Postagens com a palavra-chave ‘Cesar Maia’

Marina aprova candidatura de Gabeira no Rio

14/01/2010

Disse recentemente este que vos fala:

[...] surge a notícia de que Gabeira estaria reconsiderando o governo. Com um suposto aval de Serra, restaria o aval de Marina para que o plano de palanque duplo no primeiro turno e único no segundo se concretize. Vendo as chances de vitória aumentarem, DEM, PSDB e PPS sorriem de orelha a orelha.

[...]

No fim das contas, há que se aguardar o desenrolar dos fatos, porém, parece que o PV se unirá a DEM, PSDB e PPS no Rio realmente, lançando Fernando Gabeira para o governo, Cesar Maia para o Senado e, provavelmente, mais um tucano ou um membro do PPS para a outra vaga de Senador. Isso construiria uma chapa competitiva para enfrentar Sérgio Cabral (PMDB), atual Governador que tentará a reeleição.

Pois bem. Parece que os fatos estão se desenrolando a favor da consolidação da candidatura de Gabeira ao governo do Rio, afinal, embora tenha feito algumas ressalvas, Marina Silva, dona da última palavra que restava para que o acordo fosse fechado, aprovou a pretensão do verde no que tange o governo fluminense:

“A senadora e pré-candidata à Presidência Marina Silva (PV-AC) disse ontem ser favorável à intenção do deputado federal Fernando Gabeira de disputar o governo do Rio.

Mas, segundo ela, o partido ainda precisa discutir o fato de Gabeira ter dois palanques no estado — o dela e o do governador de São Paulo, José Serra (PSDB) — já que o deputado deverá disputar a sucessão fluminense pela coligação PSDB/DEM/PPS/PV.

— Todos (os integrantes do PV) são favoráveis à candidatura de Gabeira. Agora, caberá debater como vamos viabilizar isso. A questão prioritária é que não tenha uma ambiguidade para não entrar em contradição com o projeto nacional do partido. Só vamos decidir depois do carnaval — afirmou a senadora.”

Já disse e repito:

Boa notícia para quem, como este que vos fala, procura opção no Rio de Janeiro por desaprovar a gestão de Cabral.

O Perspectiva já havia declarado que provavelmente votará em Marina Silva para Presidente. Sendo coerente, o blog anuncia desde já que se Fernando Gabeira for candidato ao governo do Rio, este será o seu candidato.

Análise: Gabeira pode aceitar disputar o governo no Rio e fazer palanque para Serra

14/01/2010

Fernando Gabeira, conhecido deputado, sempre foi um político de opinião. Se por um lado sempre foi admirado por uma parcela do eleitorado, por outro não tinha até pouco tempo uma votação muito expressiva junto à massa. Acontece que a última eleição para Deputado Federal colocou Gabeira entre os mais bem votados do Brasil e o bom resultado, embora tendo perdido o pleito, nas eleições municipais cariocas, consolidou esse novo cacife do verde.

É por isso que Gabeira tem sido cortejado, desde o fim do ano de 2008, pelas oposições fluminense e nacional. Ele transformou-se pelo resultado da eleição municipal, que veio na esteira de um momento propício somado ao poderio já adquirido na eleição parlamentar de 2006, no nome com mais chances de dar à oposição fluminense o governo do estado e de construir palanque forte para a candidatura presidencial oposicionista.

Toda a articulação vinha caminhando bem, até que Marina Silva migrou para o PV de olho na corrida presidencial. Gabeira não gostou nada da ideia de fazer palanque para dois candidatos e não foi convencido pelos argumentos de aliados que traziam uma ideia de que o verde poderia receber Serra e Marina em seu palanque no primeiro turno e depois focar em Serra em um possível segundo turno. Com isso, o PV ensaiou e depois deu quase como certa sua saída, no Rio, da costura que une DEM, PSDB e PPS.

Restou a Gabeira dizer que tentaria o Senado, afinal, não seria inteligente desperdiçar o cacife adquirido em 2008 com uma candidatura à reeleição para o cargo de Deputado Federal, que ele já ocupa. O que ocorre é que o PV, sozinho, não pode propiciar a Gabeira um tempo de televisão razoável para a disputa do Senado. DEM, PSDB e PPS só o auxiliariam se ele se decidisse pelo governo.

