Postagens com a palavra-chave ‘Pimentel’

Aécio quer valer por três: Ele mesmo, Anastasia e Itamar

10/07/2010

O ex-Governador mineiro Aécio Neves é tido como o homem com mais prestígio político em Minas Gerais.

A aprovação de seu governo e sua popularidade são astronômicas e as estatísticas já foram postas à prova quando sua reeleição foi conseguida com mais de 70% dos votos válidos.

Pois bem. Eis que Aécio colocará todo esse prestígio em jogo mais uma vez. Ele quer valer por três nas eleições deste ano: Por ele mesmo, pelo atual Governador Antonio Anastasia e pelo ex-Presidente Itamar Franco.

Aécio concorrerá ao Senado e tem uma eleição ganha.

Anastasia concorrerá a reeleição para o cargo de Governador e se chegar à vitória o terá feito única e exclusivamente por conta da influência de Aécio.

Itamar também tentará o Senado e, mesmo tendo votos próprios, conta com o auxílio de Aécio para superar sem sobressaltos o petista Fernando Pimentel.

Obviamente Aécio deseja a sua própria eleição. Todo político precisa de um gabinete para alocar sua equipe mais próxima e dizem que o ex-Governador pensa em presidir e moralizar o Senado.

Também compreende-se que Aécio queira eleger Anastasia, afinal, o seu grupo político continuaria hegemônico em Minas Gerais, o que representaria muito para o projeto nacional de Aécio.

Por fim, Aécio está arregaçando as mangas para eleger também Itamar não só por ser seu aliado e pelo belo topete, mas também porque a derrota de Pimentel é importante.

O petista é próximo de Dilma Rousseff e teria um ministério e mais um suplente no Senado em caso de vitória da petista. Aécio quer tirar-lhe pelo menos o suplente no Senado. Se Serra vencer e Pimentel terminar sem nada, melhor ainda para o neto de Tancredo.

Se ocorrerem as vitórias de Aécio, Itamar e Anastasia, o ex-Governador controlará nada mais, nada menos, do que o governo estadual e as três vagas de Senador, já que também têm influência sobre o democrata Eliseu Resende, eleito em sua chapa em 2006.

Isso tudo independendo da vitória de José Serra.

Aécio não está jogando contra e deve ajudar Serra, mas está se garantindo.

Se o tucano vencer, ótimo. Se perder, Aécio controla Minas, menos mal.

E no fim das contas, a realidade é que temos que admitir que, deixadas de lado as ideologias, Anastasia é melhor que Hélio Costa e Aécio e Itamar são melhores que Pimentel e  o comunista e membro da chapa governista Zito Vieira.

Em suma, Aécio tem melhores candidatos e, para os que não têm tanta popularidade hoje, ele emprestará a dele.

Artigo: Merval Pereira – Fatores regionais

22/06/2010

O colunista Merval Pereira, do jornal O Globo, comenta as articulações políticas em torno dos governos estaduais, a relação estreita destas com a corrida presidencial e o modo como estas se afetam mutuamente.

Vale a leitura, principalmente por tratar de uma boa quantidade de estados, apresentando um panorama geral.

Fatores Regionais

Merval Pereira*

Os dez últimos dias para a montagem das coligações regionais serão de muita tensão nos bastidores, onde se desenrolam as últimas negociações. O governo está saindo delas menor do que entrou, mas ainda assim maior do que a oposição, com uma campanha presidencial bastante organizada e fortes palanques estaduais.

O maior perigo nesse período para o PSDB, com o crescimento da candidatura de Dilma Rousseff, era ser abandonado por parceiros políticos que abandonaram a base governista por questões regionais.

No entanto, André Puccinelli do PMDB do Mato Grosso do Sul aderiu; Osmar Dias do PDT do Paraná aderiu. E o PP nacional pode ficar neutro, o que ajuda.

O governo usa seus últimos cartuchos para pressionar os parlamentares do PP dilmistas a convocarem uma convenção até o fim do mês, mas a parte que prefere apoiar a candidatura tucana tem força para impedir a convocação, criando uma situação de fato que levará à neutralidade.

O fato é que o país dividiu-se geograficamente, e grupos políticos que normalmente estariam com Lula ficaram na oposição, especialmente os que representam o agronegócio.

Estados produtores com o câmbio baixo, dificuldades de exportação, estradas intransitáveis, portos sem capacidade de escoamento e ainda por cima a ameaça de o MST ganhar mais força em um eventual governo Dilma levaram o Sul a fechar com o candidato do PSDB.

No Rio Grande do Sul, o PSDB tem a governadora Yeda Crusius, apesar de todos os problemas que enfrentou, um grande pedaço do PMDB, e uma aliança DEM-PTB, além do PP e do PPS. Contra o PT e o PDT com o ex-ministro Tarso Genro.

Beto Richa é o candidato favorito ao governo, ainda mais depois que o senador Osmar Dias decidiu se candidatar à reeleição.

Em Santa Catarina, há três forças políticas que apoiam Serra indiscutivelmente: o ex-governador Luiz Henrique do PMDB, que é o favorito para o Senado; Raimundo Colombo, ligado aos Bornhausen, que deve ser o candidato a governador, e o Leonel Pavan que está no governo com o PSDB. A senadora Ideli Salvatti é a candidata ao governo pelo PT.

A definição do Sudeste, onde Serra vence nas pesquisas, terá o peso fundamental de São Paulo e Minas, onde os tucanos esperam tirar uma vantagem expressiva.

No Rio de Janeiro, o palanque é com o PV do candidato Fernando Gabeira. A soma de Marina Silva com José Serra supera Dilma Rousseff, que ganha individualmente no Estado, com o apoio do governador Sérgio Cabral, favorito na disputa para governador.

Em São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin é o favorito para ganhar no primeiro turno, e o PSDB espera que Serra vença com uma diferença entre 4 e 6 milhões de votos.

Há quem tema, porém, que Alckmin não se esforce tanto quanto seria necessário, ainda uma sequela da disputa pela prefeitura em que Serra apoiou Kassab.

Em Minas Gerais, o PSDB também depende do empenho do ex-governador Aécio Neves.

A disputa pela Presidência está empatada, mas o crescimento da candidatura de Antonio Anastasia pode ajudar Serra num estado em que Lula ganhou as duas últimas eleições com diferença entre 1 e 1,5 milhão de votos.

No Espírito Santo, o candidato do PSB Renato Casagrande é o grande favorito, e o PSDB tem Luiz Paulo Vellozo Lucas, ex-prefeito de Vitória, como candidato, com o apoio do PTB e DEM, e Rita Camata como candidata ao Senado. Serra está na frente no estado.

No Nordeste, o PSDB só pode tentar “reduzir os danos”. Na Bahia, Paulo Souto é candidato ao governo com PSDB e DEM, com Geddel Vieira Lima pelo PMDB e Jacques Wagner pelo PT.

Em Sergipe, João Alves é muito competitivo contra o Marcelo Déda do PT, e José Serra é mais forte do que Dilma.

Em Alagoas, o governador tucano Teotônio Vilela concorre à reeleição e foi lá o único estado em que Serra ganhou em 2002. Mas os favoritos são o senador Fernando Collor, da base do governo, e o ex-governador Ronaldo Lessa do PDT.

Em Pernambuco, Jarbas Vasconcellos reuniu forças consistentes no estado: Marco Maciel e Sérgio Guerra. Mas o governador Eduardo Campos é o franco favorito.

Na Paraíba, José Maranhão do PMDB é o favorito, e a maior força do PSDB era o Cássio Cunha Lima, que está às voltas com a Lei da Ficha Limpa.

No Maranhão, o ex-governador Jackson Lago também está teoricamente atingido pela nova lei, mas em situação mais favorável, porque já cumpriu a pena, mas a única perspectiva da oposição é tentar perder de menos.

No Piauí, há a candidatura tucana de Silvio Mendes, que é muito competitivo, contra dois candidatos governistas: Wilson Martins e João Vicente Claudino.

No Rio Grande do Norte, a candidata do DEM Rosalba Ciarlini é favoritíssima. No Ceará, o senador Tasso Jereissatti está fazendo uma pesquisa para tomar a decisão se deve ser candidato a senador ou a governador.

