Postagens com a palavra-chave ‘Pesquisa’

Angela Amin lidera em Santa Catarina – Raimundo Colombo em segundo

12/07/2010

Informa o blog do jornalista Josias de Souza:

”Pesquisa realizada por encomenda do Grupo RBS acomoda a deputada federal Angela Amin (PP) na liderança da disputa pelo governo de Santa Catarina.   Angela obteve 33,5% das intenções de voto. O senador Raimundo Colombo (DEM), em segundo, amealhou 20,6%. Atrás dele, Ideli Salvatti (PT), com 15,9%.   A sondagem foi feita pelo instituto Mapa.”

Angela lidera mas não tem candidato a Presidente. É uma das ”neutras” do PP.

Na realidade, não faz isso por ideologia: Se for para o segundo turno contra Raimundo Colombo, será Dilma. Se for contra Ideli Salvatti, será Serra.

Muito mais cômodo do que escolher um lado agora.

Mas corre o risco de ver a eleição presidencial se encerrar na primeira rodada.

Ibope: Tarso Genro lidera no Rio Grande do Sul – José Fogaça vem em segundo

11/07/2010

Informa o jornal Zero Hora, sobre os resultados da nova pesquisa Ibope sobre a corrida estadual gaúcha:

“Pesquisa Ibope sobre as eleições para o governo do Estado, encomendada pelo Grupo RBS, mostra o candidato do PT, Tarso Genro, liderando com 39% das intenções de voto. José Fogaça (PMDB) aparece em segundo lugar, com 29%, e a governadora Yeda Crusius (PSDB), com 15%.

A pesquisa, realizada entre os dias 6 e 8 de julho, mostra ainda outros cenários. Num eventual segundo turno, Tarso levaria vantagem, com 48% sobre o candidato do PMDB, que ficaria com 39%. Em cenário no qual estaria incluída a governadora Yeda Crusius, o candidato do PT vai para 59% contra 24% da representante do PSDB. Em um confronto entre Fogaça e Yeda, o candidato peemedebista ficaria com 58%, enquanto Yeda teria 22%.

Na consulta espontânea – quando não são apresentados os candidatos –, 62% dos entrevistados se mostraram indecisos em quem votar. Em relação à rejeição dos candidatos, 47% responderam que não votariam de jeito nenhum no primeiro turno em Yeda Crusius. Tarso Genro fica com 12% e Fogaça tem apenas 5%.

No cenário em que estão todos os candidatos, Tarso tem o seu melhor desempenho entre os eleitores de 25 a 29 anos (44%) e, entre os que têm nível superior de escolaridade, o candidato do PT obtém 43%. Fogaça chega a 31% das intenções de voto entre os eleitores de 16 a 24 anos. Já Yeda Crusius tem seu melhor desempenho entre os entrevistados com mais de 50 anos (18%).

Quanto à avaliação do atual governo do Estado, a administração de Yeda Crusius teve uma nota média de 5, em uma escala de zero a 10.”

Ibope mantém empate apontado pelo Datafolha – Serra 39%, Dilma 39%

04/07/2010

Este que vos fala tem dito constantemente que as pesquisas não são determinantes, mas apontam tendências e que estas tendências se confirmam, com mais força, quando diferentes institutos de pesquisa corroboram o mesmo cenário.

Pois bem. É o que ocorre agora. Após um momento de ultrapassagem de Serra por Dilma, voltamos ao empate, que foi apontado pelo Datafolha e respaldado pelo Ibope. Com isso, consolida-se o cenário de igualdade às portas do início de uma campanha que tem tudo para ser a mais acirrada dos últimos anos.

Enquanto aguardamos novas pesquisas para saber se a tendência de empate se mantém ou se alguém abre vantagem e, nesse caso, quem lidera, vamos ao resultado do Ibope:

José Serra (PSDB) / Índio da Costa (Dem) – 39%

Dilma Rousseff (PT) / Michel Temer (PMDB) – 39%

Marina Silva (PV) / Guilherme Leal (PV) – 10%

Não sabem / Não opinaram – 7%

Brancos / Nulos – 6%

A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Diminui potencial de transferência de votos de Lula

04/07/2010

Informa a Folha:

“O potencial de transferência de votos de Lula diminuiu. O presidente da República, que em dezembro tinha 14 pontos percentuais para passar à sua candidata, agora tem 8.

