Postagens com a palavra-chave ‘02. Corrida 2010’

Quebra de sigilo fiscal: O fato novo da campanha

01/09/2010

É notório que a oposição está buscando um fato novo na campanha eleitoral. A esperança é a de que este fato possa mudar as tendências de ascensão de Dilma e de queda de Serra, invertendo as curvas e levando a campanha para o segundo turno.

Eis que surge o escândalo da quebra do sigilo fiscal de diversas pessoas, entre elas tucanos de relevo e – mais importante – a filha de José Serra.

Os governistas dirão: “Está posta aí a relação! Os oposicionistas queriam um fato novo para tentar se salvar e o fato surgiu! Manipulação! Mídia golpista!”

É, pode ser. Quem sabe o momento da divulgação dos atos ilícitos tem relação estreita com a situação político-eleitoral?

Contudo, o que isso muda?

O que quero dizer é o seguinte: É condenável que se manipule o momento do estouro de um escândalo, mas muito pior é empreendê-lo.

Se os governistas realmente quebraram o sigilo fiscal de tucanos ilustres e da filha de Serra visando prejudicar a campanha do PSDB caso se mostrasse necessário, nada podem reclamar sobre o momento da divulgação dos fatos.

Desde quando o assassino pode, por exemplo, reclamar que as pessoas ficaram sabendo de seu crime justamente quando estava no auge de sua carreira profissional?

Poderia o goleiro Bruno, por exemplo, reclamar que o caso Eliza Samudio foi explicitado no momento em que ele estava sendo negociado com times europeus?

Claro que não!

Não é nada correto escolher um momento rentável politicamente para estourar um escândalo, mas se o PT não criasse o fato não haveria o que estourar.

Pior do que divulgar o erro quando se deseja é errar. Muito pior.

Deixassem Verônica Serra em paz e a oposição não teria fato novo.

Marina quer ir para o segundo turno: Difícil tarefa

31/08/2010

Marina Silva tem pedido aos seus eleitores que se mobilizem e multipliquem votos. A verde tem a esperança de ultrapassar Serra e ir para o segundo turno.

O pedido é válido, a esperança é a última que morre e não há nada mais justo do que uma candidata acreditar em si mesma e no seu próprio potencial.

Marina faz o que tem mesmo que fazer.

Mas é fato que a tarefa é muito difícil. Praticamente impossível.

Faltam a Marina capilaridade, para levar a campanha a cada bairro, cada esquina, aliados fortes, para que o prestígio local de muitos seja emprestado à candidata, e tempo de televisão, para passar sua mensagem na sua plenitude e aparentar ter chances de vitória aos olhos do eleitor.

Sem nada disso, fica parecendo que os apelos de Marina são apenas protocolares e de certa forma são.

Mas isso não quer dizer que não seria interessantíssimo ver um segundo turno entre Marina Silva, minha candidata pessoal, e Dilma Rousseff, ambas com o mesmo tempo de televisão.

Pena que a certeza de que seria interessante não torna este desfecho mais provável.

Artigo: Disputa por espaço – Merval Pereira

31/08/2010

Reproduzo aqui no Perspectiva artigo longo – mas que vale a pena ser lido – de Merval Pereira, colunista de O GLOBO. Ele aponta com competência a provável correlação de forças político-partidárias que teremos no País a partir de 1° de janeiro de 2011:

Disputa por espaço

Merval Pereira*

O presidente Lula está utilizando sua força eleitoral para transferir aos estados a mesma expectativa de poder que conseguiu no plano nacional, no qual, antes mesmo de sua candidata oficial aparecer na frente das pesquisas, já havia uma percepção generalizada entre os eleitores de que ela acabaria sendo a vencedora.

A estratégia eleitoral do presidente Lula, que vem sendo vitoriosa em relação à campanha presidencial — com sua candidata se colocando com folga à frente do candidato oposicionista —, se desdobra agora na fase regional, onde o objetivo não é fazer a maioria dos governadores, mas, sim, garantir uma maioria sólida no Senado.

Um senador vale por três governadores, avisava bem antes da reta final da eleição o próprio Lula, justificando ter aberto mão de disputar muitos governos estaduais em favor de aliados em melhores condições.

