Postagens com a palavra-chave ‘José Múcio’

Interesse cruzado: Múcio é relator no TCU do caso da Fundação Sarney

27/10/2009

Informa o Estadão:

“O caso da denúncia de desvio de dinheiro público e das suspeitas de irregularidades na prestação de contas da Fundação José Sarney caiu nas mãos do ministro José Múcio Monteiro, do Tribunal de Contas da União (TCU), recém-empossado no órgão por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Múcio foi o articulador político do Planalto durante o período que comandou o Ministério de Relações Institucionais.

Desde o dia 20 de outubro, quando assumiu o cargo no TCU, Múcio tornou-se o responsável pela investigação sobre ‘apropriação por parte da Fundação José Sarney de recursos públicos provenientes de patrocínio da Petrobrás’.

Há três meses, porém, o então ministro de Lula foi um dos responsáveis por debelar a crise entre senadores petistas, que defendiam um pedido de licença do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para apurar irregularidades – entre elas, as da Fundação Sarney.”

Está posto na notícia reproduzida acima, de forma clara e cristalina, o mal que a indicação de aliados políticos, pelo Presidente, para ocuparem cargos de controle traz.

Múcio, que defendeu fortemente José Sarney a mando de Lula enquanto ainda era Ministro, agora terá nas suas mãos o julgamento das irregularidades da Fundação do próprio Sarney.

Estão vendo porque critico esse tipo de indicação?

E tem mais: Como eu venho dizendo, o que é Múcio para o TCU, é Toffoli, ex-advogado do PT e de Lula, recém indicado para a Corte Suprema nacional, no que diz respeito ao STF, ou seja, casos claros de interesses cruzados.

Desaconselho fortemente a indicação, pelos governantes, de aliados políticos muito próximos para cargos desse tipo. Tanto na esfera federal, como na estadual, onde Governadores também influem nos Tribunais de Contas.

Múcio estreia no TCU votando contra punição a obra do PAC

22/10/2009

Informa o Globo:

“Em sua estreia na corte, o ministro José Múcio Monteiro ajudou o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) a amenizar uma punição severa, com potencial de paralisação, a uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A linha sul do Metrô de Fortaleza está orçada em mais de R$ 800 milhões e há indícios de irregularidades como superfaturamento de R$ 113 milhões. Depois de uma dura discussão, os ministros do TCU, por 5 votos a 3, preferiram manter a obra em andamento e não exigir que o total do valor superfaturado fosse descontado dos próximos pagamentos. “

José Múcio Monteiro, ex-Ministro do governo petista, ex-articulador político deste governo e indicado para um emprego que lhe dará rendimentos vitalícios no Tribunal de Contas da União pelo Presidente Lula votou a favor de uma obra do PAC, o Programa que o governo coloca na vitrine?

Quem diria!

É por essas e por outras que este blogueiro critica a indicação de nomes de pessoas próximas e aliadas, pelo governo, para fazerem parte de órgãos que, de certa forma, fiscalizarão este mesmo governo mais à frente.

O resultado é esse: A linha sul do Metrô de Fortaleza está orçada em mais de R$ 800 milhões e há indícios de irregularidades como superfaturamento de R$ 113 milhões, porém os ministros do TCU “preferiram”, olhem só, manter a obra em andamento e não exigir que o total do valor superfaturado fosse descontado dos próximos pagamentos.

O que Múcio faz no TCU, fará Toffoli no Supremo.

Em tempo: Fortaleza tem uma Prefeita petista, Luizianne Lins.

Confirmada a ida de Múcio para o TCU

19/09/2009

A indicação do Ministro da Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, para o Tribunal de Contas da União já era um caso de favas contadas. Todos já davam a ida para o TCU de Múcio como certa e este já negociava nos últimos meses, inclusive, o seu “espólio” político e eleitoral.

Dizem que Múcio resolveu trocar a tensão e a inconstância da política pelo sossego do TCU. Substituirá o Ministro Marcos Vilaça, que se aposentou e deixará de ser político das urnas, embora deva manter a atuação de bastidores, sendo, inclusive, um dos mais importantes articuladores da campanha de Dilma Rousseff.

Múcio, que é da confiança de Lula embora não seja do PT, e sim do PTB, será substituído por Alexandre Padilh, um petista desconhecido, que era o subsecretário de Assuntos Federativos do Ministério que comandará e que foi indicado por Cândido Vaccarezza, opção número um de Lula, que não vai ocupar o cargo pois pretende disputar as eleições de 2010, além de respaldado por Gilberto Carvalho, Chefe de Gabinete de Lula.