Foi uma absoluta surpresa o comportamento dos Gomes, pressionados pelo enviado especial José Dirceu, que lhes avisou que teriam sérios problemas se não apoiassem o ex-ministro José Pimentel para o Senado.

No Norte, onde o governo também tem vantagem, há Tocantins, onde o Siqueira Campos do PSDB é favorito, principalmente agora que o Marcelo Miranda se tornou inelegível.

No Pará deve ter segundo turno com Simão Jatene do PSDB disputando com José Prianti do PMDB e a governadora petista Ana Júlia.

O deputado Jader Barbalho tem um problema igual ao do Joaquim Roriz do PSC de Brasília: ambos renunciaram para não perder o mandato e estão inelegíveis pela Lei da Ficha Limpa.

Em Goiás, o franco favorito é o senador Marconi Perillo, apesar da intenção do presidente Lula de derrotá-lo.

O pior problema dos tucanos é o Amazonas, onde o senador Arthur Virgílio não conseguiu montar um palanque local, a não ser o dele, sem chapa de governador. O maior problema do governo é o Paraná.

*Merval Pereira é jornalista, colunista de O Globo e comentarista da Rádio CBN e da Rede GloboNews

Perspectiva adiantou: Hélio Costa será candidato ao governo mineiro com o apoio do PT – Pimentel fora

08/06/2010

Comentou o Perspectiva recentemente:

O petista e ex-Prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel venceu as prévias petistas em Minas Gerais. Foi escolhido pelo PT-MG como candidato do partido ao governo do estado.

Acontece que sabe-se, assim como dois e dois são quatro, que o candidato do PT que saísse das prévias para o governo mineiro seria, na verdade, ungido como candidato ao Senado.

A submissão do PT mineiro ao PMDB do estado e à candidatura de Hélio Costa já está selada. Só não vê quem não quer. E só quem quer acredita nas falsas prévias petistas.

Tanto é assim que de cerca de 108 mil potenciais eleitores, apenas 30 mil compareceram às urnas. O resto não quis ser feito de bobo.

Pimentel venceu. Será candidato ao Senado.

Patrus Ananias perdeu. Será candidato à Câmara dos Deputados.

Hélio Costa nem concorreu nas prévias petistas. Será o candidato do PT ao governo de Minas.

Pois bem. Foi fechado oficialmente ontem o acordo que já estava selado há tempos.

Hélio Costa será candidato ao governo de Minas Gerais pelo PMDB com o apoio do PT. Fernando Pimentel será candidato ao Senado.

Tenta-se convencer Patrus Ananias a não concorrer a Deputado Federal e sim a Vice de Hélio.

Caso Patrus não aceite, estará confirmada toda a previsão do Perspectiva.

Na realidade, uma previsão consideravelmente fácil de se fazer, afinal, estão brincando de “tudo que o Mestre mandar”.

O Mestre todos sabem quem é. E ele só pensa na eleição federal.

Os diretórios regionais do PT e a formação de novos quadros petistas que se explodam.

Análise: Senado mineiro – Aécio e Itamar lideram pesquisa

27/05/2010

O jornal O Tempo, de Belo Horizonte, divulgou pesquisa realizada pelo DataTempo/CP2, visando aferir as intenções de voto para o Senado de Minas Gerais. O levantamento foi feito entre os dias 14 e 17 de maio, entrevistou 2.043 pessoas e tem margem de erro de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

Cenário 1 (Somando 1° Voto e 2° Voto)

Aécio Neves (PSDB) – 72,88%

Itamar Franco (PPS) – 45,47%

Hélio Costa (PMDB) – 44,45%

Clésio Andrade (PR) – 6,41%

Cenário 2 (Somando 1° Voto e 2° Voto)

Aécio Neves (PSDB) – 77,68%

Itamar Franco (PPS) – 57,41%

Fernando Pimentel (PT) – 17,77%

Clésio Andrade (PR) – 8,52%

Cenário 3 (Somando 1° Voto e 2° Voto)

Aécio Neves (PSDB) – 77,09%

Itamar Franco (PPS) – 59,76%

Patrus Ananias (PT) – 14,30%

Clésio Andrade (PR) – 9,10%

Os resultados permitem algumas conclusões inegáveis:

Aécio Neves tem uma popularidade astronômica, fenomenal, inigualável, em Minas Gerais. Praticamente 80% dos mineiros desejam dar seu 1° ou seu 2° voto a Aécio. E olhem que ele esteve viajando e longe da mídia. Em campanha, o percentual pode aumentar.

