Por Arthurius Maximus*
Costuma-se dizer que se as mulheres dominassem a política ela seria muito melhor do que é hoje. Infelizmente, a prática mostra que esse é apenas um sonho e um mito infundado. Poderíamos aqui traçar um número enorme de elogios e repetir os clichês de sempre para homenagear as mulheres. No entanto, esses clichês repetidos “ad nauseam” são a mola propulsora dos hipócritas.
A verdade nos mostra que, aqui no Brasil, especificamente, muitas mulheres que se sobressaíram na política preferiram o caminho do mal, da desonra, da corrupção e da desfaçatez.
Quem pode esquecer da infame “dancinha da pizza”? E o apoio de uma influente Senadora ao coronel corrupto e carcomido pelo tempo?
E que tal a conspiradora que tomou de assalto a ex-capital da República e, com seu marido, é alvo de uma série de processos e acusações quase constantes de fraudes e desvios?
Lembram-se também da ex-ministra que falsificou diplomas para seus filhos conseguirem um “empreguinho” e que toda vez que assume um cargo está envolvida em escândalos e em acusações de desvios de verbas e mal versação de fundos?
E a Governadora que instala em seu secretariado uma verdadeira máfia com o único propósito de pilhar os cofres de seu estado e provoca uma convulsão administrativa nas instituições locais?
E a repórter que é teúda e manteúda de um Senador e que, a peso de muito dinheiro público desviado, vive nababescamente com seu rebento bastardo?
Infelizmente essas mulheres não merecem qualquer homenagem nesse dia.
Contudo, como sempre, há o outro lado.
Reservo-me o direito de homenagear apenas aquelas mulheres que fazem jus aos mitos que se constroem em torno delas. Mulheres de raça e de fibra que acordam cedo, trabalham em casa e nas fábricas e escritórios e, depois de um dia estafante, ainda trabalham em suas próprias casas.
Mulheres que deram suas vidas por uma causa, pelo combate ao mal e à injustiça, pela luta por um mundo realmente melhor. Felicito as mulheres que honram as suas vidas não compactuando com a corrupção, a desordem, a desonra e a discórdia.
Abraço cada uma que se ergue contra a enorme maré de descaso e de desfaçatez que toma conta de nossa sociedade e ousa fazer mais. Fazer algo além “da sua obrigação”, apenas porque assim o deseja.
Beijo as mães, as amantes, as namoradas, as esposas e as amigas que lutam para fazer de seus companheiros homens melhores e que os repreendem quando se desviam, ao invés de simplesmente compactuarem com a situação.
A essas mulheres o meu carinho, a minha devoção e a minha homenagem.
Para as outras… Bem… O inferno.
*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica










