
O PSDB paranaense tem um problema semelhante ao que o PSDB nacional tinha antes de Aécio Neves se retirar da disputa pela indicação da legenda para concorrer à Presidência: Dispõe de dois potenciais candidatos ao governo.
Tanto Beto Richa como Álvaro Dias podem disputar o governo paranaense. Ambos têm condições. Os dois desejam a indicação do PSDB.
Acontece que o diretório estadual do partido escolheu Richa, atual Prefeito de Curitiba, como pré-candidato tucano ao governo do estado.
Álvaro Dias, como era de se esperar, chiou. Mas não apenas chiou. Apresentou argumentos para comprovar que a decisão a favor de Beto Richa é equivocada.
Segundo o Senador, “a imposição do nome do prefeito Beto Richa, de forma antecipada e ilegal, arma o palanque adversário”.
O que Álvaro quer dizer é que se o candidato fosse ele, seu irmão, o também Senador Osmar Dias, se inclinaria a não disputar o governo, tentando a reeleição para o Senado.
Osmar, do PDT, é o pré-candidato do governo no Paraná, já que o PT não tem nomes viáveis e o PMDB ou lançará candidato próprio apoiando José Serra, ou se coligará à oposição no estado.
É por isso que Álvaro Dias diz que a escolha por Richa arma o palanque do adversário, afinal, ele retira Osmar Dias do páreo. Richa não.
Que situação!
Para completar, Álvaro ainda alega que poderia atrair o PMDB, ao contrário de Richa, e lembra que sua candidatura não faz o PSDB perder nada, enquanto a de Richa entrega a Prefeitura de Curitiba para o Vice-Prefeito, Luciano Ducci, que é do PSB de Ciro Gomes.
Por fim, Dias tenta convencer a todos de que a candidatura Richa tem boa força na capital, mas pouca no interior, o que poderia enfraquecer a legenda nas disputas para deputado federal e deputado estadual.
Como se pode perceber, é uma rede de problemas e soluções que, como sempre, tem váriaveis e mais variáveis.
Coisas da política. É por essas que alguns a amam como jogo.
A ver.












