Postagens com a palavra-chave ‘Ex-Governador’

Análise Geral: O empenho de Aécio Neves pela vitória de José Serra

20/04/2010

Aécio Neves entrou de cabeça na campanha de José Serra. Os últimos pronunciamentos do ex-Governador de Minas, principalmente o retratado acima, demonstram que ele está empenhado em trabalhar pela vitória do tucano paulista.

Independentemente de Aécio aceitar ser Vice de Serra ou não, o apoio incondicional do mineiro já representa muita coisa para o pré-candidato da oposição.

Um Aécio empenhado traz para a campanha de Serra, em primeiro lugar, os votos mineiros que unem Minas a São Paulo, em segundo lugar, o seu carisma pessoal, e, em terceiro lugar, a unidade partidária dentro do PSDB.

Portanto, a oposição deve estar comemorando o aumento da força empregada por Aécio na luta tucana para chegar à Presidência com Serra. E realmente há motivo para comemoração.

A pergunta que fica é a respeito do porquê desse apoio incondicional. Com certeza José Serra aprendeu, com os erros, a ser mais conciliador. Contudo, provavelmente, só isso não seria suficiente para convencer um presidenciável como Aécio Neves. E, obviamente, não foram os belos olhos de Serra que conquistaram o mineiro, até porque não são tão belos assim.

Sendo assim, chega-se à conclusão de que Aécio está, sim, mais motivado por conta do comportamento de Serra com relação a ele, mas que, porém, a essência do apoio deriva de que a vitória de Serra é interessante para Aécio, esteja ele como Vice da chapa ou não.

Explico:

Se Aécio concorrer ao Senado, visando ter a exposição nacional suficiente para viabilizar uma candidatura a Presidente no futuro, provavelmente mirará o controle da Casa, ou seja, tentará presidir o Senado. Para ser Presidente do Senado estando no PSDB, Aécio precisa de um Presidente da República do PSDB. Uma vitória de Dilma inviabiliza qualquer possibilidade de o mineiro comandar o Senado e implantar seu provável plano de moralização, eficiência e transparência que seria utilizado como trampolim para o Planalto.

Se Aécio aceitar ser o Vice de Serra, provavelmente isso se dará dentro de um acordo que prevê a luta do paulista pelo fim da reeleição, o que possibilitaria a Aécio concorrer já na próxima eleição. Com esse cenário, Aécio teria chances de vitórias muito maiores se controlasse alguns ministérios e se a máquina federal estivesse empenhada em sua candidatura à Presidência. Essas duas premissas só serão preenchidas, também, se Serra vencer a disputa pelo Planalto.

Percebe-se, portanto, que é do interesse de Aécio Neves a vitória de José Serra.

Um José Serra mais amigável e mais disposto a ceder espaço para o mineiro só facilita essa convergência de interesses, que, essencialmente, une as pretensões de Serra para 2010 e as pretensões de Aécio para 2014 ou 2015.

Resta apenas saber o que Aécio planeja fazer caso seu adversário na luta pela Presidência seja Lula.

Gravação indica possível compra de apoio político por Marconi Perillo

28/01/2010

Informa o Estadão, a respeito do fato de uma gravação conter fortes indícios de compra de apoio político por parte do tucano, ex-Governador de Goiás e atual Vice-Presidente do Senado Federal, Marconi Perillo:

“Gravações inéditas em poder do Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), montou esquema de compra de apoio político para garantir sua eleição, em 2006. Os diálogos, aos quais o Estado teve acesso, foram gravados pela Polícia Federal com autorização da Justiça. Perillo, que antes da campanha havia deixado o cargo de governador de Goiás, é alvo de inquérito no STF para apurar suposto caixa 2 e suspeitas de uso da máquina pública durante a eleição.

Nos relatórios, investigadores afirmam que os diálogos ‘demonstram a movimentação do alvo (Perillo) para obter dinheiro, visando o pagamento de dívidas de campanha e compra de apoio político’. A lista dos que teriam garantido apoio ao tucano em troca de dinheiro inclui vereadores e deputados federais e estaduais de Goiás.

[...]