Até o momento, no entanto, as pesquisas indicam que, além de mais governadores, a oposição e os independentes dos partidos aliados estão conseguindo manter um equilíbrio de forças dentro do Senado.

O PSDB hoje aparece com possibilidade de eleger nada menos que dez governadores, sendo que está na liderança das pesquisas do Ibope nos dois maiores colégios eleitorais, São Paulo, com Geraldo Alckmin, e Minas Gerais, com Antonio Anastasia.

Pode vencer ainda em Goiás, com Marconi Perillo; no Paraná, com Beto Richa; no Piauí, com Sílvio Mendes; em Rondônia, com Expedito Júnior.

Além disso, tem boas chances no Amapá, com Jorge Amanajás; no Mato Grosso, com Wilson Santos; em Roraima, com José Anchieta Júnior; e em Tocantins, com Siqueira Campos.

O DEM lidera no Rio Grande do Norte, com Rosalba Ciarlini, e tem chance de vencer em Santa Catarina, com Raimundo Colombo, e em Sergipe, com João Alves. No Distrito Federal, por enquanto, a liderança está com Joaquim Roriz, do PSC.

No Senado, das 27 cadeiras que estão fora da disputa, por seus detentores terem mais quatro anos de mandato, nada menos que 14 são de oposicionistas ou de independentes: Marconi Perillo (Goiás) — que pode se eleger governador e colocará seu suplente Ciro Miranda Junior, também do PSDB —; Elizeu Rezende (DEM); Marisa Serrano (PSDB); Jaime Campos (DEM); Mario Couto (PSDB); Cícero Lucena (PSDB); Jarbas Vasconcellos (PMDB); Álvaro Dias (PSDB); Francisco Dornelles (PP) — que terá seu caráter independente reforçado pela chegada ao Senado de Aécio Neves; Rosalba Ciarlini, do DEM — que deve ser eleita governadora do Rio Grande do Norte e colocará em seu lugar o pai do senador Garibaldi Alves ou Ivonete Alves da Silva; Mozarildo Cavalcanti (PTB); Pedro Simon (PMDB); Raimundo Colombo (DEM) — que pode ser eleito governador de Santa Catarina e colocará em seu lugar o suplente Casildo Maldaner, do PMDB independente; Maria do Carmo Alves (PSDB); Katia Abreu (DEM).

Na nova safra de senadores a serem eleitos este ano, são os seguintes os senadores da oposição ou independentes que podem se eleger: Heloisa Helena (PSOL); Arthur Virgílio (PSDB) — que disputa a segunda vaga com Vanessa Grazziotin, do PCdoB —; Cesar Borges (PR); Tasso Jereissati (PSDB); Cristovam Buarque (PDT); Maria Abadia (PSDB) — que disputa a segunda vaga do Distrito Federal com Rodrigo Rollemberg, do PSB —; Demóstenes Torres (DEM); Lucia Vania (PSDB); Aécio Neves (PSDB); Itamar Franco (PPS); Valéria Pires (DEM); Antero Paes e Barros (PSDB).

Outros prováveis futuros senadores são Cassio Cunha Lima (PSDB da Paraíba; é o favorito, mas luta no Supremo para não ser considerado “ficha-suja”), Efraim de Moraes (DEM) — que disputa uma vaga com Vital do Rego Filho, do PMDB —; Marco Maciel (DEM) — que disputa a vaga com Armando Monteiro Filho, do PTB —; Mão Santa (PSC); Cesar Maia (DEM); José Agripino Maia (DEM); Ivo Cassol (PP); Ana Amélia Lemos (PP); Germano Rigotto (PMDB); Luiz Henrique (PMDB); Albano Franco (PSDB); e Orestes Quércia (PMDB) — que disputa uma vaga com Netinho, do PCdoB.

Como se vê, o equilíbrio real de forças no Senado continuará sendo grande, com uma pequena vantagem governista, que não garante a aprovação de questões polêmicas, e, muito menos, mudanças constitucionais que exigem quórum de 3/5 dos senadores.