Aécio representa mais para Minas do que Lula para o Brasil. Impressionante.

Quanto ao grande Presidente Itamar Franco, seu patamar confirma o que o Perspectiva diz há meses: Aécio está eleito e Itamar só teria adversário de José Alencar concorresse.

Estando Alencar fora da corrida pelo Senado mineiro, Itamar está caminhando rumo à Casa alta do Legislativo nacional.

Com relação aos representantes de PMDB e PT, percebe-se que Hélio Costa tem bons patamares tanto nas pesquisas para o governo, como nas pesquisas para o Senado. Mas é o único.

Fernando Pimentel parece ter mais chances de conquistar o governo se convencer o PMDB a apoiá-lo do que de ganhar vaga no Senado.

A realidade é que, surpreendentemente, os políticos mineiros têm mais chance de conquistar o governo do que o Senado.

O que acontece é que na disputa pelo governo Aécio não pode estar.

Se aceitar ser o Vice de José Serra, não estará na disputa pelo Senado também.

Nesse caso as chances dos outros aumentam.

A prova de fogo de Aécio é a eleição de seu sucessor, Antonio Anastasia.

Ser Vice de Serra ou ser candidato ao Senado, o que for melhor para ajudar Anastasia a vencer ele fará.

Está até agora convencido de que a segunda opção é melhor.

Poderá andar por Minas de braços dados com seu pupilo.

Pesquisa Vox Populi: Sem Pimentel, Hélio Costa tem boa liderança – Anastasia depende de Aécio

19/05/2010

O Instituto Vox Populi divulgou pesquisa de intenção de voto referente à corrida para o governo de Minas Gerais. A pesquisa foi encomendada pela Rede Bandeirantes e realizada recentemente, tendo 3,1 pontos percentuais de margem de erro para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

Hélio Costa (PMDB) – 45%

Antonio Anastasia (PSDB) – 17%

Vanessa Portugal (PSTU) – 2%

João Batista (PSOL) – 2%

Outros e indecisos – 34%

O ponto principal a ser ressaltado é a ausência do nome do ex-Prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel na sondagem, embora ele tenha vencido o ex-Ministro Patrus Ananias nas prévias do PT que definiram o candidato da legenda ao governo mineiro.

Percebe-se que já é dado como certo o acordo entre PT e PMDB e que estão corretos os analistas que dizem que tanto as prévias petistas como a divulgação de que está havendo uma negociação entre os partidos para que se decida entre Costa e Pimentel representam apenas jogo de cena para tentar não melindrar a militância petista e colocá-la na campanha de Hélio.

Sendo assim, o verdadeiro rival de Costa é o atual Governador Antonio Anastasia, que há pouco tempo era Vice de Aécio Neves e que será o palanque mineiro de José Serra, fazendo o contraponto com relação ao palanque do PMDB que será de Dilma Rousseff.

Com a vantagem de 45% a 17% de Hélio Costa sobre Anastasia poderíamos interpretar que a eleição está ganha.

Mas não é bem assim.

Aécio Neves se engajará completamente na eleição de seu sucessor e representa, em Minas, mais do que Lula representa para o Brasil atualmente. O neto de Tancredo tem popularidade astronômica em seu estado.

Aécio crê que pode dar uma enorme parte destes 34% de indecisos para Anastasia, além de tirar uma casquinha dos índices de Hélio Costa.

É ver para crer.

Impossível não é.

Coluna do dia: Quando o PDT copia o PMDB e joga ao lado de quem estiver ganhando

12/05/2010

Por Rafa Policarpo*

O disputa pelo governo de Minas Gerais ainda parece incerta.

Alguns partidos participaram de uma reunião na manhã de terça-feira (11), incluindo PT e PMDB, e confirmaram o apoio a Dilma Rousseff nas eleições nacionais.

