Postagens com a palavra-chave ‘Presidência do Senado’

Fundação Sarney teria desviado recursos públicos! E Sarney ainda precisa que as denúncias cessem…

09/07/2009

Independentemente do apoio do Presidente Lula, da mudança de estratégia da oposição, do respaldo da bancada do PT e de outras “cositas” mais, é fato que a permanância de José Sarney na presidência do Senado depende de algo muito simples, mas muito importante: Sarney precisa que as denúncias cessem.

Pode Lula ajudar, pode o PT apoiar, pode a oposição calar. Se as denúncias continuarem surgindo, ficará difícil segurar Sarney que já balança na corda bamba. Afinal, a imprensa continuará vigilante e a opinião pública retomará a pressão forte sempre que algo “cabeludo” surgir.

Diversos analistas políticos que conhecem a fundo os bastidores e os porões da capital afirmam categoricamente que o estoque de denúncias ainda é grande. Teria tamanho bastante para jogar Sarney para fora da corda bamba, direto na cama elástica, que com certeza existe, pois é improvável que Sarney algum dia caia direto no chão.

Pois bem. É ponto pacífico então que as denúncias precisam cessar para Sarney se manter e é informado pelos analistas que denúncias e mais denúncias ainda existem.

Eu poderia agora encerrar esta postagem, aconselhando vocês, leitores, a aguardarem, junto comigo, o cenário político, esperando as denúncias que podem surgir ou não.

Acontece que uma das piores já surgiu, meus caros. Informa o Estadão de hoje:

“Fundação José Sarney – entidade privada instituída pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para manter um museu com o acervo do período em que foi presidente da República – desviou para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador dinheiro da Petrobrás repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel. “

Este trecho faz parte da reportagem que tem como título: “Fundação de Sarney dá verba da Petrobrás a empresas fantasmas”

É, meus caros leitores. A corda bamba está balançando forte. Que baita solavanco!

Tião Viana: Lula é o melhor Presidente da história mas nada fez para evitar a perda de autoridade moral do Congresso

05/07/2009

O Senador Tião Viana (PT-AC), que foi o adversário de José Sarney na eleição para presidência do Senado, concedeu entrevista muito contundente e, entendo, importante para o cenário político, à revista Veja, na pessoa da repórter Sandra Brasil.

Este blogueiro não poderia deixar de reproduzir a entrevista, para apreciação de vocês, leitores, já que o Senador chega a declarar coisas como “Lula nada fez para evitar a desconstrução e a perda de autoridade moral do Congresso” e “[O PMDB] é a essência do fisiologismo”.

Obviamente é correto nos perguntarmos se toda essa “vontade de dizer o que tem de ser dito” de Tião Viana advém apenas de uma indignação pessoal e do intuito de defender a ética. Possivelmente há, também, o objetivo de levantar uma bandeira correta com vistas ao governo do Acre, que será disputado em 2010.

Porém, tenha Viana motivos louváveis ou apenas políticos, ou os dois, é fato que o que ele diz é corretíssimo. Viana fala a verdade, aquela que todos conhecem mas que não é falada por ninguém de destaque do PT. Acredito que isso aconteça muito porque Viana se ressente de ter sido abandonado pelo Planalto na eleição do Senado.

Sem mais delongas, segue a ótima entrevista, onde Viana explica ainda o caso do telefone do Senado utilizado por sua filha em viagem ao México e responde a uma pergunta, não sei se com a verdade, que este blogueiro sempre faz no que diz respeito à origem do dinheiro utilizado pelos políticos para ressarcir o erário quando é necessário:

Como o Senado chegou a um nível tão baixo?
Até 2002, ainda havia no Senado um debate conceitual, ideológico. No início do governo Lula, ainda votamos a Reforma da Previdência. Mas logo o mensalão substituiu esses projetos na agenda da Casa. Daí em diante, nada mais andou, e perdemos a conexão com os interesses do cidadão.

O Senado ainda faz algo relevante?
A Casa está em chamas. Perde 80% do tempo em debates vazios e gasta os 20% restantes numa disputa entre governo e oposição que não leva a lugar nenhum. No Senado, o governo tem uma maioria apertada e vive no fio da navalha. Negocia voto a voto. Na Câmara dos Deputados, é mais fácil porque lá o fisiologismo impera.

