Postagens com a palavra-chave ‘Prefeito’

Beto Richa é escolhido como pré-candidato ao governo do Paraná pelo PSDB: Álvaro Dias contesta

23/02/2010

 O PSDB paranaense tem um problema semelhante ao que o PSDB nacional tinha antes de Aécio Neves se retirar da disputa pela indicação da legenda para concorrer à Presidência: Dispõe de dois potenciais candidatos ao governo.

Tanto Beto Richa como Álvaro Dias podem disputar o governo paranaense. Ambos têm condições. Os dois desejam a indicação do PSDB.

Acontece que o diretório estadual do partido escolheu Richa, atual Prefeito de Curitiba, como pré-candidato tucano ao governo do estado.

Álvaro Dias, como era de se esperar, chiou. Mas não apenas chiou. Apresentou argumentos para comprovar que a decisão a favor de Beto Richa é equivocada.

Segundo o Senador, “a imposição do nome do prefeito Beto Richa, de forma antecipada e ilegal, arma o palanque adversário”.

O que Álvaro quer dizer é que se o candidato fosse ele, seu irmão, o também Senador Osmar Dias, se inclinaria a não disputar o governo, tentando a reeleição para o Senado.

Osmar, do PDT, é o pré-candidato do governo no Paraná, já que o PT não tem nomes viáveis e o PMDB ou lançará candidato próprio apoiando José Serra, ou se coligará à oposição no estado.

É por isso que Álvaro Dias diz que a escolha por Richa arma o palanque do adversário, afinal, ele retira Osmar Dias do páreo. Richa não.

Que situação!

Para completar, Álvaro ainda alega que poderia atrair o PMDB, ao contrário de Richa, e lembra que sua candidatura não faz o PSDB perder nada, enquanto a de Richa entrega a Prefeitura de Curitiba para o Vice-Prefeito, Luciano Ducci, que é do PSB de Ciro Gomes.

Por fim, Dias tenta convencer a todos de que a candidatura Richa tem boa força na capital, mas pouca no interior, o que poderia enfraquecer a legenda nas disputas para deputado federal e deputado estadual.

Como se pode perceber, é uma rede de problemas e soluções que, como sempre, tem váriaveis e mais variáveis.

Coisas da política. É por essas que alguns a amam como jogo.

A ver.

Saúde do município do Rio nas mãos de fundação cultural

14/01/2010

Acreditem se puder, meus caros leitores, mas a Prefeitura do Rio de Janeiro, comandada por Eduardo Paes (PMDB), contratou, sem licitação, uma fundação cultural, educacional e de radiodifusão para cuidar da saúde do carioca. É isso mesmo que vocês leram: Uma fundação cultural cuidando da saúde.

Para completar o absurdo, os cariocas correm o risco de ter suas vidas nas mãos de uma fundação que, além de não agir na área de saúde, pode ser fantasma, afinal, no endereço que aparece no alvará de licença para estabelecimento da instituição, não há nem sinal de sua sede. Nem o vereador que requisitou que a fundação fosse designada como de utilidade pública conhece o endereço de sua sede.

Além disso, a fundação seria, coincidentemente, comandada por um senhor que também dirige a antiga prestadora de serviços do mesmo setor, a Cooperativa MedicalCoop, substituída pela fundação. Que mundo pequeno, não?

Para os que ainda não acreditam que algo assim possa ser verdade, segue notícia do jornal carioca O Dia, que confirma as informações e os absurdos cometidos pela Prefeitura carioca de Eduardo Paes:

“Sede de fundação que contrata médicos no Rio é desconhecida
12 de janeiro de 2010 • 03h05

Escolhida sem licitação para ser responsável pela contratação de enfermeiros e médicos para postos de saúde do Município do Rio – conforme revelou a coluna Informe do jornal O Dia -, a Fundação Cultural, Educacional e de Radiodifusão Rômulo Arantes não funciona no endereço que aparece no seu alvará de licença para estabelecimento. No documento, datado do ano passado, da Secretaria Municipal da Fazenda, a entidade estaria localizada na Estrada do Gabinal 313, Galeria 205B, Freguesia, no Rio Shopping. No local, fica a imobiliária InvestiRio. Nos arquivos digitais do Ministério Público, a fundação também não consta como registrada.