Contudo, nada de acertos para o governo estadual. Além disso, partidos que constituem a base da aliança nacional liderada pelos petistas não participaram desta solenidade e por isso parecem não aceitar o famoso palanque único tão debatido nos últimos dias no estado.

Com exceção da ausência do PP, que negocia com o PSDB a Vice na chapa de Antonio Anastasia, e do PDT, que parece mais indeciso do que as chapas que irão disputar o governo mineiro, a falta dos outros partidos não foi surpresa.

O Presidente do PDT confirmou contato por parte do PMDB solicitando a indicação de um nome para Vice de Hélio Costa, caso o PT-MG continue insistindo no pleito de algum de seus filiados.

Por sinal, na semana passada, petistas foram às urnas, seguindo a decisão do diretório estadual de que haveriam prévias no partido entre Patrus Ananias e Fernando Pimentel, para definir o candidato ao Palácio da Liberdade.

Porém, para descontentamento das lideranças mais conservadoras, Pimentel derrotou Patrus por diferença de 2% e parece abrir caminho para o apoio do PT-MG ao PMDB e a Hélio Costa, uma vez que o ex-Prefeito de Belo Horizonte é coordenador da campanha presidencial da ex-ministra Dilma e certamente faria de um tudo para poupar sua candidata e acertar as melhores opções em seu favor.

Enquanto nada é decidido, o PDT corre e atira para todos os lados. O Presidente mineiro da sigla afirmou em reportagem do Jornal Hoje em Dia que realmente ocorreram conversas entre seu partido e peemedebistas para definirem um nome para a Vice de Costa e, ao que tudo indica, Zezé Perrella estaria de olho e de ouvidos atentos na proposta.

Além disso, Paulo César Freitas, Presidente do PDT-MG disse que não se surpreenderia caso o convite para a indicação de um nome para Vice viesse do PT ou do próprio PSDB e afirmou que o partido está aberto, e que na altura do campeonato não descartaria nem mesmo candidatura própria do PDT.

Para o PDT mineiro não existe ideologia e nem mesmo princípios. O que o partido reivindica, seja de quem for, é o cargo de Vice-Governador do estado, seja em chapa encabeçada por Hélio Costa, por Pimentel, por Anastasia  ou talvez, quem sabe, até mesmo pela mula-sem-cabeça.

Semelhanças ou não, essa mesma característica é atribuída a nível nacional ao PMDB.

Resta saber se o PDT-MG terá o mesmo sucesso que obtiveram os peemedebistas com Lula.

Cristovam Buarque e todas as boas lideranças do PDT é que devem estar “imensamente felizes” com a conduta de sua sigla no estado de Minas Gerais…

*Rafa Policarpo, colunista do Perspectiva às quartas, é estudante de propaganda e publicidade, amante do marketing político e editor do blog RafaPolicarpo.

Pimentel vence prévia feita pelo PT mineiro para o Governo que vale para o Senado

03/05/2010

O petista e ex-Prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel venceu as prévias petistas em Minas Gerais. Foi escolhido pelo PT-MG como candidato do partido ao governo do estado.

Acontece que sabe-se, assim como dois e dois são quatro, que o candidato do PT que saísse das prévias para o governo mineiro seria, na verdade, ungido como candidato ao Senado.

A submissão do PT mineiro ao PMDB do estado e à candidatura de Hélio Costa já está selada. Só não vê quem não quer. E só quem quer acredita nas falsas prévias petistas.

Tanto é assim que de cerca de 108 mil potenciais eleitores, apenas 30 mil compareceram às urnas. O resto não quis ser feito de bobo.

Pimentel venceu. Será candidato ao Senado.

Patrus Ananias perdeu. Será candidato à Câmara dos Deputados.

Hélio Costa nem concorreu nas prévias petistas. Será o candidato do PT ao governo de Minas.

Tudo ou nada por Dilma.

Se ela vencer, tudo.

Se ela perder…

…O PT reza pela volta de Lula, que é, curiosamente, o mesmo que patrocina a submissão do PT mineiro a Hélio Costa.