Foi aí que Alfredo Sirkis anunciou que ele poderia tentar o governo, sendo o palanque de Marina Silva, com Aspásia Camargo concorrendo ao Senado pelo PV. Essa arrumação colocaria Gabeira mirando um novo cargo na Câmara dos Deputados. Talvez pouco para quem perdeu a Prefeitura por apenas 50 mil votos.

Nesse momento, a aliança DEM-PSDB-PPS continuou tentando convencer Gabeira, enquanto preparava o plano B. Nomes de todos os três partidos foram cogitados, como Índio da Costa (DEM), Otávio Leite (PSDB) e Stepan Nercessian (PPS).

É neste ponto que surge a notícia de que Gabeira estaria reconsiderando o governo. Com um suposto aval de Serra, restaria o aval de Marina para que o plano de palanque duplo no primeiro turno e único no segundo se concretize. Vendo as chances de vitória aumentarem, DEM, PSDB e PPS sorriem de orelha a orelha.

O que poucos citam é que o que pode acabar por empurrar Gabeira para o governo é a inteligência das articulações do DEM carioca, partido mais influente no Rio do que os seus companheiros de oposição que, ao fechar questão em torno de Cesar Maia para o Senado, deixou Gabeira sem espaço para esse caminho tangente, sendo obrigado a optar ou pelo governo ou por jogar fora, de certa forma, seu sucesso de 2008.

No fim das contas, há que se aguardar o desenrolar dos fatos, porém, parece que o PV se unirá a DEM, PSDB e PPS no Rio realmente, lançando Fernando Gabeira para o governo, Cesar Maia para o Senado e, provavelmente, mais um tucano ou um membro do PPS para a outra vaga de Senador. Isso construiria uma chapa competitiva para enfrentar Sérgio Cabral (PMDB), atual Governador que tentará a reeleição.

Boa notícia para quem, como este que vos fala, procura opção no Rio de Janeiro por desaprovar a gestão de Cabral.

O Perspectiva já havia declarado que provavelmente votará em Marina Silva para Presidente. Sendo coerente, o blog anuncia desde já que se Fernando Gabeira for candidato ao governo do Rio, este será o seu candidato.

Serra terá que se esforçar para articular palanques em alguns estados

05/01/2010

Informa o Globo, a respeito da necessidade de José Serra, agora pré-candidato tucano único, acelerar a coordenação das articulações, tão cobrada por alguns aliados há meses e que andou devagar  – irritando alguns oposicionistas que questionam a estratégia do Governador paulista -, visando formar palanques em alguns estados e solucionar impasses entre os aliados em outros:

“A saída do governador mineiro Aécio Neves da disputa presidencial e a consequente consolidação do governador paulista José Serra como candidato do PSDB à sucessão em 2010 solucionou apenas um dos muitos impasses enfrentados pela oposição na corrida pelo Palácio do Planalto. A partir de janeiro, Serra terá de sair a campo se quiser garantir bons palanques nos estados. Isso porque os três partidos engajados em sua campanha – PSDB, DEM e PPS – estão sem candidatos e sem visibilidade em alguns estados estratégicos, como Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco. Para piorar a situação, esses mesmos aliados estão divididos em Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.

No Rio, por exemplo, os dois nomes mais cotados para a disputa, o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), resistem à ideia.

[...]

Já em Pernambuco, Serra espera que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) atenda a seu apelo para que ele dispute o governo do estado, onde a candidata petista Dilma Rousseff já garantiu seu palanque: o do governador Eduardo Campos, candidato à reeleição. Mesmo relutante à ideia, Jarbas não descarta essa possibilidade, até porque ainda tem quatro anos de mandato de senador pela frente.

No Ceará, a situação é mais complicada. A alternativa mais viável para a oposição seria lançar o nome do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) ao governo do estado. Mas há um problema: amigo do atual governador Cid Gomes, do PSB, Tasso prefere se candidatar à reeleição para o Senado. Assim, não teria de enfrentar Cid, que lidera as pesquisas de opinião com folga, e ainda teria o apoio do amigo para sua eleição.

