Postagens com a palavra-chave ‘Fascismo Islâmico’

Coluna do dia: Hora do ocidente civilizado atirar pedras no Irã. Antes que seja tarde…

13/08/2010

Por Yashá Gallazzi*

Quem me lê há mais tempo sabe que não sou nem um pouco imperialista. Assim, nadica de nada mesmo. Já até escrevi aqui, no passado, que no meu mundo ideal nem as Grandes Navegações teriam existido: a europa seria apenas europa; a rica cultura oriental ficaria preservada para os… orientais; e os nativos do Brasil estariam até hoje batendo os pés no chão para trazer os mortos de volta à vida.

Mas não foi assim que as coisas aconteceram… A expansão marítima aconteceu, e os gananciosos europeus vieram até este país tropical abençoado por Deus, trazendo em sua bagagem um pouco de civilização, um tantinho de cristianismo e coisas indispensáveis para o progresso humano, como o vaso sanitário e os antibióticos. E eis que nos vemos obrigados, assim, a discutir o imperialismo daquilo que se convencionou chamar de “primeiro mundo”.

Certa vez, questionado sobre o imperialismo britânico, Churchill disse: “não há mal que nos acusam de fazer aos nativos, que não possa ser amplamente superado pelos próprios nativos, depois da nossa saída.” E o velho Winston estava certo, como sempre. Basta ver o fiasco que se tornara Congo e Argélia, só para citar dois casos.

Em oposição àqueles dois países africanos acima mencionados, podemos citar o caso da África do Sul, conduzida brilhantemente por Nelson Mandela à democracia depois de décadas de opressão estrangeira. Qual foi a genialidade de Mandela? Compreender que era preciso pegar a “democracia branca” criada pelos colonizadores, e ampliá-la, tornando-a uma democracia plena. Por que escolher voltar a guerras tribais, se é possível viver num regime de liberdades individuais? Por que, em outras palavras, desistir do chá britânico, se ele é um hábito tão agradável? Só porque foi criado pelo colonizador? Besteira! Aquilo que engrandece deve sempre ser aproveitado, principalmente quando nos ajuda a evoluir do ponto de vista da civilização humana.

Da mesma forma, tudo o que ameaça dos valores básicos da sociedade civilizada deve, sim, ser combatido. Sempre! Uma ameaça a um indivíduo é uma ameaça a todos os indivíduos, não importa em qual lugar do planeta ela ocorra.

É por isso que o mundo ocidental não pode aceitar a execução de Sakineh, a iraniana acusada de trair o marido com dois homens – depois da morte daquele! Uma republiqueta fascistóide do outro lado do mundo quer apedrejá-la em praça pública até a morte? Ora, isso não pode ser permitido! Não? Não! Pouco importa que seja uma lei local, ou ainda um dogma da fé deles. É algo que atenta contra os valores mais que permitem à humanidade agir como… humanidade! É por isso que não pode ser tolerado sob nenhuma hipótese.

Aceitar que o Irã pode lapidar suas mulheres em nome de “valores próprios”, em respeito ao que se convencionou chamar de “autodeterminação dos povos”, é condescender com o horror em seu estado puro. É concordar com a submissão do indivíduo ao regime, atirando as liberdades e garantias básicas daquele na lata de lixo da história. Note-se bem: não estamos questionando um país que nega a um condenado a possibilidade de recorrer de sua condenação – o que já seria absurdo. Estamos falando de uma sentença inapelável que condena uma mulher a morrer apedrejada. Qualquer contorcionismo verbal que relativize isso está advogando em favor do primitivismo mais selvagem e animalesco, contra o qual a civilização vem lutando desde seu nascimento.

Desta feita, já que as Grandes Navegações existiram, que o colonialismo aconteceu que que o imperialismo é uma realidade, torço para que o ocidente saiba se valer dele da melhor forma possível: obrigando o Irã a parar com essa atrocidade! E se for preciso, que  atirem umas belas bombas civilizatórias na cabeça de Ahmadinejad e companhia, afinal duvido muito que seja possível dialogar de forma polida com gente que considera normal matar mulheres a pedradas.

*Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas, editor do blog Construindo o Pensamento e escreve no Twitter em @yashagallazzi

Coluna do dia: Quando uma espécie de neonazismo é praticada pelo PT

02/04/2010

Por Yashá Gallazzi*

Há duas semanas, escrevi sobre a greve dos “professores” de São Paulo. Notem que a palavra não está grafada entre aspas sem motivo: eu definitivamente não consigo considerar aquelas pessoas como parte da categoria que deveria educar nossas crianças.

A foto que ilustra o presente texto é emblemática: essa gente sempre foi particularmente eficaz quando se tratou de incendiar livros. Notem, aliás, o semblante dos neonazistas arregimentados pelo petismo. Digam aí: há algum traço de remorso? Algum sinal de que promover a destruição do patrimônio público é algo doloroso para eles? Não. Ali, diante daquele fogueira, os terroristas estão em seu estado puro.

Neste ponto, lembro de algo que sempre repito para os que tentam jogar Hitler no colo da direita: nazismo é a sigla – ou o apelido carinhoso, se preferirem – de nacional-socialismo. A história está aí para quem quiser averiguar os fatos: Hitler, um dos maiores assassinos da história, só poderia ter encontrado inspiração nas obras de grandes assassinos que o precederam. É, por exemplo, ponto pacífico que o Führer tinha simpatia por Marx e Lênin. E, se quisermos traçar um paralelo, é muito mais fácil identificar o nazismo com o comunismo soviético – basta substitui os judeus pelos burgueses e os arianos pelo proletariado -, do que com qualquer governo de cunho liberal.

Por que falar de Hitler e do nazismo? Bem, o que vem à mente quando se trata de promover queima de livros? É marcante notar como a turba acéfala arregimentada pela Apeoesp consegue reproduzir em detalhes todos os traços típicos de um grupo fascistóide, desde o aparelhamento completo de movimentos sociais, até a violência contra o Estado democrático de direito. Deixados livres para cometer seus delitos, os milicianos do PT rapidamente transformariam a fogueira de livros em um altar onde seriam oferecidos em holocausto os tucanos neoliberais…

Os terroristas empregam termos como “quebrar a espinha dorsal” do PSDB, prometendo “varrer da face da terra” os tucanos e José Serra. Pergunto: em quê isso se diferencia das palavras de ordem de Hitler? Qual a diferença entre essas frases e os slogans de Mussolini? Aliás, nem precisamos recuar tanto no tempo: Mahmoud Ahmadinejad, o fascista islâmico, também ficou mundialmente famoso depois de prometer “varrer do mapa” uma outra nação.

Não estamos diante de coincidências, mas da repetição histórica de um método de terror. Não se enganem: os milicianos da Apeoesp não construíram suas próprias caldeiras porque não podem. Isso não quer dizer que não queiram fazê-lo… Exagero? Que nada! Basta lembrar que essas mesmas pessoas agrediram o ex-Governador Mário Covas em praça pública, diante de várias câmeras. Quem atira paus, pedras e cadeiras sobre uma autoridade legalmente constituída em nome da “causa”, iria muito além se pudesse.

O mais marcante sinal do caráter fascista dessa gente é o atrelamento descarado a um partido – “O Partido”. Os grevistas de hoje são como os camisas-negras de Mussolini: espalham o terror em nome dos delírios de poder do líder. Quem é o líder? Bem, vejam o que os próprios disseram: “Já estamos em campanha, e vamos fazer um campo de batalha no campo pró-Dilma.”

Essa associação criminosa entre pretensos professores e o PT não é recente. Pelo contrário até: na época do governo Covas, quando os nazistas lançavam cadeiras impunemente à luz do dia, José Dirceu, o chefe do maior esquema de corrupção da história do Brasil, era quem os incitava à barbárie. Dizia o Richelieu de Lula: “Eles têm de apanhar nas ruas e nas urnas.” E o sujeito foi obedecido cegamente pelos milicianos, tal como a SS seguia sem pestanejar as ordens de Hitler.

