Postagens com a palavra-chave ‘Distrito Federal’

Resultados de pesquisas para os Governos Estaduais

27/08/2010

Saíram alguns resultados para os Governos Estaduais . Vamos a alguns deles:

São Paulo ( Datafolha)

Geraldo Alckmin (PSDB)  – 54%

Aloizio Mercadante (PT) – 20%

Celso Russomano (PP) – 7%

Paulo Skaf (PSB) – 3%

Minas Gerais (Datafolha)

Hélio Costa (PMDB) – 43%

Antonio Anastasia (PSDB) – 29%

Rio de Janeiro (Datafolha)

Sérgio Cabral (PMDB) – 56%

Fernando Gabeira (PV) – 17%

Paraná (Datafolha)

Beto Richa (PSDB) – 47%

Osmar Dias (PT) – 34%

Rio Grande do Sul (Datafolha)

Tarso Genro (PT) – 42%

José Fogaça (PMDB) – 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 14%

Distrito Federal (Datafolha)

Joaquim Roriz (PSC) – 41%

Agnelo Queiroz (PT) – 35%

Pernambuco (Datafolha)

Eduardo Campos (PSB) – 67%

Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 19%

Bahia (Datafolha)

Jaques Wagner (PT) – 47%

Paulo Souto (DEM) – 23%

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 11%

Ceará (Vox Populi)

Cid Gomes (PSB) – 51%

Lúcio Alcântara (PR) – 20%

Marcos Cals (PSDB) – 10%

Alagoas (Ibope)

Ronaldo Lessa (PDT) – 29%

Fernando Collor (PTB) – 28%

Teotônio Vilela Filho (PSDB) – 24%

 

 

Datafolha: Resultado das últimas pesquisas para o Senado

18/08/2010

Saíram os resultados da pesquisa Datafolha sobre a disputa  ao Senado em alguns Estados.

Vamos aos números:

Rio de Janeiro

Marcelo Crivella (PRB) – 40%

Cesar Maia (DEM) – 33%

Lindberg (PT) – 22%

Jorge Picciani (PMDB) – 14%

Marcelo Serqueira (PPS) – 6%

Waguinho (PTdoB) – 6%

São Paulo

Marta Suplicy (PT) – 32%

Orestes Quércia (PMDB) – 25%

Romeu Tuma (PTB) – 23%

Netinho de Paula (PCdoB) – 17%

Ciro Moura (PTC) – 15%

Minas Gerais

Aécio Neves (PSDB) – 68%

Itamar Franco (PPS) – 47%

Fernando Pimentel (PT) – 20%

Paraná

Roberto Requião (PMDB) – 49%

Gleisi Hoffman (PT) – 31%

Roberto Barros (PP) – 15%

Gustavo Fruet (PSDB) – 13%

Rio Grande do Sul

Germano Rigotto (PMDB) – 43%

Ana Amélia (PP) – 35%

Paulo Paim (PT) – 35%

Pernambuco

Humberto Costa (PT) – 40%

Marco Maciel (DEM) – 35%

Armando Monteiro (PTB) – 25%

Raul Jungmann (PPS) – 12%

Distrito Federal

Cristovam Buarque (PDT) – 44%

Rodrigo Rollemberg (PSB) – 30%

Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – 29%

Alberto Fraga (DEM) – 11%

Datafolha: Ùltimas pesquisas para os governos estaduais

15/08/2010

Em alguns Estados saíram os resultados das pesquisas do Datafolha pela disputa dos Governos Estaduais:

Distrito Federal

Joaquim Roriz (PSC) – 41%

Agnelo Queiroz (PT) – 33%

Toninho (PSOL) – 2%

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) – 54%

Aloizio Mercadante (PT) – 16%

Celso Russomanno (PP) –  11%

Paulo Skaf (PSB) –  2%

Fabio Feldmann (PV) - 1%

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB) - 43 %

Antonio Anastasia (PSDB) - 17 %

Fabinho (PCB) – 2%

Vanessa Portugal (PSTU) - 2%

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) – 62%

Jarbas Vasconcelos (PMDB) – 21%

Bahia

Jaques Wagner (PT) – 45%

Paulo Souto (DEM) – 23%

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 10%

Rio Grande do Sul

Tarso Genro (PT) – 38%

José Fogaça (PMDB) – 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 16%

Paraná

Beto Richa (PSDB) – 46%

Osmar Dias (PDT) – 34%

 

 

Pesquisa Vox Populi: Roriz na frente no Distrito Federal – Agnelo com chances

19/05/2010

O Instituto Vox Populi divulgou pesquisa de intenção de voto referente à corrida para o governo do Distrito Federal. A pesquisa foi encomendada pela Rede Bandeirantes e realizada recentemente, tendo 4 pontos percentuais de margem de erro para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

Joaquim Roriz (PSC) – 42%

Agnelo Queiroz (PT) – 32%

Maria Abadia (PSDB) – 6%

Rogério Rosso (PMDB) – 4%

Alberto Fraga (DEM) – 3%

Outros e indecisos – 13%

Joaquim Roriz lidera a corrida no Distrito Federal e, se vencer, será Governador pela quinta vez.