Poderia explicar melhor?
É da cultura política brasileira. O governo controla a Câmara atendendo aos pedidos dos deputados com emendas parlamentares e com nomeações para cargos no Executivo.

A forma como o presidente Lula negocia com o Senado é adequada?
Lula é o melhor presidente que o Brasil já elegeu. Os resultados econômicos e sociais do seu governo nos orgulham. No entanto, ele deixa uma grande frustração no que se pensava ser uma de suas maiores habilidades: a política partidária. Lula nada fez para evitar a desconstrução e a perda de autoridade moral do Congresso. Os partidos estão mais fracos e deteriorados do que antes de sua posse. E é papel do chefe de estado fazer com que as instituições como o Parlamento sejam vigorosas.

O que explica a omissão dele?
Dá para entender as razões do presidente Lula. Ele sofreu muito com as ofensas pessoais durante o mensalão. Depois disso, com 82% de aprovação popular, adotou o pragmatismo para manter a maioria no Parlamento e resolveu que não precisava do Congresso. Tanto que José Dirceu foi o último ministro [da Casa Civil até 2005] que dialogou com o Senado.

Lula defende um tratamento privilegiado ao senador Sarney. E o senhor?
Sarney deve ser tratado como uma pessoa comum. Acontece que o presidente Lula é muito generoso com quem está em dificuldade. Marcou a vida dele o fato de Sarney tê-lo defendido na eleição de 2002, quando enfrentou o [governador paulista] José Serra, e de ter sido solidário no episódio do mensalão. Por isso, Lula foi até onde pôde com a minha candidatura à presidência do Senado. Depois, olhou com pragmatismo para as eleições de 2010, que são fundamentais para o seu projeto de nação.

O presidente Lula o traiu na eleição do Senado?
Ele levou em conta que o PMDB é essencial para 2010. Decidiu respeitar as forças que impuseram a candidatura Sarney, porque privilegiou a candidatura Dilma Rousseff e a necessidade de coalizão. Não guardo mágoas, mas é uma tragédia um partido dirigir as duas casas do Congresso. Ainda mais quando esse partido é o PMDB.

Por quê?
O PMDB é a essência do fisiologismo. Tem bons quadros, mas vive de troca de favores. Ignora concepção programática, visão doutrinária, tudo para acomodar os interesses dos seus parlamentares, que só querem assegurar suas reeleições.

O senhor ainda quer ser presidente do Senado?
Se me oferecessem o cargo hoje, a cadeira ficaria vazia. Eu não romperia com meus ideais por um ato de vaidade. Nós, idealistas, achamos que o Legislativo não sobreviverá se continuar funcionando apenas na base do beija-mão do governo. O Senado deveria cuidar da regulação e da proteção do estado sem ultrapassar o limite de revisor das leis. Não dá para presidir a Casa hoje sem forças para fazer o resgate desse papel. Aliás, Sarney deveria tomar consciência de que, sozinho, ele é insuficiente para mudar o Senado. Por uma razão: foi eleito com o apoio daquela casta de servidores para manter a estrutura atual. Ele deveria radicalizar na transparência e adotar medidas moralizadoras.

O senhor fala em idealismo, mas confundiu o bem público com o privado ao emprestar um celular do Senado para sua filha usar em uma viagem de férias ao México.
Eu errei. Foi um ato irrefletido de um pai superprotetor. A minha filha ia para um lugar estranho e, para encontrá-la a qualquer momento, entreguei o celular. Mas, um mês e meio antes da chegada da conta, que é trimestral, acessaram minha fatura e me denunciaram. Isso me causou uma dor profunda, comprometeu toda uma vida baseada na humildade e na coerência. Paguei a conta antes que o Senado gastasse um centavo.

De onde o senhor tirou dinheiro para pagar a conta de R$ 14 mil se recebe um salário líquido de R$ 12 mil?
Fiz um empréstimo bancário para pagar em 72 vezes. A minha filha levou o celular só para receber ligações minhas ou da sua mãe. Tomei um susto com a conta, que chegou a essa soma por uma fatalidade. A mãe do namorado dela teve ruptura de um aneurisma cerebral no dia seguinte à viagem e passou dez dias em coma. Ela se descontrolou com as ligações.

