Postagens com a palavra-chave ‘Cabral’

Saem resultados de pesquisas sobre os governos estaduais

31/07/2010

Saíram resultados de pesquisas para a disputa dos governos em alguns estados.

Seguem abaixo os índices alcançados pelos candidatos em pesquisas realizadas pelo Ibope e pelo Datafolha respectivamente (apenas um instituto em alguns casos):

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) – 50% / 49%

Aloizio Mercadante (PT) – 14% / 16%

Celso Russomanno (PP) – 9% / 11%

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB) – 58% / 53%

Fernando Gabeira (PV) – 14% / 18%

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB) – 39% / 44%

Antonio Anastasia (PSDB) – 21% / 18%

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) – 60% / 59%

Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 24 % / 28%

Rio Grande do Sul

Tarso Genro (PT) – 39% / 35%

José Fogaça (PMDB) – 29% / 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 15% / 15%

Paraná

Beto Richa (PSDB) – 43% (Datafolha)

Osmar Dias (PDT) – 38% (Datafolha)

Bahia

Jaques Wagner (PT) – 44% (Datafolha)

Paulo Souto (DEM) – 23% (Datafolha)

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 13% (Datafolha)

Ceará

Cid Gomes (PSB) – 47% (Datafolha)

Lúcio Alcantâra (PR) – 26% (Datafolha)

Santa Catarina

Ângela Amin(PP) – 37% (Ibope)

Raimundo Colombo (DEM) – 20% (Ibope)

Ideli Salvatti (PT)  – 13% (Ibope)

Gabeira admite faltar dinheiro para campanha

15/07/2010

Informa o Globo:

“Em busca dos votos do interior, o candidato ao governo do Rio pelo PV, Fernando Gabeira, visitou ontem Cabo Frio e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, em seu primeiro ato oficial de camapanha ao lado dos postulantes ao Senado de sua chapa, Cesar Maia (DEM) e Marcelo Cerqueira (PPS).

Na inauguração de comitês locais, Gabeira disse que concentrará sua campanha na Região Metropolitana, onde estão 75% dos eleitores, mas em equilíbrio com o interior do estado, onde estão os outros 25% dos votos.

Para isso, ele afirmou que sua estratégia será estar presente nas cidades mais distantes da capital, além de apostar nas propagandas de TV, rádio e internet.

Gabeira reconheceu dificuldades financeiras, neste início de campanha, para realizar essas ações (propagandas e viagens).

— A questão financeira é difícil. Estamos gastando o mínimo possível — explicou ele, após dizer que um dos motivos da visita a Cabo Frio também era conseguir um carro emprestado para sua campanha.”

Enquanto isso, na campanha de Sérgio Cabral (PMDB) sobram recursos. Inclusive para auxiliar a campanha ao Senado do aliado Jorge Picciani.

Por que será?

São as maravilhas de se estar no poder.

Eleições para os governos estaduais

03/07/2010

Findo o período de convenções, começam a despontar os principais nomes que disputarão os governos estaduais por todo o País :

Região Sudeste

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB)

Aloizio Mercadante (PT)

Paulo Skaf (PSB)

Celso Russomano (PP)

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB)

Fernando Gabeira (PV)

Fernando Pellegrino (PR)

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB)

Antonio Anastasia (PSDB)

José Fernando Aparecido (PV)

Espírito Santo

Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB)

Renato Casagrande (PSB)

Brice Bragato (PSOL)

Região Sul

Rio Grande do Sul

Yeda Crusius (PSDB)

José Fogaça (PMDB)

Tarso Genro (PT)

Montserrat Martins (PV)

Santa Catarina

Ângela Amim (PP)

Raimundo Colombo (DEM)

Ideli Salvatti (PT)

Paraná

Osmar Dias (PDT)

Beto Richa (PSDB)

Paulo Salamuni (PV)

Região Nordeste

Alagoas

Fernando Collor (PTB)