Acontece que todos os conhecidos escândalos distritais que tomaram as manchetes nacionais têm, segundo as investigações e os entendidos, as digitais de Roriz.

Sendo assim, parece que Agnelo Queiroz tem chances de vencer, já que pode explorar esse ponto fraco, embora também tenha sido de certa forma envolvido no caso do mensalão do Distrito Federal.

Diz-se que Agnelo sabia do esquema e não o denunciou às autoridades.

Dilma estará no palanque de Agnelo e tem receio de que algo novo sobre os esquemas surja e respingue no petista.

Serra não quer o apoio negativo de Joaquim Roriz e torce para que Maria Abadia queira ter, viabilize e fortaleça sua candidatura.

A política do DF ainda está em frangalhos.

Lula ao Correio Braziliense: “Se Aécio for vice de Serra só vai se desgastar [...] O Temer dará segurança”

21/04/2010

O Presidente Lula concedeu entrevista ao jornal Correio Braziliense. Seguem os trechos mais relevantes, para conhecimento dos leitores do Perspectiva:

O senhor já está trabalhando com a hipótese de o Aécio ser o vice?

Sinceramente, acho que o Aécio está qualificado para ser o que quiser. Se ele for vice, vai se desgastar. É só pegar o que o Estado de Minas escreveu sobre as divergências de Aécio com Serra para perceber que o Aécio vai colocar muita dúvida na cabeça do povo mineiro.

Sobre Michel Temer para vice de de Dilma

Deixa eu contar uma coisa: a Dilma tem cartão de crédito de oito anos de administração bem-sucedida no Brasil. Ela foi uma gerente excepcional. O Temer dará a segurança de um homem que deu a vida pública já de muito tempo, tem uma seriedade comprovada no Congresso e hoje está mais fortalecido dentro do PMDB. Se ele for o indicado pelo partido, dará a tranquilidade de que nós não teremos problemas de governabilidade.

E Ciro Gomes?

Pretendo conversar com Ciro na medida em que a direção do PSB entenda que já é momento. Achei interessante quando ele transferiu o título para São Paulo porque era uma probabilidade. No primeiro momento, houve certa reação do PT, depois todos os quadros importantes passaram a admitir que era importante o Ciro ser candidato a governador de São Paulo. Depois, o PSB lançou o Paulo Skaf. O problema não era dentro do PT. Disse para o Ciro que jamais pediria para uma pessoa ou partido não ter candidato a presidente se não tiver argumento sólido. Ser candidato significa a possibilidade de fortalecer os partidos, mas também a possibilidade de perder uma eleição. Eu estou convencido de que essa deveria ser uma eleição plebiscitária. Fazer o confronto de ideias, programas, realizações.

Tivemos uma eleição indireta [no Distrito Federal] em que o candidato indicado pelo PMDB ganhou. O senhor acha que ainda cabe a intervenção?

Essa é uma coisa que depende exclusivamente do Judiciário. Não cabe a um presidente dizer se cabe ou não intervenção. O Judiciário, em função das informações que tem, deve tomar a decisão. Minha preocupação era a paralisação das obras. Não podemos, em função de uma crise política, ver o povo ser prejudicado. No mês passado, pedi para a CGU uma investigação porque era preciso mostrar para a sociedade como estava o andamento de cada obra. No levantamento, detectamos coisas graves, como R$ 300 milhões da saúde depositados numa conta bancária para fazer caixa, quando o dinheiro deveria ser usado para pagar salário de médico, comprar remédio.

O PT terá uma chapa em Brasília: Agnelo candidato ao governo, Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) para o Senado. O senhor fará campanha aqui?

Primeiro, o presidente da República não defende chapa dentro do PT em cada estado. O presidente geralmente acata aquilo que os companheiros do estado fizeram. Se o Agnelo, como candidato a governador, e a direção do partido entendem que é necessário fazer essa composição para ganhar as eleições, eles que sabem. Agora, nessa chapa toda está faltando um componente, que é o PMDB. Para onde vai? Não sei se o PT do Distrito Federal está conversando com o PMDB, mas acho importante conversar. O PMDB é peça importante na aliança nacional. De qualquer forma, o Agnelo é um homem de muita respeitabilidade, de dignidade incomensurável. Acho que ele irá empolgar os eleitores.

