Postagens com a palavra-chave ‘Crianças’

Coluna do dia: As palmadas que faltaram a Lula

17/07/2010

Por Yashá Gallazzi*

“Entra na minha casa. Entra na minha vida. Mexe com minha estrutura. Sara todas as feridas…”

O que vai acima é um trecho de uma dessas músicas “gospel” de péssimo gosto que, de uns tempos pra cá, passaram a fazer sucesso no Brasil. Mas bem que poderia ser a trilha sonora ideal para a mais nova tara totalitária do lulismo, conhecida como “Lei da palmada”.

O governo do PT, tal qual toda agremiação fascistóide que já rastejou na face da Terra, não sentiu qualquer pudor na hora de entrar em nossas casas, entrar em nossas vidas e mexer com nossas estruturas. Para os totalitários de Lula, não basta mais doutrinar nossos filhos nas escolas, ensinando aos moleques que o assassino conhecido como Che Guevara foi um herói, ou mesmo que o psicopata chamado Mao Tsé-Tung foi um grande pai para o povo Chinês. Isso é pouco! Agora os burocratas do progressismo também querem nos impedir de dar uma bela palmada nos traseiros rebeldes de nossas crianças.

Lula, que parece ter levado umas surras do pai alcoólatra na infância, quer descontar em toda essa “sociedade burguesa” seus próprios traumas. O “grande pai” do Brasil decidiu, de uma vez por todas, substituir a todos nós, estabelecendo que não é mais permitido dar uns tabefes quando o moleque decidir se jogar no chão do supermercado, insistindo em levar o décimo pacote de balinhas. Este é o Brasil moldado à imagem e semelhança do PT: mensalão pode; tapa de pai e mãe, não.

Na cerimônia em que se cantaram as glórias da tal “Lei da palmada”, Lula fez questão de dizer que nunca encostou a mão num filho seu. Entendo… Vai ver foi por isso que Lulinha não viu nada de ilegal ou imoral em receber um aporte financeiro da Telemar em sua pequena empresa de esquina, não é? Tivesse tomado um corretivo quando era hora, duvido que sua noção de valores morais fosse tão deturpada hoje em dia.

Pode não parecer à primeira vista, mas o esbulho da intimidade das famílias – verdadeiro núcleo motor de toda sociedade civilizada – é gritante! Note-se que a lei não vem coibir a agressão e/ou a violência doméstica. Contra isso já existe uma Constituição (tratando dos direitos individuais), um Código Penal (prevendo pena para lesões corporais) e uma lei específica – o ECA. A nova invenção progressista é específica contra a “palmada”, ou seja, visa alçar as crianças – em especial as travessas – ao posto de ditadoras do lar.

Não é difícil imaginar crianças já grandinhas (quase adolescentes) apontando o dedo para os pais e falando: “Se me bater eu denuncio você!” É assim que o progressismo pretende criar o “novo homem”: substituindo os pais pelo Estado; trocando a repreensão sadia – e necessária! – pela passada de mão na cabeça. E assim cultiva-se, desde sempre, a ideia da impunidade. Assim incentiva-se a mitigação da autoridade familiar, primeira – e principal – que se encara na sociedade.

Sempre que o Estado tentou cercear o indivíduo, intrometendo-se na intimidade das famílias e substituindo-se à autoridade paterna, o que se viu em seguida foi alguma das vertentes de fascismo que tomaram o mundo de assalto. É isso que o petismo está tentando fazer no Brasil em vários frontes: no controle da mídia, nas cotas, no malfadado plano de “direitos humanos” e, agora, na “Lei da palmada”.

Meu instinto revolucionário foi despertado! Resistirei firmemente contra o poder reacionário do estado… progressista!

*Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas, editor do blog Construindo o Pensamento e escreve no Twitter em @yashagallazzi

Coluna do dia: A educação infantil e as explicações dos desvios de conduta

07/02/2010

Por Jessica Riegg*

A todo momento vemos matérias envolvendo violência e jovens, além de várias mortes provocadas por esses “pirralhos” que mal sabem o que estão fazendo. Vemos na nossa frente a juventude se tornar completamente diferente do que fomos…

Muitas vezes os pais culpam os professores por não educarem bem os filhos, mas ao mesmo tempo reclamam quando uma atitude incorreta é punida. Reclamam de tudo, mas não se lembram do mais importante: quem deve educar não são os professores e nem as babás, e sim os pais!

Alguns desses “irresponsáveis” deixam os filhos soltos nas ruas à noite, até a hora que desejarem. Vemos cada dia mais crianças de 12, 13 anos que ficam na rua até meia noite, ou mais, e nunca fazendo coisas produtivas. O que os pais alegam é que não tem mais jeito. Fico inconformada de ver que esses pais realmente acham que não há mais solução e que os adolescentes sabem o que é melhor para vida deles… Com 12 anos de experiência…

Bom, o que acontece depois é que com a falta de punição severa dos pais, esses garotos vão para a marginalidade e são punidos pela Justiça. E quando são presos e seus responsáveis são chamados, ninguém sabe como isso tudo aconteceu, o que a causou os desvios de conduta…

Depois culpam o governo, afirmando que suas políticas são fracas e ineficazes. Alegam que as escolas deveriam ser integrais para que eles trabalhem o dia inteiro, e a escola crie essas crianças… Realmente faltam mais ações do governo na educação, mas nem tudo pode ser culpa dele!