O jornal tentou entrar em contato com a InvestiRio, mas nem a central de atendimento do shopping tem o telefone cadastrado. Administrador e conselheiro do Rio Shopping, Caio Mário Magalhães explicou que a fundação ainda vai se mudar para Jacarepaguá e que ainda não fez isso porque sua sede está no Centro. Ele também afirmou que entraria em contato com os responsáveis pela fundação, mas até o fechamento desta edição ninguém procurou a reportagem.

O vereador Luiz Carlos Ramos (sem partido), autor do Projeto de Lei 530/2009, que pede para ser considerada de utilidade pública a fundação, admitiu que não conhece a sede onde funciona a entidade. O parlamentar explicou que fez a proposta atendendo a pedido de conhecidos: ‘fui num evento na Barra em homenagem ao Rômulo, mas lá não era o local da fundação’. Segundo Ramos, um dos responsáveis pela instituição seria Carlos Maurício Medina Gallego, diretor da Cooperativa MedicalCoop. A cooperativa foi substituída pela Fundação Rômulo Arantes em dezembro.

O contrato de 180 dias com a Fundação Cultural, Educacional e de Radiodifusão Rômulo Arantes é de mais de R$ 20 milhões. A dispensa de licitação foi justificada pela Secretaria Municipal de Saúde como necessidade de ‘emergência no atendimento’. E, segundo a Secretaria Municipal de Educação, o processo e a empresa foram acompanhados e aprovados pela Procuradoria Geral do Município.

O vereador Paulo Pinheiro (PPS) encaminhou ofício à Secretaria Municipal de Saúde pedindo esclarecimentos sobre a contratação: ‘acho estranho a fundação não ter nenhum histórico em serviços de saúde e a dificuldade em obter informações sobre a mesma’.”

Sucessão goiana: Iris Rezende desiste de concorrer e confunde articulação do PMDB local – Meirelles no páreo

14/01/2010

O Prefeito de Goiânia e nome forte do PMDB de Goiás há décadas, Iris Rezende, desistiu de concorrer ao governo do estado. Sua decisão confunde a articulação do PMDB local, que se mobilizava em torno de Rezende, visando as eleições estaduais deste ano.

Aparentemente, Iris quer indicar alguém de seu grupo político para o serviço. O PMDB, porém, já cogita Henrique Meirelles, Presidente do Banco Central e recém-filiado ao partido, para substituí-lo.

Poderia ser realmente interessante para o PMDB-GO ter o novo passageiro do ônibus, Meirelles, sentando na janela, afinal, o nome do partido provavelmente fará palanque para Dilma Rousseff, companheira de governo do recém-chegado.

Enquanto isso, Marconi Perillo (PSDB), ex-Governador, monta sua candidatura para tentar retomar poder, além de funcionar como palanque para José Serra.

O Presidente Lula fará de tudo para que o governo vença em Goiás. Ele detesta Perillo.

Prefeito maranhense empregou 25 parentes

26/12/2009

Informa o jornalista Claudio Humberto:

“O prefeito de Jenipapo dos Vieiras (MA), Giancarlos Oliveira Albuquerque (PDT) ganhou fama no Nordeste pela generosidade natalina em relação à própria família, com dinheiro público: cassado pela Justiça Eleitoral em outubro passado, o prefeito ‘mais nepotista do Brasil’, segundo um jornal da região, empregou pelo menos 25 parentes, aderentes e amigos na prefeitura: o pai, a mulher, dez primos e parentes próximos, quatro cunhados, seis irmãos e irmãs e três tios.”