Ao Estado, Perillo disse ter resposta para todas as suspeitas lançadas pela PF e chanceladas pela Procuradoria Geral da República, que já ajuizou denúncia contra ele no STF. ‘Minha defesa está 95% pronta e no momento apropriado a apresentaremos’, afirmou. O senador diz que as conversas com políticos sobre dinheiro referem-se a doações legais. ‘Pedi a empresas doações para vários candidatos, algumas viabilizaram, outras não, e por isso que eles ligavam cobrando’. Ele nega o uso da máquina. ‘Se usei aviões do Estado depois que deixei o governo, foi a convite do governador.’”

As explicações de Marconi Perillo não são muito convincentes. É preciso aguardar o desenrolar dos fatos, mas desde já é possível dizer que o caso tem tudo para atrapalhar sua tentativa de retornar ao governo do estado de Goiás.

Bom para Henrique Meirelles, Presidente do Banco Central, que também cogita disputar o governo de Goiás.

Notícia interessante para o Presidente Lula, que notoriamente deseja impedir que Perillo, seu desafeto, se torne novamente Governador.

Análise geral: Gabeira, Garotinho e Cabral – A sucessão no Rio e sua relação com a corrida presidencial

16/01/2010

O cenário eleitoral fluminense vai se desenhando e, aparentemente, os habitantes do Rio de Janeiro poderão escolher entre três candidatos competitivos: Fernando Gabeira, Anthony Garotinho e Sérgio Cabral.

Gabeira tem longa história na política, tendo lutado contra a repressão nos tempos da ditadura militar. O verde acumulou cacife político recentemente com uma gigantesca votação para a Câmara dos Deputados em 2006 e com o ótimo desempenho na disputa pela Prefeitura do Rio em 2008, quando perdeu por menos de 60 mil votos.

Garotinho é ex-Governador e foi importante candidato à Presidência em 2002. Além de ter sido Prefeito da cidade de Campos dos Goytacazes, importante região petrolífera e sucraleira, domina até hoje o município, tendo eleito recentemente sua esposa para a Prefeitura local. Esta, Rosinha Garotinho, foi sua sucessora no governo do estado, o que representou, na prática, uma espécie de reeleição de Garotinho.

Cabral é o atual Governador e poderá contar com a máquina administrativa. Se por um lado tem de lutar contra o desgaste sofrido durante a gestão e contra a baixa aprovação de seu governo em algumas regiões do estado, por outro pode usar o poder a seu favor. O peemedebista foi Presidente da Assembleia Legislativa do estado por um bom tempo e mais tarde Senador. Deixou o cargo para assumir o governo.

Todos os três candidatos têm chances de vitória e todos eles estão de olho na corrida presidencial, assim como os principais presidenciáveis estão de olho neles, afinal, é importante ter um palanque forte no Rio de Janeiro, um grande colégio eleitoral.

O Governador Sérgio Cabral (PMDB) fará palanque para Dilma Rousseff. Suas relações com o governo e com o Presidente Lula são boas, embora a conexão com o PT fluminense tenha os seus problemas. Lindberg Farias, petista e Prefeito de Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio, tentou se viabilizar para o governo, mas foi um tanto desautorizado pela direção nacional do partido. O governo e o PT devem estar mesmo com Cabral no estado.

O ex-Governador Anthony Garotinho saiu do PMDB exatamente buscando espaço para se candidatar ao governo. Foi para o PR. Pelo fato da sua nova legenda fazer parte da base aliada, supõe-se que Garotinho também fará palanque para Dilma, embora exista a possibilidade de ele se posicionar de forma neutra. Ela surge, justamente, pelo ex-Governador entender que o governo está privilegiando demais a relação com Cabral e o deixando de lado. É preciso aguardar para saber o que ocorrerá, porém, se pode dizer que a possibilidade de Garotinho liberar o voto de seus correligionários é pequena,  já que teria existido compromisso de apoio a Dilma quando do ingresso no PR, que foi abençoado pelo Planalto. A chance de ele estar com Serra é remota ou até inexistente, pois Garotinho a condiciona ao recebimento do tempo de televisão da oposição e a aliança DEM-PSDB-PPS fluminense não o apoiará, além de estar com Gabeira.

