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Coluna do dia: Desumanidade no Caribe – Lula e os Castro ignoram o sangue

26/02/2010

Por Yashá Gallazzi*

Os leitores sabem o que é a Comunidade de países Latino-Americanos e do Caribe? Não? Bom, não tem muito problema. Mesmo os criadores dela não saberiam explicar com precisão o que ela representa, ou quais os seus objetivos práticos.

Assim, de bate pronto, eu poderia dizer que se trata de mais um fórum “pobrista” e terceiro-mundista, destinado a emprestar apoio político a facínoras como Hugo Chávez, Cristina Kirchner, Evo Morales e Rafael Correa. Uma espécie de lupanar do atraso latino, onde um bando de gente empoeirada pelos escombros do Muro de Berlim se rende a convescotes com os irmãos Castro, os dois maiores assassinos da história das Américas, ao mesmo tempo em que cobram mais democracia da democrática Honduras.

Mas essas seriam apenas elucubrações minhas. Na realidade, a tal comunidade serviu apenas para referendar o regime sanguinário de terror que matou Orlando Zapata Tamayo. Por enquanto, entenda-se… Em pouco tempo, é bem provável que a escória das Américas – com raríssimas exceções – precise se juntar para justificar as mortes provocadas por Chávez e por Morales. Afinal, sabemos que a utopia preferida dessa gente sempre foi construir o “novo homem” por meio do homicídio desenfreado.

Orlando Zapata era aquilo que se convencionou chamar de “preso de consciência”, ou seja, foi encarcerado pelos Castro porque se declarava contrário ao regime comunista que oprime aquela pobre ilha há décadas. Os irmãos assassinos, seguindo o exemplo de todos os regimes comunistas que os antecederam, trataram de pegar Zapata e de atirá-lo na prisão, ao lado de outros tantos “contra-revolucionários burgueses”. Julgamento? Devido processo legal? Ah, isso é invenção da “classe dominante”, não é? Os humanistas da “causa libertadora”, sabemos, preferem coisas mais rápidas, como os expurgos.

Zapata deu início a uma greve de fome, em protesto contra sua prisão e contra os maus tratos que os prisioneiros estavam recebendo. Privado até mesmo da água, Zapata viu seus rins entrarem em colapso e condenarem seu corpo ao apodrecimento ainda em vida. Ele morreu na última terça-feira, exatamente quando Lula partia para a Ilha dos Castro, a fim de bajular um pouquinho a múmia de Fidel Castro.

Por que Zapata protestou contra os “libertadores de Cuba”? Por que se recusou a ver as maravilhas que aquele paraíso da igualdade fornecia a toda a população? Bem, provavelmente porque é um desses “sujeitos burgueses” que gosta de zelar pela própria higiene pessoal…

Em Cuba, costumo dizer, há duas prisões: uma, administrada pelos Estados Unidos, onde os presos recebem papel higiênico regularmente; a outra, que corresponde exatamente ao restante da ilha, onde o único papel fartamente à disposição do povo é aquele usado para imprimir os discursos de Fidel Castro.

O socialismo, assim como o comunismo, é assim: começa prometendo salvar o homem, e termina negando ao homem o direito de cuidar do próprio asseio…

Ao ser questionado sobre o assassinato de Zapata, Raúl Castro saiu-se com o seguinte – se me permitem – “raciocínio” (do Estadão Online):

“‘Lamentamos muitíssimo (a morte). Isso é resultado dessa relação com os Estados Unidos’, disse Castro, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visita Cuba. Castro disse ainda que muitos outros cubanos também haviam morrido vítimas do que chamou de ‘terrorismo de Estado’, que seria, segundo ele, praticado pelo governo americano”.

Pois é… Um sujeito é preso – e acaba morto! – só por discordar do regime castrista, e a culpa é de quem? Dos americanos, é claro! Sim, vocês entenderam direito. Os americanos, esses demônios do mundo. Segundo o assassino cubano, o país onde os adversários de Bush podiam protestar sem serem presos, onde os “Tea Party” podem protestar sem serem presos, é culpado pela prisão dos oposicionistas de… Cuba!

Não fica difícil entender por que essa canalha é aliada de Hugo Chávez, afinal, o venezuelano acusa os americanos de terem uma “máquina de provocar terremotos”… Sim, é isso! Varram os EUA do mapa, e pronto: o mundo ficará livre de problemas, e seres pacíficos e humanos como Chávez e os Castro poderão ditar as regras. Que tal?

É esse sujeito que Lula foi paparicar quando da criação daquela comunidade vagabunda e filoterrorista! É com essa escória que o governo petista obriga o Brasil a se relacionar, estuprando os princípios da liberdade e vilipendiando os valores democráticos. São o lixo da Humanidade! O que há de pior e de mais rasteiro dentro da cadeia alimentar.