A taxa, calculada pelo Datafolha desde dezembro, é composta pelos eleitores que afirmam que votariam ‘com certeza’ no candidato indicado por Lula, mas não declaram voto em Dilma Rousseff (PT) nem sabem que ela é apoiada pelo presidente.

Entre as duas últimas pesquisas Datafolha, o potencial caiu de 11% para 8%. A candidata petista, no entanto, apenas oscilou de 37% para 38% das intenções de voto.

É difícil afirmar se a falta de correspondência entre a votação de Dilma e a diminuição do potencial se deve a alguma ‘falha’ na transferência ou se a petista recebeu os votos do presidente, mas perdeu outros eleitores e manteve saldo estável.

O cientista político Amaury de Souza afirma ser ‘ilusório achar que pessoas desinformadas vão de repente ter a informação ‘correta’ e passar a votar em Dilma’. Para ele, ‘a informação simplesmente não chega à fatia mais pobre e desinformada do eleitorado e, se chega, o faz de várias maneiras’.

Segundo Souza, a possibilidade de que esses eleitores descubram que Dilma é a preferida de Lula é tão plausível quanto a de que identifiquem José Serra (PSDB) como candidato do presidente.”

Os especialistas dizem, desde quando Dilma Rousseff foi anunciada como a escolhida pelo Presidente Lula para lhe suceder, que só seria possível aferir se a petista agrega votos próprios ao seu montante após o término da simples transferência de votos do Presidente.

Obviamente que, algum dia, este momento chegaria. Pois está chegando. Será possível observar se Dilma continua crescendo ou se limita-se a ter os votos daqueles que “com certeza votarão no candidato de Lula”.

De qualquer forma, aparentemente, Dilma pode, apenas com os votos herdados de Lula, ficar acima dos 40% nas pesquisas, ou seja, pode vencer sem precisar convencer, tendo só o número 13, o apoio do Presidente popular e ponto final.

Resumindo: Podemos constatar que Dilma não tem votos pessoais e que, mesmo assim, tem chances de vencer.

Impressionante.

Em tempo: O fato de eleitores interpretarem, por falta de informação, que Serra é o candidato de Lula demonstra o quanto o País precisa avançar em termos de consciência política.

Datafolha: Serra sobe e empate com Dilma retorna

02/07/2010

Segundo o Datafolha houve crescimento nos últimos dias da candidatura de José Serra. A nova pesquisa do instituto demonstra que retornamos ao cenário de empate técnico entre ele e Dilma Rousseff.

Vamos aos resultados, ressaltando que a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais:

José Serra (PSDB) / Índio da Costa (Dem) – 39%

Dilma Rousseff (PT) / Michel Temer (PMDB) -38%

Marina Silva (PV) / Guilherme Leal (PV) -10%

Brancos / Nulos – 5%

Não sabem / Não opinaram – 9%

A justificativa apresentada pelos especialistas para o crescimento de José Serra é a de que os recentes comerciais televisivos teriam aumentado o nível de exposição do candidato, fazendo com que mais pessoas saibam de sua candidatura, embora a maioria dos brasileiros já o conhecesse, por conta dele ter concorrido à Presidência em 2002.

A subida de Serra na pesquisa espontânea (de 14% para 19%, contra 22% de Dilma) prova que esta explicação pode ser a correta.

De qualquer forma, retornarmos ao cenário de empate técnico, após duas semanas de prevalência do cenário de liderança de Dilma.

Aguardemos as pesquisas de outros institutos para sabermos se realmente há o retorno do empate, tendo a vantagem de Dilma recente sido um ponto fora da curva, ou se Dilma volta abrir, sendo esta pesquisa Datafolha, ela sim, a distorção.

Debate: Os constantes 5% que desaprovam Lula

12/06/2010

O jornalista e blogueiro Ricardo Kotscho, ex-assessor de Lula, constrói textos que têm uma característica constante, interessante e elogiável: Apresenta argumentos comuns a todos os petistas, contudo, de forma mais franca, analítica e sensata. Sendo assim, tem mais credibilidade do que os mais raivosos.