Que tal um pequeno exercício de imaginação? Suponham que, em vez do “progressista” Dirceu, aquele que “lutou contra a ditadura” e quer criar o “outro mundo possível”, aquelas palavras tivessem sido pronunciadas por alguém identificado com a direita. Imaginem, por exemplo, que Ronaldo Caiado dissesse algo assim… Ou mesmo Kátia Abreu… Vamos um pouco além: imaginem que, alguns dias depois de dita tal frase, partidários dos “direitistas” agredissem fisicamente um político do PT – que tal Marta Suplicy? Fica fácil imaginar o que aconteceria…

Mas é que “direitistas” são maus! Bons mesmo são os “progressistas”, que mandam bater nos adversários porque defendem a tal “educação pública, gratuita e de qualidade”. Ainda que ela precise ser conquistada por meio da violência. Ainda que para se chegar ao ideal deles seja preciso queimar livros.

É essa gente que se pretende a vanguarda de um amanhã glorioso. São os nazistas do PT que falam em justiça social e igualdade. Nada de novo: Hitler também adotava o mesmo discurso. E na ação prática é possível perceber que também não se diferenciam lá muito…

Eis aí a única tônica de campanha que Serra precisa usar: o confronto de civilizações. O povo precisa saber que em outubro estarão em disputa os que leem livros, contra os que os queimam. Os que não podem ser comparados ao nazismo, contra aqueles que agem como verdadeiros herdeiros de Hitler. Só isso basta. Economia? Programas sociais? Política externa? Que nada! Isso é secundário. Considerando-se o estado adiantado das coisas, cumpre decidir, antes, entre o mundo civilizado e a barbárie. E nem é necessário bolar campanhas publicitárias grandiosas. Basta mostrar, repetidamente, a queima de livros escolares e as agressões a Mário Covas. E deixemos, pois, que essa gente explique, publicamente, como tais barbaridades podem ser consideradas parte de um programa de governo.

Há duas candidaturas principais à Presidência. Uma representa o campo democrático. A outra, arregimenta terroristas para agredir e queimar livros em praça pública. Custo a acreditar que no Brasil haja um número tão elevado de néscios, capaz de coroar a candidata dos neonazistas. Ainda aposto que a maioria do povo é formada por gente civilizada, que rejeita os modernos hitlers.

Em tempo: Vale conferir vídeo divulgado no blog Imprensa Marrom, que relembra as agressões contra o então Governador paulista Mário Covas e demonstra a diferença entre professores reivindicando melhores condições de trabalho e salários e militantes partidários movidos por interesses políticos diversos.

*Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas, editor do blog Construindo o Pensamento e escreve no Twitter em @yashagallazzi

Coluna do dia: O Taliban

10/07/2009

Por Yashá Gallazzi*

taliban

Em mais de uma ocasião acabei provocando alguma polêmica ao defender de forma veemente a civilização ocidental e seus valores, notadamente a democracia e o sistema de liberdades individuais. No mais das vezes, as discordâncias giram em torno da suposta intolerância que me caracterizaria ao falar dos que considero inimigos da nossa civilização e, se querem saber, acho que meus críticos estão mesmo cobertos de razão. Eu realmente não tolero os valores que se mostram antagônicos aos nossos, porque – e aqui levanto mais uma polêmica – o Ocidente é moralmente superior aos seus algozes. Simplificando, posso dizer sem medo de errar: ou lutamos pela hegemonia dos nossos valores, ou teremos a barbárie. E ao longo deste texto explicarei o porquê disso.

Li na Folha de São Paulo que o grupo terrorista Taliban, não satisfeito em promover aquilo que – se me permitem – passo a chamar de “terrorismo convencional”, explodindo inocentes em nome do propósito supostamente divino de destruir os infiéis ocidentais, decidiu descer ainda mais baixo, a ponto de chegar às portas do inferno, adentrar o reino de Lúcifer e, uma vez ali, assumir o lugar de Hasmodeu. O que houve, afinal? Segundo o que foi noticiado no jornal paulista, os fascinorosos terroristas estão comprando crianças – algumas de onze anos apenas! – para usá-las como instrumento de sua guerra teratológica. Explico melhor: pagando em média seis mil dólares por cada infante, a canalha adquire carne fresca para sacrificar em nome de sua “causa” sociopata. As crianças que, envoltas em bombas, explodem a fim de matar os cães do ocidente, não passam de mercadoria, pertences aos Taliban.

