Postagens com a palavra-chave ‘Pedro Simon’

PMDB lança candidatura de José Fogaça no RS

10/12/2009

Informa a Agência Estado:

“O prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, será o candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul em 2010. A decisão foi tomada no fim de semana e anunciada hoje pelo senador Pedro Simon, presidente da sigla no Estado.

O partido acredita que, com o lançamento de um nome, acaba com as pressões internas e também dos potenciais aliados, que pediam a definição como condição para abrir negociações de apoio.

O lançamento da candidatura de Fogaça também fecha o quadro sucessório entre os maiores partidos do Estado. A governadora Yeda Crusius é candidata à reeleição pelo PSDB. E o PT já definiu que vai concorrer com o ministro da Justiça, Tarso Genro.

Com a decisão, o PMDB passa a ser favorito para conquistar o apoio do PDT, que também é cortejado por Tarso, à candidatura de Fogaça. A moeda de troca é a Prefeitura de Porto Alegre. Quando renunciar, no início de abril, o prefeito deixará sua vaga para o vice José Fortunati, do PDT, assumi-la por dois anos e meio.”

A candidatura de José Fogaça ao governo do Rio Grande do Sul confirma três pontos: A inexistência de aliança entre PT e PMDB no estado, o posicionamento de Fogaça como grande adversário de Tarso Genro e a escolha pelo atual Prefeito de Porto Alegra na disputa interna peemedebista com o ex-Governador Germano Rigotto.

Com o provável apoio do PDT, e podendo ainda atrair o PP, forte no estado, a candidatura peemedebista tem tudo para ser competitiva.

Contudo, pode vir a ser mais robusta ainda se passar a contar com o respaldo do PSDB.

Alguns podem, neste momento, se perguntar: Ora, mas o PSDB não é o partido da atual Governadora, Yeda Crusius, que deseja a reeleição?

Respondo: Sim, é. Mas Yeda pode ser preterida em favor de Fogaça. Isso se dá pelo fato de Yeda estar extremamente enfraquecida pelas denúncias de corrupção, o que faz com que, além de suas chances serem pequenas, a cúpula tucana prefira Fogaça fazendo palanque para o presidenciável do PSDB.

Esse movimento retiraria Yeda da disputa e polarizaria entre Tarso/Dilma e Fogaça/Serra.

A ver.

Requião oficializa pré- candidatura à Presidência em 2010

01/12/2009

Informa o Globo:

“Cercado por um grupo de peemedebistas históricos que estão fora do comando do partido, o governador do Paraná Roberto Requião oficializou nesta terça-feira, junto ao Diretório Nacional, a inscrição para disputar como candidato à sucessão do presidente Lula.

[...]

O anúncio da oficialização da inscrição de Requião como candidato a presidente foi feito no Senado, ao lado do senador Pedro Simon (RS), um dos incentivadores da idéia, e do eterno presidente de honra Paes de Andrade.

Mas as lideranças governistas do PMDB ignoraram e minimizaram qualquer impacto político. Mesmo porque, o principal articulador da candidatura com o intuito de rachar a convenção prevista o ano que vem, o ex-governador Orestes Quércia, não compareceu.

Em carta lida por Paes de Andrade, Quércia diz que abandonará a candidatura de José Serra, do PSDB, para apoiar uma candidatura própria de seu partido. Além de Simon e Paes, estavam lá os deputados Ibsen Pinheiro (RS), Darcisio Perondi (RS), Rocha Loures (PR), Edinho Bez (PR), Eliseu Padilha (RS) e o senador Neuto de Conto (PR). Representantes de 15 diretórios assinaram moção defendendo a candidatura própria, e Padilha diz ter se reunido com 24 diretórios que apoiaram a tese. O próprio Requião admitiu que estava ali ao seu lado ‘uma espécie de exército brancaleone’. Sem muita efervescência, Simon chegou a cochilar.

- Num jantar como que aconteceu no Alvorada, podem decidir no máximo a sobremesa, nunca a vida, o futuro e a história do maior partido desse país – discursou Requião, completando que não se podia aceitar uma aliança não programática, apenas para dar emprego a meia dúzia de pessoas.”

O próprio Roberto Requião diz que se trata de uma “espécie de exército brancaleone”, ou seja, um grupo que é idealista, mas que está provavelmente fadado ao insucesso.

