Postagens com a palavra-chave ‘Prefeitura’

Prefeito maranhense empregou 25 parentes

26/12/2009

Informa o jornalista Claudio Humberto:

“O prefeito de Jenipapo dos Vieiras (MA), Giancarlos Oliveira Albuquerque (PDT) ganhou fama no Nordeste pela generosidade natalina em relação à própria família, com dinheiro público: cassado pela Justiça Eleitoral em outubro passado, o prefeito ‘mais nepotista do Brasil’, segundo um jornal da região, empregou pelo menos 25 parentes, aderentes e amigos na prefeitura: o pai, a mulher, dez primos e parentes próximos, quatro cunhados, seis irmãos e irmãs e três tios.”

O Prefeito já foi até cassado, mas o fato continua configurando um tremendo absurdo, praticamente impensável.

E olhem que o Prefeito Giancarlos é do PDT.

Leonel Brizola deve estar decepcionado, esteja ele onde estiver.

2ª Coluna do dia: Sociedade, Centros Sociais e Clientelismo

27/11/2009

Por Bruno Medina*

O interfone toca:

- Tio, tem alguma coisa para dar?
- Não, não…
- É que minha mãe não pode trabalhar…
- Sinto muito.
- bom, obrigada.

E então a menina toca o interfone da casa ao lado. Talvez, com alguma sorte, caso o morador se sensibilize com a situação, dê algum pedaço de pão ou as sobras da comida da noite anterior. Em geral, as pessoas não gostam de ajudar pedintes nesse tipo de situação, baseados na justificativa de que “uma vez que você , eles não param de pedir de novo” – o que não é uma total inverdade.

Considerando-se que a história da menina seja verdadeira – e não uma mentira que a mãe ensinou à criança para comover as pessoas –, aquele que, podendo, nega ajuda a alguém que está passando por dificuldades, comete uma falta de dever ético, porque deixa de praticar uma conduta boa para o indivíduo e para a sociedade. Mas o problema é que não se tem como saber se a menina mente ou diz a verdade. Na dúvida, nega-se.

E não se pode, neste caso, recriminar o sujeito que deixa de ajudar. Há diversas justificativas para esse comportamento negativo, como, por exemplo, o estímulo à mendicância, implicando uma situação confortável aos pais que ficam em casa e também à menina, que vai se acostumar a receber comida ou dinheiro gratuitamente sem o esforço necessário que o restante da sociedade emprega, fazendo da mendicância um meio de vida.

Para evitar isso, muitas pessoas preferem fazer doações a centros sociais mantidos e organizados pela sociedade civil – com o apoio da assistência social (art. 203, CF) -, o que é uma atitude louvável que vai ao encontro dos objetivos da Constituição cidadã, já que dessa forma ajudam na construção de uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º, I, CF). E não somente fazendo doações de mantimentos ou roupas, mas também participando da organização, promovendo encontros literários, musicais, esportivos, etc. Enfim, promovem ações sociais que visam ajudar o desenvolvimento e a integração das crianças, dos jovens, dos adultos e dos idosos à sociedade.

Mas como nem tudo são flores, o populismo político acaba se instalando nesses centros sociais. É comum a existência de centros mantidos por deputados e vereadores. Infelizmente, não por generosidade ou caridade (como fazem os cidadãos “comuns”, segundo o Presidente Lula), mas com o objetivo de garantir a destinação daquele direito (!?) político e universal que todo cidadão reclama e “faz questão” de exercer: o voto.

Como os frequentadores de centros sociais são, em geral, pessoas com pouca cultura e que necessitam de ajuda para viver, os políticos, considerados como “muitos bons” por essas pessoas, se valem da ignorância alheia e esclarecem que se não fosse por eles, aquela instituição, que provê roupas, comida e até mesmo onde dormir, não teria como existir.

Aqui em Canoas, no Rio Grande do Sul, tem um político que ora se elege vereador ora não. Desconheço seu nome real, mas sei que o chamam de “Xirú” (PTB). Ele mantém um ônibus que volta e meia leva as pessoas a “passeios culturais” pelo Estado, ou então é disponibilizado para a comunidade para que possam visitar a Expointer, feira agropecuária que se realiza em Esteio, aqui no Rio Grande do Sul. Há outro cujo apelido é “Pateta” (PTB). Ninguém conhece o rosto dele, mas todos sabem quem é o “Pateta”, porque durante as eleições um artista vestido de Pateta passeia pela cidade. Ele também tem um carro, com motorista, que leva as velhinhas da comunidade ao hospital ou aos centros sociais. Afinal, prestar um serviço social aos idosos é humanitário, não?