O Deputado Fernando Gabeira é a opção número um de Serra. Contudo, é filiado ao PV, partido que estará na corrida presidencial com Marina Silva. Daí a confusão. É exatamente ela que faz Gabeira ainda ter dúvidas. A aliança DEM-PSDB-PPS, já consolidada no Rio, quer se unir ao PV e lançar Gabeira como candidato ao governo. Para isso, propõe a ele estar com Marina no primeiro turno e com Serra em um possível segundo turno, levando em conta que este seria contra Dilma. Gabeira está perto de aceitar o projeto, embora, sob os holofotes, diga que não se pode descartar a chegada de Marina ao segundo turno. A falta de exibição de Serra no horário de televisão de Gabeira do primeiro turno seria compensado por uma forte presença de seu nome e de seu número no horário das campanhas de Senador da aliança, portanto, Serra estará com Cesar Maia e com mais um candidato a ser decidido. Alguns obstáculos ainda têm de ser ultrapassados, como a resistência do PV no que tange apoiar os candidatos a senador e deputado federal dos outros partidos da aliança, retribuindo o apoio a Gabeira, mas eles devem ser solucionados.

A união do PT com o PMDB no Rio influi bastante no aumento da possibilidade aliança formal entre estes partidos a nível nacional. O possível isolamento de Garotinho no que diz respeito à corrida presidencial não impede sua vitória, mas demonstra a polarização que vai se formando nos estados devido à polarização entre Dilma e Serra como únicos candidatos realmente viáveis. E o palanque duplo de Gabeira reflete também na política nacional, exigindo certo arranjo entre Serra e Marina e fazendo o PSOL, possível apoiador de Marina, reclamar do fato de Marina e Gabeira se aproximarem do PSDB no Rio.

Como se pode perceber, o quadro fluminense vai se decidindo e as articulações nacionais influem fortemente na política do estado e vice-versa, como não poderia deixar de ser, afinal, com o governo dominando o Norte e o Nordeste e a oposição tendo tudo para vencer no Sul, no Centro-Oeste e em São Paulo e Minas Gerais, o Rio de Janeiro pode ser extremamente decisivo.

Sucessão goiana: Iris Rezende desiste de concorrer e confunde articulação do PMDB local – Meirelles no páreo

14/01/2010

O Prefeito de Goiânia e nome forte do PMDB de Goiás há décadas, Iris Rezende, desistiu de concorrer ao governo do estado. Sua decisão confunde a articulação do PMDB local, que se mobilizava em torno de Rezende, visando as eleições estaduais deste ano.

Aparentemente, Iris quer indicar alguém de seu grupo político para o serviço. O PMDB, porém, já cogita Henrique Meirelles, Presidente do Banco Central e recém-filiado ao partido, para substituí-lo.

Poderia ser realmente interessante para o PMDB-GO ter o novo passageiro do ônibus, Meirelles, sentando na janela, afinal, o nome do partido provavelmente fará palanque para Dilma Rousseff, companheira de governo do recém-chegado.

Enquanto isso, Marconi Perillo (PSDB), ex-Governador, monta sua candidatura para tentar retomar poder, além de funcionar como palanque para José Serra.

O Presidente Lula fará de tudo para que o governo vença em Goiás. Ele detesta Perillo.

José Roberto Arruda: 8 dias para se defender

01/12/2009

Foi dado o veredito do Democratas a respeito da situação de José Roberto Arruda e do escândalo que o cerca: O Governador do Distrito Federal terá 8 dias para se defender.

Não houve expulsão sumária, o que acredito que seria o mais apropriado, mas foi aplicado o prazo mínimo previsto pelo estatuto do partido para esse tipo de caso.

O Presidente do Democratas, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tomou a decisão de encerrar o processo disciplinar até o próximo dia 10. Sendo assim, Arruda tem até o dia 8 para formular sua defesa, já que o dia 9 será tomado pelo parecer do relator e o dia 10 já será o do posicionamento da Executiva da legenda.

Entendo, como já disse, que Arruda deveria ser expulso desde já. Infelizmente, a decisão tomada não foi essa, talvez por receio de que, se sentindo injustiçado, o Governador comece a criticar seus colegas de partido.

Contudo, acredito que não foi uma decisão de todo ruim. O prazo é curto, como deveria ser qualquer prazo dado para alguém que é alvo de denúncias tão contundentes e consistentes como as apresentadas. Já que não expulsou Arruda, fez bem o DEM ao referendar a decisão de Rodrigo Maia.

