Postagens com a palavra-chave ‘Eleições’

Coluna do dia: Nunca antes na história desse País

23/08/2010

Por Arthurius Maximus*

Pois é, essa é uma das frases favoritas vomitadas por Lula sempre que possível. Mas, essa frase encerra também uma realidade cruel que resume a inoperância dos organismos legais que deveriam reprimir os desmandos de políticos que violam as leis; a leniência da sociedade com a violação sistemática de preceitos republicanos (e da própria lei) e a aceitação de uma ética elástica e de uma moral própria de canalhas em troca da possibilidade de comprar um carro ou uma televisão “de prasma” a perder de vista.

Sim, você pode afirmar que o Brasil vive melhor hoje. De fato, em alguns aspectos isso é verdadeiro. Mas, é importante compreender que as conquistas que temos hoje simplesmente não caíram do céu e nem foram fruto de mágicas ou fórmulas milagrosas; elas são oriundas de uma série de ações que ultrapassam a administração petista e do PSDB e se iniciam, bem lá atrás, no governo de Itamar Franco.

Por isso mesmo, a atual bonança econômica deve ser analisada mais de perto e entendida como a reunião dessas ações somadas a uma época de excepcional prosperidade internacional. Além disso, é muito mais vital que essa bonança seja revertida em conquistas reais para a sociedade e não meramente em propaganda partidária vazia.

Sim. Você que é um “ex-duro” pode comprar uma TV de “prasma” ou um carro zero em suaves prestações – quase infinitas – pagando juros altíssimos e impostos mais altos ainda. Contudo, seria importante entender que nada vale a Tv de “prasma” e o carro zero “tinindo” em casa se, para entrar ou sair dela, você ainda tem que pisar em seus próprios dejetos e nos dos seus vizinhos.

De nada adianta comer iogurte todo dia, beber espumante nas festas ou ter aquele empreguinho tão sonhado se, ao primeiro momento de necessidade, você morrerá por um atendimento médico deficitário ou totalmente inexistente em hospitais públicos sucateados e mal aparelhados.

É muito bom saber que Lula tem “zilhões” de popularidade e que Dilma deverá se eleger em primeiro turno. Mas, é muito mais importante, compreender que nessa terra de maravilhas que eles dizem governar; você teria morrido a míngua se fosse acometido pela mesma doença que ela ou o vice-presidente tiveram.

Ao brasileiro, cabe entender que bonança e primeiro mundo não são palavras que significam apenas a compra do carro zero, da TV de “prasma” ou um empreguinho com salário de fome. Bonança, significa respeito às leis (para todos), saúde de qualidade e acessível a qualquer pessoa, educação capaz de formar cidadãos preparados para garantir o futuro da nação e condições de vida que supram, pelo menos, o mínimo de dignidade de que o ser humano necessita.

Seria fundamental para o brasileiro entender que aceitar o escárnio às leis (seja por quem for) ou aceitar viver com migalhas que caem da mesa dos poderosos não é sinal de prosperidade. É sinal de subserviência e alienação.

Esse comportamento vitima muito mais do que a falta de emprego, a miséria econômica e qualquer outra mazela possível. Isso ocorre porque o escárnio às leis provoca o escárnio ao ser humano mais fraco e indefeso. Ele corrói as oportunidades iguais e favorece apenas aos ligados a uma determinada corrente de poder.

O escárnio às leis faz com que as necessidades básicas do ser humano e a dignidade do cidadão sejam sempre colocados em segundo plano, frente às necessidades da elite que o governa e se serve do poder.

E, por último, é do escárnio às leis que nascem à miséria, o desemprego e o marasmo econômico. E não desse ou daquele governo ou político.

A chave para banir esse pensamento subserviente e alienado de nosso país para sempre está apenas em nós. Somos nós que devemos passar a exigir o cumprimento das leis e a punição de quem quer que seja responsável pela sua violação – mesmo que sejamos nós mesmos ou pessoas a quem amamos – a isso chamamos de ética.

E é o mínimo que uma grande nação precisa que o seu povo tenha.

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

Coluna do dia: Joaquim Roriz, a caixa preta que ameaça se abrir

17/08/2010

Por Arthurius Maximus*

Quem não conhece Joaquim Roriz? Em uma entrevista, ele se compara a Lula (quem diria). Mas também podemos compará-lo a Maluf. Polêmico e mais encalacrado com a Justiça do que muitos criminosos procurados, Roriz é o retrato da política nacional.

Mesmo tendo sua candidatura mantida graças a uma liminar, Joaquim Roriz ameaça e solta o verbo dizendo: “Vou fazer uma revolução aqui em Brasília se minha candidatura for impugnada”.

