Postagens com a palavra-chave ‘Marta Suplicy’

Negativas de Ciro Gomes, fazem PT procurar alternativa para o governo de São Paulo

29/01/2010

Informa a Folha:

“Diante da insistência do PSB em deixar para março a decisão sobre a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), petistas de São Paulo prometem intensificar a partir de agora as negociações com os demais partidos atrás de alianças e ‘turbinar’ a agenda dos pré-candidatos do PT ao governo.

Dirigentes do partido também cobram do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata à Presidência, uma maior participação em eventos no Estado, para dar mais visibilidade à legenda e levar os pré-candidatos juntos para o palanque. ‘Precisamos fortalecer a agenda popular e a agenda política [em SP], inclusive com a participação dos dois maiores nomes do partido’, disse o deputado federal José Genoino (PT-SP).

[...]

‘Todo mundo sabe que o PT paulista, que todos os dirigentes preferem uma candidatura própria, mas todo mundo também sabe que tem que aguardar o presidente Lula’, afirmou Chinaglia. ‘Não podemos fazer política que dependa dele [Ciro] só’, completou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Neste um mês e meio que falta para o lançamento oficial de uma pré-candidatura, quatro petistas podem ganhar força: Aloizio Mercadante, Marta Suplicy, Emidio de Souza e Antonio Palocci. O primeiro já saiu na frente. Em encontro com deputados anteontem em Brasília, o próprio Lula disse que, sem Ciro, prefere o senador.”

Ficam mais do que comprovados dois fatos:

O PT paulista, como tem dito o Perspectiva e outros meios há meses, não gosta nada da ideia de ter que apoiar a candidatura de Ciro Gomes ao governo de São Paulo. Prefere uma candidatura própria e só não enxota Ciro por temer Lula.

A pré-candidatura do Senador Eduardo Suplicy já é descartada. Ela não tem chances, como comentou recentemente o Perspectiva.

Sobre o primeiro fato, acredito que forçar o PT a apoiar um Ciro Gomes que nada tem a ver com a política paulista significa impingir equivocadamente ao PT paulista um sacrifício. O PT abre mão de espaço político, formação de novos quadros e exibição da marca nos estados em benefício de Dilma. Mas e se a Ministra for derrotada? Fica o PT com o quê? Pelo visto, apenas com o terço nas mãos, rezando pelo retorno de Lula em 2014.

Sobre o segundo fato, já era de se esperar. Suplicy, como já disse este blog, é um homem elogiável, mas dificilmente poderá, por seu estilo e por seu comportamento, ser Prefeito, Governador ou Presidente, enfim, liderar o Executivo.

De qualquer forma, levando em conta todos esses pontos, uma certeza se sobrepõe:

Seja quem for o candidato petista ou seja Ciro Gomes o candidato governista, se o tucanato concorrer com Geraldo Alckmin a derrota do governo é certa.

Ponto pacífico.

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29/01/201009h43

Sem Ciro, PT de São Paulo quer viabilizar alternativa

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MARIA CLARA CABRAL
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Diante da insistência do PSB em deixar para março a decisão sobre a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), petistas de São Paulo prometem intensificar a partir de agora as negociações com os demais partidos atrás de alianças e “turbinar” a agenda dos pré-candidatos do PT ao governo.

Dirigentes do partido também cobram do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata à Presidência, uma maior participação em eventos no Estado, para dar mais visibilidade à legenda e levar os pré-candidatos juntos para o palanque. “Precisamos fortalecer a agenda popular e a agenda política [em SP], inclusive com a participação dos dois maiores nomes do partido”, disse o deputado federal José Genoino (PT-SP).

Anteontem, em Pernambuco, Lula fez mais um apelo aos dirigentes do PSB para que Ciro abrisse mão de sua candidatura à Presidência e aceitasse concorrer ao governo de São Paulo em uma chapa apoiada pelo PT. Ele acha que o melhor cenário para a eleição presidencial é uma eleição plebiscitária entre Dilma e o governador José Serra (PSDB-SP).

Como o presidente saiu do encontro sem resposta, os petistas acham que está mais do que na hora de reagir. “[Deixar a decisão para março] compromete a construção de um nome, principalmente se for alguém que nunca disputou nenhuma eleição majoritária”, disse o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP).

A estratégia é intensificar a pré-campanha, mas sem desagradar Lula: apesar do esforço para dar visibilidade para os nomes petistas, o martelo só será oficialmente batido em março. Mas os petistas têm convicção de que as chances de Ciro concorrer ao governo de São Paulo são pequenas.