Como é possível que, ainda hoje, grande parte dos políticos brasileiros – e considerável parte da imprensa nacional – ainda consiga tratar com condescendência o regime cubano? Estamos falando de uma ditadura que matou diretamente cerca de 17 mil pessoas!

Isso, meus caros, faz os militares brasileiros parecerem moleques travessos… E nem estou mencionando os 83 mil que morreram tentando fugir daquele “paraíso terrestre”, afinal, deixar a ilha sem autorização d’O Partido é algo punido com a pena de morte! Lembro de Kennedy: “Podemos ser culpados de construir muros para manter nossos inimigos de fora. Mas não precisamos construir muros para manter nossos cidadãos presos aqui dentro.” Brilhante!

Em qualquer democracia séria, a amizade entre Lula, o PT, Dilma Rousseff e Franklin Martins com os irmãos Castro seria motivo suficiente para o desaparecimento político deles. Aqui, ao contrário, o PT tem boas chances de fazer o próximo Presidente, na esteira da popularidade estupenda que o Presidente atual, um esteio moral do castrismo, ostenta.

Somos uma vergonha para as democracias do mundo. Não apenas o governo Lula. Não apenas a esquerda rasteira e terrorista que até hoje vegeta no Brasil. Mas o País todo! Os cidadãos que votaram em Lula duas vezes e que, não satisfeitos, concedem a ele uma aprovação indecente, suja pelo sangue de Zapata – e de outras 100 mil vítimas inocentes. Deus tenha piedade de nossas almas…

*Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas e editor do blog Construindo o Pensamento

Análise: Política externa brasileira – É possível questionar as prioridades

16/12/2009

Durante os últimos meses, mais do que antes, a política externa do Brasil, comandada pelo governo Lula e, especificamente, por Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia, foi extremamente criticada.

Por mais que episódios como a tomada de refinarias da Petrobras pelo governo boliviano, que se deu sem que o Brasil recebesse as devidas indenizações, fossem sempre lembrados há muito tempo, de uns tempos para cá a condução da diplomacia nacional tem sido cada vez mais questionada.

O que acontece é que os episódios onde o Brasil, teoricamente, não se comportou da melhor forma, se sucedem muito rapidamente neste momento. Temos a intromissão em Honduras, temos o caso de Cesare Battisti, temos a aproximação com o bolivarianismo e temos ainda a recente visita ao País de Mahmoud Ahmadinejad, Presidente iraniano.

Em todas as situações listadas, diversos especialistas em política internacional afirmam que o Itamaraty não coordenou o comportamento brasileiro da maneira mais apropriada. São atitudes da política externa nacional questionadas fortemente, sucessivamente, em um curto espaço de tempo. Daí o foco recente no tema que, se antes já era destaque, hoje mais ainda.

Dito tudo isso, gostaria este que vos fala de explicitar sua modesta opinião: Acredito que todos os supostos erros brasileiros na condução de sua política externa dizem respeito a uma espinha dorsal, a escolha das prioridades.

Fica nítido que Celso Amorim, e principalmente o famigerado Marco Aurélio Garcia, que nunca poderia ser condutor de política externa alguma em um País ideal, carregam uma ideologia de fatias do governo para a diplomacia brasileira. Isso faz com que tenhamos uma política externa de governo, e não de Estado.

Uns acreditam que a política externa deve mesmo ser de governo. Outros defendem a política externa de Estado. De qualquer forma, ambas as vertentes primam pela política externa apropriada para o caso concreto. Pois bem. A diplomacia de governo que Amorim e Garcia têm trazido erra, se equivoca, e isso é suficiente para questionarmos não só seus nomes e o fato de a política externa ser de governo, como também, justamente, as prioridades elencadas.

Pois então quais são as prioridades eivadas de ideologia que podem ser observadas? Ora, temos a aproximação com o chavismo, temos a visita de Ahmadinejad, temos a defesa de Zelaya e temos a proteção de Cesare Battisti. Alguém duvida que todas essas atitudes partem da mesma espinha dorsal? Alguém duvida que os posicionamentos do Brasil poderiam ser diversos se não fossem Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia os nossos condutores? E digo mais: Alguém em sã consciência não percebe o alinhamento com os entendimentos de Hugo Chávez?

Afinal, Chávez também auxilia economicamente a Bolívia e o Equador, assumindo prejuízos que serão suportados pela população venezuelana, em benefício dos seus interesses políticos; também é próximo de Ahmadinejad, alimentando o estúpido anti-americanismo; também defendeu Zelaya, pretendendo espalhar o modelo chavista de perversão da democracia pelas mãos da democracia; e também acolheria Cesare Battisti, por conta, puramente, de ser, este, um assassino de esquerda.