O senhor lhe deu uma bronca?
Não, fiquei com pena. Ela sofreu tanto pelo namorado e, depois, por mim. Mas quem não erra na vida na condição de pai? Esse caso me fez refletir sobre o tênue limite entre o público e o privado. Tenho uma cota mensal de 250 reais para telefone fixo em casa, mas não posso proibir que um filho faça um interurbano para o avô no Acre. É difícil separar o público do privado nessas pequenas coisas.”

Sarney já cogita deixar o cargo de Presidente do Senado

01/07/2009

Informa a Folha:

“O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que viveu nesta terça-feira (30) o pior dia dos cinco meses de sua presidência, chamou à sua residência, no Lago Sul, os três filhos: Roseana, Zequinha e Fernando e, pela primeira vez, cogitou deixar o comando da Casa, informa o blog do Josias.

Segundo o blog, abandonado pelo DEM, parceiro de primeira hora, sentiu-se ‘traído’. No início da tarde, recebeu uma trinca de senadores tucanos. Foram à casa Sarney Sérgio Guerra, Marisa Serrano e Álvaro Dias.

O blog informa que os tucanos propuseram a Sarney que assumisse como se fosse sua uma ideia urdida em reunião do PSDB. O peemedebista constituiria um grupo suprapartidário de senadores, que colocaria de pé, em 60 dias, uma proposta de reformulação profunda do Senado.

Nesse período, Sarney se absteria de presidir –seria uma licença informal, não formalizada. Depois, retornaria ao cargo. O senador não pareceu refratário à ideia, reclamou da vida e disse que o Senado tornara-se uma Casa ‘inadministrável’”.

A realidade é que Sarney não será, nunca, derrubado no sentido literal da palavra. O máximo que pode acontecer é a situação ficar tão complicada, ou inadministrável nas palavras de Sarney, que obrigue o Presidente do Senado a se licenciar.

Perguntarão: Então você está dizendo que a renúncia é algo distante?

Sim e não. Sarney poderia, sim, se licenciar, apostando que, com o tempo, a poeira baixaria, permitindo a ele retornar ao cargo daqui a algumas semanas. Se por um lado até mesmo 7 dos 12 deputados do PT, que estão apoiando Sarney de olho em 2010, defendem a licença, o que mostra que a permanência está complicada, por outro, quase ninguém defende a renúncia.

Levando isso em conta, a resposta seria: Sim, a renúncia é algo distante.

Porém, o Senador deve estar pretendendo se poupar do vexame de ter que renunciar por ter sido levado ao Conselho de Ética. Mais está valendo agora, para Sarney, a biografia. O cargo já não vale tanto, até porque quem realmente manda no Senado não é mais Sarney. Mandam na Casa Renan Calheiros e Heráclito Fortes.

Sendo assim, para proteger o que ainda resta para salvar de sua biografia e diminuir os ataques que têm como alvo sua família, além de buscar a diminuição do desgaste da saúde, Sarney pode renunciar. Não renunciará por entender que não haveria como fugir disso, mas sim, por não querer enfrentar o longo desgaste a conta-gotas que sofrefia durante a possível licença.

Levando isso em conta, a resposta seria: Não, a renúncia não é algo distante.

No fim das contas, a situação é a seguinte: Sarney não tem mais muitos meios para se manter na presidência do Senado, até porque já não a exerce mais de fato, porém, ainda reúne força política para ter apenas que se licenciar, evitando a renúncia.

Acontece que, para a pessoa Sarney e para o político Sarney, talvez seja melhor renunciar ao invés de se licenciar. A renúncia silenciaria os ataques, a licença talvez não tenha este efeito.

Alguns dizem que Sarney espera Lula retornar de viagem para conversar com ele e, após essa conversa, renunciar.

Aguardemos.

E dá-lhe #forasarney no Twitter. Mais uma vez.

Meu pai não é apegado a cargo, afirma Roseana Sarney

01/07/2009

“Meu pai não é apegado a cargo, afirma Roseana Sarney”

Disse a Governadora do Maranhão e filha de José Sarney, Roseana Sarney:

“O meu pai não é apegado a cargo. Nunca foi. Se ele achar necessário sair, ele sai. Não vai fazer nenhuma diferença para ele”

Afirmar que José Sarney está, hoje, mais preocupado com outras coisas, como sua biografia, sua família e seu poder político, do que com o cargo de Presidente do Senado, é correto.