Pais, fiquem em alerta! Cuidem dos seus filhos desde que eles nascerem, eduquem-nos e nunca desistam de tentar ensiná-los alguma coisa! Nenhum filho está totalmente perdido, desde que seja bem orientado pelos pais.

As chances de ter um filho perdido para o crime são bem menores quando ele é bem educado e monitorado. Mas essa educação vem dos pais, e nunca da Justiça ou dos professores.

*Jessica Riegg é colunista do Perspectiva aos domingos e escreve diariamente no Twitter em @jessicariegg

Coluna do dia: Dia da Consciência Negra – Quem dera ele fosse desnecessário

29/11/2009

Por Jessica Riegg*

O Dia da Consciência Negra, 20 de Novembro, foi comemorado em todo o País. A data faz referência à morte de um dos líderes mais famosos dos escravos: Zumbi dos Palmares.

Como sou jornalista, fui cobrir a data conversando com a assessora de educação do movimento negro de Divinópolis e ela me disse coisas que me espantaram.

Quando perguntei a ela se a data era importante para os negros, ela me respondeu que é muito triste pensarmos que precisamos de um dia para lembrar à população que o racismo é um crime. E a assessora estava certa! Essa data deve ser lembrada todos os dias, pois os negros são enorme parte da essência desse País, eles nos ajudaram a construir a nossa história.

Esse dia pode, possivelmente, aumentar a diferença entre negros e brancos, afinal, não existe o Dia da Consciência Branca. Esse feriado pode institucionalizar uma suposta diferença entre as pessoas, diferença essa que não existe.

Os negros são discriminados, e isso não é nenhuma novidade. Mas eu pergunto a vocês: Como um País que é, em sua maioria, negro ou misto, pode permitir esse tipo de situação? Isso é um absurdo!

Independentemente da cor, todos somos iguais e deveríamos ser tratados de forma igual. Mas aí é que surge a questão: Como retirar da população um preconceito que vem sendo embutido há séculos? Como obrigar o governo a aplicar penas mais efetivas aos autores dos crimes de racismo? Como ensinar tudo isso à população?

A resposta dada pela assessora foi simples e ao mesmo tempo eficaz: Devemos ensinar isso às crianças, tanto nas escolas quanto em casa.

O governo já orientou para que as escolas desenvolvam matérias que dizem respeito à cultura negra, e isso está acontecendo, mas em pequena escala. Torço para que as escolas realmente implementem essa matéria de suma importância aos alunos, ensinando valores éticos e morais que as crianças estão perdendo atualmente.

Valores que deveriam ser ensinados pelos pais, mas que vem sendo deixados de lado.

O Dia da Consciência Negra é feriado ou ponto facultativo em oito Estados e em setecentas e cinquenta e sete cidades do País, conforme levantamento da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), ligada à Presidência da República.

Bom, enquanto tudo o que defendi acima não acontece, essa data talvez continue sendo apenas um feriado…

*Jessica Riegg escreve no Perspectiva Política todos os domingos

Coluna do dia: O Taliban

10/07/2009

Por Yashá Gallazzi*

taliban

Em mais de uma ocasião acabei provocando alguma polêmica ao defender de forma veemente a civilização ocidental e seus valores, notadamente a democracia e o sistema de liberdades individuais. No mais das vezes, as discordâncias giram em torno da suposta intolerância que me caracterizaria ao falar dos que considero inimigos da nossa civilização e, se querem saber, acho que meus críticos estão mesmo cobertos de razão. Eu realmente não tolero os valores que se mostram antagônicos aos nossos, porque – e aqui levanto mais uma polêmica – o Ocidente é moralmente superior aos seus algozes. Simplificando, posso dizer sem medo de errar: ou lutamos pela hegemonia dos nossos valores, ou teremos a barbárie. E ao longo deste texto explicarei o porquê disso.

Li na Folha de São Paulo que o grupo terrorista Taliban, não satisfeito em promover aquilo que – se me permitem – passo a chamar de “terrorismo convencional”, explodindo inocentes em nome do propósito supostamente divino de destruir os infiéis ocidentais, decidiu descer ainda mais baixo, a ponto de chegar às portas do inferno, adentrar o reino de Lúcifer e, uma vez ali, assumir o lugar de Hasmodeu. O que houve, afinal? Segundo o que foi noticiado no jornal paulista, os fascinorosos terroristas estão comprando crianças – algumas de onze anos apenas! – para usá-las como instrumento de sua guerra teratológica. Explico melhor: pagando em média seis mil dólares por cada infante, a canalha adquire carne fresca para sacrificar em nome de sua “causa” sociopata. As crianças que, envoltas em bombas, explodem a fim de matar os cães do ocidente, não passam de mercadoria, pertences aos Taliban.