O Prefeito já foi até cassado, mas o fato continua configurando um tremendo absurdo, praticamente impensável.

E olhem que o Prefeito Giancarlos é do PDT.

Leonel Brizola deve estar decepcionado, esteja ele onde estiver.

Delúbio Soares estaria envolvido em mais um esquema

19/12/2009

Informa a Veja:

“Para acabar com os problemas de estacionamento em Goiânia, a prefeitura do município tirou da gaveta um projeto que parece bom demais para ser verdade. A ideia é instalar 20 000 parquímetros na cidade sem desembolsar um único tostão e, melhor, ficar com parte dos recursos arrecadados.

A empresa encarregada de fazer o serviço foi a Enatech/GDT, que, criada três meses antes da assinatura do contrato, não precisou enfrentar os processos convencionais de licitação. Ela foi convidada a executar o trabalho de instalação, operação e manutenção dos aparelhos e receberá até 112 milhões de reais.

É muito? É um terço da arrecadação prevista nos próximos cinco anos. Nesse ponto, o que parecia bom demais para ser verdade chamou a atenção das autoridades.

O belo, estranho e lucrativo negócio dos parquímetros de Goiânia tem ainda outro componente meio, digamos, fora da curva da normalidade. Quem está por trás da transação é Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e um dos principais personagens do escândalo do mensalão.

O projeto dos parquímetros estava guardado na gaveta da administração municipal do PT desde 2004. Para apoiar o atual governo, do peemedebista Iris Rezende, os petistas reivindicaram cargos, entre os quais os da Agência Municipal de Transportes.

No órgão, materializou-se a ideia – e alguém lembrou que a empresa Enatech, por coincidência, já tinha o projeto prontinho na gaveta. Para driblar a lei das licitações, a prefeitura fez um contrato com a Câmara de Diretores Lojistas (CDL), uma entidade privada, que, por sua vez, subcontratou a Enatech.

O dono da empresa, Jaime Ferreira de Oliveira, é companheiro de longa data de Delúbio Soares. Garante Jaime: ‘O Delúbio é um grande amigo, mas nada tem a ver com esse negócio, que é totalmente normal’. O Ministério Público de Goiás não pensa assim.

‘São escandalosas as evidências de irregularidades nesse contrato’, diz a promotora Villis Marra, que vai ingressar com ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito Iris Rezende, o presidente da estatal de trânsito, o petista Miguel Tiago, e o presidente da CDL, Melchior Abreu Filho.

‘Esse negócio só aconteceu por causa da força política do Delúbio’, acusou da tribuna o vereador Santana Gomes, do PMDB. O ex-tesoureiro petista não quis comentar o assunto.”

Uma vez Delúbio, sempre Delúbio…

Sem mais comentários.

PMDB lança candidatura de José Fogaça no RS

10/12/2009

Informa a Agência Estado:

“O prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, será o candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul em 2010. A decisão foi tomada no fim de semana e anunciada hoje pelo senador Pedro Simon, presidente da sigla no Estado.

O partido acredita que, com o lançamento de um nome, acaba com as pressões internas e também dos potenciais aliados, que pediam a definição como condição para abrir negociações de apoio.

O lançamento da candidatura de Fogaça também fecha o quadro sucessório entre os maiores partidos do Estado. A governadora Yeda Crusius é candidata à reeleição pelo PSDB. E o PT já definiu que vai concorrer com o ministro da Justiça, Tarso Genro.

Com a decisão, o PMDB passa a ser favorito para conquistar o apoio do PDT, que também é cortejado por Tarso, à candidatura de Fogaça. A moeda de troca é a Prefeitura de Porto Alegre. Quando renunciar, no início de abril, o prefeito deixará sua vaga para o vice José Fortunati, do PDT, assumi-la por dois anos e meio.”

