Postagens com a palavra-chave ‘Petrobrás’

PMDB: Literalmente o partido do Brasil

23/08/2010

Informa o Estadão:

Poder dividido ‘meio a meio’. Assento no Planalto, entre os ‘ministros da casa’, e no Conselho Político que assessora o presidente da República. Henrique Meirelles na equipe econômica. Ministérios de ‘porteira fechada’, os cargos de sempre nas estatais e postos de comando nas vedetes do petróleo, a Petrobrás e a Petro-Sal. Senado e Câmara sob seu comando.

Com a campanha eleitoral em curso e ainda a 42 dias da abertura das urnas, é com essa precisão cirúrgica, alimentada pela liderança nas pesquisas da candidata aliada, Dilma Rousseff (PT), que o PMDB já define as regras de ocupação do poder. Como presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), no posto de vice da chapa presidencial, o PMDB estima o tamanho da cota futura de poder baseado no argumento de que agora, se Dilma ganhar, o partido não é mais ‘um convidado’, mas na verdade um dos ‘donos da casa’, o Palácio do Planalto.

A diferença entre ‘convidado’ e ‘dono da casa’ deriva do fato, como explicam os peemedebistas, de que, um governo Dilma seria fruto da coalizão do PT com o PMDB, e não de simples aliança construída depois da vitória – o que aconteceu, por exemplo, nos governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

Núcleo. Por isso é que o partido, na condição de sócio-proprietário, já dá como certa a presença de um representante no núcleo político do Palácio do Planalto. ‘Fomos o primeiro partido a assinar com o presidente Lula um compromisso de união política pela democracia, liberdade de imprensa e de opinião, respeito aos direitos humanos e aos movimentos sociais. Com Lula e com Dilma voltamos a ser o velho MDB, que combateu a ditadura’, diz Moreira Franco, escalado para coordenar o programa de governo da candidata petista pelo lado do PMDB.

Depois de passar por uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal e assumir um lugar na coordenação da campanha presidencial, Moreira Franco sonha com um ministério: o das Cidades, que tentou criar na gestão Fernando Henrique Cardoso e só viu a proposta se concretizar no governo de Lula.

Como o partido conseguiu seis ministérios após aderir formalmente ao segundo governo Lula (2007-2010), passando a comandar orçamento superior a R$ 100 bilhões, o cenário pretendido na hipótese de vitoriosa a chapa PT-PMDB supera, em muito, as cifras e o atual espaço de poder.

A legenda, agora, quer assento no Palácio do Planalto, com participação garantida no núcleo da tradicional reunião das 9 horas com o presidente da República, e quer também ministérios em que os postos-chave não sejam divididos com outros aliados – a tal ‘porteira fechada’. Além das estatais e da Petrobrás e da futura Petro-Sal, o partido lembra que é candidato a também ratear poder nas agências reguladoras.”

Está mais do que explicado o slogan da maior legenda do País: “PMDB, o partido do Brasil”.

É corretíssimo!

Afinal, a política brasileira e o fisiologismo peemedebista são irmãos.

O Estado brasileiro, salvo exceções, é isso: Loteamento político da máquina administrativa em seu estado puro.

Compromisso ideológico? Promessa de campanha? Plataforma partidária?

Que nada!

Cada um quer sua fatia e ponto final.

É ou não é o “partido do Brasil” ?

Absurdo completo: Depois de quatro décadas, Petrobras importa gasolina

17/02/2010

Informa o Zero Hora:

“A crise do etanol levou a Petrobras a retomar a importação de gasolina depois de cerca de quatro décadas de autonomia.

O combustível foi embarcado na Venezuela, que já conta com encomendas futuras, e chegará ao litoral brasileiro ainda neste mês.

Segundo a empresa, foram importados aproximadamente 270 mil metros cúbicos. É o equivalente a cerca de 2 milhões de barris. ‘Para os meses subsequentes, a Petrobras está avaliando a necessidade de importação e, se existente, estimará o volume a ser importado’, informou a estatal, por meio de nota. A compra da gasolina venezuelana resultará em uma conta de cerca de US$ 140 milhões para a empresa.

Para Ildo Sauer, professor da Universidade de São Paulo e ex-diretor da Petrobras, o volume de 2 milhões de barris não chega a ser expressivo, já que é equivalente à produção diária da companhia. Mas se surpreendeu com a importação.