Ao mesmo tempo, a presumível força eleitoral com que o PMDB sairá das urnas — deve eleger a maior bancada da Câmara e do Senado e grande número de governadores — está fazendo com que tanto governo quanto oposição comecem a negociar alianças para neutralizá-lo.

O PMDB pode eleger até nove governadores, sendo que dois deles — André Pucinelli, do Mato Grosso do Sul, e José Fogaça, do Rio Grande do Sul — são independentes e não estão envolvidos na campanha de Dilma Rousseff.

O partido deve eleger ainda Roseana Sarney no Maranhão, Sinval Barbosa no Mato Grosso, José Maranhão na Paraíba, Sérgio Cabral no Rio de Janeiro e Carlos Gaguim em Tocantins.

E tem chances também em Minas Gerais, com Hélio Costa, e em Rondônia, com Confúcio Moura.

Esse poder todo está movimentando não apenas a base petista, que sabe que vai ter que dividir realmente o poder, inclusive a distribuição de cargos, com o PMDB, mas também a base governista mais ampla, que teme que não sobrará espaço para mais ninguém com a disputa entre PT e PMDB.

O PSB, que deve eleger pelo menos três governadores — Cid Gomes no Ceará, Eduardo Campos em Pernambuco e Renato Casagrande no Espírito Santo —, é o mais preocupado em ganhar espaço para negociar e já propõe uma união entre PT, PSDB e PSB para se contrapor ao PMDB.

O ex-governador Aécio Neves — que terá sua liderança reforçada se conseguir eleger seu candidato Antonio Anastasia — prevê que a polarização com o PT continuará, e pretende fazer uma aliança do PSDB com PDT, PSB, PPS, DEM e mais PP, PTB e parte do PMDB, para disputar com o PMDB oficial e o PT o comando do Senado.

Pode ser que uma onda governista altere esse quadro, mas até o momento isso não aconteceu.

Oposição com discurso confuso: Partido Verde se anima

20/08/2010

 

A campanha televisiva de José Serra parece sem rumo. Não se sabe ao certo qual desejo dos brasileiros o tucano quer personificar.

Ele é o candidato da oposição ou ele é o candidato mais experiente e capaz da continuidade?

No fim das contas, a realidade é que nenhum destes papéis deveria ser interpretado por Serra, caso queira vencer a disputa.

A estratégia correta seria bater firme nos erros do governo e promover o reconhecimento e manutenção dos acertos, escolhendo dois ou três pontos para marcar a candidatura, os chamados “tipping points”.

Acontece que na busca por essa sintonia fina, a campanha tucana erra a mão e pesa demais ou de um lado ou de outro, dependendo do momento.

Ou o tom sobe demais e a crítica a Dilma traz rejeição dos milhões que aprovam Lula ou se cai na defesa de um continuísmo tão sem inovações que estimula o voto no que “já está aí”.

Há que se reconhecer que o equilíbrio defendido está em cima de linha tênue, mas os profissionais contratados para o marketing têm a obrigação de conseguir atingí-lo, vistos a experiência que têm e o quanto recebem mensalmente.

É nesse cenário de aparente indecisão da campanha tucana que o Partido Verde se anima. Há quem sonhe com um segundo turno entre Dilma e Marina.

No Rio de Janeiro, por exemplo, este cenário não está distante. É significativo, embora não retrate o País todo.

Acontece que o programa eleitoral de Marina não está ajudando. Buscando inovar, o marketing da campanha está se equivocando e cometendo erros primários como esconder a candidata.

Uns dizem que se erra neste início de propósito, para trazer exposição com os comentários sobre os programas inusitados que, só tendo pouco mais de um minuto, dependem muito da repercussão.

Ocorre que má repercussão não adianta. Não vale a máxima de que “toda propaganda é uma boa propaganda”.

Se continuarem assim os vídeos de Marina, Serra pode se preocupar só com Dilma.

Começa a propaganda eleitoral na televisão: Dilma se sai melhor

18/08/2010

O horário político em todos os canais abertos da nação está de volta, como sempre faz de dois em dois anos.

Embora a audiência dos canais pagos tenha aumentado, reduzindo o número de espectadores da propaganda eleitoral, ela ainda é a maior fonte de informação para decisão do voto.