Exatamente como Sarney e Renan Calheiros, “coincidentemente” todos aliados do PT, Roriz manda um recado aos políticos governistas dizendo que não cairá sozinho. É lógico que o apoio dado a Lula e a Dilma tem suas bases nos famosos “acertos” que o PT faz com quem lhe dá apoio. Seja honesto ou não, ficha suja ou ficha limpa, o negócio do PT é lotear o poder para se manter nele a todo custo. Dane-se o País. Como os critérios dessas alianças baseiam-se apenas no “toma lá dá cá”, o comprometimento ético e questões programáticas são meros detalhes e, muitas vezes, sequer são levados em consideração. Afinal, qual afinidade ética e programática essas alianças petistas podem ter?

Infelizmente, essa visão é plenamente corroborada pela maioria do eleitorado brasileiro. Nós fingimos nos indignar com a roubalheira em Brasília, mas, no entanto, secretamente, o que o brasileiro quer mesmo é uma oportunidade para fazer parte da mesma “elite mamante”.

Indignou-se com essa afirmação? Antes de me xingar veja bem como andam as coisas na política nacional. Maluf obtêm sempre votações expressivas em São Paulo, mesmo tendo a Justiça de vários países em seus calcanhares a todo instante, os paulistas votam maciçamente na velha raposa.

Roriz é outro bom exemplo: envolvido com toda sorte de problemas, denúncias de desvios, maracutaias no próprio sistema de votação do congresso (o que o levou a renunciar) e as mais variadas acusações;,é o mais votado em Brasília disparado. Renan Calheiros é flagrado pagando pensão a uma amante com dinheiro público, apresenta provas de suas alegações contrárias na forma de notas frias e é “punido” sendo um dos homens fortes de Lula no Senado. O que falar de José Sarney, então?

E, porque não dizer, o próprio Lula. Denúncias de superfaturamento, mensalão (que dizia desconhecer e, em juízo diante das provas, teve que voltar atrás), crimes eleitorais dos mais diversos, desrespeito às leis e ética “a toda prova”. Mesmo assim, Lula continua “o messias” para uma enorme massa que liga a sua figura ao “incrível” fato de poder abrir um crediário. Desconhecendo completamente que a pujança econômica foi “criada” apenas através do crédito e que o País está se tornando cada vez mais refém do capital especulativo estrangeiro.

Sob essa ótica, nos preparamos para viver  uma situação muito semelhante a que vivemos no governo FHC. É claro que, se tudo correr bem e o mercado externo continuar “OK”, os problemas só aparecerão em longo prazo. Contudo, se uma nova crise aparecer, o Brasil mergulhará de cabeça no marasmo que experimentamos ao nos confrontarmos com nossa primeira crise econômica da era Lula. Naquela época (2008) percebeu-se como as conquistas econômicas eram frágeis, pois tudo o que foi construído ruiu e fomos da bonança para a recessão em menos de três meses. Com a recuperação internacional e o abrandamento da crise, a coisa por aqui não ficou muito grave. Mas, todos os empregos criados até então foram perdidos e o crescimento foi “para o espaço” (consulte os números da época). O baque foi tão grande que surpreendeu a própria equipe econômica que pensava “crescer pouco”, mas acabou tendo que explicar a recessão (que foi abafada pela máquina de propaganda do governo).

Alarmismo? Pode ser. Mas, se assim for, porque o próprio governo começa a manipular seus relatórios econômicos (segundo denúncias desta semana) e projeta cortes orçamentários um atrás do outro (para após as eleições, é claro)? Também seria bom perguntar quais os motivos que levaram o Palácio do Planalto a ordenar que fosse ignorado o alarme divulgado pela área de planejamento, dando conta de que as receitas que viabilizam os planos sociais de Lula (o Bolsa Família e os demais) já não são suficientes para bancar o festival de bondades eleitorais de Lula. Calando a área econômica e camuflando o fato de que as promessas não poderão ser cumpridas.

Com isso é o Tesouro que passa a bancar a diferença e há a sinalização de  que se as promessas, que andam sendo feitas na eleição, forem cumpridas destruirão completamente a estabilidade econômica que levamos décadas para conseguir.

Está armada a bomba-relógio.

Portanto, se Roriz “abrir o bico” só o Brasil tem a ganhar.

E você, o que pensa disso?

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

2º coluna do dia: Debate televisivo – a Era Jurássica da democracia

13/08/2010

*Por Felipe Liberal

O debate televisivo é a pior forma de se avaliar um candidato, principalmente pela formalidade, frieza e artificialidade dos argumentos e ideias. Tudo que acontece ali, nada tem a ver com o que vai acontecer depois das eleições e depois da posse. É um mero ritual macabro que está cristalizado nas entranhas da nossa perdida democracia.

As discussões pós-debate são: quem gaguejou mais? Quem sorriu mais? Quem estava mais nervoso? Isso é um absurdo. É o resultado de um sistema eleitoral e democrático falido e ultrapassado onde até os jornalistas e colunistas seguem a tendência jurássica atual.