Um exemplo: Ano passado, a candidata Franciane (PMDB), esposa do Deputado Estadual Paulo Melo (PMDB), que mantinha um centro social, perdeu a eleição para o cargo de Prefeita, em Saquarema-RJ. No dia seguinte à eleição, o centro social amanheceu de portas fechadas. Motivo? “O centro social foi fechado porque eu perdi a eleição”, conforme a candidata. Tem prova mais contundente do que essa justificativa de que a manutenção dos centros sociais por políticos tem cunho puramente demagógico e eleitoral? Clientelismo escrachado!

Os cidadãos “comuns” têm cumprido com suas obrigações morais e com os objetivos estabelecidos em nossa Constituição, provavelmente, porque acreditam no futuro da nação. Já os representantes do povo…

*Bruno Medina é colunista do Perspectiva Política às sextas

Sérgio Cabral e Eduardo Paes: Muita propaganda e pouco trabalho

06/11/2009

Como todos sabem, o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, é, hoje, protegido do Governador Sérgio Cabral. Paes traiu suas convicções e discursos do passado para, deslumbrado com a possibilidade de ser Prefeito, se aliar a Cabral. Hoje, a Prefeitura é extensão do Governo do Estado, algo triste para um município historicamente independente e impetuoso como o Rio.

Pois bem. E não é que Eduardo Paes resolveu mesmo seguir os passos de Cabral à risca? O Prefeito carioca decidiu implantar um sistema muito bem conhecido pelo governo do estado do Rio: Muita propaganda e pouco trabalho.

Duvidam? Vejam o que informa Lauro Jardim, na Veja:

“Eduardo Paes pretende gastar 120 milhões de reais da prefeitura do Rio em publicidade. É um salto e tanto. A previsão para os próximos dois anos é 32 vezes maior que  os 3,7 milhões de reais gastos por seu antecessor, Cesar Maia, durante todos os quatro anos de seu último governo.”

Trinta e duas vezes mais publicidade que o antecessor? Seria bom averiguar no livro dos recordes para ver se já existe algo igual. Talvez tenhamos um fenômeno. Dos ruins, claro.

E pensar que o jingle de Eduardo Paes dizia: “Leva o Rio pro rumo certo”…

Em tempo: Para aqueles que querem mais esclarecimentos do porquê de elevar a verba de publicidade representar seguir os passos de Sérgio Cabral, basta conferir a imagem abaixo, que circula na internet, retirada do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, portanto, de domínio público.

diariooficialverbas1

É isso mesmo, meus caros.

Enquanto Eduardo Paes gasta trinta e duas vezes mais que o antecessor em publicidade, Sérgio Cabral transfere 10 milhões de reais da saúde – eu disse saúde! – para a Comunicação Social do governo.

Talvez estejamos começando a entender a benevolência da imprensa fluminense com esses peemedebistas, que não poderiam, diga-se de passagem, pertencer a outro partido. Bom, mas isso é outra história…

Utilidade pública: Leitor reclama de truque da Prefeitura do Rio

22/08/2009

Os leitores mais assíduos deste blog devem se lembrar que, de vez em quando, este blogueiro presta um serviço de utilidade pública através do Perspectiva Política. Para os que ainda não sabem disso, explico: Em algumas ocasiões, divulgo informações enviadas a mim por leitores indignados com algum problema que tem a ver com a política nacional. Faço isso na esperança de que o Perspectiva possa ampliar a voz desses leitores e auxiliar o protesto que visa solucionar o problema ou encerrar a negligência.

Pois bem. Dito isso, passemos à questão enviada a mim por um cidadão carioca, cujo nome irei preservar:

Conta este leitor que a Prefeitura do Rio de Janeiro estaria empreendendo um truque para alimentar seu caixa às custas do cidadão. Segundo ele, a Prefeitura estaria, vergonhosamente, aumentando propositalmente a burocracia em torno do processo de retirada, pelos proprietários, de carros rebocados que se encontram em pátios legais. E porque estaria ela fazendo isso? Para que as demoras nas retiradas dos diversos carros rendessem mais diárias a serem pagas pelos contribuintes à Prefeitura.

Se for verdade, é um acinte. Estará o órgão que existe para nos servir se servindo de nós claramente.

Motivado pelo e-mail do leitor, resolvi pesquisar sobre o tema. E não é que encontrei um registro desse truque feito por alguém de peso?

O Google me levou ao blog de Míriam Leitão, que, pasmem, noticia que realmente existe esse truque. Confiram o que ela diz:

Eduardo Paes aumenta burocracia para arrecadar mais

Em plena era da internet e das soluções em tempo real, a administração Eduardo Paes aumentou a burocracia na Prefeitura do Rio para arrecadar mais. A informação foi dada pelos próprios servidores, ligados à Secretaria de Ordem Pública.