– A empresa era superavitária de gasolina desde a entrada do Proálcool, nos anos 70 – lembra.

Especialista em energia, Adriano Pires, diretor-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), analisa o movimento da petroleira brasileira.

– Há quase uma década o Brasil se tornou um exportador. Primeiro, foi o anúncio da Petrobras de que interromperia a exportação, há cerca de um mês, e agora tem de comprar de outros produtores. É surpreendente – afirma Pires.”

Não há falta de etanol que justifique esta notícia. Não há problema na colheita de cana ou aumento do uso desta na produção de açúcar que torne aceitável este fato. Não há aumento da demanda por conta do crescimento das vendas de veículos automotivos que traga explicações convincentes.

Trata-se de falha grave, gravíssima, de gestão. Ponto final!

Estamos diante, sim, de uma incompetência coletiva que une o governo brasileiro capitaneado por Lula e Dilma Rousseff – ex-Ministra das Minas e Energia -, a administração de José Sérgio Gabrielli na Petrobras e, principalmente, o atual Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que se já não tem aliados dos melhores, agora parece não ter também uma capacidade gestora muito admirável.

Parece-me um péssimo nome para o Ministério, que foi indicado, diga-se de passagem, pelo famigerado José Sarney. Não poderia ser diferente, não é mesmo?

No fim das contas, olhamos para um absurdo completo!

Depois da notícia de que o Brasil importará álcool de milho dos Estados Unidos, somos obrigados a ouvir que, embora tenhamos uma tão alardeada auto-suficiência em petróleo, vamos importar gasolina. E da Venezuela, curiosamente. Está mais para insuficiência.

Ministro Edison Lobão, o senhor é um fanfarrão.

Análise: Vergonha – Morre a CPI da Petrobras

15/12/2009

Este blog lutou, em diversas postagens, a favor da CPI da Petrobras. Este blogueiro gritou, esperneou, reclamou, logicamente, dentro da forma escrita. Enfim, o Perspectiva Política assumiu a causa da moralização dos processos que se dão dentro, e até fora, da Petrobras, envolvendo os negócios da estatal.

Pois é com pesar que este mesmo Perspectiva se vê obrigado a avisar aos meus caríssimos leitores que a CPI da Petrobras morreu. O governo a asfixiou e a oposição não ofereceu um balão de oxigênio.

Foi com indignação que li as manchetes e as informações que recebi a respeito das irregularidades da Petrobras.

Foi com garra que defendi, aqui, que a CPI fosse instalada, pelo bem do interesse público nacional, independentemente de quem fossem os beneficiados e os prejudicados eleitoralmente.

Foi com repulsa que soube que o Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, alegou que os fatos levantados para justificar a CPI eram fantasiosos e inventados.

Foi com esperança que comemorei a instalação da CPI da Petrobras, afirmando que, por mais que a oposição pudesse ter interesses eleitorais na questão, isso não poderia tornar a investigação desnecessária e, muito menos, fazer dos fatos comprovados episódios fantasiosos.

Contudo, é com tristeza que, agora, comunico que a CPI da Petrobras definhou, tombou e faleceu, sem cuidados, sem atenção e sem a devida importância.

O vírus que levou a CPI à doença foi inoculado pelo governo. E a oposição não buscou, por sua vez, vacina eficiente.

Hoje, no Senado, foi distribuído o relatório de Romero Jucá, líder do governo no Senado e, como não podia deixar de ser, se levarmos em conta o conteúdo do relatório, peemedebista.

O texto de Jucá livra as caras da Petrobras, da Agência Nacional do Petróleo, do governo, enfim, de Deus e do mundo.

A oposição chiou e afirmou que o relatório é patrocinado pela própria Petrobras. Provavelmente é. Mas a oposição chiou baixinho.

A mesma oposição fez cara feia por conta da dificuldade que encontrou, por conta do trabalho da tropa de choque do governo, para aprovar requerimentos de informações e de depoimentos, afirmando que a CPI não tem credibilidade. Pois não tem mesmo. Mas o governo olhou e disse que cara feia, para ele, é fome.

No fim das contas, o dinheiro público que escorreu na refinaria Abreu e Lima fica por isso mesmo, os superfaturamentos são esquecidos e os desvios de verba são deixados para lá. Simples assim.