É uma verdade? É! Requião tem chance de se tornar candidato do PMDB à Presidência? Pouquíssima. Requião tem chance de vencer em 2010? Menos ainda.

Contudo, quem foi que disse que ganhar é tudo? Quem foi que afirmou que pré-candidaturas só são válidas se forem vitoriosas?

Acredito que Roberto Requião é um político que, embora tenha suas falhas, merece ser respeitado. Tanto é que vejo a sua pré-candidatura com bons olhos.

Creio que ela não tem chance alguma de vingar, porém, é saudável, é expressão do que deveria ser feito.

O PMDB, hoje comandado por um grupo de políticos fisológicos, que mantém sob controle uma federação de caciques através de um loteamento de cargos e espaços políticos, só poderia um dia reviver os tempos do Dr. Ulysses se trocasse as alianças interesseiras por atitudes como a de Requião.

O Perspectiva é a favor da pré-candidatura do Governador do Paraná. É a favor, até mesmo, da remota possibilidade de ele concorrer em 2010.

Não sei se votaria nele para Presidente, mas seria ótimo tê-lo como candidato e, principalmente, ver um PMDB diferente, que é subjugado dia após dia, dando a cara a tapa.

Perspectiva adianta: Pedro Simon cogita deixar a política

03/10/2009

Já há tempos que o Senador gaúcho Pedro Simon tem dito que se sente desacreditado com relação à política nacional. Alguns opositores afirmam que Simon também não é flor que se cheire, mas, de qualquer forma, o Senador não deixa de ter razão ao criticar o nível da política brasileira atual.

Pois bem. Corre a informação de que Pedro Simon, hoje com 79 anos e um dos políticos presentes no cenário nacional há mais tempo, iniciará uma retirada da vida pública.

Ao que parece, Simon vai anunciar, na Convenção municipal de Porto Alegre, a renúncia imediata e voluntária da presidência do PMDB gaúcho, abrindo espaço para a renovação.

Supõe-se que Simon, atualmente dissidente dentro do PMDB e crítico dos líderes atuais de sua legenda, pretende buscar um sossego maior a partir de 2014, ao final do quarto mandato e após 32 anos em Brasília, encerrando seu período no Senado Federal.

Como relator, Tasso vota contra entrada da Venezuela no Mercosul

01/10/2009

Informa ao G1:

“O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) apresentou nesta quinta-feira (1) seu parecer contrário à entrada da Venezuela no Mercosul. Tasso é o relator da proposta na Comissão de Relações Exteriores do Senado, que está reunida para debater o tema. A tendência é que seja feito um pedido de vistas e a votação seja adiada para a próxima semana.

O protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul foi assinado em julho de 2006, mas precisa ser ratificado pelos Congressos dos quatro países membros para ser formalizados. Caso um dos países rejeite, a adesão não será concluída. No Brasil, a Câmara já aprovou a adesão.

O principal argumento contrário à entrada da Venezuela diz respeito à cláusula democrática. Para Tasso, esta cláusula é um problema para a adesão porque mesmo sem haver uma ‘ruptura’, o presidente Hugo Chavez governa de forma ‘quase ditatorial’.

‘O presidente Hugo Chavez tem seguido uma estratégia bastante conhecida de destruição da democracia e implantação de um regime autoritário’, diz trecho do relatório. “

No que tange este episódio bato palmas para o Senador Tasso Jereissati. A Venezuela não deve, realmente, fazer parte do Mercosul.

O motivo é simples: O Mercosul dispõe de cláusula democrática, ou seja, apenas países democráticos podem adentrar o bloco econômico. Pois bem. A Venezuela não é nem mesmo uma democracia em construção hoje. Trata-se de um país comandado por um regime semi-ditatorial.

A escalada ditatorial chavista na Venezuela é cristalina. Só não a observa quem não deseja.

O regime bolivariano recorre aos casuísmos para minar a oposição, coíbe a liberdade de imprensa, coopta as instituições e, como todos sabem, recorre a plebiscitos ditos democráticos para, justamente, perverter a democracia.

Que regime democrático que se preze altera as prerrogativas de um cargo eletivo quando um opositor do governo central o conquista?

Que tipo de democracia se tem quando o Parlamento e o Judiciário são controlados completamente pelo Executivo?

Ora, meus caros. Chávez aumentou o número de membros do Supremo Tribunal de seu país para poder nomear os novos integrantes e ter a maioria dentro do órgão. Mas que belo democrata, hein!

