Postagens com a palavra-chave ‘BNDES’

Gasto público maior, arrecadação menor: Problema crescente

26/10/2009

Informa o Globo:

“A arrecadação mensal do governo não para de cair, mas os gastos da União com pessoal, e mais encargos sociais, registraram em setembro uma elevação de 15% em relação ao mesmo período de 2008.

Houve desembolso de R$ 12,6 bilhões, contra R$ 10,9 bilhões em setembro de 2008, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).

[...]

A queda na arrecadação e o aumento de gastos com pessoal é uma conta que não fecha. Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus ministros voltaram a defender semana passada a política de reajuste salarial do funcionalismo civil e militar, iniciada em 2008 e com efeitos, em alguns casos, até 2012.”

Informa também o Globo:

“O aumento do número de funcionários públicos brasileiros e da folha salarial nos últimos anos em todo o país poderá ser trunfo eleitoral para os atuais governantes.

Das 27 unidades da federação, em 15 o funcionalismo responde por mais de 10% da economia. Há casos extremos como Acre (23,9%), Amapá (24,2%), Roraima (27,1%) e Piauí (16,7%), onde a máquina pública é estratégica para a atividade econômica.”

Informa, mais uma vez, o Globo:

“Em um cenário de arrecadação em queda há 11 meses e despesas em alta, o governo tem feito uma série de artimanhas para raspar o tacho e conseguir fechar suas contas em 2009 e 2010.

Juntas, essas medidas dão uma margem de manobra de R$ 55 bilhões para mais gastos. Isso sem contar ações orçamentárias como a suspensão de emendas parlamentares, que somaram R$ 34 bilhões.”

Enquanto isso, o Estadão informa que o Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, comandante de investimentos do próprio governo, acha que o este precisará segurar os gastos de custeio da máquina pública para que o País continue a crescer nos próximos anos.

Este blogueiro também acha.

Desventuras equatorianas [4]

24/11/2008

“Brasil quer transformar problema comercial em impasse diplomático, diz Correa”

Pelo visto as coisas só pioram e meu conceito sobre o Presidente Rafael Correa só diminui. Quer dizer que a culpa agora é do Brasil? Nós criamos um impasse diplomático desnecessário?

O Equador entrou com uma ação internacional para suspender o pagamento da dívida de US$ 243 milhões contraída com o BNDES. Tudo bem que o impasse foi causado em grande parte pela Odebrecht mas o BNDES é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, isso mesmo, o “N” de sua sigla significa “Nacional”, logo, o BNDES é um banco de fomento, estatal, pertencente ao povo brasileiro.  E para quem não sabe, o Banco Central do Brasil é o avalista do financiamento do BNDES àquele país, o que faz com que o calote se torne ainda mais um calote ao Brasil. O governo equatoriano decide se movimentar, visando claramente um calote que só não foi anunciado ainda e errado está o Brasil? Deveríamos nós, brasileiros, abrir mão de 243 milhões de dólares que se traduzem em aproximadamente meio bilhão de reais e que poderiam ser utilizados para investir em nossas favelas ou em nosso sertão nordestino empobrecido? E em um momento de crise?

Ora Correa, faça-me o favor !

Desventuras equatorianas [3]

21/11/2008

“Equador entra com ação para suspender dívida com BNDES”

Mais uma do presidente Rafael Correa. Mais um golpe na boa vontade do Brasil para com o Equador. Depois de estatizar empresas sem mais nem menos, tratar a Odebrecht como tratou, forçar a Petrobras a rever contratos ainda vigentes e estremecer as relações de seu país com o Brasil, o presidente Correa fez mais uma das suas.

Como dito por mim na postagem “Desventuras equatorianas [2]“, sou a favor de que as nações não permitam que os interesses de empresas externas venham causar a exploração sua população. Porém, o que é feito no Equador, assim como na Venezuela e na Bolívia, é um absurdo.

Nada de bom poderá advir do ataque às boas relações com os parceiros regionais. Nenhum lucro será obtido por um Equador que ficar famoso no mundo por sua insegurança jurídica. Um país sério, que busca se desenvolver, deve honrar seus compromissos, procurar manter a estabilidade da conjuntura local e fugir do casuísmo.

Como se pode ver tanto na postagem supracitada, como no texto “Desventurar equatorianas“, estou cada vez mais convencido dos malefícios que estão sendo causados aos países ditos bolivarianos. Eu, que primo neste blog pela moderação e por fugir de extremismos, estou cada vez mais inclinado a condenar de vez os regimes de Chávez, Morales e Correa. Seus países empobrecem, seus argumentos são furados, suas estatísticas são alteradas. Os objetivos que dizem serem alcançados na realidade não o são. Tudo que fazem é isolar seus países, afugentando empresas e se indispondo com outros países, sejam eles distantes ou até mesmo parceiros regionais como o Brasil.

Tudo bem, admito que no caso da Odebrecht, que envolve o BNDES, o governo equatoriano possa ter certa razão em reclamar. Foi contratado um serviço e este, aparentemente, foi mal feito. Mas isso não justifica os atos equatorianos. Que se peça uma indenização gorda, que se cobrem os responsáveis. Deixar de pagar um empréstimo contraído junto a um banco estatal de um vizinho importante não é a solução. Longe de mim querer que o Equador, ou qualquer outro país, se submeta ao Brasil. Sou brasileiro mas sou justo. O que ocorre é que, no caso analisado, o Equador se faz de vítima e tenta, a partir disso, justificar todo e qualquer ato hostil. O que o país quer fazer chama-se calote e ponto final. Se quer reaver um dinheiro pago indevidamente, que busque ser indenizado pela parcela do todo que foi paga de forma indevida, até porque, duvido muito que toda a obra da Odebrecht esteja comprometida e não valha nada.

É dialogando que se resolvem as pendências, caro Correa. O curioso é que os governos atuais de Venezuela, Bolívia e Equador parecem gostar de decisões intempestivas, indicam não gostar da diplomacia. Mas é confiando na diplomacia dos outros que crêem que não irão sofrer represálias.