Perceberam? Basta não ser torcedor do PT Futebol Clube para assimilar estas conexões. Aliás, não é necessário, afirmo, ser torcedor do PSDB Futebol Clube para dizer o que estou dizendo. Até porque, eu mesmo, não sou partidário, embora não seja, claro, alguém sem posicionamentos políticos pessoais.

As notícias recentes comprovam que as prioridades eleitas pela diplomacia nacional, principalmente nos últimos tempos, dão o tom que explica o porquê das recentes críticas.

Enquanto o Brasil fecha acordo para pagar US$ 1,2 bi a mais por gás boliviano, colocando o prejuízo na conta dos brasileiros, pelo simples motivo de querer ajudar politicamente Evo Morales, além de ter o seu Senado aprovando a entrada da Venezuela no Mercosul, o que não é de todo errôneo mas, no mínimo, questionável, é o Chile que é aceito na OCDE.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) confirmou, nesta terça-feira, em Paris, a aprovação do Chile como membro permanente da instituição.

Com a adesão, o Chile será o primeiro país da América do Sul a integrar a OCDE, definida como “clube dos países ricos e desenvolvidos” e que reúne as nações mais industrializadas do mundo.

Ora, por que não é o Chile o país atraído para o Mercosul? Por que esse país, onde as eleições presidenciais trazem a noção madura para a população de que qualquer candidato que vencer manterá o que tem caminhado de forma correta, não é aquele que miramos para estreitar relações?

Resposta: Prioridade.

É por isso que digo que é possível questionar as prioridades do governo brasileiro no que tange a política externa.

Digo isso porque temos Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia no comando da área.

Digo isso pois parece que mais vale a política pró-ideologia do que a economia e a importação de experiências bem-sucedidas.

Digo isso por conta de o Brasil querer ser, hoje, mais Chávez do que Bachelet.

Coluna do dia: Eleições em Honduras – O Brasil parece querer o juízo final

30/11/2009

Por Arthurius Maximus*

A política externa brasileira vem sendo criticada por mim, e por inúmeros outros articulistas, faz tempo. Subserviência a Chávez, apoio a toda sorte de ditadores e genocidas africanos, esmolas em profusão para nossos vizinhos que, ao invés de trabalharem pela melhora de seus países, ficam chafurdados no velho discurso de que a culpa de sua pobreza é do “Imperialismo Tupiniquim” e não de seus governos preguiçosos e de uma população acostumada ao populismo e ao assistencialismo.

A posição do Brasil frente às eleições hondurenhas deste domingo é mais um ponto de vergonha na política externa do governo Lula. A canhestra operação de acobertamento envolvendo a tomada da embaixada brasileira em Tegucigalpa pelas “legiões” de Zelaya e a sua transformação em palanque político (contra todas as leis internacionais) pelo velho caudilho hondurenho, não foram suficientemente capazes de fazer ver a Lula e ao Itamaraty a burrada em que o Brasil se meteu.

Além de abdicar do importante papel de mediador e de agente da normalidade política, aumentando o seu poder de influência na região e levando uma imagem de país preparado para lidar com crises além da sua própria fronteira, o Brasil, embalado pela subserviência a Chávez, tomou o pior partido possível e acabou se prestando ao papel de marionete de Zelaya e do venezuelano.

Honduras vivia a quase normalidade política e todas as partes compactuaram com um acordo firmado pelo Presidente da Costa Rica, que reconduziria o país para a normalidade democrática. Mas o retorno de Zelaya ao país e o seu abrigo em nossa embaixada serviram para lançar a nação hondurenha à beira de uma guerra civil e da instabilidade institucional. Tudo porque o Brasil deixou que Zelaya acessasse rádios, canais de televisão e a imprensa internacional através da nossa embaixada e conclamasse os seus seguidores a se revoltarem.

Como sempre vimos nas transmissões ao vivo, as passeatas sempre eram de poucas centenas de pessoas. Contudo, a balbúrdia e a insegurança criadas por elas levaram o país para a beira de um colapso social e de uma luta fratricida.

Como ficou claro depois, Zelaya nunca quis negociar. Seu intuito era mesmo criar confusão e ser reconduzido “nos braços do povo” para o palácio presidencial (do qual foi retirado legalmente ao violar a Constituição de Honduras). Ao perceber que isso não aconteceria, pelo simples fato de que a maioria da população de seu país estava contra ele, a única alternativa era impedir as eleições. Com a ajuda do Brasil, Zelaya e Chávez tentaram de tudo. Mas, com o apoio dos EUA e de quase toda a comunidade das Américas para a realização das eleições e o reconhecimento de que isso encerrava a crise de uma vez por todas, Zelaya viu a sua posição esvaziar-se e até os membros de seu próprio partido participaram das eleições.