O governo venezuelano atual é personalista, antidemocrático, autoritário, desonesto. Enfim, semi-ditatorial.

E ficamos por aqui, para não citarmos as influências criminosas nas eleições de países estrangeiros, a relação estreita com o narcotráfico das FARC e o fato de a antiga elite venezuelana, mal falada pelo regime, ter sido apenas substituída por uma nova elite, a dos parentes e aliados dos governantes.

Portanto, está coberto de razão o Senador Tasso Jereissati ao, brilhantemente, resumir que a cláusula democrática barra a Venezuela pois, se não houve ruptura, há um governo quase ditatorial.

É exatamente isso. Não há o que tirar nem colocar.

O Senador Pedro Simon criticou o parecer de Jereissati dizendo que não permitir o ingresso da Venezuela é destruir o Mercosul e que Jereissati estaria se colocando da maneira que se colocou por Chávez ser de esquerda.

Não concordo com Simon neste caso. Nem um pouco.

O Mercosul tem como sua espinha dorsal a relação entre Brasil e Argentina. Barrar a Venezuela não o extingue. Além disso, o regime venezuelano é quase ditatorial por força dos fatos, das evidências, a inclinação ideológica de Chávez indifere.

Fosse ele de direita, de centro, de  Marte, este blogueiro, pelo menos, se colocaria da mesma forma.

A questão é: Sem democracia, nada de Mercosul. Se na Venezuela não há democracia de verdade, não pode o país ser do bloco econômico.

Simples assim.

Pedro Simon defende ‘recall’ de mandatos por plebiscito

28/09/2009

Informa o Globo:

“O senador Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu nesta sexta-feira , em plenário, o instrumento do ‘recall’, regra constitucional que atribui à população o direito de propor plebiscito para revogar mandato de titular de cargo eletivo. Na forma sugerida por Simon, o pedido para realização de consulta que definirá se o político com mau desempenho será afastado ou mantido no cargo serão necessárias as assinaturas de 5% dos eleitores.

No discurso, Simon registrou que o tema foi debatido na véspera pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Nessa comissão, tramitam três propostas de emenda à Constituição que sugerem a adoção do recall no país. Designado relator, ele já apresentou substitutivo consolidando a proposta final que foi submetida à discussão.

Como esclareceu o senador, podem ser alcançados pelo recall desde o prefeito ao presidente da República, assim como detentores de cargos no Legislativo. A população poderia inclusive propor a renovação de toda a composição das Casas do Congresso, o Senado e a Câmara dos Deputados.”

O advento do recall nos moldes defendidos por Pedro Simon poderia representar interessante avanço para a democracia brasileira, afinal, bastaria um movimento organizado o suficiente para conseguir as assinaturas de 5% do eleitorado do País, de um estado ou de um município para que um plebiscito a respeito da atuação de certo político fosse realizado.

Como sabemos, se o alvo do plebiscito fosse a atuação de um político notoriamente ruim, ou seja, inerte, loteador de cargos ou, até mesmo, corrupto, não seria complicado aprovar a retirada de seu mandato.

A necessidade de se ter que conseguir as assinaturas de 5% do eleitorado configura trabalho árduo, porém, é alternativa muito melhor do que ter que se conformar por pelo menos quatro anos com a presença, dentro do quadro de representates populares, de alguém claramente em dissonância com a função.

Digo conformar pois a única alternativa atual é a cassação do mandato efetuada pelos próprios pares do político, o que, sabemos todos nós, é extremamente improvável em todos os casos, afinal, reinam o corporativismo e o compadrio.

O Perspectiva se coloca a favor do “recall”, ressaltando, porém, que ele é uma faca de dois gumes.

Políticos de qualidade poderiam se ver importunados, indevidamente, com  questionamentos de seus mandatos causados pela atuação das nocivas máquinas políticas, azeitadas com conchavos, dos opositores antiéticos.

De qualquer forma, apóio a iniciativa da implantação do instituto do recall, apenas defendendo a estipulação de critérios que possam coibir casos como o citado acima.

Joaquim Barbosa vai relatar recurso no STF contra arquivamento do caso Sarney

29/08/2009

Informa o Globo:

“O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), será o relator da ação apresentada pela oposição contra a decisão da Mesa Diretora do Senado de rejeitar o recurso que contestou o arquivamento das 11 denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pelo Conselho de Ética. De acordo com a assessoria de imprensa do STF, Joaquim Barbosa, que está de licença médica, volta ao trabalho nesta segunda-feira.