Nem Serra, nem Dilma, nem Marina e nem Plínio apresentaram nada que prestasse diante das câmeras. Os três principais falaram tudo que um lulista quer ouvir: manutenção dos programas sociais, zero privatização e a famosa declaração de amor aos pobres e sofridos desse país. Mas por que dizem que Plínio ganhou o debate? Simplesmente porque ele rompeu com a formalidade, frieza e artificialidade históricas dos debates televisivos. Ele foi o que pareceu mais com o que chamamos de sinceridade. Talvez esse seja o problema central da política brasileira: a sinceridade só aparece quando não precisamos dela. Quem precisa de Plínio, ele não vai ganhar mesmo?

O debate tem que existir, mas não dessa forma pitoresca e burra. Tem que existir o combate de ideias, mas não da maneira repetitiva que é hoje.

Portanto, colunistas, sejam mais hábeis nos seus argumentos. Procurem mudança de mentalidade nos surrados leitores e eleitores brasileiros. Tentem ser uma ponta de esperança nesse mar negro que é a Vida. Ninguém aguenta análises políticas frias e superficiais como são os debates. A partir do momento que nos igualamos aos próprios políticos, nos tornamos um parafuso da engrenagem diabólica que é o nosso sistema eleitoral brasileiro.

Que a Democracia esteja com vocês!

*Felipe Liberal excepcionalmente escrevendo em uma sexta, é colunista do Perspectiva às quintas e escreve no Twitter em @felipe_liberal

Coluna do dia: Lula, O Mestre da Hipocrisia

02/08/2010

Por Arthurius Maximus*

Mais uma vez percebemos como o enfoque partidário, aplicado numa área que deveria ser eminentemente pragmática, pode ser danoso a imagem do Brasil como nação. O episódio em que o presidente Lula muda sua opinião em relação à iraniana acusada de adultério e condenada a morte por apedrejamento é mais um de muitos maus exemplos e vexames dados pela administração atual.

Há poucos dias, Lula havia comentado sobre o assunto dizendo: “Se pedirmos para que um país ignore suas leis, o negócio acaba em esculhambação”. Diante da repercussão eleitoral negativa e da ameaça de sua candidata ser confrontada com esse apoio às piores ditaduras do planeta e a suas práticas; Lula se viu obrigado a voltar atrás.

Mas, o que seria até uma oportunidade de mudar realmente de direção, acabou se transformando em mais um escárnio aos direitos humanos. Ao dizer: “Se esta mulher está causando problemas, teremos prazer em recebê-la (…)” – Lula mostra claramente que ainda apóia a absurda lei islâmica e pouco se preocupa com a aplicação de uma pena desumana e bárbara. Afinal de contas, é a mulher que está “causando problemas” e não o governo iraniano que tem leis medievais e pune exageradamente “crimes” insignificantes.

Não era de se esperar coisa diferente. Pois, quem anseia por uma oportunidade de se tornar um “líder” autoritário e impor a sua vontade sobre os “dissidentes” não poderia agir e pensar de outra forma.

Ao brasileiro médio falta a capacidade de “ler nas entrelinhas” e de inspirar-se nos exemplos de um passado tenebroso e nem tão distante para evitar que os mesmos erros cometidos nos assombrem.

Perdemos relevância em nossa área tradicional de atuação e somos ridicularizados pelas grandes potências. Muito ao contrário do que a propaganda governamental quer mostrar, o assento no Conselho de Segurança da ONU nunca esteve tão distante de nós como agora.

Ao optar por ser “o do contra”; o Brasil deixa de lado seu papel de potência emergente para se tornar apenas um bufão internacional e um “gigante iludido”. Nos tornamos uma “Venezuela Grande”. Conduzidos por um “líder” que se acha “o messias reencarnado” e levados como um rebanho de carneiros para o abate moral que se anuncia no horizonte das grandes nações, o Brasil simplesmente não merecia o papel de palhaço que faz hoje.

Apanhamos da Bolívia, que invadiu e expropriou nosso patrimônio sem pagar as indenizações devidas. Apanhamos do Equador, que construiu uma enorme hidroelétrica e várias estradas com os nossos impostos e não pagou. Tomamos um “passa fora” da Colômbia, graças ao nosso “líder” falastrão e suas idiotices e, finalmente, até a Argentina nos rouba constantemente impedindo que nossos produtos sejam vendidos em seu solo; aplicando taxas e sobretaxas alfandegárias a despeito do que reza o tratado do Mercosul.

E nós; o que fazemos?

Ficamos fazendo beicinho para o “imperialismo yankee”.

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

Coluna do dia: Desrespeito, descaso e a estratégia dos covardes de fugir dos debates

26/07/2010

Por Arthurius Maximus*

Para que uma eleição seja justa, os eleitores devem conhecer as propostas e a capacidade individual dos candidatos de executá-las. Devem estar atentos à personalidade do político, aos seus deslizes e às suas ousadia e inteligência.