“Todo mundo sabe que o PT paulista, que todos os dirigentes preferem uma candidatura própria, mas todo mundo também sabe que tem que aguardar o presidente Lula”, afirmou Chinaglia. “Não podemos fazer política que dependa dele [Ciro] só”, completou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Neste um mês e meio que falta para o lançamento oficial de uma pré-candidatura, quatro petistas podem ganhar força: Aloizio Mercadante, Marta Suplicy, Emidio de Souza e Antonio Palocci. O primeiro já saiu na frente. Em encontro com deputados anteontem em Brasília, o próprio Lula disse que, sem Ciro, prefere o senador.

Ele prometeu que vai começar a “falar duro” para que Mercadante seja o candidato no Estado. Até agora, Mercadante diz que quer disputar o Senado.

A intensificação da agenda dos petistas tem o aval do presidente. Segundo deputados que estiveram com ele anteontem, Lula quer fazer uma reunião com os dirigentes do PT de São Paulo para acertar os detalhes dessa articulação no Estado.

Comentários dos leitores

Valdir Baptista (65) 29/01/2010 12h14
Quem sabe com Ciro governador de São Paulo com o apoio do PT, ele possa fazer a transposição do rio Tiete para o Nordeste e assim acabar com a seca do nordeste e o alagamento na capital Paulista rsrsrs. sem opinião
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EMERSON ANTONIO MIGUEL (1) 29/01/2010 12h14
A candidatura de Ciro em São Paulo pode ser boa para os interesses do PT em nível federal, mas não é boa para o estado. Ciro tem poucas chances de vencer em SP. Isso propiciaria mais uma vitória tucana com o “Picolé de Chuchu” Geraldo Alckmin para completar 20 anos de PSDB governando o estado. Torço para que surja um nome forte para quebrar a hegemonia tucana pelo bem de São Paulo. PSDB, nunca mais!!! sem opinião
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Ruiz Cezário (1) 29/01/2010 11h43
Os que brigam hoje eram companheiros de ontem, não importa o partido à corrupção sempre esta presente, temos uma quantidade mínima de parlamentares preocupados com a nossa nação. Doloroso mesmo é ler alguns tipos de comentários que não apontam nenhuma solução ou perspectiva crítica que nos leve a adotar caminhos no sentido da moralidade. Enquanto isso pessoas morrem de fome, afogadas ou assassinadas, enquanto isso aqueles que um dia se intitularam defensores da democracia, hoje no poder são os maiores ditadores que já conheci, pois nos enfiam tudo goelas abaixo e jamais levam em consideração a opinião daqueles que sofrem e realmente trabalham pelo país como filhos da verdadeira democracia. Gostaria que a mídia brasileira assumisse seu compromisso de forma verdadeira e promovessem campanhas diuturnas contra a corrupção e a ignorância políticas dos nossos irmãos brasileiros que infelizmente são a grande maioria. Grande abraço a todos do humilde Cabo Cezário da PM de São Paulo e Presidente da Associação dos Praças do Estado de São Paulo. Saliento que não sou candidato a absolutamente nada, apenas represento minha classe com dignidade. sem opinião
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Perspectiva adianta: Lula teria desistido de Ciro em São Paulo, mas exige palanque forte para Dilma

26/12/2009

Corre nos bastidores a informação de que o Presidente Lula já teria desistido de empurrar uma candidatura ao governo de São Paulo goela abaixo do Deputado Ciro Gomes. Por mais que o Presidente ainda deseje retirar Ciro da corrida presidencial de alguma forma, já teria se resignado com o fato de o PT paulista ser contrário à ideia e com o fraco desempenho do socialista nas pesquisas paulistas.

Contudo, Lula teria exigido dos petistas paulistas um palanque forte para Dilma. Além disso, teria dito que Emídio de Souza, Prefeito de Osasco e postulante à candidatura, e Antonio Palocci, ex-Ministro e próximo do empresariado paulista, não teriam atualmente força suficiente para montar para Dilma o palanque robusto que ele deseja.

A solução apresentada por Lula teria sido, segundo as notícias que correm, a candidatura de um nome petista mais forte nas pesquisas, como Marta Suplicy ou Aloizio Mercadante, ou até mesmo uma aliança com partidos que nacionalmente fazem parte da base aliada, como o PP de Paulo Maluf, visando uma chapa forte encabeçada ou não pelo PT.

Mercadante estaria resistindo por saber que viria para o sacrifício, afinal, Geraldo Alckmin só perde as eleições estaduais paulistas do ano que vem se ocorrer um desastre. Seria esse o motivo que teria levado Mercadante a fazer as declarações polêmicas com relação a Ciro Gomes que proferiu recentemente. O Senador disse, há pouco tempo, que Ciro “pegou o pau de arara no sentido contrário”, fazendo alusão ao fato de o Deputado ter ido de São Paulo para o Ceará quando ainda jovem.