Existem, claro, alguns poréns. O relator escolhido por Maia, por exemplo, declinou. José Carlos Machado (DEM-SE) desistiu da missão menos de uma hora depois ser designado, alegando falta de conhecimento jurídico e preparo para tal tarefa.

Terá que ser escolhido um novo relator. Esperemos que não haja um “jogo de empurra”. Demóstenes Torres (DEM-GO), por exemplo, poderia muito bem assumir o papel, já que está tão decidido a defender a ética e a imagem que o partido tem lutado para reconstruir.

Enquanto o PSDB, aliado do DEM nacionalmente, abandona o governo de Arruda, o Governador fala com o Correio Braziliense. Parece que será publicada entrevista exclusiva com Arruda, cujo conteúdo devemos aguardar para ler ansiosamente.

Ao mesmo tempo, fica a dúvida muito bem levantada por Janio de Freitas, da Folha, que se pergunta onde estão as investigações contra o ex-Governador Joaquim Roriz. Ora, se todos os esquemas remetem ao seu governo, a ele e aos seus homens de confiança, como Durval Barbosa, como pode não haver envolvimento dele na persecução dos fatos?

Janio acerta na mosca: Parece que necessitamos de outra investigação. Uma para saber porque Roriz é intocável.

Por fim, ressalto que devemos, como cidadãos brasileiros, cobrar que o DEM cumpra o que foi decidido: Ao fim do prazo exíguo, o Governador Arruda tem que ser julgado pelo partido.

Se a defesa dele não convencer, o que é provável, deve ser expulso. Simples assim. Nada de prorrogacões de prazo, nada de jeitinhos.

Se o DEM cumprir os 10 dias, ainda haverá espaço para o partido dizer que tratou o caso de forma diferente da que o PT tratou o mensalão.

Se não o fizer, trará mais do mesmo.

O caso do valerioduto mineiro

09/11/2009

Está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal o caso do suposto “valerioduto mineiro”. Para os que ainda não sabem, trata-se, nada mais nada menos, do que um esquema que teria, teoricamente, precedido o mensalão, e que seria operado, também, pelo publicitário Marcos Valério.

A diferença fica por conta dos envolvidos. No caso do valerioduto federal, os políticos apontados como participantes do esquema são do PT, do PTB, do PP e do PR, em sua maioria. Em suma, da base aliada do governo Lula. No caso do valerioduto mineiro, os políticos ditos como cúmplices da falcatrua são do PSDB, ou seja, da atual oposição.

No STF, o Ministro Joaquim Barbosa aceitou a denúncia contra o atual Senador tucano e ex-Governador mineiro Eduardo Azeredo, principal citado no esquema do valerioduto de Minas.

Um dos indícios citados por Barbosa para justificar o acolhimento da denúncia são cartas e o depoimento de uma prima do tesoureiro da campanha do tucano em 1998, Cláudio Mourão.

Segundo a Folha, Barbosa leu trechos da carta enviada ao Ministério Público e à CPI de Minas Gerais por Vera Lúcia Mourão de Carvalho Veloso, que disse ter trabalhado nas campanhas de Azeredo de 1994 e 1998. Ela afirma que Azeredo participava pessoalmente das decisões sobre o fluxo financeiro da campanha.

Em entrevista à Folha, divulgada ontem, Azeredo afirmou que nunca se reuniu com Vera.

A estratégia de defesa de Azeredo tem sido atribuir a Mourão toda a responsabilidade pela parte financeira do comitê. O defensor do tucano, José Gerardo Grossi, disse, no plenário do STF que seu cliente foi traído por Mourão: “Lamentavelmente, faltou-lhe com a lealdade”.

Em seu relatório, o ministro Barbosa citou outros seis indícios do envolvimento de Azeredo com o valerioduto, como “a presença constante” de Valério no comitê eleitoral.

O julgamento no STF foi paralisado, na última quinta-feira, após o pedido de vista dos autos formulado pelo ministro José Antonio Dias Toffoli. Se Toffoli retardar demais o retorno do processo à pauta, o caso pode prescrever.

Os indícios parecem consistentes e Azeredo pode estar a caminho de maus bocados. Se for comprovada a participação dele em tamanho esquema, merecerá todo o rigor da lei e todas as punições que a própria oposição defende para os mensaleiros.