Mas, como se consegue isso?

Conseguimos através de um cuidadoso acompanhamento da vida pregressa de cada candidato, suas realizações, seus posicionamentos éticos e morais – ao longo de toda a sua carreira pública – e nos debates.

Esses são os elementos que transformam factóides em fatos reais e a propaganda, meramente populista, em algo voltado para iludir o eleitor. Tudo isso contribui para transformar informações em meios palpáveis para o eleitor formular uma opinião e escolher o melhor candidato para um cargo eletivo.

Mas, no Brasil, vemos uma atitude totalmente antidemocrática ser tolerada pelo eleitorado e acalentada por muitos políticos que desejam enganar a população, temendo o confronto de ideias por saberem-se incompetentes para tal e passíveis de serem desmascarados.

A postura de diversos candidatos, tanto à Presidência quanto aos governos estaduais, de fugir dos debates é, no mínimo, um sinal ao eleitorado de que eles se preparam para aplicar o contumaz golpe do estelionato eleitoral. Sem “colocarem a cara pra bater”, os políticos derramam suas promessas vazias sobre o populacho sedento e esperam que o uso da máquina, o forte apoio financeiro ou mesmo as verdadeiras fantasias que são tecidas na época das eleições façam o trabalho de enganar o eleitor e para que este vote no candidato fujão.

Numa nação composta em 74% por adultos analfabetos funcionais e 54% do eleitorado sem ter sequer o primeiro grau (números do MEC e do IBGE), a ausência dos debates é a estratégia dos covardes incapazes para manipular a massa ignorante e garantir o posto de “salvador da pátria”.

O eleitor, por sua vez, mostra-se impassível e indiferente diante das falcatruas éticas, das imoralidades eleitorais e da tibieza de propostas, que sequer resistiriam a um contraditório sério. Muito embora o colégio eleitoral brasileiro seja um dos mais vastos do mundo, certamente também é um dos mais alienados e desestimulados. Pesquisa recente revelou que, se o voto fosse facultativo, cerca de 44% do eleitorado simplesmente não compareceriam às urnas.

Essa é uma constatação aterradora quando a comparamos, por exemplo, com os índices dos dois principais candidatos nas pesquisas de opinião. Nenhum deles atingiu sequer um patamar próximo a esse índice de rejeição.

Mas, o que podemos entender desses números?

Muito simples: No Brasil, quem decide o voto é a massa desinteressada que, muitas vezes, vota sem qualquer análise e sem qualquer percepção do desastre que pode estar contido em seu próprio descaso.

Daí, a estratégia de fugir dos debates e de expor-se o menos possível para o eleitor, acaba rendendo frutos e garantindo que a propaganda da máquina governamental ou o poderio financeiro cumpram o seu “dever” de imprimir a marca do candidato na mente desse eleitorado. Assim, vota-se em “qualquer um” porque “tudo é a mesma coisa”  ou “não tem jeito” e acaba-se esquecendo que as eleições são o momento para o eleitor premiar quem atuou dentro da ética e da observância das leis e fez um bom trabalho e punir aqueles que agiram de forma contrária aos anseios da nação.

O resultado óbvio pode ser visto, ano após ano, expresso nos escândalos, nos hospitais sucateados, na corrupção desenfreada, nas ilicitudes variadas e perversamente perdoadas pelo eleitor. Cabe, a cada um de nós, repudiar a inação e assumir a responsabilidade que nos cabe, cobrando do candidato que ele compareça aos debates e exponha suas propostas ao crivo do contraditório.

Só assim saberemos se, antes de tudo, ele tem “peito” e condições para levar os seus projetos mesmo contra interesses nefastos que queiram se locupletar do poder. E, em caso de erro, saberemos que votamos naquele que apresentava as melhores condições no momento e aprenderemos com o erro cometido, refinando nossa prática eleitoral e depurando nossas escolhas a cada nova oportunidade.

E você leitor, o que pensa disso?

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

Coluna do dia: Rio de Janeiro e o ranking da imundície eleitoral

19/07/2010

Por Arthurius Maximus*

Pois é, o Rio de Janeiro ganhou mais um “prêmio”. A Polícia Federal colocou o Rio como líder do Ranking dos Crimes Eleitorais, divulgado nesta última semana. Isso choca? Isso surpreende? Isso é perseguição com o Estado?

Claro que não. Basta analisar o que temos em nossa Câmara de Deputados para perceber, rapidamente, que a qualidade dos políticos cariocas e fluminenses é sofrível. Com a baixa qualidade de políticos há também a constatação de que os eleitores do Estado também são de baixa qualidade. Isso pode chocar, mas é lógico.

Afinal de contas, os políticos que aí estão não caíram do céu ou vieram de Marte. São frutos da sociedade fluminense e escolhidos por cada um de nós. Raras são as exceções e grande é a maioria que está envolvida com ilícitos, máfias, milícias e todo tipo de irregularidades.

A começar pelo ex-Presidente da Assembleia Legislativa - e hoje candidato ao Senado – que foi acusado, entre outras coisas, de ter trabalhadores escravos em suas fazendas. Apesar de ter sido pego em flagrante pela fiscalização, Jorge Picciani deu a velha desculpa: “eu não sabia” – e a mais velha ainda – “foi o encarregado que contratou assim sem a minha autorização” – e se safou ileso e incólume graças à estranha benevolência que a justiça brasileira tem com os escravocratas poderosos desse nosso País de contrastes.

Não satisfeito com a “folha”, Picciani ainda está envolvido em supostas denúncias de irregularidades e picaretagens envolvendo ONGs e desvio de verbas.

Mas, não podemos ficar só nele. Se fosse “passada uma peneira” na ALERJ, poucos sobreviveriam. Essa má qualidade e esse alto nível de crimes eleitorais e de descaso do eleitor com o seu voto, refletem-se cruelmente na decadência do Estado e nas péssimas administrações da capital e das cidades do interior. Falência na educação, na segurança, na conservação do patrimônio e nos impostos cada vez mais altos para bancar as mansões, as negociatas e as comissões pagas a torto e a direito para quem quiser “entrar no esquema”.

O próprio comício de Lula e Dilma no centro do Rio foi um festival de irregularidades e de crimes eleitorais dos mais grotescos e amadores. Kombis a serviço da prefeitura – devidamente identificadas com o logo dos respectivos órgãos – foram flagradas carregando material eleitoral para o comício, num ato bárbaro de uso da máquina. Ônibus pagos pelas prefeituras do interior levaram os poucos gatos pingados que foram até o comício e, apesar de estarem em presença maciça, transportavam poucas pessoas – como comprovado pelo deputado Fernando Gabeira, ao constatar que os ônibus pagos pela Prefeitura de Japeri para 96 pessoas traziam apenas 16.

Uma quantidade enorme de pessoas recebeu um pagamento para comparecer ao comício e ficar gritando “palavras de apoio” aos candidatos e servir de claque. Tudo isso devidamente filmado, documentado e, em breve, representado ao Ministério Público Eleitoral pelos outros partidos envolvidos na eleição.

Como esperar respeito às leis se os próprios partidos toleram e incentivam a desobediência a elas? Como limpar o Estado dos corruptos, dos malandros, dos aproveitadores e daqueles que burlam as leis, se a própria população aceita se corromper por qualquer caraminguá e comparece a um comício “plantado”?

E aqui, por favor, vamos deixar a mesquinhez ideológica de lado e compreender o fato de que um político que viola uma lei – porque lhe é conveniente – violará todas. Seja de qualquer partido e de quaisquer orientações ideológicas, quem não consegue seguir a lei que determina a igualdade de oportunidades ao acesso do cargo que pretende exercer não pode ser encarado como candidato “viável” ou “sério”. Deve, sim, ser tratado como mais um malandro querendo “arrumar um qualquer”.

Enquanto o eleitor não compreender que é dele a culpa pela roubalheira, os altos impostos, a educação de péssima qualidade, a saúde com padrão mortal, todas as mazelas que experimentamos no nosso dia a dia, o Rio de Janeiro e o Brasil jamais mudarão.

Afinal de contas, mesmo a Lei da Ficha Limpa se tornaria ultrapassada se cada um de nós soubesse como é importante o ato de votar e que o voto não começa e termina ao digitarem-se alguns números numa maquininha esquisita.

Pense nisso.

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

Coluna do dia: MCCE lança cartilha contra a corrupção eleitoral na saúde

12/07/2010

Por Arthurius Maximus* 

A área da saúde sempre foi o alvo favorito de políticos canalhas para se aproveitarem do povo na época das eleições. São os famosos Centros de Atendimento Comunitário mantidos por esses políticos que centralizam o atendimento médico em algumas regiões e tomam o lugar dos centros e postos de saúde oficiais. 

Há casos documentados de políticos que desviaram verbas e pessoal dos postos para seus próprios centros comunitários e monopolizaram o atendimento médico em áreas carentes de algumas cidades brasileiras. São muito comuns também as famosas indicações e encaminhamentos para consultas, exames e toda sorte de artimanhas para ligar o nome do político a um atendimento a que o cidadão deveria ter direito naturalmente e sem intervenção de ninguém. 

Isso é uma prática criminosa e, infelizmente, muito comum em nossas cidades inchadas, no interior carente e num País com uma massa alienada e desconhecedora de seus direitos. A saúde deixa de ser obrigação do Estado e passa a ser vista como “benefício”. 