Em resumo, Lula estaria pressionando o PT paulista para que um palanque forte para Dilma seja armado, visando minimizar a vantagem do PSDB no estado, e já teria aceitado o fato de que Ciro Gomes não concorrerá no estado, por mais que tenha transferido para lá seu domicílio eleitoral.

Resta agora saber se essa informação adiantada pelo Perspectiva se confirma e, caso confirmada, onde Ciro Gomes se acomodará no jogo de 2010, afinal, se Lula não o quer na corrida presidencial e quer dar a vaga de Vice de Dilma para o PMDB, o que sobra?

Ciro é hoje reserva do nome peemedebista. Entra em campo se o PMDB, na Convenção do ano que vem, decidir não respaldar a aliança formal com o PT. Mas e se não adentrar o gramado?

Terminará como Ministro de Lula, ocupando a partir de abril algum ministério deixado por um ex-Ministro que sairá candidato e carregando a promessa de que será um Ministro forte se Dilma vencer.

É pouquíssimo se comparado ao que Ciro sempre ambicionou.

Pesquisas Datafolha: Rio, São Paulo, Minas, Bahia, Pernambuco, Ceará e Distrito Federal

22/12/2009

O Instituto de Pesquisas Datafolha divulgou, ontem e hoje, suas novas pesquisas de intenção de voto no que diz respeito às eleições para os governos estaduais do ano que vem.

Foram coletadas informações no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais, na Bahia, em Pernambuco, no Ceará e no Distrito Federal.

Seguem os números, que poderão ilustrar aos leitores do Perspectiva a quantas anda a sucessão estadual de cada ente da federação listado, além de breves comentários meus:

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB) – 36%

Anthony Garotinho (PR) – 24%

Fernando Gabeira (PV) – 17% ou Cesar Maia (DEM) – 13%

Lindberg Farias (PT) – 10%

Fica nítido que, por mais que o Governador Sérgio Cabral lidere com alguma folga, deverá haver segundo turno. Neste, o Governador tem tudo para se complicar, pois todos os outros candidatos lhe fazem oposição ferrenha e, provavelmente, indicariam a seus eleitores o voto no adversário final de Cabral.

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) – 50% ou José Serra (PSDB) – 44%

Marta Suplicy (PT) – 19% ou Ciro Gomes (PSB) – 16% ou Antonio Palocci (PT) – 4%

Paulo Maluf (PP) – 10% ou Celso Russomano (PP) – 6%

Soninha Francine (PPS) – 7%

Com a desistência de Aécio Neves com relação à disputa presidencial, confirma-se a previsão deste blog de que José Serra será o presidenciável tucano. Isso joga a eleição paulista no colo de Geraldo Alckmin, que só não ganha se não concorrer.

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB) – 31%

Fernando Pimentel (PT) – 19% ou Patrus Ananias (PT) – 12%

Antonio Anastasia (PSDB) – 10%

O Ministro das Comunicações Hélio Costa mantém a liderança mas vem caindo aos poucos. Isso anima os petistas a decidirem pela candidatura, coisa que, curiosamente, pode empurrar Hélio para o Senado, apoiando Anastasia, candidato de Aécio, que se viabilizará se chegar a aproximadamente 30% até julho.

Bahia

Jaques Wagner (PT) – 39%

Paulo Souto (DEM) – 24%

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 11%

Se PT e PMDB continuarem distantes na Bahia, Wagner não poderá vencer no primeiro turno. Isso também quer dizer que, no segundo turno, enfrentará ou um Paulo Souto apoiado por Geddel, ou um Geddel apoiado por Paulo Souto. Em ambos os casos, Wagner é, dependendo da campanha, derrotável. Se Lula unir Geddel e Wagner, o PT leva no primeiro turno.

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) – 57%

Jarbas Vasconcelos (PMDB) – 29% ou Roberto Magalhães (DEM) – 10%

Em Pernambuco, a eleição está decidida. Salvo um desastre, Eduardo Campos se reelegerá e Jarbas, ou Magalhães, fará apenas o palanque da oposição.

Ceará

Cid Gomes (PSB) – 53%

Tasso Jereissati (PSDB) – 23% ou Roberto Pessoa (PR) – 14%

Luizianne Lins (PT) – 8%

Caso Ciro Gomes saia candidato ao Planalto, o PT provavelmente lançará candidatura própria no Ceará, em represália. Isso reduziria a folga de Cid Gomes, porém, provavelmente não seria suficiente para tirar-lhe a vitória. Se a disputa for para o segundo turno, já será uma vitória da oposição a Cid que, provavelmente, não terá chances de vencer o Governador nesta segunda fase.