Sendo assim, os candidatos, principalmente os majoritários, precisam produzir seus programas com muito carinho, tendo escolhido os marqueteiros com muito cuidado.

Parece que a equipe de Marina Silva esqueceu isso tudo. Seus primeiros comerciais foram péssimos, com cara de documentário barato sobre meio ambiente. Ela veio nos contar “uma verdade inconveniente”.

Serra se saiu melhor, se dirigiu pessoalmente ao eleitor, olho no olho, mas não trouxe nada de novo se compararmos com as campanhas tucanas de 2002 e 2006. Falou muito de saúde, algo que pode funcionar, mas que tem, como os remédios, prazo de validade.

Dilma acertou mais. Mirou Lula e emoção, emoção e Lula, visando atingir o grosso do eleitorado. Fala mal para as câmeras, mas apresentar o que a maioria quer ver costuma funcionar na democracia.

Datafolha: Dilma lidera – 41% a 33% sobre Serra

15/08/2010

Confirma-se totalmente, enfim, a tendência de subida de Dilma, não só pelo aumento de seu índice, mas também pela troca de votos com Serra.

A petista caminha para o período de exibição do horário político como favorita.

Só o mesmo horário político pode fazer Serra virar o jogo, mas as probabilidades não estão ao lado do tucano.

Resta saber agora se Dilma fecha o primeiro turno na frente com vitória ou indo para um segundo turno onde os eleitores de Marina Silva poderão ser os fiéis da balança.

A importância da televisão: Plínio pré-debate versus Plínio pós-debate

07/08/2010

Diz o blog Radar Político, do site do Estadão:

“O estilo contundente e irônico de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) no debate da Band irritou o PV, surpreendeu o PT e animou o PSDB.

Os verdes não gostaram de o ex-deputado ter igualado Marina Silva a José Serra e Dilma Rousseff, quando a candidata verde tenta se apresentar como terceira via.

Os petistas não sabem como reagir às provocações do velho companheiro de partido.

E os tucanos, preocupados em levar a campanha para o segundo turno, torcem para que a estratégia de Plínio mude o voto de simpatizantes mais radicais do PT, ’saudosos da campanha de 1989′.”

Há agora a possibilidade de um efeito Plínio. Quem esperaria comentários desse tipo três dias atrás?

Plínio de Arruda Sampaio sempre foi representativo para a política. Mas só para ela. A população em geral não se lembra de ninguém conhecido quando ouve seu nome.

Contudo, Plínio Sampaio é, agora, febre no Twitter e os analistas políticos, que antes o viam apenas como o candidato nanico do PSOL que nem apoiado por Heloísa Helena é, passam a cogitar a possibilidade de que uma subida sua nas pesquisas para aproximadamente 2 ou 3% aconteça, podendo fazer diferença, quem sabe, para que haja ou não segundo turno.

Conclui-se que, mesmo tendo o debate presidencial da Rede Bandeirantes tido uma audiência reduzida, há um Plínio pré-debate e um Plínio pós-debate. O presidenciável soube aproveitar o tempo que teve diante das câmeras e apareceu.

O Jornal Nacional cobre Plínio. Provavelmente ele será convidado para os próximos debates.

Plínio de Arruda Sampaio estava apenas no mapa dos entendidos. Agora é ponto presente nos gráficos da blogosfera política, dos colunistas políticos de jornal e dos boletins televisivos.

Agora Plínio é candidato de verdade. Sua irreverência, e não sua ideologia, proporcionaram isso. Quem diria?

Este é o efeito da televisão na política.

A internet está aí para destroná-la, mas ainda falta muito.

Muito mesmo.

É por isso que a campanha começa de verdade na segunda quinzena de agosto.

É quando começam os comerciais políticos na televisão, com o horário eleitoral obrigatório e, principalmente, com as inserções comerciais durante a programação.

E que Plínio, do alto dos seus 80 anos de idade, traga humor para os nossos modorrentos debates.

A última gota d’água: Lula afirma que “oposição vai perder as eleições”

04/08/2010

Informa a Agência Estado:

“‘A oposição vai perder as eleições presidenciais.’ Sorrindo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pronunciou a frase durante a 39ª Cúpula de presidentes do Mercosul, realizada hoje na cidade argentina de San Juan.