Eu, que sempre cultivei os mesmos valores éticos e morais aborrecidamente imutáveis, não preciso de mais argumentos para ter certeza do óbvio: somos moralmente superiores a essa gente torpe! E por uma razão bem simples: aqui, no ocidente, a regra geral é proteger e amar as crianças, garantindo-lhes a vida, o mais basilar de todos os direitos individuais. Por mais mazelas sociais que ainda enfrentemos, por mais injustiças que sejam cometidas diariamente contra nossas crianças, violadas e escravizadas, ninguém pode nos acusar de não alimentar os princípios e os valores certos e humanamente melhores. Pode parecer pouco, mas é o fundamental, afinal, os homens – que subvertem a ordem e a legalidade – passam, ao passo que os valores permanecem, simbolizando um inteiro povo.

Não há maneira de tergiversar. Aqui, o nosso norte moral nos impõe o dever de proteger nosso futuro, representado por aqueles que darão sequência à obra por nós iniciada. Não há nenhuma causa ou objetivo capaz de nos levar a sacrificar nossas próprias crianças. Já no Oriente, refém do fascismo islâmico, a causa principal que os move é a destruição da besta ocidental e, para tanto, se pode lançar mão de qualquer recurso, por mais espúrio que seja. Já não era segredo que o terrorismo encontra muita desenvoltura para assassinar inocentes – inclusive crianças – do “lado de cá”, afinal, eles não fazem distinção: somos todos infiéis. A novidade agora é perceber que eles também não hesitam em sacrificar seus próprios inocentes. Suas crianças. Seus filhos. Essa gente representa o mal absoluto e precisa, sim, ser detida. É imperativo que o Ocidente imponha, de fato, a supremacia dos seus valores, para escorraçar os bárbaros que tentam buscar a hegemonia no mundo.

Está evidente que me refiro à necessidade de se combater e vencer a chamada guerra contra o terror. Impedir que a escória do mundo continue sacrificando crianças inocentes em nome de uma “guerra santa” é um verdadeiro imperativo moral para nossa civilização. E para quem ainda não acredita em superioridade de uma cultura sobre outra, proponho um exercício revelador: Lembram de George Bush, o ex-Satã de todo o mundo progressista, humanista e pacifista? Pois bem, o Republicano, tão reacionário, tão conservador e tão belicista, não arregimentou uma única criança para mandar ao Afeganistão e ao Iraque, lutar pelos Estados Unidos e pelo Ocidente. Isso porque aqui nós escolhemos proteger nossas crianças, não assassiná-las. Se algo assim não for suficiente para demonstrar o quanto a nossa escala de valores é superior às demais, espero que alguém me diga o que seria.

Custa-me, por exemplo, entender a abjeta condescendência que alguns ocidentais insistem em nutrir para com os seus algozes, os islamofascistas. Basta lembrar que, quando da ação americana no Afeganistão, os pacifistas de um lado só se apressaram em condenar Bush, denunciando sua – como era mesmo? – “política imperialista” e advogando em favor da tal “autodeterminação” dos povos, que garantiria a qualquer grupo o direito de ter seus próprios imperativos éticos e morais. O ponto é que, nestes tempos sombrios de inversão dos valores mais basilares da civilização, essa tal “autodeterminação” deve ser entendida como o direito que cada povo tem de amarrar bombas às suas crianças, usando-as como armas de guerra. Isso, caros, não pode – e não deve – ser aceito por nós, ocidentais.