E, em Minas, cansou, já chegou no limite? Como vai ficar aquilo ali?

A política seria fácil se as pessoas a percebessem como o leito de um rio: a água desce normalmente se ninguém resolver fazer uma barragem. As coisas em Minas tinham tudo para ocorrer normalmente, sem trauma, sentar PT e PMDB e tentar conversar. Tínhamos e temos chance de ganhar na medida em que o Aécio Neves (ex-governador de Minas) não é candidato e ninguém pode transferir 100% dos votos. De repente, o PT resolve fazer uma guerra interna. Essas guerras não resolvem o problema. As pessoas pensam que podem fazer insultos, provocações e, depois, botar um papel em cima. No PT não volta à normalidade.

O senhor tem uma segurança grande com relação ao partido. A ministra Dilma não veio da base do partido. A preocupação é a seguinte: será que a ministra tem condições de ter um poder sobre o partido? Não será monitorada por ele?

Não, não existe hipótese, gente. Primeiro porque uma coisa é a relação de respeito que você tem de ter com o partido. Não é uma relação de medo. Eu vou poder ajudar muito mais a Dilma dentro do PT não sendo presidente. Estarei mais nos eventos do PT, estarei participando mais das coisas do PT.

Sobre a certeza de Lula de que Dilma será eleita

O que me dá segurança é que ao mesmo povo que me dá o voto de confiança há sete anos vou pedir para dar um voto de confiança a Dilma. Vou fazer campanha. Não pensem que vou ficar parado vendo a banda passar. Eu quero estar junto da banda, até porque acho que a campanha da Dilma é parte do meu programa de governo para dar continuidade às coisas que nós precisamos fazer no Brasil.

Há tempo suficiente para torná-la conhecida em alguns lugares do país, como os grotões do Nordeste?

Lá eu não vou nem chegar, lá eles são Lula. Lá estou representado. Eu quero ir é aos outros lugares.

O Nordeste, então, não lhe preocupa?

Lógico que me preocupa. Não existe eleição ganha antes da apuração, mas o carinho que o povo nordestino e do Norte têm por mim é de relação humana forte. Vou pedir o apoio desses companheiros para a minha candidata e vou trabalhar em outros estados. O meu trabalhar é o sinal mais forte que posso dar à sociedade brasileira de que não estou pensando em 2014. Quando o político é canalha, ele não quer eleger o sucessor. O velhaco quer voltar.

“Quando o político é canalha, ele não quer eleger o sucessor. O velhaco quer voltar.”

Guardem esta frase!

Eu guardarei.

Membro dos governos Roriz e Arruda será Governador do DF: Intervenção é necessária

18/04/2010

Não costumo reproduzir textos opinativos, comentários, a respeito das notícias mais pontuais do mundo político nacional e internacional.

Normalmente, utilizo trechos objetivos, noticiosos, para informar a respeito do tema que eu mesmo comentarei.

Algumas vezes, divulgo artigos que analisam o panorama geral, nunca uma notícia em si mesma, mas, ainda assim, apenas quando a opinião explicitada no texto é semelhante à do blog, mantendo sua linha editorial.

Pois bem. É justamente por essa proximidade total de opinião que me vejo compelido a reproduzir não uma análise geral, mas um comentário do jornalista Ricardo Noblat. Na realidade, um resumo deste.

Ele trata da eleição indireta de Rogério Rosso, que participou dos governos de Joaquim Roriz e de José Roberto Arruda, para o governo do Distrito Federal.

Não há o que tirar nem pôr. Noblat vai no cerne da questão de forma direta, eficaz, dura, comprovando que a intervenção federal nas instâncias de poder distritais se faz realmente necessária. Eu, particularmente, tinha dúvidas quanto a isso.

Não mais.

Segue o resumo do texto de Noblat, por quem tenho muito apreço – diga-se de passagem – por ter indicado o Perspectiva duas vezes aos seus leitores quando este que vos fala iniciava este blog:

“Com 13 votos de um total de 25, Rogério Rosso (PMDB), ex-administrador da cidade de Ceilândia no governo Joaquim Roriz e ex-presidente de empresa estatal no governo José Roberto Arruda, acabou de ser eleito governador-tampão do Distrito Federal.

Vamos à ficha da maioria dos deputados que o elegeu:

Ailton Gomes (PR),  [...] Benedito Domingos (PP), [...] Benício Tavares (PMDB), [...] Eurides Brito (PMDB), [...] Rogério Ulysses (expulso do PSB) [...] [e] Roney Nemer (PMDB) [se envolveram] no escândalo do mensalão do DEM.