A candidatura de José Fogaça ao governo do Rio Grande do Sul confirma três pontos: A inexistência de aliança entre PT e PMDB no estado, o posicionamento de Fogaça como grande adversário de Tarso Genro e a escolha pelo atual Prefeito de Porto Alegra na disputa interna peemedebista com o ex-Governador Germano Rigotto.

Com o provável apoio do PDT, e podendo ainda atrair o PP, forte no estado, a candidatura peemedebista tem tudo para ser competitiva.

Contudo, pode vir a ser mais robusta ainda se passar a contar com o respaldo do PSDB.

Alguns podem, neste momento, se perguntar: Ora, mas o PSDB não é o partido da atual Governadora, Yeda Crusius, que deseja a reeleição?

Respondo: Sim, é. Mas Yeda pode ser preterida em favor de Fogaça. Isso se dá pelo fato de Yeda estar extremamente enfraquecida pelas denúncias de corrupção, o que faz com que, além de suas chances serem pequenas, a cúpula tucana prefira Fogaça fazendo palanque para o presidenciável do PSDB.

Esse movimento retiraria Yeda da disputa e polarizaria entre Tarso/Dilma e Fogaça/Serra.

A ver.

Prefeito beija-mão: Perspectiva e Rio de Janeiro estão de luto

08/12/2009

O Perspectiva Política está, como a cidade do Rio de Janeiro, de luto.

Não que algo esteja perdido para sempre. Felizmente, não é o caso. Contudo, a independência da cidade do Rio de Janeiro, defendida por diversos governadores do estado da Guanabara e prefeitos do Rio de Janeiro no passado, estará moribunda por um bom tempo.

Este é o nosso luto. O luto do Perspectiva, deste que vos fala e do Rio de Janeiro. O luto de quem vê a autonomia de sua cidade, capital cultural do País, caixa de ressonância das mobilizações populares nacionais, se encaminhando para a cova.

O modo como o Prefeito Eduardo Paes se coloca, praticamente, como secretário do Governador Sérgio Cabral é revoltante. Os termos afilhado e padrinho deixam de ser meros jargões políticos e se tornam realidade nua e crua. Paes beija a mão de Cabral tacitamente e, agora, explicitamente. Um absurdo. Uma tristeza. Uma atitude digna de um alguém que se coloca como servo.

Hoje o Perspectiva Política não publica mais nada. Serão sucessivos minutos de silêncio. Um silêncio de indignação, de revolta e – por que não? – de perplexidade.

Confiram a foto abaixo. Ela expressa, muito melhor do que eu poderia em minhas linhas, o que ocorre hoje no Rio de Janeiro. Como sempre dizem, uma imagem vale mais do que mil palavras e, neste caso, ela também decreta o fim da autonomia da cidade do Rio de Janeiro, antiga capital da República e do Império. Fim esse que durará até que pessoas melhores sejam eleitas, queiram Deus e os eleitores, em 2010 e 2012.

Triste realidade carioca.

paesbeijamao

Rio 2016 – As Olimpíadas serão no Rio de Janeiro

03/10/2009

Brazil Rio 2016 Olympic Games

Depois de diversas tentativas, o Rio de Janeiro conseguiu o que tanto lutou para obter, tendo investido, inclusive, alguns milhões de reais na empreitada.

A cidade sediará os Jogos Olímpicos de Verão, os mais importantes, no ano de 2016, tendo derrotado as outras cidades candidatas: Madri, Chicago e Tóquio.

Obviamente, o fato de o Rio de Janeiro sediar os Jogos Olímpicos poderá trazer diversos benefícios para a cidade e para seus habitantes, como, por exemplo, avanços em setores como a segurança pública, os transportes e o turismo.

Contudo, é preciso que se tenha a total noção de que os trabalhos começam desde já. E isso não representa, apenas, que os esforços já dever concentrados o mais rápido possível.