Teotônio Vilela (PSDB)

Ronaldo Lessa (PDT)

Bahia

Jaques Wagner (PT)

Geddel Vieira Lima (PMDB)

Paulo Souto (DEM)

Ceará

Marcos Cals (PSDB)

Cid Gomes (PSB)

Marcelo Silva (PV)

Maranhão

Jackson Lago (PDT)

Roseana Sarney (PMDB)

Flávio Dino (PCdoB)

Paraíba

José Maranhão (PMDB)

Ricardo Coutinho (PSB)

Pernambuco

Jarbas Vasconcelos (PMDB)

Eduardo Campos (PSB)

Piauí

Silvio Mendes (PSDB)

Wilson Martins (PSB)

João Vicente Claudino (PTB)

Teresa Britto (PV)

Rio Grande do Norte

Rosalba Ciarlini (DEM)

Iberê Ferreira (PSB)

Carlos Eduardo (PDT)

Sergipe

João Alves Filho (DEM)

Marcelo Déda (PT)

Arivaldo José dos Santos (PSDC)

Região Centro-Oeste

Brasília

Joaquim Roriz (PSC)

Agnelo Queiroz (PT)

Eduardo Brandão (PV)

Frank Svensson (PCB)

Goiás

Marconi Perillo (PSDB)

Iris Rezende (PMDB)

Vanderlan Cardoso (PR)

Mato Grosso

Silval Barbosa (PMDB)

Wilson Santos (PSDB)

Mauro Mendes (PSB)

Mato Grosso do Sul

André Puccinelli (PMDB)

Zeca do PT (PT)

Região Norte

Acre

Tião Bocalon (PSDB)

Tião Viana (PT)

Amazonas

Omar Aziz (PMN)

Alfredo Nascimento (PR)

Roraima

Neudo Campos (PP)

Anchieta Júnior (PSDB)

Rondônia

Confúcio Moura (PMDB)

João Cahúlla (PPS)

Expedito Júnior (PSDB)

Eduardo Valverde (PT)

Pará

Simão Jatene (PSDB)

José Priante (PMDB)

Ana Júlia (PT)

Amapá

Jorge Amanajás (PSDB)

Camilo Capiberibe (PSB)

Lucas Barreto (PTB)

Tocantins

Carlos Gaguim (PMDB)

Siqueira Campos (PSDB)

Marcelo Crivella e Cesar Maia lideram com folga corrida para o Senado no Rio

01/06/2010

O Sindicato dos condutores da Marinha Mercante encomendou pesquisa ao Ibope sobre a corrida para o Senado no Rio de Janeiro. Ela foi realizada recentemente e tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

1° Voto

Marcelo Crivella (PRB) – 26%

Cesar Maia (DEM) – 24%

Lindberg Farias (PT) – 8%

Jorge Picciani (PMDB) – 4%

Marcelo Cerqueira (PPS) – 2%

Vaguinho (PT do B) – 2%

1° e 2° Votos somados

Marcelo Crivella (PRB) – 40%

Cesar Maia (DEM) – 37%

Lindberg Farias (PT) – 13%

Jorge Picciani (PMDB) – 10%

Marcelo Cerqueira (PPS) – 4%

Vaguinho (PT do B) – 4%

Manoel Ferreira (PTB) – 4%

Fica claro que o cenário está propício para a reeleição do Senador Marcelo Crivella (PRB) e para a eleição do ex-Prefeito carioca Cesar Maia (DEM), visto que cada estado elegerá dois senadores este ano.

Na realidade, o quadro parece melhor para Maia do que para Crivella, já que, embora o segundo esteja na frente, o primeiro terá um candidato a Governador – Fernando Gabeira – apoiando seu nome.

Crivella está sozinho. Não há espaço para ele na chapa do Governador Sérgio Cabral, ocupada por Jorge Picciani e Lindberg Farias. Também não é possível se aliar a Anthony Garotinho, pois o Pastor Manoel Ferreira já estará ao lado do ex-Governador buscando o público evangélico, o mesmo de Crivella.

