Postagens com a palavra-chave ‘BC’

Lula afirma que não se pode afrouxar o controle da economia por conta de eleição

01/05/2010

Disse o Presidente Lula:

“Nós atingimos um grau de maturidade em que a gente não pode, por conta de uma eleição, afrouxar o controle da economia e deixar a coisa desandar, senão não controla mais.

Concordo plenamente. E reconheço o acerto do Presidente Lula ao dizer isso.

Contudo, mantém-se em mim – e acredito que em outros – o receio de que a independência do Banco Central seja de alguma forma diminuída visando reduzir o desgaste político do governo e o consequente desgaste eleitoral de Dilma Rousseff que poderia advir de uma alta de juros considerável próxima da eleição.

E a provação das teses existirá:

O COPOM se reúne no final de agosto, quando a campanha estará no auge, e depois entre o primeiro turno e um eventual segundo turno. Decisões impopulares nestas datas podem afetar o resultado de Dilma Rousseff de alguma forma. Em uma disputa acirrada, poderão fazer alguma diferença.

O governo terá a chance de provar que a autonomia do BC é para valer e que o comprometimento com a estabilidade da economia e com o futuro do País é maior – como deve ser – do que o ímpeto de eleger Dilma Rousseff.

Isso se dá pois já é previsível que a medida correta nestas datas será a elevação dos juros.

O governo os elevará pensando no País ou os manterá – ou reduzirá – pensando em Dilma?

Quem viver verá.

Análise geral: Fim das especulações – Meirelles fica no Banco Central

02/04/2010

Terminou a época dos boatos. Chegou o prazo das desincompatibilizações. Quem não deixou os cargos que ocupa para poder concorrer em outubro, quando a lei assim obriga, ficará de fora da eleição. E ponto final. Henrique Meirelles, Presidente do Banco Central, é exemplo.

Meirelles sonhava com a vaga de Vice na chapa de Dilma Rousseff. Alimentou essa intenção durante meses. Foi devido a ela que adentrou o PMDB no ano passado.

Acontece que o PMDB, ícone da esperteza política nacional, não quer um cristão novo o representando na chapa presidencial. Prefere Michel Temer, testado e aprovado como material peemedebista.

Lula quis, quer e quererá Meirelles. Mas até para o Presidente superpopular, querer nem sempre é poder.

O cacife político de Dilma Rousseff precisava subir mais para que Lula impusesse Meirelles. A perspectiva de poder aumentaria e o PMDB poderia avaliar que valia a pena ceder, pensando nos espaços governamentais futuros e, principalmente, nas verbas futuras administradas.

Ocorre que o cacife não subiu na hora necessária. Ao contrário, José Serra se recuperou nas pesquisas e abriu 9 pontos de vantagem. A candidatura a Vice de Meirelles subiu no telhado. O poder de barganha do PMDB voltou a crescer e, consequentemente, a força de Michel Temer.

Enquanto tudo isso acontecia, o PMDB oferecia a Meirelles a vaga de candidato ao governo de Goiás ou a de postulante ao Senado pelo mesmo estado.

Como Meirelles não ocupou os espaços, até mesmo porque aguardava a Vice, Iris Rezende, que desejava ocupar a posição, se sagrou o indicado ao governo de Goiás.

Sobrou o Senado, mas Meirelles continuava tentando viabilizar sua candidatura a Vice.

Inviabilizada essa possibilidade recentemente, Meirelles apenas poderia deixar o Banco Central sob a justificativa de disputar o Senado e, nos bastidores, manter-se na luta para acompanhar Dilma na chapa presidencial, torcendo para que o plano de Lula de utilizar um eventual aumento do cacife de Dilma para barganhar desse certo.

Mas isso Meirelles não quis. No fundo, acha que merece mais que o Senado. Não estando na chapa presidencial, prefere ser Ministro de Dilma se esta vencer ou assumir cargo elevadíssimo na iniciativa privada.

Ao fim e ao cabo, Meirelles fica no BC. Afirma que não tem pretensões políticas e que preferiu continuar o trabalho em prol da estabilidade econômica.

Balela.

Fica Dilma sem o Vice que, supostamente, acalmaria o mercado e visto por Lula, justamente por isso, como um bom nome.

Não se sabe até que ponto o mercado realmente o enxerga assim, mas a cobertura exagerada de seus passos pela grande imprensa dá uma noção.

