidário brasileiro é limitar o número de siglas a no máximo cinco ou seis. Instantes depois, o cara lembrou que seu partido está entre os três maiores do País. Na sequência, falou sobre a importância da fidelidade partidária e regozijou-se por nunca ter mudado de partido, mesmo reconhecendo que o PP passou por mudanças de nome e de postura desde o tempo em que era Arena, na época do bipartidarismo.

Para o tal progressista – e para muitos outros – o número de partidos políticos hoje legalizados no Brasil – são 27  – é a causa de grande parte dos problemas da nossa política. Promiscuidade na formação de alianças, ‘assassínio’ da ideologia, ‘troca-troca’ de partidos e negociação de cargos são alguns dos males mais citados.

O bipartidarismo era melhor?

Dois é pouco, 27 é demais, muitos acreditam.

E cinco ou seis seria bom?

Talvez. A quantidade de grêmios políticos não é o único fator na conjuntura toda.

Analisemos o seguinte cenário:

Cá em Santa Catarina, o PP conta com a pré-candidata líder em todas as pesquisas de intenção de voto para o governo do estado. Ela é a Deputada Estadual Angela Amin, esposa do ‘jurássico’ Esperidião Amin.

Entretanto, os progressistas catarinenses estão de mãos amarradas. Esta colocação nas pesquisas não é o suficiente para eleger a progressista. O próprio partido reconhece que sem um apoio significativo a candidatura não vinga.

Tudo dependerá do movimento das outras forças locais, que neste momento estão a mil em busca de definições.

Uma tríplice aliança entre DEM, PSDB e PMDB, formada no pleito ao governo catarinense de 2006, levou o PP a se coligar com o PT para disputar o segundo turno naquele ano. PP e PT juntos?! Sim.

Mas para quem tem memória curta ou já se acostumou com os vícios da nossa política, isso não significa nada demais. Enfim, as circunstâncias locais isolaram o PP e os Amin do restante da direita (se me permitem esta etiquetagem relativizada). Até mesmo o irmão gêmeo, filho da mesma Arena, o PFL, hoje rebatizado de Democratas, ficou do outro lado.

Para 2010, como em praticamente todo novo pleito, a coisa se redesenha, desta vez com traços mais tortuosos e indecisos. Santa Catarina é um dos estados de maior indefinição para as eleições vindouras.

O agora Governador Leonel Pavan (PSDB), que era Vice de Luiz Henrique da Silveira (PMDB) até poucos dias atrás, deixou de ser o potencial sucessor do governo para o próximo mandato ao protagonizar o último grande escândalo político da região.

Restou a ele assumir, nestes nove meses restantes, o governo que Luiz Henrique deixou para concorrer ao Senado. De uma forma ou de outra, a caneta passou ao fanfarrão. Porém, o cenário eleitoral virou um imbróglio.

Para embaralhar de vez a cena, o DEM resolveu sair do governo há poucos dias, sob a justificativa de obter maior liberdade para negociar novas alianças e preparar o terreno para a candidatura do Senador Raimundo Colombo a Governador.

Logo após a decisão, intensificou-se um namorico entre democratas e progressistas, que podem, quem sabe, reatar o ‘laço de parentesco’. E se a eles juntar-se o PSDB de Pavan, o que é provável que aconteça, estará formada uma outra tríplice aliança, que já existiu tempos atrás em Santa Catarina.

Assim, o PMDB de Luiz Henrique, que já escolheu Eduardo Pinho Moreira como seu pré-candidato, pode sobrar. A rivalidade local com o PP, que pelas origens do bipartidarismo até se explica, não permite que as siglas se unam. Para o PMDB local, aliar-se com o PT da senadora Ideli Salvatti, pré-candidata da sigla ao governo, também é difícil, mas não impossível. Afinal, em nível nacional, Lula já se uniu a Sarney, não é mesmo?

O que esta análise de Santa Catarina tem a ver com o assunto apresentado no início da coluna? A meu ver, o cenário descrito acima ilustra bem a realidade do nosso modelo partidário, em que a ideologia política e a história cedem espaço às conveniências eleitorais e circunstâncias de poder locais, num jogo com regras espaçosas e tantos jogadores quanto cartas no baralho.

E retomando agora a linha central, menciono um dito de um membro do DEM da minha cidade, que ao anunciar a decisão do seu partido de insistir na candidatura de Colombo ao governo catarinense, defendeu que todas as siglas deveriam, sempre, lançar candidatura própria. Está correto? Teórica e utopicamente sim.

Mas aí eu pergunto:

Se a grande maioria dos brasileiros, conforme aponta pesquisa recente do Datafolha, não sabe nem atribuir virtudes ou defeitos a Serra e a Dilma, que são os dois principais presidenciáveis, saberiam diferenciar 27 candidatos? E, com o perdão da obviedade – é claro que um democrata do interior de Santa Catarina não fala por todo o partido – porque então o DEM não tem candidato próprio à Presidência?

E o motivo de citar o DEM aqui é circunstancial. Incoerências semelhantes fazem parte dos demais partidos.

Reduzir o número de partidos representa uma ameaça à democracia? O que mudaria quanto à representatividade? Os tais males do nosso sistema partidário seriam mesmo reduzidos com menos partidos? Não ficariam as novas agremiações repletas dos mesmos parasitas que hoje infestam a nossa política?

Não discordo totalmente da ideia de diminuir o número de siglas, mas também não estou convencido de que tal reforma, por si só, pode efetivamente melhorar o País. O problema é bem mais embaixo.

