Postagens com a palavra-chave ‘Gustavo Fruet’

PSDB pode atrair PMDB para aliança no Paraná: Tanto com Álvaro Dias como com Beto Richa

25/02/2010

Recentemente, disse o Perspectiva:

“Tanto Beto Richa como Álvaro Dias podem disputar o governo paranaense. Ambos têm condições. Os dois desejam a indicação do PSDB.

Acontece que o diretório estadual do partido escolheu Richa, atual Prefeito de Curitiba, como pré-candidato tucano ao governo do estado.

Álvaro Dias, como era de se esperar, chiou. Mas não apenas chiou. Apresentou argumentos para comprovar que a decisão a favor de Beto Richa é equivocada.

[...]

Para completar, Álvaro ainda alega que poderia atrair o PMDB, ao contrário de Richa, e lembra que sua candidatura não faz o PSDB perder nada, enquanto a de Richa entrega a Prefeitura de Curitiba para o Vice-Prefeito, Luciano Ducci, que é do PSB de Ciro Gomes.”

Confiram agora o que diz o colunista Ilimar Franco sobre o quadro da sucessão paranaense:

“No Paraná, o PMDB negocia apoio tanto ao palanque de Dilma Rousseff quanto ao de José Serra. O partido deve lançar Orlando Pessutti ao governo do estado, mas o governador Roberto Requião propôs acordo informal ao candidato do PSDB, Beto Richa.

Os tucanos não lançariam Gustavo Fruet (PSDB) ao Senado para apoiar Requião. Ele fez a mesma proposta ao candidato Osmar Dias (PDT), mas o PT não aceita rifar a candidatura de Gleisi Hoffman ao Senado.”

As informações trazidas por Ilimar não são suficientes para confirmar uma aliança, seja com o governo ou com a oposição, mas dão a entender que o argumento do Senador Álvaro Dias de que só ele seria capaz de atrair o PMDB, ao contrário de Beto Richa, não procede.

Aparentemente, basta que o PSDB abra mão da candidatura ao Senado de Gustavo Fruet e apóie Roberto Requião para que o PMDB apóie a candidatura tucana no Paraná e faça palanque para José Serra.

Fruet não deve estar muito satisfeito.

Movimento pela Transparência quer bens dos políticos na internet

12/03/2009

O Movimento pela Transparência, denominação adotada pela frente suprapartidária anticorrupção fundada pelos deputados Fernando Gabeira (PV) e Gustavo Fruet (PSDB), além do Senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), entre outros, vem fazendo barulho.

A mais nova proposta do grupo é a de disponibilizar, na internet, para acesso de qualquer cidadão, a parte do imposto de renda dos políticos que corresponde à listagem de bens. Parece que ocorrerá a tentativa de incluir a proposta dentro de uma medida provisória que já tramita, a MP 449, relatada pelo deputado Tadeu Filippelli.

Por conta de fazer com que suas reivindicações sejam atentidas ou, pelo menos, levadas à votação, a frente conversou com o Presidente da Câmara, Deputado Michel Temer.

Tanto cobraram que conseguiram um compromisso de Temer. O Deputado paulista de comprometeu a desengavetar projetos como a emenda constitucional do voto aberto no plenário, já aprovada em primeiro turno, e o projeto que acaba com o foro privilegiado dos deputados e senadores, que faria com que eles fossem julgados por seus erros na justiça comum e, não mais, no STF, coibindo a impunidade.

Tomara que esse grupo, o MPT, não esmoreça. Por enquanto, estão lutando por importantes avanços em direção a uma democracia mais moral, mais ética e mais transparente. Torço para que não seja apenas discurso moralizante barato, típico de alguns hipócritas que, infelizmente, temos na política nacional.

Movimento pela Transparência

04/03/2009

A frente parlamentar suprapartidária anticorrupção, citada pelo blog anteriormente aqui, aqui e aqui, teve seu encontro inicial. Ficou decidido que, a partir de agora, ela se denomina, provisoriamente, MPT (Movimento pela Transparência), tendo reuniões semanais às terças.

O grupo pretende agir contra a corrupção e promovendo a transparência nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Ele terá coordenadores que ainda serão definidos.

