Postagens com a palavra-chave ‘Heráclito’

Lula estaria desejando atrapalhar a eleição de desafetos: Virgílio, Heráclito, Agripino e Perillo seriam alguns deles

25/01/2010

Informa Luiz Carlos Azedo, do Correio Braziliense:

“Por falar em desafetos, o presidente Lula não esconde de ninguém a intenção de derrotar alguns líderes da oposição que o incomodam muito durante os dois mandatos e estão em risco eleitoral para voltar ao Senado. O principal é o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto, no Amazonas. Outro é o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI). Ambos concorrerão à reeleição.”

 Não posso confirmar a informação reproduzida acima, mas acredito que há grande probabilidade de ser a mais pura verdade.

Lula poderia, sim, estar desejando atrapalhar a eleição de desafetos políticos. Não duvido nada. Aliás, vale citar que diversos políticos, do passado e do presente, agiram e agem assim.

Por fim, vale ressaltar que, pelas informações que correm, o mesmo que vale para Arthur Virgílio e Heráclito Fortes, vale para José Agripino Maia – líder do DEM no Senado -, que quer se reeleger para a Casa Alta do Legislativo, e para Marconi Perillo, tucano de Goiás que, hoje Senador, pretende retornar ao governo de seu estado.

Vergonha: PT ajuda e Conselho de Ética rejeita reabertura de ações contra Sarney

19/08/2009

Informa o Globo:

“Conforme era esperado, o Conselho de Ética do Senado arquivou, na tarde desta quarta-feira, por 9 votos a 6, os recursos da oposição contra o arquivamento dos 11 pedidos de investigação contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por quebra de decoro parlamentar.

[...]

A oposição, com seis votos – cinco de DEM/PSDB e um do PDT (Jefferson Praia) – precisava de pelo menos oito votos dos 15 membros do colegiado para reabrir as investigações. Contava com ao menos dois votos do PT, mas o partido, pressionado pelo Planalto, foi decisivo para enterrar as investigações, com os votos de Delcídio Amaral (MS), Ideli Salvati (SC) e João Pedro (PT-AM). Coube a este último ler a nota divulgada pelo presidente do partido, Ricardo Berzoini , que orientou a bancada no Senado a votar pelo arquivamento das ações.”

Vergonha! Não há outra palavra que possa descrever melhor o que ocorreu no Conselho de Ética do Senado. O cinismo venceu, o deboche imperou e os interesses eleitoreiros dos que votaram a favor de Sarney fizeram com que o arquivamento de todas as denúncias contra o Presidente do Senado fossem mantidas.

Poderiam até alegar que algumas das denúncias não têm realmente uma sólida fundamentação. Vá lá que seja. Mas duas delas especialmente, a que diz respeito ao emprego para o namorado da neta de Sarney e a que se refere ao fato de Sarney ter mentido a respeito de sua influência sobre a Fundação Sarney, davam total margem para o desarquivamento e para o início de uma investigação. Fica claro que Sarney se safou pela política, e não, pela fraqueza de todos os argumentos das denúncias.

Enquanto Renan Calheiros se regozija, coisa que dói em qualquer brasileiro de bem, somos obrigados a ver a base aliada livrar Sarney das denúncias visando, claramente, as eleições de 2010. O destaque fica por conta da incoerência de partidos como o PT e o PC do B que defenderam, muitas vezes, a ética. O PMDB, cá para nós, não engana ninguém a tempos. Principalmente o do Senado.

Mas isso não há de ficar assim. Pressionemos como sociedade civil para que tudo seja levado ao Plenário do Senado. Por mais que lá os senadores estejam protegidos pelo voto secreto, que abre caminho para o compadrio, teremos pelo menos mais uma chance de pressionar e mostrar aos senadores que os que defendem Sarney não ficarão impunes. Mantenhamos a posição de repúdio aos que defendem Sarney, explicitada na Campanha Não Voto Em Quem Defende Sarney, criada por este blog.

Não podemos aceitar que a oposição, acuada pelas ameaças do PMDB e tentada a se render ao corporativismo, não leve os casos para o Plenário do Senado. Alguns estão dizendo que o regimento do Conselho de Ética não permite esse procedimento, mas isso é balela de sarneyzista.