Além disso, a falta de alianças faz Crivella ter pouco tempo de televisão. Quem sabe esta pesquisa torna-se argumento para que Crivella busque ocupar espaço na chapa de Garotinho e empurre Manoel Ferreira para uma candidatura a Deputado Federal.

No fim das contas, Lindberg e Picciani ainda sonham em tomar o lugar de Crivella e Cesar Maia, que tem um histórico de avanços na intenção de voto durante as campanhas, caminha a passos largos para a vitória.

Muita água ainda passará por debaixo da ponte, mas desenha-se um cenário onde Cesar Maia elege-se e Crivella, forte eleitoralmente mas fraco politicamente, é ameaçado por Picciani e Lindberg.

A ver.

Garotinho é declarado inelegível: Denúncias contra Cabral devem aumentar

29/05/2010

O ex-Governador e pré-candidato ao governo fluminense Anthony Garotinho (PR) foi declarado inelegível pelo TRE-RJ.

Segundo o Tribunal, Garotinho abusou do poder econômico nas eleições de 2008, quando sua esposa e também ex-Governadora, Rosinha Garotinho, foi eleita Prefeita de Campos, cidade onde ambos começaram suas carreiras políticas.

Obviamente, a decisão judicial atingiu também Rosinha, que foi cassada.

Rosinha pode recorrer ao TSE no cargo e Garotinho têm a opção de buscar um efeito suspensivo para registrar sua candidatura sub judice e aguardar um desfecho positivo no Tribunal Superior Eleitoral.

Contudo, de qualquer forma, já está posta mais uma mancha no currículo de Garotinho. Da mesma forma, já está um pouco enfraquecida sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro.

Justamente por isso, crê-se que Garotinho provavelmente irá, entendendo que o Governador Sérgio Cabral (PMDB), seu adversário político e desafeto, é responsável por pressões que levaram a esta decisão, subir o nível das denúncias que tem feito contra o político que tentará a reeleição no Rio.

Os aliados de Fernando Gabeira (PV), terceiro e último nome com chances de ganhar o governo fluminense, assistem ao suposto primeiro tiro de Cabral aguardando a reação de Garotinho.

Acreditam que, no meio dessa guerra entre Governador e ex-Governador, pode Gabeira sair como vencedor e se tornar Governador ele também.

De que os aliados de Garotinho enxergam Cabral como responsável pela decisão do TRE-RJ não há dúvidas.

Resta saber se realmente ocorrerá a escalada das denúncias contra o atual Governador que pode beneficiar um Gabeira mais propositor e menos brigão.

A ver.

Pesquisa Vox Populi: Cabral lidera no Rio – Gabeira ultrapassa Garotinho

20/05/2010

O Instituto Vox Populi divulgou pesquisa de intenção de voto referente à corrida para o governo do Rio de Janeiro. A pesquisa foi encomendada pela Rede Bandeirantes e realizada entre 8 e 11 de maio, tendo 3,5 pontos percentuais de margem de erro para mais ou para menos.

Vamos aos resultados:

Sérgio Cabral (PMDB) – 41%

Fernando Gabeira (PV) – 19%

Anthony Garotinho (PR) – 18%

Outros e indecisos – 22%

Fernando Gabeira ultrapassou o ex-Governador Anthony Garotinho. A expectativa do verde é estar em um eventual segundo turno.

Sérgio Cabral segue favorito e de olho na artilharia pesada que Garotinho ameaça utilizar contra ele.

A migração dos votos de parte dos eleitores de Garotinho e as denúncias contra Cabral são alguns dos elementos que podem fortalecer Gabeira se ele chegar ao segundo turno.

Cabral tentará matar a eleição no primeiro.