O resultado não pode ser mais expressivo do pensamento do povo hondurenho: Tanto o partido de Zelaya quanto o de Micheletti foram derrotados nas eleições. Isso demonstra claramente que o povo hondurenho está farto do populista de chapéu de vaqueiro e do incompetente que não soube explicar à comunidade internacional o acontecido.

As eleições colocaram um fim nessa longa pantomima mal interpretada e cheia de atores de terceira categoria. Mas, insatisfeito com seu papel ridículo, o Brasil se uniu às “forças do avanço” (Venezuela e Equador) e se recusará a reconhecer o vencedor das eleições hondurenhas como Presidente eleito legítimo.

O que querem o Itamaraty e o governo Lula? Um banho de sangue? A convulsão social em Honduras? Uma guerra civil?

Tudo isso para satisfazer Hugo Chávez e um obscuro caudilho centro-americano que só nos deu dores de cabeça. Além disso, ao invés de reduzir os danos, ao ser derrotado miseravelmente em seu apoio a Zelaya, o Brasil assumirá a posição equivocada de esperar que Papai Noel restitua o poder a ele.

O mais estranho é que Zelaya, ao ter sua proposta de negociação submetida à Suprema Corte Hondurenha, ainda foi condenado por traição. Portanto, se deixar a embaixada brasileira, ao invés do palácio presidencial, vai para a cadeia.

E o Brasil corre o risco de ficar com o “mico internacional” do ano ao apoiar a realização do Juízo Final e de uma guerra civil como única forma viável para reempossar um Presidente que desejava “apenas” eternizar-se no poder e violar a sua própria Constituição.

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

Coluna do dia: A globalização da fragmentação

19/11/2009

Por Felipe Liberal*

O neoliberalismo, que seria o rosto mais perverso do todo poderoso capitalismo, não se fixou. O sistema que globaliza mercados e culturas não se organizou e está começando a dar sinais de amadorismo, mostrando sua verdadeira face em vários momentos, coisa que a história já mostrou que não é aconselhável.

A Europa, com sua união mais desunida de todos os tempos, começa a mostrar que toda a fantasia harmoniosa que forma a comunidade europeia é apenas fachada. A Inglaterra e seu american way of life continuam com desejos de combater o que se tenta chamar de “Grande Império Europeu”, ratificando-se como eterna ponte entre os EUA e a Europa.

Do outro lado do canal, o chefe francês, Nicolas Sarkozy, já toma decisões protecionistas, visando defender o emprego dos franceses contra a globalização liberal, desestabilizando o euro e entrando em choque com o carro-chefe da UE, a Alemanha.

Angela Merkel, primeira-ministra alemã, quer o euro cada vez mais forte e começa uma integração econômica cada vez maior com a Rússia (esta que será a grande ameaça ao eixo “Washington-Londres” nos próximos anos, pois a perda de territórios em 1991 foi enorme e está longe de ser esquecida), de certa forma se distanciando do poderio britânico e criando tensões com a França.

Sarkozy, por sua vez, já fala em um novo bloco aliado a países norte-africanos e à Turquia, sob sua liderança. A Europa não está globalizada, como o mundo também não está. A fragmentação é o que há de mais real nesse momento da história mundial, portanto não é apenas na Europa.

Como não falar de um dos continentes mais complexos e extremos do mundo, a América Latina? Talvez o continente mais despolitizado do planeta e ao mesmo tempo um dos mais revolucionários também. Essa complexidade que nos cerca aqui embaixo está evidente nesse novo processo que está em andamento desde a virada do século. O neoliberalismo está sendo tão desgastante, através do seu genocídio silencioso, que o novo socialismo, ou o pós-neoliberalismo (não se sabe ainda), está rapidamente tomando as cabeças latino-americanas nos principais países.

A permissão que os povos como os da Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua deram aos seus novos governantes foi de grande coragem e uma determinante resposta ao imperialismo estadunidense. Essas pessoas simplesmente decidiram que o país pertence ao povo e não a empresas de nomes estranhos e sem rosto. As reformas sociais e as mudanças no cotidiano das pessoas são fatos inegáveis dentro do aspecto social. Porém, no lado político, as discussões são polêmicas e pertinentes sobre o desenrolar aqui no eterno caldeirão fervente que é a América do Sul.

É de extrema importância ratificar e ressaltar o nosso continente dentro do quadro mundial, principalmente por esse novo pensamento estar sendo contagiado para novos países e nações. A unificação da América Latina a torna fragmentada do resto do mundo e da América do Norte.

Não podemos também falar sobre complexidade sem falar do continente asiático. A efervescência econômica que vigora do outro lado do mundo é extremamente prejudicial a qualquer tentativa de progresso social em grande escala. Tudo o que foi conquistado na China para o povo está sendo devolvido de forma despótica para o desenvolvimento econômico, que não pode parar.

