Informa o Estadão, a respeito do fato de uma gravação conter fortes indícios de compra de apoio político por parte do tucano, ex-Governador de Goiás e atual Vice-Presidente do Senado Federal, Marconi Perillo:
“Gravações inéditas em poder do Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), montou esquema de compra de apoio político para garantir sua eleição, em 2006. Os diálogos, aos quais o Estado teve acesso, foram gravados pela Polícia Federal com autorização da Justiça. Perillo, que antes da campanha havia deixado o cargo de governador de Goiás, é alvo de inquérito no STF para apurar suposto caixa 2 e suspeitas de uso da máquina pública durante a eleição.
Nos relatórios, investigadores afirmam que os diálogos ‘demonstram a movimentação do alvo (Perillo) para obter dinheiro, visando o pagamento de dívidas de campanha e compra de apoio político’. A lista dos que teriam garantido apoio ao tucano em troca de dinheiro inclui vereadores e deputados federais e estaduais de Goiás.
[...]
Ao Estado, Perillo disse ter resposta para todas as suspeitas lançadas pela PF e chanceladas pela Procuradoria Geral da República, que já ajuizou denúncia contra ele no STF. ‘Minha defesa está 95% pronta e no momento apropriado a apresentaremos’, afirmou. O senador diz que as conversas com políticos sobre dinheiro referem-se a doações legais. ‘Pedi a empresas doações para vários candidatos, algumas viabilizaram, outras não, e por isso que eles ligavam cobrando’. Ele nega o uso da máquina. ‘Se usei aviões do Estado depois que deixei o governo, foi a convite do governador.’”
As explicações de Marconi Perillo não são muito convincentes. É preciso aguardar o desenrolar dos fatos, mas desde já é possível dizer que o caso tem tudo para atrapalhar sua tentativa de retornar ao governo do estado de Goiás.
Bom para Henrique Meirelles, Presidente do Banco Central, que também cogita disputar o governo de Goiás.
Notícia interessante para o Presidente Lula, que notoriamente deseja impedir que Perillo, seu desafeto, se torne novamente Governador.