Com o escândalo que atingiu o atual governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, a oposição também ficou sem candidato na capital federal. Arruda foi obrigado a se desfiliar do DEM para não ser expulso do partido e seu vice, Paulo Octávio, ainda se mantém na legenda, mas enfrenta as mesmas acusações de que teria sido beneficiado pelo esquema de cobrança de propina de empresas que prestam serviços ao governo do Distrito Federal.

Serra também terá de intervir para pacificar seus aliados em alguns estados. No Paraná, por exemplo, enquanto o DEM negocia seu apoio à candidatura do senador Osmar Dias (PDT-PR), os tucanos insistem em ter candidatura própria. O nome mais forte é o do prefeito de Curitiba, Beto Richa, que está empatado tecnicamente com Dias.

No Rio Grande do Sul, a insistência da governadora tucana Yeda Crusius em disputar a reeleição se transformou num problema para os tucanos. Os aliados de Serra preferem uma aliança com o PMDB, que deverá lançar a candidatura do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça. Já o DEM negocia uma aliança com o PDT e o PTB, numa tentativa de eleger uma bancada federal maior.

DEM e PSDB também poderão ficar em lados opostos em Mato Grosso. Enquanto o primeiro planeja lançar o nome do senador Jayme Campos para o governo estadual, os tucanos defendem a candidatura do atual prefeito de Cuiabá, Wilson Campos.

Em Goiás, o PSDB aposta na candidatura do senador Marconi Perillo, ex-governador do estado. Mas o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado, já teria fechado um acordo para apoiar o candidato do atual governador de Goiás, Alcides Rodrigues, do PP.”

PT e PMDB estarão juntos no Rio: Lindberg recua e Cabral tem menos um problema

01/01/2010

Informa o Globo:

“Após mais de duas semanas resistindo a pressões dentro do PT e do PMDB, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), recuou e fechou um acordo com o governador Sérgio Cabral (PMDB). De acordo com a reportagem de Jorge Bastos Moreno e Camila Nobrega, publicada na edição desta sexta-feira do Globo, Lindberg desistiu de sua candidatura ao governo do Estado do Rio pelo PT em 2010. Segundo Lindberg, sua principal exigência para o acordo, que só será anunciado no fim de janeiro, foi a garantia de vaga para disputar o Senado, deixando Benedita da Silva fora da corrida. Já o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), que tem articulado com Cabral as conversas com o prefeito de Nova Iguaçu, confirma a combinação, mas nega que a vaga para a disputa do Senado no PT tenha sido negociada.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou Lindberg e lhe deu um ultimato: disse que não estaria em outro palanque no Rio, a não ser o do atual governador. Enfraquecido também com a derrota de seu candidato, Lourival Casula, para presidir o PT do Rio, Lindberg perdeu a possibilidade de insistir com Lula. Recorreu a Cabral para costurar um pacto e assegurar a vaga ao Senado.

- Fiz o acordo, porque o presidente Lula conversou comigo e pediu que eu desistisse nesse momento e também porque havíamos perdido as eleições internas no PT. Darei dois passos atrás para dar um passo adiante – disse o prefeito de Nova Iguaçu, citando Lênin e já pensando em sua candidatura a governador em 2014.

[...]

Além da vaga para o Senado, Lindberg afirma que estaria garantida a vinda, para favelas do Rio atendidas pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), de projetos sociais implantados por ele em Nova Iguaçu.”

Com o recuo de Lindberg Farias, um dos obstáculos de Sérgio Cabral é retirado. A baixa aprovação, a má avaliação do governo, a candidatura de Anthony Garotinho e o mau desempenho nas pesquisas em algumas regiões do estado perduram, mas com certeza já é uma ajuda.

Cabral terá também Lula em seu palanque, já que será o candidato oficial de Dilma no Rio, embora Garotinho se coloque também como governista.

Em resumo, o atual Governador fluminense ainda tem vários problemas para solucionar visando a reeleição, porém, o acerto com o PT já facilita sua vida em grande parte.

O cenário do Rio de Janeiro vai se desenhando como um onde três candidatos terão chance de vitória e largarão com condições não muito distantes. Cabral lidera as pesquisas e terá a máquina, porém, Garotinho já lidera no interior do estado e a capital tem tudo para dar grande votação ao candidato oposicionista, representante da aliança PSDB-DEM-PPS, que se fortalecerá se Serra caminhar bem na eleição presidencial, seja ele quem for.