Inicialmente, o caso seria relatado pelo ministro Celso de Mello, mas ele se declarou impedido – por questões de foro íntimo – e solicitou a troca na relatoria.

O pedido ao STF é assinado por José Nery (PSOL-PA), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Renato Casagrande (PSB-ES), Jefferson Praia (PDT-AM), Demóstenes Torres (DEM-GO), Pedro Simon (PMDB-RS) e Kátia Abreu (DEM-TO).

No mandado de segurança, esses senadores argumentam que a decisão da Mesa de negar recurso ao plenário da Casa foi ‘unilateral e antirregimental’. A ação argumenta que ‘a competência do plenário do Senado não poderia, nunca, ter sido usurpada pela Mesa, quanto mais por um ato unilateral e monocrático’. Para os senadores, ‘a permanência da decisão da Mesa do Senado impõe desnecessário e irreparável prejuízo político e institucional ao Legislativo’.

A ação sustenta que ‘é forte o dano e irreparável o prejuízo à imagem e prerrogativa dos parlamentares impetrantes, com o perigo do descredenciamento e retirada de legitimidade dos parlamentares frente aos seus eleitores’, a permanência de um senador sob suspeita sem que haja investigação competente.”

Primeiramente, é importante frisar que o recurso é corretíssimo. Os argumentos presentes são inegáveis. É verdade que a competência do Plenário não poderia ter sido usurpada pela Mesa Diretora que negou, de pronto, o recurso ao Plenário do Senado no que tange o arquivamento das denúncias contra Sarney.

O fato de a Mesa Diretora não ter permitido que o Plenário da Casa se manifestasse a respeito do arquivamento empreendido por Paulo Duque é uma vergonha. Estão certíssimos os senadores que assinam o pedido junto ao STF. Se não der em nada, que se busquem outras alternativas, mas não se pode ficar de braços cruzados deglutindo a pizza.

Esperemos que o Ministro Joaquim Barbosa faça jus aos elogios que recebe de alguns e tome a decisão correta, ou seja, ordene que o Plenário da Casa avalie o arquivamento das denúncias contra Sarney e derrube esta balela dos sarneyzistas de que o regimento não permite essa apreciação pelo Plenário.

O Ministro Eros Grau, que julgou o pedido liminar, negou seguimento a ele. Eros substituiu Barbosa pois este está de licença médica. Tomara que, voltando ao serviço, Barbosa tenha entendimento diferente no julgamento definitivo. Até lá tudo já terá esfriado, daí a necessidade do pedido liminar, porém, como diz o ditado, antes tarde do que nunca.

Pizza: Mesa do Senado rejeita recurso do PSOL, que queria levar ações contra Sarney ao Plenário

21/08/2009

Informa o Globo:

“A Mesa Diretora do Senado rejeitou, na noite desta quinta-feira, o recurso do PSOL contra o arquivamento no Conselho de Ética das ações para investigar o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), por quebra de decoro parlamentar. O PSOL queria que o plenário decidisse se as ações deveriam ser reabertas ou não.

O líder do PSOL, José Nery, já tinha dito que pretendia apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o recurso fosse rejeitado pelo comando do Senado.

O recurso que acabou rejeitado foi assinado pelos senadores: José Nery (PSOL-PA); Cristovam Buarque (PDT-DF); Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE); Renato Casagrande (PSB-ES); Jefferson Praia (PDT-AM); Demóstenes Torres (DEM-GO); Marina Silva (sem partido-AC); Flávio Arns (PT-PR); Pedro Simon (PMDB-RS); Alvaro Dias (PSDB-PR); e Kátia Abreu (DEM-TO).

Na quarta-feira, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que não há amparo regimental para o recurso. “

É, meus caros leitores. Infelizmente vão se esgotando as esperanças de que a pizza, que já foi colocada no forno a lenha pelo Conselho de Ética do Senado, seja retirada dele a tempo de não estar assada. Se depender da Mesa Diretora do Senado a pizza só sai do forno pronta para a degustação.

O PSOL, em atitude já elogiada aqui neste blog, coletou assinaturas e tentou fazer com que o Plenário do Senado julgasse se as ações para que o Presidente do Senado, José Sarney, fosse investigado no que diz respeito a algumas denúncias e acusações deveriam ser desarquivadas. Tudo em vão.