Cruzar os braços diante de horrores como os perpetrados pelos Taliban é permitir que os portais do inferno sejam escancarados e que os demônios ditem as regras destinadas a reger nossas vidas. Assistir de forma passiva às atrocidades que o fascismo islâmico pratica, em nome de sua cultura e de sua moral, é concordar com o fato de que a nossa moral já capitulou e nada mais pode. Isso é falso! Urge resistir e prosseguir no único caminho possível quando o assunto é o combate ao terrorismo: caçar o inimigo, encontrar o inimigo e matar o inimigo. Devemos destruí-los não apenas para garantir o futuro de nossas crianças, mas para permitir que as deles também possam viver para, ao menos, sonhar com um. Hoje, sabemos, elas têm a vida ceifada pelos fascínoras que lhes impõem a obrigação de carregar bombas presas ao corpo.

Lembro-me de Sir Winston Churchill, um dos grandes baluartes da defesa do mundo ocidental. Criticado pelo imperialismo das potências europeias, o britânico dizia: “não há mal que o Império Britânico supostamente tenha feito aos colonos, que não possa ser, em muito, superado pelo mal que os próprios colonos praticam uns contra os outros.” E isso vem resumir com especial grandiloquência o argumento central articulado ao longo deste texto. Ou temos a hegemonia dos nossos valores éticos e morais, ou só restará a barbárie.

* Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas e editor do blog Construindo o Pensamento

Coluna do dia: A burca e a luta pela liberdade

26/06/2009

Por Yashá Gallazzi*

Para aqueles que acusam este escriba de ser um conservador, reacionário e direitista, este texto poderá soar um tanto surpreendente, afinal, vou criticar o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e sua decisão estúpida e autoritária de proibir o uso da burca islâmica em solo francês.

Sarkozy está errado. E a razão é bastante simples: o uso – ou não – da burca diz respeito apenas às mulheres islâmicas. Trata-se, assim, de uma questão de foro íntimo, que gera efeitos apenas para a pessoa, o indivíduo, deixando a salvo a coletividade, que não pode se dizer ofendida se uma mulher seguidora do Islã decide cobrir o corpo com aquele traje. Ao optar pelo dirigismo estatal mais arrivista e rasteiro, o Presidente francês escolhe uma seara perigosa, que não traz nada de auspicioso para a rica tradição democrática do ocidente, que se construiu com base no respeito às liberdades individuais.

Eu, como um ocidental católico, concordo com a análise de Sarkozy, segundo quem a burca mais parece um símbolo de opressão e de submissão, tendo muito pouco de religioso. Mas ainda assim pergunto: e o Estado com isso? Ora, se uma mulher quer se mostrar submissa, é uma questão dela. Se quer se deixar oprimir, não temos nada com isso. E se usa a burca por razões religiosas que nós, ocidentais, não compreendemos, também não nos cumpre julgar. Cumpre-nos, isso sim, aceitar e conviver com essas diferenças, que em nada atacam nossa tradição de liberdade e tolerância.

Dito isso, há que se deixar claro algo muito importante: entender – e aceitar – o uso da burca pelas mulheres islâmicas não é fazer tabula rasa de nossas convicções e de nossa cultura. É, em verdade, exaltá-la e enaltecê-la, mostrando ao mundo que, de fato, nossa civilização e nossa cultura são, sim, moralmente superiores às demais. E isso é muito diferente de aceitar alguns outros aspectos da cultura islâmica, que não devem e não podem ser abraçados por nós. Assim, aceitar que coisas abjetas como os estupros coletivos e a mutilação genital possam ser classificadas como “traços típicos de um povo” é ultrajante! Práticas como as mencionadas são a manifestação da barbárie e do terror, da tentativa desesperada de subjugar o ser humano.

Aceitar certas imposições e certas barbaridades promovidas por aquilo que não mais é o legado de Maomé, mas o verdadeiro fascismo islâmico, seria igualar a grandiosa civilização ocidental aos bárbaros que a pretendem destruir. Por isso banir o direito de usar a burca é algo estúpido, pois caracteriza uma intromissão violenta e injustificável no direito de escolha dos indivíduos. A burca deve ser permitida não em respeito à cultura islâmica, mas em homenagem à nossa, que sempre foi tolerante e sensata. Aquilo que diz respeito apenas ao indivíduo deve ser protegido pelo Estado, como forma de garantir a liberdade basilar que caracteriza nossa cultura e nossa democracia.