Talvez ele fosse mesmo o avalizador de Dilma que Temer não será. Talvez muitos da imprensa e do empresariado realmente aguardassem a definição dos rumos de Meirelles para escolher um candidato definitivamente.

Se for assim, Lula provará mais uma vez que calculou certo as suas contas políticas.

E o PMDB se arrependerá de ter indicado Temer.

Ou não, apenas migrando para a base de Serra e pronto.

Governo ainda não desistiu de Meirelles como Vice de Dilma

15/02/2010

Informa a Folha:

“Embora Lula mande informar à praça que Henrique Meirelles, como o restante da equipe econômica, ficará onde está até o final do governo, nem o Planalto nem o presidente do Banco Central desistiram da ideia de transformá-lo em companheiro de chapa de Dilma Rousseff.

Os interessados reconhecem que, se a escolha tivesse de ser feita hoje, tal desfecho seria inviável, dada a rejeição do PMDB a entregar esse posto a um recém-chegado.

Mas, como resta tempo pela frente e Dilma cresce nas pesquisas, há quem aposte que o governo estará em situação de força para convencer o PMDB a aceitar compensações em troca de garantir à petista um vice do tipo sossega-mercado.”

O governo não deseja o Presidente da Câmara, Michel Temer, e aceita o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, mas quer mesmo é Henrique Meirelles, Presidente do Banco Central, como Vice de Dilma. Alegam, como bem definiu Renata Lo Prete, da Folha, que trata-se de um candidato sossega-mercado, em alusão ao fato de o nome de Meirelles figurar na chapa ser, supostamente, garantia de que a política econômica não sofrerá sobressaltos.

Enquanto Lula dá a entender que Meirelles fica no BC, muitos governistas torcem pelo aumento do cacife do governo e do Presidente. Quanto mais forte estiver a candidatura petista de Dilma Rousseff, menos o PT depende do PMDB. E quanto menor for essa dependência, mais podem apitar os caciques petistas na escolha do Vice de Dilma pelos peemedebistas.

Enfim, os que querem Meirelles ainda têm esperança.

Para que o que eles desejam possa se concretizar, o economista precisa deixar o Banco Central em breve.

Mas só sairá se as chances de sucesso da empreitada forem maiores.

A ver.

FAB dá carona a filho de Lula e mais 15 acompanhantes

24/11/2009

Tomem conhecimento deste caso, noticiado pela Folha:

“Faltando dez minutos para pousar no aeroporto internacional de Brasília no dia 9 de outubro, uma sexta-feira, o Boeing 737 de prefixo 2116, da FAB (Força Aérea Brasileira), teve de mudar de itinerário e retornar a São Paulo para buscar novos passageiros: o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com 15 acompanhantes, informa reportagem de Kátia Brasil, publicada nesta terça-feira pela Folha.

Segundo a reportagem, a viagem do Boeing começou em Gavião Peixoto (SP), levando a Brasília militares a serviço da Aeronáutica. Eram 17h, já perto da capital federal, quando o comandante recebeu ordem de voltar a São Paulo.

O Boeing voltou e pousou às 19h em Guarulhos, onde foi abastecido. O comandante recebeu nova ordem: os passageiros embarcariam em Congonhas, não em Guarulhos.

A Folha informa que o Sucatinha partiu de Guarulhos às 20h30. Como já havia sido abastecida, a aeronave teve que ficar voando por uma hora para gastar combustível e ingressar nas condições de pouso em Congonhas, onde aterrissou às 21h30.

Os militares foram deslocados para a parte traseira, para que os novos passageiros embarcassem. A decolagem foi às 23h. O avião chegou a Brasília uma hora e 40 minutos depois. “

Um absurdo. Diversos pontos do caso são totalmente reprováveis:

Primeiramente, a necessidade dos militares que viajavam no avião foi totalmente negligenciada. Um desrespeito total. A chegada deles em Brasília, programada para aproximadamente 17h, se deu aproxidamente à 1h do dia seguinte.

Em segundo lugar, a confusão a respeito de qual aeroporto paulista seria utilizado para o embarque dos novos passageiros foi mais um desrespeito.

Em terceiro lugar, a Presidência dispõe de diversos aviões. Não era necessário ignorar a agenda dos militares para poder atender a Henrique Meirelles e ao filho do Presidente e seus convidados.