Ficou decidido também que haverá um site na internet para interagir diretamente, como vêm defendendo seus membros, com a sociedade civil. Outros modos de interação poderiam ser viagens pelo país e palestras em instituições e universidades.

A frente deve pressionar pelo voto aberto no Congresso e lutar pelo financiamento público das campanhas eleitorais.

Segue a lista dos que compareceram à reunião de inauguração:

PSDB- Os Deputados Bruno Araújo (PE), Gustavo Fruet (PR), João Almeida (BA), Otávio Leite (RJ), Roberto Rocha (MA), Mendes Thame (SP), Vanderlei Macris (SP), Paulo Renato (SP), Emanuel Fernandes (SP) e Carlos Sampaio (SP).

PMDB- O Senador Jarbas Vasconcelos (PE) e os Deputados Raul Henry (PE), Ibsen Pinheiro (RS), Marcelo Almeida (PR), Rita Camata (ES), Marcelo Itagiba (RJ).

PPS- Os Deputados Arnaldo Jardim (SP), Fernando Coruja (SC), Raul Jungmann (PE) e Dimas Ranalho (SP).

PSB- O Senador Renato Casagrande (ES) e os Deputados Rodrigo Rollemberg (DF) e Júlio Delgado (MG).

DEM- Os Deputados Ronaldo Caiado (GO), Roberto Magalhães (PE) e Índio da Costa (RJ).

PSC- Os Deputados Régis de Oliveira (SP) e Ratinho Jr. (PR)

PV- O Deputado Fernando Gabeira (RJ).

Não compareceram parlamentares de PT, PC do B, PTB, PP, PR, PSOL, PDT e outros menores.

Gabeira fala sobre a frente anticorrupção

02/03/2009

Já foi comentado neste blog que o Deputado Fernando Gabeira, juntamente com o Deputado Gustavo Fruet e o Senador Jarbas Vasconcelos, aquele que deu contundente e bombástica entrevista falando sobre a política nacional e o PMDB, pretendem fundar uma frente suprapartidária anticorrupção.

Sobre ela, diversos posts já foram escritos no blog e acredito que seja do interesse dos leitores acompanhar o desenrolar dessa história. Por isso, divulgo link do Blog do Josias que leva a uma postagem que traz em seu corpo uma entrevista, concedida por Fernando Gabeira ao blog, onde ele fala sobre a frente, sobre a política nacional e sobre 2010, além, é claro, do Congresso Nacional e seu nível atual de ética.

Vale a pena conferir.

O anti-Jarbas

27/02/2009

Enquanto Jarbas Vasconcelos continua no centro das atenções por conta das declarações polêmicas sobre o PMDB, além de estar organizando, junto com os deputados Fernando Gabeira e Gustavo Fruet, uma frente suprapartidária anticorrupção, apareceu alguém para tentar manchar seu currículo e deslegitimar suas críticas à corrupção, ao loteamento de cargos e ao fisiologismo praticados, segundo ele, pela maioria dos peemedebistas. Para falar a verdade, este blogueiro que vos fala já estava estranhando que isso não houvesse ocorrido antes.

Na reportagem entitulada “O anti-Jarbas: ‘Vou mostrar quem de fato é o senador’: Silvio Costa prepara-se para fazer pronunciamento contra o ex-governador na Câmara Federal”, noticia o Diário de Pernambuco:

“Não será sem reação que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) tentará firmar a imagem de combate à corrupção. Enquanto o peemedebista prepara-se para se pronunciar no Senado, na próxima semana, o deputado Silvio Costa (PMN) deve seguir os mesmos passos na Câmara. Jarbas, que ganhou espaços na imprensa nacional por criticar o próprio partido e alguns dos caciques da legenda (José Sarney e Renan Calheiros), pretende mostrar sugestões para a reforma política, o que poderia impedir o fisiologismo. Silvio, em negociações no Congresso para ocupar a tribuna no grande expediente, diz que objetiva ‘mostrar quem de fato é o senador ‘.

