Postagens com a palavra-chave ‘Centro-Oeste’

PSDB acredita que conquista o Planalto se vencer com boa vantagem em São Paulo e Minas Gerais

01/05/2010

Informa o colunista Ilimar Franco:

“O  comando da campanha de José Serra fez as contas e concluiu que, para ganhar as eleições de outubro, precisa ter 5 milhões de votos a mais que Dilma Rousseff em São Paulo e 3 milhões em Minas Gerais.

Em 2006, Geraldo Alckmin ganhou com uma diferença de 3,8 milhões de votos em São Paulo, mas perdeu por 1 milhão em Minas Gerais. Esta é a missão de Aécio Neves.

A estratégia tucana pressupõe uma vitória no Sul, que, em 2006, foi por 3 milhões de votos, e que o presidente Lula fracasse em sua tarefa de transferir votos para sua candidata. Sobretudo no Nordeste, onde em 2006 o PSDB perdeu por 10 milhões de votos.”

Concordo plenamente que, como Dilma Rousseff tem tudo para vencer no Norte e no Nordeste, enquanto José Serra tem tudo para vencer no Sul e em parte do Centro-Oeste, o tamanho da vantagem tucana em São Paulo e o resultado de Minas Gerais decidirão a eleição. Somo a estes fatores o resultado do Rio de Janeiro.

Acontece que o fato de os tucanos acertarem o diagnóstico não quer dizer, necessariamente, que conseguirão o que querem. São outros quinhentos.

A ver.

2ª Coluna do dia: A divisão de recursos e os estados federados

15/11/2009

Por Jessica Riegg*

Antes de mais nada, leiam parte de um pronunciamento do Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, proferido em São Paulo, no último dia 9:

“Quase 70% de tudo que se arrecada no país ficam sob a guarda direta do governo central.

Como, então – pergunto – ser o país das oportunidades, se elas florescem distantes de Brasília, mas é lá que permanecem os recursos, submetidos a uma única lógica e poder de decisão?

Tenho dito que precisamos de um projeto nacional que liberte das amarras não apenas o Brasil do Sudeste, mas o Brasil do Norte e do Nordeste, do Sul e do Centro-Oeste.

E que nos permita, de forma descentralizada, transformar nossas riquezas em bens sociais, renda, oportunidades, e desenvolvimento.”

Segundo o Governador, ainda na briga interna do partido para disputar as próximas eleições para a Presidência, há muito que ser mudado no País. E ele tem razão. Ele deu uma sugestão: a de liberar os estados uns dos outros, o que de certa forma vai contra os ideais socialistas promovidos pelo atual Presidente Lula.

Discordo da posição adotada pelo Governador, já que o Brasil é um País  federativo e dever tratar os seus estados de uma forma igual. Pensem comigo: se cada estado estiver sozinho, São Paulo vai crescer cada dia mais e o Acre vai se tornar um estado cada vez mais desigual, onde os donos dos grandes latifúndios enriquecem enquanto o resto da população passa por necessidades.

Os países da União Européia estão promovendo uma aproximação entre eles, sendo que a UE recebe fundos de cada país para redistribuir entre os menos desenvolvidos. O Brasil, sendo um único País, não faria uma redistribuição da renda para priorizar investimentos nas regiões/estados menos desenvolvidos?

Porque o nosso País então retrocederia nesse processo? A tendência do mundo globalizado é a diminuição das barreiras econômicas, fiscais e, em certo ponto, físicas. O Brasil deve seguir essa linha de raciocínio. Com o aumento da renda nos estados menos desenvolvidos, o mercado de consumo brasileiro vai se ampliar, favorecendo a indústria nacional, pois os seus produtos não estariam dependentes de variações nas tarifas alfandegárias, taxa de câmbio ou movimentos políticos que promovem a criação de barreiras à importação dos nossos produtos.

Já que o mercado interno está mais amplo, poderiam vender seus produtos com mais robustez, dentro do País.

*Jessica Riegg é colunista do Perspectiva Política aos domingos