2ª coluna do dia: Hélio Costa negocia vaga de Vice com o PDT, Anastasia de olho em Alberto Pinto Coelho

29/04/2010

Por Rafa Policarpo*

O ex-Ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), candidato ao governo mineiro com apoio do PT nacional, decidiu juntamente com seu partido pressionar a decisão do PT estadual. Segundo reportagens da imprensa mineira, Costa estaria irritado com a direção do PT-MG que nega apoiar seu nome ao cargo e defende até o momento a candidatura própria do Partido dos Trabalhadores.

Rumores indicam que nomes como os dos deputados Mario Heringer e Zezé Perrella, o PDT e o PR estariam envolvidos na articulação peemedebista, o que fortalece ainda mais o nome de Hélio Costa, já que o Partido da República, por exemplo, conta com Clesio Andrade, pré-candidato ao Senado por Minas Gerais.

O palanque único, ambição da aliança nacional, parece ficar distante, afinal, certamente o PT mineiro defenderá até o último instante que Patrus ou Pimentel concorram às eleições.

O presidente do PDT mineiro, Deputado Antonio Andrade, afirmou à imprensa que a conversa com o PDMB tem caminhado bem e que estão sendo acertados detalhes para que o PDT possa apoiar totalmente Costa no pleito mineiro.

Parece que a disputa entre os petistas e os peemedebistas em Minas se estenderá até próximo da oficialização dos candidatos que disputarão as eleições. Acredito que o PT nacional irá intervir nesse caso em beneficio da aliança PT-PMDB no estado, visando fortalecer Dilma.

Já a outra chapa que disputa o governo mineiro, que é liderada pelo ex-Vice de Aécio e atual Governador Antonio Anastasia (PSDB), parece bem à frente no tocante à composição, além de contar com o apoio crucial de Aécio.

Nesta terça-feira (27), Anastasia admitiu para jornalistas que o nome mais cotado para ser seu Vice é o Presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e também líder do PP no estado, Alberto Pinto Coelho.

Segundo fala do próprio Anastasia, essa escolha será feita somente em meados de 2010, mas existe indicativos que será mesmo Pinto Coelho o escolhido para compor a chapa. Anastasia ainda afirmou que esta escolha não será pessoal e que deverá partir dos partidos que apóiam o PSDB na concorrência em Minas.

Vale ressaltar que uma aliança entre PSDB e PP em Minas fortalece a possibilidade de uma repetição deste vínculo em nível nacional, que viria com o PP indicando o Senador fluminense Francisco Dornelles, seu Presidente, para Vice de José Serra.

No fim das contas, o pré-candidato ao governo mineiro que conta com o apoio de Aécio disse também que o “Dilmasia” é coisa do passado e afirmou que o candidato à Presidência dos eleitores do PSDB em Minas é José Serra, mas deixou escapar que o sul de Minas está sofrendo muito com a fuga de marginais do Estado de São Paulo. Segundo ele, o estado administrado por Serra possui indicadores de violências delicados.

Sobre a disputa mineira, o PSDB apesar de ter um nome com pouca expressividade se comparado ao de Hélio Costa, parece mais bem definido, o que certamente pode fortalecer Anastasia junto ao eleitorado.

Se somarmos a isso o apoio de Aécio Neves, concluiremos que a cisão no campo governista pode, juntamente com outros fatores, dar a vitória ao candidato do PSDB.

*Rafa Policarpo, colunista do Perspectiva às quartas, é estudante de propaganda e publicidade, amante do marketing político e editor do blog RafaPolicarpo.

Coluna do dia: Minas indefinida e seu velho poder de decisão

21/04/2010

Por Rafa Policarpo*

Os próximos dias serão decisivos para o futuro da política de Minas Gerais e até mesmo do País. Tudo porque o estado vive um racha em uma das alianças que têm maiores chances de vencer as eleições ao governo mineiro.

O PT-MG defende a candidatura própria, já a cúpula da sigla prefere acordo com PMDB em Minas para eleger Hélio Costa em troca da aliança nacional em torno de Dilma Rousseff.

Recentemente, em declaração à imprensa, um dos candidatos ao governo pelo PT, o ex-Ministro Patrus Ananias, disse acreditar num entendimento entre os partidos para selar um só candidato, promovendo Dilma em palanque único no Estado.