A CPI da Petrobras morreu.

Só não foi enterrada ainda pois o relatório, que a matou, ainda não foi votado, já que Fernando Collor – olhem, quem – pediu vistas do mesmo.

Mas o relatório será votado e, feito isso, só lembraremos da CPI da Petrobras em nossas preces.

As irregularidades estarão aí também para manter viva nossa lembrança.

Oposição entra com 18 representações na PGR contra a Petrobras

25/11/2009

Informa o Portal G1:

“O PSDB e DEM protocolaram nesta terça-feira (24), na Procuradoria-Geral da República (PGR), 18 representações contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades que vão desde contratações ilegais e irregularidades na prestação de contas até indícios de improbidade administrativa na estatal e em algumas de suas subsidiárias.

As denúncias dos partidos de oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva foram colhidas por parlamentares tucanos e democratas durante os trabalhos da CPI da Petrobras, que investiga a empresa. Os documentos, segundo senadores do DEM e PSDB, farão parte de um relatório final paralelo da comissão parlamentar de inquérito.

De acordo com uma das representações, entre setembro de 2008 e julho de 2009, a Petrobras gastou R$ 32,7 bilhões em contratos firmados sem processos concorrenciais. O valor, segundo o documento, é superior a 60% do investimento realizado pela estatal no período. Com os serviços contratados por meio de concorrência foram gastos R$ 21,8 bilhões.

A oposição também critica a venda de refinarias da Petrobras para a Bolívia por preços inferiores ao valor de mercado. Segundo a representação, a Petrobras queria US$ 153 milhões, mas concordou em receber US$ 112 milhões do governo boliviano. PSDB e DEM acusam ainda a estatal de irregularidades no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

As 18 representações foram entregues pessoalmente ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por cinco senadores: o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM); o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE); Álvaro Dias (PSDB-PR); o líder do DEM, José Agripino Maia (RN); e Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA).

Ao G1, o senador José Agripino afirmou que o procurador mostrou disposição em investigar as denúncias. ‘Ele acolheu [as representações] com toda a disposição de instalar os devidos inquéritos’, disse. ‘O objetivo é que o esclarecimento dos fatos aconteçam, porque pela CPI esses fatos serão ignorados ou tangenciados’, completou.”

Mantenho o que tenho dito aqui neste blog sobre as denúncias de irregularidades a respeito da Petrobras: A oposição pode ter seus interesses eleitorais, mas isso não quer dizer que não há o que investigar.

A este raciocínio que tenho defendido soma-se o fato de a oposição ter sido obrigada a recorrer à Procuradoria Geral da República por não crer na idoneidade e na real intenção de investigar as falcatruas da CPI da Petrobras. É uma vergonha que seja assim.

É o que tenho dito:

Me digam que a CPI da Petrobras foi defendida pela oposição por conta de interesses eleitorais.

Me digam que também existiram irregularidades na Petrobras no governo do PSDB que, agora, critica problemas semelhantes aos que podem ter existido quando este governou o País.

Mas não me digam que não há o que investigar.

Não me digam que as denúncias de irregularidades são baseadas em fatos fantasiosos como alegou o Presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli.

Em suma, não insultem a minha, a nossa e a vossa inteligência.

Está claro que há o que se corrigir na Petrobras. Não existe isso de serem inventadas transgressões para que se justifique uma futura privatização.

A oposição pode, sim, querer desgastar o governo com a CPI e não ter os motivos mais nobres para defendê-la. Claro que pode. Mas ela não inventou os fatos. Dizer isso é demais.

Além disso, como já citado, é um absurdo que tenhamos que ter a noção de que o Senador José Agripino diz a verdade quando afirma que os fatos levados pela oposição ao conhecimento da PGR serão ignorados ou tangenciados por uma CPI dominada por governistas que é um teatro de mau gosto.

Eu não creio que a oposição quer apenas regularizar a Petrobras. Há, sim, o componente eleitoral. Mas isso não quer dizer que uma CPI desacreditada não seja uma vergonha, que o Presidente da Petrobras dizer que as irregularidades são inventadas não seja um absurdo e que partidos políticos serem obrigados a procurar o Ministério Público para poderem investigar suspeitas não seja um acinte.

Quando se vê esvaziado em suas funções, o Legislativo chia. Quando é seu papel investigar, se exime. Qual a legitimidade das reclamações?