Distrito Federal

Joaquim Roriz (PSC) – 44%

Cristovam Buarque (PDT) – 17% ou José Reguffe (PDT) – 6%

Agnelo Queiroz (PT) – 11%

José Roberto Arruda (DEM) – 11% ou Paulo Octávio (DEM) – 7%

Gim Argello (PTB) – 5%

O escândalo ocorrido no Distrito Federal fez despencar as intenções de voto de Arruda que, hoje, não tem nem mesmo condições legais de concorrer, já que está sem partido. O maior beneficiário foi Joaquim Roriz, ex-Governador, que subiu nas pesquisas. Curiosamente, é Roriz o apontado como iniciador de todos os esquemas relevados recentemente. Justamente por isso, novos fatos podem surgir e dar o favoritismo a Cristovam Buarque.

CPI do MST é finalmente instalada, mas governo quer esvaziá-la

10/12/2009

Informa o Globo:

“A CPI do MST, que investigará repasses da União para entidades defensoras da reforma agrária, foi instalada nesta quarta-feira. A comissão será presidida pelo senador Almeida Lima (PMDB-SE) e terá como relator o deputado Gilmar [sic] Tatto (PT-SP). A escolha foi feita por meio de acordo entre os líderes partidários, na primeira reunião da comissão, realizada nesta quarta-feira.

Os ruralistas já apresentaram uma lista de convocações de ministros do governo Lula e requerimentos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de entidades ligadas ao Movimento dos Sem Terra. Deputados ligados ao setor apresentaram 22 requerimentos, que pedem também explicações do Palácio do Planalto sobre encontro do presidente Lula com líderes do MST.

O foco da CPI é a investigação de repasses de recursos públicos para o MST. A suspeita é de que ONGs ligadas ao movimento agrário façam convênios com a União e transfiram a verba para o movimento.”

O fato de a CPI do MST ter sido finalmente instalada é motivo de comemoração. Com certeza os repasses de verbas públicas a entidades ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra precisam ser investigados, afinal, trata-se do dinheiro do contribuinte.

Porém, o caso não vive, nem de longe, só de boas notícias.

Informa também o Globo:

“Derrotado na tentativa de impedir a instalação da CPI, o governo preparou uma ofensiva para assegurar o controle sobre a comissão e reduzir o seu potencial de produzir desgaste político às vésperas da eleição presidencial de 2010.

O objetivo é repetir a estratégia adotada na CPI da Petrobras, onde a divisão dos postos-chave entre PT e PMDB tem permitido ao governo barrar requerimentos incômodos e ditar o ritmo dos trabalhos.”

Vergonha! Vergonha! Vergonha!

É uma barbaridade que os cidadãos brasileiros sejam obrigados a ver que o governo luta, descaradamente, para que nada seja apurado no que diz respeito aos repasses de verbas públicas para ONGs ligadas ao MST.

É lamentável percebermos que o governo visa montar, sem pudor, um forno de pizza nas barbas do distinto público.

Tenho sempre dito no Perspectiva e repito: Uma coisa é um governo lutar contra uma CPI que, claramente, foi montada pela oposição visando desgastar politicamente os governantes. Outra coisa é fingir que um tema de claro interesse público não dá razões para que haja o desejo de que ele seja investigado aprofundadamente e fazer aquelas ridículas afirmações de que fatos, sabidamente consumados, são “fantasiosos”.

Em suma, as CPIs “inventadas” diferem em grande parte daqueles que são necessárias. Obviamente que a oposição tem interesse no desgaste do governo, mas não se trata de uma CPI política apenas. É uma CPI que tratará de repasses de verbas que ocorreram sabidamente. É, sim, uma das CPIs necessárias.

É um absurdo que tenhamos aqui uma pizza pré-anunciada. O governo colocou Almeida Lima, soldado de Renan Calheiros, como Presidente da CPI e Jilmar Tatto, petista da tropa de Marta Suplicy, na relatoria.

Tudo será feito para que as investigações não levem a grandes descobertas e para que os repasses governamentais que transferem nossos impostos para o MST, através de entidades de fachada ligadas ao Movimento, sejam mantidos.

Tudo isso entristece, mas não podemos nos conformar. Foi importante termos a CPI do MST aprovada e, agora, instalada. A população brasileira precisa, a partir de hoje, pressionar para que a verdade apareça. A verdade pura e simples. Nada mais do que isso. O Perspectiva estará nesta luta.

Aproveito para repetir porque a CPI do MST é tão importante:

A CPI é necessária porque existem repasses de dinheiro público para ONGs que, disfarçadas de instituições que auxiliam a produção agrária do pequeno produtor, financiam o MST com os nossos impostos.

A CPI é necessária pois o MST conta com membros que transitam armados sem terem porte de armas, o que configura uma organização paramilitar.

