Informa o Globo:
“Abrigados desde segunda-feira na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, simpatizantes do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, recusaram-se a dividir a comida recebida de organismos internacionais com os funcionários brasileiros da representação diplomática. Segundo relatos, as tropas golpistas sitiaram a embaixada e proíbem a entrada de mantimentos.
— A ONU mandou alguma comida para a embaixada e quem recebeu foi o pessoal do presidente Zelaya. Como ninguém nos ofereceu comida, fomos pedir a um auxiliar de Zelaya, mas ele disse que a comida era só para eles (hondurenhos) — disse Isabel Cabral, funcionária da embaixada brasileira que mora há 30 anos em Honduras.”
Mas que ótima retribuição, hein!
O Brasil dá seu aval para um plano de entrada clandestina de Zelaya em Honduras, tem sua embaixada sem água, luz e telefone, corre o risco de se desgastar internacionalmente e concede um asilo que não tem nem mesmo definição jurídica exata.
Em troca, os partidários de Zelaya se recusam a dividir a comida com os brasileiros que trabalham na embaixada.
Pagam com traição a quem lhes deu a mão.