Enquanto isso, vejamos como se comportam as siglas no salão.

Quem vai tiram quem pra dançar neste baile?

*Tiago Franz é jornalista, colunista do Perspectiva Política aos domingos e escreve no Twitter em @tiagofranz

Coluna do dia: O mito do feminismo

14/07/2009

Por Raphael Machado Silva*

Sendo esta mais uma semana na qual pouca coisa de relevante aos meus olhos ocorreu em âmbito internacional, tive a sorte de ter tido uns dias atrás uma ótima discussão com alguns amigos e amigas que me deu um assunto sobre o qual escrever nesta coluna. O que estávamos a discutir era o Feminismo, um dos estandartes da Mitologia do Politicamente Correto.

O Feminismo é uma das formas mais populares e difundidas do Politicamente Correto, e sendo assim, podemos dizer que o Feminismo é uma forma derivada do Marxismo. O Feminismo é miticamente estruturado e pensado segundo o modelo Marxista. Tudo que há no Marxismo, existe no Feminismo sob uma roupagem “rosa”. Nós temos um segmento da população mitologicamente vitimizado, as mulheres, ocupando o papel de proletariado. Temos também um segmento absoluta e ontologicamente maligno, o homem patriarcal, substituto “rosa” da burguesia. Entre ambos não há uma luta de classes, obviamente, mas uma luta de sexos, único meio que possibilitará à mulher conquistar sua liberdade. As feminazis mais exaltadas sonham até mesmo com um mundo sem homens, de eterno amor lésbico.

Não só o Feminismo é uma mera corruptela do Marxismo, mas o mesmo é também absolutamente falso pelo fato de ser fundado em ideias falsas. Homens e Mulheres não são iguais. Mas será mesmo que vivemos entre pessoas tão cegas pelo moralismo e por sabe-se-lá que retardos para que eu tenha que afirmar o óbvio? Homens e Mulheres não são iguais fisicamente e nem são iguais psicologicamente. Sendo diferentes, só podemos entender que não sejam diferentes de modo superficial. Ao contrário, as ciências naturais, essas belas senhoras inimigas de todos os mitos e ilusões e por isso mesmo odiadas por todos os inimigos da verdade, só têm demonstrado diferenças essenciais e profundas entre os sexos, em todos os níveis possíveis de existência. Homens e Mulheres, obviamente, sendo diferentes, possuem atributos diferentes, predisposições diferentes, maneiras diferentes de ver o mundo. Diferentes e o mais importante de tudo, complementares!

Na Natureza, nada é criado desnecessariamente e, assim, só podemos entender que a distinção sexual não é um mero luxo estético “inventado” aleatoriamente. Se devemos tratar as coisas como aquilo que elas são, e não como outra coisa, Homens e Mulheres sendo diferentes, SÓ podem ser tratados diferentemente e a injustiça estaria em agir de QUALQUER outro modo. Entendam bem. Pessoas idiotas, quando ouvem falar em diferença, entendem hierarquia, mas não é sobre nada disso que estou a falar aqui. Apenas afirmo, que possuindo atributos distintos e complementares, Homens e Mulheres estão especializados a funções diferentes, as quais são essenciais para a manutenção e engrandecimento da menor unidade social e política possível, a família.

Mais do que isso. Tem o Feminismo sido bom para as Mulheres? Obviamente que o Feminismo torna as Mulheres mais “livres” e “independentes” em um sentido absolutamente degenerado desses termos. Mas eu não estou falando em “liberdade”. Estou querendo saber se o Feminismo tem sido bom para elas. Pois afirmo categoricamente que não. Outrora, cabia apenas ao Homem o papel de escravo das forças de produção e ele aceitava sua condição abjeta pelo fato dela ser necessária para garantir o sustento de sua família. Mas mais importante! O Homem SEMPRE soube que o trabalho é um mal. Pois na Mitologia Feminista, ela mesma desenvolvida por terceiros com objetivos escusos, a escravidão da Mulher às forças de produção é o que lhe dá “liberdade”.

Estranho, não? Como estava escrito nos portões dos campos de concentração nazistas, “Arbeit Macht Frei”, “O Trabalho Liberta”. Conveniente para os “Sanguessugas Corporativos” dobrarem o número de pessoas no “Mercado de Trabalho”. E que escravos são melhores do que aqueles que acreditam piamente que a escravidão é o caminho para a “liberdade”? Interessantemente, todas as pesquisas sociológicas nos países em que medidas “Feministas” são tomadas há algum tempo, demonstram exatamente que a taxa de depressão entre as mulheres aumentou drasticamente, por causa do trato faustiano de trocar uma vida repleta de significado pela “carreira” ou melhor, por “grana” e pelo direito de sair por aí se relacionando com quem quiserem. Pois esse é um bom resumo do Feminismo: Materialismo, Egoísmo e Promiscuidade.

Infelizmente, do mesmo jeito que nos EUA já se discute o fim das cotas enquanto aqui ainda se discute sua implantação, na Europa já se questiona o Feminismo, por causa de suas consequências, enquanto aqui ainda vemos muitas “menininhas” de mente débil deslumbradas com o prospecto brilhante de virarem quarentonas amargas, que nunca casarão, não terão filhos e morrerão sozinhas, sem terem criado nada que pudesse ser passado adiante para seus descendentes. Esse é o preço da “Liberdade”.

Mas ele só é sentido, quando já é tarde demais.

* Raphael Machado Silva é colunista do Perspectiva Política às terças.