A CPI do MST é necessária porque o governo conta, hoje, com um Ministério que tem como atribuição principal atender aos interesses do MST, o Ministério do Desenvolvimento Agrário que, além de ter essa função no mínimo questionável, tem uma área de atuação oficial que poderia, muito bem, configurar uma Secretaria do Ministério da Agricultura, encerrando a necessidade de termos outra estrutura ministerial e novos gastos.

A CPI do MST é necessária pois os interesses do Movimento, que de pronto não devem ter um Ministério feito para atendê-los, não são os interesses dos Sem Terra. Aqueles que são a razão de ser do MST continuam à míngua e não são ouvidos. Os interesses do MST são os interesses da cúpula cooptada pelo governo e não o das bases.

A CPI do MST é necessária porque 37% dos assentamentos nada produzem, 75% não tiveram acesso ao crédito rural e 73% não têm renda, fato que está criando favelas rurais.

A CPI do MST é necessária, em suma, pois as relações que o governo não deve ter com o MST existem, enquanto os apoios necessários e devidos, que realmente auxiliam quem precisa de auxílio, são deixados de lado.

Não permitamos que a CPI do MST seja mais uma CPI da Petrobras, ou seja, uma Comissão Parlamentar de Inquérito importantíssima, relevantíssima, que, por força do lobby do governo, transformou-se em vergonhoso forno de pizza.

Sucessão paulista: Aliança PSDB-DEM na frente – Alckmin lidera e Kassab se sai bem

10/08/2009

Informa Felipe Patury, na Veja:

“Uma pesquisa confirma o favoritismo do tucano Geraldo Alckmin em uma eventual campanha para governador de São Paulo em 2010. O levantamento feito pelo instituto Opinião, ligado ao PSDB, atribui a Alckmin de 53% a 63% das intenções de voto.

A variação ocorre quando se muda a lista de candidatos. Depois de Alckmin, quem aparece melhor é o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com 45% em alguns dos trinta cenários analisados.

O socialista Ciro Gomes só chega à liderança quando não é confrontado com Alckmin ou Kassab. As pontuações máximas dos petistas Marta Suplicy e Antonio Palocci são de 33% e 12%, respectivamente.

O estudo ainda aferiu as preferências dos paulistas para presidente. O governador paulista, José Serra, tem 55% das intenções de voto, Ciro Gomes, 16% e a petista Dilma Rousseff, 12%.”

Este blog tem batido em uma mesma tecla desde o início do ano e repisa: Geraldo Alckmin é favoritíssimo ao governo de São Paulo. Apenas uma pessoa pode retirar a vitória de suas mãos: José Serra. Seja direta ou indiretamente.

Alckmin é tão favorito no que tange a disputa que pode ser mais difícil para ele garantir a participação nela do que vencê-la após ter conseguido a candidatura. É aí que entra José Serra.

É o Governador que comanda, hoje, o PSDB paulista. Caso ele resolva não concorrer ao Planalto e tentar a reeleição, tomará a vaga de Alckmin diretamente, até porque seria mais favorito do que o ex-Governador. Se, diferentemente, ele não tomar parte na disputa paulista e indicar um sucessor, poderá não indicar Alckmin, o que complicaria, e muito, a vida do líder das pesquisas.

Acontece que a candidatura de Alckmin parece ser um caso de favas contadas. Digo isso pois os únicos nomes que parecem fazer frente a ele têm seus empecilhos. Aloysio Nunes Ferreira, preferido do governo atual, não vem bem nas pesquisas e sua chances são questionadas. Gilberto Kassab vem bem nas pesquisas e é querido por Serra e seu grupo, mas não gosta da ideia de deixar a Prefeitura mais importante do País nas mãos de Alda Marco Antônio, sua Vice, pois isso seria entregar a cidade ao grupo de Orestes Quércia. Quem sabe, no fim das contas, possa abrir mão desse ponto e tomar a vaga de Alckmin.

Sendo assim, parece que a opção mais viável para Serra será, mesmo, apoiar Alckmin. O Governador já teria, na verdade, percebido isso e esta seria a razão de sua reaproximação com o ex-Governador que chega a ocupar, hoje, uma secretaria estadual, tendo sido nomeado por José Serra.

Enquanto isso, o campo governista não parece dispor de nome realmente forte em São Paulo, o que facilita mais ainda a vida da aliança PSDB-DEM e, especificamente, de Alckmin.

Ciro é um nome cogitado para suprir essa falta de nomes fortes, mas a verdade é que está sendo convidado para tal muito mais para ser retirado da corrida presidencial, facilitando, na visão de Lula, a vida de Dilma, e para se colocar em posição que o permite falar mal de Serra, seu inimigo, do que para vencer.

Seja Alckmin, provável candidato, Kassab, possível candidato, ou Aloysio, nome cogitado, a aliança PSDB-DEM tem tudo para manter São Paulo entre os estados que governa.

2ª Coluna do dia: Questione sempre!