Por fim, é importante também que saibamos exatamente como votaram os membros do Conselho de Ética, por isso, tomem ciência dessa informação pela lista abaixo:

Sim – A favor das investigações e do desarquivamento

Não – Contra as investigações e o desarquivamento

Titulares

Demóstenes Torres (DEM-GO) – Sim

Heráclito Fortes (DEM-PI) – Ausente

Eliseu Resende (DEM-MG) – Sim

Marisa Serrano (PSDB-MS) – Sim

Sérgio Guerra (PSDB-PE) – Sim

Wellington Salgado (PMDB-MG) – Não

Almeida Lima (PMDB-SE) – Não

Gilvam Borges (PMDB-AP) – Não

João Pedro (PT-AM) – Não

Inácio Arruda (PC do B-CE) – Não

Gim Argelllo (PTB-DF) – Não

João Durval (PDT-BA) – Ausente

Romeu Tuma (PTB-SP) – Não

Paulo Duque (PMDB-RJ) – Por ser Presidente do Conselho, só votaria em caso de empate

Suplentes:

ACM Júnior (DEM-BA) – Ausente

Rosalba Ciarlini (DEM-RN) – Sim

Delcídio Amaral (PT-MS) – Não

Ideli Salvatti (PT-SC) – Não

Jefferson Praia (PDT-AM) – Sim

Em tempo: É preciso, ainda, fazer o registro do cinismo de Renan Calheiros. Todos sabem que o Senador fez o PMDB representar contra Arthur Virgílio (PSDB-AM) para dispor de uma moeda de troca. O que ele menos desejava era investigar alguma coisa. Pois bem. Vejam o que ele declarou a respeito da manutenção do arquivamento das denúncias contra Virgílio:

“O PMDB considera-se suficientemente esclarecido e acompanhará o despacho pelo arquivamento”

Suficientemente esclarecido? Francamente…

Senado: Sarney pode acabar ficando

14/08/2009

É, meus caríssimos leitores. O comentário que vou fazer é daqueles que eu não gostaria de ter que escrever, porém, reflete a verdade e, por isso, é impensável que eu não o repasse a vocês: Sarney, que vem empurrando com a barriga, pode acabar ficando na Presidência do Senado.

Ainda existe a possibilidade de queda mas ela está se afastando a realidade. A cassação do mandato então, nem pensar.

Uns dizem que existe um acordão no Senado entre PMDB e oposição para que Sarney e Arthur Virgílio sejam, ambos, salvos das acusações que sofrem. O PMDB já desistiu de fingir que tem moral, a oposição nega o tal acordo.

Existindo o acordo ou não, o fato é que o cenário que vai se desenhando é o de um Sarney monarca. Ele não governará, mas poderá ainda reinar, o que já basta para o Planalto que luta para mantê-lo no trono.

O governo não liga muito se quem manda no Senado de verdade, hoje, é Heráclito Fortes (DEM-PI). O que a turma de Lula quer é o PMDB com Dilma em 2010 e Sarney mantendo prestígio, impedindo Marconi Perillo de substituí-lo, auxiliando o governo com as prerrogativas da posição e devendo favores ao PT do Executivo.

Sim, é verdade que alguns petistas, como Aloizio Mercadante, estão dispostos a ficar bem na foto e dar uma mãozinha para a oposição, que vai usar tudo que tem contra Sarney para tentar, pelo menos, provar que não fez acordo nenhum, por mais que não consiga derrubar Sarney.

Acontece que Lula está lá, com a prensa, enquadrando o PT a pedido de Sarney e Renan, para depois poder pedir o retorno.

Se o PT não quiser enfrentar Lula, não vai poder auxiliar a oposição na luta contra Sarney. A oposição, por sua vez, também não vai chiar muito, estará muito satisfeita se a culpa da manutenção de Sarney cair no colo do PT em rede nacional.

Com esse cenário, os senadores petistas suarão, e muito, para se reelegerem em 2010. E isso é um paradoxo, pois Lula, que impede o PT de agir de forma mais salutar, já disse que quer uma larga bancada parlamentar.

Se bem que Lula é mesmo paradoxal e, enquanto isso, só o PT pode dificultar a vida de Sarney Elizabeth.

Senado descobre mais atos secretos e vai abrir sindicância

14/08/2009

Informa o Globo:

“Técnicos do Senado localizaram 468 novos atos secretos – para nomeações, demissões e gratificações – de dez anos atrás, entre 1998 e 1999 – quando era presidente da Casa o senador Antônio Carlos Magalhães – e só agora incluídos em boletins impressos suplementares.