A peleja em Brasília promete ser continuidade do que se registrou quando Jarbas administrava o estado (1999/2006) e Silvio ocupava vaga na Assembléia Legislativa. Silvio era crítico ferrenho do governo. ‘É preciso dizer ao país que o senador mentiu ao falar à revista Veja. Ele afirmou que a corrupção no PMDB começou em 1994. Não foi, pois começou um ano antes’, afirmou. O início da corrupção, segundo ele, teria sido num esquema de Caixa 2 financiado por construtora em Pernambuco. As acusações envolvendo o nome do então prefeito do Recife foram feitas por uma ex-funcionária da empresa. Para o deputado, na época vereador, Jarbas foi inocentado na CPI instalada na Câmara Municipal porque o prefeito tinha a maioria na casa.

Silvio Costa afirma que suas críticas fundamentam-se nas contradições do senador. E que Jarbas na entrevista à Veja agrediu toda a classe política e não só o PMDB. ‘Ao Brasil, ele se apresenta como arauto da ética. Se é arauto, então precisa explicar alguns pontos. Um deles é o trabalho como procurador da Assembléia Legislativa, onde teve uma bolsa-viúva”‘ ironizou. Tal bolsa, acrescentou, teria tal nome porque o senador passou a ocupar a função quando era deputado federal e sem qualquer concurso público. Para Silvio, isso desautoriza Jarbas a classificar o Bolsa Família, do governo federal, de maior programa oficial de compra de votos do mundo. ‘Então o que é isso? Não conheçoum único parecer do procurador Jarbas. Desafio ele a mostrar um’, completou.

Em viagem a Portugal, o senador Jarbas, segundo sua assessoria, deve ir à tribuna do Senado na terça ou quarta-feira. Vai centrar o pronunciamento nos problemas e possíveis saídas que existem hoje no campo partidário. Silvio Costa já conversou com o presidente do Câmara dos Deputados e do PMDB, Michel Temer, e negocia vaga para o pronunciamento com alguns deputados.”

Ocorre que, por mais que existam essas denúncias do Deputado Silvio Costa, nunca nenhum processo judicial teve Jarbas Vasconcelos como réu. Ele nunca teve uma sujeira em sua ficha.

E se por acaso algo venha a ser provado por Silvio contra Jarbas, isso em nada tiraria a veracidade das críticas que o Senador fez ao PMDB e à política brasileira em geral, apenas faria com que Jarbas perdesse o direito de falar contra algo que também pratica, o que simplesmente o incluiria no grupo dos que merecem as críticas, não as tornaria inverídicas.

A frente anticorrupção [2]

27/02/2009

Confirmando o que este blog havia adiantado na postagem “A frente anticorrupção” quatro dias atrás, diz o jornal ‘O Globo’:

“Diferentemente do PMDB, que preferiu se calar diante das denúncias feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) de que o partido teria se especializado em corrupção, um grupo suprapartidário encabeçado pelos deputados Fernando Gabeira (PV-RJ) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) planeja lançar, terça-feira, uma frente parlamentar anticorrupção”.

O jornal confirma também informação dada pelo blog na postagem “Novamente Jarbas”, quando noticia que:

“No mesmo dia [que Fruet e Gabeira lançarão a frente parlamentar], Jarbas usará a tribuna para conclamar a sociedade a cobrar do Congresso a aprovação de uma reforma política, que poderia moralizar os partidos políticos, e um projeto que apresentará restringindo nomeações políticas para cargos de confiança em empresas públicas e autarquias”.

Na mesma linha, uma reportagem do Estadão, confirma a vontade de Jarbas de lançar um projeto de lei com o objetivo de impor restrições às indicações políticas para cargos em empresas estatais e públicas e em autarquias. Diz a matéria:

“A proposta de Jarbas é a de tornar esses cargos exclusivos de funcionários de carreira, o que, na sua avaliação, ajudará a moralizar o setor público e profissionalizar o Executivo, além de excluir a partidarização da máquina administrativa.

O discurso de Jarbas está sendo aguardado com expectativa, até porque, desde que acusou o PMDB de praticar irregularidades, vem sendo pressionado por deputados da oposição a liderar um movimento contra a corrupção. ‘Ele é o aglutinador’, disse o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), que já conversou com o senador sobre o assunto.