[...]

‘Para quem está no governo oito anos não é nada’, disse Lula, em referência a seus dois mandatos presidenciais consecutivos. ‘Mas, com certeza, para a oposição, oito anos é uma eternidade’, ironizou o brasileiro perante os presidentes do Mercosul, vários dos quais riram com o comentário de Lula, que teve cautela em evitar de citar de forma explícita o candidato José Serra, do PSDB.”

Está posta a última gota d’água. Na realidade, transbordou o copo.

Como autor do blog, estou oficialmente desistindo de enxergar seriedade e compostura no Presidente Lula.

Fazer chacota da oposição? Rir dos adversários motivado, provavelmente, pela subida de Dilma Rousseff nas pesquisas?

Ora, mas que falta de respeito. Um absurdo!

Era só o que faltava depois de uma campanha antecipada flagrantemente ilegal e de um aparelhamento da administração pública estratosférico, que gera o uso da máquina na campanha.

Lula joga no lixo a liturgia do cargo. Se comporta como um político qualquer, espertalhão, e não como o Presidente de nossa República.

Haja salto alto! Haja arrogância! Haja prepotência!

Como eleitor, me irritei. Sinceramente.

Embora tenha criticado duramente os erros da gestão do Presidente, tenho elogiado os acertos do governo Lula desde sempre.

E continuarei a fazê-lo, por uma questão de honestidade intelectual.

Mas não dá mais para enxergar em Lula um estadista. Imaginem o que diriam os petistas de Fernando Henrique se ele risse da oposição em 1998.

Essa foi, sim, a gota d’água.

O Perspectiva, por ser democrático, não vota. Mas eu, particularmente, voto Marina Silva e já disse isso aqui.

Contudo, com essa soberba do Presidente começo a ter uma pontinha de vontade de votar em Serra.

A vitória dele provaria ao PT que não se ri antes da hora.

Ainda mais dessa forma desrespeitosa para com o processo democrático brasileiro e, principalmente, para com o eleitor.

Análise Geral – Serra e Aécio: A hora da verdade

30/07/2010

O desempenho do presidenciável tucano José Serra nas pesquisas piorou no que se refere a Minas Gerais.

O PSDB está perdendo espaço na corrida presidencial no estado, embora Aécio Neves lidere, com índices astronômicos, a disputa pelo Senado.

Desde sempre existe o boato de que, preterido da corrida presidencial por conta das pretensões de Serra, Aécio faria corpo mole na campanha presidencial do PSDB em seu estado. Trataria de se eleger, dar a vitória ao seu poste, o atual Governador Antonio Anastasia, e ponto final. O voto “dilmasia”, Dilma Presidente e Anastasia Governador, não o incomodaria.

Mas esse é o boato. Não se sabe qual é o fato. Aécio já discursou pedindo votos para Serra de forma veemente, o que gera dúvidas sobre seu real posicionamento.

Pois bem. Agora teremos a resposta. Serra precisa de Aécio em Minas neste momento, para vencer e quem sabe abrir vantagem no estado que, junto com o Rio de Janeiro, decidirá a eleição.

Vamos ver o que acontece.

Chegou a hora da verdade.

Ciro diz que apóia Dilma mas não diz se fará campanha

30/07/2010

Informa o Estadão :

“O almoço entre a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e o deputado federal Ciro Gomes (PSB) durou pouco mais de uma hora nesta quinta-feira, no escritório político do PT no Lago Sul, em Brasília.

Na saída do encontro, Ciro garantiu apoio à candidatura petista, mas não revelou se gravará programas para a TV declarando voto nela.”

Ciro foi um aliado leal do governo. Teve seu companheirismo pago com deslealdade.

O verso da música que sempre ouvimos na voz de Beth Carvalho, “você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”, se aplica perfeitamente.

Agora o PT quer que Ciro peça votos para Dilma, mesmo tendo sido sacaneado – essa é a palavra – em benefício de um poste sem sua histórica política e sem sua capacidade.

Eu, se fosse Ciro, não iria atrapalhar, mas lavaria minhas mãos.

Na verdade, há até algo melhor a se fazer:

Apoiar Marina.