Na prática, como bem dizem os analistas, Lula será, mais do que nunca, articulador de si mesmo, além de o ser também com relação a Dilma Rousseff.

PTB deve se aliar aos tucanos em 2010

16/08/2009

Informa Felipe Patury, da Veja, sobre os planos do PTB, desenhados por seu famigerado comandante Roberto Jefferson, no que diz respeito às eleições de 2010:

“O PTB apoiará o candidato do PSDB à Presidência em 2010, seja ele o governador de São Paulo, José Serra, ou o de Minas Gerais, Aécio Neves. A decisão está tomada.

Mas o presidente do partido, Roberto Jefferson, só vai formalizá-la depois que o Palácio do Planalto confirmar a indicação do ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, para o Tribunal de Contas da União, o que deve ocorrer ainda neste mês.

A demora em divulgar a decisão é uma deferência a Múcio, líder da ala do PTB que apoia a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Jefferson e os outros dirigentes da agremiação acreditam que constrangeriam Múcio se aderissem à oposição enquanto seu colega está aboletado no Planalto.”

A motivação de Jefferson me parece ser descrita da seguinte maneira:

Ele já teria percebido que o PSDB tem grandes chances de vencer em 2010 e, sendo o PTB um partido fisiológico, deseja estar com o governo.

Simples assim.

Continua o enquadramento do PT

06/08/2009

Com o agravamento da crise do Senado, que parece que não arrefecerá tão cedo, ficam mais latentes a curiosidade e a expectativa a respeito do posicionamento da bancada do PT. Se comportorão os senadores petistas de acordo com a moralidade e com suas consciências ou seguindo o ditame do governo que é comandado pelo maior nome do partido, o Presidente Lula?

É fato que o PT sofreu um enquadramento semanas atrás, quando teve que voltar atrás em suas posições por ordem explícita de Lula. O Presidente alegou que a queda de Sarney era ruim para os planos do PT com relação a 2010 e ponto final. Resta saber se na realidade seriam prejudicados os planos de Lula e não necessariamente os do PT.

A situação atual gera expectativa pois o cenário é suis generis. Lula, que não deseja perder popularidade por conta de defender Sarney, prejudicando sua imagem e também a candidatura de Dilma, só defenderá o Presidente do Senado, daqui para frente, nos bastidores. Além disso, as denúncias aumentaram em quantidade e em intensidade.

Sendo assim, como fica a bancada? Ganha liberdade para defender o afastamento de Sarney? Joga o jogo de Lula e finge ser contrária ao maranhense? Ou apóia a manutenção do Presidente do Senado, auxiliando os interesses do Presidente que agora serão reservados para as entrelinhas?

O que é sabido é que Lula já pediu ao PT para não dar o último tiro. Acontece que a política é dinâmica, e por ser assim, permite reviravoltas, ou seja, se for interpretado pelo Planalto que o último tiro, além de não ser dado pelo PT, pode não ser dado por ninguém, pela situação ser surpreendentemente contornada, a estratégia muda.

Por isso, fica o “chove e não molha”, o “abandona mas não abandona”. O Planalto quer o PT longe o bastante para não afundar junto e perto o bastante para cobrar as fatura de uma possível resistência.

Daí a curiosidade. Como se comportará a bancada nos próximos dias com um pé em cada barco?

Mercadante afirmou recentemente que o PT não pretende dar fôlego à ideia da oposição de assinar uma nota conjunta cobrando o afastamento de Sarney. José Múcio, a mando de Lula, tenta conter os senadores petistas quer querem o afastamento, ou até a renúncia, provando que Lula só abandonou Sarney nas coletivas de imprensa.

Mais tarde, novamente pelas mãos de Mercadante, pressionado pelo PT e pelo Palácio do Planalto, foi desmarcada reunião da bancada que deveria reafirmar o pedido de licença temporária do presidente do Senado.

Segundo os jornais, a avaliação do governo e do comando do PT é que uma nova reunião para confirmar posição já tomada fragilizaria ainda mais a situação de Sarney num momento em que ele insiste em demonstrar disposição para o enfrentamento político.

Por enquanto, continua o enquadramento do PT, que não se une aos opositores de Sarney, indo contra a opinião pública, sob risco de desgaste grande, pois assim deseja Lula. O Presidente quer um pé de cada petista em cada lado do front.

Pelo menos até amanhã…

Semana decisiva no Senado: Sarney diz que não sai, família cogita renúncia e Planalto não arrisca palpite

04/08/2009

Terminou o recesso parlamentar. Se reiniciaram os trabalhos no Senado Federal nesta semana que será, com certeza, decisiva no que tange a crise da Casa alta do Legislativo.