Pois é a PGR que terá, talvez, que se fazer de CPI, pois os governistas não querem investigar os erros da estatal, creditam tudo na conta das eleições de 2010 e das supostas intrigas da oposição e ponto final.

Nosso dinheiro, enquanto isso, indiretamente, escoa, afinal, grandes acionistas da Petrobras são fundos de pensão e instituições financeiras estatais.

Oposição desacredita CPI e acusa Petrobras em relatório

12/11/2009

Informa o Globo:

“O relatório paralelo da oposição na CPI da Petrobras acusa a estatal de improbidade administrativa e irregularidades, que variam de prestações de contas incompletas a crimes ambientais e tributários. Com a queixa de que a maioria governista impediu uma investigação mais profunda, PSDB e DEM não conseguiram apurar indícios de ligações políticas entre supostos desvios e a cúpula do governo petista, conforme suspeitavam.

Na próxima terça-feira, o relatório paralelo, transformado em 18 representações contra a Petrobras, será levado pelos senadores de oposição ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

O caso considerado mais grave foi o superfaturamento da obra da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Além das constatações de superfaturamento feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o PSDB cita estudo que indica um sobrepreço de US$ 2 bilhões.”

Este blogueiro bate na mesma tecla desde o início desta questão a respeito da Petrobras, pois sustenta desde aquela época a mesma opinião:

Me digam que a CPI da Petrobras é defendida pela oposição por conta de interesses eleitorais.

Me digam que também existiram irregularidades na Petrobras no governo do PSDB que, agora, critica problemas semelhantes aos que podem ter existido quando este governou o País.

Mas não me digam que não há o que investigar.

Não me digam que as denúncias de irregularidades são baseadas em fatos fantasiosos como alegou o Presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli.

Em suma, não insultem a minha, a nossa e a vossa inteligência.

Está claro que há o que se corrigir na Petrobras. Não existe isso de serem inventadas transgressões para que se justifique uma futura privatização.

A oposição pode, sim, querer desgastar o governo com a CPI e não ter os motivos mais nobres para defendê-la. Claro que pode. Mas ela não inventou os fatos. Dizer isso é demais.

Precisamos deste equilíbrio. O Perspectiva preza por ele.

Ora, meus caros, nas obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro) a Petrobras pagou indenização 1.490% maior do que a devida. Como é possível que digam que não existem irregularidades relevantes?

E agora surge o sobrepreço na obra da refinaria Abreu e Lima quase comprovado.

Pode até ser que a oposição pense também no quesito eleitoral, não duvido, mas configura um absurdo o fato de uma investigação tão importante como a da Petrobras ser fruto de negociação no que tange os resultados atingidos por ela. Não posso conceber, como cidadão de bem, que seja correto que o governo escolha os setores a terem suas falcatruas reveladas para proteger outros.

Não é de se admirar que a oposição tenha abandonado a CPI. Ficar nela e achar que estava investigando algo de verdade seria ingenuidade pura.

É uma vergonha a intenção do relator Romero Jucá, representante claro do que há de pior no PMDB, de isentar a Petrobras de qualquer acusação. É um acinte! Uma sacanagem!

Como pode o eleitor comum, como eu, entender como normal que seja claro e cristalino que existam irregularidades em um setor do governo ou em uma estatal e que, ainda assim, nada seja apurado?

Não há justificativa! Não há argumento fraco daqueles que dizem que a oposição apenas quer enfraquecer o governo e facilitar sua vida em 2010 que convença!

Fosse a oposição, realmente, um antro de interesseiros, nem isso justificaria que o governo cogitasse escolher as falcatruas a serem apuradas e, depois, resolvesse abafar todas.

Como eu venho dizendo:

Chega de nariz de palhaço! Chega de teatro!

É baseada nestes preceitos éticos que será feita a exploração estatal do pré-sal?

E não me digam que criticar o governo é querer elogiar a oposição.

Quem erra tão feio merece a crítica e ponto final.

Interesse cruzado: Múcio é relator no TCU do caso da Fundação Sarney

27/10/2009

Informa o Estadão:

“O caso da denúncia de desvio de dinheiro público e das suspeitas de irregularidades na prestação de contas da Fundação José Sarney caiu nas mãos do ministro José Múcio Monteiro, do Tribunal de Contas da União (TCU), recém-empossado no órgão por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Múcio foi o articulador político do Planalto durante o período que comandou o Ministério de Relações Institucionais.