[...]

O primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), já avisou que vai determinar a abertura de sindicância:

- É um absurdo. Além de um crime, é uma irresponsabilidade. Nada me garante, que algum perverso, não tenha ato secreto na gaveta. Por que estes atos estão guardados? Por que se soltou após o trabalho concluído? Isso me parece uma sabotagem feita à administração atual por algum fundamentalista das administrações passadas, que acham que vão voltar a praticar aquilo que praticaram durante 14 anos. – protestou Heráclito.

Olhem meus caros, não é por nada não mas parece que há, realmente, “algo de podre no reino na Dinamarca”. É com certeza muito suspeito que os atos secretos surjam justamente em um momento onde os ânimos no Senado começavam a amainar e quando os trabalhos a respeito dos atos secretos descobertos anteriormente estava quase concluído.

É claro que a descoberta deles é ótima, magnífica. Ela dá a possibilidade de as autoridades competentes investigarem e, quem sabe, chegarem aos culpados, além de poderem requerer ressarcimentos de quantias pertencentes ao povo que tenham sido gastas indevidamente.

Acontece que o momento da revelação deixa uma sensação incômoda. Não pode ser coincidência, parece mesmo haver alguém puxando o gatilho quando lhe apetece.

Em suma, não discordo de que a descoberta é importante e acredito que aquele que fez com que atos secretos antigos acabassem por ser descobertos prestou certo serviço à nação.

Mas a que preço? Com que intenções? Provavelmente com as mais errôneas e condenáveis. E esse é o problema.

Alguns dirão que a oposição pode estar por trás disso, já que estaria, supostamente, se beneficiando com a longevidade da crise. Mas isso eu não afirmarei sem indícios. Seria leviano.

Servidores do Senado disputam espólio de Agaciel Maia

09/08/2009

Informa o O Globo:

“Há pouco menos de dois meses – quando o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), já estava atolado em denúncias e deu carta branca ao 1º secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), para fazer uma reforma administrativa e tirar dos postos de comando remanescentes dos agacielboys -, os irmãos Júlio e Jansen Pedrosa, até então manda-chuvas na Gráfica, entraram no gabinete do recém-nomeado diretor-geral, Haroldo Tajra. Fizeram um escarcéu, bradando ameaças, e disseram que aquilo não ficaria assim.

De acordo com reportagem de Gerson Camarotti e Maria Lima na edição deste domingo do jornal O GLOBO, o episódio, relatado por servidores do gabinete, mostra que, longe dos holofotes, também se trava uma guerra de grupos de servidores pelos principais cargos da Casa.

Guerra estimulada por pessoas próximas a Sarney e Renan Calheiros (AL), líder do PMDB, inconformadas com a entrega do comando a Heráclito Fortes, tido hoje como o presidente de fato do Senado. A disputa se dá entre funcionários antigos que já pertenceram ao mesmo grupo e ficaram em lados opostos após a queda de Agaciel Maia.”

Trata-se de uma guerra espúria, onde nenhum dos lados está com a razão, pelo espólio das falcatruas e irregularidades.

Há, hoje, um vácuo de poder no que tange a máfia que aparelha o Senado e, pelo visto, ela não será destruída, apenas substituída. O grupo anterior, que estava sob os ditames de Agaciel, agora rachou e suas facções disputam entre si.

Os boatos de que o PMDB estaria alimentando denúncias contra o atual Diretor-Geral do Senado, Haroldo Tajra, confirmam mais ainda a guerra que, nada mais é, do uma luta para se decidir quem controlará os sumidouros de dinheiro da nação.

Vergonhoso.

PMDB estaria sabotando novo Diretor-Geral do Senado

20/07/2009

Informou, há apenas alguns dias, a jornalista Adriana Vasconcelos:

“No pior momento da crise, Sarney acabou cedendo esse comando administrativo do Senado para o Democratas, na esperança que o partido — que o ajudou a ser eleito pela terceira vez para presidência do Senado — não aderisse à campanha a favor de sua licença do cargo.

A estratégia de Sarney não deu certo. Pouco depois de autorizar o 1o. secretário, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), a indicar um funcionário de sua confiança, no caso Haroldo Tajra, para a Diretoria Geral do Senado, o DEM se reuniu e decidiu propor o afastamento de Sarney do cargo.