Se o PV se unir à aliança da oposição, Fernando Gabeira pode ser a opção. Cesar Maia (DEM), ex-Prefeito da capital, também aparece com intenção de voto considerável nas pesquisas.

O que ocorre é que os dois parecem preferir a candidatura ao Senado. O que abre espaços para nomes tucanos como os deputados federais Otávio Leite e Marcelo Itagiba, democratas como o também deputado federal Índio da Costa e até do PPS como o vereador Stepan Nercessian, menos cotado.

A realidade é que a oposição fluminense ainda torce para que Gabeira decida concorrer ao governo estadual e aguarda que Serra, agora candidato indubitável, coordene o convencimento, já que é seu interesse ter um palanque forte no Rio de Janeiro.

O candidato da oposição tem tudo para enfrentar Cabral no segundo turno com chances de vitória, visto que cada um dos três grupos políticos (mais o de Garotinho) tem aproximadamente um terço do eleitorado como simpatizante. Garotinho provavelmente ficará fora por ter telhado de vidro, mas seu eleitor pode migrar para a oposição no segundo turno, afinal, mesmo sendo governista, o ex-Governador é de oposição regional.

Por fim, vale dizer que no tange Lindberg Farias o acordo pode lhe ser favorável. O fato de ele ter exigido que programas seus, empreendidos em Nova Iguaçu (zona metropolitana do Rio, onde ele é Prefeito), fossem reproduzidos no Rio demonstra que o cargo no Senado almejado será apenas trampolim para as eleições cariocas de 2012 ou estaduais de 2014.

Resta saber se o trato será cumprido pelo outro lado. Tenho minhas dúvidas. A estratégia à la Lênin  de dar um passo atrás para dar dois à frente pode falhar.

A original falhou.

Pesquisas Datafolha: Rio, São Paulo, Minas, Bahia, Pernambuco, Ceará e Distrito Federal

22/12/2009

O Instituto de Pesquisas Datafolha divulgou, ontem e hoje, suas novas pesquisas de intenção de voto no que diz respeito às eleições para os governos estaduais do ano que vem.

Foram coletadas informações no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais, na Bahia, em Pernambuco, no Ceará e no Distrito Federal.

Seguem os números, que poderão ilustrar aos leitores do Perspectiva a quantas anda a sucessão estadual de cada ente da federação listado, além de breves comentários meus:

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB) – 36%

Anthony Garotinho (PR) – 24%

Fernando Gabeira (PV) – 17% ou Cesar Maia (DEM) – 13%

Lindberg Farias (PT) – 10%

Fica nítido que, por mais que o Governador Sérgio Cabral lidere com alguma folga, deverá haver segundo turno. Neste, o Governador tem tudo para se complicar, pois todos os outros candidatos lhe fazem oposição ferrenha e, provavelmente, indicariam a seus eleitores o voto no adversário final de Cabral.

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) – 50% ou José Serra (PSDB) – 44%

Marta Suplicy (PT) – 19% ou Ciro Gomes (PSB) – 16% ou Antonio Palocci (PT) – 4%

Paulo Maluf (PP) – 10% ou Celso Russomano (PP) – 6%

Soninha Francine (PPS) – 7%

Com a desistência de Aécio Neves com relação à disputa presidencial, confirma-se a previsão deste blog de que José Serra será o presidenciável tucano. Isso joga a eleição paulista no colo de Geraldo Alckmin, que só não ganha se não concorrer.

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB) – 31%

Fernando Pimentel (PT) – 19% ou Patrus Ananias (PT) – 12%

Antonio Anastasia (PSDB) – 10%

O Ministro das Comunicações Hélio Costa mantém a liderança mas vem caindo aos poucos. Isso anima os petistas a decidirem pela candidatura, coisa que, curiosamente, pode empurrar Hélio para o Senado, apoiando Anastasia, candidato de Aécio, que se viabilizará se chegar a aproximadamente 30% até julho.

