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Coluna do dia: O politicamente correto, o marxismo cultural e as suas origens comuns

03/03/2010

Por Raphael Machado Silva*

Feminismo, “movimento” gay, “movimento” negro. Parece que, quanto mais o tempo passa, mais brotam esses grupos de interesse, ditos minoritários, cuja única e exclusiva finalidade é extrair vantagens e benefícios da sociedade como um todo, esmagando, legalmente ou não, toda e qualquer oposição queapareça.

Em verdade, a proliferação desses lobbies das “minorias vitimizadas” é de tal monta que, contraditoriamente, às vezes chega a ser possível supor que essas tais minorias, dignas de adulação, são majoritárias. Subitamente, todos começam a se sentir no direito de fazer exigências absurdas para assim satisfazerem seu patético senso de auto-importância.

A existência desses grupos minoritários, dignos de vantagens e benefícios, por conta de alguma suposta injustiça histórica a qual os “dignifica” moralmente a tal ponto de ser impensável criticá-los, é parte essencial do fenômeno aberrante do Politicamente Correto, uma praga ideológica totalitária que tomou o Ocidente de assalto, submetendo-o de tal modo a até mesmo paralisar suas forças.

Mas será esse fenômeno um desenvolvimento natural e espontâneo de nossa civilização, ou terá seu surgimento tido um caráter intencional? Pois bem, o conhecimento do histórico dessa ideologia só poderá fazer com que nos inclinemos à segunda opção.

Ocorre que, o próprio termo ‘Politicamente Correto’ é demasiado recente, e surgiu como uma espécie de ‘sarcasmo’ com relação às incongruências irracionais e aberrantes geradas pela referida ideologia. Seu nome original era ‘Marxismo Cultural’, ou seja, Marxismo transplantado da economia para o âmbito da cultura. Isso pode ser confirmado tranquilamente caso se realize uma comparação entre os elementos fundamentais do Marxismo Ortodoxo e os do ‘Politicamente Correto’. As analogias são claras.

Em primeiro lugar, ambas ideologias possuem confiança em um único fator como sendo supostamente capaz de explicar o todo da História. Para o Marxismo Ortodoxo, todo o devir histórico é determinado pela posse dos meios de produção, e apenas por isso. Para o Marxismo Cultural, apenas a noção de ‘poder’ é capaz de explicar a história. Tudo se remete a ‘quem tem poder sobre quem’, ‘quem submete quem’. Tudo na história deve ser entendido com base nesse conceito superficial.

Em segundo lugar, assim como no Marxismo Ortodoxo alguns grupos são, a priori, absolutamente bons, como o campesinato e o proletariado, enquanto outros são absolutamente maléficos, como os burgueses e os donos dos meios de produção, no Marxismo Cultural alguns grupos também são absolutamente bons, como as mulheres feministas, os negros e os homossexuais. Esses ao construírem artificialmente para si o papel de ‘vítimas históricas’, automaticamente se convertem em ‘bons’ e todos os seus atos são excusáveis, não importa quais sejam, já que, o que quer que eles façam é feito apenas em ‘reação aos opressores’. No Politicamente Correto, portanto, homens brancos e heterossexuais são a personificação do Mal, sendo o equivalente cultural da Burguesia.

Em terceiro lugar, tanto a prática comunista ortodoxa como a prática marxista cultural se dão por meio da expropriação. Os comunistas em todos os países em que eles chegaram ao poder se impuseram por meio da expropriação forçada dos bens de praticamente todas as classes, incluindo até mesmo os dos camponeses. A expropriação do Politicamente Correto, por sua vez, se dá por meio das ‘ações afirmativas’. Quando um aluno branco, superiormente qualificado, tem sua admissão a uma universidade negada em razão de cotas ele está sendo expropriado de um direito seu.

A expropriação do Marxismo Cultural pode se dar ainda por meios mais maléficos e sorrateiros. Quando acadêmicos acéfalos ou lobbies de minorias histéricas impõem a demonização do suposto ‘opressor’, por meio da distorsão da história, da invenção de vitimizações e sofrimentos míticos e pela falsa representação de aspectos e características de um povo, o que está ocorrendo é uma autêntica expropriação histórico-cultural. O ‘opressor’ tem sua história e sua cultura roubadas de si, e passa a ser obrigado a aceitar a versão de sua própria história construída pela ‘vítima’, não importando o quanto esta versão seja distorcida, e se submeter a martírios e auto-flagelos de arrependimento e culpa, entregando voluntariamente toda forma de vantagens e benesses às vítimas como forma de ‘compensação’ por ‘crimes desumanos’. Nesse aspecto, a lavagem cerebral completa exercida contra o povo alemão após 1945 é o melhor exemplo.