Desde o dia 20 de outubro, quando assumiu o cargo no TCU, Múcio tornou-se o responsável pela investigação sobre ‘apropriação por parte da Fundação José Sarney de recursos públicos provenientes de patrocínio da Petrobrás’.

Há três meses, porém, o então ministro de Lula foi um dos responsáveis por debelar a crise entre senadores petistas, que defendiam um pedido de licença do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para apurar irregularidades – entre elas, as da Fundação Sarney.”

Está posto na notícia reproduzida acima, de forma clara e cristalina, o mal que a indicação de aliados políticos, pelo Presidente, para ocuparem cargos de controle traz.

Múcio, que defendeu fortemente José Sarney a mando de Lula enquanto ainda era Ministro, agora terá nas suas mãos o julgamento das irregularidades da Fundação do próprio Sarney.

Estão vendo porque critico esse tipo de indicação?

E tem mais: Como eu venho dizendo, o que é Múcio para o TCU, é Toffoli, ex-advogado do PT e de Lula, recém indicado para a Corte Suprema nacional, no que diz respeito ao STF, ou seja, casos claros de interesses cruzados.

Desaconselho fortemente a indicação, pelos governantes, de aliados políticos muito próximos para cargos desse tipo. Tanto na esfera federal, como na estadual, onde Governadores também influem nos Tribunais de Contas.

Coluna do dia: 2010 – A agenda de Lina e os esqueletos e fantasmas governamentais

19/10/2009

Por Arthurius Maximus*

Um ano de eleições se aproxima e muito ao contrário do que esperava o governo, as eleições presidenciais não estão com a “menor pinta” de serem meramente plebiscitárias.

Uma candidata sem carisma, sem história de participação política na vida nacional (a não ser uma apagada presença na época da ditadura que sequer ficou muito bem esclarecida), sem qualquer simpatia pessoal e ainda com a sua atuação à frente do Ministério cercada de denúncias de falsificação de currículo, encontros secretos com pedidos para encerrar rapidamente investigações que não interessavam ao governo e uma série de outras “histórias mal contadas”, que acabarão fazendo da eleição uma incógnita, pode acabar se transformando em um dos maiores fracassos eleitorais da história do planeta.

Afinal de contas, temos um governo cujo mandatário conta com uma popularidade esmagadora, onde as esmolas atiradas às massas assumem o papel de um “cala boca” viciante e progressivo. Além do uso descarado da máquina administrativa com claros fins eleitorais. Se, mesmo assim, seu sucessor não conseguir ser eleito, isso representará uma derrota tão brutal e tão acachapante para o PT que algumas correntes temem até pela integridade (já combalida) do partido.

Com as últimas imagens da candidata Dilma rindo-se a valer das declarações do Presidente Lula, ao recomendar que a oposição “saísse do ócio”, ainda ecoando em suas retinas, os caciques do PT acordaram com um antigo esqueleto saltando do armário para assombrá-los:

A tal prova do encontro secreto entre Dilma e a ex-Secretária da Receita Federal, Lina Vieira, que era tão solicitada nos depoimentos desta – até de forma grosseira – pelos petistas, finalmente apareceu. E lá, no dia 09 de outubro de 2008, lê-se a emblemática e esclarecedora inscrição: “Dar retorno à Ministra sobre a família Sarney”.

Resta saber se as imagens do circuito fechado de TV do Planalto “aparecerão do nada” para desmentir Lina e salvar Dilma (o que acabaria sendo uma desastrosa confissão de culpa dupla) ou se a mentira, já desvendada, de que as imagens são “apagadas” após trinta dias (coisa desmentida pelo próprio contrato e pela segurança do Planalto) será mantida a todo custo com o intuito de “deixar no ar” e no terreno do “disse-não-disse” a coisa toda.

Ao mesmo tempo, pessoas escolhidas diretamente por Lula ou por pessoas próximas a ele foram condenadas pelo TCU por fraude e condenadas a devolver valores aos cofres públicos. Elas estavam à frente de empresas como a Petrobras e a Casa da Moeda do Brasil. Isso pode representar uma poderosa arma nas mãos da oposição e afastar os votos de uma parte mais consciente da população que ainda via com bons olhos o governo Lula.