A decisão de Sarney anular todos os 663 atos secretos numa única canetada, seguindo o conselho do amigo Saulo Ramos, teve como objetivo não só tentar neutralizar a investigação do Conselho de Ética sobre seu envolvimento com o escândalo, mas também sinalizar para o DEM que ele continua no comando da Casa.

O segundo passo agora seria boicotar o novo diretor geral. Já teria sido autorizada, inclusive, uma operação interna na Casa para alimentar denúncias contra Tajra.”

Alertado por esta informação divulgada por Adriana, este blogueiro ficou de olho no noticiário no que tange o Diretor-Geral do Senado, Haroldo Tajra. E não é que as denúncias começaram a “pipocar”?

Nos últimos tempos Tajra foi acusado de tudo. De ter batido em sua esposa e em sua sogra, de ter participado de esquemas, etc.

Não estou de forma alguma dizendo que Tajra é inocente ou culpado. Não disponho das informações disponíveis para isso. Só estou querendo demonstrar para vocês, meus caros leitores, como funciona o “arquivo de dossiês” de Brasília. Uma das coisas mais espúrias da nação.

O fato de diversas denúncias contra Tajra terem surgido logo após ter corrido a informação de que o PMDB iniciaria uma sabotagem contra ele mostra, claramente, que, na política brasileira, uns sabem de quase tudo que os outros fizeram.

Acontece que esse conhecimento não gera denúncias anônimas, não gera punição, não gera nada, a não ser dossiês. Ou seja, as denúncias são guardadas para momentos oportunos, fazendo com que o transgressor fique impune enquanto não houver momento onde a revelação dos fatos seja interessante para quem detém o conhecimento sobre eles.

Se este momento nunca existir, o transgressor morrerá impune. E com pose de bom moço.

As denúncias “guardadas na manga” impedem a justiça brasileira de agir para possibilitar pressões e chantagens. Um dia, quando é oportuno, ela surgem. Curiosamente.

Longe de mim estar aqui afirmando que Tajra é um homem culpado no que diz respeito às informações que constam no “dossiê” de que o PMDB provavelmente dispõe.

Porém, uma coisa é certa: A cronologia dos fatos comprova que esse tipo de prática “arquivo de dossiês” existe. E em larga escala. Prática essa que mantém biografias intactas e suja outras quando convém aos praticantes. Muitas vezes protegendo as que devem ser atacadas com denúncias verdadeiras e sujando as que na verdade são limpas com denúncias plantadas, que ganham dimensão enorme por força da desmoralização da política em geral.

Completamente enojante.

Sarney balança: Licenciar-se é a única saída para não ser derrubado

30/06/2009

Façamos, antes do meu comentário, uma coletânea dos acontecimentos recentes que enfraqueceram, e muito, o Presidente do Senado, José Sarney:

“O ex-presidente do Senado Garibaldi Alves (PMDB-RN) disse nesta terça-feira que o afastamento do cargo seria a melhor reposta para o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), conter a crise que arranha a imagem da instituição.”

“A essa altura, até Roseana Sarney, governadora do Maranhão e filha de José Sarney (PMDB-AP), é favorável ao afastamento do pai da presidência do Senado. Dependerá dele, é claro. Roseana está preocupada com a saúde política e com a saúde propriamente dita de Sarney.

“O PSDB pediu nesta terça-feira que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) se licencie temporariamente do cargo. O líder do PSDB no Senado, Artur Virgílio (AM), voltou a subir na tribuna do plenário e disse que Sarney precisa se afastar para se desfazer a ‘central de chantagem’ em que teria se transformado o Senado.

“A bancada do DEM no Senado, por 10 votos contra 3, acaba de decidir pelo afastamento de José Sarney (PMDB-AP) do cargo de presidente do Senado.

“O líder do PDT , senador Osmar Dias (PR), comunica neste momento ao líder do PT , Aloizio Mercadante (SP), que seu partido vai defender a licença do presidente José Sarney (PMDB-AP) do cargo. O PDT é o segundo partido que ao logo do dia decide pelo afastamento de Sarney.

Feitos estes registros, passemos à análise:

O Presidente do Senado, José Sarney, responde com um sim a todos que lhe perguntam se ele continuará à frente do Senado Federal.