Por fim, o absurdo maior: Por mais que seja até compreensível que a família do Presidente da República seja agraciada com benefícios advindos da Presidência, não é aceitável que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, atrapalhe a viagem de militares da Aeronáutica e os empurre para a parte traseira da aeronave, visando acomodar melhor seus 15 acompanhantes que nada tem a ver com a Presidência da República e, provavelmente, nem mesmo com o governo como um todo.

Coluna do dia: Beneficiamos o FMI e esquecemos de nós mesmos

07/10/2009

Por Renato Alves*

Com o objetivo de ampliar a capacidade de empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI), em abril deste ano, durante reunião em Londres, os líderes do G20 acordaram que os países mais fortes – os que têm recursos disponíveis – dariam aportes de forma que o FMI obtivesse mais 500 bilhões de dólares para ajudar os países em dificuldade, principalmente os afetados pela crise econômica internacional. O Brasil foi convidado a dar sua contribuição. O convite foi prontamente aceito.

De acordo com nota divulgada nesta segunda-feira (05/10) pelo Ministério da Fazenda, o Brasil vai adquirir 10 bilhões de dólares em bônus do FMI. Na nota, o Ministério explica que o Banco Central está autorizado a comprar ativos do FMI que poderão ser convertidos em moedas de liquidez internacional imediatamente, se necessário. Desta forma, ainda de acordo com a nota, esta operação apenas altera a composição das reservas internacionais do País o que contribui para a sua diversificação.

A primeira impressão é a de que esta operação é benéfica ao Brasil. Porém, ela é prejudicial. Não apenas pelo custo fiscal, mas também pelo custo-oportunidade, ou seja, perdemos dinheiro ao não aplicá-lo em investimentos mais rentáveis ou ao não diminuir nossas dívidas em outros contratos e sob outras modalidades, livrando-nos de juros.

Se olharmos pelo lado dos investimentos internos, veremos que este valor despendido fará muita falta. Vejamos, por exemplo, a situação calamitosa em que se encontram os estados e municípios brasileiros. Para o municípios, o governo custou a liberar o montante de 1 bilhão de reais para compensar as perdas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e, para os Estados exportadores, dificulta a compensação real da Lei Kandir. Enquanto isso, para o FMI o Brasil libera 10 bilhões de dólares, quase 20 bilhões de reais, ou seja, 20 vezes o que é dado aos nossos municípios.

Além disso, o governo federal se recusa a aumentar os recursos da saúde na regulamentação da Emenda Constitucional 29, nega-se a aprovar os projetos que acabam com o fator previdenciário e recuperam o valor das aposentadorias e não recompõe adequadamente os recursos perdidos na crise pelos estados e municípios, com a desculpa de não ter recursos.

Parece que as questões que deveriam ser prioritárias para o governo brasileiro não o são. Portanto, não percebo benefícios práticos nessa operação, apenas o poder de posar de credor internacional diante dos olhos do Mundo.

Entendo que o Brasil, ao investir 10 bilhões de dólares em bônus do FMI, mostra a liderança do País entre os emergentes e isto é interessante. Porém, tudo tem a sua hora. E o momento é de olhar internamente, perceber os problemas enfrentados pelos entes federados e buscar soluções. Comprar bônus do FMI é vendar os olhos para os problemas internos e passar uma imagem fantasiosa para o mundo.

Enfim, vejo este “empréstimo” como uma grande demagogia. Afinal, o governo mostrará que além de não precisar de apoio financeiro do FMI, o Brasil está em condições de emprestar um montante expressivo de recursos ao Fundo. Enquanto isso, os estados e municípios brasileiros pedem socorro.

Até a próxima!

* Renato Alves é colunista do Perspectiva Política às quartas e editor do blog Política Mineira

Meirelles busca definir seu futuro: Existe até convite para Vice-Presidente

23/09/2009

O Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não age apenas no setor econômico. Ele também desfila na política e, inclusive, havia sido eleito Deputado Federal pelo PSDB antes de deixar o cargo para assumir o BC a convite de Lula.

Portanto, é natural que, agora, com o fim do governo Lula se aproximando invariavelmente, Meirelles comece a busca de alternativas para definir seu futuro político.

Tendo sido até mesmo cogitado para ser o sucessor de Lula até o momento em que a escolha de Dilma Rousseff foi confirmada pelo Presidente, Meirelles é, hoje, um dos nomes cotados para concorrer ao Governo de Goiás com o apoio do governo.