Por outro lado, há ainda a possibilidade de intervenção federal no Pará (governado pelo PT) pelo simples fato de que Governadora Ana Júlia Carepa descumpre sistematicamente todas as decisões judiciais que ordenam o fornecimento de apoio policial para a reintegração de posse de áreas produtivas invadidas pelos Sem-Terra locais.

A decisão, que está na mão de Gilmar Mendes, também pode deixar claro para uma parcela da população brasileira que mais um governo do PT acabará levando a anarquia para setores da economia nacional responsáveis por boa parte da nossa balança positiva no comércio exterior.

Aliado a isso, temos a divisão das esquerdas e a fragmentação das candidaturas provocada pela inexorável fogueira de vaidades que cega a todos para o que há de mais importante nisso tudo: o melhor para o País.

A culpa pelo fato dos fantasmas da derrota e da humilhação estarem se divertindo tão acintosamente é de ninguém mais do que do próprio presidente Lula. Foi ele que enfraqueceu o PT ao cuspir em seus estatutos e aliar-se ao que há de pior em matéria de política nacional, aceitar indicações vindas de “companheiros” que constantemente o envolviam em saias justas (como é o caso de Benedita da Silva ao indicar o diretor da Casa da Moeda, agora condenado pelo TCU) e a sua resistência insana de apoiar uma candidata que não empolga nem a ele mesmo.

Mas, ainda falta muito tempo e muitas coisas podem mudar. Rezemos para que mudem no sentido do que for melhor para a nação.

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

Vergonha total: CPI da Petrobras à míngua

18/10/2009

Informa Felipe Patury, na Veja:

“Há dois meses, o governo enviou emissários à oposição na tentativa de negociar uma saída pacífica para a CPI da Petrobras.

Cogitava, então, acatar algumas condenações à estatal para evitar que as investigações atingissem áreas consideradas cruciais na empresa.

Agora, a conversa é outra.

Na semana passada, avisou que encerrará a CPI isentando a Petrobras de qualquer acusação de malversação de recursos. O relator Romero Jucá (PMDB-RR) acredita que já pode concluir seu trabalho.

A oposição tentará manter a CPI viva. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, foi escalado para fazer um discurso sobre as irregularidades já detectadas em operações da empresa.”

Já configura um absurdo o fato de uma investigação tão importante como a da Petrobras ser fruto de negociação no que tange os resultados atingidos por ela. Não posso conceber, como cidadão de bem, que seja correto que o governo escolha os setores a terem suas falcatruas reveladas para proteger outros.

Aparentemente, trata-se de prática comum no âmbito do governo atual, afinal, o mesmo foi feito com os membros importantes das cúpulas presidencial, ministerial e petista na ocasião dos grandes escândalos. Nomes foram sendo “queimados” para que outros fossem protegidos. Da “queimação” dos possíveis presidenciáveis, emergiu o nome de Dilma Rousseff.

Pois bem. Se a escolha de certas falcatruas para serem levadas aos holofotes, visando ocultar outras, já é condenável, que dirá a pizza generalizada.

É uma vergonha a intenção do relator Romero Jucá, representante claro do que há de pior no PMDB, de isentar a Petrobras de qualquer acusação. É um acinte! Uma sacanagem!

Como pode o eleitor comum, como eu, entender como normal que seja claro e cristalino que existam irregularidades em um setor do governo ou em uma estatal e que, ainda assim, nada seja apurado?

Desvios de dinheiro público, malversações e corrupções não podem ser alvo de negociações! Isso tem que mudar! Essa praxe deve ser extinta da sociedade brasileira! Chega de rabos presos e conchavos!

Onde já se viu que saibamos que há o que investigar, que há o que punir, e mesmo assim negociemos o que será conhecido pelas luzes da Justiça, cogitando, até mesmo, fazer com que nada, absolutamente nada, seja constatado de forma conclusiva.

Essa impunidade revolta demais! Acredito que vocês, leitores deste Perspectiva Política, são tomados, assim como eu, por uma quase fúria.

Estou perplexo e repito o que está sendo desenhado para reforçar: O governo quer que a CPI da Petrobras, que claramente foca uma empresa estatal onde existe o que ser apurado, não apure nada. E, para atingir tal objetivo, negocia.

