Informa o jornal O Globo:
“O Brasil está prestes a adquirir da empresa estatal francesa DCNS (Direction des Constructions Navales Services) cinco submarinos pagando dez vezes o valor que poderia desembolsar se tivesse aceitado a proposta da empresa privada alemã HDW (Howaldtswerke-Deutsche Werft), revela reportagem publicada neste domingo pelo jornal O GLOBO.
Para justificar a opção pela França, custo de 6,7 bilhões de euros – contra os 670 milhões de euros cobrados pela firma da Alemanha – o governo diz que o pacote incluirá a construção de um estaleiro e de uma base naval, na área de Itaguaí, no litoral do Rio de Janeiro.
Essas obras, no entanto, não tinham sido planejadas pelo Brasil. Elas foram incluídas no pacote pelo governo francês como condição para a venda dos submarinos, mais a transferência de tecnologia para a sua construção no país. Para ter as embarcações, o Brasil teria de concordar tanto em adquirir aquelas duas instalações – gasto extra considerado desnecessário inclusive por altos oficiais da Marinha. Eles impuseram que as obras ficassem nas mãos da brasileira Odebrecht, sem licitação.
Perguntado a respeito pelo GLOBO, na última terça-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, esquivou-se:
Nós não temos nada a ver com isso. Compramos um pacote pronto. O fato de a França colocar as obras em mãos da Odebrecht tem a ver com um acordo de parceria realizado entre eles – justificou.”
É impressão minha ou está bem claro que o governo brasileiro está empreendendo uma política externa duvidosa, que visa objetivos como a vaga do Brasil no Conselho de Segurança da ONU e a fama do Presidente Lula no exterior, às custas do nosso dinheiro?
O governo tem a obrigação de fazer um cálculo de custo-benefício, meus caros. A vaga no Conselho de Segurança é importante, porém, dez vezes mais é um acréscimo absurdo no gasto.
Este blogueiro pede, como cidadão brasileiro, sérios esclarecimentos. Infelizmente, dificilmente será ouvido.