Outras analogias podem ser encontradas, como o fato de ambas ideologias utilizarem métodos de ‘análise’ designados para apresentarem apenas os resultados já previamente esperados, ou de ambas ideologias serem eminentemente totalitárias e seus adversários serem perseguidos, mesmo no âmbito do ‘Estado Democrático de Direito’, haja vista a crucificação moral e profissional nos altares totalitários do Politicamente Correto de James Watson, um dos maiores biólogos do século XX, ganhador do Nobel, apenas pelo mesmo ter feito afirmações completamente factuais e comprovadas a respeito do QI.

As analogias, porém, não são coincidências, mas sim completamente intencionais. Mais: O Marxismo Cultural é a evolução do Marxismo Ortodoxo, tendo sido exatamente o meio pelo qual o Marxismo alcançou sua vitória absoluta sobre o mundo.

Tudo deriva do fato de que o Marxismo Ortodoxo estava eivado de incontáveis falhas, principalmente no que concerne sua previsão do futuro. Supostamente, as guerras geradas pelo imperialismo europeu levariam necessariamente a uma revolução mundial. A guerra veio em 1914, a revolução russa em 1917. Mas a Revolução Mundial nunca veio. O proletariado escolheu o Nacionalismo, ao invés de míticas elocubrações falsas e abstratas a respeito de internacionalismos e ‘solidariedade de classe’. Marx estava, como em quase tudo o mais, redondamente enganado.

Que fizeram então os Marxistas mais inteligentes, como Antonio Gramsci? Chegaram à conclusão de que o proletariado jamais visualizaria seus interesses até que fosse ‘libertado das amarras da Cultura Ocidental’.

Começa assim a defesa e propagação intencional de todos os ímpetos antagônicos em relação ao superior Espírito da Civilização Ocidental. Por meio da fusão alquímica entre Marx e Freud, os teóricos do Marxismo Cultural começam seu ataque sobre as instituições tradicionais do Ocidente.

O Marxismo Cultural entende que todos os laços identitários involuntários, como sexo, raça ou nação, são ‘tirânicos’ e que, portanto, esses laços devem ser ‘desconstruídos’.

A Identidade sexual, por exemplo, por meio da invenção de um antagonismo entre os sexos, por meio da defesa do homossexualismo, pelo incentivo à promiscuidade (‘liberação sexual’) e pela inversão dos papéis sexuais tradicionais. Temos aí a “grande” contribuição de Sigmund Freud para a Humanidade.

Inúmeras outras formas de estratégias de destruição foram desenvolvidas para desintegrar as diversas formas de Identidade: incentivo à imigração, à miscigenação e ao multiculturalismo; defesa de um promíscuo ‘ecumenismo’ religioso, de bizarrices esotéricas new age e do ateísmo materialista; defesa de um ‘mundo sem fronteiras’ e do ‘fim dos Estados-Nações’; defesa do aborto; defesa do pacifismo e do desarmamento civil; assim como várias outras estratégias cuja única finalidade é dissolver as instituições tradicionais, enfraquecer a resolução, os ímpetos e instintos dos ocidentais e lhes empurrar semi-voluntariamente na direção do ‘Paraíso Marxista’.

Esse é exatamente o nosso statu quo ideológico. Pior: A maior parte dos itens acima são hoje vistos como parte de um ‘senso comum’, para o horror, estupefação e gargalhadas histéricas de nossos ancestrais, os quais sabiam mui acertadamente que cada um dos pontos acima é radicalmente anti-natural, anti-produtivo e completamente contrário à manutenção de sociedades estáveis, saudáveis, fortes e civilizadas.

A maior glória e a maior prova do sucesso estratégico marxista é que o Marxismo Cultural é absolutamente compatível com o Capitalismo. É exatamente essa a Síntese Hegeliana que supostamente colocará um ‘Fim na História’. O Marxismo Político-Econômico está completamente morto. Existe apenas em suas formas tribalistas nos sub-mundos bárbaros da América Latina e da África.

Enquanto ‘direitistas’ tolos se preocupam com o pateta Chávez, Hollywood realiza bombardeios contínuos de material Marxista Cultural, desde que Theodor Adorno, um dos principais ideólogos do neo-marxismo, se tornou ‘Consultor’ na Babel do Cinema na década de 30.

Em verdade, a atuação dos marxistas apenas eleva o poder e os lucros dos Grandes Capitalistas já que a dissolução dos laços identitários contribui enormemente para a formação de uma horda de escravos-consumidores completamente maleáveis, sensíveis a quaisquer estímulos propagandísticos, e que não se recusam a comprar um certo produto pelo mesmo ser ‘estrangeiro’.

A Tirania tem muitas faces. Não é por não cometer genocídios ou por ser ‘libertária’ que ela deixa de ser uma Tirania.

Basta apenas que ela esteja fundada na Ilusão.

*Raphael Machado Silva é colunista do Perspectiva Política às terças.

Coluna do dia: O mito do feminismo

14/07/2009

Por Raphael Machado Silva*

Sendo esta mais uma semana na qual pouca coisa de relevante aos meus olhos ocorreu em âmbito internacional, tive a sorte de ter tido uns dias atrás uma ótima discussão com alguns amigos e amigas que me deu um assunto sobre o qual escrever nesta coluna. O que estávamos a discutir era o Feminismo, um dos estandartes da Mitologia do Politicamente Correto.