Bahia

Jaques Wagner (PT) – 39%

Paulo Souto (DEM) – 24%

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 11%

Se PT e PMDB continuarem distantes na Bahia, Wagner não poderá vencer no primeiro turno. Isso também quer dizer que, no segundo turno, enfrentará ou um Paulo Souto apoiado por Geddel, ou um Geddel apoiado por Paulo Souto. Em ambos os casos, Wagner é, dependendo da campanha, derrotável. Se Lula unir Geddel e Wagner, o PT leva no primeiro turno.

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) – 57%

Jarbas Vasconcelos (PMDB) – 29% ou Roberto Magalhães (DEM) – 10%

Em Pernambuco, a eleição está decidida. Salvo um desastre, Eduardo Campos se reelegerá e Jarbas, ou Magalhães, fará apenas o palanque da oposição.

Ceará

Cid Gomes (PSB) – 53%

Tasso Jereissati (PSDB) – 23% ou Roberto Pessoa (PR) – 14%

Luizianne Lins (PT) – 8%

Caso Ciro Gomes saia candidato ao Planalto, o PT provavelmente lançará candidatura própria no Ceará, em represália. Isso reduziria a folga de Cid Gomes, porém, provavelmente não seria suficiente para tirar-lhe a vitória. Se a disputa for para o segundo turno, já será uma vitória da oposição a Cid que, provavelmente, não terá chances de vencer o Governador nesta segunda fase.

Distrito Federal

Joaquim Roriz (PSC) – 44%

Cristovam Buarque (PDT) – 17% ou José Reguffe (PDT) – 6%

Agnelo Queiroz (PT) – 11%

José Roberto Arruda (DEM) – 11% ou Paulo Octávio (DEM) – 7%

Gim Argello (PTB) – 5%

O escândalo ocorrido no Distrito Federal fez despencar as intenções de voto de Arruda que, hoje, não tem nem mesmo condições legais de concorrer, já que está sem partido. O maior beneficiário foi Joaquim Roriz, ex-Governador, que subiu nas pesquisas. Curiosamente, é Roriz o apontado como iniciador de todos os esquemas relevados recentemente. Justamente por isso, novos fatos podem surgir e dar o favoritismo a Cristovam Buarque.

Política e Internet: Os políticos no Twitter

17/11/2009

Como os leitores mais assíduos do Perspectiva já sabem, este blogueiro, como não poderia deixar de ser, acompanha de forma profunda a evolução da relação entre internet e política. Já tratei do tema diversas vezes.

O próprio Perspectiva Política, hoje consolidado, é um veículo que faz essa conexão. Traz análises, debates, posicionamentos e infomações sobre a política nacional para o mundo virtual, utilizando-se da rede para estabelecer contato com colunistas e leitores de todo o País.

Pois bem. A maioria de vocês já deve saber que muitos políticos estão aumentando sua atuação na internet. A maioria utilizando, pelo menos, o Twitter, que facilita a comunicação direta com o eleitor e possibilita a produção de conteúdo próprio, sendo uma forma de driblar o monópolio da grande mídia sobre a intermediação da informação.

Justamente por isso, estive pesquisando a respeito de quais políticos se destacam no Twitter. Divido com vocês o resultado da pesquisa, citando os nomes dos dez políticos que parecem estar entre os que têm mais destaque nas redes sociais:

Cesar Maia – Ex-Prefeito do Rio de Janeiro (DEM) – @cesarmaia_

Cristovam Buarque – Senador (PDT-DF) – @sen_cristovam

Manuela D’Ávila – Deputada Federal (PC do B-RS) – @deputadamanuela

Beto Richa – Prefeito de Curitiba (PSDB) – @betoricha

José Serra – Governador de São Paulo (PSDB) – @joseserra_

Aloizio Mercadante – Senador (PT-SP) – @mercadante

Fernando Gabeira – Deputado Federal (PV-RJ) – @gabeiracombr

Gabriel Chalita – Vereador em São Paulo (PSB) – @gabriel_chalita

José Agripino – Senador (DEM-RN) – @joseagripino

Delcídio Amaral – Senador (PT-MS) – @delcidio

Por fim, nunca é demais lembrar que o Perspectiva também tem o seu twitter: @perspectiva

Se Aécio não for o Vice de Serra, DEM pleiteará a vaga

07/11/2009

Todos os que acompanham a política nacional com atenção sabem que o PSDB vive, hoje, uma indecisão. O partido não sabe se indica José Serra ou Aécio Neves como candidato à Presidência pelo partido.