01/08/2009

Por Rafael Oliveira*

“Vamos duvidar de tudo que é certo”. Como já dizia Humberto Gessinger, é indispensável um frequente questionamento do que acontece em toda sociedade para nos mantermos, de fato, vivos. É impressionante a maneira como as pessoas costumam encarar superficialmente o que poderia vir a ser uma reflexão relevante e uma atitude construtiva. Assistimos nos telejornais, e até mesmo presenciamos, situações de impunidade, corrupção, passiva ou ativa, e já não nos importamos mais como deveríamos, deixando de manifestar e questionar quando necessário, diante dos males sociais que nos cercam.

O povo brasileiro parece se importar com a situação política do país apenas quando a mesma acaba prejudicando o aspecto econômico de cada um. Foi assim com Collor e, a partir daí, tivemos a maior manifestação pública da história. Em questão de dias, o Brasil já estava em massa nas ruas pedindo a saída daquele que mexeu no ponto fraco do povo, o bolso de cada um.

Agora, a crise política ocorrida em 2006 no caso do mensalão e a vergonha atual do Congresso com a volta dos “mortos vivos”, Sarney, Collor, Renan Calheiros e companhia, não seriam motivos tão dignos de uma paralisação geral quanto antes?

Tudo bem que nossas finanças não estão ligadas diretamente ao que ocorre em Brasília e às denúncias contra Sarney, mas, indiretamente, somos prejudicados, e muito, com os desvios de verba da família do homem forte do Maranhão, com os atos secretos que empregam com dinheiro público a cunhada do Sarney, o genro, o primo, o neto, o namorado da neta, o sobrinho do namorado da neta, o amigo de futebol do namorado da neta, o vizinho, o colega de sala de infância… enfim, quem o nosso querido Presidente do Senado desejar, por caridade e solidariedade que tanto comovem esse humilde colunista.

Resumindo, o Brasil é, sim, prejudicado nos campos político, econômico, e, até mesmo, social tanto quanto em épocas passadas, pela condução corrupta e omissa do Presidente do Congresso, que, apesar de possuir o mais alto cargo político da casa, foi o que menos deu as caras por lá. Com um contexto tão decadente, já era a hora de movimentos como o “Fora Sarney” e o “Fora aliados de Sarney”, defendido por este blog, ganharem força. O despertar da população deveria existir antes que uma catástrofe maior abalasse as estruturas e a reputação da nação em nível mundial.

Além de um Presidente que não vê nada a sua volta, temos agora também um comandante que já não sabe mais manipular seus eleitores como antes, e a partir daí, já digo de início, será derrotado nas eleições de 2010. Lula se preocupa em apoiar Sarney mesmo com as dezenas de denúncias recebidas pelo mesmo, e tudo isso em prol da harmonia com o PMDB, forte aliado e partido-base para uma união sólida para as eleições presidenciais que estão por vir.

Porém, o brasileiro já não é mais o mesmo. Mesmo em passos curtos e lentos, a população que ainda não se interessa e se mobiliza como deveria, já consegue perceber as jogadas políticas que compõem as cartas da manga do nosso Presidente, que, como já dito, em 2010 alcançará o bi-campeonato nas derrotas indiretas, não tendo conseguido eleger Marta, e nem tampouco a nova versão, mas tão sem sal quanto a anterior, de Dilma Rousseff.

Seria mais importante para um Presidente se preocupar com alianças políticas e ideais particulares, do que com o bem do Brasil? Será mesmo que temos um Presidente competente e que possui os valores dignos de ser apontado como o político mais popular do mundo pelo americano Barack Obama?

Particularmente, nunca engoli o nosso ex-operário. Não é porque ele é analfabeto, nem nordestino, e nem pelas piadas preconceituosas que existem por aí. Podemos não ter cultura escolar, mas sermos mais inteligentes que alguém formado com pós-doutorado. O que não podemos é dizer que não sabemos o que acontece na sala ao lado do nosso trabalho, dizer que não temos obrigações e responsabilidades com os órgãos administrativos do País que governamos e abafar uma crise política recheada de corrupção e ilegalidades apenas pensando em um bem partidário.

Fica o convite, portanto, para todos vocês, leitores, a questionar sempre o que assistimos na TV, o que ouvimos nos discursos sempre bem elaborados e repletos de sábias palavras dos políticos que nos governam e tudo o que acontece a nossa volta. Princípios e valores só são preservados quando renovados. E diariamente. Para tal, reflitam sempre objetivando a honestidade nas suas práticas, diferente do que vemos em Brasília.

“Achava o cérebro a parte mais importante do meu corpo; até o momento em que percebi que era meu próprio cérebro quem me dizia isso” (Autor desconhecido).

* Rafael Oliveira é colunista do Perspectiva Política aos sábados.