Curiosamente, os antigos aliados e hoje desafetos Cabral e Garotinho estarão ambos com Dilma Rousseff.

Gabeira será o melhor palanque estadual de Marina Silva.

Caberá ao ex-Prefeito democrata Cesar Maia, concorrendo ao Senado, fazer o palanque de José Serra.

Sacramentada aliança DEM-PSDB-PPS-PV no Rio: Gabeira e Maia estarão juntos

02/05/2010

Depois de alguma resistência por parte de alguns nomes de médio relevo do PSDB e do PV fluminenses, foi sacramentada a aliança entre o Democratas, o PSDB, o PPS e o PV do Rio de Janeiro em torno das candidaturas de Fernando Gabeira (PV) ao governo do estado e de Cesar Maia (DEM) ao Senado. Gabeira aparece em terceiro nas pesquisas, próximo de Anthony Garotinho. Maia lidera ao lado de Marcelo Crivella as pesquisas para o Senado.

A chapa será completa com Márcio Fortes (PSDB) como Vice de Gabeira e com a outra vaga de candidato a Senador sendo entregue para o PPS.

Em suma, repete-se a aliança que quase deu a vitória na disputa pela Prefeitura do Rio de Janeiro para Fernando Gabeira e soma-se a ela o grupo político de Cesar Maia e do Democratas fluminense, que tem capilaridade, força e densidade eleitoral herdadas do bom momento vivido durante os 16 anos ocupando a Prefeitura do Rio, 12 com Cesar Maia e 4 com Luiz Paulo Conde, hoje rompido com o DEM e membro do grupo político do ex-Governador Anthony Garotinho, que concorrerá com Gabeira.

Os Democratas contribuem, além disso, com um bom tempo de televisão, indispensável para que Gabeira tenha chances de triunfo.

A aliança traz também o Deputado Federal Rodrigo Maia, atualmente um dos homens fortes da candidatura de José Serra à Presidência, por ser Presidente nacional do Democratas.

Se por um lado isso demonstra força, por outro trará a necessidade de um bom arranjo entre as partes, visto que enquanto os candidatos ao Senado farão palanque para Serra, Gabeira louvará, pelo menos no primeiro turno, a candidata de seu partido, Marina Silva.

No fim das contas, o cenário fluminense oporá três grupos: A união entre o grupo político do atual Governador Sérgio Cabral e o grupo político do atual Prefeito da capital Eduardo Paes, o grupo político do ex-Governador Anthony Garotinho e a união entre a aliança PV-PSDB e o grupo político de Cesar Maia, com o PPS a reboque.

Cabral é forte candidato, até por ter a máquina pública nas mãos, mas não apresenta em pesquisas de intenção de voto um patamar tão bom quanto o de outros governadores que tentarão a reeleição. Isso dá esperanças para Anthony Garotinho, que já lidera no interior do estado, e principalmente para Fernando Gabeira que, além de liderar na capital, não têm os esqueletos no armário que Garotinho tem.

A eleição fluminense será uma de três vias onde o desempenho de campanha será crucial.

Ao contrário de São Paulo e assim como em Minas, não há definição.

Sérgio Cabral é vaiado e suspende entrevista coletiva

12/04/2010

Informa o Portal G1:

“Após uma vistoria realizada pela Defesa Civil neste domingo (11), no Morro do Céu, em Niterói, o governador Sérgio Cabral afirmou que 80 casas serão removidas da área do lixão.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa do governador no Morro do Bumba, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Populares que estavam no local reagiram à proposta de Cabral com vaias.

Incomodado com o gesto, Cabral revidou. ‘Essas pessoas estão sendo estimuladas por políticos de quinta categoria’, disse ele, que, em seguida, abandonou a coletiva.”

A remoção, embora impopular, é necessária. Criticá-la seria oportunismo e desonestidade intelectual.

Mas dizer que as pessoas estão sendo estimuladas por políticos é equivocado. Provavelmente, apenas não desejam deixar o local onde moram.