Diversos partidos lhe oferecem a legenda para fazê-lo. Meirelles pode escolher. Ele é cortejado pelo PP do Governador goiano, Alcides Rodrigues, e pelo PRB do Vice-Presidente José Alencar.

Mas o convite mais interessante para a nossa análise vem do PMDB. Segundo o Estadão, o partido mais fisiológico do Brasil teria oferecido a Meirelles mais do que a candidatura ao Governo de Goiás.

Aparentemente, adentrando no partido o Presidente do BC poderia escolher entre o Governo, a Vice-Presidência na chapa de Dilma Rousseff e o Senado Federal.

Olhem, meus caros, eu até creio que Meirelles tenha mesmo o direito de, uma vez filiado ao PMDB-GO, escolher entre o governo do estado e o Senado Federal, por mais que Iris Rezende, atual Prefeito de Goiânia, queira o governo, porém, não tenho tanta certeza a respeito da Vice-Presidência.

Primeiramente, vale lembrar que Michel Temer, Presidente licenciado do PMDB e Presidente da Câmara dos Deputados, almeja a vaga.

Em segundo lugar, é importante ressaltar que tanto Meirelles como Temer sofrem com uma desvantagem: Não carregam consigo um número muito grande de votos.

Para Lula, que já terá de carregar Dilma Rousseff, seria bom que a Ministra tivesse um Vice bem votado, que auxiliasse no serviço.

De qualquer forma, a oferta da Vice-Presidência para Meirelles não me parece muito firme. Na minha opinião, soa muito mais como uma estratégia para vincular Meirelles ao PMDB e impedir que ele almeje os mesmos cargos com o auxílio de outros partidos. É ver para crer.

Enquanto isso, o Presidente do BC afirma que decidirá até o dia 27 deste mês se entra ou não nos quadros do PMDB e Lula declara em entrevistas que, se dependesse dele, Meirelles não sairia do Banco Central.

Aguardemos.

Roberto Jefferson teria oferecido PTB para Meirelles concorrer ao Planalto

19/09/2009

Algum tempo antes de estar consolidada a escolha de Lula por Dilma Rousseff, era dito nos bastidores que uma das opções do Presidente para ser seu candidato a sucessor, surgidas da necessidade causada pela “queimação” de todas as possibilidades cogitadas no início do primeiro mandato, era Henrique Meirelles, ex-tucano e Presidente do Banco Central.

O tempo passou, Dilma Rousseff foi selecionada e Meirelles passou a deixar o sonho planaltino um pouco de lado, focando o Governo de Goiás, estado pelo qual se elegeu Deputado Federal antes de renunciar para assumir o BC. Este projeto já foi, inclusive, comentado por este blog.

Acontece que vem à tona, agora, que Roberto Jefferson, Presidente do PTB e envolvido no escândalo do mensalão, ofereceu o partido para que Meirelles possa, se quiser, concorrer ao Planalto.

Em seu blog, Jefferson afirma que Meirelles seria um bom candidato e que poderia, até mesmo, ser o atual “plano B” de Lula, além de ser, também, uma possibilidade cogitada pelo seu PTB.

É claro que é muito mais viável para Meirelles concorrer ao Governo de Goiás com o apoio do atual Governador Alcides Rodrigues e de Lula, que viria não só pela posição de Meirelles no governo, mas, também, pela antipatia que Lula nutre por Marconi Perillo (PSDB-GO), provável adversário de Meirelles em uma possível disputa.

Porém, quem sabe Meirelles quer tentar voar mais alto, ou até pensa que mais vale perder o Planalto do que conquistar Goiás. Nunca se sabe. Talvez o Presidente do BC ainda acalente o sonho presidencial.

Acho difícil. Mas o papel do Perspectiva é informar.

A ver.

Sarney autoriza MPF a ver se há conta sua no exterior

12/07/2009

Diz nota oficial divulgada pela assessoria do Presidente do Senado, José Sarney:

“O presidente do Senado, senador José Sarney enviará ofício ao Procurador Geral da República, na próxima segunda-feira, conferindo-lhe todos os poderes e outorgando-lhe as permissões previstas nas leis brasileira e de quaisquer países para requisitar junto às instituições financeiras internacionais informações sobre contas bancárias que tenha no exterior ou tenha tido em qualquer época, valor, ações, depósitos, investimentos, propriedades e qualquer tipo de movimentação financeira em qualquer moeda e de qualquer valor em seu nome”

Foi a forma que Sarney encontrou para reagir contra as suspeitas de que teria uma conta bancária um tanto obscura no exterior.