Por isso, o MCCE – Movimento Contra a Corrupção Eleitoral – lançou uma cartilha que orienta os eleitores em relação a isso. A cartilha será distribuída nos 300 comitês do MCCE em todo o País e você também pode imprimir a sua ou mesmo distribuir cópias da cartilha no seu bairro. 

Para isso, basta clicar aqui e salvar a cartilha para posterior impressão. Tire cópias dela e distribua em sua comunidade. Chega de ser explorado por políticos malandros e aproveitadores disfarçados de “amigos”. Lembre-se que a ajuda que eles oferecem é fruto de desvios e da privação de direitos seus aos quais você deveria ter acesso sem ficar atrelado a político algum. 

Na cartilha ainda há informações sobre como fazer denúncias ao se deparar com essas práticas e como se comportar diante desses absurdos. Lembre-se: a correta utilização das verbas, do pessoal médico e dos recursos materiais é de responsabilidade de todos nós e é ela que poderá ser responsável por um atendimento melhor na rede oficial e pelo término dos maus tratos, da superlotação e das péssimas condições de atendimento que temos hoje. 

Seja cidadão e não compactue com as práticas ilegais. Ajude na luta e denuncie! 

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

Coluna do dia: Pão, Circo e Votos

07/06/2010

Por Arthurius Maximus*

Respeitável público! Vai começar o maior espetáculo da terra!

Era exatamente assim que deveriam começar quaisquer programas jornalísticos brasileiros e mesmo os programas produzidos pelo governo para divulgar qualquer coisa, desde a vacina contra o H1N1 até o controle do crack.

Não sou contra o futebol, muito pelo contrário, adoro a Copa do Mundo e acompanho os jogos da seleção como qualquer mortal. Mas, infelizmente, percebo com uma clareza quase divina (que você também tem, caro leitor) como o futebol é usado pelos nossos políticos (não apenas neste governo) para encobrir ações danosas e perniciosas práticas que eles tanto amam.

Quase me passa pela mente o arrependimento de não ter concordado com a proposta do líder do governo na Câmara de decretar um “feriadão” no Congresso Nacional durante a Copa do Mundo. Afinal de contas, com a corja em casa, as possibilidades de emendas milionárias, projetos despóticos e uma série de outras barbaridades serem aprovadas a “toque de caixa” e longe da atenção popular, magicamente dirigida pela imprensa para o “outro lado”, diminuiria bastante.

No entanto, isso não aconteceu e o Brasil prepara-se para mergulhar de corpo e alma no mais velho jeito de fazer política: O Pão e Circo.

Mas, numa coisa nossos políticos não ficam para trás. Mesmo após anos de aplicação pelos mais diversos regimes políticos e pelas nações das mais diversas orientações, o “Pão e Circo” brasileiro elevou o antigo preceito romano a uma categoria de “estado da arte”.

Se a “Seleção Canarinho” trouxer o caneco, o Brasil de transformará na terra do leite e mel. De uma hora para outra, nossos problemas estarão resolvidos e ninguém mais morrerá nos hospitais lotados e sucateados, ninguém mais chegará à idade adulta semi-alfabetizado e nenhum outro brasileiro precisará de esmolas para sobreviver.

Impulsionado pela grande imprensa, o “ópio do povo” é derramado aos borbotões pela goela abaixo da nação faminta de oportunidades e carente da nutrição educacional e moral necessária a uma nação “de futuro”.

Do dia para a noite, o Brasil se encherá de patriotas e de cidadãos pensantes e compenetrados do dever cívico que consiste em carregar a bandeira e defender uma nação forte e vitoriosa.

E, na crista dessa grande onda avassaladora surfarão, mais uma vez, os profetas do populismo e os deuses da manipulação das massas distribuindo bolsas-esmolas, cargos, propinas e benesses pagas com uma carga tributária cada vez mais escorchante e esmagadora. Exatamente como se fazia nos primórdios da civilização e como é feito desde que o mundo é mundo e um povo apático e omisso assim o permite.

Se a seleção vencer, pessoas despreparadas e criadas com o único propósito de enganar o povo se tornarão seres mágicos. Etéreos e divinos, abraçarão o povo e solucionarão todos os seus problemas num passe de mágica de forma simples e trivial como se não tivessem disposto de quase duas décadas para fazê-lo sem, no entanto, terem conseguido.

Carecas ou com excesso de laquê nos cabelos e rostos moldados pelos cirurgiões plásticos mais renomados, esses novos deuses patriotas descerão do Olimpo e se tornarão uma parte do corpo disforme e convulsivo da grande massa alegre e bêbada de contentamento. Derramarão sobre ela toda a sorte de promessas, sorrisos e baboseiras esperando com isso conquistar-lhes os corações e as mentes entorpecidos pela vitória.

Mas isso, se a seleção vencer…

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica.