Parece que a impunidade vai mesmo reinar e que o brasileiro ficará com aquela cara de trouxa estampada no rosto mais uma vez.

Acontece que não podemos nos conformar com isso. Temos é que tirar essa expressão do rosto e pressionar. Reclamemos para que outros partidos coletem assinaturas e apresentem o mesmo pedido. Essa história de que o regimento não dá guarida para o recurso ao Plenário é lorota de sarneyzista. Se a Mesa Diretora do Senado rejeitar, vergonhosamente, todos eles, pelo menos se desgastará.

Além disso, mesmo que a pizza seja assada e digerida, como pede Fernando Collor, isso não quer dizer que não é possível existir o troco. Se todos os esforços falharem e nos forçarem uma pizza goela abaixo, ainda poderemos reagir de uma forma: Mostremos nossa força no voto em 2010.

É por isso que a Campanha do Perspectiva continua: Eu Não Voto Em Quem Defende Sarney!

Política brasileira vive clima de baixaria

07/08/2009

Recentemente, o Senador Pedro Simon (PMDB-RS), de um lado, e os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL), do outro, protagonizaram feio bate-boca.

Ontem, O Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o mesmo Senador Renan Calheiros trocaram fortes insultos, em uma discussão que envolveu, até mesmo, palavras de baixo calão proferidas no meio do Plenário senatorial.

Também ontem, o Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi (PDT), disse, motivado por divergências no que tange os trabalhos do Codefat, que a Senadora e Presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Kátia Abreu (DEM), “está acostumada a lidar com boi no pasto e acha que todo mundo é assim”.

Mais uma vez ontem, um servidor do Banco Central, Breno Santa Cruz Freitas, foi detido pela polícia do Senado após ser acusado de chamar de ladrão o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). O xingamento pode até ser merecido mas com certeza não é nada elogiável. Não é assim que se resolvem as coisas.

Pois bem. É isso que a política brasileira está vivendo por conta desse cenário de tensão, acirramento, revanchismo e crise atual.

Um clima de contante baixaria.

Uma tristeza para qualquer um que defenda a boa e honrada prática política.

Absurdo: Estadão é censurado por Desembargador próximo a Sarney

02/08/2009

Os leitores que forem mais assíduos na leitura do noticiário político já devem ter conhecimento da censura que foi imposta ao jornal O Estado de São Paulo pelo Desembargador Dácio Vieira, pessoa próxima da família Sarney, porém, este blogueiro que vos fala não poderia deixar de comentar este absurdo.

Como informa o próprio Estadão, o Desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), proibiu o jornal O Estado de S. Paulo e o portal Estadão de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) – que está no centro de uma crise política no Congresso.

Os advogados alegaram que o vazamento de informações sigilosas das investigações poderia causar “prejuízo incalculável à honra” do cliente. Acontece que o vazamento não é empreendido pelo Estado de São Paulo, e sim, por alguém envolvido no processo, como os próprios advogados das partes. Sendo assim, o Estado de São Paulo apenas cumpre seu dever de informar a população brasileira a respeito dos fatos que chegam ao seu conhecimento através de um vazamento causado por terceiros.

A partir do momento que o vazamento é levado a cabo por outrem, não cabe mais aos jornais esconder os fatos do povo, tanto é que o requerimento foi negado na primeira instância do TJ-DF por um juiz que entendeu que a proibição seria uma afronta à liberdade de imprensa e também que o conteúdo da Faktor já havia se tornado público.

Porém, se houver descumprimento da decisão, o desembargador Dácio Vieira determinou aplicação de multa de R$ 150 mil – por “cada ato de violação do presente comando judicial”, isto é, para cada reportagem publicada.

A censura prévia de um jornal como o Estadão configura um acinte à liberdade de expressão, à liberdade de informação e, até mesmo, à democracia brasileira.

O fato de o Desembargador Dácio Vieira ser próximo à família Sarney só demonstra de forma explícita o quão motivada por interesses políticos foi a sua decisão. Ela seria equivocada de qualquer forma. Dado o fato de o Desembargador ser amigo da família Sarney, passa a ser, também, tendenciosa e condenável.

Contudo, esta censura não pode ser olhada apenas por seus contras. Ela tem, também, os seus prós. Na realidade, este absurdo pode ser mais um arma na luta contra as falcatruas de José Sarney e sua família.