Isso quer dizer também que os recursos públicos que serão gastos devem ser dispendidos com todo o critério, que a fiscalização da utilização destes recursos tem de ser firme e honesta e que deve-se buscar que as obras e as melhorias representem não só a realização correta das Olimpíadas, mas, também, a construção de um bom legado para a cidade como um todo.

Além disso, é relevante avaliar os efeitos políticos da escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016.

Todos os analistas têm dito que, por fortalecer Lula, a escolha do Rio poderá interpretar algum papel positivo na candidatura de Dilma Rousseff. Citam eles também que as imagens do Governador fluminense Sérgio Cabral e do Prefeito carioca Eduardo Paes serão beneficiadas.

Acontece que parece injusto, na visão deste blogueiro, que no caso das Olimpíadas 2016 seja observada a condenável e triste memória política curta do brasileiro em geral.

Ressalvadas as críticas que podem ser feitas à sua gestão no Rio de Janeiro, não se pode deixar de dizer que o grande responsável pela conquista da cidade é o seu ex-Prefeito Cesar Maia.

Foi Cesar Maia que lutou fortemente para que o Pan 2007, grande gerador da vitória do Rio e grande comprovação de que a cidade teria condições de realizar os Jogos Olímpicos, ocorresse e, com certeza, não haveria Rio 2016 se não houvesse existido o Pan 2007.

Além disso, foi Maia que inscreveu o Rio de Janeiro na competição para sediar os Jogos.

Em suma, é claro que Lula, Cabral, Dilma e Paes se utilizarão do possível cacife político que as Olimpíadas podem representar, e é até justo que o façam até certo ponto já que estes detêm suas parcelas de contribuição.

Porém, não é nada justo que não se cite Cesar Maia, um Prefeito que, se teve seus erros, possibilitou o projeto Rio 2016 com suas obras do Pan 2007.

Como sempre diz o Perspectiva, é preciso criticar o que deve ser criticado e elogiar o que deve ser elogiado.

Não se pode permitir que aqueles que adentraram no grupo responsável pelos esforços pró-Rio 2016 recentemente capitalizem todos os lucros políticos, permitindo assim que aqueles que trabalharam muito no projeto sejam esquecidos e desprestigiados.

Se a memória política brasileira continuar a funcionar assim, apenas serão desestimulados os esforços e incentivadas as obras de último ano de mandato.

Sejamos justos, precisamos dar a Cesar o que é de Cesar.

Cabral é vaiado em evento do Bolsa Família no Rio

01/09/2009

Informa o Globo:

“Um clima de campanha eleitoral tomou a formatura de centenas de jovens do projeto Plano Setorial de Qualificação dos Beneficiários do Bolsa Família (Planseq), nesta terça-feira, no Maracanãzinho. Durante o evento, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi recebido com vaias por militantes da UNE e formandos da Baixada Fluminense, principalmente de Nova Iguaçu.

Contrariado, Cabral ficou durante boa parte do evento com a cara fechada enquanto o prefeito Eduardo Paes (PMDB) chegou a chamar um assessor no palanque para reclamar das vaias. No mesmo palanque estava o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), pré-candidato ao governo do estado em 2010.

[...]

Durante o seu discurso, o presidente Lula fez questão de comentar o caso. Ele criticou os que vaiaram o governador.

- Não é justo politicamente ou socialmente correto num evento como este em que as pessoas têm a oportunidade de ter uma profissão as divergências políticas se manifestarem com vaias. Amanhã os jornais só vão dizer que vaiaram, mas não a importância desse evento.”

É por essas e por outras que este blogueiro diz e repete: Cabral pode até se reeleger, mas terá uma tremenda dificuldade para fazê-lo em 2010.

A popularidade do Governador anda em baixa no Rio de Janeiro, a aprovação do governo não é boa e diversos pré-candidatos surgem em sua base de sustentação, ameaçando rachá-la. Enquanto isso, a oposição ao seu governo está unida.