A oposição não pode permitir tais negociatas! É o dinheiro do povo brasileiro que está em jogo! É a moralidade e a ética das relações de uma empresa que quer se dizer uma das maiores do mundo que está no fio da navalha.

Não é possível não ser tomado pela raiva ao ver que, primeiramente, movimentos sociais cooptados pelo governo defendem a não criação de uma CPI que, claramente, atende ao interesse público, sendo necessária por existirem fortes indícios de irregularidades diversas.

Mais tarde, conseguida a CPI, negocia o governo para escolher quais falcatruas serão conhecidas.

Por fim, vendo que há espaço para a manobra, o mesmo governo resolve nem mesmo escolher, empurrando tudo para debaixo do tapete e colocando um tremendo nariz de palhaço nos rostos de brasileiros e brasileiras que, além de contribuintes, são, em alguma quantidade, acionistas da empresa.

Vergonha! Vergonha! Vergonha!

Não há justificativa! Não há argumento fraco daqueles que dizem que a oposição apenas quer enfraquecer o governo e facilitar sua vida em 2010 que convença!

Fosse a oposição, realmente, um antro de interesseiros, nem isso justificaria que o governo cogitasse escolher as falcatruas a serem apuradas e, depois, resolvesse abafar todas.

Que a CPI da Petrobras, pelo bem da ética, que se coloca acima de qualquer disputa partidária, continue viva, atuante e eficaz.

Chega de nariz de palhaço! Chega de teatro!

É baseada nestes preceitos éticos que será feita a exploração estatal do pré-sal?

E não me digam que criticar o governo é querer elogiar a oposição.

Quem erra tão feio merece a crítica e ponto final.

Brasil terá consulado temporário em Puerto Evo Morales

12/10/2009

O Ministério das Relações Exteriores informou que será aberto um Consulado sazonal na fronteira entre o estado do Acre e a Bolívia, que vai prestar assistência às comunidades brasileiras residentes do lado boliviano destas regiões limítrofes.

Até aí, nada demais. Não há nada desabonador a ser dito, afinal, é correto que o nosso Ministério das Relações Exteriores zele pelos interesses dos brasileiros residentes em outros países, seja em áreas de fronteira ou não.

Acontece que dois fatos que envolvem a instituição deste Consulado temporário devem, necessariamente, ser destacados.

Primeiramente, é relevante dizer que o Consulado está sendo fundado pois o Presidente Evo Morales, mui amigo, decidiu implementar regra de sua nova Constituição  que proíbe a fixação de estrangeiros na faixa de 50 km da fronteira boliviana, determinando a saída dos brasileiros residentes daquela região.

Ainda assim, Lula não reclama, não bate o pé, não cita os prejuízos da Petrobras no país e pretende doar aeronaves para as Forças Armadas bolivianas.

Em segundo lugar, vale ressaltar que o Consulado será situado no município boliviano de Puerto Evo Morales.

Personalismo? Ora, que nada. As afirmações de que os bolivarianos incentivam o culto à personalidade é intriga da oposição.

Governo quer doar aeronaves a vizinhos na América Latina

10/10/2009

Informa a Folha:

“O governo Lula encaminhou nesta semana ao Congresso Nacional pedido que, se atendido, resultará na autorização da doação em todo o seu mandato de pelo menos 27 aeronaves a outros países, em especial Bolívia, Equador e Paraguai.

Lula enviou na quarta-feira dois projetos de lei em que manifesta intenção de transmitir gratuitamente quatro helicópteros e um avião da Força Aérea Brasileira à Bolívia e ao Equador, pedido que se soma a outro, feito em maio, que pretende beneficiar o Paraguai com três aviões de ataque.”

Se estamos adquirindo novas aeronaves militares, isso quer dizer que elas não estão sobrando no arsenal de nossas Forças Armadas.

E se elas não estão sobrando, por que se dar ao luxo de abrir mão de algumas em benefícios de países bolivarianos que, com certeza, não farão uso das doações em um ambiente democrático e que, entre outras coisas, ocuparam instalações da Petrobras e deram um calote no Brasil?

Este blogueiro acredita que as doações se devem ao certo alinhamento que existe envolvendo o governo Lula e os regimes bolivarianos. Nada de política da boa vizinhança. Nada de cooperação mútua. E sim auxílio a aliados políticos internacionais às custas do erário brasileiro.

E você, o que pensa?