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Perspectiva avisa: Caso Arthur da Facility – Escândalo em potencial do governo Cabral

29/06/2009

Já corre há algum tempo a informação de que o Governo do Estado do Rio de Janeiro, comandado por Sérgio Cabral (PMDB), teria contratos um tanto suspeitos com o grupo Facility, cujo dono é Arthur Soares, pessoa que seria próxima do Governador.

Obviamente este blogueiro não pode acusar ninguém sem provar, seria totalmente leviano. Porém, é importante que os leitores, principalmente os fluminenses, sejam alertados a respeito do caso. Os indícios apresentados pelo jornal O Globo são motivo suficiente para que fiquemos todos de olhos bem abertos com relação a esse caso.

Afinal, trata-se do nosso dinheiro, do dinheiro público, que poderia estar sendo utilizado para beneficiar, indevidamente, um aliado do governo estadual do Rio de Janeiro.

Pois bem. Dito isso, confiram manchetes recentes do jornal O Globo:

“Com acréscimos até fora do prazo, empresário tem R$ 1,2 bi em contratos com o estado”

“Sessenta e cinco por cento dos gastos do Detran com serviços vão para grupo Facility”

Alguns trechos das reportagens citadas acima:

“O governo estadual tem usado um instrumento da Lei de Licitações, os termos aditivos, para turbinar os contratos do Grupo Facility, que domina os serviços terceirizados nos principais setores da administração, informam os repórteres Dimmi Amora e Ruben Berta na edição deste domingo do Globo. No total, seis empresas comandadas por Arthur Soares têm R$ 1,2 bilhão em 64 contratos vigentes com o estado desde 2003. Desse total, pelo menos R$ 640 milhões (quase 52%), foram adicionados aos valores contratados originalmente. Uma parte desses aditivos foi feita fora do limite de tempo e também acima dos valores de reajuste previstos nos contratos.”

“Com R$ 1,2 bilhão em contratos em vigor com o estado desde 2003, o grupo Facility domina o fornecimento de mão de obra em um órgão: o Detran. Demonstrativos de despesas publicados do site do departamento de trânsito mostram que, de janeiro de 2008 a maio de 2009, as empresas do grupo receberam R$ 129,5 milhões para os mais diversos serviços. De acordo com reportagem de Dimmi Amora e Ruben Berta, publicada na edição do GLOBO desta segunda-feira, o valor corresponde a quase 65% dos R$ 201 milhões que foram pagos a todas as empresas que têm contratos de terceirização de mão de obra na autarquia que, segundo a Procuradoria Regional do Trabalho, está descumprindo decisão judicial de acabar com a terceirização no serviços mais relevantes. “

“Parte das terceirizações do órgão é considerada ilegal pelo Ministério Público do Trabalho. Em 2004, a procuradoria regional entrou com ação civil pública em que pedia à Justiça que o órgão parasse de contratar mão de obra para serviços de atividades fins através de contratos de terceirização em 180 dias, e realizasse concurso público. Pelo menos 4,5 mil trabalhadores estavam contratados de forma irregular pelo órgão, segundo a ação. A Justiça deferiu a liminar, que está valendo.

É um escândalo em potencial do Governo de Sérgio Cabral que, se confirmado, será mais um fator a dificultar a já complicadíssima reeleição do Governador.

Em tempo, não se trata da primeira suspeita que envolve o Governo de Sérgio Cabral e contratos públicos. Este próprio blog já falou, aqui, sobre suspeitas a respeito de uma empresa chamada Investiplan.

Perspectiva – Serviço de utilidade pública

26/06/2009

Já há algumas semanas desde que o crescimento do blog Perspectiva Política começou a causar um efeito inusitado: Leitores me enviam e-mails contando sobre suas mazelas. Quase sempre são problemas relacionados à política local ou nacional. Imagino que seja por isso, obviamente, que os e-mails me são enviados.

Durante algum tempo eu venho pensando no que fazer com essas informações. Ler e guardar, ler e repassar o e-mail para alguns contatos ou ler e divulgar no blog? Era a dúvida que me assolava. Passados alguns dias, decidi que iria divulgar as reclamções no blog. Gostei da ideia de ter uma espécie de serviço de “utilidade pública”. Nesse momento vieram novas dúvidas a respeito de como fazer isso e decidi fazer o seguinte: Tomar conhecimento da reclamação, pesquisar sobre o assunto e comentar o tema sucintamente, auxiliando ou informando o leitor que me escreveu quando possível e contando o caso aos leitores do blog sempre.

Será um espaço democrático que abrirei para qualquer leitor, em uma tentativa de ajudar e fazer mais um pouco da minha parcela de esforço pela melhoria desse País. O Perspectiva Política não é um blog extremamente famoso mas já pode contribuir de alguma forma. Espero ser bem-sucedido.

Pois bem. Parto para esse ofício então:

1° Caso

Escreveu-me um leitor reclamando de ter sido pessimamente atendido em uma vistoria do Detran no Rio de Janeiro. Contou-me ele que alguns requisitos para a aprovação dos veículos são abusivos e que espera-se horas para que seja feito o atendimento. Diz ele ainda que perdeu um dia de trabalho para conseguir resolver tudo.

Este blogueiro pesquisou o tema o descobriu o seguinte:

O Rio de Janeiro é o único estado onde existe a vistoria. Para os que não sabem do que se trata, é um procedimento do Detran-RJ exigir que os motoristas submetam seus veículos a uma vistoria anual efetuada pelo órgão. São observados detalhes como a existência de equipamentos de segurança e o estado de conservação de algumas peças. A justificativa para tudo isso é, claro, que as vistorias contribuem para a redução do número de acidentes.

Pois bem. Saiba caro leitor que, coincidência ou não, as vistorias não mais existirão no Rio de Janeiro em um futuro breve. Aparentemente, o Deputado Estadual João Pedro (DEM) submeteu à apreciação da ALERJ o Projeto de Lei nº 1190/2007, que cria o Licenciamento Eletrônico de Veículos. Pelo que consta, o projeto recebeu parecer favorável de todas as comissões e voltará à pauta da Alerj para a 2ª discussão. Segundo  o Deputado João Pedro, esse licenciamento defendido pelo seria feito pela internet e economizaria milhões de reais por mês.

Espero que o atendimento nas vistorias do Detran fluminense se aprimore enquanto o modelo utilizado pelo órgão não for modificado e aprimorado. Torçamos para que essa medida do licenciamento eletrônico configure boa saída.

Continua o serviço de utilidade pública na próxima postagem. Para os que chegaram a esta postagem diretamente, sem passar pela página inicial do blog, basta clicar na categoria “Utilidade Pública”, na barra lateral à direita, para conferir os próximos casos.