Informa a Folha:
“Diante da insistência do PSB em deixar para março a decisão sobre a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), petistas de São Paulo prometem intensificar a partir de agora as negociações com os demais partidos atrás de alianças e ‘turbinar’ a agenda dos pré-candidatos do PT ao governo.
Dirigentes do partido também cobram do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata à Presidência, uma maior participação em eventos no Estado, para dar mais visibilidade à legenda e levar os pré-candidatos juntos para o palanque. ‘Precisamos fortalecer a agenda popular e a agenda política [em SP], inclusive com a participação dos dois maiores nomes do partido’, disse o deputado federal José Genoino (PT-SP).
[...]
‘Todo mundo sabe que o PT paulista, que todos os dirigentes preferem uma candidatura própria, mas todo mundo também sabe que tem que aguardar o presidente Lula’, afirmou Chinaglia. ‘Não podemos fazer política que dependa dele [Ciro] só’, completou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).
Neste um mês e meio que falta para o lançamento oficial de uma pré-candidatura, quatro petistas podem ganhar força: Aloizio Mercadante, Marta Suplicy, Emidio de Souza e Antonio Palocci. O primeiro já saiu na frente. Em encontro com deputados anteontem em Brasília, o próprio Lula disse que, sem Ciro, prefere o senador.”
Ficam mais do que comprovados dois fatos:
O PT paulista, como tem dito o Perspectiva e outros meios há meses, não gosta nada da ideia de ter que apoiar a candidatura de Ciro Gomes ao governo de São Paulo. Prefere uma candidatura própria e só não enxota Ciro por temer Lula.
A pré-candidatura do Senador Eduardo Suplicy já é descartada. Ela não tem chances, como comentou recentemente o Perspectiva.
Sobre o primeiro fato, acredito que forçar o PT a apoiar um Ciro Gomes que nada tem a ver com a política paulista significa impingir equivocadamente ao PT paulista um sacrifício. O PT abre mão de espaço político, formação de novos quadros e exibição da marca nos estados em benefício de Dilma. Mas e se a Ministra for derrotada? Fica o PT com o quê? Pelo visto, apenas com o terço nas mãos, rezando pelo retorno de Lula em 2014.
Sobre o segundo fato, já era de se esperar. Suplicy, como já disse este blog, é um homem elogiável, mas dificilmente poderá, por seu estilo e por seu comportamento, ser Prefeito, Governador ou Presidente, enfim, liderar o Executivo.
De qualquer forma, levando em conta todos esses pontos, uma certeza se sobrepõe:
Seja quem for o candidato petista ou seja Ciro Gomes o candidato governista, se o tucanato concorrer com Geraldo Alckmin a derrota do governo é certa.
Ponto pacífico.
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29/01/2010 – 09h43
Sem Ciro, PT de São Paulo quer viabilizar alternativa
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MARIA CLARA CABRAL Diante da insistência do PSB em deixar para março a decisão sobre a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), petistas de São Paulo prometem intensificar a partir de agora as negociações com os demais partidos atrás de alianças e “turbinar” a agenda dos pré-candidatos do PT ao governo. Dirigentes do partido também cobram do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata à Presidência, uma maior participação em eventos no Estado, para dar mais visibilidade à legenda e levar os pré-candidatos juntos para o palanque. “Precisamos fortalecer a agenda popular e a agenda política [em SP], inclusive com a participação dos dois maiores nomes do partido”, disse o deputado federal José Genoino (PT-SP). Anteontem, em Pernambuco, Lula fez mais um apelo aos dirigentes do PSB para que Ciro abrisse mão de sua candidatura à Presidência e aceitasse concorrer ao governo de São Paulo em uma chapa apoiada pelo PT. Ele acha que o melhor cenário para a eleição presidencial é uma eleição plebiscitária entre Dilma e o governador José Serra (PSDB-SP). Como o presidente saiu do encontro sem resposta, os petistas acham que está mais do que na hora de reagir. “[Deixar a decisão para março] compromete a construção de um nome, principalmente se for alguém que nunca disputou nenhuma eleição majoritária”, disse o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP). A estratégia é intensificar a pré-campanha, mas sem desagradar Lula: apesar do esforço para dar visibilidade para os nomes petistas, o martelo só será oficialmente batido em março. Mas os petistas têm convicção de que as chances de Ciro concorrer ao governo de São Paulo são pequenas. “Todo mundo sabe que o PT paulista, que todos os dirigentes preferem uma candidatura própria, mas todo mundo também sabe que tem que aguardar o presidente Lula”, afirmou Chinaglia. “Não podemos fazer política que dependa dele [Ciro] só”, completou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Neste um mês e meio que falta para o lançamento oficial de uma pré-candidatura, quatro petistas podem ganhar força: Aloizio Mercadante, Marta Suplicy, Emidio de Souza e Antonio Palocci. O primeiro já saiu na frente. Em encontro com deputados anteontem em Brasília, o próprio Lula disse que, sem Ciro, prefere o senador. Ele prometeu que vai começar a “falar duro” para que Mercadante seja o candidato no Estado. Até agora, Mercadante diz que quer disputar o Senado. A intensificação da agenda dos petistas tem o aval do presidente. Segundo deputados que estiveram com ele anteontem, Lula quer fazer uma reunião com os dirigentes do PT de São Paulo para acertar os detalhes dessa articulação no Estado.
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