Disse o Presidente Lula:
“Nós atingimos um grau de maturidade em que a gente não pode, por conta de uma eleição, afrouxar o controle da economia e deixar a coisa desandar, senão não controla mais.“
Concordo plenamente. E reconheço o acerto do Presidente Lula ao dizer isso.
Contudo, mantém-se em mim – e acredito que em outros – o receio de que a independência do Banco Central seja de alguma forma diminuída visando reduzir o desgaste político do governo e o consequente desgaste eleitoral de Dilma Rousseff que poderia advir de uma alta de juros considerável próxima da eleição.
E a provação das teses existirá:
O COPOM se reúne no final de agosto, quando a campanha estará no auge, e depois entre o primeiro turno e um eventual segundo turno. Decisões impopulares nestas datas podem afetar o resultado de Dilma Rousseff de alguma forma. Em uma disputa acirrada, poderão fazer alguma diferença.
O governo terá a chance de provar que a autonomia do BC é para valer e que o comprometimento com a estabilidade da economia e com o futuro do País é maior – como deve ser – do que o ímpeto de eleger Dilma Rousseff.
Isso se dá pois já é previsível que a medida correta nestas datas será a elevação dos juros.
O governo os elevará pensando no País ou os manterá – ou reduzirá – pensando em Dilma?
Quem viver verá.