A China cresce em parceria com os EUA. Sem eles nada funciona no país de Mao. A dependência econômica mútua entre esses dois países elimina qualquer ameaça de conflito militar em um futuro próximo, transformando a Ásia em um continente indiscutivelmente capitalista. O Japão, representante estadunidense na localidade, funciona de forma muito semelhante à da Inglaterra, carregando as outras potências emergentes nas costas e defendendo com unhas e dentes a soberania imperialista americana.

Portanto, não estamos falando de um bloco mundial globalizado, e sim, de vários blocos heterogêneos ao redor do planeta. Isto não é novo, pelo contrário, sempre existiu em todos os períodos da história, porém sempre serviu como uma projeção de novos conflitos entre grandes países. O mundo está se desenhando novamente para esse novo velho quadro.

*Felipe Liberal é colunista do Perspectiva Política às quintas e escreve no Twitter em @felipe_liberal

Democracia é mais do que mero procedimento

09/11/2009

As férias de fim de ano estão chegando aos poucos e este blogueiro que vos fala começou a pesquisar em lojas virtuais. A pesquisa visa decidir que livros comprar para ler no tempo livre que surgirá pela parada das aulas na universidade.

Pois bem. Neste minha pesquisa encontrei um livro chamado Democracia: Não é Apenas Procedimento. Trata-se de um livro pequeno e não sei ainda se o comprarei. Porém, sem dúvida alguma a descrição deste livro, que visa explicar resumidamente do que ele trata, é sensacional.

Democracia, definitivamente, é mais do que mero procedimento. Eu dedico o trecho abaixo, que descreve o livro supracitado, a todos os chavistas e bolivarianos, defensores do “kit-Chávez”, que tentam defender que existindo alguns procedimentos democráticos, existe democracia real, o que é uma falácia.

Não bastam plebiscitos e referendos para que as liberdades democráticas estejam garantidas. O bolivarianismo, ao contrário, suprime estas através daqueles. Não só na Venezuela, como na Bolívia, no Equador e na Nicarágua. Por tentar o mesmo em Honduras, Zelaya foi deposto.

Dito isso, confiram:

“Os princípios e valores da democracia ateniense  ‘liberdade, igualdade e solidariedade’, que se efetivaram impedindo a concentração dos poderes existentes na sociedade, podem ser encontrados ainda hoje nos sistemas institucionais das atuais democracias, porém recontextualizados por conta da diversidade e modo de organização da atividade econômica na sociedade.

Se por um lado a democracia requer respeito às normas que instituem procedimentos para conquistar o poder político e racionalizar os conflitos, por outro lado o conceito atual transcende o mero procedimento para efetivar e garantir os valores da dignidade, cidadania e justiça”.

Uribe se diz em uma ‘encruzilhada da alma’ sobre 3º mandato

19/10/2009

Informa o Financial Times:

“O presidente colombiano, Álvaro Uribe, que hoje é esperado para uma visita oficial a São Paulo, diz viver uma ‘encruzilhada da alma’ acerca de disputar um terceiro mandato em 2010.

Para isso, ele teria de mudar a Constituição pela segunda vez -caminho já aberto pelo Parlamento. Isso preocupa seus aliados colombianos e até no exterior, incluindo nos EUA.

Indagado se arriscaria tentar seguir no cargo e arriscar seu legado (a violência caiu sob Uribe, e a Colômbia consegue contornar com certa tranquilidade a crise global), ele responde: ‘não é esta a questão, sou de uma geração que não conheceu um só dia de paz, minha prioridade é a continuação dinâmica de [minhas] políticas’.

‘Quando penso em meu legado, não desejo que as futuras gerações de colombianos pensem que eu era apegado ao poder. Ao mesmo tempo, quero que saibam que não virei as costas aos desafios do país’, disse o colombiano, sobrevivente de 19 tentativas de assassinato.”

O Perspectiva Política, na pessoa deste blogueiro que vos fala, já emitiu sua opinião sobre o tema:

O Perspectiva Política sempre primou o equilíbrio, a independência, a sensatez e a coerência. Sempre afirmando que deve-se criticar o que merece ser criticado e elogiar o que deve ser elogiado, provando que é possível apontar os erros de um lado sem, necessariamente, fazer parte do outro, este blog construiu uma credibilidade que muito me orgulha.

Todos os leitores mais assíduos do blog sabem que o personagem mais criticado por mim desde sempre é Hugo Chávez. É a ele que dirijo as críticas mais duras e os questionamentos mais contundentes. Não poderia eu, nunca, deixar de repudiar atitudes autoritárias, cooptadoras de instituições, oportunistas, personalistas, ditatoriais e doutrinadoras como as dele.