Do alto de sua maior credibilidade, Kotscho, a quem respeito, escreveu artigo questionando o passa pela cabeça dos 5% de brasileiros que desaprovam o governo Lula. Comentando que este patamar se mantém estável, o jornalista se pergunta o que pode motivar essas pessoas a manterem-se contrárias a uma política que, segundo ele, é favorável para o País.

A partir deste texto, publicado no blog Balaio do Kotscho, foi construída uma argumentação desenhada pelo jornalista Sandro Vaia e publicada no Blog de Ricardo Noblat. Nela, Vaia, que é ex-Diretor de Redação do jornal O Estado de São Paulo, explica os inúmeros motivos que podem levar alguém a fazer parte, tranquilamente, dos 5% que rejeitam Lula.

O debate é interessantíssimo e o Perspectiva não poderia ficar de fora.

Seguem abaixo os dois textos. Os comentários estão abertos para a sua opinião, caro leitor.

Que Brasil é Este dos 5% do contra?

Ricardo Kotscho

O tema do Balaio deste domingo vale uma pesquisa em profundidade, uma tese acadêmica  ou mesmo uma capa de revista: que Brasil é este dos 5%?

Entra pesquisa, sai pesquisa, eles estão sempre lá do mesmo tamanho. São os que consideram o governo Lula ruim ou péssimo. A aprovação do presidente e do governo pode variar entre 70 e 80%, conforme o instituto, os restantes ficam na categoria regular e, invariavelmente, temos os 5% de insatisfeitos com os rumos do país, tanto faz o que esteja acontecendo naquele momento de bom ou ruim.

Quem são eles, onde vivem, o que fazem, o que pensam? Já que ninguém se atreve a investigá-los, disponho-me aqui a encontrar algumas respostas sobre o perfil deste minoritário, mas sólido contingente de brasileiros que não mudam de opinião, mesmo remando contra a maré.

Mais do que um posicionamento político-partidário ou mesmo ideológico, como à primeira vista indicam as pesquisas, creio que se trata de um fenômeno psíquico, algo mais ligado aos sentimentos do que à razão, ao comportamento humano de um núcleo duro que é do contra porque é do contra, quaisquer que sejam suas motivações.

Em termos absolutos, estes 5% representam mais ou menos 9 milhões de brasileiros, o mesmo universo dos que lêem habitualmente jornais e revistas da grande mídia, o que pode representar uma primeira pista para entendermos seu pensamento.

Noto isto pelos comentários dos leitores publicados aqui no Balaio. Qualquer que seja o assunto, política, futebol, literatura, música, cinema, observações de viagem, mulheres bonitas, praias, botecos ou buracos de rua, sempre aparecem os mesmos comentaristas, escrevendo as mesmas coisas, com os mesmos argumentos: nada funciona, ninguém presta, tudo está ruim, a vida não vale a pena.

Confundem o país com o governo, a vida real com o noticiário do poder, ao reproduzir o que lêem nas manchetes e nos editoriais dos grandes veículos, nos blogs da Veja.com, nas colunas de O Globo ou ouvem dos comentaristas da CBN e da Jovem Pan. Se você fala bem de alguma coisa acontecendo no país, logo te chamam de vendido, chapa-branca, idiota.

Não importa o assunto. Nas viagens pelo Brasil que fiz nas últimas semanas, falei da minha alegria em revisitar as cidades de Teresina e Rio de Janeiro, que me encantaram por algumas características que tornam a vida dos seus moradores mais agradável, mesmo com todos os problemas de qualquer capital, grande ou pequena.

A grande maioria dos leitores destes dois lugares gostou do que escrevi, até me agradeceu por falar bem destas cidades que normalmente só aparecem no noticiário pelo lado negativo, dando-se mais destaque às suas mazelas do que aos seus encantos.

Mas lá estavam também os 5% de sempre, que me esculhambaram por elogiar a cidade onde vivem, dizendo que eu não vi nada, que a vida ali é um inferno, que não existe nada de bom, que só pensam em ir embora de lá.

Teresina é administrada pelo PSDB e, o Rio, pelo PMDB, em aliança com o PT, o que me prova não se tratar de implicância partidária, mas de um estado de espírito.