Após pressão do “General” Lula, PT-SP aceita negociação com Ciro Gomes

27/07/2009

“Após pressão de Lula, PT-SP aceita negociação com Ciro Gomes”

Informa a Folha na reportagem citada acima:

“Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter pedido ‘maturidade’ ao PT, a direção do partido no Estado recuou e decidiu iniciar imediatamente as negociações em torno da possibilidade de Ciro Gomes (PSB-CE) liderar uma chapa antitucanos no Estado.

Na quinta-feira, Lula afirmou que o ‘PT precisa levar muito a sério’ a candidatura de Ciro, deputado federal e candidato derrotado a presidente nas eleições de 1998 e 2002.

Na esteira da ‘bronca’ do presidente, o Diretório Estadual paulista do partido aprovou resolução ‘conclamando’ suas siglas aliadas no plano federal –PDT, PSB, PR, PC do B e PMDB– a iniciarem imediatamente a construção de um programa anti-PSDB, há 16 anos no poder em São Paulo.

‘Esse processo dará a base a uma candidatura que unifique esse campo e dispute o governo paulista para ganhar’, diz trecho da resolução, que teve o apoio da ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy.

Em abril, o mesmo diretório havia aprovado texto em prol da candidatura própria do PT ao governo do Estado.

Anteontem, questionada sobre 2010, Marta, nome da sigla mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio dos Bandeirantes, afirmou ser ’soldado de um exército que tem general’. ‘E é ele [Lula] quem tem de assinalar qual é a estratégia’”.

Aí está. O PT paulista cedeu, como era, infelizmente para a evolução da política nacional, de se esperar.

A candidatura de Ciro Gomes ao Governo de São Paulo se relaciona com a corrida presidencial de múltiplas formas, sendo assim, o recuo do PT demonstra tanto a “Doutrina Lula”, que obriga o partido a ceder espaço nos estados para aliados visando o fortalecimento de Dilma, quanto o enquadramento do PT pelo Presidente, o intuito de Lula de afastar Ciro da eleição presidencial para fazê-la plebiscitária e o autoritarismo do Presidente no tratamento com a própria legenda.

Todos esses aspectos comprovam o que disse Marta Suplicy:

Quem manda é o General Lula.

Em tempo: Lula não deve ter gostado nada dessa declaração de Marta no que tange a sua imagem. Pessoalmente, talvez a visão seja diversa.

Sem mandato, Marta, Pimentel e João Paulo serão “soldados” de Dilma

21/07/2009

A ex-Prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, o ex-Prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel e o ex-Prefeito de Recife, João Paulo, têm duas coisas em comum: Todos estão sem ocupar cargos eletivos e todos foram escalados por Lula para serem “soldados” de Dilma.

Desde o fim das eleições municipais de 2008 era cogitado que esta função fosse entregue aos três. Parece que a especulação se confirmou.

Informa o Correio Braziliense que a escolha dos três para pensar a estratégia política de agregar aliados e definir conversas com vistas a 2010 vai além do fato de estarem os três sem mandato.

João Paulo pertence ao grupo Mensagem ao Partido, do ministro da Justiça, Tarso Genro. Pimentel integra o primeiro time do antigo Campo Majoritário, que hoje responde pelo nome de Construindo um Novo Brasil. E Marta é da tendência Novo Rumo, onde estão Ruy Falcão, Gilmar Tatto e outros nomes ligados à ex-prefeita. Resumindo, formam um grupo que reúne as correntes internas do PT. Além disso, todos comandaram capitais de estados que serão importantes em 2010.

É importante que todos saibam que este grupo, além do marqueteiro João Santana, forma o staff político de Dilma, cuidando quase que exclusivamente de sua pré-campanha.

Já que não dispõem de mandatos, foram escolhidos por Lula para a tarefa, ao invés de serem acomodados no governo.

Deputados do PT contrariam Executiva Nacional e indicam prefeito de Osasco para governo de SP

30/06/2009

Informa a Folha:

“Um grupo de 15 deputados estaduais do PT entregou nesta terça-feira ao presidente estadual da legenda, Edinho Silva, um manifesto de apoio à candidatura do prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT).

Da bancada, que conta com 19 deputados, apenas quatro não assinaram, entre eles o líder da sigla na Alesp, Rui Falcão, que apoia a candidatura da ex-prefeita Marta Suplicy.

Além de Emídio e Marta, o PT pode lançar como candidato próprio o ministro Fernando Haddad (Educação) e o deputado federal Antonio Palocci.”

Com certeza o Prefeito de Osasco, Emídio de Souza, não tem nenhuma chance de conquistar o Governo paulista. Assim como também não têm possibilidades os outros petistas cogitados.