Cabral tentou, na realidade, justificar de alguma forma o fato de ter sido vaiado, ao invés de defender sua iniciativa e afirmar que de vez em quando o homem público deve fazer o que é correto e não o que é popular.

Pior ainda foi abandonar a coletiva. O povo ficou sem receber satisfações porque o Governador não soube assimilar vaias.

Cabral tem que aprender que a vida política não é só feita de aplausos.

Talvez por não ter absorvido essa lição tome medidas de olho na popularidade delas e não na necessidade.

Coluna do dia: Receita para salvar o povo do dilúvio

09/04/2010

Por Yashá Gallazzi*

Esqueçam os muitos especialistas que têm desfilado na televisão nos últimos dias. Deixem de lado os discursos de Cesar Maia, Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Fechem os ouvidos quando perceberem que Lula vai começar a discursar. Eles não sabem de nada! Se é para resolver os problemas decorrentes das chuvas descomunais que estão assolando o Rio de Janeiro, o negócio é dar ouvidos a este colunista aqui.

Tenho a receita mais eficaz – a única receita possível, aliás – para que nenhum deslizamento de terra volte a causar tragédias como as que temos visto todos os dias nos telejornais. E é muito simples: o Estado precisa retirar das áreas de risco todos os que lá estiverem. Retirar, eu disse. Não basta declarar que a área é “de risco”. Nem colocar abrigos “à disposição” do povo. Nada disso! Tem que retirar mesmo. Na marra, se for o caso. Chegar lá no morro com a Defesa Civil, os Bombeiros, um punhado de assistentes sociais e, se for preciso, a Polícia Militar. Tudo pra garantir que ninguém resista à ação do Estado. E quem resistir? Que seja preso, oras.

“Ah, mas onde o governo vai colocar tanta gente?” Num primeiro momento, em abrigos públicos. Depois, seria preciso encontrar uma solução definitiva, possivelmente construindo moradias populares em locais que não desmoronem toda vez que São Pedro acordar de mau humor.

Viram? É tudo muito simples. Então, por que diabos nenhum político fez – ou pretende fazer – isso? Bem, porque a ação toda seria considerada muito impopular. Vou além: no Brasil atual, onde impera uma violenta inversão de valores morais, um plano de ação como o descrito acima seria considerado “fascista”, “reacionário”, “de direita”.

Imaginem como a tal “opinião pública” reagiria ao ver o Estado subindo o morro para retirar, à força, centenas de pessoas de suas casas precárias e pobres. Imaginem ainda o estardalhaço que não fariam quando os tratores do Estado colocassem abaixo as bandolas que povoam os morros cariocas. A cena de “dona Mariazinha” chorando em rede nacional ao ver seu “pequeno barraquinho” sendo desmontado iria correr o País, sensibilizando esses valorosos humanistas que defendem o direito que os pobres têm de morar em áreas de risco… E o governo? Bem, seria “autoritário” e “eugenista”…

Foi o que se viu quando o governo de São Paulo, primeiro com Alckmin, depois com Serra, tentou retirar os mendigos das ruas. Lembram do tal padre Júlio Lancelotti? O sujeito, que cordena um troço chamado “Pastoral do Povo da Rua”, disse que lutava pelo direito que os mendigos tinham de ficar na… rua! Não é fascinante?

Da mesma forma, bastou Kassab construir bancos feitos para sentar, que os “humanistas” logo trataram de acusá-lo de fazer “bancos anti-mentigo”. Nota-se, pois, que esses valentes querem “bancos pró-mendigo”, não é mesmo?

Se o Estado, valendo-se do poder de polícia, tratasse de retirar as pessoas dos morros cariocas, a gritaria “humanista” rapidamente se repetiria. E, considerando que essa turma “solidária” consegue mobilizar muito bem a imprensa e as milícias do “pogreçismo”, o estardalhaço seria tão grande que fica fácil entender por que os políticos daqui, tão preocupados com projetos pessoais de poder, não têm peito para encarar de frente o problema.