Acontece que os políticos mais influentes do País já estão discutindo como será o “day after”, ou seja, o que será feito quando Sarney sair. Isso mostra que sua saída já é dada como inevitável, havendo apenas a dúvida sobre se Sarney renunciará ou se licenciará, podendo retornar daqui a alguns meses.

Verdade seja dita: Sarney quer mais é deixar o Senado e poder ter dias mais sossegados. Apenas a vontade de defender sua biografia e não sair por baixo o impede de jogar a toalha. Ele ainda alimenta a esperança de se reerguer.

Enquanto quase todos os partidos criticam Sarney, a maioria deixando um barco que um dia os serviu de transporte, é o PT, de Tião Viana, adversário de Sarney na eleição para a presidência da Casa, que ainda dá algum suporte ao maranhense.

Em uma Casa onde quem manda de verdade não é mais Sarney, e sim, Renan Calheiros de um lado e Heráclito Fortes do outro, o PT faz o que seria impensável alguns anos atrás de olho em 2010. Sarney, “queimado” ou não, responderá por grande parte do PMDB ano que vem e o PT quer o tempo de televisão do partido, que adviria de uma possível aliança formal, para turbinar a candidatura de Dilma.

No fim das contas, Sarney não manda mais nada, não tem mais apoio, não tem mais barreiras de contenção realmente seguras e tem tudo para encontrar, brevemente, um ambiente que não possibilitará mais sua permanência.

Como bem diz Ricardo Noblat, Sarney (PMDB-AP) até pode ficar na presidência do Senado com o apoio do seu partido, de parte do PT e de pequenos partidos que apóiam o governo Lula. Mas ao preço de um desgaste brutal e crescente.

A saída será licenciar-se para fugir dos holofotes e tentar um retorno futuro. Talvez ele prefira renunciar de vez, mas é improvável.

O que se pode dizer com certeza é o seguinte: Sarney pensou muito antes de aceitar se candidatar à presidência do Senado. Muitos o aconselharam a não prosseguir na empreitada.

Sarney não ouviu, ou teve que não ouvir. Hoje, com certeza, pensa que se arrependimento matasse, estaria no túmulo. O maranhense se tornou alvo da indignação do brasileiro com a política inteira. Está perdido. Quem sabe vê como alternativa apostar no cansaço sobre o tema, mas é uma aposta arriscada.

E dá-lhe #forasarney no Twitter.


Oposição pensa em ceder na CPI das ONGs para ter CPI da Petrobras

15/06/2009

Este blogueiro vem informando a vocês, leitores, a respeito do fato da CPI da Petrobras, apesar de badalada, ainda não ser uma realidade. O que acontece é o seguinte:

O governo, nem um pouco interessado no andamento da CPI e na rapidez das investigações, atrapalha propositalmente a instalação da Comissão. Como? Esvaziando as sessões de instalação e não permitindo que haja o quórum necessário.

Atacado pela oposição por estar impedindo as investigações, o governo alega algo que tem muito cheiro de pretexto: Diz que só deixa a CPI da Petrobras andar quando um dos membros da base aliada, Inácio Arruda (PC do B-CE) retomar a relatoria da CPI das ONGs, outra que pode dar dor de cabeça ao governo.

Acontece que Arthur Virgílio, amazonense e líder do PSDB no Senado, ocupa, hoje, a relatoria. Virgílio foi nomeado pelo Presidente da CPI das ONGs, Heráclito Fortes, que aproveitou a vacância do cargo para fazê-lo.

O cargo vagou pois Inácio Arruda foi designado, por algumas horas, para a CPI da Petrobras, o que o obrigou a deixar o cargo na CPI da ONGs.

O que parece é que o governo viu que cometeu erro primário e tentou voltou atrás, mas aí, já era tarde demais. A oposição já tinha a relatoria da CPI das ONGs.

Para não permitir que o governo continue a utilizar este claro pretexto, a oposição está cogitando abrir mão da relatoria da CPI da ONGs e dar o governo o que ele quer, destruindo a justificativa usada pela base aliada.

Seria algo como: “Aí está o que você queria, o que você vai alegar agora?”

Como interessa ao governo embarreirar a CPI da Petrobras, este blogueiro acredita que um novo pretexto será encontrado. Ou pior: O esvaziamento será feito na cara-de-pau mesmo. Sem pretextos e ser vergonha, bem ao estilo atual.

A ver.

CPI da Petrobras pode continuar sem ser realidade até agosto

11/06/2009

Ontem este blogueiro disse que se enganam aqueles que pensam que a CPI da Petrobras já é um fato consumado.

O que acontece é o seguinte:

O governo quer postergar ao máximo a instalação da CPI e, para isso, instrui seus comandados a não permitirem que a sessão de instalação da CPI tenha o quórum suficiente para fazê-lo.

Atacado pela oposição por estar impedindo as investigações, o governo alega algo que tem muito cheiro de pretexto: Diz que só deixa a CPI da Petrobras andar quando um dos membros da base aliada, Inácio Arruda (PC do B-CE) retomar a relatoria da CPI das ONGs, outra que pode dar dor de cabeça ao governo.

Acontece que Arthur Virgílio, amazonense e líder do PSDB no Senado, ocupa, hoje, a relatoria e não pretende devolvê-la. Virgílio foi nomeado pelo Presidente da CPI das ONGs, Heráclito Fortes, que aproveitou a vacância do cargo para fazê-lo.

O cargo vagou pois Inácio Arruda foi designado, por algumas horas, para a CPI da Petrobras, o que o obrigou a deixar o cargo na CPI da ONGs.

O que parece é que o governo viu que cometeu erro primário e tentou voltou atrás, mas aí, já era tarde demais. A oposição já tinha a relatoria da CPI das ONGs.

Enquanto todo esse cenário de adiamentos, pretextos e faíscas se posterga, a CPI da Petrobras, tão necessária se levarmos em conta as denúncias que pipocam, não sai do papel.

Comprova isso a coluna Painel da Folha quando diz:

“O impasse na instalação da CPI da Petrobras deve se estender para além deste feriado. Governo e oposição já estimam que uma saída para a (conveniente) dificuldade só virá depois dos festejos do São João, no próximo dia 24. Entre os poucos oposicionistas que ainda levam a sério a apuração de denúncias sobre a estatal, o desânimo é tanto que já se prevê tudo continuar na mesma até o recesso de julho.”

Se tudo se arrastar até julho, a CPI só se inicia em agosto, afinal, assim como os estudantes, os parlamentares têm férias em julho.

Você pensa que a CPI da Petrobras já é realidade? Que nada!

10/06/2009

Como informa a Folha, diversos senadores da base aliada se articulam para esvaziar as tentativas de instalação da CPI da Petrobras. A estratégia tem como objetivo adiar sucessivas vezes a instalação da comissão no Senado. A CPI não pode dar início oficialmente aos seus trabalhos se não houver quorum suficiente para a sessão.

Nos bastidores, líderes governistas admitem que a base aliada vai tentar protelar a instalação da CPI para o segundo semestre deste ano.

Oficialmente, os governistas afirmam que o motivo dos sucessivos adiamentos é a falta de acordo com a oposição em outra CPI, que investiga as ONGs.

Como o presidente da CPI das ONGs, Heráclito Fortes (DEM-PI), designou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) para a relatoria da comissão, os governistas prometem impedir a instalação da CPI da Petrobras até que o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) seja reconduzido à relatoria.

Arruda perdeu a relatoria ao tornar-se suplente da CPI das ONGs para assumir uma vaga de titular na CPI da Petrobras. Como o regimento do Senado não permite que um suplente da comissão seja relator, Heráclito designou o tucano para o cargo.

“A bancada governista entende que, enquanto não for resolvido o impasse na CPI das ONGs, é muito complicado instalar uma nova CPI no Senado’, disse o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL).

“Eles inventaram esse pretexto da CPI das ONGs para ganhar tempo. Mas eles sabem que têm problemas na Petrobras, as denúncias chegam aos montes. Eu não me surpreendo que eles queiram novamente adiar a instalação da CPI”, disse Arthur Virgílio.

Deixo a cargo de cada um de vocês o posicionamento a respeito de quem está com a razão:

O impasse no que tange a CPI das ONGs está causando o atraso da CPI da Petrobras ou ele é um pretexto apresentado por um governo que teme as investigações na estatal?

E mais: Independentemente disso, o impasse na CPI das ONGs é real. Influencie ele na outra CPI ou não. Sendo assim, pergunto também:

O governo tem direito de pressionar pelo retorno de Inácio Arruda ou, na realidade, deveria era arcar com as consequências de um erro primário que foi da própria base aliada?