O Governador paulista é o favorito internamente e nas pesquisas. O Governador mineiro parece ser o favorito daqueles que cogitam deixar a base aliada do governo para se unirem ao projeto tucano.

Em suma, Serra é mais forte, mas Aécio agrega mais. Esses são os atributos de cada um. Este blogueiro, há meses, já apostou que o candidato será José Serra, restando apenas saber se Aécio Neves aceitará ser o Vice ou não.

Aparentemente o Governador mineiro não aceitará, para alegria do governo, que sabe que uma chapa Serra-Aécio é imbatível. Aécio também sabe dessa força, mas, ao mesmo tempo, tem a noção de que a chapa puro-sangue ajudaria muito mais a Serra do que a ele.

Pois bem. E se Aécio não for realmente o Vice? Terá ele o direito de indicar o companheiro de chapa de José Serra? Poderia ele, talvez, indicar outro mineiro, o ex-Presidente Itamar Franco, que representa outro aliado, o PPS, para que São Paulo e Minas Gerais estivessem juntos mesmo sem Aécio na chapa?

Alguns dizem que sim. Outros sentenciam que não com um argumento muito forte: Serra e Itamar não se bicariam. É verdade. Esta noção tem lógica.

Sendo assim, entra no cenário o Democratas, aliado preferencial do PSDB nacionalmente e partido que será responsável pelo aporte de quase metade do tempo de televisão da oposição na campanha presidencial de 2010.

O DEM quer a vaga se ela não for de Aécio. E é normal que o faça, afinal, é aliado de primeira hora do PSDB. O partido quer aumentar as chances de vitória e, por isso, aceita abrir mão da posição em favor de Aécio, porém, pelo visto, brigará por ela se o mineiro não a quiser.

Os nomes cotados são José Agripino Maia (RN), o favorito, Cesar Maia (RJ), correndo por fora, Ronaldo Caiado (GO), azarão, e José Roberto Arruda (DF), improvável por estar disposto a tentar a reeleição no governo distrital.

Agripino é visto como alguém que poderia trazer alguns votos do Nordeste, área onde Lula é extremamente popular, além de ser uma importante ponte entre a ala histórica do DEM, representada por nomes como Jorge Bornhausen (SC) e Marco Maciel (PE), e a ala jovem, esta comandada pelo Presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ).

Cesar Maia, por sua vez, tem ótimo trânsito com Serra, além de poder construir um palanque para o candidato tucano que está em falta: O do Rio de Janeiro.

Rio 2016 – As Olimpíadas serão no Rio de Janeiro

03/10/2009

Brazil Rio 2016 Olympic Games

Depois de diversas tentativas, o Rio de Janeiro conseguiu o que tanto lutou para obter, tendo investido, inclusive, alguns milhões de reais na empreitada.

A cidade sediará os Jogos Olímpicos de Verão, os mais importantes, no ano de 2016, tendo derrotado as outras cidades candidatas: Madri, Chicago e Tóquio.

Obviamente, o fato de o Rio de Janeiro sediar os Jogos Olímpicos poderá trazer diversos benefícios para a cidade e para seus habitantes, como, por exemplo, avanços em setores como a segurança pública, os transportes e o turismo.

Contudo, é preciso que se tenha a total noção de que os trabalhos começam desde já. E isso não representa, apenas, que os esforços já dever concentrados o mais rápido possível.

Isso quer dizer também que os recursos públicos que serão gastos devem ser dispendidos com todo o critério, que a fiscalização da utilização destes recursos tem de ser firme e honesta e que deve-se buscar que as obras e as melhorias representem não só a realização correta das Olimpíadas, mas, também, a construção de um bom legado para a cidade como um todo.

Além disso, é relevante avaliar os efeitos políticos da escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016.

Todos os analistas têm dito que, por fortalecer Lula, a escolha do Rio poderá interpretar algum papel positivo na candidatura de Dilma Rousseff. Citam eles também que as imagens do Governador fluminense Sérgio Cabral e do Prefeito carioca Eduardo Paes serão beneficiadas.

