Internet e política em 2010: Quem explorará melhor este meio?
Como todos vocês já sabem, a interação entre a internet e a política será importante nas eleições do ano que vem. Não se pode afirmar que o bom uso da internet poderá garantir a vitória de um candidato, porém, é correto dizer que aquele que fizer um uso ruim desta mídia já larga um pouco atrás.
Pois bem. Como o Perspectiva Política não deixa de ser um meio que relaciona internet e política, por ser um blog de análises políticas e de conscientização política do cidadão, este blogueiro que vos fala tem muita curiosidade a respeito desta interação.
Sendo assim, tenho lido textos a respeito disso e, para conhecimento de vocês, reproduzo trechos de um deles, encontrado por mim no blog MidiaWeb, que pode enriquecer o conhecimento de vocês, leitores, sobre o tema:
“Novas ferramentas, técnicas e serviços estão no jogo e somando-se a isso, o acesso à rede pela população que teve um crescimento exponencial, bastante capilar já atingindo inclusive as classes D e E. Outro aspecto também bastante favorável, além da distribuição e aumento do número de acessos à rede, é quantidade de horas de conexão que mantém o Brasil por consecutivos anos como o país mais conectado do mundo. Comportamento que mostra que a Internet faz cada vez mais parte do dia a dia das pessoas.
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A combinação de uma estratégia digital bem planejada, com o cenário favorável de exploração e utilização do meio, certamente deve trazer diferenciais e contribuições importantes aos candidatos que puderem ter acesso a agências especializadas nesta área, para estas próximas eleições.
Em 2008, a campanha de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos contou com uma poderosa aliada – a Internet. No ano que vem, isso também pode se tornar realidade aqui no Brasil.
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É no que acredita Marcelo Biacchi. ‘O candidato passa a contar com diversas ferramentas e recursos para falar com os eleitores, o que acaba abrindo novas frentes de diálogo e possibilidade de expor com mais profundidade e detalhamento seus projetos de trabalho, enriquecendo a exposição que acaba sendo mais limitada em outras mídias em virtude do tempo e outros fatores’, comenta.
Marcelo destaca que os políticos poderão atuar nas diversas plataformas dentro do cenário digital. Entretanto, muito mais que a utilização de novas ferramentas, a questão é saber como explorar todo o potencial do meio de forma eficiente e integrada a fim de se obter resultados que realmente ajudem a fazer a diferença. Faz-se necessário um planejamento orientado para que se obtenha a força de todos estes recursos de forma coordenada. Ferramentas e mídia, são apenas meios. A virtude mesmo, estará na qualidade do plano de comunicação e estratégias digitais que deve ser desenvolvido, para que aí possa se responder, o que fazer, como fazer, e, para se obter o quê.
Para o especialista, não existe uma fórmula padrão para todos. Deve-se tratar o perfil, o plano de marketing, o posicionamento, os interesses e os do público-alvo ou da população de cada candidato. É possível também se obter importantes inputs da internet acerca do que as pessoas estão interessadas, quais são os temas mais buscados em um Google, por exemplo, entre outras coisas.
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O caso de Obama pode servir de inspiração para muitos políticos brasileiros, sobretudo para os que parecem entender um pouco mais sobre a importância da rede, como é o caso do governador de São Paulo, José Serra. ‘O presidente dos Estados Unidos utilizou diversas ferramentas da Internet para se comunicar com seu eleitorado, criando, inclusive o My Barack Obama‘, cita Sergio Coelho.
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Na visão de Coelho, o uso da web nas eleições do ano que vem tem grandes chances de aproximar os jovens da política. O que deve ser um marco, daqui para frente.
Ainda existem muitos pontos nebulosos na lei que permitirá a utilização da Internet nas campanhas eleitorais. O texto do senador Azeredo afirma, por exemplo, que será vedado o anonimato durante a campanha. Para Coelho, não há como garantir que não haverá anonimato ou perfis de falsos usuários. ‘É praticamente impossível controlar isso’, ressalta. Outro ponto difícil de obter controle é sobre o espaço concedido a cada político em sites de empresas, uma vez que é muito difícil medir a participação de cada um deles, diferentemente do que acontece nas TVs e nas rádios.“
Aguardemos para saber quem fará melhor uso da rede. O Governador José Serra, por exemplo, é conhecido como entendido no assunto. Enquanto isso, o PT contratou a consultoria do marqueteiro de Barack Obama para auxiliar na campanha de Dilma Rousseff.
A ver.