Os deputados distritais Rubens Brunnelli e Leonardo Prudente renunciaram ao mandato por causa do escândalo.

[...]

Os dois foram substituídos por Pedro do Ovo (PR) e Geraldo Naves (DEM), que também votaram em Rogério Rosso para governador-tampão.

Naves foi aquele que esteve preso na Penitenciário da Papuda até recentemente. Envolveu-se na tentativa de Arruda de subornar o jornalista Edson Sombra, testemunha-chave do mensalão. Saiu da Papuda para ajudar a eleger o novo governador.

Rosso teve ainda mais dois votos de fichas-sujas:

* Batista das Cooperativas (PRP) – indicou funcionários para trabalharem na administração da cidade de Águas Claras. Vários deles fortam flagrados trabalhando na cooperativa do próprio deputado.

* Aguinaldo de Sena (PRB) – responde a processo por improbidade administrativa. Foi secretário de Esportes do governo Arruda.

Em resumo: dos 13 votos de Rosso, 10 estão manchados por escândalos.

Tem ou não de haver intervenção no Distrito Federal?

O Procurador Geral da República está certo ao defender a intervenção.”

Mais escândalos rodeiam a política do Distrito Federal: MP pede inelegibilidade de Roriz até 2018

15/04/2010

Informa a Folha:

“O Ministério Público do Distrito Federal quer que o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), líder das pesquisas para o governo do DF, fique inelegível até 2018 por usar influência política para sacar R$ 2,2 milhões sem ser rastreado.

O pedido é um desdobramento da operação Aquarela, em que a Polícia Civil do DF investigou um suposto esquema de desvio de dinheiro do BRB (Banco Regional de Brasília).

Na ação, a Promotoria quer que Roriz perca qualquer cargo público que tiver, caso ele já tenha sido eleito na data da sentença.

O Ministério Público pede também que Roriz banque o prejuízo de R$ 223 mil que o BRB sofreu com a transação, e pague o dobro como multa, totalizando R$ 669 mil.”

O caso de José Roberto Arruda surgiu e causou um furacão na política distrital. A reeleição do ex-Governador foi por água abaixo, diversos partidos e políticos foram envolvidos nas denúncias e até hoje ainda se cogita a intervenção federal na região.

Arruda, até há pouco tempo encarcerado, encontrou sua morte política, pelo menos no que tange cargos majoritários, e passou a não ser mais adversário.

Com isso, despontaram como favoritos ao governo do Distrito Federal o petista Agnelo Queiroz e o ex-Governador Joaquim Roriz, agora no PSC, que comandou a capital federal por diversas vezes.

Acontece que Agnelo acabou sendo arrastado para o olho do furacão: Foi revelado que ele tinha conhecimento dos esquemas empreendidos pelo governo de Arruda e não os denunciou.

Roriz passou a reinar absoluto nas pesquisas, embora sempre tenha tido seus próprios problemas com escândalos, além de ser apontado sucessivas vezes como responsável pelo início das práticas corruptas dentro da máquina administrativa distrital, que teriam apenas sido mantidas por Arruda.

Pois bem. Agora surge mais esse fato envolvendo Roriz.

Ainda não sabe como repercutirá, mas já se tem a comprovação de que os dias de envolvimento com notícias negativas do ex-Governador ainda não ficaram no passado.

Portanto, abre-se um vácuo na política do Distrito Federal. Há espaço para novos nomes, não maculados pelos escândalos recentes.

Por um lado, isso pode trazer nomes idôneos. Por outro, pode incentivar a participação de aventureitos.

Contudo, no fim das contas, o mais provável é que não se dê nem um, nem outro.

Velhos conhecidos da população, porém com menos cacife político, provavelmente tentarão se aproveitar do momento, sob um figurino de moralidade e ética, mas trazendo mais do mesmo.

Infelizmente.

Análise geral: Governo do Distrito Federal – 10 candidatos se inscrevem para eleição indireta

08/04/2010

O Governo do Distrito Federal, como qualquer pessoa que acompanha a política nacional sabe, sofreu diversos baques.

Teve-se o escândalo de corrupção do Governador José Roberto Arruda, o período em que este tentou segurar-se no poder, a prisão deste, a instabilidade do Vice Paulo Octávio no cargo, a renúncia de Paulo Octávio…

…A posse do Presidente da Câmara Wilson Lima, que se tornou Presidente após afastamento do Presidente Leonardo Prudente, e o constante risco de intervenção federal no estado, sob a alegação consideravelmente sensata de que todas as instâncias de poder estavam conectadas de alguma forma ao escândalo maior.