Coluna do dia: Dilma, o PT e a incrível arte de fabricar ilusões

26/04/2010

Por Arthurius Maximus*

Muitos jornalistas e o público em geral acham estranha a postura dos norte-americanos quando estes pressionam políticos apanhados em casos extraconjugais a renunciar aos seus mandatos.

A palavra hipocrisia pula de boca em boca acompanhada de adjetivos, verbos e sentenças completas e derradeiras. No entanto, um aspecto fundamental da questão parece ser relegado a um plano inferior: A confiança.

Casos, amantes e “otras cositas más” (sic) podem passar pela vida de qualquer um de nós, não é mesmo? Então porque os americanos encrencam tanto com isso? Na verdade, “a encrenca” não acontece pelos casos e indiscrições em si. Ela acontece pela revelação da mentira e pela perda de confiança.

Um político, no exercício do seu mandato ou pleiteando um, deve ser alguém em quem se possa confiar. Afinal de contas, é ele que resguardará os bens do País, garantirá o modo de vida da população e, caso necessário, tomará decisões que poderão levar o País e os cidadãos a passarem por momentos de dificuldade em crises, guerras e etc…

Exatamente por isso, ao ser pego numa mentira descarada, na maioria dos casos a renúncia é a única coisa que resta ao político por lá. Quem não se lembra do Governador de Nova York e do célebre caso do Presidente Clinton, que no auge da popularidade quase perdeu o mandato por uma mentira?

Mas, aqui no Brasil essas nuances de comportamento passam “batidas” pela população e são tratadas pela imprensa como coisas menores. Em um País sério, um político que revogasse o irrevogável, como fez o Senador Mercadante, e mostrasse a tibieza de suas convicções e do valor de sua palavra teriam a carreira política arruinada ou pesadamente atingida. Afinal de contas, um ocupante do Executivo deve ser uma pessoa de pulso forte e com tenacidade suficiente para defender suas crenças dos ataques dos inimigos e, principalmente, dos amigos.

A ex-Ministra Dilma é também uma mostra clara de como a mentira tem pernas curtas e o hábito de usá-la com frequência deve ser encarado como um desqualificante moral e real para a ocupação de qualquer cargo público (muito mais a Presidência da República).

Afinal de contas, como entregar os segredos do Estado e o futuro da nação para alguém que mente descaradamente e, pior ainda, mente tão acintosamente que é desmascarada quase imediatamente após mentir?

Como o cidadão pode confiar que o País estará bem guardado e será bem administrado por alguém assim?

Acha exagero?

Examinemos de perto:

A primeira mentira veio com a descoberta da falsificação do currículo profissional. Mesmo desmentida timidamente pelo PT, a falsidade de informação foi depois comprovada e deixou a ex-Ministra numa “saia justa” por um bom tempo.

Depois foi o tal encontro com a Secretária da Receita Federal para “agilizar” (que no jargão da Receita quer dizer “passar de passagem” ou dar uma “olhada por cima”)  os processos contra membros da família Sarney. O disse-me-disse-não-disse durou um tempo e a ex-Ministra desafiou que se provasse com a agenda do dia e da hora do encontro. Assim que a agenda apareceu com a reunião marcada e comprovada, as fitas do Palácio do Planalto que são gravadas e armazenadas, por contrato, para sempre, simplesmente “desapareceram” – deletadas por um funcionário “zeloso”.

Maia tarde a tal ficha de guerrilheira, que depois foi desmentida por integrantes dos serviços de informação do regime da época e, posteriormente, pela própria Dilma – creditando-a a uma “armação” do jornal Folha de São Paulo.

Já na campanha, houve o caso do site “Mulheres Com Dilma”. Nas informações sobre a criação do site consta – “Somos mulheres identificadas com Dilma Rousseff e estamos mobilizadas por um país melhor para vivermos. O objetivo deste Blog é encontrar mulheres que pensam como nós. Queremos somar e multiplicar, pois acreditamos que juntas chegaremos lá!” – Numa clara alusão a um grupo de mulheres que, imbuídas do espírito democrático montaram um site para voluntariarem-se pela causa de Dilma. A farsa veio à tona quando checaram o registro de domínio e o mesmo havia sido feito por uma das funcionárias da empresa de assessoria de imprensa que cuida da campanha da ex-ministra. Fato exposto e desmascarado, causando enorme constrangimento na direção da campanha.

Agora, ainda não satisfeitos, os responsáveis pelo Blog da Dilma (Dilmanaweb) fazem uma montagem de fotos onde mostram a ex-Ministra na infância, nos movimentos populares – já adulta – e na atualidade, sob o título “Minha Vida” (que linka para uma página com a biografia da ex-Ministra). A alusão das imagens à vida de Dilma é clara e cristalina para qualquer pessoa que visite o site.