Guerrear contra uma veste de pano neste momento, em que o Irã se arma com a bomba e financia cada vez mais a canalha do Hamas e do Hezbollah, parece a escolha mais ligeira e mais inútil. O Estado – e aqui não me refiro apenas ao francês – deve enfrentar aquilo que realmente nos ameaça e ameaça a todas as pessoas livres do mundo. É aquilo que nos oprime – e oprime aos demais – que deve ser combatido e enfrentado, não aquilo que fazemos em nome de nossas escolhas individuais. Isso nos exalta e edifica.

* Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas e editor do blog Construindo o Pensamento

Coluna do dia: Europa, Irã, Obama, futebol, conservadorismo e progressismo – Sobre meninos e lobos

19/06/2009

Por Yashá Gallazzi*

Quando o querido amigo Bruno Kazuhiro convidou este humilde escriba a manter uma coluna semanal no blog Perspectiva Política, disse apenas que os textos deveriam abordar temas políticos. E eis aí o meu problema nesta quinta-feira sonolenta (dia em que rabisco as linhas da coluna de sexta-feira). Depois de dias – serão, talvez, semanas? – lendo mais e mais notícias sobre os escândalos promovidos pelos políticos brasileiros, devo confessar que qualquer assunto sobre a realidade política brasileira me enche de preguiça e de aborrecimento. Mea culpa, mea maxima culpa.

Por que não falar, então, de algum assunto relacionado aos outros países do globo? Mas qual? As eleições da Europa? Não. Estas já foram suficientemente dissecadas por analistas mais gabaritados que eu, em textos minuciosos. Ademais, só é preciso saber uma coisa sobre as votações europeias: Os conservadores venceram porque a ladainha da crise capitalista não ganhou corpo e os progressistas quebraram a cara ao não apresentar nenhum programa capaz de seduzir os eleitores. Na verdade, os progressistas continuam se debatendo internamente, brigando com a pesada herança marxista que os assombra.

Então sobre o quê? Algum assunto – se me permitem – “obâmico”? Ah, que nada! Ninguém mais suporta ouvir falar no Cristo negro, aquele que deveria nos conduzir à paz perpétua kantiana, mas que insiste em se render a convescotes com o fascismo islâmico. Por que falar sobre Obama seria importante? O sujeito, supostamente tão culto e sábio, inventou um liame entre o islamismo e o Renascimento europeu! Aí já é demais! Se fosse Lula, vá lá… Os cursos técnicos do SENAI, penso, não abordam a história do mundo, não é mesmo? Mas Obama… O Messias havaiano se formou em Harvard! É imperdoável. Cada vez mais Obama se parece mais com uma celebridade engajada em “mudar o mundo”, mas sem nenhuma medida concreta para apresentar na prática.

Ah, temos a eleição no Irã. Sim, é isso! Falarei sobre o triunfo de Ahmadinejad e o estabelecimento formal de mais uma tirania de molde fascista, destinada a promover e financiar o terrorismo. Mas convenhamos: é mesmo necessário dizer qualquer outra coisa sobre o Irã? A realidade do fascismo islâmico de Ahmadinejad chegou àquela bifurcação intelectual insuperável, onde todos temos que escolher qual caminho seguir: ou se analisa o regime iraniano a partir da ótica e dos valores ocidentais, ou se analisa a partir daquela retórica moderna, “pogreçista” e politicamente correta, segundo a qual todo tipo de barbaridade estrangeira deve ser compreendida como “características sociais e culturais de povos diferentes de nós”. Santo Deus! Os imperativos morais e categóricos mais básicos agora se tornaram negociáveis! É aceitável que exista uma teocracia manipulada por um grupelho de cinco ou seis homens ocupados em planejar o fim da nossa civilização? Claro que não! Mas, vocês sabem, se for um país islâmico e do Oriente… É preciso entender as nuances culturais deles, não é? Afinal, as mulheres são apedrejadas e, em alguns casos, violentadas coletivamente, mas isso só é errado segundo a nossa ótica – como é mesmo? – “conservadora, imperialista e reacionária”… Não. Pensando bem, não quero falar do Irã.