Porém, dizer que Sarney nunca foi apegado a cargos motivo de riso.

Sarney não se apega hoje à Presidência do Senado justamente por achar que é mais importante proteger o que construiu ao longo de anos em que foi apegado, e muito, aos cargos que ocupou.

Na solidão do poder, Sarney sofre forte desgaste

14/06/2009

“Na solidão do poder, Sarney vive seu outono do patriarca: Presidente do Senado mostra desgaste, em meio a sucessão de escândalos”

É sabido por todos que José Sarney está se desgastando intensamente na presidência do Senado. Pipocam a todo instante escândalos que já não correm mais o risco de manchar sua biografia. Já o fizeram.

O que vale ser lembrado é que, na época em que pensava se iria concorrer à presidência da Casa ou não, o Senador José Sarney levava em conta o fato de que poderia estar arriscando sua biografia e colocando-se na linha de tiro para o desgaste político, mental e físico. Dito e feito.

Me lembro que diversos políticos e analistas mais sensatos diziam, do alto de suas relações pessoais com Sarney, que o ex-Presidente da República deveria pensar bem e deixar o projeto de lado. Eles diziam que o desgaste que viria não era daqueles indicados para alguém da idade de Sarney aguentar. Falavam que o maranhense deveria mandar às favas as pressões do PMDB, a fome do partido por mais poder e as articulações de Renan Calheiros.

Sarney não ouviu. Ou ouviu mas não pôde resistir aos pedidos do PMDB do Senado que mais pareciam ordens. O rosto de Roseana Sarney, filha de José, demonstrava claramente que ainda haviam dúvidas a respeito da pretensão do pai no dia da eleição no Senado.

A aflição de Sarney era clara quando os votos eram contados. Pior do que o desgaste que viria seria a derrota para Tião Viana.

Acontece que o desgaste parece estar sendo maior do que o esperado. A partir do momento que Sarney assumiu a presidência do Senado, surgiram escândalos que, curiosamente, não colocaram a cabeça de fora na presidência de Garibaldi Alves.

A verdade é que Sarney sofre com ataques que, se politicamente pode até merecer, sua idade não merece. Longe de mim querer absolver Sarney dos erros e abusos que cometeu e comete, principalmente no que tange o domínio absurdo do Maranhão, porém, temos de reconhecer que um idoso não merece esse tipo de estresse.

No fim das contas me parece que os escândalos só surgem porque o Presidente do Senado é Sarney. A coisa é merecida, afinal, ele é envolvido em todos eles, porém, parece orquestrada.

A tristeza de José Sarney parece se dar não só pelo desgaste mas também pela noção de que o desgaste do Presidente da Casa é desejado e incitado por alguns por este Presidente ser ele.

E digo mais: Parece que aqueles que aconselhavam Sarney a não concorrer ao cargo já sabiam que isso aconteceria. Tinham o conhecimento de que ele estava na alça de mira e que os tiros viriam quando ele subisse para um plano mais elevado, sendo ele a cadeira mais importante da Mesa Diretora.

Talvez, nas reflexões deste feriado, Sarney esteja pensando que poderia ter sido melhor perder para Tião Viana.

Continua a especulação de que Sarney deixa a presidência do Senado em 2010

06/06/2009

Informa a coluna Radar, da Folha:

“José Sarney voltou a falar aos mais próximos que está cansado e que em 2010, quando completar 80 anos, largará a presidência do Senado.

Há dois meses, quando explodiram as primeiras crises no Senado, Sarney deu esse alerta privadamente. Em público, no entanto, recuou.”

Este blogueiro acha que é muito possível que isso realmente aconteça. É inegável que Sarney está sofrendo um grande desgaste estando na presidência do Senado. São prejuízos pessoais, políticos, de imagem e, até mesmo, imagino, de saúde, por conta do forte estresse que o cargo gera.

Talvez seja mesmo verdade que Sarney pensa em deixar o cargo no início de 2010, voltando a se dedicar a cultivar sua biografia de ex-Presidente da República, ex-Governador, membro da Academia Brasileira de Letras, etc.