Um integrante da família Sarney diz que o Presidente do Senado está no limite da resistência e pode renunciar ao cargo ainda esta semana. O Presidente em pessoa afirma que ainda tentará contornar a situação por mais um tempo. O governo não arrisca um palpite no meio dessa turbulência. A incerteza reina.

É fato que a posição de Sarney é, a longo prazo, insustentável no que diz respeito ao seu cacife político e a sua autoridade. Mas ainda existe a dúvida sobre o curto prazo, além da possibilidade de o Presidente do Senado se arrastar cambaleante por meses, quem sabe, até mesmo, por tempo suficiente para terminar o mandato mesmo sem poder, reinando sem governar, cenário de sonho do Presidente Lula.

Em suma, o martelo ainda não foi batido e, por enquanto, Sarney demonstra ainda crer em uma reviravolta que já não parece possível para alguns aliados e familiares.

Diante deste cenário, nem mesmo o Planalto se pronuncia de forma firme. José Múcio, Ministro das Relações Institucionais e articulador político do governo não quis, por exemplo, fazer prognósticos. Afirmou, inclusive, desconhecer o teor da conversa recente entre Lula e Sarney.

Certo é que quase todos só se aprumam e demonstram o ar da certeza quando dizem uma coisa: Que o impasse se resolve esta semana, para um lado ou para outro.

É por isso, e também pelo fato de ser instalado nesta semana o Conselho de Ética, que ela é tão importante.

Esta semana promete.

Palocci e Dirceu farão campanha de Dilma Rousseff

28/07/2009

“Palocci e Dirceu farão campanha de Dilma Rousseff “

Informa a Folha na reportagem citada acima:

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva armou para a campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff o mesmo comando de sua própria campanha em 2002, que foi atropelado por escândalos no governo: os nomes-chaves serão os dos ex-ministros Antonio Palocci (que ainda responde a processo no STF) e José Dirceu (que foi cassado na Câmara)”

O trecho acima, por um lado, comprova ainda mais as informações de que um dos mais importantes articuladores da campanha de Dilma Rousseff seria o ex-Ministro José Dirceu, envolvido no escândalo do mensalão.

Por outro lado, diminui um pouco a força do projeto estadual que poderia ser encabeçado por Antonio Palocci em São Paulo, visto que mostra que o ex-Ministro poderá ter outro papel em 2010, e afasta a possibilidade de Palocci vir, como informavam alguns rumores, a substituir José Múcio Monteiro no Ministério das Relações Institucionais.

A própria reportagem diz, a respeito dessa questão do Ministério, que Lula afastou a possibilidade de Palocci ser nomeado ministro de Relações Institucionais. Parece que os cotados são Cândido Vaccarezza (PT) e Gim Argello (PTB).

Eu, particularmente, se tivesse que ter como opções apenas estes dois políticos, escolheria Vaccarezza. Gim Argello não parece ter uma ficha corrida muito ilibada. Se bem que isso, pelo visto, não está importando muito ultimamente. Infelizmente.

Quem sabe Palocci possa vir, quem sabe, a substituir Dilma na Casa Civil quando esta se descompatibilizar.

Em tempo: Não sei até que ponto é sadio para a política brasileira o fato de políticos envolvidos em escândalos comandarem um dos projetos presidenciais mais importantes. Será que o PT não dispõe de pessoas capazer de exercer o trabalho que não tenham manchas no currículo? Nada impede, de fato, que eles interpretem este papel, porém, concordam comigo que fica um pouco em dúvida a idoneidade dos atos da equipe de campanha? Principalmente no que tange Dirceu? Eu acredito que sim.

Pasmem: Lula manda Múcio desmentir Mercadante

28/07/2009

Todos os que acompanham o cenário político atual sabem que a bancada petista no Senado está sendo obrigada pelo Presidente Lula a facilitar a vida de José Sarney. É o tal “enquadramento”, parte do vale tudo de Lula por 2010.

O PT, que havia defendido o afastamento de Sarney da Presidência do Senado há algumas semanas, voltou atrás por uns tempos por pressão de Lula e só recentemente, por conta das novas denúncias contra Sarney, retornou à carga.

Por mais que as novas denúncias sejam justificativa mais do que suficiente para que Sarney deixe de ser respaldado, o Presidente Lula não gostou nada da nova nota distribuída por Aloizio Mercadante, líder do PT no Senado Federal.