O que me resta, então? Como previ ao início, nada. Novamente: mea culpa, mea maxima culpa. Em uma última tentativa desesperada de honrar meu compromisso semanal assumido diante dos leitores do Perspectiva Política, me veio a ideia de falar da incongruências que surgem entre o discurso progressista, supostamente moderno e jovial, e aquele dito “conservador, de direita, reacionário”. Vocês sabem: nestes tempos estranhos em que vivemos, o progressismo se tornou a guarida de todos aqueles que defendem que as garantias e liberdades individuais sejam solapadas em nome de uma suposta “causa” redentora da humanidade. Os progressistas, bonzinhos que só eles, são os meninos. Os conservadores, feios, bobos e malvados, são os lobos.

Encontrado o tema, resta o problema de como contextualizar a questão. Não quero falar do progressismo brasileiro, que enxerga no petismo, no lulismo e no sarneyzismo a vanguarda de um país supostamente mais justo, igualitário e moderno. É um paradoxo tão evidente que custo a acreditar que alguém creia nesse tal futuro glorioso para onde a turma do mensalão pretende nos conduzir. Se bem que… Ao que parece mais de 80% da sociedade acredita… Vai ver sou mesmo conservador… Sim, é isso! No Brasil – neste Brasil atual – só me resta ser conservador, afinal, ainda espero pelo respeito à lei e à democracia. Não abro mão do ordenamento vigente em nome de uma tal de “justiça social”, pois o resultado será sempre a morte, a miséria e o terror, como o “titio” Stalin já demonstrou tão bem no passado.

Mas esperem! Acaba de me ocorrer uma outra forma de ilustrar esse meu – se me permitem – “conservadorismo do bem”. Tomemos a Copa das Confederações, onde a minha querida Itália acabou de ser derrotada pelo modesto Egito. Sim, derrotada! A campeã do mundo! Inaceitável, eu sei. Mas o que isso tem a ver com conservadorismo e progressismo? Mais: o que tem a ver com política? Ora, tudo! Percebam: eu, recluso em meu conservadorismo reacionário, não consigo aceitar essa Itália moderna, que vai a campo com três atacantes e só um volante de marcação. Três atacantes! Santo Deus! Nem o Brasil, país do espetáculo futebolístico, faz isso. A Itália venceu quatro mundiais com o mesmo esquema conservador, de direita e reacionário: catenaccio e contropiede. O funcionamento é bem simples: fica-se com a posse da bola, marca-se muito forte o adversário e tenta-se encontrar um gol. E só! Um gol é o bastante, sabiam? E depois do gol? Ora, catenaccio e contropiede de novo! Defesa forte, inexpugnável até o fim. Até a vitória.

Que tempos sombrios estes em que vivemos… A inversão de valores é tão grotesca que o Brasil, aquele do espetáculo, das pedaladas, do malabarismo, tem precisado de bolas paradas para fazer gols em todos os últimos jogos. E a Itália, a mestra em decidir os jogos com uma única bola, defendendo e marcando os adversários até o final, inventa um “futebol moderno e progressista”, onde há dois pontas e um avante central. E quem defende?! Vi trechos do jogo de hoje: a Azzurra sofreu vários – eu disse vários! – contra-ataques do Egito! Cristo! Abaixo o progressismo! Viva o conservadorismo! Quero meu catenaccio e contropiede de volta!

* Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas e editor do blog Construindo o Pensamento

Coluna do dia: Brasil envergonhado diante do mundo – Itamaraty toma partido do terror do fascismo islâmico

15/05/2009

Por Yashá Gallazzi*

Farouk Hosni. Esse é o homem que o governo brasileiro, capitaneado pelo sempre valente Celso Amorim, decidiu apoiar para a direção da UNESCO. E por que isso é importante? Porque o Itamaraty, na atual gestão que o petismo imprimiu, estará, via de regra, sempre errado. Eles querem Hosni na UNESCO, o que significa que toda pessoa democrática deve rejeitar tal indicação.