Acontece que parece injusto, na visão deste blogueiro, que no caso das Olimpíadas 2016 seja observada a condenável e triste memória política curta do brasileiro em geral.

Ressalvadas as críticas que podem ser feitas à sua gestão no Rio de Janeiro, não se pode deixar de dizer que o grande responsável pela conquista da cidade é o seu ex-Prefeito Cesar Maia.

Foi Cesar Maia que lutou fortemente para que o Pan 2007, grande gerador da vitória do Rio e grande comprovação de que a cidade teria condições de realizar os Jogos Olímpicos, ocorresse e, com certeza, não haveria Rio 2016 se não houvesse existido o Pan 2007.

Além disso, foi Maia que inscreveu o Rio de Janeiro na competição para sediar os Jogos.

Em suma, é claro que Lula, Cabral, Dilma e Paes se utilizarão do possível cacife político que as Olimpíadas podem representar, e é até justo que o façam até certo ponto já que estes detêm suas parcelas de contribuição.

Porém, não é nada justo que não se cite Cesar Maia, um Prefeito que, se teve seus erros, possibilitou o projeto Rio 2016 com suas obras do Pan 2007.

Como sempre diz o Perspectiva, é preciso criticar o que deve ser criticado e elogiar o que deve ser elogiado.

Não se pode permitir que aqueles que adentraram no grupo responsável pelos esforços pró-Rio 2016 recentemente capitalizem todos os lucros políticos, permitindo assim que aqueles que trabalharam muito no projeto sejam esquecidos e desprestigiados.

Se a memória política brasileira continuar a funcionar assim, apenas serão desestimulados os esforços e incentivadas as obras de último ano de mandato.

Sejamos justos, precisamos dar a Cesar o que é de Cesar.

Lula diz que vê dificuldades em palanque duplo de Dilma no Rio

24/09/2009

Recentemente, comentou este blog a respeito da participação do Prefeito petista de Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio de Janeiro, Lindberg Farias, no que tange a sucessão fluminense:

O Prefeito Lindberg Farias (PT), que comanda a cidade de Nova Iguaçu, situada na região metropolitana do Rio de Janeiro, quer ser candidato a Governador do estado. O Perspectiva já comentou esta questão algumas vezes inclusive.

Pois bem. Por ser o atual Governador fluminense o peemedebista Sérgio Cabral e por querer o PT nacional o apoio do PMDB para Dilma Rousseff, a Direção Nacional do PT cogita enquadrar Lindberg e impedir que ele saia candidato, em benefício de Cabral.

[...]

Pois bem. Em viagem a Brasília o Prefeito Lindberg disse: “Nem com um pedido do presidente Lula retiro a candidatura”.

[...]

A realidade é que Lindberg nunca demonstraria esta desenvoltura sem ter pelo menos um apoio tácito do Presidente Lula. A informação que corre é a de que Lula quer esperar algum tempo e verificar quão ruim é a situação de Cabral no Rio de Janeiro. Enquanto isso, vai permitindo que Lindberg busque se fortalecer.

[...]

Se Cabral vier a demonstrar um favoritismo que não tem mostrado, Lindberg deve ser podado. Isso quer dizer que enquanto Lindberg se comportar como pré-candidato, Lula tem dúvidas a respeito do desempenho futuro de Cabral.

Pois bem. Confiram o que informa o jornal carioca O Dia:

“O Dia conversou com o presidente Lula segunda-feira, no jantar em que ele recebeu o Prêmio ao Serviço Público, concedido pelo instituto de pesquisas americano Woodrow Wilson Center, em Nova Iorque.

[...]

E a sucessão estadual no Rio em 2010? Vão rolar dois palanques?

‘Acho que vai ser impossível subir em palanque duplo no Rio. Até porque não dá para subir com o (governador Sérgio) Cabral e o (prefeito de Nova Iguaçu) Lindberg (Farias), que não vai dar certo, vai ter vaia. Teremos que compor e achar uma saída. [...]‘, responde.

Lula prevê um cenário difícil na disputa fluminense: ‘Não podemos desprezar as forças conservadoras. Você não sabe, por exemplo, qual será o grupo do Cesar Maia, não sabe como o Gabeira vai se comportar. Também tem o Garotinho. Por isso temos que priorizar um representante do povo do Rio e achar uma saída’”.