Afinal, estará provado que não difere deles. Nesse caso, Cláudio Mourão será nada mais do que o “Delúbio”da vez.

Promotoria aponta desvio de R$ 2,7 mi em gestão Azeredo

28/09/2009

Informa a Folha:

“O Ministério Público de Minas Gerais acusa o senador e ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), de ter se beneficiado, durante a gestão dele (1995-98), de um esquema de fraudes em licitação que teria abastecido o chamado valerioduto tucano e causado prejuízo de R$ 2,7 milhões aos cofres do Estado, informa reportagem de Breno Costa, publicada nesta segunda-feira pela Folha.

O valerioduto tucano, segundo a Polícia Federal, foi um esquema operado pelo publicitário Marcos Valério para ocultar a origem e o destino de R$ 28,5 milhões em recursos públicos desviados e verbas privadas não declaradas, que financiaram a campanha derrotada de Azeredo em 1998.

O valerioduto tucano gerou uma ação penal no Supremo Tribunal Federal contra Azeredo e outra na Justiça Estadual, contra outros 14 réus.

Segundo a reportagem, a Promotoria diz ter identificado um novo braço de financiamento irregular daquela campanha, com ‘pagamentos irregulares’ do governo Azeredo, que resultaram em ‘vultuosas contribuições’ à campanha eleitoral.

Para o Ministério Público, o suposto esquema envolveu sete empresas vencedoras de 25 licitações na gestão Azeredo para fornecimento de terceirizados ao Estado.

Azeredo informou desconhecer a ação apresentada há um mês pelo Ministério Público. Ele diz que ‘terceirização não é assunto de governador’”.

Se as ditas irregularidades, transgressões e falcatruas cometidas por membros do PT com o auxílio do publicitário Marcos Valério devem ser investigadas a fundo e, se comprovadas totalmente, punidas, nas pessoas de seus  agentes, com todo o rigor da lei, o mesmo vale para qualquer tipo de ação semelhante empreendida por membros do PSDB com o auxílio do mesmo Valério.

O suposto valerioduto petista configura esquema vergonhoso, corrupto e pernicioso. Se comprovado o valerioduto tucano, merecerá este os mesmos adjetivos negativos.

O Perspectiva prima pela Justiça, como não poderia deixar de ser, e defende veementemente a investigação de ambos os casos.

Além disso, este blogueiro não pode deixar de dizer que as suspeitas, por mais que possam ainda ser mostradas como infundadas, dispõem de evidências realmente comprometedoras para os envolvidos em ambos os casos.

Sendo assim, é natural que sejam questionadas desde já, embora não judicialmente, mas sim moralmente, as idoneidades tanto dos envolvidos petistas, como dos envolvidos tucanos, em esquemas com a participação de Marcos Valério.

A Justiça trabalhará, infelizmente em ritmo aquém do desejado, e o Perspectiva manterá a vigilância sobre ambos os casos.

Sucessão no Distrito Federal: Roriz anuncia desfiliação do PMDB

16/09/2009

O Perspectiva noticiou meses atrás que Joaquim Roriz ensaiava seu retorno ao cenário político, a despeito de todas as denúncias e do fato de ter sido pego na Operação Aquarela, o que o levou a responder processo criminal por suspeita de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, além de renunciar ao cargo de Senador para não poder ser cassado e perder os direitos políticos.

Pois bem. Por querer consumar este retorno, o ex-Governador do Distrito Federal anunciou que deixará o PMDB.

Explico: Roriz teme que o PMDB não lhe dê a legenda para concorrer. O Presidente distrital do partido, Tadeu Filipelli, quer fechar aliança com o atual Governador José Roberto Arruda (DEM) e estaria pretendendo o vaga de Senador da chapa deste.

Roriz até dispõe de certa força dentro do PMDB, porém, preferindo não arriscar, saiu. Corre a informação de que ele deve ir para o PSC, mas não é certo.

Outros políticos, membros do grupo de Roriz, podem acabar se transferindo do PMDB para o partido que vier a acolher o ex-Governador. É um caso clássico da política brasileira, que vê seus grupos se agregarem ao redor de pessoas e não de ideias ou partidos.

Em suma, Roriz quis garantir que poderá concorrer e resolveu migrar. Nas pesquisas ele demonstra ser um nome viável. Porém, vencer, ainda mais com o telhado de vidro que tem, são outros quinhentos.