Acontece que este blog tem o dever, agora, de criticar o Presidente colombiano Álvaro Uribe. E não faço isso apenas para fazer jus ao compromisso de prezar pela justiça. Não. Faço isso pois realmente rechaço o projeto que Uribe empreende.

O Perspectiva Política não poderia, se quer se dizer como um blog pautado nos ideais supracitados, fazer o que alguns outros blogs fazem: Criticar um lado  por certas atitudes e depois fazer vista grossa quando alguém do outro lado realiza atividades semelhantes.

Por isso, é, sim, posição contrária aos arroubos de Álvaro Uribe a do Perspectiva. Isso se dá pois o repúdio a Hugo Chávez não ocorre por conta de uma questão pessoal ou ideológica, e sim, por força da defesa da democracia, da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e de tantos outros valores inegociáveis.

Sendo assim, a partir do momento que Álvaro Uribe atenta contra os mesmos valores, seja ele de esquerda, de direita, ou de Marte, ele merece as mesmas críticas. Nada de julgamentos diferentes para o mesmo erro. Nada de parcialidade.

É verdade que prefiro as medidas tomadas por Uribe na Colômbia se comparadas com as de Chávez na Venezuela, Correa no Equador e Morales na Bolívia? É. É correto afirmar que Uribe estaria atentando contra a alternância de poder enquanto Chávez atenta contra muito mais elementos da democracia? Também é. Mas isso nunca causaria ou justificaria uma defesa minha com relação aos equívocos de Uribe. Como nunca acontecerá com político algum.

Portanto, é total o agravo do Perspectiva no que tange a tentativa de Álvaro Uribe de autorizar ele mesmo, através de referendo popular permitido pelo Legislativo, ou seja, com os instrumentos do “kit” chavista, a tentar a segunda reeleição, que lhe daria um terceiro mandato.

Uribe não afirma nem nega que, uma vez permitido o referendo pelo Legislativo e apoiada pela população a hipótese de permissão de mais uma reeleição, ele tentará a vitória novamente.

Porém, todos sabemos que se não houvesse respaldo do Presidente, o projeto não avançaria, até porque Uribe poderia, muito bem, se fosse de sua vontade, desautorizar as manobras.

Fim das contas, merece críticas severas qualquer um que tentar perverter a democracia. Mesmo que seja através dela mesma, como na agenda bolivariana.

Seja Chávez, ou seja Uribe.

Governo quer doar aeronaves a vizinhos na América Latina

10/10/2009

Informa a Folha:

“O governo Lula encaminhou nesta semana ao Congresso Nacional pedido que, se atendido, resultará na autorização da doação em todo o seu mandato de pelo menos 27 aeronaves a outros países, em especial Bolívia, Equador e Paraguai.

Lula enviou na quarta-feira dois projetos de lei em que manifesta intenção de transmitir gratuitamente quatro helicópteros e um avião da Força Aérea Brasileira à Bolívia e ao Equador, pedido que se soma a outro, feito em maio, que pretende beneficiar o Paraguai com três aviões de ataque.”

Se estamos adquirindo novas aeronaves militares, isso quer dizer que elas não estão sobrando no arsenal de nossas Forças Armadas.

E se elas não estão sobrando, por que se dar ao luxo de abrir mão de algumas em benefícios de países bolivarianos que, com certeza, não farão uso das doações em um ambiente democrático e que, entre outras coisas, ocuparam instalações da Petrobras e deram um calote no Brasil?

Este blogueiro acredita que as doações se devem ao certo alinhamento que existe envolvendo o governo Lula e os regimes bolivarianos. Nada de política da boa vizinhança. Nada de cooperação mútua. E sim auxílio a aliados políticos internacionais às custas do erário brasileiro.

E você, o que pensa?

Senado aprova voto de censura contra Chávez

01/09/2009

Informa a Folha:

“O Senado aprovou nesta terça-feira um ‘voto de cesura’ contra o autoritarismo do governo do presidente venezuelano Hugo Chávez. O pedido foi apresentado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e já tinha recebido o aval da Comissão de Relações Exteriores. Com a aprovação, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), encaminhará o texto ao parlamento venezuelano.”

Trata-se de uma das poucas atitudes corretas dentro do Senado Federal em meses. Não conheço a ficha corrida do Senador Flexa Ribeiro, porém, posso afirmar que uma medida acertada, pelo menos, ele tomou na vida.

Nenhum órgão democrático que se preze pode deixar de repudiar os ditames arbitrários de Hugo Chávez, que atingem não só a Venezuela como os países governados por políticos financiados por ele como a Bolívia e o Equador. Melhor ainda se o repúdio for público, como no caso do expressado pelo Senado brasileiro.

