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Má notícia: Nomes importantes deixam a política desiludidos com Legislativo inerte, custo de campanhas e escândalos

03/04/2010

Informa a Folha:

“Desilusão com a produtividade no Legislativo, o altíssimo custo das campanhas eleitorais, os financiamentos obscuros e o risco crescente de escândalos na classe política. Esses são os motivos alegados para que prestigiados senadores e deputados desistam de concorrer à reeleição este ano.

Com história política notável e alguns com votos mais do que suficientes para tentar novos mandatos, eles seguem a trilha aberta pelo ex-governador e atual presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) e dizem que não têm mais entusiasmo para continuar na vida parlamentar.

Na lista há nomes como os do líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC), do deputado mais votado do PSDB em 2006, Emanuel Fernandes (SP) e do secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo (SP).

Renovação no Congresso é normal, porque há uma dança de cadeiras entre os vários Executivos e Legislativos. Desta vez, porém, a questão não é de quantidade, mas de qualidade.

Levantamento feito pela Folha junto às lideranças partidárias aponta que cerca de 88% dos 513 deputados devem tentar a reeleição, com a expectativa de renovação de 50%, mas a bancada do ‘cansei’ abrange quase todos os partidos, espectros ideológicos e regiões.

Uns ainda se animam com a possibilidade de ocupar funções em campanhas à Presidência ou a governos estaduais e cavar cargos executivos, onde se consideram ‘mais úteis’. Outros pensam em simplesmente abandonar a política.”

Trata-se de um dos fenômenos mais perigosos da política brasileira atual. Embora isso não se dê em todos os casos concretos, essa situação traz muito do receio traduzido naquela velha máxima de que o silêncio dos bons é que assusta, e não necessariamente a atuação dos maus.

O Perspectiva tem como um de seus objetivos, justamente, o incentivo à participação política no que diz respeito aos jovens de bem. Como este que vos fala, repetindo Ruy Barbosa, afirma em seu perfil, que pode ser acessado na seção “Autor” através do menu acima, “se o Brasil for condenado, pelos meus representantes, a continuar a ser, diante do mundo, a fábula dos países miseráveis, risíveis e desprezíveis, não será porque eu não tenha exercido as minhas forças em bradar à nossa pátria”.

Urge que as pessoas bem-intencionadas passem a ver a política como um meio de atuação onde podem fazer a diferença. Estas não deixaram de existir e a proliferação de entidades beneficentes, organizações não-governamentais, instituições ambientalistas, movimentos sociais, associações de moradores, etc, íntegras e honestas são prova disso.

Não é possível que continue-se a enxergar o Parlamento brasileiro como um local engessado, impossibilitado de promover mudanças reais e para onde alguém se dirige em busca de um bom emprego e não para empreender as ações que traduzem um ideal, independetemente de qual seja este.

É temoroso para o futuro do País, para o nosso Estado Democrático de Direito e para o interesse público que a política, pelo menos no que tange o Legislativo, seja vista como um mero banco de negócios ou uma simples repartição pública de alocação de aliados.

Necessita-se o quanto antes de uma reforma político-eleitoral que modifique essa realidade. O Perspectiva faz a sua parte e você, leitor, deve também fazer a sua.

Um grande auxílio já terá sido dado por você se, antes de votar, refletir bem na escolha dos candidatos, eliminando aventureiros interessados em verbas e cargos, deixando de lado clientelistas e assistencialistas que visam lhe comprar com centros sociais e que muitas vezes inviabilizam propositadamente o bom funcionamento das instituições públicas que agem nos mesmos setores em que atuam e afastando a hipótese de apoiar candidatos envolvidos com o crime, com escândalos de corrupção e com nepotismo.

Em suma, é preciso que se entenda que, quando as pessoas de bem saem da política, constitui-se o primeiro passo para que outras pessoas de bem não se sintam em casa no Brasil.

Movimento pela Transparência

04/03/2009

A frente parlamentar suprapartidária anticorrupção, citada pelo blog anteriormente aqui, aqui e aqui, teve seu encontro inicial. Ficou decidido que, a partir de agora, ela se denomina, provisoriamente, MPT (Movimento pela Transparência), tendo reuniões semanais às terças.

O grupo pretende agir contra a corrupção e promovendo a transparência nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Ele terá coordenadores que ainda serão definidos.

Ficou decidido também que haverá um site na internet para interagir diretamente, como vêm defendendo seus membros, com a sociedade civil. Outros modos de interação poderiam ser viagens pelo país e palestras em instituições e universidades.

A frente deve pressionar pelo voto aberto no Congresso e lutar pelo financiamento público das campanhas eleitorais.

Segue a lista dos que compareceram à reunião de inauguração:

PSDB- Os Deputados Bruno Araújo (PE), Gustavo Fruet (PR), João Almeida (BA), Otávio Leite (RJ), Roberto Rocha (MA), Mendes Thame (SP), Vanderlei Macris (SP), Paulo Renato (SP), Emanuel Fernandes (SP) e Carlos Sampaio (SP).

PMDB- O Senador Jarbas Vasconcelos (PE) e os Deputados Raul Henry (PE), Ibsen Pinheiro (RS), Marcelo Almeida (PR), Rita Camata (ES), Marcelo Itagiba (RJ).

PPS- Os Deputados Arnaldo Jardim (SP), Fernando Coruja (SC), Raul Jungmann (PE) e Dimas Ranalho (SP).

PSB- O Senador Renato Casagrande (ES) e os Deputados Rodrigo Rollemberg (DF) e Júlio Delgado (MG).

DEM- Os Deputados Ronaldo Caiado (GO), Roberto Magalhães (PE) e Índio da Costa (RJ).

PSC- Os Deputados Régis de Oliveira (SP) e Ratinho Jr. (PR)

PV- O Deputado Fernando Gabeira (RJ).

Não compareceram parlamentares de PT, PC do B, PTB, PP, PR, PSOL, PDT e outros menores.