Os Sarney estão de volta

03/03/2009

Embora a família Sarney nunca tenha deixado, de fato, o poder, desde a eleição de Jackson Lago no Maranhão, nenhum dos membros do clã tinha um cargo de grande destaque, sendo, no máximo, senadores.

Agora, em 2009, José Sarney retornou à presidência do Senado e sua filha, Roseana, vê a possibilidade assumir o governo do Maranhão. É isso mesmo. Afinal, Jackson Lago está em vias de ser cassado e Roseana Sarney foi a segunda colocada nas eleições estaduais maranhenses.

Os Sarney estão de volta. De volta, de fato, para onde, nos bastidores, sempre estiveram.

República Sarney

05/02/2009

Em tempos de José Sarney como Presidente do Senado Federal, vale a pena dar uma olhada em observação da coluna “Direto da Fonte”, do Caderno 2 do Estadão, que fala sobre o Maranhão e foi publicada recentemente:

“Pra nascer, a Maternidade Marly Sarney.
Pra morar, escolha a Vila Sarney. Ou então a Sarney Filho ou a Kiola Sarney.
Pra estudar, as escolas Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney ou José Sarney.
Pra pesquisar, vá à Biblioteca José Sarney.
Pra se informar, leia
O Estado do Maranhão, veja a TV Mirante ou ouça a Mirante AM ou FM, todos da família… Sarney.
Pra saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Sarney.
Não gostou de nada disso e quer reclamar? Vá ao Fórum José Sarney.”

A nova Mesa Diretora do Senado

04/02/2009

Após o fim do impasse entre o PDT e o PR pelo controle da 4ª Secretaria, que atrasou a possibilidade do anúncio de todos os nomes que comporiam o grupo de cargos de comando do Senado Federal, a Mesa Diretora do Senado para o biênio 2009-2010 chegou à completude. Confiram como a composição final ficou:

1ª vice-presidência: senador Marconi Perillo (PSDB-GO)

2ª vice-presidência: senadora Serys Slhessarenko (PT-MT)

1ª secretaria: senador Heráclito Fortes (DEM-PI)

2ª secretaria: senador Mão Santa (PMDB-PI)

3ª secretaria: senador João Vicente Claudino (PTB-PI)

4ª secretaria: senadora Patrícia Saboya (PDT-CE)

Suplências: senadores César Borges (PR-BA), Adelmir Santana (DEM-DF), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gerson Camata (PMDB-ES).

Vale lembrar que a presidência já foi dada, dois dias atrás, a José Sarney.

Sarney é o novo Presidente do Senado

02/02/2009

Tião Viana falou em seu discurso antes da votação que o Senado necessitava de mudanças e de reformas. Sendo assim, para atingir de alguma forma a José Sarney, muito mais velho e muito mais comprometido com o establishment, disse que a experiência, sem compromisso, se transformaria em um carro com os faróis apontados para trás.

Sarney recebeu a palavra e destruiu. Chamado nas entrelinhas de velho, Sarney passou a listar todos os seus feitos que diziam respeito à inovação e à renovação. Falou de todo o seu currículo, de tudo que empreendeu e, ainda, sobre todos os avanços que o Senado conquistou em suas outras presidências, que teriam sido marcadas, justamente, pelo que Tião Viana dissera que ele não poderia oferecer. Por fim, Sarney disse que nunca deixou de ser um estudioso, que aprende a cada dia e se comparou a Ruy Barbosa, que ainda era Senador com a idade que tem, hoje, José Sarney.

Se por acaso Tião Viana tinha ainda alguma chance, com a possibilidade de traições do lado de José Sarney, tudo isso foi amainado pelas palavras inteligentes do ex-Presidente. O silêncio reinava no Plenário enquanto ele falava. Como esse blog previu, Tião se livrou, pelo menos, da goleada. O que já é um bom feito.

No fim das contas, infelizmente, vencem juntamente com José Sarney pessoas como Fernando Collor, Renan Calheiros, Roberto Jefferson, etc. Esperemos para ver o quanto essas pessoas influirão no comando de Sarney e também, o quanto essa eleição influirá na eleição da Câmara, que ainda ocorre nesse momento, em prejuízo de Michel Temer, também do PMDB.

Em suma, o que se tem de concreto é o seguinte: José Sarney 49 x 32 Tião Viana.