Jarbas retorna de Portugal amanhã e, segundo seus interlocutores, dificilmente será o comandante de uma frente contra a corrupção, por não conferir com seu partido, mas terá papel fundamental no movimento. O senador está sendo aguardado para a reunião que os deputados Fernando Gabeira (PV-RJ) e Fruet estão organizando para a próxima semana com o objetivo de deflagrar no Congresso um debate em favor de limites nas nomeações e de mais transparência do Executivo.

Esse movimento, que Gabeira define como ‘resistência coletiva’, deve ser integrado por cerca de 30 parlamentares, conforme estimativa dos dois deputados. Gustavo Fruet não quer dar o carimbo de oposição ao grupo, já que a intenção é a de reunir também parlamentares de partidos da base aliada que estão descontentes.

Enquanto os deputados da oposição estão ansiosos pelo pronunciamento de Jarbas, a cúpula do PMDB no Senado o aguarda com preocupação. Esse foi um dos assuntos das sucessivas conversas ao longo do dia entre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e os líderes do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e do PMDB, Renan Calheiros (AL).

Ao tentar impor limitações aos políticos nas indicações para cargos públicos, Jarbas Vasconcelos toca fundo no fisiologismo do PMDB, que, segundo ele, tomou conta do partido na última década. O apetite por cargos costuma, inclusive, causar constrangimentos ao próprio governo e irritação no PT e outros partidos aliados. Além de tocar nessa questão delicada, o senador peemedebista defenderá, no discurso, uma mobilização da sociedade para pressionar o Congresso a votar a reforma política.

Segundo Jarbas, sem regras e leis rigorosas destinadas a fortalecer os partidos e moralizar as eleições, nenhuma das outras reformas – como a previdenciária, a tributária e a trabalhista – vai avançar. Com essa argumentação, o senador pretende apontar caminhos e instrumentos para mudar a atual situação.

Entre suas propostas, estão o financiamento público das campanhas eleitorais, a proibição de coligações nas eleições proporcionais, a adoção de regras mais severas para impedir a troca de partidos e a aprovação da cláusula de barreira para fortalecer os partidos. São temas corriqueiros e já bastante discutidos no Congresso, mas que nunca chegaram a ser aprovados. O problema, segundo Jarbas, é que a ideia de que a reforma política interessa apenas aos parlamentares só tem afastado a população do debate”.

A proposta de Jarbas de acabar com um grande número de indicações políticas e fazer com que os cargos sejam ocupados por funcionários de carreira, promovidos por mérito, é ótima. O blog sempre será partidário da meritocracia em detrimento do “pistolão”.

O projeto de Jarbas vai de encontro ao que defende o blogueiro e também ao que foi declarado recentemente pelo Ministro Mangabeira Unger sobre o tema. As palavras de Mangabeira foram reproduzidas e comentadas na postagem “Meritocracia”.

O embrião

25/02/2009

Disse Jarbas Vasconcelos sobre a frente suprapartidária anticorrupção, que ele está pretendendo criar com ajuda dos deputados Fernando Gabeira (PV-RJ) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) e que foi comentada aqui no blog na postagem “A frente anticorrupção”:

“Essa reunião não pode ser confundida como o embrião de um novo partido. Isso pode até surgir mais à frente, não nessa fase”.

Ora Senador, se um partido pode surgir mais para frente, em outra fase, quer dizer que esse grupo, a fase atual, pode dar origem a algo que leve a isso. Se isso ocorre, a frente é, sim, um embrião.

E um ótimo embrião, caso cumpra o que se digna a fazer, diga-se de passagem.

Pena que, no fundo, não tenho muitas esperanças de que o grupo consiga fazer mais do que combater a corrupção dentro dos meios possíveis para os políticos que o compõem. Dificilmente levará a um partido ou algo dessa magnitude. Há que haver vontade política para tal e isso traduz-se em apoio de grande parte da classe política. Esse apoio parece não existir, infelizmente, quando o assunto é combate à corrupção e ao loteamento de cargos. Tomara que eu esteja errado e algumas poucas andorinhas façam verão.

E antes que alguém diga que estes políticos estão apenas querendo aparecer, fazer marketing pessoal e auxiliar o projeto da oposição para 2010, vou logo respondendo que pode até ser que um político use a moralização da política como plataforma para se eleger, porém, quem pode criticar uma plataforma como essa?