Acre não tem nenhum heliporto, mas governo estadual compra helicóptero

10/09/2009

Esse caso chegou ao meu conhecimento há algumas semanas, porém, só agora encontrei detalhes mais concretos para balizar meu comentário. Eu não poderia escrever a vocês sobre um assunto sem ter algum embasamento. Enfim, vamos a ele:

O Governo do Estado do Acre, comandado pelo Governador Binho Marques, petista e aliado de Tião Viana (PT), Senador pelo Acre, e de seu irmão Jorge Viana (PT), Governador acreano anterior, adquiriu um helicóptero Esquilo AS 350, comprado junto à Helibras.

Acontece que o estado do Acre não dispõe de heliportos.

Já estão estranhando a compra? Então continuem lendo.

A Helibras tem o seu Conselho de Administração presidido por Jorge Viana.

Suspeito, não? Continuemos.

O Ministério Público Federal  no Acre já pediu informações sobre a logomarca pintada no helicóptero. O que ocorre é que a estrela vermelha, presente na bandeira do estado, foi supervalorizada, se assemelhando muito a uma certa estrela vermelha, símbolo de um certo partido.

Então, recapitulemos:

Um Governador petista é aliado do ex-Governador e compra, para um estado sem heliporto, um helicóptero vendido pela empresa cujo Conselho é presidido pelo ex-Governador, além de aprovar uma pintura que remete ao seu partido, que também é o do ex-Governador.

Pode ser que o helicóptero seja necessário? Pode.

Um heliporto pode ser construído em dois tempos? Pode.

O fato de Jorge Viana fazer parte da Helibras pode não ter influído na compra? Pode.

A pintura da aeronave pode não ter nada a ver com o PT? Pode.

Mas que coincidência múltipla porreta!

E os envolvidos ainda reclamaram das críticas que receberam. Ora meus caros, os senhores quase que pediram pelas críticas.

Seria cômico, se não fosse trágico.

Alagoas e Maranhão têm os piores índices do País

09/08/2009

Fazendo algumas pesquisas, este blogueiro que vos fala constatou alguns dados tristes mas, ao mesmo tempo, fomentadores de uma importantíssima reflexão.

Os dados são os seguintes:

Os mais recentes números a respeito do IDH dos estados brasileiros dão conta de que os últimos colocados, ou seja, os que têm menor desenvolvimento humano são, em último, Alagoas e, em penúltimo, o Maranhão. Alagoas tem um IDH igual a 0,677 e o Maranhão vem na frente por pouco com 0,683. São os únicos estados brasileiros a serem caracterizados, pelos números, como tendo IDH médio-baixo.

Para os que não sabem ou não lembram, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida  estatística que leva em conta três dados principais: riqueza, educação e expectativa de vida. Trata-se de índice utilizado no mundo todo para medir o bem-estar da população e comparar diferentes regiões, estados ou países.

Alagoas e Maranhão são também, respectivamente, último e penúltimo colocado no ranking de mortalidade infantil. Em Alagoas, pasmem, 50% dos recém-nascidos morrem em seu primeiro ano de vida. Um acinte! O Maranhão não fica muito atrás, com 39,2%.

Dito isso, relembremos dois fatores:

O estado de Alagoas é comandado, entre outras, pela família Collor.

O estado do Maranhão é dominado pela família Sarney, embora o patriarca “represente” o Amapá no Congresso. O que não quer dizer que ele não represente um estado cujas instituições domina.

Em ambos os casos as famílias citadas controlam a imprensa local e têm representantes de seus clãs na política.

Citando o óbvio, a família Sarney tem José Sarney – e seus filhos – e a família Collor tem Fernando Collor.

Ambos ex-Presidentes da República, ambos ex-Governadores de seus estados paupérrimos e subdesenvolvidos, ambos senadores e ambos envolvidos em denúncias e mais denúncias ao longo dos anos. Ah! E ambos aliados de Renan Calheiros, outro advindo de Alagoas.

Somemos dois mais dois:

Alagoas e Maranhão são, literalmente, os piores estados em desenvolvimento da nação.

Collor e Sarney são, sem dúvida, membros do grupo dos políticos mais perniciosos para o País.

Será coincidência? Pensem nisso.