Pois bem. Tentando ainda evitar a intervenção, as autoridades do Distrito Federal, que hoje têm suas legitimidades em frangalhos, decidiram levar a cabo uma eleição indireta, feita pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, apontada como essencialmente envolvida, em sua maioria, no escândalo.

Diversos deputados já foram afastados de seus cargos pela Justiça e a eleição se dará com um colégio eleitoral reduzido. Percebe-se, desde já, que a autoridade governamental daquele que for eleito indiretamente para comandar o Distrito Federal será questionada. Será um mandato tampão na essência da palavra.

De qualquer forma, já está decidido que a eleição ocorrerá, até porque, na realidade, qualquer pessoa que assumir o governo distrital, seja por qualquer via, terá dificuldade para ter legitimidade, autoridade e alguma gestão. No fundo, o jogo político distrital implodiu. Espera-se que ele seja remanejado nas eleições de outubro, mas na verdade não se tem certeza.

No fim das contas, começaram os acordos e negociações para as chapas que seriam formadas para as eleições indiretas. Todos os postulantes queriam encabeçar chapas e tentavam, de alguma forma, convencer alguns adversários a abrirem mão de suas candidaturas em seu favor.

Ocorre que o que aconteceu era mais do que previsto: Quem era procurado para abrir mão de uma candidatura em prol de alguém perguntava porque esse alguém não abria mão em seu favor.

Depois de muitos acordos, nem todos sendo passíveis de confissão à luz do dia, chegou-se ao número de 10 inscritos.

Isso mesmo! 10 inscritos!

Derrota total daqueles que pregavam que a fragmentação enfraqueceria mais ainda o Distrito Federal, facilitando uma intervenção da União.

PV, PC do B, PSDC, PR, PTB, PRB, PT, PRTB e PMDB, além de PSL e PTN em chapa conjunta, apresentaram candidatura nesta quarta, data-limite para os registros.

Todos devem estar pensando: Crise? Que crise? Intervenção? Que intervenção? Coalizão? Que mané coalizão! O que eu quero é aproveitar o vácuo de poder e alcançar o governo – e as verbas – do Distrito Federal!

Como diria a velha cantilena: Esse é o Brasil que vai pra frente!

Arruda aceita cumprir o mandato licenciado, mas não quer renunciar

02/03/2010

As informações que chegam dão conta de que o Governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, aceita se comprometer a se manter licenciado do cargo até o fim de seu mandato, em dezembro, mas não quer renunciar de jeito nenhum.

Os advogados de Arruda tentam negociar para que o Governador seja libertado da prisão em troca do compromisso de se manter afastado do governo, alegando que, distante do poder, Arruda não poderia influir maliciosamente no processo ou obstruir a ação da Justiça.

Acontece que, nos bastidores, dá-se como certo que os magistrados só se sensibilizariam e cogitariam permitir a libertação de Arruda caso este renunciasse. Só assim veriam com melhores olhos os pedidos de habeas corpus.

A questão é que renunciar Arruda não quer. Não aceita.

O porquê disso é facilmente compreensível: Afastado, Arruda mantém imunidade, foro privilegiado e prisão especial. Se renunciar, perde tudo isso.

No pior cenário para o Governador, ele poderia renunciar, ser libertado da carceragem da Polícia Federal e, caso preso novamente, ir parar na Penitenciária da Papuda. Muito pior.

É por isso que Arruda não renuncia. E torce para que o seu impeachment não seja aprovado na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Torce provavelmente em vão.

Wilson Lima suspende contratos com empresas suspeitas no DF

01/03/2010

Informa o Blog de Ricardo Noblat:

“O governador interino do Distrito Federal (DF), Wilson Lima, enviou ofício à Secretaria de Fazenda de Brasília determinando a suspensão de pagamentos em contratos firmados com empresas citadas no inquérito que apura o chamado mensalão do DEM.

Segundo ele, a medida se faz necessária até que o caso seja totalmente esclarecido.

Lima também se reuniu no incio da noite com a presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal, Anilcéia Machado.

A ela entregou ofício comunicando a suspensão dos pagamentos e pedindo prioridade nas auditorias feitas pelo órgão de controle nas contas do governo de Brasília.”

Boas e elogiáveis medidas.

Admito que ao tomar conhecimento dessas informações até passei a cogitar a possibilidade de Wilson Lima conseguir, surpreendentemente, auxiliar na melhoria da situação de crise do Distrito Federal.

Tomara que não se trate apenas de atitudes “para inglês ver”.