Sim, pode ser demagogia e isso sim é condenável. Porém, cabe a nós esperarmos e vermos os resultados obtidos por esses políticos. Por hora, apóio totalmente a iniciativa, pois tenho esperanças de ver um Brasil melhor.

Posso ser taxado de ingênuo mas no dia em que eu não me deixar acreditar em iniciativas idealistas para o Brasil, que incluem o fim das práticas políticas espúrias e o bom serviço prestado pelos políticos, esse blog terminará.

Espero que isso não aconteça nunca. Nessa linha, até que eu por acaso venha a ser provado errado, o que me faria reconhecer o erro no exato momento, acreditarei neste embrião. A desconfiança de que alguém que clama pela moralização possa estar se utilizando disso para se beneficiar não pode fazer com que eu nunca creia e me disponha a apoiar alguém que levanta essa bandeira.

A frente anticorrupção

23/02/2009

O jornalista Josias de Souza noticia em postagem do seu blog que os deputados Fernando Gabeira, Jarbas Vasconcelos e Gustavo Fruet iniciaram um movimento no Congresso para criar uma frente suprapartidária parlamentar que lute contra a corrupção e a favor da moralização política e da melhoria da imagem do parlamento brasileiro.

Segundo o jornalista, Fernando Gabeira informou que a frente poderia, já de início, contar com 30 parlamentares da oposição. O deputado teria dito também que o desejo é que o movimento faça o que o Congresso não tem feito, ou seja, “se articular com a opinião pública”. O senador Jarbas Vasconcelos adicionou, sobre o tema, que é necessário o “combate à corrupção e às práticas políticas nocivas”.

Em um tempo em que a política brasileira vive um momento em que diversos fatos esvaziam a influência do Legislativo sobre os rumos do Brasil, abrindo espaço para que todos os deputados e senadores sejam taxados de inúteis e formatados dentro do estereótipo de corrupto pelo povo e, até mesmo, por parte da imprensa, uma iniciativa como essa vem a calhar.

É claro que o reclame da sociedade sobre a corrupção e sobre os maus costumes políticos é o mais importante, o que mais pressiona, se for feito de forma ordeira e mobilizada, porém, não deixa de ser importantíssimo que inciativas para que a política se moralize venham de dentro da própria classe política, afinal, esses representantes estarão levando para o plenário o desejo daqueles que representam. E é justamente isso que deve ocorrer. Eles mesmo o reconhecem ao dizerem buscar, justamente, “articular com a opinião pública”.

O Legislativo, além, claro, da política brasileira como um todo, precisa se moralizar, ser produtivo, atender às demandas da sociedade que elegeu seus membros. Por outro lado, deve parar de se encerrar em si mesmo, deixando os grandes problemas da vida brasileira a cargo dos outros poderes e se preocupando com seus próprios problemas internos e arranjos políticos, em torno dos quais gira seu mundinho manchado de corrupção.

Os legisladores estão contribuindo fortemente para a dispersão da tenebrosa idéia de que todos os políticos são inúteis e de que toda a política está contaminada. É importante que parlamentarem influentes como Gabeira, Jarbas e Fruet lutem, de dentro do monstro, contra isso.

PSDB do B

08/02/2009

Ao que parece o racha da bancada tucana na Câmara dos Deputados está longe de se resolver. Os dissidentes, que agora se denominam como “PSDB do B”, estão decididos a não aceitar o nome de José Aníbal como líder do partido na Câmara e ir até as últimas consequências, sejam elas, até mesmo, votar em plenário de forma divergente da indicada pela liderança do partido.

Além da intervenção de Sérgio Guerra, presidente do partido, já está sendo requisitada também pelos membros da bancada paralela, a interferência de Fernando Henrique Cardoso. Acontece que Paulo Renato, espécie de representante dos revoltosos e candidato opositor de Aníbal na disputa pela liderança, já avisou que panos quentes não irão adiantar. Os dissidentes querem que suas reivindicações sejam reconhecidas pois acreditam estar com a razão ao seu lado.