É por essa razão, e por outras, como a vontade de dar um prêmio de consolação a Ciro Gomes e ter uma metralhadora contra Serra, que a Executiva Nacional do PT alimenta, nos bastidores, arranjos em São Paulo que favoreçam o projeto nacional de Dilma Rousseff.

Acontece que o PT local pensa que, se é para perder, que se perca formando quadros para o futuro, fortalecendo um nome que não é “importado” ou “artificial” para, quem sabe, ter chances no futuro. Um projeto orgânico, correto.

No fim das contas, nós sabemos que a direção nacional petista prevalecerá e que o os petistas paulistas em questão só estão marcando posição.

Porém, assim como em muitas outras ocasiões que provocam o enfrentamento entre a Executiva Nacional do PT e os Diretórios Regionais do partido, haverá atrito e desgaste.

PT vê só hoje o que o Perspectiva viu em janeiro

13/06/2009

Os leitores mais assíduos deste blog podem confirmar o que digo quando afirmo que sou alguém modesto. Comemoro os feitos do blog mas não me gabo. Destaco quando acerto uma previsão mas não me vanglorio.

Acontece que, dessa vez, foi inevitável para mim escolher um título como o dessa postagem. Entendo como necessário, não para ressaltar meu acerto, mas sim, para mostrar que os analistas do PT, que, teoricamente, são muito preparados, demoraram muito para constatar uma coisa óbvia.

Em resumo, escolho o título acima não para dizer que eu acertei, e sim, para mostrar que é absurdo que um partido político como o PT, estruturado e com analistas embasados em seus quadros, só comece a ter certeza de algo que eu dava com certo em janeiro, em junho, ou seja, meses depois.

Explico:

Este blogueiro disse no dia 3 de janeiro, eu disse janeiro, o seguinte:

Será que o PT pensa mesmo que o nome de Palocci é viável? Será que o partido acredita que o ex-Ministro tenha chances reais de suceder José Serra no governo paulista?

Pode ser que eu esteja errado, mas a minha modesta opinião é a de que um nome “queimado”, como o de Palocci, não tem boas chances de vencer uma disputa como a que elegerá um governador importante como o de São Paulo.

Antonio Palocci, mesmo não tendo ficado com fama de incompetente, teve sua imagem muito abalada com o episódio do caseiro Francenildo. Acredito que o povo do estado de São Paulo não esqueceria facilmente disso, pelo menos não a maioria necessária para elegê-lo, mesmo que o STF não aceite a denúncia do MPF (Ministério Público Federal) contra o ex-ministro. O argumento de que a justiça o absolveu não viria, para mim, a surtir o efeito desejado pelos petistas, visto que muitos brasileiros já enxergam políticos absolvidos como culpados impunes.

Por mais que Palocci venha a receber o apoio efusivo do Presidente Lula, trazendo com ele toda a sua popularidade, além do respaldo de políticos como Eduardo Suplicy, Marta Suplicy e Aloizio Mercadante, creio que isso não será suficiente para apagar a mancha deixada pelo caso Francenildo. É esperar para ver. Caso ele venha, realmente, a ser o candidato, minha tese poderá ser colocada à prova. E ela é a de que Palocci teria chances diminutas.

Pois bem. Vejam o que diz Felipe Patury, na Veja desta semana:

“Uma pesquisa encomendada pelo PT lançou dúvidas no partido sobre a eventual candidatura a governador do deputado Antonio Palocci. Ele já é conhecido por 40% dos paulistas, um bom índice. O problema surge na análise qualitativa. Metade dos que se lembram dele menciona fatos negativos do seu passado, como a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo, e não o fato de ele ter sido um ótimo ministro da Fazenda. Marta Suplicy é a petista com maior intenção de votos: 9%. Palocci e o senador Aloizio Mercadante têm 3%. O ministro da Educação, Fernando Haddad, e o prefeito de Osasco, Emidio Souza, 2%. O tucano Geraldo Alckmin tem 53%.”

O que o PT vê hoje não é apenas semelhante ao que este blogueiro viu em janeiro, é exatamente o que eu vi.

Como pode ser que o partido não tenha visto que esse rumo não era um dos possíveis, mas sim, o único possível com relação à imagem de Palocci? Se eu, um jovem de 21 anos, viu, como o partido que comanda o País não viu?

Gostaria de ter essa resposta. Acho que ela é a seguinte:

Viu-se. Mas fingiu-se que não se viu.

Agora o plano para Palocci é o seguinte: Ele assumiria uma pasta no Ministério de importância média e mais tarde a Casa Civil, que vagaria com a descompatibilização de Dilma. Com isso, tentaria pavimentar o caminho rumo à Prefeitura de São Paulo, disputada em 2012.

Esse plano, sim, pode dar certo. É o que este blogueiro pensa.