Como não posso pedir ajuda aos universitários, apelo aos leitores para que juntos encontremos outras respostas capazes de explicar que Brasil é este dos 5%. Ou será que vivemos em países diferentes?

-x-x-x-

Esses Estranhos 5%

Sandro Vaia

Que espécie de gente serão esses 5% que não acham o governo Lula nem ótimo nem bom? O repórter que propôs investigá-los (no sentido de pesquisar,conhecer,tentar entender, como ele bem explicou), pode encontrar algumas boas pistas aqui.Eles podem ser:

1- Pessoas que acreditam que a democracia não é apenas o governo das maiorias, mas também e principalmente o que não discrimina as minorias e as respeita, garantindo seus direitos constitucionais de manifestação e expressão.

2- Pessoas que não concordam que a atual política externa seja responsável, altiva e independente, mesmo que os outros 95% achem isso.Elas têm todo o direito de achar que é uma política aventureira,irresponsavelmente jactanciosa, longe das tradições da diplomacia brasileira, e afastada de seus valores básicos, que sempre foram os de não apoiar regimes de exceção, autoritários e ditatoriais.

3- Pessoas que acreditam que o atual ciclo de crescimento do País não começou com um estalar de dedos de um ser divino e providencial,mas é resultado de um processo que teve início em governos que se dedicaram a implantar os fundamentos de um crescimento sustentado, fundamentos esses que foram incontestavelmente assimilados, respeitados e mantidos, apesar das promessas – ou ameaças -em contrário.

4- Pessoas que acreditam que a ética e a honradez na política são valores que não podem ser desprezados.

5- Pessoas que sabem reconhecer que a divergência de idéias faz parte do processo democrático e são contrárias a qualquer tipo de controle da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão.

6- Pessoas que acreditam que a melhora dos índices sociais,a melhor distribuição de renda, o acesso de todos a uma educação de qualidade, não precisa ser feita através da instituição de um tipo reverso de discriminação social e racial, que institua o rancor e o ódio entre pessoas,grupos étnicos e classes sociais,separando em vez de unir a Nação.

7- Pessoas que acreditam que todos são iguais perante a lei e que ninguém está acima dela, e que, portanto, ninguém pode transgredi-la impunemente.

8- Pessoas que acreditam que debochar das instituições é um mau exemplo e uma agressão à democracia, principalmente quando parte de quem é responsável pela salvaguarda dessas instituições.

9- Pessoas que acreditam que a popularidade do presidente da República é um indicador inequívoco de apoio popular, mas que não acreditam que isso seja uma franquia para ultrapassar os limites da lei.Um presidente não pode tudo, ao contrário do que achava Richard Nixon.

10- Pessoas que acreditam que o presidente da República é um magistrado, e como tal deve comportar-se durante todo o tempo de seu mandato, inclusive durante uma campanha eleitoral.

São valores mais ou menos básicos, simples e fundamentais, mas possivelmente tão exóticos, nos dias de hoje, que só seja possível encontrá-los entre esses estranhos 5% de brasileiros.Pode até ser que não sejam pessoas “em fase de desespero diante das últimas pesquisas da campanha eleitoral”, mas gente tão normal e digna quanto os outros 95%.

Ibope: Serra e Dilma iguais nos dois turnos – Confirmada tendência de empate

06/06/2010

O jornal O Estado de São Paulo e a TV Globo encomendaram ao Ibope pesquisa sobre a corrida presidencial. Ela foi realizada entre os dias 31/05 e 03/06 e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

1° Turno

José Serra (PSDB) – 37% (tinha 40% em abril)

Dilma Rousseff (PT) – 37% (tinha 32% em abril)

Marina Silva (PV) – 9% (tinha 9% em abril)

2° Turno

José Serra (PSDB) – 42% (tinha 46% em abril)

Dilma Rousseff (PT) – 42% (tinha 37% em abril)

Confirma-se com estes resultados a tendência de empate que é trazida pela subida de Dilma Rousseff. A candidata do PT mostra ter recuperado fôlego, embora ainda não tenha conseguido ultrapassar José Serra.

No fim das contas, à luz de uma média das novas pesquisas dos diversos institutos, percebe-se que se consolida o cenário de igualdade entre os candidatos, estando Serra na descendente e Dilma na ascendente.