O candidato do Brasil é egípcio e foi, no passado, Ministro da cultura no seu país. Hosni tornou-se mundialmente conhecido por defender abertamente a queima de livros escritos por judeus. Segundo ele, não haveria um só livro judeu no Egito. E acreditem: Ele fala isso com uma entonação que pretende afetar o orgulho. Ainda assim, fez questão de deixar claro que, se encontrasse um só livro judeu nas bibliotecas egípcias, ele o queimaria em praça pública. Hosni não gosta dos judeus e defende, é claro, aquilo que certa gentalha chama de “resistência palestina”. Sim, a mesma coisa que o mundo civilizado chama de terrorismo. Está tudo explicado, não? O Itamaraty, este filoterrorista incorrigível, encontrou em Hosni seu candidato ideal. Aposto que ele desperta em Celso Amorim os instintos mais primitivos…

A coisa toda, creiam, é bem mais grave do que pode parecer à primeira vista. Para que tenham uma ideia, há um brasileiro disputando a direção da UNESCO. Chama-se Márcio Barbosa, que pretende unir em torno do seu nome todas as nações que forem contrárias ao pensamento antissemita e terrorista de Farouk Hosni. Só que o Brasil – vejam que maravilha! – não viu razão para apoiar Barbosa. Claro! Afinal o que o governo petista poderia ver de bom em alguém que defende o cumprimento das leis democráticas? Como imaginar que Celso Amorim, esse gigante da inversão dos valores morais, poderia ficar ao lado de alguém que defende o direito de Israel existir? Judeus? Que se danem! O humanismo de um lado só, característico dos novos “pogreçistas” quer mais é que eles sejam varridos do mapa, para ficar com os termos empregados por Mahmoud Ahmadinejad, o guru intelectual da trupe.

Vejam, portanto, a que ponto o petismo nos levou: temos um governo que apóia abertamente um partidário do fascismo islâmico, em detrimento de um nome brasileiro. Interesse nacional? Isso é para os fracos, não é? O Brasil, sabemos, está acima de coisas assim tão pequenas. O importante mesmo é fazer a escolha tática correta e difundir o apoio formal ao terrorismo mais abjeto que o mundo conhece, aquele que se esconde atrás de mulheres e crianças.

Mas não é só o Brasil que envergonha os civilizados. Me pergunto: Que tipo de entidade permite que alguém como Farouk Hosni concorra a o que quer que seja? Sim, sou um tanto reacionário e defendo que os inimigos da liberdade não tenham a chance de aplicar seus ideais sujos e arrivistas, pois culminariam com o fim da… liberdade! E, não. Isso não vai de encontro à democracia. Pelo contrário: Vai ao encontro dela. A democracia, porque extremamente preciosa, deve ser protegida daqueles que pretendem solapá-la. As prerrogativas próprias do nosso sistema de liberdades individuais, não podem servir de esteio para que os nossos inimigos consigam nos atingir. Afinal, isso é a própria essência da democracia: Aceitar a divergência, as diferenças e as contraposições, exceto as que atentem contra seus fundamentos basilares e intrínsecos.

Hosni não é a pluralidade de nenhum pensamento que mereça ser escutado. É, isso sim, o caminho por meio do qual o fascismo islâmico pretende ganhar ainda mais voz no mundo, atacando as democracias ocidentais e sua democracia – que as torna, sim, moralmente superior às demais culturas. O egípcio é, antes, a escória do mundo. A síntese do que há de pior no campo do pensamento político atual. É o tipo de gente capaz de defender a morte de crianças, desde que seja pela “causa”. E o Itamaraty, que nunca desceu tão baixo como neste governo petista, não lhe fica devendo nada. Ao apoiar abertamente o fascismo e o terror, o Brasil ingressa, oficialmente, no eixo do mal. E é necessário combatê-lo, pois quem promove o mal se torna inimigo da democracia e das liberdades individuais, colocando em risco não apenas o próprio país, mas o mundo como um todo.

* Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas e editor do blog Construindo o Pensamento