O motorista que possui um carro rebocado é obrigado pela Prefeitura do Rio a pagar diárias que vão de R$ 20,22 (motocicletas) a R$ 199,98 (ônibus, caminhões e similares) pelo tempo em que o carro não é retirado do depósito. Ou seja, quando maior o tempo dos veículos no pátio, mais dinheiro entra para os cofres da prefeitura.

Ainda de acordo com informações de servidores, a gestão Eduardo Paes trocou o tipo de boleto para o pagamento, eliminando o código de barras que possibilitava o pagamento em casa lotéricas. Agora, usa-se um boleto comum, desses que se compra em papelaria, que só pode ser pago na boca do caixa e em horário de funcionamento dos bancos (que é reduzido). Com isso, os carros passam mais tempo nos pátios pagando mais diárias.”

Meus caros, isso é um absurdo total! Temos aí uma situação que, se comprovada, indicará que a Prefeitura do Rio de Janeiro, cujo comandante Eduardo Paes foi eleito para bem servir, está -perdoem-me o termo – sacaneando o carioca.

Onde já se viu um órgão público inventar um truque que aumenta a burocracia de certos procedimentos para que o tempo passe, os prazos se estourem e ele possa arrecadar mais? Como se já não bastasse a lentidão e a ineficiência da atual Prefeitura, ainda temos que arcar com isso?

O único alento que fica é o de que Míriam Leitão, além de noticiar o fato, encaminhou questionamentos à Prefeitura, vejam:

“O blog solicitou por e-mail as seguintes informações à assessoria de imprensa da Prefeitura do Rio: Qual a receita das diárias de reboque (incluindo todos os tipos de veículos) no 1º semestre de 2009? Qual a mesma receita em anos anteriores? Quantos veículos foram rebocados de janeiro a julho deste ano? Quantos pagaram diária por pernoitar no estacionamento da Prefeitura? Por que o boleto para a retirada do veículo não permite o pagamento com código de barras, como era na gestão Cesar Maia? Quando isso foi alterado? O site da Prefeitura diz que pode ser pago em casas lotéricas, mas a informação passada na Rua das Andradas, 92, é que não pode. Como explicar isso? O telefone de informações ao público (21) 3293-1700 não funciona desde pelo menos quarta-feira. Por qual motivo?”

Assim como Míriam, aguardo as respostas da equipe de Eduardo Paes…

Coluna do dia: A incompetência que mata o povo conformado

17/08/2009

Por Arthurius Maximus*

Nesse final de semana vivemos no Rio de Janeiro exemplos claros de como a incompetência das autoridades pode matar. De uma casa invadida, em um bairro de classe média, com o uso de granadas, ao bonde desgovernado que mata uma turista num bucólico bairro da cidade, passando pelo arrastão assassino que se repete sem repressão, os moradores da cidade do Rio de Janeiro estão entregues a um governo midiático e que governa apenas para as manchetes.

Os constantes “choques de ordem” que atingem apenas os mais pobres e os que precisam trabalhar deflagraram na cidade uma indústria nunca vista do famoso “cala boca”, aquele agrado dado ao agente da lei para “olhar para o outro lado”.

Enquanto a Prefeitura de Eduardo Paes e o Governo do estado de Sérgio Cabral se resfolegam em ações pirotécnicas “para inglês ver”, o carioca continua morrendo à míngua nos hospitais e mal tratado nas UPAs que, segundo os eleitos, seriam a solução do problema de saúde.

O atendimento 24 horas ficou resumido à coleta de nomes e à organização de filas. O atendimento “de primeiro mundo” caiu na vala comum da falta de médicos e da ausência de ambulâncias, medicamentos e insumos. Os transplantes de órgãos foram abandonados e relegaram o estado a uma vergonhosa posição de desperdiçador de doadores, quando já foi referência no assunto.

Enquanto os políticos massacram o povo e viajam para o exterior constantemente, de olho nas gordas verbas e nas possíveis empreitadas promissoras que virão com a Copa do Mundo e com as Olimpíadas, os problemas reais e imediatos do cidadão carioca e fluminense são sistematicamente ignorados e largados para o terceiro plano.

A desculpa esfarrapada do pouco tempo e da falta de recursos não se aplica simplesmente porque, segundo eles mesmos, os cofres da União foram abertos com amor e carinho pelo presidente e pelo PT.