Os novos acontecimentos e fatos políticos poderão inverter ou não uma dessas curvas ou as duas. É provável que, neste momento, a queda de um represente a subida de outro, já que a estagnação de Marina Silva demonstra que Serra e Dilma trocam votos entre si atualmente.

O escândalo do dossiê encomendado pela cúpula da equipe de campanha de Dilma contra Serra poderá ter efeitos negativos para a petista. Da mesma forma, os comerciais de televisão oficiais do PPS e do PSDB, que propagandearão Serra, podem influir.

Sendo assim, é plausível a teoria de que Serra ganhe algum fôlego para abrir pequena vantagem ou pelo menos manter o empate nas próximas pesquisas.

Por outro lado, também é factível a tese de que, iniciada a campanha, Dilma tem tudo para retomar a curva ascendente, mesmo que inicie o processo atrás ou empatada com Serra.

Conclui-se que a dinâmica da campanha decidirá a eleição, que está acirrada, com leve vantagem para Dilma, embora a petista com seus escorregões e sua equipe com suas trapalhadas estejam tentando perder para si mesmos e facilitar a vida de Serra.

Além disso, pode-se dizer que Serra tem chances de, entrando na campanha na frente e impondo um debate sobre a falta de preparo de Dilma, vencer no primeiro turno, caso Marina Silva perca eleitores por conta do voto útil.

No segundo turno, ao contrário, sem a turbulência causada pelas eleições proporcionais, o jogo estará nas mãos de Lula e, consequentemente, de Dilma.

Serra provavelmente vai para o primeiro turno no espírito do tudo ou nada em uma campanha que já está com ânimos incitados.

A militância tucana e democrata terá que tentar fazer frente à histórica mobilização petista.

A ver.

Marcelo Crivella e Cesar Maia lideram com folga corrida para o Senado no Rio

01/06/2010

O Sindicato dos condutores da Marinha Mercante encomendou pesquisa ao Ibope sobre a corrida para o Senado no Rio de Janeiro. Ela foi realizada recentemente e tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

1° Voto

Marcelo Crivella (PRB) – 26%

Cesar Maia (DEM) – 24%

Lindberg Farias (PT) – 8%

Jorge Picciani (PMDB) – 4%

Marcelo Cerqueira (PPS) – 2%

Vaguinho (PT do B) – 2%

1° e 2° Votos somados

Marcelo Crivella (PRB) – 40%

Cesar Maia (DEM) – 37%

Lindberg Farias (PT) – 13%

Jorge Picciani (PMDB) – 10%

Marcelo Cerqueira (PPS) – 4%

Vaguinho (PT do B) – 4%

Manoel Ferreira (PTB) – 4%

Fica claro que o cenário está propício para a reeleição do Senador Marcelo Crivella (PRB) e para a eleição do ex-Prefeito carioca Cesar Maia (DEM), visto que cada estado elegerá dois senadores este ano.

Na realidade, o quadro parece melhor para Maia do que para Crivella, já que, embora o segundo esteja na frente, o primeiro terá um candidato a Governador – Fernando Gabeira – apoiando seu nome.

Crivella está sozinho. Não há espaço para ele na chapa do Governador Sérgio Cabral, ocupada por Jorge Picciani e Lindberg Farias. Também não é possível se aliar a Anthony Garotinho, pois o Pastor Manoel Ferreira já estará ao lado do ex-Governador buscando o público evangélico, o mesmo de Crivella.

Além disso, a falta de alianças faz Crivella ter pouco tempo de televisão. Quem sabe esta pesquisa torna-se argumento para que Crivella busque ocupar espaço na chapa de Garotinho e empurre Manoel Ferreira para uma candidatura a Deputado Federal.

No fim das contas, Lindberg e Picciani ainda sonham em tomar o lugar de Crivella e Cesar Maia, que tem um histórico de avanços na intenção de voto durante as campanhas, caminha a passos largos para a vitória.

Muita água ainda passará por debaixo da ponte, mas desenha-se um cenário onde Cesar Maia elege-se e Crivella, forte eleitoralmente mas fraco politicamente, é ameaçado por Picciani e Lindberg.

A ver.