Diversos senadores, como Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos e Eduardo Suplicy, conderam a medida. Alegam algo óbvio, mas que deve ser, com certeza, ressaltado: A ditadura já passou, a censura prévia não existe mais e a decisão do Desembargador Vieira é um terrível retrocesso.

Conclui-se desse posicionamento dos senadores que este tiro da família Sarney pode sair pela culatra. Com o intuito de se proteger das acusações, Fernando Sarney pode ter criado mais um fato que vai fortemente de encontro à idoneidade da família Sarney e, especificamente, de seu líder, o Presidente do Senado, José Sarney, prejudicando assim, mais ainda, a sua manutenção no cargo.

A censura ao Estadão serviu, na verdade, para aumentar a pressão. Pressão essa que, no momento já é fortíssima, e que leva José Sarney a considerar, seriamente, deixar o cargo, para inquietação de Lula.

O presidente do Senado já anunciou a Lula sua disposição de entregar o cargo para preservar o mandato, abrindo o processo de sucessão e fazendo com que os nomes para substituí-lo já estejam sendo cogitados. Francisco Dornelles (PP-RJ) e Hélio Costa (PMDB-MG), atual Ministro das Comunicações e Senador licenciado, são citados.

No fim das contas, a realidade é que um dos maiores motivos que levou Sarney a aceitar disputar a Presidência do Senado foi o fato de, ocupando o cargo, poder usar seu prestígio para barrar as investigações a respeito das movimentações de seu filho. Objetivo espúrio que não conseguiu ser alcançado.

Sendo assim, como a batalha que importava a sua família já está perdida, Sarney só se mantém na posição por força de Lula, que o apóia de olho em 2010.

Com isso, Sarney já começa a pensar que está pagando “preço elevado demais” e que talvez não valha a pena tentar superar a crise, coisa que ainda é possível, mas que trará imenso, e talvez fatal, desgaste.

Analisando todo este cenário, Lula já disse a aliados que a saída de Sarney será péssima para seus interesses, mas que é inevitável começar a pensar em alternativas.

O Presidente apenas pede ao PT que ele não seja responsável pelo último tiro, na tentativa de manter boas relações com o grupo que Sarney comanda, de olho na corrida presidencial, por mais que o maranhense tombe.

Esta é a situação atual. E ela expõe as entranhas da má prática política brasileira.

Defesa que Lula faz de Sarney repercute cada vez pior

24/07/2009

É de conhecimento de todos que o Presidente Lula tem feito o possível, e o que era pensado como impossível, para defender o Presidente do Senado, José Sarney.

Sarney está envolvido em diversos escândalos e denúncias, porém, é visto por Lula como importante para garantir que o PMDB caminhe com Dilma em 2010. Por isso, Lula o apóia e o respalda em detrimento de todas as acusações.

Nesse vale tudo por 2010, Lula disse até mesmo, recentemente, que nem tudo é crime de pena de morte, tentando, claramente, diminuir a indignação que as falcatruas reveladas causam, comparando-as com coisas piores. Essa tentativa, obviamente, não surtiu efeito.

O que ela fez foi acirrar ainda mais os ânimos daqueles que, como eu, já não aguentam mais as declarações do Presidente que são lenientes e incentivadoras da impunidade.

Políticos como Cristovam Buarque e Pedro Simon têm utilizado a imprensa para criticar estas atitudes do Presidente que, segundo eles, é o avalista que mantém Sarney de pé.

Cristovam disse que “a blindagem mais forte de Sarney é a blindagem de Lula e seus aliados” e que Lula presta um “desserviço à nação”. Simon, por sua vez, afirmou que Lula deveria “fechar a boca” no que tange o caso Sarney e que ele está sendo “infeliz” nos comentários.

Este blogueiro concorda totalmente com estes entendimentos. Acredito que o Presidente está dando um péssimo exemplo para o País. Além disso, Lula está, ao meu ver, abusando de sua popularidade, acreditando que pode falar o que quiser sem maiores consequências. As coisas não são bem assim.

No fim das contas, parece que Lula continuará na defesa de Sarney pois continuará, também, acreditando na teoria de que vale tudo por 2010. Esse vale tudo por 2010 parte do pressuposto de que “os fins justificam os meios”, uma premissa condenável.

Posso estar enganado, mas me parece que a questão moral será o pior legado de Lula e que esta crise do Senado é o pior momento do Presidente no que tange este âmbito. Nem na época do mensalão Lula esteve tão conectado pessoalmente com a má prática política.