Só está restando ao povo aceitar ser vilipendiado, mal tratado e espezinhado por médicos, professores e funcionários públicos mal pagos, mal treinados e que já não conseguem aturar, sem ter o que fazer, as reclamações e os suplícios que o populacho deve suportar calado dia após dia.

Resta saber até quando nosso povo continuará cândido e terno, oferecendo-se para o abate alegre e passivamente. Caminhando ordeiramente para as câmaras de gás e os fornos crematórios da indiferença e da cara-de-pau de políticos, funcionários e demais responsáveis.

Enquanto isso, os que deviam se importar passeiam alegremente como se o mundo fosse feito de flores e de muito dinheiro fácil.

* Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

PPS lança Soninha ao governo de SP; ex-vereadora descarta voltar ao Legislativo

09/07/2009

Informa a Folha:

“A direção do PPS paulista decidiu nesta segunda-feira lançar a candidatura da ex-vereadora e subprefeita da Lapa, Soninha Francine, ao governo do Estado de São Paulo.

‘Não tenho vontade de ser parlamentar novamente, foi muito bom, aprendi muita coisa, mas minha vontade é estar no Poder Executivo’, disse Soninha à Folha Online ao confirmar sua candidatura. “

A pré-candidatura de Soninha Francine é simpática. Soninha não vencerá, obviamente, mas poderá dar uma remexida saudável no cenário político paulista. Além disso, tem chances de obter um número de votos significativo, afinal, foi bem, dentro de suas limitações, na eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2008.

O que me chama a atenção é o fato do PPS, que está fechado com PSDB e DEM nacionalmente, cogitar a possibilidade de ter candidato próprio em São Paulo. É do meu conhecimento que a regional paulista do PPS tem lá suas diferenças com a Executiva Nacional, mas eu admito que esperava que o PPS paulista apoiasse a chapa do PSDB e do DEM.

Quem sabe Soninha não está empreendendo a velha tática de tentar o impossível para alcançar o possível e pensa em ser a Vice da chapa do campo oposicionista.

Se ela conseguisse seria ótimo. Soninha tem tudo para oxigenar, é candidata de opinião e não de máquina, coisa rara no País. É claro que Soninha também tem seus erros e equívocos mas me parece, mesmo assim, uma interessante “mudança de ares” para a política paulista.

Veremos o que ela consegue obter.

Em tempo: Dou um conselho para Soninha – Você diz que não quer ser parlamentar novamente, correto? Pois bem. Você não deveria dizer isso. Não se sabe o “dia de amanhã”.

Palocci poderia tentar a Prefeitura de São Paulo em 2012

04/06/2009

Informa a coluna Painel da Folha:

“Lula, que mais de uma vez manifestou a colaboradores o desejo de ver Antonio Palocci disputar o governo de São Paulo, tem agora um novo roteiro na cabeça para seu ex-ministro da Fazenda. Se o STF arquivar a denúncia contra Palocci no caso da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo, o primeiro passo seria reincorporá-lo ao governo numa pasta de ‘médio porte’, na qual ficaria até a desincompatibilização de Dilma Rousseff, no final de março de 2010. Aí assumiria a Casa Civil. Nessa posição, em caso de vitória da candidata do PT, seria o ‘homem de Lula’ na transição -e eventualmente no futuro governo.

No aspecto eleitoral, a ideia é que o processo pavimente a candidatura a prefeito de São Paulo em 2012.”

Este blogueiro vem falando repetidas vezes que Palocci tem chances diminutas de vencer a eleição para o Governo de São Paulo. Principalmente se o candidato for, como parece que será, Geraldo Alckmin.

O eleitorado paulista não reagiria bem ao fato de Palocci ter tido problemas recentes com a Justiça, por mais que ele venha a ser absolvido. Além disso, Alckmin já seria, em circunstâncias normais, mais forte que o ex-Ministro da Fazenda.

Pois bem. Parece que o blogueiro tanto falou, essa é uma das teclas mais batidas aqui neste blog, que o Presidente Lula ouviu.

A nota da coluna Painel reproduzida acima mostra que Lula está pensando em mudar o roteiro do filme de Palocci. Deve estar entendendo, como eu, que se o roteiro tivesse como clímax o ano de 2010, terminaria sem final feliz para o PT.

Agora o roteiro é outro, Palocci assumiria uma pasta menor, depois a Casa Civil quando Dilma se descompatibilizasse e , em 2012, tentaria a Prefeitura de São Paulo. Kassab, forte na capital, não poderia tentar a reeleição. O plano pode até dar certo. Com certeza tem mais chances de dar certo, pelo menos, do que o projeto estadual.