Este voto de censura é bom indicativo de que o Senado brasileiro pode vir a barrar a entrada da Venezuela no Mercosul, o que seria totalmente certo. O Mercosul tem, no conjunto de suas regras de funcionamento, uma que prevê que apenas democracias podem adentrar o bloco.

De democracia, hoje, a Venezuela não tem mais quase nada. A escalada ditatorial é clara e cristalina e até os mais chavistas já não se dão mais ao trabalho de defender que o regime venezuela é democrático.

Coluna do dia: Incompetência na política externa

29/08/2009

Por Matheus Passos*

Nesta semana, meu colega colunista Raphael Machado Silva escreveu a respeito da falta de experiência dos EUA em lidar com sua atual política externa. O autor cita como exemplos o apoio americano às Forças Armadas da Geórgia, há apenas um ano da guerra entre esta e a Rússia; a falta de tato americano em perceber que não há mais como pressionar o Irã a respeito de armas nucleares; e ainda a atual incapacidade americana em “manter a ordem” no Iraque e no Afeganistão. Sua coluna termina com a seguinte frase: “Talvez seja hora dos EUA começarem a aprender que o mundo mudou e que não lhe é mais possível, hoje, se envolver e interferir em eventos múltiplos ao redor do globo de modo a garantir sua hegemonia [...]“. Podendo cometer o erro da super-simplificação, eu diria que meu colega quis transmitir, com outras palavras, a seguinte ideia: Os EUA estão metendo demais o bedelho onde não são chamados e intervêm de menos onde efetivamente deveriam.

O Brasil é o maior país da América do Sul, disso todos sabemos. Mas talvez o que não tenhamos muito clara é a dimensão de nosso país nesta América do Sul – e não me refiro aqui à dimensão territorial, mas sim, em termos de função política, econômica e até mesmo social. Temos a mania de nos acharmos “subdesenvolvidos” e “atrasados”, pensando que somos os “coitadinhos” que são explorados pelos “malvados” europeus e americanos, mas a realidade é bem diferente: Exercemos, na América do Sul, o mesmo papel de “exploradores” e de “imperialistas” que acreditamos ser da Europa e dos EUA. Para nossos vizinhos, somos os “EUA do Sul”, como me disseram alguns argentinos e uruguaios com quem tive a oportunidade de conversar quando estive nestes países há um ano.

A pequena introdução anterior, com dois temas aparentemente desconexos, tem por objetivo fundamentar a ideia principal da coluna de hoje, qual seja, a de que é uma pena que aquilo que os EUA exercem demais, nas palavras de meu colega Raphael, o Brasil exerça de menos – ou até mesmo não exerça. E claramente não me refiro aqui ao papel imperialista “negativo”, de “explorador”, mas sim ao papel que foi desempenhado por muito tempo pelos EUA (e que acredito que continue sendo desempenhado), ou seja, o papel de liderança e de “guia” a respeito de qual rumo seguir.

Não quero aqui debater a respeito do acordo entre EUA e Colômbia em si – se ele é bom ou ruim para o Brasil e para os demais países da América do Sul. Também não pretendo falar acerca do equilíbrio de poder existente na América do Sul e da distorção que a presença americana em qualquer país da região traz a tal equilíbrio. Tampouco pretendo questionar se a Colômbia tem ou não o direito de permitir a presença dos militares americanos em seu território – tal debate só é feito por aqueles que não tiverem o mínimo de conhecimento a respeito do conceito de soberania. Mas me importa mostrar alguns pontos daquilo que considero como fraqueza da diplomacia brasileira sobre o assunto.

Todos devem ter acompanhado a viagem que Álvaro Uribe, Presidente da Colômbia, fez há duas semanas, por todos os países da América do Sul, para explicar o tal acordo. Os leitores devem ter acompanhado também as últimas tagareladas dos presidentes de três de nossos vizinhos ao norte – Bolívia, Equador e Venezuela – sobre o tão falado acordo entre Colômbia e EUA a respeito da presença de militares americanos em território colombiano para se lutar contra o narcotráfico.

Hugo Chávez e seus filhotes Evo Morales e Rafael Correa soltaram diversos impropérios a respeito da situação. Como exemplo, no dia 26 de agosto Evo Morales sugeriu a realização de um referendo sul-americano sobre as bases na Colômbia, argumentando que tal processo garantiria a “soberania da América do Sul” (parece que o Presidente boliviano não sabe o que significa “soberania”). Rafael Correa também não ficou atrás, afirmando em plena Unasul que a implantação das bases na Colômbia corresponde à transformação da América do Sul no “quintal dos EUA”. Contudo, Hugo Chávez continua sendo o campeão de patacoadas: Ele afirmou que caso o acordo fosse assinado (o que já aconteceu), a Venezuela poderia até mesmo entrar em guerra com a Colômbia, e esta última seria “a única responsável” (parece que Chávez se esqueceu de que comprou diversos armamentos russos nos últimos tempos, militarizando a região). Ele disse ainda que o acordo seria “a semente da guerra” – esta última frase em plena Unasul.

