Como todos devem saber, a linha sucessória do governo brasileiro se dá da seguinte maneira: Na ausência do Presidente, assume o Vice. Na ausência desse, assume o Presidente da Câmara, representando o povo brasileiro. Na ausência deste, assume o Presidente do Senado, representado os estados brasileiros. Por fim, na ausência deste, assume o Presidente do Supremo Tribunal Federal, representando a Justiça e a lei.
No caso, hoje, temos a seguinte sequência: Luiz Inácio Lula da Silva, José Alencar, Michel Temer, José Sarney e Gilmar Mendes.
Pois bem. Nos proponhamos a analisar esta linha sucessória na prática, sob a luz da necessidade de muitos políticos de se manterem desincompatibilizados para poderem concorrer a cargos eletivos em outubro deste ano:
Lula terminará o mandato. Não deixará a Presidência para concorrer a um cargo no Legislativo, como uma vaga no Senado, por exemplo. Contudo, pode se licenciar da posição por algumas semanas se for concluído que ele é muito necessário no cotidiano da campanha de Dilma Rousseff na reta final dela.
José Alencar deixará a Vice-Presidência ou, no mínimo, não assumirá interinamente o cargo de Presidente da República, afinal, se o fizer, não poderá concorrer ao Senado por Minas Gerais ou ao governo do estado como desejam alguns governistas.
Michel Temer não poderá, tampouco, assumir a Presidência, se quiser ser Vice de Dilma Rousseff.
José Sarney ainda tem mais da metade de seu mandato no Senado. Está em situação cômoda e não se preocupa com desincompatibilizações.
Portanto, chegamos à seguinte conclusão:
A partir de abril, Temer e Alencar não assumirão a Presidência quando Lula viajar.
O Presidente em exercício será…
…José Sarney!
E a coisa piora:
A partir de setembro, reta final da campanha presidencial, Lula poderá se licenciar e Temer e Alencar continuarão a não poder assumir a Presidência.
O Presidente da República interino será…
…José Sarney!
É Sarney com a faixa presidencial outra vez…
Acredite se puder.
Talvez tenha sido para isso que Lula e Dilma lutaram tanto pela salvação de Sarney na crise do Senado.
Dá-lhe Brasil!