No fim das contas o caso de Palocci é mais um que ilustra a falta de nomes do petismo para o governo de São Paulo. Nenhum quadro petista tem força para derrotar Alckmin.

Desse cenário já derivam coisas como o plano de lançar Ciro Gomes como candidato ao Governo de São Paulo e o assanhamento recente de Eduardo Suplicy, que resolveu lutar, ele também, pela indicação.

A história com Suplicy é curiosa. Ele teria dito ao Presidente Lula que está disposto a tentar através de um bilhete escrito em um guardanapo.

De qualquer forma, Suplicy me parece um bom homem. Não me parece com força para vencer, porém, é com certeza um bom político. A questão é que o PT não precisa só de um bom político, precisa de um candidato. E aí a coisa complica.

Em tempo, Suplicy lidera a enquete que está sendo realizada no blog sobre a aprovação da atuação de senadores.

Absurdo: Eduardo Paes prejudica a educação carioca

30/05/2009

Chegou ao conhecimento deste blogueiro por e-mail uma notícia que, curiosamente, não está circulando na imprensa tradicional, sendo divulgada, apenas, na internet.

Justamente pela internet ter menos credibilidade fui conferir os dados e, para minha surpresa, eles são verdadeiros. Eu sou crítico ferrenho da administração Eduardo Paes no Rio de Janeiro, porém, ainda assim, não esperei que o Prefeito carioca atual fosse chegar ao ponto que está chegando. Mal acreditei quando vi que o que eu havia lido estava fidedigno no que diz respeito à realidade.

Explico: Eduardo Paes empreendeu um decreto que prejudica, pasmem, a educação carioca. Absurdo! Descalabro! Barbaridade!

O Rio de Janeiro, através da Prefeitura, cobrava uma contrapartida em relação aos investimentos imobiliários. Os responsáveis pelos empreendimentos de grande vulto no Rio de Janeiro eram obrigados a construir escolas.

Eram. Agora não mais.

Confiram o texto do Decreto n°. 30754, de 26 de maio de 2009:

“Art. 1.° Fica revogado o parágrafo único do artigo 5.º do Decreto 18.437/00, incluído pelo Decreto n.º 30.627/09. Texto anterior: ‘Parágrafo Único. A construção e reforma de escola(s) será considerada prioritária sobre as demais demandas de equipamentos urbanos comunitários públicos da administração municipal’”.

Ele revogou a prioridade para a educação!

Fico com duas perguntas na mente:

Por que a imprensa tradicional não noticiou isso como deveria?

Será que o fato de Eduardo Paes ter eximido os investimentos imobiliários dessa contrapartida tão necessária para o povo do Rio tem algo a ver com o fato da sua campanha ter sido financiada pelos especuladores imobiliários?

Eduardo Paes é chamado de fascista pela população

10/05/2009

Informa o site do jornalista Sidney Rezende:

“Durante um evento sobre o carnaval de rua na cidade, Paes é recebido por manifestantes, que protestaram e o acusaram de ‘fascista’”

Depois de estar tentanto privatizar a saúde e a educação, entre outros setores, do município do Rio de Janeiro, apoiar os muros que Sérgio Cabral (PMDB) quer construir em volta das favelas e aplicar um “choque de ordem” fajuto que só toma mercadorias dos ambulantes mas não incomoda comerciantes ricos que ocupam calçadas e negócios com participação de aliados, o Prefeito Eduardo Paes (PMDB) não poderia pedir para ouvir outra coisa.

A população carioca não é boba.

Paes com fobia de laranja

06/03/2009

Informa o Jornal ‘O Dia’, do Rio de Janeiro, que o Prefeito Eduardo Paes está gastando dinheiro ordenando que se pintem todas as escolas municipais que são reformadas com a cor azul. Ao que parece, a obsessão com o azul está ocorrendo para que se deixe para trás o laranja característico da administração de Cesar Maia.

Outra coisa que é fácil de se observar é a mudança de toda a identidade visual da Prefeitura. Desde uniformes novos de funcionários que organizam o trânsito até o site da Prefeitura estão se rendendo ao azul, em substituição ao laranja. Tudo isso, obviamente, tem custos.

Resumindo, o Prefeito está gastando verbas que vêm do nosso bolso apenas para tentar esconder uma cor que, supostamente, teria relação com os feitos do seu antecessor. Poucas vezes ouvi falar de algo mais próximo de uma picuinha boba do que isso.

Em pensar que era justamente Paes que dizia que não se renderia a picuinhas políticas na hora de governar. Pelo visto as picuinhas dele não são nem políticas, são cromáticas, totalmente irrelevantes. Haja dinheiro público gasto com coisas que não têm nada a ver com governar.