Enquanto isso, o grupo de José Aníbal diz que a mudança estatutária que vedava a reeleição do líder para períodos subseqüentes e fixava o revezamento anual, alegada pelo grupo dissidente, não foi efetivada, logo, sustentam que não há impedimento formal à recondução. Impedimento esse, defendido por Paulo Renato, Gustavo Fruet, Antonio Carlos Panuzzio, Julio Semeghini, Jutahy Magalhães, entre outros.

Esperemos para ver o que FHC consegue fazer. Pode ser que ele encontre uma solução consensual, embora isso esteja muito difícil. Parece que o PSDB terá mesmo, duas bancadas na Câmara. O PSDB de José Aníbal e o PSDB do B dos dissidentes. Problema certo para quem quer que seja o candidato à presidência pelo partido.

A divisão tucana chega à Câmara

05/02/2009

Este blog vem falando há algum tempo que o maior inimigo do PSDB na eleição presidencial de 2010 seria, não o PT, mas a divisão interna. Se o partido evitar um racha interno no momento em que tem que enfrentar unido uma disputa pelo controle do país, terá meio caminho andado e grandes chances de vencer.

A divisão interna a que sempre me referi, e que o partido deveria, em minha concepção, temer, é a que poderia ocorrer entre os partidários de José Serra e os partidários de Aécio Neves. Porém, para minha surpresa, o PSDB está conseguindo se dividir em torno de decisões muito menos relevantes, piorando mais ainda o quadro.

Nos últimos dias, ficou latente a divisão interna do PSDB até mesmo na Câmara. Tudo ocorreu devido à tentativa do líder do partido entre os deputados, José Aníbal, de continuar na liderança. Outros candidatos ao cargo de líder do partido, e seus pares, denunciaram a eleição de José Aníbal como sendo golpista, alegando que haveria uma impossibilidade dessa reeleição dentro das regras do partido. E, pelo visto, realmente existe. Acontece que ele foi eleito pela maioria e aí tudo se complica. O deputado federal Antonio Carlos Panuzzio, um dos que reclama, disse que Aníbal está se aproveitando de uma “maioria ocasional” para mudar dispositivos internos da bancada do PSDB. A reeeleição fere, segundo os discordantes, uma alteração feita em outubro último no documento que regula o comportamento da bancada. A alteração foi feita para impedir a reeleição. Contou com o apoio do próprio Anibal. Mas como a norma não foi publicada em ata, o ala pró-Anibal entende que ele poderia ser eleito de novo.

A coisa só piorou e, recentemente, 19 deputados tucanos assinaram manifesto que denuncia a eleição de Aníbal como irregular e formaram uma dissidência, que formou o grupo “Unidade, Democracia e Ética”. Eles não seguirão a orientação do atual líder da bancada por considerar ilegítima a sua eleição. Parece que a intervenção do presidente do partido, Sérgio Guerra, será necessária, já que o número de dissidentes representa surpreendente 1/3 da bancada do partido, estando entre eles, nomes como Panuzzio, já citado, Gustavo Fruet, Julio Semeghini, Jutahy Magalhães e Paulo Renato Souza, ex-Ministro e candidato opositor de José Aníbal que, antes da eleição, retirou sua candidatura para poder, mais tarde, denunciar o processo.

Ao que parece, Aécio Neves teria ajudado José Aníbal a se reeleger,  incentivando toda a bancada tucana advinda de Minas Gerais a sufragar Aníbal, embora isso seja contrário aos dispositivos do partido, o que irritou José Serra em demasia, não só pelo desrespeito ao acordo prévio, como também pelo fato de Serra e Aníbal não se “bicarem” muito.

Agora vejamos: Se o PSDB não consegue chegar a um consenso em torno do nome de um líder de bancada, atingindo o ponto de deputados importantes e influentes fundarem um grupo de dissidência, o que dizer sobre o esforço de união que partido terá de fazer para entrar compacto na disputa pela presidência? Será que a mobilização partidária em torno de um candidato é tão difícil assim? Chega-se ao ponto de outros partidos, membros da provável coligação de 2010, tornarem o consenso mais fácil do que o próprio partido.

Assim o PSDB vai mal. E, com certeza, esse caso da dissidência terá muitos novos episódios. Todos prejudiciais ao partido como um todo.