O detalhe é que a mulher que vai altiva, puxando a passeata contra a censura durante o regime militar, não é Dilma. Trata-se da atriz Norma Bengell acompanhada por várias outras atrizes. Dilma jamais participou do protesto.

Pegos em flagrante, o pessoal da campanha correu para desmentir o fato e soltou a pérola:

O blog Dilmanaweb lamenta profundamente a interpretação equivocada da foto que traz a atriz Norma Bengell participando de uma passeata contra a ditadura.

Jamais houve a intenção de confundir a sua imagem com a de Dilma, o que seria estapafúrdio, ainda mais se tratando de uma figura pública. O que se busca, ali, é ressaltar um momento da vida do país do qual Dilma participou ativamente. Outras fotos do blog fazem referência a esse momento em que os brasileiros foram às ruas pedir o fim da ditadura.

Dilma participou de todas essas lutas. Elas fazem parte de sua vida e da vida de milhões de brasileiros. Lamentamos eventuais mal-entendidos que possam ter ocorrido e tomaremos providências para evitá-los”.

Eles se esforçaram tanto para evitar qualquer mal entendido ou má interpretação que, em nenhum momento, assinalaram que o close entre duas fotos de Dilma e dos dizeres “minha vida” pertencia a Norma Bengell. Ficou evidente a busca por uma semelhança física (mesmo que distante) para dar um “ar” de combatividade à candidata.

Se na trajetória administrativa e na campanha eleitoral um político é tão cercado por mentiras que produz intencionalmente ou através de seus assessores, o que se pode esperar dele ao chegar ao poder?

É esta pergunta que você deve se fazer antes de escolher o seu candidato nas próximas eleições, caro leitor.

Pense nisso.

*Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica

Coluna do dia: PAC, campanhas e o estelionato eleitoral

30/03/2010

Por Arthurius Maximus*

O governo federal “lançou” o PAC 2. Um conjunto magnífico de obras e investimentos que deverá colocar o Brasil na ponta de lança do desenvolvimento na América do Sul.

Pois é, isso é o que eles vão dizer e no querem que você acredite. O PAC 2 é simplesmente mais um estelionato eleitoral do governo Lula. Para comprovar essa afirmação, nem é preciso efetuar cálculos estatísticos mirabolantes ou fazer investigações sigilosas e intrincadas pelos meandros da máquina governista. Basta ler os próprios relatórios emitidos pela administração federal.

Mesmo hoje, anos depois do lançamento do PAC, o programa não conseguiu transformar em realidade nem 15% das obras previstas e mais da metade sequer saíram do papel. Apesar desses números “magníficos”, mais da metade do orçamento previsto para o programa foi investido e ainda restam saldos a pagar (dívidas) da ordem de 35 bilhões de reais.

Isso é, claro, cuidadosamente escondido da opinião pública e empurrado, com gosto, para a loteria eleitoral que pode deixar uma bomba relógio para a próxima administração (no caso de Dilma perder) ou fazer o Brasil ficar em maus lençóis futuramente (no caso de Dilma ganhar e se mascarar ainda mais o problema).

Assim como FHC maquiou os resultados econômicos para garantir a sua reeleição, Lula faz o mesmo e mascara a enorme dívida que o PAC está deixando. Não satisfeito, lança o PAC 2, mesmo diante dos problemas ainda enfrentados pelo primeiro programa, preferindo correr o risco de lançar o País num caos econômico futuro a refrear sua sanha de poder.

É bom lembrar que, na época de FHC, a “pequena manobra contábil”, levou o País para a beira do precipício e quase decretamos falência. Quem não se lembra da situação crítica de nossa economia ao fim do segundo mandato de FHC? O País estava com as reservas exauridas, os credores batiam ferozmente às nossas portas e os índices de risco estavam nas alturas.

Em nosso País, os políticos não possuem a visão necessária a um estadista. Pensam sempre muito mais em seus próprios planos de poder e em seus umbigos do que no futuro e no desenvolvimento da nação. Infelizmente, para governantes como Lula e tantos outros iguais a ele, um País sempre em perigo constante de um colapso, com pobreza extrema e uma grande massa de sequiosos desassitidos é uma fonte inesgotável de votos e um manancial de popularidade para os que se intitulam “salvadores da pátria” ou “messias reencarnados”.

Muito mais do que preocupação sincera com o desenvolvimento da nação ou com a melhoria das condições de vida do povo, eles querem mesmo é cuidar do desenvolvimento e das melhorias de condições de vida deles mesmos e de seus apadrinhados.

Cabe ao eleitor informar-se melhor e aprender definitivamente a ler nas entrelinhas das campanhas caras e bonitas, do apelo emocional, das metáforas popularescas e, principalmente, da propaganda bancada a peso de ouro.

Mudar, crescer e evoluir só depende de nós.

*Arthurius Maximus, escrevendo excepcionalmente em uma terça, é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica