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Coluna do dia: O que é problema de Lula?

31/07/2009

Por Yashá Gallazzi*

Mesmo indo de encontro a algumas das orientações redacionais mais clássicas, me vejo obrigado a iniciar o presente texto com uma indagação dirigida aos leitores. Assim, pergunto: se Sarney não é problema de Lula, nem problema que diz respeito a mim – que não votei nele -, quem seria o responsável? Aliás, reformulo a questão a fim de abranger um pouco mais do campo político: O que exatamente seria problema de Lula, já que as coisas atinentes ao Brasil – que ele chama de “essepaiz” – parecem não lhe dizer respeito?

Tal qual um Hamlet shakesperiano, me vejo diante da grande questão que me assombra, permanentemente, neste Brasil moderno onde impera a inversão de valores morais, o aviltamento da coisa pública e o estupro da democracia. Olho para a caveira e pergunto: O que é, afinal, problema de Lula? Com o quê o primeiro mandatário do país deveria se ocupar nos seus dias?

Então folheio as páginas de alguns dos principais jornais brasileiros – vocês sabem: aqueles comprados pela elite burguesa e preconceituosa… – e descubro algumas das ocupações que tomam o tempo de Lula.

Enquanto ignora o “caso Sarney” e a implosão da democracia brasileira, o presidente “dozoperário” e “dozoprimido” se dedica a emprestar apoio intelectual e ideológico à revolução bolivariana de Hugo Chávez. Basta perceber que o governo brasileiro é um dos maiores entusiastas da ação vagabunda perpetrada por Manuel Zelaya – um macaquito sob as ordens do “mico mandante” venezuelano – em Honduras. Mais ligeiro do que o Brasil na defesa do socialismo bolivariano só mesmo Hussein, o Presidente-de-ébano.

Mas não é só. Lula também tem outras ocupações, afinal é o – como é mesmo? – “líder da América Latina”. E, como tal, cuidou de se curvar rapidamente aos interesses do Paraguai, representados pelo esbulho que Fernando Lugo, o Rocco Siffredi falsificado, promoveu contra o dinheiro de todos nós, brasileiros. Sem meias palavras, poder-se-ia dizer que o bispo paraguaio (com trocadilho, por favor) seviciou o Brasil, tal como costumeiramente fazia com suas beatas. E Lula, prostrado como um masoquista à beira do orgasmo ideológico, não exitou em atender todos os pedidos daquele que é pai de muitos paraguaios. Tudo em nome da – como é mesmo? – “autodeterminação dos povos”.

Já escrevi aqui no passado: Sempre que um petista fala em soberania e autodeterminação o objetivo é justificar uma humilhação imposta ao Brasil por alguma republiqueta vagabunda e filomarxista. Sob Lula, caros, “essepaiz” não se humilhou mais perante “uzamericânu” e o FMI. Agora só nos humilhamos diante de Chávez, Lugo, Correa, Evo Morales, das FARC, da Coreia do Norte, de Ahmadinejad e de Kadafi. Bons tempos em que éramos apenas lacaios do imperialismo Yankee…

Então fica claro: “Problema” do Lula é dar suporte – logístico e moral – à canalha mais abjeta do continente. É financiar o governo do bispo-garanhão, Fernando Lugo, para garantir que a popularidade do conquistador não caia ainda mais, acabando por atrapalhar a expensão dessa nojeira que o moderno “pogreçismo” apelidou de “alternativa bolivariana”.

Simplificando, temos que o Estado brasileiro – ou seja, eu e você, leitor amigo – está financiando as pensões alimentícias pagas por Lugo. E, quiçá, uma ou outra garrafa de vinho Bourbon, usada pelo papa-beata para seduzir mais alguma militante.

Mas Lula é capaz de muio mais! Ocupar-se de Honduras e do Paraguai já seria trabalho em demasia para qualquer homem, mas não para Lula! O petista ainda consegue escalar alguns dos seus auxiliares mais espalhafatosos para completar a tarefa de nos humilhar publicamente diante de todo o mundo civilizado.

Na mais recente ocasião, a função coube a Celso Amorim, o valente pacifista que critica a guerra no Iraque, mas empresta apoio à ditadura assassina da China e do Sudão. Por quê? Porque criticar os Estados Unidos é – se me permitem – revolucionariamente chique. Mas já me desviei. Retomo: Amorim veio a público exigir a transparência da Colômbia em relação aos acordos de cooperação militar que mantém com os americanos. E isso – pasmem! – no mesmo dia em que descobriu-se que a Venezuela, do “companhêro” Chávez, contrabandeou armas para a canalha das FARC.

Sim, é isso mesmo, leitor amigo. O maior aliado do lulismo no continente, o símio que pretende imitar Stalin, perpetuando-se no poder venezuelano, está financiando o terror praticado por aqueles revolucionários que pretendem criar o tal “outro mundo possível” por meio do estupro, do homicídio e do tráfico de drogas. Não é mesmo fascinante?! E o Itamaraty disse alguma coisa contra a operação escabrosa engendrada por Chávez? Ora, claro que não! Foi é encontrar motivos para criticar as ações militares de Colômbia e EUA, que visam – vejam que coisa fantástica! – combater as FARC! O corolário disso é muito importante, e não pode passar batido: em uma guerra entre o Estado democrático de Direito (Colômbia/EUA) e o terrorismo (FARC/Venezuela), o governo do PT escolheu o lado do mal absoluto.

Começo a pensar que seria muito melhor se Lula deixasse de lado as coisas com que se tem ocupado ultimamente… Seria bem melhor – ou menos pior… – se ele se ocupasse de Sarney e da crise política que ameaça dinamitar o parlamento e a democracia brasileiros. Sim, eu sei que não se pode confiar na capacidade de Lula para solucionar a contenda, afinal, estamos falando de alguém que confunde Turco com Árabe, Árabe com Libanês e a dupla Flamengo e Vasco com apoiadores e opositores de Ahmadinejad. Não se pode esperar muito mesmo de alguém assim, reconheço. Mas, se Lula deixasse de lado a gentalha bolivariana e se ocupasse um pouco mais “dessepaiz”, talvez soubesse que Sarney não foi eleito pelo Maranhão, como disse hoje em matéria publicada pelo portal de notícias da Globo.

Eis aí o retrato mais fiel da mentira criada em torno do messianismo lulista. O retirante, operário e analfabeto, que teria viajado todo o Brasil, conhecendo de perto “uspobrema çoçial”, ainda nem sabe que o estado responsável pela eleição do seu maior aliado foi o Amapá. Lula, infelizmente, existe. E suas asneiras são reais, assim como sua figura bonachona e arrivista. Mas, se ele não existisse, ninguém sentiria falta dele. Só Sarney. E Lugo. E Chávez. E Evo. E Correa…

* Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas e editor do blog Construindo o Pensamento

Coluna do dia: O Taliban

10/07/2009

Por Yashá Gallazzi*

taliban

Em mais de uma ocasião acabei provocando alguma polêmica ao defender de forma veemente a civilização ocidental e seus valores, notadamente a democracia e o sistema de liberdades individuais. No mais das vezes, as discordâncias giram em torno da suposta intolerância que me caracterizaria ao falar dos que considero inimigos da nossa civilização e, se querem saber, acho que meus críticos estão mesmo cobertos de razão. Eu realmente não tolero os valores que se mostram antagônicos aos nossos, porque – e aqui levanto mais uma polêmica – o Ocidente é moralmente superior aos seus algozes. Simplificando, posso dizer sem medo de errar: ou lutamos pela hegemonia dos nossos valores, ou teremos a barbárie. E ao longo deste texto explicarei o porquê disso.

Li na Folha de São Paulo que o grupo terrorista Taliban, não satisfeito em promover aquilo que – se me permitem – passo a chamar de “terrorismo convencional”, explodindo inocentes em nome do propósito supostamente divino de destruir os infiéis ocidentais, decidiu descer ainda mais baixo, a ponto de chegar às portas do inferno, adentrar o reino de Lúcifer e, uma vez ali, assumir o lugar de Hasmodeu. O que houve, afinal? Segundo o que foi noticiado no jornal paulista, os fascinorosos terroristas estão comprando crianças – algumas de onze anos apenas! – para usá-las como instrumento de sua guerra teratológica. Explico melhor: pagando em média seis mil dólares por cada infante, a canalha adquire carne fresca para sacrificar em nome de sua “causa” sociopata. As crianças que, envoltas em bombas, explodem a fim de matar os cães do ocidente, não passam de mercadoria, pertences aos Taliban.

Eu, que sempre cultivei os mesmos valores éticos e morais aborrecidamente imutáveis, não preciso de mais argumentos para ter certeza do óbvio: somos moralmente superiores a essa gente torpe! E por uma razão bem simples: aqui, no ocidente, a regra geral é proteger e amar as crianças, garantindo-lhes a vida, o mais basilar de todos os direitos individuais. Por mais mazelas sociais que ainda enfrentemos, por mais injustiças que sejam cometidas diariamente contra nossas crianças, violadas e escravizadas, ninguém pode nos acusar de não alimentar os princípios e os valores certos e humanamente melhores. Pode parecer pouco, mas é o fundamental, afinal, os homens – que subvertem a ordem e a legalidade – passam, ao passo que os valores permanecem, simbolizando um inteiro povo.

Não há maneira de tergiversar. Aqui, o nosso norte moral nos impõe o dever de proteger nosso futuro, representado por aqueles que darão sequência à obra por nós iniciada. Não há nenhuma causa ou objetivo capaz de nos levar a sacrificar nossas próprias crianças. Já no Oriente, refém do fascismo islâmico, a causa principal que os move é a destruição da besta ocidental e, para tanto, se pode lançar mão de qualquer recurso, por mais espúrio que seja. Já não era segredo que o terrorismo encontra muita desenvoltura para assassinar inocentes – inclusive crianças – do “lado de cá”, afinal, eles não fazem distinção: somos todos infiéis. A novidade agora é perceber que eles também não hesitam em sacrificar seus próprios inocentes. Suas crianças. Seus filhos. Essa gente representa o mal absoluto e precisa, sim, ser detida. É imperativo que o Ocidente imponha, de fato, a supremacia dos seus valores, para escorraçar os bárbaros que tentam buscar a hegemonia no mundo.

Está evidente que me refiro à necessidade de se combater e vencer a chamada guerra contra o terror. Impedir que a escória do mundo continue sacrificando crianças inocentes em nome de uma “guerra santa” é um verdadeiro imperativo moral para nossa civilização. E para quem ainda não acredita em superioridade de uma cultura sobre outra, proponho um exercício revelador: Lembram de George Bush, o ex-Satã de todo o mundo progressista, humanista e pacifista? Pois bem, o Republicano, tão reacionário, tão conservador e tão belicista, não arregimentou uma única criança para mandar ao Afeganistão e ao Iraque, lutar pelos Estados Unidos e pelo Ocidente. Isso porque aqui nós escolhemos proteger nossas crianças, não assassiná-las. Se algo assim não for suficiente para demonstrar o quanto a nossa escala de valores é superior às demais, espero que alguém me diga o que seria.

Custa-me, por exemplo, entender a abjeta condescendência que alguns ocidentais insistem em nutrir para com os seus algozes, os islamofascistas. Basta lembrar que, quando da ação americana no Afeganistão, os pacifistas de um lado só se apressaram em condenar Bush, denunciando sua – como era mesmo? – “política imperialista” e advogando em favor da tal “autodeterminação” dos povos, que garantiria a qualquer grupo o direito de ter seus próprios imperativos éticos e morais. O ponto é que, nestes tempos sombrios de inversão dos valores mais basilares da civilização, essa tal “autodeterminação” deve ser entendida como o direito que cada povo tem de amarrar bombas às suas crianças, usando-as como armas de guerra. Isso, caros, não pode – e não deve – ser aceito por nós, ocidentais.

Cruzar os braços diante de horrores como os perpetrados pelos Taliban é permitir que os portais do inferno sejam escancarados e que os demônios ditem as regras destinadas a reger nossas vidas. Assistir de forma passiva às atrocidades que o fascismo islâmico pratica, em nome de sua cultura e de sua moral, é concordar com o fato de que a nossa moral já capitulou e nada mais pode. Isso é falso! Urge resistir e prosseguir no único caminho possível quando o assunto é o combate ao terrorismo: caçar o inimigo, encontrar o inimigo e matar o inimigo. Devemos destruí-los não apenas para garantir o futuro de nossas crianças, mas para permitir que as deles também possam viver para, ao menos, sonhar com um. Hoje, sabemos, elas têm a vida ceifada pelos fascínoras que lhes impõem a obrigação de carregar bombas presas ao corpo.

Lembro-me de Sir Winston Churchill, um dos grandes baluartes da defesa do mundo ocidental. Criticado pelo imperialismo das potências europeias, o britânico dizia: “não há mal que o Império Britânico supostamente tenha feito aos colonos, que não possa ser, em muito, superado pelo mal que os próprios colonos praticam uns contra os outros.” E isso vem resumir com especial grandiloquência o argumento central articulado ao longo deste texto. Ou temos a hegemonia dos nossos valores éticos e morais, ou só restará a barbárie.

* Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas e editor do blog Construindo o Pensamento