O Perspectiva Política está, como a cidade do Rio de Janeiro, de luto.
Não que algo esteja perdido para sempre. Felizmente, não é o caso. Contudo, a independência da cidade do Rio de Janeiro, defendida por diversos governadores do estado da Guanabara e prefeitos do Rio de Janeiro no passado, estará moribunda por um bom tempo.
Este é o nosso luto. O luto do Perspectiva, deste que vos fala e do Rio de Janeiro. O luto de quem vê a autonomia de sua cidade, capital cultural do País, caixa de ressonância das mobilizações populares nacionais, se encaminhando para a cova.
O modo como o Prefeito Eduardo Paes se coloca, praticamente, como secretário do Governador Sérgio Cabral é revoltante. Os termos afilhado e padrinho deixam de ser meros jargões políticos e se tornam realidade nua e crua. Paes beija a mão de Cabral tacitamente e, agora, explicitamente. Um absurdo. Uma tristeza. Uma atitude digna de um alguém que se coloca como servo.
Hoje o Perspectiva Política não publica mais nada. Serão sucessivos minutos de silêncio. Um silêncio de indignação, de revolta e – por que não? – de perplexidade.
Confiram a foto abaixo. Ela expressa, muito melhor do que eu poderia em minhas linhas, o que ocorre hoje no Rio de Janeiro. Como sempre dizem, uma imagem vale mais do que mil palavras e, neste caso, ela também decreta o fim da autonomia da cidade do Rio de Janeiro, antiga capital da República e do Império. Fim esse que durará até que pessoas melhores sejam eleitas, queiram Deus e os eleitores, em 2010 e 2012.
Triste realidade carioca.