Eu, que sempre cultivei os mesmos valores éticos e morais aborrecidamente imutáveis, não preciso de mais argumentos para ter certeza do óbvio: somos moralmente superiores a essa gente torpe! E por uma razão bem simples: aqui, no ocidente, a regra geral é proteger e amar as crianças, garantindo-lhes a vida, o mais basilar de todos os direitos individuais. Por mais mazelas sociais que ainda enfrentemos, por mais injustiças que sejam cometidas diariamente contra nossas crianças, violadas e escravizadas, ninguém pode nos acusar de não alimentar os princípios e os valores certos e humanamente melhores. Pode parecer pouco, mas é o fundamental, afinal, os homens – que subvertem a ordem e a legalidade – passam, ao passo que os valores permanecem, simbolizando um inteiro povo.

Não há maneira de tergiversar. Aqui, o nosso norte moral nos impõe o dever de proteger nosso futuro, representado por aqueles que darão sequência à obra por nós iniciada. Não há nenhuma causa ou objetivo capaz de nos levar a sacrificar nossas próprias crianças. Já no Oriente, refém do fascismo islâmico, a causa principal que os move é a destruição da besta ocidental e, para tanto, se pode lançar mão de qualquer recurso, por mais espúrio que seja. Já não era segredo que o terrorismo encontra muita desenvoltura para assassinar inocentes – inclusive crianças – do “lado de cá”, afinal, eles não fazem distinção: somos todos infiéis. A novidade agora é perceber que eles também não hesitam em sacrificar seus próprios inocentes. Suas crianças. Seus filhos. Essa gente representa o mal absoluto e precisa, sim, ser detida. É imperativo que o Ocidente imponha, de fato, a supremacia dos seus valores, para escorraçar os bárbaros que tentam buscar a hegemonia no mundo.

Está evidente que me refiro à necessidade de se combater e vencer a chamada guerra contra o terror. Impedir que a escória do mundo continue sacrificando crianças inocentes em nome de uma “guerra santa” é um verdadeiro imperativo moral para nossa civilização. E para quem ainda não acredita em superioridade de uma cultura sobre outra, proponho um exercício revelador: Lembram de George Bush, o ex-Satã de todo o mundo progressista, humanista e pacifista? Pois bem, o Republicano, tão reacionário, tão conservador e tão belicista, não arregimentou uma única criança para mandar ao Afeganistão e ao Iraque, lutar pelos Estados Unidos e pelo Ocidente. Isso porque aqui nós escolhemos proteger nossas crianças, não assassiná-las. Se algo assim não for suficiente para demonstrar o quanto a nossa escala de valores é superior às demais, espero que alguém me diga o que seria.

Custa-me, por exemplo, entender a abjeta condescendência que alguns ocidentais insistem em nutrir para com os seus algozes, os islamofascistas. Basta lembrar que, quando da ação americana no Afeganistão, os pacifistas de um lado só se apressaram em condenar Bush, denunciando sua – como era mesmo? – “política imperialista” e advogando em favor da tal “autodeterminação” dos povos, que garantiria a qualquer grupo o direito de ter seus próprios imperativos éticos e morais. O ponto é que, nestes tempos sombrios de inversão dos valores mais basilares da civilização, essa tal “autodeterminação” deve ser entendida como o direito que cada povo tem de amarrar bombas às suas crianças, usando-as como armas de guerra. Isso, caros, não pode – e não deve – ser aceito por nós, ocidentais.

Cruzar os braços diante de horrores como os perpetrados pelos Taliban é permitir que os portais do inferno sejam escancarados e que os demônios ditem as regras destinadas a reger nossas vidas. Assistir de forma passiva às atrocidades que o fascismo islâmico pratica, em nome de sua cultura e de sua moral, é concordar com o fato de que a nossa moral já capitulou e nada mais pode. Isso é falso! Urge resistir e prosseguir no único caminho possível quando o assunto é o combate ao terrorismo: caçar o inimigo, encontrar o inimigo e matar o inimigo. Devemos destruí-los não apenas para garantir o futuro de nossas crianças, mas para permitir que as deles também possam viver para, ao menos, sonhar com um. Hoje, sabemos, elas têm a vida ceifada pelos fascínoras que lhes impõem a obrigação de carregar bombas presas ao corpo.

Lembro-me de Sir Winston Churchill, um dos grandes baluartes da defesa do mundo ocidental. Criticado pelo imperialismo das potências europeias, o britânico dizia: “não há mal que o Império Britânico supostamente tenha feito aos colonos, que não possa ser, em muito, superado pelo mal que os próprios colonos praticam uns contra os outros.” E isso vem resumir com especial grandiloquência o argumento central articulado ao longo deste texto. Ou temos a hegemonia dos nossos valores éticos e morais, ou só restará a barbárie.

* Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas e editor do blog Construindo o Pensamento