O Feminismo é uma das formas mais populares e difundidas do Politicamente Correto, e sendo assim, podemos dizer que o Feminismo é uma forma derivada do Marxismo. O Feminismo é miticamente estruturado e pensado segundo o modelo Marxista. Tudo que há no Marxismo, existe no Feminismo sob uma roupagem “rosa”. Nós temos um segmento da população mitologicamente vitimizado, as mulheres, ocupando o papel de proletariado. Temos também um segmento absoluta e ontologicamente maligno, o homem patriarcal, substituto “rosa” da burguesia. Entre ambos não há uma luta de classes, obviamente, mas uma luta de sexos, único meio que possibilitará à mulher conquistar sua liberdade. As feminazis mais exaltadas sonham até mesmo com um mundo sem homens, de eterno amor lésbico.

Não só o Feminismo é uma mera corruptela do Marxismo, mas o mesmo é também absolutamente falso pelo fato de ser fundado em ideias falsas. Homens e Mulheres não são iguais. Mas será mesmo que vivemos entre pessoas tão cegas pelo moralismo e por sabe-se-lá que retardos para que eu tenha que afirmar o óbvio? Homens e Mulheres não são iguais fisicamente e nem são iguais psicologicamente. Sendo diferentes, só podemos entender que não sejam diferentes de modo superficial. Ao contrário, as ciências naturais, essas belas senhoras inimigas de todos os mitos e ilusões e por isso mesmo odiadas por todos os inimigos da verdade, só têm demonstrado diferenças essenciais e profundas entre os sexos, em todos os níveis possíveis de existência. Homens e Mulheres, obviamente, sendo diferentes, possuem atributos diferentes, predisposições diferentes, maneiras diferentes de ver o mundo. Diferentes e o mais importante de tudo, complementares!

Na Natureza, nada é criado desnecessariamente e, assim, só podemos entender que a distinção sexual não é um mero luxo estético “inventado” aleatoriamente. Se devemos tratar as coisas como aquilo que elas são, e não como outra coisa, Homens e Mulheres sendo diferentes, SÓ podem ser tratados diferentemente e a injustiça estaria em agir de QUALQUER outro modo. Entendam bem. Pessoas idiotas, quando ouvem falar em diferença, entendem hierarquia, mas não é sobre nada disso que estou a falar aqui. Apenas afirmo, que possuindo atributos distintos e complementares, Homens e Mulheres estão especializados a funções diferentes, as quais são essenciais para a manutenção e engrandecimento da menor unidade social e política possível, a família.

Mais do que isso. Tem o Feminismo sido bom para as Mulheres? Obviamente que o Feminismo torna as Mulheres mais “livres” e “independentes” em um sentido absolutamente degenerado desses termos. Mas eu não estou falando em “liberdade”. Estou querendo saber se o Feminismo tem sido bom para elas. Pois afirmo categoricamente que não. Outrora, cabia apenas ao Homem o papel de escravo das forças de produção e ele aceitava sua condição abjeta pelo fato dela ser necessária para garantir o sustento de sua família. Mas mais importante! O Homem SEMPRE soube que o trabalho é um mal. Pois na Mitologia Feminista, ela mesma desenvolvida por terceiros com objetivos escusos, a escravidão da Mulher às forças de produção é o que lhe dá “liberdade”.

Estranho, não? Como estava escrito nos portões dos campos de concentração nazistas, “Arbeit Macht Frei”, “O Trabalho Liberta”. Conveniente para os “Sanguessugas Corporativos” dobrarem o número de pessoas no “Mercado de Trabalho”. E que escravos são melhores do que aqueles que acreditam piamente que a escravidão é o caminho para a “liberdade”? Interessantemente, todas as pesquisas sociológicas nos países em que medidas “Feministas” são tomadas há algum tempo, demonstram exatamente que a taxa de depressão entre as mulheres aumentou drasticamente, por causa do trato faustiano de trocar uma vida repleta de significado pela “carreira” ou melhor, por “grana” e pelo direito de sair por aí se relacionando com quem quiserem. Pois esse é um bom resumo do Feminismo: Materialismo, Egoísmo e Promiscuidade.

Infelizmente, do mesmo jeito que nos EUA já se discute o fim das cotas enquanto aqui ainda se discute sua implantação, na Europa já se questiona o Feminismo, por causa de suas consequências, enquanto aqui ainda vemos muitas “menininhas” de mente débil deslumbradas com o prospecto brilhante de virarem quarentonas amargas, que nunca casarão, não terão filhos e morrerão sozinhas, sem terem criado nada que pudesse ser passado adiante para seus descendentes. Esse é o preço da “Liberdade”.

Mas ele só é sentido, quando já é tarde demais.

* Raphael Machado Silva é colunista do Perspectiva Política às terças.