Dizem que, percebendo que sua desconfiança com relação a Cabral estava ficando muito visível, Lula resolveu desautorizar ligeiramente Lindberg Farias. Quem sabe assim o Presidente poderia maquiar seus verdadeiros pensamentos e não auxiliar um enfraquecimento ainda maior do atual Governador fluminense.

Porém, como já afirmou o Perspectiva, enquanto Lindberg continuar puxando a corda, estará provado que, nos bastidores, Lula não o coage a se retirar da corrida.

Pois confiram o que respondeu Lindberg a respeito das declarações de Lula reproduzidas acima:

“Se ele pedir para conversar, vou dizer a ele que não dá para abrir mão da candidatura”.

Percebe-se que Lula não pressionou de verdade, apenas tentou amainar o entendimento de que estaria desconfiando do potencial de Cabral. Se o tivesse feito, Lindberg nunca teria declarado o que declarou.

Talvez algum assessor tenha informado a Lula que corre a informação de que ele deixa Lindberg solto por querer ter alternativas a um Cabral não tão forte como seria de se esperar com relação a um Governador tentando a reeleição.

Será que alguém anda lendo o Perspectiva?

Resultado da enquete: Em quem você votaria para Governador (Rio/São Paulo)?

15/08/2009

A décima e a décima primeira enquetes do Perspectiva Política em novo formato perguntavam o seguinte:

Se você pudesse votar em São Paulo, escolheria qual candidato a Governador?

Se você pudesse votar no Rio, escolheria qual candidato a Governador?

Pois bem. Aproveitando para agradecer o gigantesco número de votos,  1.341 votos na enquete sobre São Paulo e 1.130 votos na enquete sobre o Rio de Janeiro, sendo que não era possível para os leitores votar  mais de uma vez, o que aumenta mais ainda a relevância da marca alcançada, apresento os resultados:

São Paulo:

Geraldo Alckmin – 522 votos – 39%

Ciro Gomes – 314 votos – 23%

Outro candidato – 180 votos – 13%

Gilberto Kassab – 153 votos – 12%

Antonio Palocci – 142 votos – 11%

Aloysio Nunes Ferreira – 30 votos – 2%

Rio de Janeiro:

Fernando Gabeira – 466 votos – 41%

Sérgio Cabral – 172 votos – 15%

Outro candidato – 141 votos – 12%

Anthony Garotinho – 132 votos – 12%

Cesar Maia – 114 votos – 11%

Lindberg Farias – 105 votos – 9%

Se partirmos do pressuposto de que os leitores do Perspectiva conseguem representar, embora em menor escala, as intenções de voto da população como um todo, podemos tirar algumas conclusões destes resultados. Embora precisemos lembrar que muitos dos votantes, provavelmente, não residem em nenhum dos dois estados e que todos os votantes, obviamente, não residem em um deles, o que pode distorcer sensivelmente qualquer conclusão.

Mesmo assim, é possível citar alguns pontos:

1- O favoritismo total de Geraldo Alckmin em São Paulo.

2- O fato de estar muito claro que a única alternativa ao ex-Governador Alckmin para a aliança PSDB-DEM é o atual Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, já que Aloysio Nunes Ferreira tem na enquete do Perspectiva, e nas pesquisas reais, índices pequenos de intenção de voto.

3- Ciro Gomes parece ser, pelo menos por enquanto, mais viável do que qualquer candidato petista em São Paulo. O que não quer dizer que ele tenha muitas chances de derrotar Alckmin.

4- No Rio de Janeiro, a disputa deverá ser mais equilibrada que em São Paulo.

5- O Governador Sérgio Cabral terá muitas dificuldades se sua base de sustentação tiver três candidatos (ele mesmo, Garotinho e Lindberg) e a oposição unir Gabeira e Cesar Maia em torno de uma candidatura só, o que está perto de ocorrer.

6- Cabral vai mal para alguém que tenta a reeleição.

Dito isso, coloco à disposição de vocês na barra lateral à direita  uma nova enquete que pergunta:

Se Marina Silva for candidata à Presidência, você votará nela?

Aguardo as respostas de vocês.