Em tempo: Percebam que Lula se importa muito mais com a repercussão na imprensa do fato de terem existido vaias em um evento que contava com a sua participação, do que com o fato de Sérgio Cabral ter sido rechaçado. Enquanto isso, Eduardo Paes deu, como sempre, uma de repressor.

Sucessão paulista: Aliança PSDB-DEM na frente – Alckmin lidera e Kassab se sai bem

10/08/2009

Informa Felipe Patury, na Veja:

“Uma pesquisa confirma o favoritismo do tucano Geraldo Alckmin em uma eventual campanha para governador de São Paulo em 2010. O levantamento feito pelo instituto Opinião, ligado ao PSDB, atribui a Alckmin de 53% a 63% das intenções de voto.

A variação ocorre quando se muda a lista de candidatos. Depois de Alckmin, quem aparece melhor é o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com 45% em alguns dos trinta cenários analisados.

O socialista Ciro Gomes só chega à liderança quando não é confrontado com Alckmin ou Kassab. As pontuações máximas dos petistas Marta Suplicy e Antonio Palocci são de 33% e 12%, respectivamente.

O estudo ainda aferiu as preferências dos paulistas para presidente. O governador paulista, José Serra, tem 55% das intenções de voto, Ciro Gomes, 16% e a petista Dilma Rousseff, 12%.”

Este blog tem batido em uma mesma tecla desde o início do ano e repisa: Geraldo Alckmin é favoritíssimo ao governo de São Paulo. Apenas uma pessoa pode retirar a vitória de suas mãos: José Serra. Seja direta ou indiretamente.

Alckmin é tão favorito no que tange a disputa que pode ser mais difícil para ele garantir a participação nela do que vencê-la após ter conseguido a candidatura. É aí que entra José Serra.

É o Governador que comanda, hoje, o PSDB paulista. Caso ele resolva não concorrer ao Planalto e tentar a reeleição, tomará a vaga de Alckmin diretamente, até porque seria mais favorito do que o ex-Governador. Se, diferentemente, ele não tomar parte na disputa paulista e indicar um sucessor, poderá não indicar Alckmin, o que complicaria, e muito, a vida do líder das pesquisas.

Acontece que a candidatura de Alckmin parece ser um caso de favas contadas. Digo isso pois os únicos nomes que parecem fazer frente a ele têm seus empecilhos. Aloysio Nunes Ferreira, preferido do governo atual, não vem bem nas pesquisas e sua chances são questionadas. Gilberto Kassab vem bem nas pesquisas e é querido por Serra e seu grupo, mas não gosta da ideia de deixar a Prefeitura mais importante do País nas mãos de Alda Marco Antônio, sua Vice, pois isso seria entregar a cidade ao grupo de Orestes Quércia. Quem sabe, no fim das contas, possa abrir mão desse ponto e tomar a vaga de Alckmin.

Sendo assim, parece que a opção mais viável para Serra será, mesmo, apoiar Alckmin. O Governador já teria, na verdade, percebido isso e esta seria a razão de sua reaproximação com o ex-Governador que chega a ocupar, hoje, uma secretaria estadual, tendo sido nomeado por José Serra.

Enquanto isso, o campo governista não parece dispor de nome realmente forte em São Paulo, o que facilita mais ainda a vida da aliança PSDB-DEM e, especificamente, de Alckmin.

Ciro é um nome cogitado para suprir essa falta de nomes fortes, mas a verdade é que está sendo convidado para tal muito mais para ser retirado da corrida presidencial, facilitando, na visão de Lula, a vida de Dilma, e para se colocar em posição que o permite falar mal de Serra, seu inimigo, do que para vencer.

Seja Alckmin, provável candidato, Kassab, possível candidato, ou Aloysio, nome cogitado, a aliança PSDB-DEM tem tudo para manter São Paulo entre os estados que governa.