Mercadante disse, nesta nota, que a bancada petista entendia que, por força das novas denúncias, a licença de Sarney se fazia realmente necessária.

Lula, por sua vez, mandou, pasmem, que o Ministro José Múcio Monteiro, das Relações Institucionais, dissesse que a nota de Mercadante não representava a opinião da maioria dos senadores do PT, e sim, apenas de um ou dois deles.

Resumindo, Lula mandou que Múcio desmentisse Mercadante.

Por enquanto, não existe reação do Senador. Não há renúncia ao cargo de líder, não há reclamação. Nada. Apenas a informação de que Mercadante está ocupado com o casamento de um filho.

Irá Mercadante reagir? Não se sabe. A se julgar pelos últimos “enquadramentos” do PT por Lula, talvez não.

Enquanto isso, o Presidente diz, expressando suas profundas contradições advindas de manobras retóricas, que o Senado é maduro o suficiente para resolver suas pendengas.

É isso mesmo. Reportagem da Folha informa que “o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, ao comentar o agravamento da crise no Senado, que a Casa tem ‘maioridade’ para resolver seu problema”.

Se é assim Presidente, porque o senhor se intromete?

Lula deve perder 17 ministros em 2010: Paulo Bernardo poderia substituir Dilma

21/07/2009

Conta a Folha, informando a respeito de importantes detalhes para quem acompanha o cenário político nacional no que tange a reforma ministerial que ocorrerá, no início de 2010, por conta da obrigatoriedade de descompatibilização do cargo para os ministros que desejarem concorrer a cargos eletivos em 2010:

“Pelo menos 17 ministros devem deixar o governo em abril para disputar eleições e alguns darão lugar aos seus secretários-executivos, encarregados de impedir a descontinuidade e proibidos de inventar novos programas, duas exigências do presidente Lula para liberar seus auxiliares [...].

[...] além dos ministros candidatos, José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) sairá nas próximas semanas para assumir como ministro do TCU (Tribunal de Contas da União).

Das 18 vagas que abrirão entre agosto deste ano e abril de 2010, 12 serão preenchidas automaticamente. Lula avisou na última reunião ministerial, na semana passada, que não gostaria de levar ninguém novo para o governo porque não quer se comprometer com as ideias de quem estará chegando.

Alguns secretários estão nos ministérios há mais tempo que seus chefes: Luiz Paulo Barreto (Justiça); Carlos Eduardo Gabas (Previdência); Márcio Zimermann (Minas e Energia); Fernando Lopes de Oliveira (Comunicações); e Paulo Sérgio Passos (Transportes).

[...] em seis ministérios há problemas e Lula terá de colocar gente nova ou fazer remanejamentos. Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) ficou sem secretário-executivo depois que Luiz Antônio Eira pediu demissão por conflito com Dilma. A substituta de Patrus Ananias no Ministério de Desenvolvimento Social, Arlete Sampaio, deve disputar eleição. Mas os dois cargos que mais tiram o sono de Lula são Relações Institucionais e Casa Civil.

Lula tenta convencer o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a não se candidatar para assumir a Casa Civil.”

Ministério das Relações Institucionais pode ser mais um nas mãos do PMDB

08/07/2009

Informa o jornal O Globo:

“PMDB e PT travam nova disputa nos bastidores, desta vez pelo cargo de ministro das Relações Institucionais. O atual, José Múcio Monteiro (PTB), será indicado para ministro do Tribunal de Contas da União. Enquanto o PMDB pede a vaga na coordenação política do governo, o PT quer recuperar o cargo de coordenador político.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve bater o martelo este mês. Os dois nomes mais fortes apontados no Planalto são os dos líderes do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), e do PT, deputado Cândido Vaccarezza (SP). Deve pesar na decisão a sucessão presidencial de 2010. Há forte pressão por Henrique Alves. Com mais essa concessão ao PMDB, Lula fortaleceria o apoio do partido ao governo e à candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.”

Lula bem que queria poder instalar na coordenação política, setor em que age o Ministro das Relações Institucionais, seu queridinho Antonio Palocci ou, até mesmo, o não tão querido mas também bem quisto Cândido Vaccarezza. Se fosse Palocci, poderia até servir ao plano de, após colocá-lo em um Ministério de média importância, fazê-lo subtituir Dilma Rousseff após a descompatibilização na Casa Civil.

Acontece que a pressão do PMDB é forte e, como todos nós sabemos, Lula está no modo “vale tudo por 2010″.

O PMDB cobra, meus caros. Cobra caro. Cobra tudo. O PMDB é cobra.