Sem dúvida é uma demonstração de confiança, embora este blogueiro acredite que a conta um dia existiu e que há algo que garante a Sarney que ela não será descoberta. Mas isso eu não posso afirmar, seria leviano.

Aguardemos para ver no que dá.

Perspectiva acerta em cheio: Noticiário divulga possível conta de Sarney no exterior

11/07/2009

Este blog noticiou ontem, em primeiríssima mão, quando poucos blogs e nenhum jornal informavam o fato, o seguinte:

“Corre a informação de que o noticiário de fim de semana revelará, possivelmente, a suspeita da existência de uma conta bancária no exterior do Presidente do Senado, José Sarney.

Será? Parece que a possibilidade existe e este blogueiro cumpre seu dever para com vocês, leitores, e avisa desde já.

Ao que parece se cumprirá a previsão deste blog: Mais escândalos surgirão e Sarney balançará mais e mais. Ele precisa que as denúncias cessem. Mas elas estão longe de fazê-lo.

Aguardemos.”

Pois bem. O Perspectiva acertou. E acertou em cheio!

A revista Veja, que foi distribuída apenas hoje, traz em seu interior uma matéria que trata justamente de uma possível conta do Presidente do Senado, José Sarney, no exterior.

Enfim, constatado o acerto do Perspectiva Política e deste blogueiro, passemos ao comentário sobre o conteúdo da matéria em si:

Aparentemente, auditores do Banco Central encontraram uma contabilidade clandestina no falido Banco Santos e ela indicaria que o presidente do Senado, José Sarney, tinha uma conta no exterior.

Um dos documentos encontrados seria chamado JS-2 e, em sete linhas, relataria a movimentação de dólares em uma conta no exterior. Em outros documentos recolhidos no período da investigação, o banqueiro Edemar Cid Ferreira, dono do Banco Santos, se referia a José Sarney como JS.

Para piorar, o documento, de 10 de junho de 2001, apontaria a entrega de 10.000 dólares em Veneza, na Itália, a alguém chamado “JS”. Justamente neste dia, Edemar e Sarney estavam juntos na cidade italiana, para visitar a Bienal de Artes da Cidade.

A denúncia, por mais que ainda tenha que ser apurada, até porque ter as contas, em si, não constitui crime, e sim, não declará-las e pagar impostos por elas, já configura mais um constrangimento daqueles com que Sarney não poderia nem pensar em ter que arcar agora.

Como este blog já disse, por mais que Sarney tenha o apoio do Presidente Lula e muitas cartas na manga, ele depende, necessariamente, do fim das denúncias. Sarney precisa, desesperadamente, para se manter no cargo de Presidente do Senado, que os escândalos cessem.

Esta tal conta no exterior não ajuda nem um pouco. Pelo contrário, comprova que vem mais “chumbo grosso” por aí, como alguns analistas, mais enfronhados nos bastidores de Brasília, têm afirmado.

Aos que quiserem saber mais sobre a conta no exterior de Sarney, vale a pena clicar aqui e conferir matéria do jornal O Globo, que repercute as informações veiculadas originalmente na revista Veja.

Meirelles: “Não dá para ser leniente e ter excesso de otimismo”

19/05/2009

Disse o Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a respeito da necessidade do Brasil manter os pés no chão, embora esteja começando a se recuperar da crise:

“Temos que trabalhar duro. Não dá para ser leniente e ter excesso de otimismo”

Parabenizo Meirelles pela declaração, embora entenda que outras proferidas por ele foram equivocadas.

Se o otimismo é necessário para todos e, principalmente, para os que comandam a nação, o excesso dele é, sim, leniência no que tange a fuga da realidade.

Temos que confiar em nosso País, incentivar o investimento, porém, ao mesmo tempo, não podemos nos basear no que queríamos que estivesse acontecendo, e sim, no que está de fato ocorrendo.

É trabalhar com o ser, e não com o dever ser. Por mais que eu queira que o Brasil seja um paraíso onde as crises não chegam, ele não é. Tenho que ter noção disso e não fantasiar a respeito de recuperações excessivamente rápidas.

Cautela e otimismo podem andar juntos. Devem. Se eu sei disso, o governo também deve saber. Meirelles sabe. Que ensine aos outros.