Postagens com a palavra-chave ‘Prefeitura do Rio’

Sérgio Cabral e Eduardo Paes: Muita propaganda e pouco trabalho

06/11/2009

Como todos sabem, o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, é, hoje, protegido do Governador Sérgio Cabral. Paes traiu suas convicções e discursos do passado para, deslumbrado com a possibilidade de ser Prefeito, se aliar a Cabral. Hoje, a Prefeitura é extensão do Governo do Estado, algo triste para um município historicamente independente e impetuoso como o Rio.

Pois bem. E não é que Eduardo Paes resolveu mesmo seguir os passos de Cabral à risca? O Prefeito carioca decidiu implantar um sistema muito bem conhecido pelo governo do estado do Rio: Muita propaganda e pouco trabalho.

Duvidam? Vejam o que informa Lauro Jardim, na Veja:

“Eduardo Paes pretende gastar 120 milhões de reais da prefeitura do Rio em publicidade. É um salto e tanto. A previsão para os próximos dois anos é 32 vezes maior que  os 3,7 milhões de reais gastos por seu antecessor, Cesar Maia, durante todos os quatro anos de seu último governo.”

Trinta e duas vezes mais publicidade que o antecessor? Seria bom averiguar no livro dos recordes para ver se já existe algo igual. Talvez tenhamos um fenômeno. Dos ruins, claro.

E pensar que o jingle de Eduardo Paes dizia: “Leva o Rio pro rumo certo”…

Em tempo: Para aqueles que querem mais esclarecimentos do porquê de elevar a verba de publicidade representar seguir os passos de Sérgio Cabral, basta conferir a imagem abaixo, que circula na internet, retirada do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, portanto, de domínio público.

diariooficialverbas1

É isso mesmo, meus caros.

Enquanto Eduardo Paes gasta trinta e duas vezes mais que o antecessor em publicidade, Sérgio Cabral transfere 10 milhões de reais da saúde – eu disse saúde! – para a Comunicação Social do governo.

Talvez estejamos começando a entender a benevolência da imprensa fluminense com esses peemedebistas, que não poderiam, diga-se de passagem, pertencer a outro partido. Bom, mas isso é outra história…

Utilidade pública: Leitor reclama de truque da Prefeitura do Rio

22/08/2009

Os leitores mais assíduos deste blog devem se lembrar que, de vez em quando, este blogueiro presta um serviço de utilidade pública através do Perspectiva Política. Para os que ainda não sabem disso, explico: Em algumas ocasiões, divulgo informações enviadas a mim por leitores indignados com algum problema que tem a ver com a política nacional. Faço isso na esperança de que o Perspectiva possa ampliar a voz desses leitores e auxiliar o protesto que visa solucionar o problema ou encerrar a negligência.

Pois bem. Dito isso, passemos à questão enviada a mim por um cidadão carioca, cujo nome irei preservar:

Conta este leitor que a Prefeitura do Rio de Janeiro estaria empreendendo um truque para alimentar seu caixa às custas do cidadão. Segundo ele, a Prefeitura estaria, vergonhosamente, aumentando propositalmente a burocracia em torno do processo de retirada, pelos proprietários, de carros rebocados que se encontram em pátios legais. E porque estaria ela fazendo isso? Para que as demoras nas retiradas dos diversos carros rendessem mais diárias a serem pagas pelos contribuintes à Prefeitura.

Se for verdade, é um acinte. Estará o órgão que existe para nos servir se servindo de nós claramente.

Motivado pelo e-mail do leitor, resolvi pesquisar sobre o tema. E não é que encontrei um registro desse truque feito por alguém de peso?

O Google me levou ao blog de Míriam Leitão, que, pasmem, noticia que realmente existe esse truque. Confiram o que ela diz:

Eduardo Paes aumenta burocracia para arrecadar mais

Em plena era da internet e das soluções em tempo real, a administração Eduardo Paes aumentou a burocracia na Prefeitura do Rio para arrecadar mais. A informação foi dada pelos próprios servidores, ligados à Secretaria de Ordem Pública.

O motorista que possui um carro rebocado é obrigado pela Prefeitura do Rio a pagar diárias que vão de R$ 20,22 (motocicletas) a R$ 199,98 (ônibus, caminhões e similares) pelo tempo em que o carro não é retirado do depósito. Ou seja, quando maior o tempo dos veículos no pátio, mais dinheiro entra para os cofres da prefeitura.

Ainda de acordo com informações de servidores, a gestão Eduardo Paes trocou o tipo de boleto para o pagamento, eliminando o código de barras que possibilitava o pagamento em casa lotéricas. Agora, usa-se um boleto comum, desses que se compra em papelaria, que só pode ser pago na boca do caixa e em horário de funcionamento dos bancos (que é reduzido). Com isso, os carros passam mais tempo nos pátios pagando mais diárias.”

Meus caros, isso é um absurdo total! Temos aí uma situação que, se comprovada, indicará que a Prefeitura do Rio de Janeiro, cujo comandante Eduardo Paes foi eleito para bem servir, está -perdoem-me o termo – sacaneando o carioca.

Onde já se viu um órgão público inventar um truque que aumenta a burocracia de certos procedimentos para que o tempo passe, os prazos se estourem e ele possa arrecadar mais? Como se já não bastasse a lentidão e a ineficiência da atual Prefeitura, ainda temos que arcar com isso?

O único alento que fica é o de que Míriam Leitão, além de noticiar o fato, encaminhou questionamentos à Prefeitura, vejam:

“O blog solicitou por e-mail as seguintes informações à assessoria de imprensa da Prefeitura do Rio: Qual a receita das diárias de reboque (incluindo todos os tipos de veículos) no 1º semestre de 2009? Qual a mesma receita em anos anteriores? Quantos veículos foram rebocados de janeiro a julho deste ano? Quantos pagaram diária por pernoitar no estacionamento da Prefeitura? Por que o boleto para a retirada do veículo não permite o pagamento com código de barras, como era na gestão Cesar Maia? Quando isso foi alterado? O site da Prefeitura diz que pode ser pago em casas lotéricas, mas a informação passada na Rua das Andradas, 92, é que não pode. Como explicar isso? O telefone de informações ao público (21) 3293-1700 não funciona desde pelo menos quarta-feira. Por qual motivo?”

Assim como Míriam, aguardo as respostas da equipe de Eduardo Paes…

Eduardo Paes é chamado de fascista pela população

10/05/2009

Informa o site do jornalista Sidney Rezende:

“Durante um evento sobre o carnaval de rua na cidade, Paes é recebido por manifestantes, que protestaram e o acusaram de ‘fascista’”

Depois de estar tentanto privatizar a saúde e a educação, entre outros setores, do município do Rio de Janeiro, apoiar os muros que Sérgio Cabral (PMDB) quer construir em volta das favelas e aplicar um “choque de ordem” fajuto que só toma mercadorias dos ambulantes mas não incomoda comerciantes ricos que ocupam calçadas e negócios com participação de aliados, o Prefeito Eduardo Paes (PMDB) não poderia pedir para ouvir outra coisa.

A população carioca não é boba.