Dias atrás o pré-candidato do PMDB em Minas, Hélio Costa, respondeu às palavras ditas por Dilma quando esta sugeriu a dobradinha “Anastadilma”:

“[...] o PMDB está só observando. O partido merece mais atenção da campanha”.

Ainda nessa mesma oportunidade, Costa foi categórico ao fazer a seguinte afirmação:

“[...] se o PT não quer aliados, que nos avise para que o PMDB tome outro rumo”.

Costa fez clara referência à indefinição do partido sobre a disputa em Minas Gerais.

O PT estadual não aceita interferência da sigla nacional e admite possibilidade de resistência caso houver impasse dentro do partido e na aliança com o PMDB.

Para o presidente estadual do Partido do Trabalhores de Minas “o prazo limite é o prazo da Justiça Eleitoral, 30 de junho”. Contudo, disse ele que  “a definição do PT será no Congresso do partido, nos dias 21, 22 e 23 de maio”. Finalizou dizendo que o seu grupo, a Articulação Democrática, “apresentará a tese de duplo palanque”.

O diretório nacional do partido evita falar em intervenção, mas afirmou no início da semana que poderá sim agir no estado caso não ocorra um entendimento amigável dentro da aliança que ajudou a eleger Lula por duas vezes.

Do outro lado, no PMDB, Hélio Costa, que é ex-Ministro das Comunicações do governo Lula, disse à imprensa na última quinta (15) que o prazo máximo para acertarem os detalhes será dia 9 de maio: Um ultimato com tom de ameaça.

Porém, dias depois voltou atrás e disse que não existe uma data para acerto entre os partidos, mas que espera que PT e PMDB cheguem a uma decisão coesa para fortalecer a ex-Ministra e pré-candidata à Presidência pela aliança levando em consideração a popularidade do ex-Governador mineiro Aécio Neves que irá apoiar seu companheiro de PSDB, José Serra.

Minas continua indefinida do lado governista. Mas com certeza todos os interessados lutarão por uma definição, afinal, é notório o poder de decisão que o estado terá em 2010.

*Rafa Policarpo, colunista do Perspectiva às quartas, é estudante de propaganda e publicidade, amante do marketing político e editor do blog RafaPolicarpo.

Coluna do dia: Eleição em Minas é uma das mais indefinidas

13/04/2010

Por Alexandre Campbell*

Tudo indica que o candidato do governo federal em Minas será o Senador Hélio Costa (PMDB), mas em função das resistências locais, o apoio do PT à sua candidatura ainda não foi oficializado.

Costa enfrentará o Governador Antonio Anastasia (PSDB), que assumiu após a desincompatibilização de Aécio Neves.

É uma eleição sem favorito: um com a máquina estadual nas mãos e o apoio do popular ex-Governador e o outro escorado na popularidade de Lula, bem quisto entre os mineiros.

Quanto ao Senado, a indefinição permanece. Sabe-se que uma vaga é de Aécio Neves (PSDB), como uma seria de José Alencar (PRB), que decidiu não concorrer nestas eleições.

E se Aécio topar ser Vice de Serra?

Fica tudo em aberto. Criam-se chances para Itamar Franco (PPS) e Patrus Ananias (PT).

Para o Governo é importante esperar as próximas pesquisas eleitorais.

Anastasia, que pontuava na casa dos 15% até março, deve subir após ter assumido o cargo de Governador.

Caso o Senador peemedebê Hélio Costa continue superando os petistas Fernando Pimentel e Patrus Ananias por larga margem, o poder de resistência do PT de Minas cai.

Dizem que Minas é o termômetro do País. O cenário local é de uma eleição acirrada e reflete o que podemos esperar da eleição presidencial. Em todas as eleições desde a redemocratização, o Presidente eleito sempre venceu em Minas.

Este ano não deve ser diferente.

*Alexandre Campbell, escrevendo excpecionalmente em uma quarta, é colunista do Perspectiva Política às terças, jornalista, estudante de Marketing Político e autor do Blog do Campbell, onde escreve diariamente sobre política.