A única maneira de resolver de vez a questão é essa. Qualquer outra coisa é mero paliativo, que será literalmente soterrado no próximo deslizamento de terra.

Querem resolver o problema? Esqueçam a gritaria dos “humanistas” da miséria, que defendem o direito que os pobres têm de continuarem… pobres! Essa gente pensa apenas no próprio umbigo: eles precisam de um oprimido para chamar de seu, caso contrário perdem a razão de ser. Se ninguém mais morar nos morros, como ficariam as ONGs que tentam melhorar a vida dos que moram nos morros? Se ninguém mais mendigar nas ruas, como ficam os “valorosos” do padre Júlio? Não! Essa gente não quer saber de resolver os problemas de ninguém! Eles querem mais é que os pobres continuem morando precariamente e sendo soterrados de vez em quando. Assim, a cantilena aborrecida que opõe uma elite-rica-que-mora-bem aos pobres-oprimidos-que-moram-mal pode continuar sendo repetida infinitamente.

Para resolver de vez o problema é preciso fazer o exato oposto daquilo que os “especialistas” e os “humanistas da miséria” pregam. Querem que os morros sejam urbanizados? Bobagem! O negócio é tirar as pessoas de lá. Querem que a população seja conscientizada sobre os riscos de morar nas encostas? Besteira! Um aviso amigável e, depois, polícia!

Mas para isso é preciso alguém que não tenha receio de ser chamado de “fascista, eugenista, reacionário e direitista”, o que não é nada fácil, principalmente num País como este, onde o consenso que impera é progressista e politicamente correto. Aqui, se você quer tirar os mendigos das ruas, é um “fascista”. Humano e progressista é deixá-los ao relento, pedindo esmolas.

Pelo visto, muitos outros deslizamentos ainda vão acontecer nas grandes metrópoles brasileiras.

*Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas, editor do blog Construindo o Pensamento e escreve no Twitter em @yashagallazzi

Medida de Sérgio Cabral beneficia outro cliente de sua mulher

06/04/2010

Informa o Estadão:

“Ao ordenar a prorrogação do contrato de concessão da empresa que explora os serviços ferroviários do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) vai beneficiar mais um cliente do escritório de advocacia de sua mulher, Adriana Ancelmo Cabral.

Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) identificou pelo menos 83 processos em que integrantes do Coelho, Ancelmo e Dourado Advogados defendem a Supervia Concessionária de Transportes Ferroviários S.A. em litígios trabalhistas.

Previsto para ser oficializado esta semana, o acordo com o governo do Rio ampliará até 2048 o direito de a empresa operar o serviço. A Supervia é citada por repetidos problemas de superlotação, atrasos, sucateamento de maquinário e até agressões a usuários.

No Rio, os serviços de metrô e trens foram privatizados na década de 90. Com isso, os clientes do escritório da primeira-dama têm de ser fiscalizados pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp), cujos conselheiros são indicados por Cabral.

[...]

O escritório da primeira-dama disse que não há nenhuma norma legal que o impeça de atuar em qualquer tipo de causa. O sócio e ex-marido de Adriana, Sérgio Coelho e Silva Pereira, disse que não daria mais declarações. É ele quem atua diretamente na maior parte dos processos localizados.

Procurado, o governador Sérgio Cabral não quis se manifestar. Sua assessoria divulgou nota em que também afirma não haver impedimento legal para a atuação de Adriana. A Supervia não quis se pronunciar sobre a prorrogação do prazo de concessão. “

Trata-se de mais um caso onde, curiosamente, interesses privados defendidos pela esposa do Governador fluminense Sérgio Cabral se contrapõem aos do Estado do Rio de Janeiro e vencem a batalha com alguma facilidade.

Cada um tire as conclusões que achar devidas.

Sem mais comentários.