Análise: Senado mineiro – Aécio e Itamar lideram pesquisa

27/05/2010

O jornal O Tempo, de Belo Horizonte, divulgou pesquisa realizada pelo DataTempo/CP2, visando aferir as intenções de voto para o Senado de Minas Gerais. O levantamento foi feito entre os dias 14 e 17 de maio, entrevistou 2.043 pessoas e tem margem de erro de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

Cenário 1 (Somando 1° Voto e 2° Voto)

Aécio Neves (PSDB) – 72,88%

Itamar Franco (PPS) – 45,47%

Hélio Costa (PMDB) – 44,45%

Clésio Andrade (PR) – 6,41%

Cenário 2 (Somando 1° Voto e 2° Voto)

Aécio Neves (PSDB) – 77,68%

Itamar Franco (PPS) – 57,41%

Fernando Pimentel (PT) – 17,77%

Clésio Andrade (PR) – 8,52%

Cenário 3 (Somando 1° Voto e 2° Voto)

Aécio Neves (PSDB) – 77,09%

Itamar Franco (PPS) – 59,76%

Patrus Ananias (PT) – 14,30%

Clésio Andrade (PR) – 9,10%

Os resultados permitem algumas conclusões inegáveis:

Aécio Neves tem uma popularidade astronômica, fenomenal, inigualável, em Minas Gerais. Praticamente 80% dos mineiros desejam dar seu 1° ou seu 2° voto a Aécio. E olhem que ele esteve viajando e longe da mídia. Em campanha, o percentual pode aumentar.

Aécio representa mais para Minas do que Lula para o Brasil. Impressionante.

Quanto ao grande Presidente Itamar Franco, seu patamar confirma o que o Perspectiva diz há meses: Aécio está eleito e Itamar só teria adversário de José Alencar concorresse.

Estando Alencar fora da corrida pelo Senado mineiro, Itamar está caminhando rumo à Casa alta do Legislativo nacional.

Com relação aos representantes de PMDB e PT, percebe-se que Hélio Costa tem bons patamares tanto nas pesquisas para o governo, como nas pesquisas para o Senado. Mas é o único.

Fernando Pimentel parece ter mais chances de conquistar o governo se convencer o PMDB a apoiá-lo do que de ganhar vaga no Senado.

A realidade é que, surpreendentemente, os políticos mineiros têm mais chance de conquistar o governo do que o Senado.

O que acontece é que na disputa pelo governo Aécio não pode estar.

Se aceitar ser o Vice de José Serra, não estará na disputa pelo Senado também.

Nesse caso as chances dos outros aumentam.

A prova de fogo de Aécio é a eleição de seu sucessor, Antonio Anastasia.

Ser Vice de Serra ou ser candidato ao Senado, o que for melhor para ajudar Anastasia a vencer ele fará.

Está até agora convencido de que a segunda opção é melhor.

Poderá andar por Minas de braços dados com seu pupilo.

Pesquisa Vox Populi: Rosalba Ciarlini lidera com folga a corrida potiguar

23/05/2010

O Instituto Vox Populi divulgou pesquisa de intenção de voto referente à corrida para o governo do Rio Grande do Norte. A pesquisa foi encomendada pela Rede Bandeirantes e realizada entre 8 e 12 de maio, tendo 3,7 pontos percentuais de margem de erro para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

Rosalba Ciarlini (DEM) – 49%

Carlos Eduardo Alves (PDT) – 16%

Iberê Ferreira de Souza (PSB) – 15%

Outros e indecisos – 20%

Aparentemente, a eleição estadual do Rio Grande do Norte pode ser mais uma a permitir uma aposta segura no que diz respeito a prever quem vencerá.

Se em São Paulo a aposta na vitória de Geraldo Alckmin é tranquila, também parece ser a aposta no triunfo de Rosalba Ciarlini na disputa potiguar.

Rosalba conquistou o favoritismo alguns meses atrás, quando garantiu que estariam em seu palanque tanto o governista Garibaldi Alves, quanto o oposicionista José Agripino Maia.

Agora é hora de colher os frutos da aliança bem costurada.

O pedetista Carlos Eduardo e o atual Governador e antigo Vice de Wilma de Faria, Iberê Ferreira, não parecem ter fôlego para alcançar a democrata, que fará palanque para José Serra, ao contrário dos outros dois, que estarão com Dilma.