E o Brasil, o que faz nessa situação? Absolutamente nada. Defende a soberania colombiana, mas diz que é necessário debater a eficácia da cooperação entre EUA e Colômbia. E isso é o máximo da política externa brasileira sobre o assunto. O Brasil não tem tomado nenhuma ação contundente na situação e age sempre de maneira reativa, esperando que os outros tomem a iniciativa primeiro para depois se posicionar. Nossos “líderes” se esquecem de que o Brasil é, sim, o País mais importante da região e que a palavra do Brasil tem força. Neste sentido, nosso País poderia efetivamente ser o líder na América do Sul, mostrando o rumo a ser seguido.

Mas não é isso que acontece: Nossa diplomacia deixa a faca e o queijo nas mãos de Hugo Chávez e companhia – não é à toa que o Presidente venezuelano foi visto como o líder mais importante da América do Sul em pesquisa recente, à frente de Lula.

E eu termino a coluna deixando uma pergunta no ar: Até quando continuaremos com uma diplomacia reativa, que espera os acontecimentos internacionais para depois tomar decisões – que, geralmente, se fundamentam em elementos ideológicos, e não, pragmáticos? Enquanto continuarmos assim, continuarei envergonhado da diplomacia do meu País.

*Matheus Passos é colunista do Perspectiva Política aos sábados, é cientista político e editor do Blog do Prof. Matheus

Equilíbrio: Se Chávez erra, Uribe também o faz

27/08/2009

O Perspectiva Política sempre primou o equilíbrio, a independência, a sensatez e a coerência. Sempre afirmando que deve-se criticar o que merece ser criticado e elogiar o que deve ser elogiado, provando que é possível apontar os erros de um lado sem, necessariamente, fazer parte do outro, este blog construiu uma credibilidade que muito me orgulha.

Todos os leitores mais assíduos do blog sabem que o personagem mais criticado por mim desde sempre é Hugo Chávez. É a ele que dirijo as críticas mais duras e os questionamentos mais contundentes. Não poderia eu, nunca, deixar de repudiar atitudes autoritárias, cooptadoras de instituições, oportunistas, personalistas, ditatoriais e doutrinadoras como as dele.

Acontece que este blog tem o dever, agora, de criticar o Presidente colombiano Álvaro Uribe. E não faço isso apenas para fazer jus ao compromisso de prezar pela justiça. Não. Faço isso pois realmente rechaço o projeto que Uribe empreende.

O Perspectiva Política não poderia, se quer se dizer como um blog pautado nos ideais supracitados, fazer o que alguns outros blogs fazem: Criticar um lado  por certas atitudes e depois fazer vista grossa quando alguém do outro lado realiza atividades semelhantes.

Por isso, é, sim, posição contrária aos arroubos de Álvaro Uribe a do Perspectiva. Isso se dá pois o repúdio a Hugo Chávez não ocorre por conta de uma questão pessoal ou ideológica, e sim, por força da defesa da democracia, da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e de tantos outros valores inegociáveis.

Sendo assim, a partir do momento que Álvaro Uribe atenta contra os mesmos valores, seja ele de esquerda, de direita, ou de Marte, ele merece as mesmas críticas. Nada de julgamentos diferentes para o mesmo erro. Nada de parcialidade.

É verdade que prefiro as medidas tomadas por Uribe na Colômbia se comparadas com as de Chávez na Venezuela, Correa no Equador e Morales na Bolívia? É. É correto afirmar que Uribe estaria atentando contra a alternância de poder enquanto Chávez atenta contra muito mais elementos da democracia? Também é. Mas isso nunca causaria ou justificaria uma defesa minha com relação aos equívocos de Uribe. Como nunca acontecerá com político algum.

Portanto, é total o agravo do Perspectiva no que tange a tentativa de Álvaro Uribe de autorizar ele mesmo, através de referendo popular permitido pelo Legislativo, ou seja, com os instrumentos do “kit” chavista, a tentar a segunda reeleição, que lhe daria um terceiro mandato.

Uribe não afirma nem nega que, uma vez permitido o referendo pelo Legislativo e apoiada pela população a hipótese de permissão de mais uma reeleição, ele tentará a vitória novamente.

Porém, todos sabemos que se não houvesse respaldo do Presidente, o projeto não avançaria, até porque Uribe poderia, muito bem, se fosse de sua vontade, desautorizar as manobras.

Fim das contas, merece críticas severas qualquer um que tentar perverter a democracia. Mesmo que seja através dela mesma, como na agenda bolivariana.

Seja Chávez, ou seja Uribe.